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GBOEX completa 105 anos sendo líder no mercado em que atua

Denise Bueno
Escrito por Denise Bueno

O grupo GBOEX acaba de completar 105 anos. Foi fundado em 24 de maio de 1913, no Colégio Militar de Porto Alegre. A ideia era, primeiramente, amparar financeiramente as famílias de associados militares falecidos. Mas em 1965, o grupo optou por expandir sua área de atuação e abriu suas portas à população civil e hoje é líder de mercado entre as entidades abertas de previdência complementar sem fins lucrativos, com 63% de market share de janeiro a maio deste ano, segundo ranking elaborado pela Siscorp com base em dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep).

O blog Sonho Seguro entrevistou Ilton Roberto Brum de Oliveira, diretor-presidente da diretoria executiva do GBOEX para saber como a centenária empresa passou por vários planos econômicos e como se reinventa agora com a disfunção digital que transforma os mercados financeiros. “O que faz uma empresa ficar por mais tempo, durar mais que outras é uma questão de gestão”, afirma. Veja abaixo trechos da entrevista.

O GBOEX completa 105 anos em um país com altos e baixos. Qual a receita de sucesso?

Em 105 anos foram muitas mudanças, muitos planos econômicos, abertura do mercado novos players. Isso exigiu da empresa muito planejamento, comprometimento e disciplina. Foi criada com uma nobre missão: proteger famílias. Nasceu com os valores “tradição, solidez e segurança”, que se mantiveram intactos, ultrapassando todas as crises do país, conquistando o respeito no segmento em que atua, bem como da população e dos seus associados. Você me pergunta qual a receita? Uma empresa pode durar 3, 5, 20, 100 anos ou mais. O que faz uma empresa ficar por mais tempo, durar mais que outras é uma questão de gestão. Uma boa gestão é aquela preparada para enfrentar qualquer desafio, mantendo forte o seu alicerce. Não fazemos estratégias pensando só no agora. Fazemos pensando no futuro.

O  GBOEX hoje está entre as maiores empresas de previdência do Brasil. Quais as ações para estimular o hábito de poupar para a aposentadoria?

O “carro-chefe” é a previdência de risco, o pecúlio, que é uma forma de previdência em caso de óbito do titular do plano. Esta cobertura visa prover a família caso o responsável financeiro venha a faltar. A previdência como forma de  aposentadoria é muito importante, pois visa a formação de uma reserva financeira para quando a pessoa não estiver mais na vida ativa. Buscamos otimizar a rentabilidade da poupança de nosso cliente. O GBOEX Prev apresenta excelentes rendimentos, mas estamos sempre evoluindo e por isso, em breve, apresentaremos novidades.

Quais os desafios a vencer? 

Os desafios são vencer as questões culturais, que a cada ano, vem sendo trabalhadas e gerando avanços no entendimento da necessidade de proteção. As pessoas estão cada vez mais cientes da necessidade de proteger a vida, além de proteger somente os bens materiais. A comunicação, por parte das companhias, está ampliando essa percepção. Estamos em constante desenvolvimento, acompanhando essas mudanças, para estarmos sempre preparados e inovando  estratégias. A disseminação da importância desses valores de proteção, é uma das nossas principais preocupações.

Além do hábito de poupar, acredita que as pessoas estão mais atentas aos riscos como acidente pessoal, pecúlio, funeral entre outros?

Risco existe sempre, cada vez mais.  Fatores como violência, acidentes, catástrofes ambientais e a insegurança na previdência social geram atualmente mais preocupações do que no passado. As redes sociais e a facilidade de comunicar-se permitem que os fatos sejam divulgados mais rápidos e para diversos públicos. Isso desperta atenção das pessoas. Muito já se desenvolveu em relação à cultura securitária. Não é mais vista como supérfluo.  Muitas pessoas já entendem como uma necessidade,  mas precisamos ampliar ainda mais esse pensamento. Buscamos trabalhar a questão da educação. Entendemos esse trabalho como compromisso com a sociedade, como parte integrante da nossa missão, que é proteger essas famílias e apresentar soluções, destacando a importância da prevenção. Em breve inauguraremos um curso EaD focado em Educação em Seguros, para auxliar o processo de sensibilização do seguro e previdência.

De que forma a inovação está no dia a dia da empresa?

Nas constantes atualizações que realizamos, seja na área comercial, marketing ou TI, em todos os setores para que haja crescimento. A concorrência é grande e precisamos investir em todas as áreas para acompanhar as mudanças no comportamento do consumidor e as  novas tecnologias. Também investimos na capacitação dos colaboradores, bem como na forma de buscamos no mercado pessoas com experiências em áreas estratégicas para perpetuar esta marca com mais de um século de existência.

Acredita que o brasileiro está preparado para poupar quando a economia retomar e devolver o poder de compra das famílias ?

Uma realizada pela Datafolha em 2017 mostra que o brasileiro é imediatista e tem baixíssima tendência a poupar dinheiro. Ainda falta de percepção da necessidade de proteção,  porém se tem obtido progressos na contratação de planos de caráter previdenciário. Como já citei, as pessoas estão começando a se preocupar mais com o futuro, em virtude do trabalho em conjunto que as empresas do setor de previdência e seguros, bem como das entidades e confederações do setor, estão desenvolvendo em termos de educação financeira e educação em seguros. As estatísticas constantemente publicadas pela CNseg e FenaPrevi mostram a evolução do segmento de vida. As contribuições a planos de previdência complementar aberta somaram R$ 117,66 bilhões em 2017, resultado 2,5% superior ao montante acumulado no mesmo período em 2016, quando os aportes totalizaram R$ 114,7 bilhões. Estamos no caminho certo. Tenho certeza disso.

Sobre a Autora

Denise Bueno

Denise Bueno

Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista da revista Apólice, especializada em seguros, e também do SindSeg-SP. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalizacao entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil.

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