Governo irá criar nova agência para regular fundos e seguros

Em entrevista à GloboNews na noite de quarta-feira, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que o governo estuda criar uma nova agência para regular os fundos de pensão e seguros. Segundo ele, a candidata para dirigir o órgão e a atual atual superintendente da Superintendência de Seguros Privados (Susep), Solange Vieira, que tomou posse em março deste ano.

A ideia de Guedes é criar uma superintendência de controle. “Hoje você tem a Susep, que faz seguros, e você tem a Previc, que faz a supervisão (dos fundos), que visivelmente falhou Falhou miseravelmente. Teve (problemas) no Postalis, no Petros”, disse Guedes. O objetivo é mudar a governança, enfatizou ele durante a conversa com cinco jornalistas da Globo.

AMMS promove eventos comemorativos ao 11º aniversário da abertura no resseguro

Fonte: AMMS

A AMMS promoverá nos dias 24 e 25 de abril, no Rio de Janeiro e em São Paulo, respectivamente, dois grandes eventos em alusão e comemoração ao 11º aniversário da abertura do mercado de resseguros.

O talk show “Resseguros – 11 anos depois” terá como palcos o auditório do IRB Brasil Re, no Rio de Janeiro (Av. Marechal Câmara 171, Centro); e o hotel Renaissance de São Paulo (Alameda Santos 2233). Em ambos os casos, o início do evento está marcado para as 17h30min e, no final, será oferecido o tradicional coquetel para networking entre os presentes.

Para o evento do Rio de Janeiro, os convidados do talk show serão a presidente da AMMS, Margo Black; José Carlos Cardoso – CEO do IRB Brasil RE; Carolina Vieira – diretora de Áreas Corporativas da Markel seguradora e Markel Resseguradora; Luciano Calheiros – CEO da Swiss Re Corporate Solutions;  Judi Newsam – Managing Director and Country Head Brazil Guy Carpenter; Carolina Weber – Risk and Insurance Manager LATAM – Vale; Camila Calais – Sócia da Mattos Filho; e Maria Elena Bidino – Consultora Independente e Conselheira da AMMS.

Em São Paulo, os participantes serão a presidente da AMMS, Margo Black; Ângelo Colombo – CEO da AGCS América do Sul; Antônio Trindade – CEO da Chubb e Presidente da Federação Nacional de Seguros Gerais – FenSeg;  Paula Lopes  – Diretora Executiva de Placement na Marsh Brasil & Bowring Marsh;  Ida Sá da Embraer – Risk Manager na Embraer; Júlia Santoro de Camargo Donato – Sócia do DR&A Advogados; e Maria Elena Bidino – Consultora Independente e Conselheira da AMMS.

INSCRIÇÃO. A grande novidade será o preço diferenciado para os funcionários e associadas de patrocinadores. Os valores serão os seguintes: associadas inscritas – R$ 80,00; não associadas à AMMS – R$ 120,00; associadas e funcionários de patrocinadores – Black (R$ 20,00); Platinum (R$ 40,00); Gold (R$52,00); Silver (R$ 60,00); e Bronze (R$76,00).

No Rio de janeiro, para o evento do próximo dia 24 de abril, a inscrição deve ser feita neste endereço eletrônico: https://amms.org.br/Evento/mercado-de-resseguros-11-anos-depois-rj

Já para a edição de São Paulo, a inscrição pode ser efetiva através deste link: https://amms.org.br/Evento/mercado-de-resseguros-11-anos-depois-sp

PATROCINADORES. Tanto no Rio de Janeiro quanto em São Paulo o talk show contará com o patrocínio de grandes empresas do mercado, sendo quatro patrocinadores “Black” (Chubb, IRB Brasil Re, Swiss Re e Tokio Marine); cinco “Gold” (Austral, Liberty Seguros, Marsh & McLennan Companies; Mattos Filho, Veiga Filho, Marrey Jr. e Quiroga Advogados e Sompo Seguros); cinco “Silver” (Allianz, Fator, THB, Travelers e Willis Towers Watson); e seis “Bronze” (ASAS, DR&A Advogados, Fairfax Brasil, Icatu Seguros, Somus e Matthews Daniel a Bureau Veritas Group Company).

AÇÃO SOCIAL. No Rio de Janeiro, serão recolhidas doações em dinheiro no dia do evento para a instituição de caridade “Sociedade Espírita Cristã Celina” e, em São Paulo, para o “Lar Voluntários do Amor”.

Programação para os dois eventos:

17:30 – Credenciamento

18:45 – Talkshow

20:30 a 21:30 – Coquetel.

O crescimento acelerado de insurtech em debate em evento em SP, dia 25

insurtech

Chegando em sua terceira edição, o Insurtech Brasil 2019 (www.insurtechbrasil.com) traz ao mercado de seguros um mapeamento sobre quem são e como as startups e insurtechs agregam valor ao mercado segurador. Segundo José Prado, organizador do evento, o crescimento das insurtechs no mercado é acelerado pois algumas seguradoras já contam com ecossistemas prontos para “plugar” startups de diversos segmentos aos sistemas legados.

Segundo levantamento do Comitê de Insurtechs da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net), em 2017 foram catalogadas 25 startups em operação. No final de 2018, já somavam 79 startups atuando no ramo de seguros, conforme o primeiro mapeamento oficial sobre esse mercado divulgado no final de 2018. Entre as insurtechs mapeadas, 72% desenvolvem soluções para seguradoras e corretores, 52% para o consumidor final e 66% para toda a cadeia.

Diante do tamanho potencial do Brasil para o setor, considerado ainda muito tradicional, a expectativa para 2019 é de um salto considerável neste número, levando-se ainda em conta que a nova titular da Superintendência de Seguros Privados (Susep), Solange Vieira, disse em seu discurso de posse que conta com a tecnologia para a inovação do setor.

Segundo Prado, as novidades no evento deste ano são palestrantes internacionais como Josep Celaya, que lidera as iniciativas de inovação na Mapfre, Ali Safavi, que conduz a área de insurtechs na Plug and Play, maior aceleradora do mundo e cases de starups internacionais de relevância como Bsurance, da Áustria, 123Seguro da Argentina, Jooycar do Chile e Glassbox de Israel.

Segundo os organizadores do evento, os debates abordarão temas focados no futuro dos seguros como o que este mercado pode aprender com startups de sucesso, com a participação da Creditas, uma das maiores fintechs do Brasil, como a inteligência artificial mudará os seguros e como a tecnologia mudará a distribuição no setor e como gerar negócios aproveitando esta onda. O destaque vai para o Painel CEO, com um debate franco com Luis Gutiérrez, CEO da Mapfre Seguros, e Delphine Maisonneuve, CEO da AXA.

O evento contará com área de exposição com soluções de mercado já consagradas e com um espaço dedicado às startups que poderão trocar experiências atraindo novas parcerias, investimentos e acordos comerciais. Serão 22 startups na área de exposição, além de centenas de c’levels das insurtechs presentes no encontro.

O foco do encontro é fazer com que as pessoas se conectem, façam novos negócios e estabeleçam parcerias, por isso, todo o ambiente e a lógica do evento é direcionada a este propósito. Além disso, o Insurtech Brasil (www.insurtechbrasil.com) é o único ambiente onde é possível conhecer as startups que realmente estão inovando no mercado brasileiro e na América Latina.

O evento conta com patrocínio e apoio de grandes empresas do mercado, entre elas Mapfre, Quiver, Euler Hermes, Planetun, Pottencial, eBaoTech, Ciclic, Bry Tecnologia, ESX, ELO, Transunion, Mondial Assistance/Allianz Partners, Simply, Geo, Infocar, Autovist e Tex

Agenda:

Data: 25 de abril de 2019

Horario: das 9h00 às 19h00

Local: Amcham Brasil – R. da Paz, 1431 – Chácara Santo Antônio, São Paulo

Site: http://insurtechbrasil.com

AXA busca estreitar relacionamento com grupos de corretores

Fonte: Axa

A AXA reuniu assessorias de todo o Brasil para um encontro de aproximação e troca de experiências, com a participação de executivos das áreas Comercial, Técnica, Produtos, Marketing e Atendimento. O evento foi realizado na sede da empresa em São Paulo com a presença de 57 pessoas, com representantes de 23 assessorias

A vice-presidente Comercial e Marketing, Erika Medici, abriu o evento falando sobre o momento da companhia e os desafios para atingir a meta de R$ 1,5 bilhão em prêmios em 2019, um crescimento de cerca de 40% sobre o ano passado. “Estamos vivendo um processo intenso de mudanças, iniciando o segundo capítulo da AXA no Brasil e as assessorias são parceiras fundamentais nesse projeto. Vocês fazem parte da nossa equipe comercial e as portas da AXA estão abertas para vocês”, afirmou com firmeza para a plateia formada por parceiros de todo o Brasil.

As assessorias conheceram a nova estrutura da Filial Digital, responsável pela governança destes parceiros, e tem foco em corretores que querem iniciar ou ampliar o relacionamento com a companhia. “Nessa estrutura, os corretores vão encontrar suporte às vendas, treinamentos, e-learnings e ferramentas de marketing. Costumo dizer que esse é a porta de entrada para o mundo AXA e as possibilidades que temos. Nosso objetivo é levar o corretor para um novo patamar dentro do negócio”, explica Karine Brandão, Diretora Comercial RJ, ES e Filial Digital.

A programação contou ainda com uma sessão de discussão e debates para que as assessorias pudessem expor os desafios que enfrentam no corpo a corpo com os corretores e o que esperam desse novo momento da parceria com a AXA.

Mercado segurador tem arrecadação de R$ 39 bi no bimestre de 2019

Marcio Coriolano cnseg

Fonte: CNseg

A arrecadação do mercado de seguros manteve a trajetória positiva no acumulado do ano até fevereiro. No primeiro bimestre, a alta foi na casa de dois dígitos – de 12,7% (sem DPVAT e sem saúde suplementar)- sobre o mesmo período do ano passado, alcançando a cifra de R$ 39,4 bilhões (ou R$ 40,1 bilhões com DPVAT), informa a nova edição da publicação Conjuntura CNseg. “O comportamento positivo de todos os ramos contribuiu para fevereiro apresentar uma taxa de crescimento bastante promissora, na comparação com o acumulado no mesmo período do ano passado”, destacou Marcio Coriolano, presidente da CNseg, a Confederação das Seguradoras.

Vale lembrar que o desempenho positivo do setor segurador é importante no plano macroeconômico, não só pela sua participação de mercado – de 6,5% do PIB-, mas também pela sua condição de grande investidor institucional – as seguradoras mantêm mais de R$1,2 trilhão em ativos, ou seja, 25% da dívida pública.

O resultado deveu-se ao crescimento de todos os ramos de seguros no período. Destaque para os Planos de Acumulação VGBL, que subiram 17,8% nos dois meses primeiros meses do ano. Outras contribuições importantes, no acumulado do ano, partiram dos seguros Patrimoniais (19,5%), do Seguro Rural (13,1%), dos seguros de Crédito e Garantias (10%) e dos títulos de Capitalização (9,6%). Já os seguros de Automóveis tiveram discreto aumento de arrecadação, de 1,3% no bimestre.

Na série de dados anualizada (março/18 a fev/19 – sem Saúde Suplementar), o crescimento é mais discreto- 2%-, indicando, porém, uma recuperação paulatina, já que houve uma sequência de quatro períodos anualizados de taxas negativas (considerando-se as séries de 12 meses móveis de setembro, outubro, novembro e dezembro de 2018).

Axa detém o seguro de empreiteiros e obras da catedral Notre Dame

Notre Dame seguro incendio

Eu, assim como Geoffrey Smith, que escreve no portal Investing.com, nos sentimos chateados de pensar em finanças numa hora de dor. Sempre quando vejo um incêndio ou um acidente, a primeira coisa que me vem a mente é se a pessoa ou empresa tem seguro. Já saio distribuindo mensagens por whatsApp para Deus e o mundo, seguradores, corretores, ressegurados e amigos jornalistas e influenciadores.

Costumo explicar, para quem se choca de eu pensar em seguro numa hora tão trágica, que é também uma forma de amor. Afinal, quero realmente saber se os prejudicados terão ao menos amparo financeiro para recomeçar. Triste mesmo é quando damos a notícia de que não tem seguro, ou tem um seguro insuficiente para indenizar terceiros prejudicados, como no caso recente das mineradoras Samarco e Brumadinho.

Mas geralmente quando o acidente é nos Estados Unidos e países da Europa, a situação é diferente. A França, por exemplo, tem um dos mais altos índices de participação do seguro no PIB e também de consumo per capita no mundo, segundo estudo da Swiss Re. Com isso em mente, quando vi a catedral Notre Dame arder em chamas em Paris na segunda-feira, sabia que teria uma boa notícia. Logo pedi informações para a assessoria da Axa, sobre se ela tinha algum seguro que pudesse de alguma forma estar envolvido no catastrófico incêndio que destruiu boa parte da construção de mil anos.

Sim. A Axa divulgou comunicado afirmando que a catedral de Notre Dame é classificada como monumento histórico desde 1862 e, como todas as propriedades pertencentes ao estado, é auto-segurada pelo estado. E logo em seguida já começaram a ser divulgadas as doações de empresas francesas, que já ultrapassam 700 milhões de euros, o suficiente, segundo o presidente Emmanuel Macron, que prevê cinco anos para recuperar os danos causados.

Além das doações, a reconstrução contará com o seguro. “Entre as muitas empresas que trabalham nos projetos de construção da catedral, a AXA France oferece cobertura de responsabilidade civil a duas empresas: Europa Echafaudage e Le Bras Frères. Além disso, a AXA Art está envolvida no seguro de certos artefatos e objetos cerimoniais que estão na Notre-Dame. A causa do incêndio ainda é desconhecida e está sendo investigada. Todas as equipes estão cooperando plenamente com as autoridades.”

O mercado acionário reagiu bem ao comunicado, principalmente por acreditar que a seguradora conta com um adequado contrato de resseguro. Além disso, a doação de diversas empresas francesas para a reconstrução da igreja já ultrapassam 700 milhões de euros, segundo informam agências internacionais.

Segundo informa Geoffrey Smith, portal Investing.com., as ações da Axa subiram na terça-feira, num patamar de 13 meses atrás, depois que confirmou que era a seguradora de dois empreiteiros das obras de restauração da catedral, cuja atividade pode estar ligada ao incêndio. Por isso fica a dica: comunicar o fato com clareza faz bem para todos: acionistas, clientes, consumidores, funcionários.

Zurich Seguros lança apólice de Proteção Digital para PMEs

Fonte: Zurich

A transformação tecnológica vem mudando a maneira de fazer negócios e as informações estão se tornando o ativo mais valioso para as empresas. Com os novos métodos de ataques cibernéticos surgindo a todo momento e as Regulamentações e Leis de Proteção de Dados e de Privacidade em todo mundo estão se tornando mais rígidas, a segurança contra estas ameaças vem sendo cada vez mais essencial para qualquer tipo de companhia.

Ciente deste cenário e utilizando toda sua expertise em riscos cibernéticos, a Zurich, seguradora global com mais de 79 anos de atuação no mercado brasileiro, passa a disponibilizar o seguro Proteção Digital voltado para pequenas e médias empresas.

O Zurich Proteção Digital, que foi lançado no mercado nacional em 2017 e visa resguardar as companhias de eventuais perdas financeiras devido à violação de privacidade de suas informações, recebeu adaptações especialmente na sua forma de adesão, simplificando o acesso para PMEs. “A proposta de adesão foi facilitada e adequada a este mercado, tornando mais simples a contratação do seguro. As coberturas são as mesmas já aplicadas ao produto tradicional”, afirma Fernando Saccon, Head de Linhas Financeiras da Zurich no Brasil.

O seguro Proteção Digital para PMEs é voltado para diferentes segmentos e setores, como associações profissionais, comércio (não eletrônico), consultorias, empresas de engenharia e arquitetura, empresas de hospitalidade (hotéis, restaurante), empresas de tecnologia, escritório de advocacia e de contabilidade, farmácias, clínicas médicas e odontológicas, imobiliárias, instituições de educação, sindicatos, entre outros.

“Depois de muitos estudos de mercado, entendemos que são setores que tem uma grande exposição a ameaças cibernéticas, principalmente por envolver informações e dados de clientes, e estes riscos não podem ser ignorados por nenhum tipo de empresa”, diz o executivo.

Em recente estudo publicado pelo Fórum Econômico Mundial, com apoio da Zurich, o risco cibernético foi apontado como um dos mais preocupantes por executivos em todo o mundo. Estima-se que os custos de crimes cibernéticos contra empresas devam representar US$ 8 trilhões nos próximos cinco anos, o equivalente ao PIB (Produto Interno Bruto) atual do Reino Unido, França e Alemanha juntos.

Entenda as coberturas do seguro Proteção Digital para as empresas:

  • Responsabilidade civil por atos de violação: o seguro arca com o pagamento dos custos e danos, caso a empresa seja responsabilizada pela violação de dados por meio de um ataque cibernético;
  • Violação de privacidade: o seguro cobre os custos com investigação, monitoramento de crédito e relações públicas;
  • Despesas de substituição de ativo digital: em caso de dados corrompidos ou destruídos, os custos para a recuperação são cobertos;
  • Lucros cessantes: caso ocorra um ataque que interrompa o acesso ao sistema da empresa, o seguro reembolsa os lucros cessantes;
  • Ameaça cibernética: o seguro cobre o pagamento de extorsão e despesas na apuração de ameaças;
  • Multas e sanções administrativas: o seguro cobre o pagamento com multas e sanções.

Sabendo que as primeiras horas após o ataque são cruciais para minimizar danos, vale destacar ainda outro diferencial do seguro Proteção Digital. Por meio de uma parceria com a Crawford, a Zurich oferece ao segurado a possibilidade de contratação de um serviço de resposta a incidentes, provendo assessoria imediata no caso de uma violação da segurança da rede.

Vida e previdência crescem com ou sem reforma, diz Molina

Por Márcia Alves


Esta foi a conclusão de Nilton Molina ao analisar os impactos da reforma da Previdência Social no setor de seguros, durante almoço do CVG-SP.


Independentemente dos rumos da reforma da Previdência Social, os segmentos de seguro de vida e previdência complementar deverão liderar o crescimento do setor nos próximos 20 anos. A previsão é de Nilton Molina, presidente do Conselho de Administração da Mongeral Aegon Seguros e Previdência e do Instituto Longevidade Mongeral, durante sua participação no almoço promovido pelo CVG-SP, dia 11 de abril, no Terraço Itália. 

Convidado pelo presidente do CVG-SP, Silas Kasahaya, para analisar os impactos da reforma da Previdência Social nos negócios de seguro de vida e previdência complementar, Molina concluiu, ainda, que, por enquanto, o setor não deve criar expectativas. “A reforma da Previdência não vai colocar diretamente nenhum centavo no bolso do segurador ou do corretor de seguros. Ou seja, não é por causa da reforma que vamos vender mais. Não é tão simples assim”, disse.

Molina explicou que existem, atualmente, duas propostas de mudança da Previdência Social. Uma delas apresentada pelo governo anterior, não prevê a adoção do sistema de capitalização. A outra, que foi apresentada pelo governo de Jair Bolsonaro por meio da PEC 6/2019, também é uma reforma paramétrica, mas faz menção em um único artigo à eventual adoção do sistema de capitalização, somente após a aprovação e condicionada à regulamentação por lei complementar.

“A capitalização viria apenas com um novo sistema de Previdência Social e somente após a regulamentação, que poderia adotar um viés privado, no qual o mercado de seguros seria um grande player, ou, então, um viés de governo, ou seja, obrigatória”, disse Molina. Mas, considerando a rejeição ao sistema de capitalização no Congresso Nacional, ele acredita que a tendência é que esse item seja discutido em uma segunda etapa da reforma.

Que país é esse?
Molina criticou a disparidade nas contribuições dos trabalhadores para a Previdência Social. Um trabalhador que ganha R$ 1 mil contribui com R$ 80 (8%), enquanto outro que ganha R$ 4.730 paga R$ 473 (10%). Mas, para quem ganha entre R$ 25 mil e R$ 50 mil, por exemplo, a contribuição é a mesma: R$ 638, porque o cálculo é feito sobre o teto da previdência (11% de R$ 5.380). “É um Robin Wood ao contrário, os pobres pagam mais que os ricos, e só isso já justifica a reforma”, disse. 

Em sua visão, a Previdência Social não tem como finalidade pagar benefícios acima da média do salário do trabalhador, até porque a soma de contribuições ao longo da vida do segurado não daria direito a ganhos tão altos. “Aqueles que ganham mais dizem que é justo porque contribuíram a vida inteira sobre esse salário. Mas, nunca pagaram mais do que o teto, o que atinge, hoje, não mais do que seis salários mínimos”, disse.

No mapa apresentado por Molina, o Brasil é o único país com o maior gasto proporcional na Previdência em relação ao PIB. O país tem 8% de população com mais de 65 anos e gasta 12% do PIB. Enquanto o Japão, por exemplo, tem 26% de idosos e gasta 12%. Já os Estados Unidos, têm 15% de idosos e gasta 9%. “Temos de olhar o Brasil na base da pirâmide, onde estão os hipossuficientes, porque os que ganham acima de R$ 2.270 (salário médio do brasileiro) têm de poupar para a aposentadoria. E se não pouparem, não é culpa do Estado”, disse. 

As propostas de reforma – A proposta de reforma paramétrica da Previdência Social que está em tramitação no Congresso, segundo Molina, é bastante simples e não afeta os mais pobres. Ela aumenta a contribuição para 20 anos para se alcançar direitos e eleva a idade mínima de aposentadoria para 65 anos (homens) e 62 anos (mulheres). “Mas, começará a valer somente daqui a dez anos, e isso a imprensa não explica com clareza”, disse. O resultado esperado é a redução do déficit no curto prazo e a estabilização no futuro.

Já a reforma estruturante, que em parte foi inspirada na proposta da Fipe e tem o apoio do setor de seguros, cria um novo sistema baseado em quatro pilares somente para os novos trabalhadores nascidos a partir de 2005. Segundo Molina, esse regime tem foco na base da pirâmide, pois sugere àqueles que ganham mais de R$ 2.200 a pouparem para a aposentadoria, usando parte do FGTS. “A gestão seria privada, com portabilidade e muita competição. Mas, este é o sistema que não conseguimos aprovar”, afirmou. 

Para ele, a reforma estruturante deveria ser realizada antes da paramétrica, isso porque atingiria apenas os jovens que ainda entrarão no mercado de trabalho. No entanto, se a reforma não for realizada, Molina não acredita que o Brasil irá quebrar. “O país não, mas o estados e municípios podem quebrar. Causaria a desgraça do país com o retorno da inflação. Nós, brasileiros, voltaríamos a ter um país sem nenhum horizonte”, disse. “O país não vai quebrar. Mas, com certeza, a economia será sufocada”, acrescentou Kasahaya.

Debates – Depois de receber das mãos do presidente do CVG-SP uma placa em sua homenagem, Molina respondeu alguns questionamentos dos convidados. O advogado e consultor Antonio Penteado Mendonça concordou sobre a necessidade de antecipar a reforma estrutural. “Não seria mais sensato? ”. Molina respondeu que a oposição tem feito muito barulho por causa do artigo da PEC que prevê a capitalização. “A tendência é retirarem esse artigo e com isso o argumento da oposição. Mas, isso é contrário ao meu ponto de vista”.

Para o presidente do Sincor-SP, Alexandre Camillo, a reforma traz a necessidade de mudança. “Crescemos achando que a Previdência Social jamais faltaria. Mas, nos esquecemos que cada um tem de fazer por si. A reforma tem de começar pela mudança de comportamento e atitude do povo brasileiro”, disse. “Independentemente da reforma, faltam aos cidadãos saúde, previdência e escola. Mas, na medida em que o nosso mercado se aprimorar, teremos oportunidade de suprir todas essas deficiências”, disse o presidente do Sindseg-SP, Mauro Batista.

SulAmérica realiza emissão de R$ 70 mi para fins diversos

sulamerica

A SulAmérica divulgou na sexta-feira, 12, que o Conselho de Administração aprovou a realização da 6ª emissão de debêntures simples, não conversíveis em ações, da espécie quirografária, em série única (“Emissão” e “Debêntures”, respectivamente).

A Emissão será composta por 700 mil debêntures, com valor nominal unitário de R$ 1 mil, perfazendo o valor total da emissão de R$ 700 milhões, na data de emissão. As debêntures terão vencimento em abril de 2024.

As debêntures serão objeto de oferta pública, com esforços restritos, e serão destinadas exclusivamente a investidores profissionais, segundo nota divulgada. Os recursos obtidos serão integralmente utilizados para reforço e adequação dos níveis de liquidez disponíveis à companhia, bem como para fins corporativos diversos.

A efetiva realização da oferta está sujeita a condições favoráveis no mercado de capitais e está automaticamente dispensada de registro de distribuição pública na CVM.

Setor indeniza US$ 76 bi por perdas com catástrofes em 2018

catástrofes

Fonte: Swiss Re

A experiência das perdas geradas por catástrofes nos últimos dois anos é um alerta para o setor de seguros, que destaca a tendência da crescente devastação gerada pelos chamados riscos “secundários” (eventos independentes pequenos ou médios ou efeitos secundários oriundos de um risco primário). As perdas seguradas geradas por catástrofes naturais em 2018 atingiram US$ 76 bilhões, o quarto montante mais alto em um período de um ano, de acordo com o último relatório sigma do Swiss Re Institute, e mais de 60% das perdas foram provenientes de riscos secundários. 

As perdas seguradas geradas por catástrofes naturais em 2017 e 2018 totalizaram US$ 219 bilhões, o montante mais alto na história em um período de dois anos. Em 2017, quando os pedidos de seguro totais referentes a desastres naturais foram os mais altos da história em um período de um ano, mais da metade foi proveniente de riscos secundários. As perdas geradas por riscos secundários estão aumentando devido à urbanização, ao aumento da concentração de ativos em áreas expostas a condições meteorológicas extremas e a mudanças climáticas. 


As perdas econômicas globais geradas por catástrofes naturais e desastres provocados pelo homem em 2018 totalizaram US$ 165 bilhões. Tragicamente, 13.500 pessoas perderam suas vidas ou desapareceram em eventos catastróficos no ano passado. O setor de seguros cobriu US$ 85 bilhões das perdas econômicas globais, o quarto maior pagamento na história do setor e acima da média dos US$ 71 bilhões dos 10 anos anteriores. Das perdas seguradas no ano passado, US$ 76 bilhões foram referentes a catástrofes naturais, sendo também o quarto maior valor segundo o registro. 

Há uma tendência de riscos secundários serem subestimados, pois seu impacto é mascarado pelas perdas geradas por eventos primários, como o caso dos furacões Harvey, Irma e Maria em 2017. No entanto, o potencial crescente de perda está tornando-se cada vez mais aparente. “As grandes perdas geradas por riscos secundários estão ocorrendo com mais frequência”, afirma Edouard Schmid, diretor executivo de subscrição do Swiss Re Group. “Há uma tendência à qual o setor de seguros deve responder, para que nós possamos subscrever as seguradoras que atuam no setor de seguros contra catástrofes de modo sustentável.” 

O maior evento gerador de perdas de 2018 foi Camp Fire, na Califórnia (US$ 12 bilhões). Outros eventos de risco secundário no ano passado incluíram uma tempestade de granizo em dezembro em Sydney e a enchente de efeito secundário nas Carolina do Norte e Carolina do Sul nos EUA subsequente ao furacão Florence em setembro. 

As perdas geradas por riscos secundários vêm aumentando devido ao rápido desenvolvimento em áreas expostas a climas rigorosos e a temperaturas mais quentes e esperamos que esta tendência continue. Embora a perspectiva provável de mais catástrofes primárias extremas, como furacões devido as mudanças climáticas, permaneça incerta, as condições climáticas mais extremas e a ocorrência mais frequente de riscos secundários já são uma realidade em muitos lugares no planeta. “As perdas geradas por riscos secundários irão acelerar devido a uma urbanização contínua em áreas expostas a enchentes, como ao longo do litoral e em planícies fluviais, desenvolvimento em áreas vulneráveis ao risco de incêndio, como a interface entre as áreas urbanas e florestais, e também por causa das projeções de mudança climática no longo prazo”, afirma Edouard Schmid. 

O indicador de uma tendência crescente é o montante de US$ 219 bilhões referente às perdas combinadas de seguro de 2017 e 2018, o mais alto da história em um período de dois anos, com mais da metade proveniente de riscos secundários (veja a Figura 2). Em 2018, não houve eventos que geraram grandes perdas. Do total de perdas do ano passado, 62% foram provenientes de riscos secundários. A potencial força dos riscos secundários é também apoiada pela experiência do pico de perdas em 2017, quando os furacões Harvey, Irma e Maria levaram as perdas seguradas do ano para o mais alto patamar da história. Mesmo com estes eventos que geraram grandes perdas, mais da metade das perdas anuais foram geradas por riscos secundários (menos bem monitorados). 

A lacuna de proteção contra catástrofes naturais globais de 2017 e 2018 atingiu US$ 280 bilhões, e mais da metade deste montante foi gerada por riscos secundários. As explicações para o déficit de seguros incluem a falta de consciência de risco do consumidor, um mau entendimento da cobertura disponível referente às catástrofes e a hesitação por parte do setor de fornecer cobertura quando a avaliação é incerta. Avaliar os riscos secundários pode ser difícil devido às suas características únicas. Por exemplo, os riscos secundários geralmente são altamente localizados, mas com variáveis que se encontram em um estado de fluxo contínuo, devido a mudanças no uso da terra e a uma maior ocorrência de condições climáticas extremas. 

“A lacuna de proteção existente é uma oportunidade para as seguradoras fortalecerem a resiliência global”, afirma JérÔme Jean Haegeli, economista- chefe do Swiss Re Group. “Subscrever seguros contra catástrofes de modo rentável significa olhar para as tendências de pico e de avanço dos riscos secundários. Ao alavancar a mais moderna tecnologia, as seguradoras podem focar mais no desenvolvimento de modelos adequadamente regionalizados para avaliar o perigo apresentado pelos riscos secundários e desenvolver uma gama de produtos mais ampla e uma distribuição mais direcionada para coberturas de catástrofes.” 

As (res)seguradoras também podem construir resiliência socioeconômica por meio de atividades de investimento, podendo investir mais, especialmente em projetos de infraestrutura sustentável. Há muitos exemplos de desastre que mitigam as defesas fortalecidas como parte dos esforços de reconstruções subsequentes a um evento catastrófico. Com um investimento e um ambiente regulatório mais favoráveis, as seguradoras podem desempenhar um papel prévio muito mais efetivo. De acordo com as estimativas do Swiss Re Institute, os ativos globais de (res)seguros totalizam, aproximadamente, US$ 30 trilhões. Mesmo uma pequena parte disso poderia liberar uma quantidade significativa de capital para a implementação de projetos de infraestrutura para a construção de resiliência de longo prazo.