Porto Seguro entra para valer na disputa de RC profissional e D&O

Fonte: Porto Seguro

A Porto Seguro lançou na última sexta-feira, 7 de junho, novos produtos do ramo de Responsabilidade Civil, a fim de atender à necessidade crescente de milhões de profissionais de pequenas e médias empresas, amparando-os em diversas situações de imprevistos da profissão.

Responsabilidade Civil Profissional

O seguro irá amparar 25 profissões, dentre elas os profissionais da área da saúde, engenheiros, arquitetos, advogados, contadores e corretores de imóveis. A procura deste tipo de seguro aponta crescimento nos últimos anos e oferece às atividades profissionais, de pessoas físicas e jurídicas, a tranquilidade e a proteção necessária em caso de prejuízos por reparação de perdas e danos causados a terceiros durante a atividade profissional.A cobertura básica visa amparar reclamações de terceiros vinculadas a atos danosos ocasionados pelo segurado (profissional) na sua prestação de serviço, inclusive danos morais, custos em sua defesa e também restituição de imagem, onde a seguradora pagará os custos de um plano para restituir a imagem do profissional, caso necessário.

Responsabilidade Civil para Administradores e Diretores (D&O)

Recentemente, o seguro D&O ganhou notoriedade no mercado pela importância desta modalidade na segurança e na adoção de boas práticas de governança corporativa. Visando atender essas necessidades, o produto disponibiliza uma solução que garante proteção e tranquilidade para executivos e administradores de empresas de pequeno e médio porte.Dentre as principais coberturas estão as situações judiciais, extrajudiciais e indenizações sobre a responsabilidade pelos atos de gestão, evitando que o patrimônio pessoal do executivo seja utilizado como pagamento de custos de defesa e indenizações. E ainda conta com coberturas adicionais, que estendem algumas garantias para a pessoa jurídica.

Liberty Seguros lança novo produto Engenharia Painéis Fotovoltaicos

Fonte: Liberty

O lançamento, que faz parte do portfólio de Riscos de Engenharia, foi desenvolvido para pessoas e empresas que utilizam energia sustentável

A Liberty Seguros apresenta seu mais novo produto, que vem completar seu portfólio de Riscos de Engenharia: o Liberty Engenharia Painéis Fotovoltaicos, aqueles instalados para captar e transformar energia solar. Dentre as coberturas do seguro para a instalação e montagem dos painéis fotovoltaicos há reparos de incêndio ou explosão, danos da natureza, roubo, entre outras.

Além disso, o produto também oferece coberturas adicionais que vão desde erro de projeto, manutenção, equipamentos móveis, ferramentas de pequeno porte, equipamentos de informática, despesas extraordinárias e outros. O seguro também conta com coberturas de responsabilidade civil, como RC Geral Cruzada sem Fundações, RC Geral Empregador e RC Danos Morais.

A novidade faz parte do constante investimento da companhia nos segmentos de Riscos de Engenharia e pode ser contratado por clientes Pessoa Física e Jurídica. Para os corretores, o produto oferece cotação e emissão online da apólice, além de um atendimento personalizado com especialistas da área.

“A Liberty Seguros trabalha constantemente para atender a todas as necessidades específicas dos nossos clientes, sejam eles pessoas físicas ou jurídicas”, afirma Marcos Siqueira, Diretor de Seguros Corporativos da Liberty Seguros. “Com o lançamento desse produto, além de oferecermos mais uma solução personalizada e atendimento de excelência para segurados e corretores, a companhia apoia a geração de energia mais sustentável”, completa.

III Jornada de Direito Comercial aprova enunciado sobre contrato de Seguro

previdencia portabilidade

Fonte: IBDS

A III Jornada de Direito Comercial do Conselho da Justiça Federal, ocorrida nos dias 6 e 7 de junho, apreciou três ementas sobre o contrato de seguro. Foi aprovado o enunciado 2112, que define que o seguro contra risco de morte ou perda de integridade física de pessoas que vise a garantir o direito patrimonial de terceiro ou que tenha finalidade indenizatória submete-se às regras do seguro de dano, mas o valor remanescente, quando houver, será destinado ao segurado, ao beneficiário indicado ou aos sucessores. Esse enunciado corresponde ao previsto no art. 101 e parágrafo único do PLC 29/2017 (o projeto de Lei do Contrato de Seguro), idealizado pelo advogado Ernesto Tzirulnik presidente do Instituto Brasileiro de Direito do Seguro – IBDS. O projeto está em fase final de tramitação no Senado.

Os dois outros enunciados (que propunham afirmar a validade da exclusão de dolo e culpa grave de todas as coberturas de seguro e do D&O) foram rejeitados.

Quer ganhar o PRA Corretor da SulAmérica? Veja as dicas

Thiago Abravanel Sulamerica

Fonte: Post Patrocinado

Tiago Abravanel explica tudo o que corretores de seguros podem ganhar com o PRA Corretor, Programa de Reconhecimento ao Corretor, da SulAmérica!

ANS suspende venda de 51 planos de saúde no país

ANS suspende planos

Fonte: ANS

51 planos de saúde não poderão ser vendidos ou receber novos clientes em todo o país a partir do dia 14 de junho, por determinação da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). A medida, anunciada nesta sexta-feira (07/06), é resultado do Programa de Monitoramento da Garantia de Atendimento, que acompanha o desempenho do setor e atua na proteção dos beneficiários. Neste ciclo, a reguladora determinou a suspensão temporária da comercialização de planos de 11 operadoras em função de reclamações assistenciais recebidas de consumidores no período, tais como: cobertura assistencial, prazo máximo de atendimento e rede de atendimento, entre outras.

Juntos, os planos atendem cerca de 600 mil beneficiários, que ficam protegidos com a medida e têm mantida a garantia à assistência regular. Paralelamente à suspensão, a Agência liberou a comercialização de 27 planos de saúde de 10 operadoras que haviam sido suspensos em ciclos anteriores. A liberação indica que esses planos poderão voltar a ser vendidos para novos clientes a partir do dia 14/06/2019.

O Monitoramento da Garantia de Atendimento avalia as operadoras a partir das reclamações registradas pelos beneficiários nos canais da ANS. O objetivo do programa é estimular as empresas a garantir o acesso do beneficiário aos serviços e procedimentos definidos no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde da ANS de acordo com o que foi contratado.

Assim, os planos suspensos só podem voltar a ser comercializados quando forem comprovadas melhorias.

“Ao proibir temporariamente a comercialização dos planos que estão sendo alvo de reclamações, a ANS obriga as operadoras se esforçarem para garantir o acesso do beneficiário aos serviços que foram contratados. Somente com a adequação do atendimento, as operadoras poderão receber novos clientes”, explica o diretor de Normas e Habilitação dos Produtos, Rogério Scarabel.

Reclamações

Nesse ciclo, foram consideradas as reclamações (como negativas de cobertura e demora no atendimento) recebidas entre 01/01/2019 a 31/03/2019. No período, foram registradas 19.411 reclamações de natureza assistencial nos canais de atendimento da ANS. Dessas, 18.789 foram consideradas para análise pelo Programa de Monitoramento, excluindo-se as demandas finalizadas por motivos como duplicidade.

No período, 93,56% das queixas foram resolvidas pela mediação feita pela ANS via Notificação de Intermediação Preliminar (NIP), índice que regularmente tem se mantido superior a 90% em resolutividade, garantindo resposta ao problema dos beneficiários.

Artigo: LGPD em seguros: principais desafios

por Leandro Augusto e Erika Ramos, sócios da KPMG

Falta pouco mais de um ano para a entrada em vigor da lei nº 13.709/18, conhecida como Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e já é possível constatar uma repercussão significativa da implantação dela em diversos setores da economia e no comportamento da sociedade. O segmento de seguros, conhecido por tratar um número colossal de dados pessoais e dados pessoais sensíveis (aqueles tipificados no artigo 5º da referida lei, como por exemplo, dados referentes à saúde), será um dos primeiros a sentir tal impacto. Além das adequações básicas, as seguradoras terão desafios mais específicos.

A transparência, princípio basilar da LGPD, será motivo para que as seguradoras passem a ter relações com titulares que não sejam clientes diretos. Um dos exemplos é o dos motoristas nomeados em apólices e beneficiários de planos de saúde que deverão ter resguardados os mesmos direitos dos titulares dos seguros, uma vez que são igualmente titulares de dados pessoais, sendo-lhes conferido acesso e outros direitos baseados em transparência.

Mas há desafios maiores para as seguradoras, visto que a adequação à LGPD mudará o jeito dessas empresas fazerem negócios. Um deles será como fazer valer o conceito de portabilidade de dados, introduzido pelo artigo 18 da lei, que permite os titulares solicitarem a migração das informações dadas cadastradas de uma empresa para outra. Esse direito ainda deverá ser devidamente regulado pela Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), mas tudo levar a crer que o Brasil seguirá o padrão europeu que exige que a portabilidade de dados seja disponibilizada em formato inteligível por máquinas. Isso significa que as seguradoras deverão desenvolver os seguintes processos: disponibilizar os dados para portabilidade de maneira inteligível e preparar-se para recebê-los provavelmente em canais ou templates distintos, que vierem dos concorrentes.

O processo de exportação de dados, portanto, deverá ser feito de forma estruturada (como arquivos texto ou xml), criptografada e com a disponibilização de mapeamento identificando a estrutura dos dados e o esquema (schema). Este último requisito, por fim, deve soar como alerta às seguradoras que ainda não possuem esquemas mapeados para que já comecem a fazê-lo, de modo a ter documentado o descritivo de todos os dados que poderão ser transmitidos.

Outro grande desafio inerente ao direito de portabilidade será como atendê-lo em caso de dados não estruturados, uma vez que nem sempre há um schema para exportá-los. Nesse caso, estruturar os dados para se tornarem inteligíveis de acordo com o requisito da LGPD pode requerer grandes esforços e investimentos. 

Além do requisito técnico para o cumprimento da portabilidade, devem ser observados também os princípios jurídicos. Sobre o tema, em relação ao GDPR (General Data Protection Regulation), ensina o Grupo de Trabalho do artigo 29 que, além da necessidade de adequação de sistemas para recebimento de dados transferidos, haverá, pela seguradora receptora, o ônus de garantir que os dados pessoais recebidos sejam necessários para o propósito de processamento e não sejam excessivos. Quaisquer dados pessoais recebidos sem que haja conexão com o propósito do novo processamento não devem ser mantidos ou processados.

Além disso, um ponto em comum entre todas as seguradoras, além dos produtos oferecidos, obviamente, é a relação que todas mantêm com inúmeros terceiros, como fornecedores e corretores.

Serão necessários um redesenho e uma reestruturação contratual com terceiros para determinar as funções de cada um enquanto agentes de tratamento, uma vez que, de acordo com o artigo 39 da LGPD, o operador deverá realizar o tratamento segundo as funções fornecidas pelo controlador, e tais funções devem ser delimitadas e específicas, de modo que dados não sejam utilizados por agentes com finalidades distintas da original. 

Baseado no termo “Know Your Client (KYC)” (conheça seus clientes), a Europa já faz referência ao “Know Your Data (KYD)” (conheça seus dados). Ou seja, saber como tais terceiros relacionam-se com dados será determinante para o cumprimento da LGPD. Além de ter conhecimento como tais tratamentos são feitos, será importante estruturar processos de admissão de terceiros e avaliações iniciais sobre o nível de maturidade desses para desempenhar o relacionamento.

Faz-se também pertinente considerar a construção de canais de comunicação seguros entre seguradoras e terceiros em situações em que o envio de documentos e a verificação de logs de utilização dos dados possa se dar em tempo real. 

Assim, revisar e atualizar contratos e acordos com terceiros, documentar claramente a divisão de responsabilidades, e, por fim, realizar due diligences (diligências) em Agentes de Tratamentos parceiros (ora controladores, ora operadores) para relacionar-se apenas com quem esteja adequado à LGPD – e em canais seguros e restritos – poderão mitigar riscos e evitar disputas no caso de uma violação de dados.

ACMinas instala Conselho Empresarial para apoiar o segmento empresarial

Sergio Frade

Fonte: Solutions Gestão de Seguros

A Associação Comercial de Minas Gerais (ACMinas) promoveu, no último dia 5 de junho, a instalação do Conselho Empresarial de Seguros. “O Conselho Empresarial de Seguros da ACMinas tem a missão de proporcionar aos associados da entidade um permanente intercâmbio sobre a comercialização dos seguros de bens e pessoas, gerenciamento de riscos além de questões legais e jurídicas”, explica o presidente do Conselho, Sérgio Frade. “Pretendemos, com o Conselho, permitir que o seguro seja efetivamente prioritário na gestão das empresas. Que ele seja reconhecido como uma proteção, um investimento em segurança e não simplesmente um custo”, ressalta.

Segundo Frade, o mercado segurador fornece uma escala de produtos e serviços, que tem implicações importantes para o cotidiano das pessoas, das empresas e da economia. Além de proteger grande quantidade de ativos e vidas no país e participar de todos os setores da economia nacional. “A indústria de seguros ajuda a gerenciar riscos, mobiliza poupança e, sobretudo, facilita investimentos estratégicos. Gerenciar riscos, de forma responsável, tem implicações diretas nos resultados e na sobrevivência das empresas, inclusive junto aos seus clientes e fornecedores”, explica Frade.

Ele ressalta que não se deve esquecer que a possibilidade de realização do risco nunca é nula, já que uma das características é que ele pode ocorrer de maneira inesperada. “A probabilidade, pode ser baixa, média ou alta em função da exposição aos riscos. Alguns segmentos empresariais têm maior exposição em função da natureza de suas atividades. Ao decidir pela transferência de riscos na forma de contratação de seguros, deve-se buscar a plena cobertura inerente às atividades desenvolvidas pela empresa. Uma apólice de seguro, abrangente e baseada em dados, cuidadosamente, analisados e construídos precisa existir. Precisa trazer a segurança de que, em uma eventualidade, a empresa estará coberta pelos prejuízos sofridos”, ensina.

Da mesma forma ocorre com as pessoas, frente aos riscos contra imprevistos no dia a dia, no trabalho, lazer ou viagem. A realidade das operações de seguros, mais particularmente na fase de negociação, apresenta um aspecto de grande relevância. O empresário pontua que o correto acesso às informações, ao conhecimento das condições negociadas, ao atendimento, e às condições do contrato do seguro e custo acessível, são imprescindíveis. Participam do Conselho, associados, gerentes de riscos, gestores de seguros, corretores de seguros, seguradores, resseguradoras, reguladores de sinistros, atuários, graduandos e advogados.

SulAmérica marca presença no Lean Summit Saúde 2019

sulamerica

Fonte: SulAmérica

A SulAmérica será destaque na programação da 4° edição do Lean Summit Saúde, organizado pelo Lean Institute Brasil. A companhia participará do painel “O cliente no núcleo da estratégia competitiva”, que contará com uma apresentação do vice-presidente de Operações, Marco Antunes, e da superintendente de Processos, Luciana Gomes. O evento, que ocorre no dia 11 de junho, no Teatro Frei Caneca, em São Paulo, reúne diversos líderes e empresas de destaque para compartilhar experiências e discutir como a metodologia pode estimular bons resultados dentro do setor de saúde, por meio de processos mais ágeis, seguros e produtivos.

Na ocasião, a SulAmérica apresentará o case de implementação da metodologia Lean para aprimorar as operações em sinistro saúde e reembolso, colocando sempre o cliente no centro da estratégia. “Nossa missão é desenvolver pessoas para transformar processos e a cultura organizacional, garantindo o foco no cliente, seja ele interno ou externo, e a continuidade do negócio”, explica Luciana.

Outro ponto principal da apresentação será a aplicação do Hoshin, uma das ferramentas Lean que visa ao desdobramento da estratégia corporativa, ou seja, ao aprimoramento dos processos diários de modo que reflitam os objetivos de negócio. Por meio desse conceito, a companhia desenvolveu múltiplas frentes de trabalho para aperfeiçoar a eficiência na gestão de sinistro, aumentar a produtividade e incorporar ações inovadoras, para, assim, gerar mais valor e menos desperdício.

4º Lean Summit Saúde

Data: Dia 11 de junho de 2019

Local: Teatro Frei Caneca (Rua Frei Caneca, 569, 7° andar – São Paulo/SP).

Mais informações: www.lean.org.br/

Mongeral Aegon reúne dirigentes de entidades

mongeral Aegon

Fonte: Mongeral Aegon

A seguradora multinacional Mongeral Aegon reuniu, neste fim de semana, dirigentes da Federação Nacional dos Corretores de Seguros Privados e de Resseguros, de Capitalização, de Previdência Privada, das Empresas Corretoras de Seguros e de Resseguros (FENACOR) e dos Sindicatos dos Corretores de cada estado do país. O encontro aconteceu na sede da seguradora, na cidade do Rio de Janeiro, e no hotel Le Canton, em Teresópolis, na região Serrana do Rio.

Na pauta, estavam assuntos importantes como o crescimento do segmento de vida e previdência e as perspectivas de futuro deste mercado. O presidente da seguradora, Helder Molina, também apresentou como a Mongeral Aegon está se estruturando e as ações que a companhia tem realizado para fomentar ainda mais a indústria, como, por exemplo, a Loja Online e a ferramenta de Venda Digital.

“O mundo está mudando e as inovações e tecnologias já estão impactando diferentes mercados. No segurador não é diferente. Embora esteja às vésperas de completar 185 anos de atuação no Brasil, a Mongeral Aegon não parou no tempo e é uma das seguradoras que mais busca a inovação nos seus produtos e processos. É de suma importância que o mercado conheça as nossas iniciativas”, explica Marco Antonio Gonçalves, vice-presidente do Conselho Consultivo da Mongeral Aegon.

Os participantes também puderam conhecer mais os produtos oferecidos pela seguradora que englobam todos os perfis de clientes e necessidades para as diferentes fases da vida. Além disso, o diretor Comercial, Osmar Navarini, apresentou aos presentes os programas de incentivo que a companhia oferece aos corretores parceiros.

“É fundamental que as seguradoras tenham um canal de diálogo aberto com os entes do mercado que representam os corretores de seguros, pois são eles o principal canal de distribuição dos produtos e soluções pensadas pelas companhias seguradoras”, finaliza Marco Antonio Gonçalves.

Agrindus, cooperativa agrícola de SP, ganha prêmio de inovação da Mapfre

Agrindus Mapfre

Fonte: Mapfre

A cooperativa brasileira Agrindus foi escolhida a Melhor Iniciativa Agropecuária nos Prêmios Sociais da Fundación Mapfre, programa global voltado para projetos no campo que se destaquem por serem inovadores e transformadores nos sistemas de produção e comercialização de seus produtos. A produtora familiar de leite fundada há mais de 70 anos competiu com propostas do mundo inteiro e receberá a premiação das mãos da Rainha Sofia da Espanha, em cerimônia que será realizada em Madrid, no próximo dia 12.

A Agrindus venceu com seu projeto de produção do leite A2A2, iniciado em 2018. O produto é ordenhado de vacas holandesas (tipo A2), que fornecem leite tipo A com a proteína beta-caseína A2, em vez da beta-caseína A1 – responsável por causar desconfortos em pessoas com algum grau de intolerância. O resultado é uma bebida mais leve e de fácil digestão, evitando sintomas como náuseas ou dores abdominais. A cooperativa ainda oferece derivados lácteos, como uma linha de iogurtes.

A iniciativa também se destacou por ser altamente sustentável. A temperatura ideal para os animais nos estábulos é mantida por um sistema de resfriamento que utiliza água de chuvas. A logística de distribuição dos produtos, comercializados on-line, foi pensada para que os itens cheguem ao consumidor final com o mínimo de deslocamento possível. Além disso, a fazenda que emprega 250 moradores da região de Descalvado (a 250 km da capital) e faz doações regulares de itens a creches e bancos de alimentos locais.

O presidente da cooperativa, Roberto Hugo Jank Júnior, revela que o bem-estar de todos os envolvidos na produção é a principal preocupação da empresa. “No nosso negócio prezamos, em primeiro lugar, pela saúde dos animais e bem-estar de todos que estão à nossa volta, especialmente dos nossos profissionais. É primordial que o ciclo seja virtuoso e, por isso, para nós é tão essencial fazer produtos locais por famílias locais, respeitando todo o ecossistema”, pontua.

O CEO da MAPFRE Brasil, Fernando Pérez-Serrabona, reconhece os diferenciais da iniciativa nacional. “A Agrindus é uma empresa familiar administrada, neste momento, por três gerações unidas pelo propósito de tornar o nosso mundo um lugar melhor. É por isso que tê-los entre os vencedores mundiais é uma profunda satisfação”, afirma.