CNseg lança novo portal com notícias e estatísticas sobre o mercado

Fonte: CNseg

Com objetivo de destacar temas mais relevantes do mercado, garantir uma navegação mais intuitiva dos usuários e fortalecer sua imagem institucional do setor, a CNseg – a Confederação das Seguradoras – lança nesta segunda-feira, 29, nova versão de seu portal. Com novo layout e mais funcionalidades, o portal torna flexível a disposição de conteúdos e banners, além de criar novas seções, como a área que reunirá ações integrantes do Programa de Educação em Seguros.

“É mais um importante esforço institucional da CNseg para reforçar a relevância do setor para o País, seja pela sua condição de grande investidor institucional – temos mais de R$ 1,3 trilhão alocados na economia, o equivalente a 25% da dívida pública – seja pela sua condição de acolher os mais variados riscos de pessoas e empresas, reduzindo as vulnerabilidades da sociedade organizada e de governos”, assinalou Solange Beatriz Palheiro Mendes, diretora de Relações de Consumo e Comunicação da CNseg.

A nova plataforma busca aproximar o setor da vida cotidiana dos usuários (consumidor de seguros, representante de seguradora, de órgãos públicos etc), demonstrando como o seguro pode ser uma ferramenta importante para as pessoas, seus negócios e seu patrimônio.

Muitos aperfeiçoamentos foram introduzidos a partir de sugestões obtidas em pesquisa com diversos usuários. A página inicial, por exemplo, reunirá as notícias mais recentes de todas as cinco entidades, Confederação e Federações (FenSeg, FenaPrevi, FenaSaúdee FenaCap), além de informações e serviços direcionados ao mercado segurador.

Susep extingue comissões, comitês e grupos de trabalhos

Atualização em 30 de março, às 10:40

Um mau humor geral tomou conta de grupos de executivos do mercado segurador na manhã desta segunda-feira, com a notícia sobre a extinção de comissões, comitês e grupos de trabalho pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), segundo a Deliberação 220 publicada no Diário Oficial. Poucas eram as vozes tranquilas. Uma delas atentou que se trata de um decreto 9759, publicado em 11 de abril, e que extingue diversos colegiados e também traz normas para a criação de novos, que realmente forem considerados necessários e eficazes. 

“A ideia do governo, acatada pela Susep, pelo que entendo, foi extinguir tudo para ver o que realmente é importante. Ao longo dos anos se criou muitos grupos e imagino que faz sentido acabar com todos para criar agora somente o que faz sentido, especialmente considerando-se que a nova titular da Susep, Solange Vieira, levantou a bandeira da desregulamentação em seu discurso de posse”, citou uma fonte que pediu anonimato. 

Vamos aguardar e ver o que retorna. Em fevereiro deste ano, quando Joaquim Mendanha deixou o comando da Susep, ele fez um balanço da sua gestão e ressaltou a criação de “uma gama de comissões e grupos de trabalho”, como os do ‘mercado marginal’, “Dpvat” e “inovação e insurtech”. Tais comissões não estão incluídas entre as extintas, pois em um primeiro momento são apenas as criadas por deliberação da Susep e não as por portarias, circulares e outros instrumentos.

Procurada, a Susep não se pronunciou.

Líder visita sindicatos das seguradoras de todo o Brasil

Fonte: Líder Seguradora

Na última quinta-feira, dia 25 de abril, representantes dos Sindicatos das Seguradoras de todo o Brasil estiveram na sede da Seguradora Líder, no Rio de Janeiro, para um encontro de alinhamento de informações recentes sobre o Seguro DPVAT, que passou por uma verdadeira “metamorfose nos últimos dois anos”, segundo o diretor presidente da Seguradora Líder, Ismar Tôrres. “A simplificação de processos para garantir o acesso ao Seguro, a transparência e a eficiência administrativa tornaram-se o tripé da gestão do Seguro DPVAT. E é justamente prezando por essa relação de transparência e para dar visibilidade aos esforços recentes para a modernização da administração do Seguro DPVAT, que agendamos esta reunião com todos os presidentes dos Sindicatos das Seguradoras”, reforçou Tôrres na abertura do encontro.

“Todos nós, representantes dos sindicatos, estamos imbuídos no projeto de aperfeiçoamento deste Seguro e agradecemos por esse encontro para que tenhamos mais informações e possamos transmiti-las regionalmente”, reforçou o Sr. Mauro Batista, do SindSeg SP.

“O nosso Seguro DPVAT tem uma importância inacreditável para toda a sociedade e temos que nos unir para que ele seja ainda mais difundido em todo o País”, completou o Sr. Guacir Bueno, do SindSeg RS.

Ao final do encontro, os sindicatos firmaram o compromisso de iniciar um envolvimento maior com os assuntos relacionados ao Seguro DPVAT em suas respectivas áreas de atuação. Todos os convidados receberam, ainda, as propostas de aperfeiçoamento do Seguro, divulgadas no documento Agenda 2019 e o Relatório Anual 2018.

Setor de capitalização tem mais de 400 novos produtos no mercado

FenaCap

Fonte: FenaCap

Novo marco regulatório da Capitalização entra em vigor hoje, trazendo facilidades e normas mais claras para o consumidor

Terminado o prazo legal para adaptação e desenvolvimento de produtos dentro do novo marco regulatório, encerrado oficialmente no último domingo, dia 28 de abril, o mercado de Capitalização  passa a contar com duas novas modalidades: o Instrumento de Garantia e o Filantropia Premiável, criadas a partir da edição das Circulares SUSEP 569, em maio, e a 576, em agosto. 

Até então, a modalidade de Garantia era usada para garantir empréstimos e substituir o fiador nas transações de aluguel, sendo apresentada como uma opção dentro do modelo tradicional (aquele que devolve 100% do valor acumulado corrigido pela TR); e o produto que permitia ações de filantropia era oferecido dentro da modalidade Incentivo e popular. 

Com o início da comercialização das duas novas modalidades, o mercado prevê a entrada de mais de 400 novos produtos em circulação ainda no primeiro semestre. É um novo momento na Capitalização. “Nossa expectativa é experimentar um ciclo de crescimento, pois o marco regulatório traz mais clareza e segurança jurídica, abrindo espaço para o lançamento de novos produtos aderentes às necessidades dos consumidores”, explica Marcelo Farinha, presidente da Federação Nacional de Capitalização (FenaCap).

Setor cresce 9,6% no bimestre

Em meio às novidades trazidas pelo marco regulatório, o segmento de Títulos de Capitalização tem apresentado bons resultados. No primeiro bimestre, registrou crescimento na arrecadação , nas reservas técnicas e na distribuição de prêmios. Osnúmeros divulgados pela FenaCap, mostram que o segmento registrou um faturamento acumulado de R$ 3,6 bilhões nos dois primeiros meses do ano. O montante representa um incremento de 9,6% na arrecadação das empresas em comparação a igual período do ano passado. O volume das reservas técnicas, constituídas pelos recursos de clientes com títulos de capitalização ativos, cresceu 1,5%, fechando o bimestre em R$ 29,5 bilhões. Os prêmios pagos em sorteios somaram R$ 198 milhões, um avanço de 16% em relação ao primeiro bimestre de 2018, equivalente ao pagamento de R$ 4,7 milhões em premiações por dia útil no período. Os resgates finais e antecipados cresceram 3,5%, frente ao mesmo período do ano passado, isso corresponde a um total de R$ 2,9 bilhões resgatados pelos clientes no período. 

Títulos de capitalização: soluções para vários perfis de clientes
 
Instrumento de Garantia – Funciona como garantia para contratos de qualquer natureza, incluindo empréstimos e aluguel de imóveis, por exemplo;

Filantropia Premiável – Produto por meio do qual oconsumidor cede o direito de resgate da sua reserva para uma instituição filantrópica previamente credenciada pelas empresas de capitalização;

Popular – Permite que o consumidor adquira um título de valor acessível, em torno de R$ 7, e participe de sorteios de prêmios em dinheiro, com direito ao resgate de até 50% do valor pago;
 
Tradicional – O objetivo dessa modalidade é a formação de uma reserva, de maneira programada, por um prazo previamente conhecido e valor pré-determinado. Dá direito à participação em sorteios ao longo de toda a vigência e ao resgate de 100% do que foi pago, atualizado pela TR, ao fim do prazo de contrato. É uma solução para as pessoas que não têm disciplina para guardar dinheiro;
 
Incentivo – Nessa modalidade, uma empresa de varejo, por exemplo, adquire uma série exclusiva de títulos e cede aos seus clientes o direito a participar de sorteios. É uma forma de alavancar vendas, ampliar mercado, girar estoque e estreitar o relacionamento com os consumidores;

Compra Programada – Essa modalidade permite a acumulação mensal vinculada à aquisição de bens duráveis com sorteio de prêmios;

Em todas as modalidades os clientes também concorrem aos sorteios previstos nos planos.

Demanda por seguros de riscos cibernéticos dobrou, afirma AIG

Fonte: AIG

As leis de proteção de dados já em vigor nos Estados Unidos e Europa, e a brasileira, que passará a vigorar em 2020, estão deixando os empresários em alerta, e cada vez mais cientes da importância do Seguro de Riscos Cibernéticos. Segundo a AIG Seguros, referência no setor, a procura pelo seguro que cobre vazamentos de dados e ataques hackers mais que dobrou desde o segundo semestre de 2018, quando  a Lei Geral de Proteção de Dados foi sancionada no Brasil.

“Empresas brasileiras com transações de dados e negócios nos Estados Unidos e Europa já estavam mais cientes das necessidades de proteção a possíveis multas, devido às legislações locais, principalmente após a GDPR (Regulação Geral de Proteção de Dados) entrar em vigor na União Européia, em maio de 2018. Já com a aprovação da versão brasileira, mais empresas – de diferentes portes e segmentos – também passaram a buscar informações junto aos corretores sobre como o seguro pode proteger seus negócios”, explica Tiago Lino, Especialista em Riscos Cibernéticos da AIG.

Aos corretores, esse crescente interesse de empresários sobre o Seguro de Riscos Cibernéticos representa oportunidade de diversificação e ampliação dos negócios. “Temos recebido contato de corretores de diferentes regiões do país, em busca de soluções para clientes de vários segmentos e tamanho, o que mostra que o seguro está mais conhecido, e o mercado mais ciente de suas coberturas”, conta Tiago.

Segundo o especialista, com a lei, as empresas devem ser mais transparentes sobre o uso e proteção de dados de seus clientes. Mesmo sendo vítimas de um ataque de terceiros e ter os dados vazados, ela poderá ser responsabilizada e condenada a pagar multas milionárias. “Das startups a grandes empresas já consolidadas, passando por pequenos comércios que armazenam informações dos consumidores, todas devem contar com medidas protecionais, sob pena de multas, a partir da entrada em vigência da Lei de Proteção de Dados, em 2020”, completa.

“Empresas de diferentes segmentos estão expostas aos mais diversos riscos cibernéticos. Porém, as que possuem grande base de dados e cujo sigilo é crucial, como varejistas, e-commerce, companhias aéreas, redes de hospitais e laboratórios, ou prestadores de serviços diversos, entre eles contadores, auditores e advogados, estão mais suscetíveis a ataques maliciosos”, continua Lino.

Crimes cibernéticos já passaram da ficcção e hoje são mais reais do que nunca. Segundo o relatório de 2018 da Norton Security Report, 46% dos brasileiros entrevistados (entre 16 mil pessoas no mundo) sofreram algum tipo de dano ligado ataques hackers no ano anterior. E 71% deles acreditam que podem ser vítimas de algum crime nas redes ao longo deste ano. Diante desse cenário, o Seguro ‘Cyber’ AIG, como é conhecido, é um importante aliado da segurança digital nas empresas, pois oferece ampla cobertura em caso de vazamento de dados, cobre  e contempla o pagamento de multas.

“A crescente procura e demanda pelo seguro nos mostra que os empresários já passam a incluir, entre os riscos mais comuns em seus negócios, como roubos, incêndios e acidentes, a preocupação com relação a ataques externos em suas redes digitais. E ao contar com um seguro específico, eles têm acesso a uma rede de especialistas em resposta a incidentes cibernéticos que poderão auxiliá-lo de forma ágil e direta, em caso de vulnerabilidade”, completa Tiago. 

Minuto Seguro contrata 141 pessoas no 1o. tri

A Minuto Seguros contratou, no primeiro trimestre do ano, 141 novos funcionários para ampliar o quadro, apostando na retomada da economia em 2019. Entre as contratações, a maior parte ficou concentrada em consultores especializados em seguros. Outras áreas estratégicas como T.I., Produto, Marketing, Pós-Vendas, além de estagiários e menores aprendizes completaram as vagas preenchidas.

O aumento do quadro contou com uma inovação tecnológica, por conta do novo processo de seleção na empresa, feito quase 100% online. Somente nas etapas finais há a necessidade da parte presencial para a conclusão das entrevistas e testes de telefone. Esses preceitos inseridos pela corretora buscam reforçar questões relacionadas à tecnologia e inserção no mundo digital, pontos importantes desde a fundação da startup.

Segundo Adriana Caspary Blay, diretora de RH da empresa, esse tipo de processo ilustra a preocupação que a empresa tem com os candidatos, entendendo que pessoas em busca de emprego podem estar em situação financeira delicada.  “Existe a sensibilidade de evitar custos com deslocamento para as diferentes fases do recrutamento. Consideramos, também, que se o candidato pode fazer os testes em sua residência, ajuda a aliviar o estresse que qualquer processo seletivo gera”, conta a diretora.

Desde que a startup de seguro mudou-se para o centro de São Paulo, em Campos Elíseos, o número de funcionários aumentou em cerca de 52%, crescimento conquistado em menos de dois anos. Em junho de 2017, quando se mudou para o Centro, a corretora tinha algo próximo a 300 funcionários. Hoje, no começo de 2019, já são quase 500 e, segundo o CEO da Minuto Seguros, Marcelo Blay, os números tendem a ser ainda melhores, visto que a empresa se mostra aberta a trazer talentos.

“Esse crescimento está dentro do projetado quando idealizamos a Minuto e fizemos o business plan. O nosso jeito de contratar está mais simplificado e menos desgastante para ambos os lados, o que facilita bastante identificarmos talentos”, diz o CEO da Minuto Seguros, Marcelo Blay.

“A tecnologia atrelada ao atendimento humano é o que faz o negócio girar, basicamente. Mais de 65% das contratações foram voltadas para a área de venda de seguros em função da necessidade de uma verdadeira consultoria ao cliente para que ele compre exatamente o que precisa, a um preço justo. Outras áreas, como   Central de Atendimento, Produtos Digitais, Infraestrutura, Marketing e Pós-Vendas foram outros locais contemplados, pois necessitavam de crescimento. As sinalizações na última análise de desempregados não foram positivas, mas acreditamos que isso vá se reverter. Espero que até o final do ano, o número de desempregados no Brasil caia para menos de dois dígitos. A Minuto quer ajudar nisso”, conclui o CEO.

Essor amplia parceria com ASAS e prevê alcançar R$ 40 mi em prêmios em 12 meses

A Essor Seguros estreia em dois novos segmentos: o de seguros aeronáuticos e o de seguros para equipamentos diversos, informa nota distribuída pela empresa, em parceria com a ASAS, criada em 2015, nos moldes das Agências de Subscrição de Riscos de Londres, hoje uma tendência mundial, com expertise nas carteiras de Aviation, Property e RD (Riscos Diversos). “Buscamos negócios ou parceiros distintos com capacidade técnica em cada segmento para trazer soluções nas atividades que pretendemos atuar”, afirma Fabio Pinho, Diretor-Presidente da ESSOR Seguros. 

No ramo Aeronáutico, as parceiras lançam três produtos: o seguro Casco, que garante proteção contra danos à aeronaves; o seguro RETA (Responsabilidade do Explorador e/ou Transportador Aéreo) e o seguro de Responsabilidade Civil Hangar, voltado à empresa administradora do hangar em caso de ser responsabilizada civilmente por algum dano.

“Incluindo todas as suas modalidades, esse mercado apresentou, em 2018, R$ 352 milhões em volume de prêmios emitidos. Entendemos que o ramo irá evoluir nos próximos anos, acompanhando o crescimento econômico”, afirma o CEO da ASAS, Marcelo Assumpção. Ele destaca que o país tem uma das maiores frotas do mundo, com cerca de 22 mil aeronaves registradas, sendo sua ampla maioria utilizada na aviação privada.  “A ASAS já opera nestes segmentos e visa trabalhar ao lado do corretor de seguros com soluções diferenciadas e sob medida, tendo um preço justo, equilibrado e ampla gama de coberturas”, complementa o executivo da ASAS. 

Já no segundo segmento que atuarão, denominado de Riscos Diversos, a seguradora oferece cobertura para danos como incêndio, roubo e acidente a vários tipos de equipamentos, como os utilizados para construção, por médicos, hospitais e ainda os especiais utilizados na linha agrícola, como colheitadeiras acima de 5 anos e de alto valor.

Especializada na subscrição de determinadas linhas de negócios, a ASAS já trabalha junto à ESSOR no segmento de seguros de Propriedades e, agora, compartilha sua experiência e seus canais de distribuição nesta nova empreitada. O potencial é grande: “no primeiro ano de operação, estimamos alcançar R$ 40 milhões em prêmios emitidos”, prevê o executivo.

População idosa demanda serviços de saúde

Fonte: FenaSaúde

A Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) esteve presente na audiência pública da Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa, realizada na Câmara dos Deputados, na última quarta-feira (24), para tratar da questão ‘Planos de Saúde e a crescente população idosa no Brasil’. A comissão é coordenada pela deputada Lídice da Mata (PSB-BA).

José Cechin, diretor executivo da FenaSaúde, apresentou o cenário do envelhecimento para os próximos anos e exibiu gráficos do custo médio com saúde por faixa etária, para mostrar como o gasto com internações e atendimentos ambulatoriais evolui por idade, segundo estatísticas do Sistema Único de Saúde (SUS) e de planos de autogestão. “Seremos uma sociedade de idosos em muito pouco tempo. Quanto mais velhos, mais se utiliza os serviços de saúde, que ficam cada vez mais complexos. Mas envelhecer é positivo e esperado. Quem envelhece hoje envelhece melhor e as próximas gerações poderão ser ainda mais saudáveis”, afirmou.

Cechin ressaltou ainda que o aumento rápido das mensalidades não é do interesse das operadoras de planos de saúde, até porque as primeiras a saírem dos planos são as pessoas saudáveis. “Os custos são crescentes, ainda mais em um cenário de recessão e desemprego. Uma das formas de diminuir os altos custos é atuando em suas causas, diminuir desperdícios, fraudes e conter o crescimento desenfreado das despesas. Os planos de saúde podem ser considerados caros em relação à renda média do idoso, mas não são em relação ao custo da faixa etária. A faixa dos octogenários é a que mais cresceu ultimamente dentre os beneficiários e representa um custo quatro vezes maior”, apontou.

A gerente econômico-financeira e atuarial de Produtos na Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Daniele Rodrigues Campos, explicou o pacto intergeracional e reforçou que os gastos relativos por faixa etária aumentam de forma exponencial de acordo com o envelhecimento. “Os reajustes são necessários, o papel da ANS é proteger os beneficiários com regras e mantendo seus canais abertos. O envelhecimento da população, a introdução de novas tecnologias e a judicialização são custos não controláveis. Já o uso adequado dos serviços médicos é um custo controlável, que pode ser aprimorado pelas operadoras”, afirma. 

Já Ana Paula Cavalcante, gerente de Estímulo à Inovação e Avaliação da Qualidade Setorial, da ANS, defendeu uma revisão do modelo assistencial em prol da sustentabilidade do setor e, consequentemente, reajustes menores. “É necessário mudar a organização do sistema e a melhoria da qualidade com coordenação do atendimento. Sem um sistema integrado, exames são repetidos e, às vezes, desnecessários. Com a coordenação do cuidado, pode-se ter uma atenção melhor com custo mais razoável. A ANS lançou três projetos piloto nesse sentido: Idoso Bem Cuidado, Oncorede e a Certificação em Atenção Primária à Saúde (APS)”, ressaltou.

Durante a audiência, o deputado federal e ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha apontou uma série de ações nas quais a esfera legislativa pode atuar para o desenvolvimento da Saúde Suplementar. “É necessário avançar na capacidade regulatória da ANS, como regular os prestadores de serviço, como o hospital, o ambulatório, o laboratório e os profissionais de saúde. É preciso ampliar a competência da agência reguladora”, afirma Padilha.

Participaram também do debate Carlos Augusto Melo Ferraz, secretário de Controle Externo da Saúde do Tribunal de Contas da União (TCU); Ana Carolina Navarrete, advogada do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor; Andrey de Freitas, da Secretaria Nacional de Defesa do Consumidor (Senacom) e Ricardo Dias Holanda, representante da Federação Brasileira de Órgãos de Defesa do Consumidor (Febracon).

Newton Queiroz assume o comando da Argo Seguro

A Argo Seguro anunciou a nomeação de Newton Queiroz como CEO, substituindo Pedro Purm, que deixou o grupo no final de 2018. Ele assume a partir de 1º de maio de 2019. Queiroz deixa a Swiss Re Corporate Solutions, onde ocupava o cargo de CEO do México e da América Central.

Ele, filho de Acácio Queiroz, ex-CEO da Chubb, começou na Swiss Re em 2012 como diretor comercial da América Latina, onde ganhou experiência em subscrição, corretagem e venda, incluindo o desenvolvimento da estratégia de vendas e cultura da Swiss Re na região. Queiroz tem 19 anos de experiência na indústria de seguros e, antes da Swiss Re, foi diretor da Aon, especializada em aviação e gás de petróleo.

Em sua nova função, ele se reportará a Jorge Cazar, chefe da América Latina no Argo Group. “A Argo Seguros tem estado na vanguarda da inovação dentro do Grupo Argo e do setor de seguros da América Latina”, disse Cazar. “Nossa abordagem orientada a serviços e tecnologia tem sido altamente bem-sucedida no Brasil, permitindo que nos tornemos um participante significativo no mercado. Newton se une à Argo Seguros para levar o negócio ao próximo nível. Seu comprovado e consistente histórico na construção de operações de seguro bem-sucedidas na região será decisivo na expansão estratégica da Argo Seguros no Brasil.”
 

Empreendedores criam a Associação das Insurtechs

Depois do sucesso da Associação de Fintechs, que ajudou o Banco Central a desenhar o normativo regulatório para a criação de Fintechs, agora chegou a vez das insurtechs, empresas de tecnologias voltadas para seguros. A Associação das Insurtechs foi lançada hoje no evento Insurech Brasil, com 1,4 mil participantes, conhecido como um palco para startups se apresentarem ao mercado segurador, conforme define o organizador José Prado.

“Organizada pelo escritório Pinheiro Neto, a associação tem um propósito simples: interação das startups e insurtechs com a Superintendência de Seguros Privados (Susep), que foi quem sugeriu a criação de uma organização para facilitar o fluxo de contribuições dos empreendedores sobre como a tecnologia pode ajudar a democratizar e fomentar a inovação no mercado segurador”, explica Henrique Volpi, presidente da associação e CEO da insurtech Kakau.

Segundo ele, 2019 é um ano importante para as insurtechs, empresas de tecnologia em seguros. “Desde o dia que saiu o resultado da eleição presidencial recebo ligações de investidores interessados em investir no segmento, contou. Ele aposta que chegou o momento do Brasil no assunto insurtech. “No mundo, a proporção de investimentos é de dez fintechs e uma insurtech pelos fundos de Venture capital. Além desses investidores, agora as seguradoras também estão mais abertas a negociar com as startups”, contou. Volpi cita que 2018 foi ruim para a captação de investimentos por parte das insurtechs diante do cenário incerto do Brasil. “Mas desde o ano passado, os investidores de fundos de venture capital estão com as insurtechs no radar”, afirmou.

O evento conta com 26 startups presentes apresentando produtos e serviços desenvolvidos para o setor. Quatro delas já estão associadas, contou Volpi. São elas: Mutual Life, Pier, parceira da Too Seguros, novo nome da Pan Seguros, Komus, que está com a ACE Aceleradora, e Kakau Seguros, que atua com seguros para celular, residência e atrelados a mobilidade, como bicicletas e patinetes.