Susep, BC e CVM lançam iniciativa para desenvolver o mercado de capitais

Todos os dias o Diário Oficial traz uma série de medidas para ajustar a Superintendência de Seguros Privados (Susep) ao modelo de gestão da titular Solange Vieira e preparar a autarquia para ser uma Agência Reguladora ao incorporar a Previc em data ainda não certa por ainda precisar definir se a fusão se dará por Medida Provisória ou por Projeto de Lei. Independente disso, vida que segue para organizar o crescimento do setor diante das transformações trazidas pela economia digital.

Ontem, Banco Central, CVM, Susep e representantes do Ministério da Economia se reuniram para acelerar uma agenda microeconômica de desenvolvimento do mercado de capitais brasileiro. Lançaram a “Iniciativa de Mercado de Capitais”, noticia o Valor na edição desta terça-feira. De acordo com João Manoel Pinho de Mello, diretor de organização do sistema financeiro do BC, os reguladores pretendem encaminhar seis propostas em até quatro meses.

As medidas incluem criação de “sandbox” regulatório, que vai permitir que empresas iniciantes inovadoras tenham licenças temporárias dentro de um ambiente regulado. Cada autoridade tem de editar uma parte das normas, mas a coordenação vai harmonizar as regras no âmbito do IMK, aponta Mello. “Haverá um comunicado conjunto de CVM, Susep e BC, sob coordenação do Ministério da Economia.”

Preveem também o aperfeiçoamento da regulação para melhor utilização de imóveis como garantia nas operações de crédito, expansão da base de informações de crédito e criação de indicadores de capitalização de mercado.

O jornal destaca que a Susep pretende lançar, ainda em junho, uma norma para insurtechs. “BC e CVM estão mais avançados e a Susep gostaria de colocar ainda neste mês uma norma de insurtechs para criar as flexibilidades regulatórias”, afirmou.

A autarquia deve divulgar em duas ou três semanas uma orientação ao mercado buscando aumentar a transparência e permitir melhor acompanhando do desempenho dos fundos de previdência privada, PGBL e VGBL, como destaca o portal Arena do Pavini. Segundo o diretor da Susep, Eduardo Fraga, o objetivo é adotar ações para que os custos e as taxas de administração desses fundos caiam a partir da maior concorrência. Entre as medidas devem estar mecanismos para estimular a transparência e a maior divulgação de dados, como a nova classificação de fundos para facilitar a comparação entre os gestores. Essa nova classificação está sendo discutida pela associação do setor, a FenaPrevi, e a Anbima.

Líder depende de mudanças regulatórias para avançar com agenda 2019 do DPVAT

Seguradora Líder lança primeira edição de Cartilha Médica

A pauta de mudanças no seguro DPVAT, construída desde o final de 2017 pela Líder Seguradora, que administra o consórcio de seguradoras participantes, é um dos temas prioritários para a nova gestão da Superintendência de Seguros Privados (Susep). Solange Vieira, que assumiu o comando do órgão regulador há quase dois meses, afirmou em entrevista na semana passada, que já foram identificados alguns problemas. “Ele tem um índice de denúncias elevado, funciona sobre uma estrutura de monopólio, o que nos dá uma sensação de desconforto, e estamos pensando em como podemos regular um novo modelo que atenda melhor a população.  Há uma convocação da Câmara dos Deputados para discutir o assunto e estaremos lá para tornar a discussão pública”, comentou. 

A seguradora Líder reforçou algumas das ações que vem sendo tomadas no último ano. Para começar o debate, a Líder solicitou um estudo da McKinsey & Company, que analisou o seguro de acidentes de trânsito em 36 países. A partir dele, foi produzido um documento com 19 propostas para o aprimoramento do modelo de gestão do Seguro DPVAT e encaminhado à Susep em 2018, assinado conjuntamente com a Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg) e a Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg). O material foi entregue à Susep e também encaminhado para a equipe do atual presidente, na época das eleições, e aos parlamentares. 

Entre as medidas, a Líder propõe que a indenização máxima no país seja reajustada dos atuais R$ 13,5 mil para R$ 25 mil. Para que isso aconteça, é preciso mudar a legislação, uma vez que são definidos pelas leis 6.194/1974 e 11.945/2009.

Veja outras medidas:

Segundo informa a Líder na agenda de 2019, são desafios que demandam união de esforços e comprometimento de todos os brasileiros. Somente esse encontro de ideias e de compromissos poderá garantir o avanço na redução de acidentes e no amparo às vítimas de trânsito no Brasil. “Dessa forma, deixamos aqui nosso pedido de apoio para avançarmos nesta busca incessante por um modelo que garanta a todos os brasileiros um amparo no caso de acidentes de trânsito, aprimorando a legislação e promovendo decisões que aperfeiçoam o modelo de gestão do Seguro DPVAT”, ressalta no texto em que resume a agenda do DPVAT para este ano.

A indenização pelo Seguro DPVAT é um direito dos 208 milhões debrasileiros, mesmo sem apuração de culpa, constituindo um instrumento de proteção social sem similar no mundo, tamanha a sua abrangência e importância no contexto brasileiro.

Nos últimos 10 anos, foram pagas mais de 500 mil indenizações doSeguro DPVAT por morte no trânsito. 3,1 milhões de pessoas que ficaram com algum tipo de invalidez permanente. 4,5 milhões de indenizações ao todo. 

Generali fecha acordo com varejista Novo Mundo

Fonte: Generali

A Generali fechou uma parceria bilionária com o Grupo Novo Mundo, uma das maiores redes do país no segmento de móveis e eletrodomésticos, com forte atuação na região Centro- Norte. O contrato de 15 anos, fechado entre os dois precursores da garantia estendida no Brasil, prevê a geração de R$ 2,4 bilhões em prêmios, com antecipação de mais de R$ 120 milhões para investimento na distribuição de produtos. A venda de apólices de garantia estendida, roubo e furto de celular, proteção financeira, seguro medicamento, entre outros, será oferecida nos mais de 150 pontos de venda da varejista espalhados pelo Brasil.

“Estamos muito entusiasmados com a oportunidade de desenvolver nosso relacionamento com a Novo Mundo e dar um passo significativo no mercado brasileiro de seguros de consumo em massa. Escolhemos a Rede Novo Mundo pela solidez do Grupo e pela experiencia na venda de seguros”, afirma Claudia Papa, responsável pelo nicho massificados da Generali Southern East Europe e Americas e vice presidente do Brasil.

“Essa parceria reúne velhos conhecidos, fortalecendo ainda mais a nossa operação, que será, com certeza, uma das mais importantes deste setor. Vamos abrir o mercado do Centro-Norte para novos produtos”, declara Antonio Cássio dos Santos, Antonio Cássio dos Santos, Global Sponsor de B2B2C do Grupo Generali e CEO das Américas e Europa do Sul.

José Guimarães, diretor do grupo Novo Mundo, que esteve à frente das negociacões, acrescenta: “A expansão de diferenciais no mercado varejista é importantíssima e a possibilidade de promover novos serviços aos nossos clientes nos deixa muito animados. Essa parceria nos levará à venda de produtos de alta qualidade a uma região de grande crescimento econômico, a Centro-Norte. Contamos com o expertise da Generali, uma das maiores seguradoras da América Latina, e estamos muito confiantes nesse lançamento”, finaliza.

O contrato aconteceu por meio da corretora de seguros, THB UNTD. “Reunimos segurança e tradição no desenvolvimento de produtos personalizados e adequados às necessidades de cada cliente. Nossa estrutura operacional e experiência garantem a prevenção de riscos e redução de possíveis perdas, garantindo sempre tranquilidade e confiança aos nossos parceiros. Esperamos promover vários outros serviços com os Grupos Generali e Novo Mundo”, finaliza Helio Prandini, da THB UNTD.



Ituran Brasil: Comemoração de 20 anos reúne mercado de seguros

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Fonte: Ituran

“O uso da inovação tecnológica, como o Big Data (análise e a interpretação de grandes volumes de dados de grande), muda o conceito do nosso negócio”, destaca Amit Louzon, CEO da Ituran Brasil

A comemoração dos 20 anos da Ituran Brasil, empresa israelense líder global em rastreamento veicular, no Centro de Eventos – Fecomercio (São Paulo), reuniu nomes importantes do mercado de seguros, além de grandes clientes B2B e parceiros. A companhia compartilhou mais do que sua trajetória de sucesso no País e índices imbatíveis de recuperação: aproveitou o momento para apresentar aos presentes novidades de produtos e serviços que irão auxiliar cada vez mais na recuperação veicular.

Amit Louzon, CEO da Ituran Brasil, destacou que o uso da inovação tecnológica, como o Big Data (análise e a interpretação de grandes volumes de dados de grande), muda o conceito do negócio e a relação com o público. “A tecnologia permitirá definir, semana após semana, a utilização real do veículo coberto pela apólice de seguros. Essa mudança reduzirá os custos para os consumidores, além de proporcionar auxílio em casos de emergência. Se o proprietário mora em uma região com maior incidência de roubo e furto, mas o uso do carro é restrito a horários com baixo registro de crimes, o custo do seguro será mais baixo. É a tecnologia sendo utilizada em favor do mercado”, destacou Louzon, que comemorou: “O Brasil é o nosso principal mercado, parte de nossa história. Estou orgulhoso em estar aqui”.

O palestrante Reginaldo Leme, ícone nas transmissões de F1- TV Globo e um dos mais respeitados jornalistas do País, fez um paralelo do uso da tecnologia das pistas em relação ao mercado nacional de rastreamento. “A partir do início dos anos 80 os computadores tornaram-se equipamento obrigatório na Fórmula 1. Eles são indispensáveis na cronometragem, controlando parâmetros como consumo de combustível e regime de rotações. É o que se chama de telemetria. Há 20 anos a Ituran, multinacional israelense, chegou no Brasil usando essa tecnologia – se nas pistas ela trás precisão, nas ruas segurança. O exclusivo sistema de rastreamento da Ituran surgiu com o objetivo de auxiliar a Força Aérea Israelense a localizar os pilotos em situações de combate ou emergência. A Ituran construiu sua história com índices imbatíveis e olhando o progresso do segmento. Fazendo um paralelo com a F1, cada milésimo de segundo, faz diferença na recuperação – e isso implica na pole de alguém que há 20 anos ajudou a abrir esse mercado no País”, ressaltou Leme, parabenizando a multinacional israelense que “já nem mais tem sotaque, compreende a nossa língua”.

Tatiane Monteiro, gerente de marketing da Ituran, traçou a ordem cronológica desde a chegada da companhia no Brasil, suas conquistas e visão futura do mercado de rastreamentos. “Somos uma multinacional israelense com ‘DNA’ brasileiro, uma vez que aqui é o nosso principal mercado. Comemoramos 20 anos de atuação e, nosso sentimento, é de profunda gratidão aos colaboradores, parceiros e clientes. Nosso obrigado pela confiança em todos esses anos. Caminhamos preparados para o futuro investindo sempre em inovação tecnológica”, enfatizou.

Na plateia de mais de 400 pessoas, além de líderes do mercado de seguros, o presidente do Sincor-SP, Alexandre Camillo também marcou presença. No término do evento, Henry Vargas e Klauss Durães, mostraram aos convidados um show de entretenimento que supera velhos truques do mundo da mágica. Com uso de hologramas, realidade aumentada, tablets e muito mais, eles desenvolveram técnicas inovadoras para modernizar os números de ilusionismo e voltar a surpreender as pessoas. “Foi uma noite especial, momento de rever parceiros e levar nossa mensagem do que estamos projetando para o futuro”, finalizou Tatiane.

SulAmérica lança nova fase da campanha “Tá com Tudo”, com foco no Médico na Tela

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Fonte: SulAmérica

A SulAmérica deu início neste mês à nova fase da campanha “Tá com Tudo”, com destaque para um dos seus diferenciais competitivos em Medicina Conectada: o Médico na Tela. Do ponto de vista do corretor, a aposta da companhia é que o serviço contribuirá para a geração de novas oportunidades para os parceiros que comercializam o produto de Saúde da seguradora.

“O Médico na Tela é mais um serviço inovador da companhia para levar o médico quando e onde o nosso segurado precisa. Temos uma das melhores redes referenciadas à disposição, mas o cliente SulAmérica também pode pedir uma orientação telefônica, um médico na sua casa e agora, ele pode ter um médico na tela do seu celular. Esta inovação demonstra o cuidado da companhia em oferecer serviços que proporcionem mais conveniência para nossos clientes”, comenta André Lauzana, vice-presidente Comercial e de Marketing da SulAmérica. “Ao mesmo tempo, o Médico na Tela é uma oportunidade para que os nossos parceiros gerem ainda mais negócios, dada a atratividade deste serviço para seus clientes”, reforça Lauzana.

A nova fase da campanha “Tá com Tudo” contará com campanha publicitária na TV aberta e por assinatura, spots em rádio e relógio de rua, além da criação de um hotsite e ações em redes sociais.

O serviço

O Médico na Tela, lançado no primeiro trimestre deste ano, permite aos clientes responsáveis por crianças de até 12 anos solicitar uma videochamada com médico pediatra para receber orientações e tirar dúvidas, oferecendo comodidade e segurança aos segurados.

SulAmérica lança edição da PRA Super Campeões

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Fonte: SulAmérica

Como parte do Programa de Reconhecimento ao Corretor, campanha incentiva ampliação de negócios e premiará corretores com melhor desempenho

Lançada durante a premiação do PRA Super Campeões, em Trancoso (BA), a nova campanha do Programa de Reconhecimento ao Corretor (PRA) da SulAmérica para 2019 desafiará e incentivará os seus mais de 30 mil parceiros a gerar ainda mais novos negócios em todos os segmentos de atuação da companhia. Como forma de coroar os melhores desempenhos, a seguradora reconhecerá os corretores com diversos prêmios ao longo do ano e duas viagens marcadas para 2020.

“O PRA Corretor é o melhor programa de reconhecimento aos corretores no Brasil. Queremos incentivar nossos mais de 30 mil parceiros a gerarem cada vez mais negócios e baterem recordes em vendas ano após ano. Para isso, investimos em ferramentas, treinamentos, suporte e atendimento para eles estarem ainda mais preparados para entender o comportamento de seus clientes e oferecer uma experiência de consumo diferenciada”, comenta o vice-presidente Comercial da SulAmérica, André Lauzana.

Para a nova campanha do PRA Super Campeões os critérios de elegibilidade consideram, entre outros aspectos, o fato de que cada participante só concorre com outros corretores da mesma região.

Reconhecimento

O PRA Super Campeões é feito em três rodadas a partir de abril. A primeira rodada será finalizada em junho e os corretores mais bem pontuados de cada uma das 90 filiais da SulAmérica concorrem a diversos prêmios em um evento especial feito para eles. Já na segunda rodada, que vai de abril até setembro, os corretores com maior pontuação na sua região concorrem a seis carros. 

A última rodada, por sua vez, considera toda a produção do corretor entre abril e dezembro. A premiação, uma das mais esperadas pelos parceiros, são as viagens nacionais e internacionais. Em 2020, os Supercampeões ganharão uma experiência exclusiva em um resort no Brasil ou uma viagem internacional para Praga, capital da República Tcheca, e Viena, capital da Áustria, ambas na Europa Central.

Valor publica revista sobre mercado segurador

Revista Seguros Valor

A revista está disponível no link do portal do Valor para assinantes.

Cenário – O setor de seguros emitiu sinais de recuperação nos dois primeiros meses do ano, após a arrecadação de prêmios ter experimentado taxas negativas na série de 12 meses móveis ao longo dos quatro últimos meses de 2018. Massificação de produtos para atender boa parte da população que ainda não tem seguros é uma das estratégias para crescer em um ano de economia fraca. 

Conjuntura – Mercado segurador conquista maior competitividade com fusões, aquisições, vendas de carteiras e parcerias.

Resseguros – Sem perspectiva de crescimento da economia e de início de grandes projetos, mercado de resseguros prevê retomada só a partir de 2020.

Previdência –  Reforma trabalhista deve emperrar ainda mais a baixa adesão aos planos por parte das empresas, principal mente os abertos. A falta de cultura providenciaria da população brasileira, alto índice de desemprego, atividade econômica fraca e “pejotização” maior das relações de trabalho explicam a baixa adesão aos planos de previdência corporativos no pais, especialmente os abertos.

Previdência– Concorrência e rouba-monte da portabilidade se intensificam, mas captação da previdência privada não deve avançar além de 6% neste ano. Apesar do entusiasmo com o tema c seus efeitos na percepção das pessoas sobre sua aposentadoria, a discussão da reforma da Previdência por si só não tem sido suficiente para turbinar o setor privado.

Saúde – Com a ligeira reação no número de beneficiários, empresas buscam elevar rentabilidade com uso intensivo de tecnologia e ações de prevenção de doenças. As empresas que atuam no mercado segurador aceleraram seus movimentos neste ano para ganhar mais eficiência, bafejadas por uma leve brisa de recuperação no seu quadro de beneficiários.

Desastres Ambientais– Com fortes prejuízos, algumas seguradoras estão reticentes em fechar contratos e outras desistiram de atender o setor. Os grandes desastres e eventos climáticos estão exigindo cada vez mais a atenção de empresas e do mercado segurador.

Transportes – Seguradoras cada vez mais exigem gerenciamento de contra roubos, desvio de cargas e acidentes nas estradas Num pais como o Brasil, com grande extensão territorial c precárias estradas, o transporte de cargas por caminhão é uma verdadeira aventura terrestre.

Corretores– Com margens reduzidas e em busca de maior receita, corretoras também vão às compras e apostam em parcerias para continuar crescendo. O crescimento mais tímido do mercado segurador em anos recentes impactou direta mente o segmento de corretagem que fez com que as companhias tivessem que se reinventar e buscar alternativas pata compensar receitas c margens mais enxutas.

Vida e Acidentes– Mais pessoas procuram proteção para suas famílias para risco de morte e doença grave e a tendência é de o mercado continuar em expansão.

Seguro Viagem– Levantamento evidencia quais sinistros ocorrem com mais frequência e as diferenças de custos e atendimento em cada região. As empresas que comercializam seguro-viagem no Brasil tem expectativas positivas para este ano após os resultados de janeiro c fevereiro, quando as contratações do primeiro bimestre cresceram 18% em relação a igual período do ano passado e movimentaram R$ 102 milhões em prêmios, segundo a FenaPrevi.

Alta Renda – Mercado oferece coberturas de até R$ 50 milhões em caso de morte, sucessão empresarial e também uso compartilhado de jatos e lanchas. O apetite do mercado de seguro para o público de alta renda, com a oferta de capitais segurados até R$ 50 milhões por vida, parece não ter fim.

Auto – Depois de quatro anos de marcha lenta, de 2014 a 2017, o mercado de seguros para automóveis começa a acelerar. Recessão econômica levou as seguradoras a diversificar suas apólices, incluindo proteção para veículos com até 25 anos. 

Riscos Judiciais – Presentes há décadas no meio corporativo dos listados Unidos e da União Europeia, as modalidades de seguros que envolvem riscos judiciais tem apresentado expressivo crescimento no Brasil, principalmente em razão da edição da Lei Anticorrupção. Com isso, a demanda por coberturas para executivos e oferta de ações está em alta.

Grandes Riscos – Anos de recessão econômica e ausência dc investimentos em grandes projetos, particularmente em infraestrutura, derrubaram a emissão de apólices do seguro de performance (performance bond)- produto que garante indenização contra inadimplência dos contratados para obras. Há expectativa de que o Congresso Nacional aprove rapidamente a nova legislação e que o governo retome as grandes obras. 

Crédito– Para garantir os reembolsos, empresas mantêm bancos de dados sobre a saúde financeira de milhares de empresas. Uma garantia contra o calote, que permite atravessar períodos de incertezas econômicas sem ser surpreendido pela insolvência ou mesmo falência de clientes.

Novas Tecnologias – Empresas desenvolvem ferramentas para atender os clientes com mais agilidade e qualidade, além de darem suporte à atuação dos corretores. Tecnologias como inteligência artificial, blockchain e internet das coisas (loT, na sigla em inglês) estão no radar do mercado segurador brasileiro.

Insurtechs – Avanço no Brasil ainda é tímido, mas é crescente a atração de investidores na integração de diferentes canais de vendas e de assistência aos segurados. Assim como as fintechs chacoalharam (e ainda chacoalham) o setor financeiro, as chamadas insurtechs prometem novo fôlego ao mercado segurador brasileiro.

Arte – Desafio para vender coberturas de coleções particulares, galerias e museus é tornar as apólices mais conhecidas no circuito das artes. A movimentação de negócios no mercado dc arte tem chamado a atenção do ramo de seguros.

Rural –Área plantada com seguro contra problemas climáticos é de uns 10%, mas há perspectivas de avanço desse mercado. O fator de risco que mais impacta na produção dos ruralistas são os eventos climáticos extremos.

Varejo – Mercado continua crescendo com destaque para a garantia estendida de eletrodomésticos e a crescente procura por proteção para celulares. Os novos hábitos de consumo e comportamento – que mudam cm velocidade cada vez maior, a reboque da evolução tecnológica – vem obrigando as seguradoras a ampliar seu portfólio de produtos.

Cyber– Apólices reúnem serviços como advogados e técnicos de informática para auxiliar empresas na reação rápida aos ataques virtuais. Há dois anos, o programa malicioso WannaCry invadiu mais de 200 mil computadores e sequestrou arquivos cm 150 países.

Carreira – A transformação digital que atinge todos os setores da economia, incluindo o de seguros, está trazendo mudanças no perfil do profissional desejado pelas empresas. Para garantir uma vaga no mercado, é preciso combinar domínio de tecnologias com versatilidade comportamental e “senso de dono”. 

Capitalização – Há lançamentos de novos produtos para conquistar quem investe por meio de plataformas digitais para tentar continuar crescendo. Com novos produtos com vendas on-line, em plataformas digitais, players da capitalização querem atrair novos consumidores.

Sai a nomeação de Eduardo Fraga para a Susep

Eduardo Fraga Lima de Mello foi nomeado para exercer o cargo de diretor da Superintendência de Seguros Privados (Susep) em decreto publicado pela Ministério da Economia nesta sexta-feira. Ele é servidor da Susep e agora passa a direção, formando o time chefiado por Solange Vieira, que comandará a nova agência reguladora que surgirá da fusão da Susep e Previc. Já haviam sido nomeados Vinicius Ratton, vindo do Banco Central, Rafael Scherre, egresso da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), e Bruno Dias, diretor de seguridade e jurídico na Fapes (fundo de pensão do BNDES). 

Sobre a criação da agência reguladora que prevê a união da Susep com Previc, Solange citou em recente entrevista que ainda não tem data certa para acontecer. “A norma da fusão já está com o Ministério da Economia. Se for por medida provisória, estimamos algo em torno de um a dois meses. Se for por projeto de lei depende do Congresso, seis meses, dois anos”, comentou.

Leia Mais Susep quer divulgar normas para insurtech em junho

Governo publica decreto em que coloca sua participação no IRB à venda

Irb venda

O Ministério da Economia publicou ontem o Decreto nº 9.811, de 30 de maio de 2019, que inclui no Programa Nacional de Desestatização – PND as ações ordinárias da União representativas do capital social do IRB Brasil Resseguros. O Fundo de Garantia de Crédito Educativo, da Caixa, vendeu neste ano sua fatia de 8,9% no capital do IRB, ou seja, 27,6 milhões de ações, inaugurando a fila de desinvestimentos do governo Jair Bolsonaro. Desde o IPO, em julho de 2017, as ações do IRB mais que triplicaram, saindo de R$ 27 para R$ 92 no pregão de ontem a R$ 104,30.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso das atribuições que lhe confere o art. 84, caput, incisos IV e VI, alínea “a”, da Constituição, e tendo em vista o disposto na Lei nº 9.491, de 9 de setembro de 1997,

DECRETA:

Art. 1º Ficam incluídas no Programa Nacional de Desestatização – PND, para os fins do disposto na Lei nº 9.491, de 9 de setembro de 1997, as 36.458.237 (trinta e seis milhões quatrocentos e cinquenta e oito mil duzentos e trinta e sete) ações ordinárias de emissão do IRB Brasil Resseguros S.A. detidas pela União.

Art. 2º Fica designado o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Socia l – BNDES como responsável pela execução e pelo acompanhamento dos atos necessários à alienação das ações ordinárias do IRB Brasil Resseguros S.A. de que trata o art. 1º, nos termos do disposto nos art. 17 e art. 18 da Lei nº 9.491, de 1997.

Art. 3º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 30 de maio de 2019; 198º da Independência e 131º da República.

JAIR MESSIAS BOLSONARO

Paulo Guedes

Carlos Alberto dos Santos Cruz

Liberty Mutual escolhe o Brasil para abrir terceiro laboratório de inovação

Inovar é uma questão de sobrevivência. Ainda mais quando a margem de ganho com a venda de uma apólice de seguro de carro pode ser comparada ao valor de 3 litros de coca-cola. “Ter lucro com a venda de seguro de carro atualmente é algo que requer muita competência. E fico feliz da Liberty ser uma das seguradoras que tem conseguido crescer tanto em vendas como em rentabilidade”, diz o CEO Carlos Magnarelli durante um encontro com jornalistas.

Segundo ele, para ser rentável neste segmento, que tem registrado queda nas vendas nos últimos anos e margens negativas, se considerada a média do mercado, é preciso entregar o melhor produto e prestar o melhor serviço para cliente e corretor, além de buscar formas de atrair um público maior para a carteira. “A oferta tem de chegar na hora que o cliente precisa. E onde ele estiver. Isso é fazer a diferença na vida das pessoas. Quem mais se diferenciar, mais sucesso terá no mercado”, sentencia o executivo.

A pauta do encontro sinaliza de onde vem boa parte do bom resultado conquistado pela seguradora, que tem cerca de 70% de sua receita proveniente da venda de seguro automóvel. A Liberty Mutual, juntamente com a Liberty Seguros, abriu a terceira filial do Solaria Labs, laboratório de inovação da companhia, em São Paulo, focado em soluções de seguros de auto, residência e seguros para pequenas empresas.

“O Brasil foi escolhido para sediar o terceiro laboratório de inovação do grupo, que começou na sede em Boston (EUA), em 2015. Dois anos depois seguiu para a Ásia (Cingapura) e agora chega a São Paulo, de onde atenderá a agenda de inovação de sete países da América Latina (Brasil, Chile, Colômbia e Equador) e da Europa Ocidental (Irlanda, Portugal e Espanha). Somos a segunda maior operação da Liberty Mutual fora dos EUA e receber o Solaria nos enche de orgulho”, citou o CEO da Liberty, que tem acumulado premiações diversas no quesito inovação.

O Solaria Labs tem no comando José Mello (foto), que voltou à casa depois de pouco mais de um ano fora. Foi ele quem começou a revolucionar a Liberty cerca de cinco anos atrás e agora volta como diretor de Inovação do Solaria Labs. “Um projeto deste é tudo o que um profissional pode querer diante deste quadro de disrupção que vemos no mercado segurador mundial”, comenta.

O Solaria nasceu com conceito de trazer inovação disruptiva para o negócio da Liberty, com o olhar para tecnologia, tendências de mercado e necessidades do consumidores. Quando o grupo encontra uma ideia ou uma startup com potencial de agregar valor a seguradora, é testada no Solaria, que foi criado em uma estrutura à parte do grupo segurador para facilitar a experimentação de novas soluções. 

Segundo ele, o laboratório tem a função de explorar as principais tendências globais nas áreas de mobilidade, habitação, comércio e novas formas de proteção, bem como criar produtos disruptivos que atendam às necessidades crescentes dos consumidores. A Solaria pode ser comparada a uma insurtech, que busca as dores dos consumidores e traz uma solução para ocupar um espaço ignorado pelas seguradoras tradicionais. “O estudo gera um conceito que é testado no mercado. Tento atratividade, passa para o Solária para ser colocado nos mercados onde o grupo atua”.  

“O compartilhamento de casas e carros, por exemplo, mudam o mundo, assim como vemos um futuro grande dos pequenos negócios com o movimento dos autônomos.  O seguro de bem não cabe mais na vida dessas pessoas, que trocaram bens por vivenciar experiências. E é isso que queremos entender. Como atender as demandas desta nova sociedade”, explica Mello. Assim, o laboratório busca as tendências, faz pesquisas sobre tecnologias emergentes, como o processamento de linguagem natural e a visão computacional, buscando criar produtos para a indústria de seguros e outros mercados.

O Solaria não faz aceleração de startups, enfatiza Mello. “Criamos a hipótese, construímos, colocamos no mercado e vamos aprendendo, sempre com a abordagem de inovação, de fortificar o negócio, da disrupção e da diversificação. “A estratégia conta com quatro pontos: comprar participação em empresas, de forma estratégica, não porque vai dar lucro no futuro, mas sim porque precisa ganhar essa competência. Seria como um cliente anjo”, explica. Pode ser também adquirir soluções que já estejam testadas ou construir uma solução do zero”, acrescenta. Se aprovado, o investimento vem de outra empresa do grupo Liberty.

Entre os exemplos de produtos que foram criados dentro do Solaria Labs, Mello citou o produto Simplify Life Insurance, comercializado em Hong Cong, uma apólice totalmente digital moldada pelo cliente diante de suas necessidades num período de longo prazo e que pode ser alterada diante de mudanças na rota do planejamento.

Nos EUA, Mello citou a plataforma Certainly, 100% digital, voltada para o seguro de apartamentos alugados. É praticamente uma irmão gêmea da da insurtech Limonade, que desde que foi criada cresce a taxas elevadas e rouba Market share das das gigantes do setor.

Outra invenção criada no Solaria Labs foi a Dwellbeing, também nos Estados Unidos. Trata-se de uma plataforma que ajuda os clientes a protegerem seus bens, por meio de serviços. O portal traz dicas, com uma agenda na qual pode cadastrar os equipamentos que tem em casa. O portal lembra que a validade do filtro está para vencer. Se não sabe como fazer, o portal oferece um vídeo didático. Se mesmo assim a pessoa não se dispõe a fazer, o portal oferece um prestador de serviço qualificado. É como se fosse um marido de aluguel, termo usado no Brasil para esses serviços.

Uma coisa é certa: há muito para inovar no mercado segurador local e internacional. Certamente muitas ideais vão surgir dentro da Solaria para facilitar a vida dos corretores e dos consumidores, e assim manter as seguradoras centenárias vivas, prestando um serviço de gestão de riscos e garantindo o orçamento familiar e a retomada do ciclo de crescimento dos negócios mesmo diante de imprevistos.