Porto Seguro entra na briga das plataformas, destaca o Valor Econômico

Nova ferramenta oferece de maneira integrada seguro, crédito, previdência e fundos

O jornal Valor Econômico informa na edição desta segunda-feira que a Porto Seguro lança hoje a plataforma Conquista, na qual vai reunir seguros, financiamentos, cartão de crédito, consórcio, previdência e investimentos. A solução vai permanecer aberta apenas a funcionários da holding até 7 de outubro, quando haverá o lançamento oficial.

A novidade é que, além de engajar os corretores de seguros, a companhia quer atrair também os agentes autônomos. A proposta é que, por meio da ferramenta, os profissionais possam administrar toda a vida financeira do cliente. Seria uma atuação semelhante a que os próprios escritórios de agentes autônomos já fazem com investimentos a partir de ambientes digitais de corretoras e bancos, como XP, Guide e BTG Pactual.

“A Porto já tem um portfólio de produtos financeiros quase equivalente a de um banco comercial”, afirma Rivaldo Leite, diretor geral de produção do grupo ao Valor. “A plataforma integra essa oferta e permite que um corretor ou um agente tenha à disposição um conjunto completo de soluções para as necessidades de curto e de longo prazo de qualquer um”, acrescenta.

Conforme Marcelo Picanço, diretor-geral de seguros e investimentos, a partir do novo ambiente digital, tanto corretores quanto agentes autônomos poderão vender produtos que não têm à disposição em outros canais. “O agente, por exemplo, poderá oferecer consórcio, crédito, cartão e seguros para estruturar de maneira mais completa a realização do objetivo do cliente, seja uma viagem ou a aposentadoria e, do mesmo modo, o corretor terá à disposição fundos de dezenas de gestoras e previdência para montar uma carteira.”

Picanço explica que a área de investimentos e previdência da plataforma é aberta e hoje reúne mais de 60 fundos de 20 gestoras, incluindo os da própria Porto. “Para lançar a ferramenta, quintuplicamos a nossa oferta de fundos”, reforça o diretor.

O nome Conquista remete a um ambiente no qual a pessoa pode planejar e concretizar os objetivos de vida. “Nossa ideia é ter uma plataforma que parte da necessidade do cliente e não de um foco na oferta de produtos; a pessoa vai nos dizer o que quer, por exemplo, adquirir um automóvel, comprar uma casa, viabilizar uma viagem ou complementar a renda no futuro”, diz Picanço. O sistema conta com uma camada de inteligência artificial que simula os caminhos para alcançar a meta “e os produtos serão o meio para isso”.

De acordo com Leite, o papel do corretor e do agente autônomo passa a ser fundamental nesse formato. “Os intermediadores vão ter um ‘banco portátil’ para atender o cliente. São eles quem vão fazer o efetivo acompanhamento do avanço desse objetivo, que vão cuidar do usuário. É uma atuação mais consultiva e de relacionamento efetivo com as pessoas”, afirma.

O executivo explica que a plataforma traz uma aplicação “inédita” da inteligência artificial para uso dos intermediadores. Os “robot advisors”, ou seja, os consultores robôs, vão acompanhar o comportamento do cliente e fornecer ao corretor ou ao agente recomendações para ajustar carteira ou ainda corrigir alguma recomendação. “Por exemplo, é relativamente comum a pessoa autodeclarar ter mais tolerância ao risco, mas, em toda queda mais acentuada de bolsa, resgatar seu investimento, então, o sistema identifica essa discrepância e indica algumas ações.”

A Porto já estuda uma segunda fase. “No momento, a oferta é só de fundos, mas queremos incluir a opção de o cliente investir diretamente em papéis e atuar como corretora”, diz o diretor de investimentos. Segundo Picanço, “não descartamos, no futuro, se fizer sentido, nos tornarmos um banco” para oferecer mais produtos, especialmente de crédito. Para o executivo, a plataforma é um ambiente em constante evolução e vai oferecer cada vez mais produtos. “Nada impede, por exemplo, que a gente faça parcerias para oferta de crédito imobiliário no futuro ou alguma outra solução”, diz.

A Conquista também vai oferecer um programa de relacionamento com pontuação. O usuário poderá resgatar os pontos para a aquisição de seguros e serviços, além dos programas parceiros do cartão de crédito, como milhas aéreas e outros produtos.

Marcelo Blay leva aos participantes do InsureTech Connect um pouco do Brasil

Marcelo Blay Las Vegas

Os participantes do InsureTech Connect, que acontece de 23 a 25 de setembro, em Las Vegas, Estados Unidos, conhecerão um pouco mais do mercado segurador brasileiro com a palestra do CEO da Minuto Seguros, Marcelo Blay. Ele é o único brasileiro a palestrar no evento. O fato se deve ao empreendedorismo de Blay, que fundou a corretora há oito anos. Inicialmente, a proposta era ser totalmente digital. Mas, precisou adaptar o projeto para atender as necessidades do mercado. Seguradoras ainda se preparavam tecnologicamente para se conectar com plataformas digitais e o consumidor brasileiro precisava de um tempo para se adaptar a uma venda sem interferência humana em todos os passos do processo.

De 2011 para cá, a corretora conta com uma base de 120 mil clientes e exibe crescimento médio anual de 53%. São mais de 500 mil apólices vendidas, com taxa de renovação e retenção de 85%. Os fundos de venture capital Redpoint eventures e Intact Ventures se tornaram sócios efetivos da insurtech ao converter em participação os US$ 60 milhões (R$ 230 milhões) investidos na empresa por meio de debêntures, em três rodadas de aporte de recursos realizadas entre 2014 e 2019. O Redpoint assumiu uma participação societária de 20%, enquanto o Intact adquiriu 25%.

A partir deste ano, o mercado segurador também entra numa fase mais promissora de crescimento, com novas regras que facilitam a vida das insurtechs, bem como com o compromisso da nova titular do órgão regulador em estimular a inovação e a concorrência no setor, para que o Brasil avance na proteção securitária ofertada à sociedade. Atualmente, a receita anual de prêmios do setor representa cerca de 6,5% do Produto Interno Bruto (PIB) e soma R$ 1,3 trilhão em ativos financeiros. “Ninguém tem dúvidas de que o setor é um dos principais investidores institucionais do país, com reservas acima de R$ 1 trilhão. Seguro é um instrumento importante. Se não funcionar, o setor público se sobrecarrega. É preciso desonerar o estado e buscar um maior bem estar social”, afirmou Solange Vieira, titular da Superintendência de Seguros Privados (Susep).

“É uma honra ser convidado para falar em um evento dessa magnitude, ainda mais internacional, com palestrantes tão gabaritados. Serão visões de três mercados grandes, comparando como se dá tecnologia e seguros nos Estados Unidos, um país com 350 milhões de habitantes; no Brasil, que tem mais de 200 milhões de pessoas; e na Índia, com mais de um bilhão”.

O blog Sonho Seguro perguntou a Blay, que também é Coordenador da Comissão de Inovação do SINCOR-SP e membro da Comissão de Insurtech e Inovação da Susep, perguntou a Blay como ele vê as mudanças promovidas pela Susep e como isso pode beneficiar o mercado segurador brasileiro, que voltou a crescer dois dígitos no acumulado de janeiro a julho deste ano, segundo dados divulgados pela CNseg na semana passada.

Como mensura o impacto do seguro intermitente no mercado local?

É difícil prever se seguros intermitentes serão bem aceitos pelos consumidores, pois dependem muito de como serão construídos e ofertados no mercado. A princípio imagina-se que sim, pois irão atender uma suposta demanda de pessoas que usam pouco o veículo e/ou estejam com restrições orçamentárias. No entanto é necessário entender o que será coberto e se existirão serviços atrelados ao produto para verificar se atenderão as expectativas do consumidor.

Acredita que ele começa a ser ofertado ainda neste ano?

Não acredito, dado que é necessário estudar uma série de aspectos os seguintes: como medir o liga/desliga do produto; como evitar fraudes; como fazer a cobrança; como liquidar sinistros; o desenho de coberturas e serviços e a respectiva precificação. Não são tarefas simples nem rápidas. Acredito que veremos o lançamento de pilotos antes da tentativa de massificação. Sabemos que erros de produto e aceitação de riscos podem ser muito deficitários.

Quais as mudanças que tem percebido no consumidor brasileiro de seguro auto neste ano?

Temos percebido a volta do consumidor ao mercado neste ano. A retomada do emprego, do financiamento de veículos e o pequeno crescimento econômico têm levado a uma retomada de vendas, ainda tímida, mas positiva.

O que falta para o mercado local deslanchar em inovação? investimentos? infraestrutura de TI? dinheiro no bolso do consumidor?

Acredito que falta investimento em inovação, principalmente direcionado às insurtechs,  que por sua vez podem ser grandes parceiras das seguradoras dada sua capacidade desenvolver soluções com foco e velocidade. As insurtechs podem ser entendidas como laboratórios de testes, ainda mais com a possibilidade de atuar dentro de um sandbox regulatório que vem sendo normatizado pela Susep. Obviamente que dinheiro do bolso do consumidor funciona como um grande lubrificante que estimula a economia como um todo.

Seguro DPVAT: Brasil tem 18 indenizações por morte no trânsito a cada 100 mil habitantes

Fonte: Seguradora Líder

A Semana Nacional de Trânsito (18 a 25/9) é mais um momento de mobilização para a conscientização para um trânsito mais seguro. Um levantamento especial produzido pela Seguradora Líder para marcar o período mostra que, apesar da diminuição nos números de acidentes, a situação no Brasil ainda é preocupante. Em 2018, o país atingiu a quantidade de 18 indenizações pagas por morte, pelo Seguro DPVAT, a cada 100 mil habitantes. Como comparação, a taxa de mortalidade por crimes violentos, como homicídio, latrocínio e lesão corporal seguida de morte, foi de 24,75. As estatísticas indicam, portanto, que o trânsito ainda deixa milhares de vítimas fatais no país: nos últimos dez anos, foram pagas mais de 485 mil indenizações do seguro obrigatório por este tipo de ocorrência, sendo as motocicletas as principais responsáveis. De 2009 para 2018, o veículo foi o único a apresentar aumento de sinistros pagos por morte, saltando de 16.974 para 18.955 benefícios.

Os números são do Relatório Especial – 10 anos – Taxa de Mortalidade no Trânsito, que apresenta os pagamentos do Seguro DPVAT por morte para cada 100 mil habitantes, entre 2009 e 2018. No ano passado, Tocantins (38), Piauí (34), Mato Grosso (33) e Rondônia (29) foram os estados que registraram as maiores taxas de mortalidade no trânsito. Já em 2009, as primeiras posições eram ocupadas por Acre (279), Mato Grosso, Santa Catarina e Paraná (41).

A análise por região indica mudança na geografia das indenizações por morte. Em 2018, o Centro-Oeste foi a localidade com a maior taxa de acidentes fatais no trânsito, concentrando 23 sinistros indenizados a cada 100 mil habitantes. Já em 2009, a posição era ocupada pelo Sul, que registrou 38 pagamentos para a mesma proporção populacional. O Sudeste, no entanto, teve o indicador mais baixo no ano passado, com 15 pagamentos. Em 2009, o último lugar era do Nordeste, com 21.

Quando observada apenas a quantidade de benefícios pagos por acidentes fatais, sem relacionar à estimativa populacional, a Região Nordeste foi a única a apresentar aumento das indenizações por morte devido a ocorrências no trânsito entre 2009 e 2018. O Maranhão foi a unidade federativa com maior crescimento (46%), seguido do Piauí (42%). Já os estados de São Paulo e Rio Grande do Sul tiveram redução de cerca de 50% nas indenizações pagas por acidentes fatais entre 2009 e 2018.

Ainda segundo os dados, os principais atingidos pelos casos fatais são motoristas. Em 2018, eles somaram mais de 21 mil (ou 55%) indenizações por morte. O sexo masculino também predomina, somando 82% dos pagamentos destinados à cobertura no ano passado. Quando analisada a faixa etária, os jovens de 18 a 34 anos foram os que mais morreram, com 39% (15.045) dos sinistros pagos por morte pelo Seguro DPVAT no último ano. A maioria dos acidentes ocorreu no horário do anoitecer (17h às 19h59h).

O superintendente de Operações da Seguradora Líder, Arthur Froes, explica que os números do Seguro DPVAT reforçam a importância de mobilizações como a Semana Nacional do Trânsito para mudar a realidade da violência nas ruas e estradas brasileiras.

“Apesar da redução nas estatísticas de indenizações pagas por morte pelo Seguro DPVAT nos últimos dez anos, este documento mostra a grave realidade do trânsito brasileiro, que é reforçada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Dados de 2018 da instituição mostram que o Brasil é o quinto país com mais vítimas fatais durante o tráfego de veículo. Além disso, a cada 24 segundos, uma pessoa morre no trânsito. Desta forma, torna-se fundamental o constante investimento em prevenção, educação e conscientização da população sobre a importância de um trânsito seguro”, esclarece Arthur Froes.

O Relatório Especial – 10 anos – Taxa de Mortalidade no Trânsito é mais uma iniciativa da Seguradora Líder para contribuir com a redução dos acidentes de trânsito. Além de amparar as vítimas das ocorrências causadas pelo tráfego de veículos, a companhia tem como compromisso atuar proativamente para conscientizar a população, bem como melhorar a segurança viária.

MDS Brasil é a corretora de seguros oficial do SP Oktoberfest e a HDI a seguradora

MDS Ortobefest

Evento deve reunir cerca de 100 mil pessoas e movimentar R$ 40 milhões no turismo 

A MDS Brasil informou que é a corretora de seguros oficial da 3° São Paulo Oktoberfest. Por confidencialidade do contrato, não pode citar quem é a seguradora. O blog Sonho Seguro foi atrás e descobriu na primeira: HDI. Caminho fácil esse. Certamente seria uma seguradora de origem alemã para fazer o seguro de uma festa alemã.

A MDS será responsável pela gestão do seguro da festa, que acontecerá entre os dias 20 de setembro e 6 de outubro, no Jockey Club de São Paulo. Nesta edição, o festival contará com 20.000 m2 de área ocupada, 190 horas de programação cultural e artística, espaços dedicados à culinária alemã, danças típicas, atrações musicais e parque de diversões. 

“Estamos construindo um grande festival no calendário de entretenimento de São Paulo e fazemos isso com atenção focada fortemente na segurança das pessoas que nos ajudam a construir essa história”, afirma o embaixador da festa, Walter Cavalheiro Filho. A festividade alemã é considerada uma experiência gastronômica, cultural e cervejeira que guarda uma relação íntima e histórica com a comunidade germânica. O evento já está se consolidando no calendário paulistano como uma das grandes atrações anuais da cidade. A expectativa é que cerca de 100 mil pessoas de todo o país marquem presença e vivenciem a Alemanha de verdade.

A MDS já atuou em grandes eventos no País, tais como Jornada Mundial da Juventude, Jogos Olímpicos Rio 2016, Rock in Rio 30 anos, Disney Magic Run Rio de Janeiro, entre outros shows, musicais e ações esportivas. O principal objetivo do seguro de responsabilidade civil (RC) é garantir a proteção aos frequentadores em caso de danos materiais, corporais ou morais involuntários a terceiros. “Nosso principal diferencial é disponibilizar um seguro de fácil contratação e com coberturas completas”, diz o vice-presidente de Riscos Corporativos e Resseguro da MDS Brasil, Thiago Tristão. 

O executivo explica ainda que, além de proteger o segurado em caso de incidentes e ações judiciais, o RC é um grande aliado diante de imprevistos que envolvem multidão e grandes infraestruturas: “Esta é uma proteção para situações que fogem do nosso controle durante festas, shows, feiras e outros”. E a personalização também é um ponto-chave: “Por ser feito sob medida, o produto compreende várias realidades e garante a continuidade dos negócios do segurado em qualquer situação”, conclui. 

Sompo aciona plano de contingência para atender segurados afetados por chuvas de granizo no PR

Equipes de especialistas e prestadores de serviços da seguradora já trabalham em esquema especial para agilizar processos de sinistros. Depois de precipitações atingirem mais de 3,2 mil casas, segundo dados da Defesa Civil do Estado, ainda há possibilidade de novas ocorrências por conta de alerta de risco de mais chuvas, ventos intensos e granizo 

Fonte: Sompo

A Sompo Seguros estabeleceu uma ação de contingenciamento para atender às ocorrências relacionadas aos sinistros que venham a ser registrados por conta das tempestades, vendavais e chuvas de granizo que atingiram o Estado do Paraná desde quarta-feira, dia 18 de setembro. Nesta quinta-feira, dia 19, o INMET – Instituto Nacional de Meteorologia emitiu alertas Laranja ou Amarelo que abrangem todo o Estado.

O alerta laranja indica riscos chuva entre 30 e 60 mm/h ou 50 e 100 mm/dia, ventos intensos (60-100 Km/h), e queda de granizo. Essa situação traz o risco de corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de árvores e de alagamentos em diversos pontos do Estado. Já o alerta amarelo indica o risco de chuva entre 20 e 30 mm/h ou até 50 mm/dia, ventos intensos (40-60 Km/h), e queda de granizo. Nesse caso, o risco de ocorrências existe, mas é menor. 

“Já acionamos todas as nossas equipes para prestar suporte no período de contingenciamento para viabilizar o pronto atendimento no caso de aumento na demanda em decorrência desses eventos”, ressalta Andreia Paterniani, diretora de Sinistros da Sompo Seguros.

Segundo relatório de ocorrências da CEDEC – Coordenadoria Estadual da Defesa Civil atualizado às 12h00 desta quinta-feira, dia 19, os eventos desta quarta-feira, dia 18, atingiram 21 municípios e danificaram 3.222 casas. Em Guarapuava, região central do Estado, por exemplo, uma chuva de granizo que começou às 15h40 e durou cerca de 10 minutos deixou o Parque do Lago todo branco por conta do gelo espalhado no chão. 

Situações como vendavais e chuvas de granizo tendem a potencializar o risco de sinistros relacionados a destelhamentos de imóveis e pequenos amassados em automóveis, que exigem o serviço conhecido como martelinho de ouro, que é especializado. “Nossos especialistas e rede de prestadores de serviços já estão atuando para garantir que as ocorrências, assim que comunicadas, sejam rapidamente analisadas e concluídas, com as indicações de conserto ou indenizações, conforme a situação específica de cada segurado atingido”, observa Alexsandro Nascimento Silva, gerente de Sinistros Massificados da Sompo Seguros.

Caixa Seguridade fecha acordo de R$ 7 bi com CNP Assurances

caixa CNP

Empresa francesa pagará o montante pela participação de 40% na parceria, com duração de 25 anos

Fonte: Caixa

A Caixa Seguridade e a CNP Assurances assinaram nesta quinta-feira (19) aditamento ao acordo celebrado em agosto de 2018. Conforme divulgado ao mercado em março, as empresas decidiram reabrir as negociações para definir ajustes e eventuais complementos. Dentre os ajustes, está previsto que a empresa francesa pagará à Caixa Seguridade o montante de R$ 7 bilhões pela participação de 40% na parceria, com duração de 25 anos. 

O acordo trata de uma nova estrutura societária para exploração, com exclusividade, da rede de distribuição da Caixa, nos ramos de seguros de vida e prestamista e de produtos de previdência.  O acordo ainda prevê mecanismo de incentivo atrelado ao desempenho e lucratividade (earn-out), limitado a R$ 800 milhões, a ser pago em 2 parcelas, em 2024 e 2026.

Para o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, “essa é uma operação muito importante que já estava em negociação e que nos permitiu vários avanços, entre eles as questões relacionadas à governança”, concluiu.

Durante o evento, realizado no escritório da Caixa em São Paulo, o CEO Global da CNP Assurances, Antoine Lissowski, destacou o grande potencial de negócios da parceria. “O Brasil representa 20% da nossa atividade e foi a nossa primeira operação internacional. A visão é que teremos mais receitas nesse negócio daqui pra frente, já que no Brasil o mercado de seguros representa de 4% a 5% do PIB, enquanto na França é o dobro”, afirmou.

Parceria: As principais alterações da negociação incluem, além do aumento dos valores a serem pagos pela CNP, a definição de data para o fechamento da operação e a extensão em cinco anos do prazo da parceria. Laurent Jumelle, diretor geral da CAIXA Seguros Holding, controlada pela CNP e que tem a CAIXA Seguridade como acionista, reforçou que “o acordo reflete a continuidade de uma parceria de sucesso, que começou há 20 anos. A força da rede CAIXA, somada a seu propósito e compromisso social, permite que hoje sejamos a grande seguradora dos brasileiros”, disse.

Para o diretor presidente da Caixa Seguridade, Marco Antônio Barros, “essa vitória consagra a Caixa como grande provedora de soluções de proteção, seja para as pessoas, famílias e empresas”. Ele destacou, ainda, que o fechamento e implementação da operação, que abrange apenas uma parte do perímetro da parceria atual, ainda estão sujeitos a cumprimentos de condições suspensivas. “Ainda precisamos das aprovações dos órgãos regulatórios, como da Superintendência de Seguros Privados (SUSEP), do Banco Central do Brasil (Bacen), da Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (SEST) e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE)”, finalizou.

Piwi desenvolve ferramenta para conquistar RHs

Corretora realiza evento onde discutirá conceitos da nova economia para o mercado segurador

Fonte: Piwi

Depois e lançar a corretora de seguros Piwi no ano passado, Felipe Baeta lança agora uma plataforma digital que pretende revolucionar os processos do departamento pessoal, principalmente a parte de gestão de benefícios, e trazer mais conectividade para empresas e funcionários, além de contribuir para a redução de custos das empresas. “A Piwi é uma empresa centrada no cliente e focada em resolver suas dores. O objetivo é criar uma experiência surpreendente para o usuário”, explica Baeta.

Esse foi um processo rico e cheio de idas e vindas. Entretanto, algumas premissas, valores e crenças sempre fizeram parte da condução do negócio e foram percebidos, desde o início, pelo mercado. “Somos obcecados por empoderar os consumidores, compartilhando conhecimento e serviços surpreendentes”, explica o CEO.

Para apresentar para o mercado segurador toda essa cultura corporativa, e os conceitos que regem a nova economia, como design thinking e cocriação,  a empresa realiza a primeira edição do Piwi® Talks no dia 26 de setembro. O evento será realizado no Wework da Avenida das Nações Unidas, 14261 – ALA B – 24º andar, sala 24F, e contará com cerca de 50 CEOs das maiores empresas do setor. 

Prudential terá parede de escalada no Rock in Rio

Seguradora também é a seguradora oficial do evento, ofertando cobertura para acidentes pessoais de mais de 700 mil vidas previstas para o festival, entre público, bandas e staff. A cobertura das apólices inclui: morte acidental, invalidez por acidente e despesas médicas hospitalares e odontológicas em decorrência de acidente.

Fonte: Prudential

A seguradora Prudential do Brasil preparou uma atração de peso para marcar a sua estreia como seguradora oficial do Rock in Rio 2019: a “Escalada Prudential Rock”, um paredão de escalada de nove metros de altura, que promete uma experiência radical, divertida, inesquecível e com toda segurança para o público durante os dias do festival.

A “Escalada Prudential Rock estará localizada na Cidade do Rock, próximo ao palco New Dance Order. A ativação da companhia reúne três momentos especiais: escalada, chegada ao mirante com a visão privilegiada de todo o festival e descida por um tobogã que termina em uma piscina de bolas.  Ao longo da trajetória, o público que se aventurar na atração ainda contará com o “Photo Tour”, que registrará os participantes em cinco momentos diferentes. 

Em seguida, será gerado um vídeo personalizado, o qual a pessoa poderá compartilhar nas suas mídias sociais, mostrando toda a sua performance. Quem cumprir as etapas da ‘Escalada Prudential Rock’ ganhará, ainda, um brinde especial da empresa: uma bolsa inflável que funciona também como almofada para descansar entre um show e outro.

“A Escalada Prudential Rock, além de levar uma experiência inédita de aventura e diversão para público presente, traz para o festival os atributos da nossa marca, o Rochedo de Gibraltar, símbolo de força, solidez e proteção. Por meio da atração e de outras ativações especiais que preparamos para o Rock in Rio, conversaremos com novos públicos, principalmente os jovens, que em grande parte não conhecem a importância de contar com a proteção do seguro de vida no planejamento financeiro, diante dos imprevistos da vida. Será uma grande oportunidade de iniciar essa aproximação, de forma alegre, leve e descontraída”, destaca a gerente de marketing da Prudential do Brasil, Fernanda Riezemberg. 

Nesse sentido, além da ‘Escalada Prudential Rock’, a companhia também terá uma outra atração pra lá de animada durante o festival: uma bateria profissional na área VIP do evento, a qual o público presente no espaço poderá tocar e registrar os momentos de diversão tirando fotos.

Por fim, a Prudential do Brasil também pensou em muita música boa para fazer parte de toda essa atmosfera rock e criou um perfil oficial no Spotify, serviço de streaming de música, podcasts e vídeos mais popular e usado do mundo. A playlist “Prudential Rocks” reunirá sucessos de algumas das bandas que irão tocar no festival. A seguradora fará ainda toda cobertura da sua ativação no festival nas suas mídias sociais.

“As marcas são parte fundamental do Rock in Rio e, a cada ano, têm se empenhado em entregar atrações cada vez melhores, levando, com isso, a experiência do nosso consumidor a patamares mais altos que os anteriores. A Prudential do Brasil, que faz sua estreia no festival como nossa seguradora oficial, promete ativações que vão surpreender o público, assim como os outros novos parceiros. Este ano, teremos na Cidade do Rock uma explosão de novos conteúdos, estamos muito ansiosos”, finaliza Rodolfo Medina, vice-presidente de Parcerias&Marketing do Rock in Rio.

Cade aprova, sem restrições, aquisição da carteira da SulAmérica pela Allianz

Allianz compra Sulamerica auto

A Superintendência Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, sem restrições, a operação de aquisição de controle entre as empresas de seguro Allianz e SulAmérica. O despacho pela aprovação da transação foi publicado na edição desta quinta-feira, 19, do Diário Oficial da União. Agora as companhias aguardam o parecer da Superintendência de Seguros Privados (Susep), para consolidar a operação.

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Segundo o parecer do Cade, a operação refere-se à “aquisição pela Allianz do Brasil e Allianz Seguros de 100% das ações da SulAmérica Participações e Investimentos S.A. (Sapi), que controlará e operará os negócios da SulAmérica Companhia Nacional de Seguros no Brasil (Salic), no Brasil, relativos a seguros de automóvel, patrimonial (que englobam os seguros residencial, condominial e empresarial) e habitacional (exceto no âmbito do Sistema Financeiro de Habitação); e 100% das ações da SulAmérica Serviços e Participações S.A (Sasp)”.

A operação proposta está em linha com o planejamento estratégico da Allianz de prosseguir com o desenvolvimento e crescimento de seus principais negócios de seguros no Brasil, ampliando a oferta de serviços para os consumidores. A SulAmérica, por outro lado, pretende focar seus negócios nos segmentos de saúde, odontológico, de vida, de previdência privada e de gestão patrimonial”, diz o parecer da autarquia.

Relatório de Riqueza Global do Grupo Allianz: um ano sem vencedores

Fonte: AGCS

Em 2018, ativos financeiros globais caem pela primeira vez desde a crise financeira 

Hoje, 18, a Allianz lança a décima edição do “Relatório de Riqueza Global do Grupo Allianz”, que apresenta a situação dos ativos e dívidas das famílias em mais de 50 países. Uma novidade triste: em 2018, os ativos financeiros nos países industrializados e em países emergentes caíram simultaneamente pela primeira vez; mesmo em 2008, no auge da crise financeira, isso não aconteceu. Em todo o mundo, os poupadores estavam de mãos atadas: por um lado, a crescente batalha comercial entre os EUA e a China, a interminável “saga do Brexit” e as crescentes tensões geopolíticas. No outro, o aperto das condições monetárias e a (anunciada) normatização da política monetária. As bolsas reagiram de acordo: os preços das ações globais caíram cerca de 12% em 2018, o que teve um impacto direto no crescimento de ativos. Os ativos financeiros brutos globais das famílias [1] caíram 0,1% e permaneceram mais ou menos estáveis em 172,5 trilhões de euros. “A crescente incerteza tem seu preço”, disse Michael Heise, economista-chefe do Grupo Allianz. “O desmantelamento da ordem econômica global baseada em regras é venenoso para a acumulação de riqueza. Os números para o crescimento de ativos também tornam evidentes que negócios não são um jogo de zero a zero: ou todos estão do lado vencedor (como no passado) ou do lado perdedor (como aconteceu no ano passado). O protecionismo agressivo não tem vencedores.”.

Convergência entre os países mais pobres e ricos para

Em 2018, os ativos financeiros brutos nos mercados emergentes não apenas diminuíram pela primeira vez, mas o declínio de -0,4% foi mais evidente do que nos países industrializados (-0,1%). O fraco desenvolvimento na China, onde os ativos caíram 3,4%, teve um papel fundamental. No entanto, outros importantes mercados emergentes, como o México e a África do Sul, também tiveram que absorver perdas significativas em 2018.

Essa é uma inversão de tendência notável. Nas últimas duas décadas, o crescimento de ativos financeiros nas regiões mais pobres foi, em média, 11,2 pontos percentuais mais alto do que nas mais ricas, mesmo se o ano de 2018 for incluso. Parece que as disputas comerciais estabeleceram um ponto de parada repentino para o processo de recuperação dos países mais pobres. Os países industrializados, no entanto, também não se beneficiaram. O Japão (-1,2%), a Europa Ocidental (-0,2%) e a América do Norte (-0,3%) também tiveram de lidar com o crescimento negativo dos ativos.

Europa Oriental: o novo campeão de crescimento

Os ativos financeiros brutos das famílias latino-americanas aumentaram 7,1% em 2018. As outras duas regiões emergentes tiveram um desempenho diferente: enquanto a Ásia, exceto o Japão, registrou um declínio de 0,9%, a Europa Oriental avançou com um aumento de 8%, tornando-a a região que mais cresce em 2018. Esse aumento, no entanto, não foi menor devido ao rápido crescimento da inflação na Turquia.

Ao analisar as estratégias de investimentos, o surpreendente comportamento de poupar na América Latina se torna evidente: com menos de 20%, a parcela de depósitos bancários é muito baixa. Todas as outras regiões, com exceção da América do Norte, mostram uma tendência muito maior à liquidez; na Europa Ocidental, por exemplo, a participação é de cerca de 30%, na Ásia, exceto no Japão, em torno de 46% e na Europa Oriental bem acima de 50%. Por outro lado, a participação dos valores mobiliários, ações nominais e outros capitais próprios, e a participação dos seguros e pensões são notavelmente elevados, com 47% e 28%, respectivamente. Esse último é muito menor na Europa Oriental (11%) e na Ásia (16%), exceto no Japão.

“A América Latina está à frente da curva”, disse Michaela Grimm, coautora do relatório. “Em comparação com seus pares na Europa Oriental e na Ásia, os sistemas de aposentadoria com capital próprio são muito mais avançados, mas o envelhecimento demográfico não poupará a América Latina; são necessários mais esforços. A digitalização deve ser vista como uma alavanca para oferecer soluções atraentes nesse campo. A América Latina precisa se preparar para o imenso tsunami demográfico.”

Crescimento do passivo se estabiliza em alto nível

O passivo doméstico mundial aumentou 5,7% em 2018, um pouco abaixo do nível do ano anterior de 6%, mas também bem acima da taxa média de crescimento anual a longo prazo de 3,6%. O índice de endividamento global (passivo como porcentagem do PIB), no entanto, permaneceu estável em 65,1% graças ao crescimento econômico ainda robusto. A maioria das regiões teve um desenvolvimento semelhante nesse respeito. Na América Latina, o índice de endividamento não mudou muito nos últimos quatro anos e permaneceu em modestos 29%. Isso contrasta fortemente com a Ásia (excluindo Japão), onde aumentou mais de 20 pontos percentuais na última década.

“A dinâmica da dívida na Ásia, e particularmente na China, é preocupante”, comentou Patricia Pelayo Romero, coautora do relatório. “As famílias chinesas já estão tão endividadas quanto as alemãs ou italianas, por exemplo. A última vez que testemunhamos um aumento tão rápido do endividamento privado foi nos EUA, Espanha e Irlanda pouco antes da crise financeira. Comparado à maioria dos países industrializados, os níveis de dívida na China ainda são significantemente mais baixos. As agências regulatórias, no entanto, não devem mais aguardar e ficar apenas assistindo. O crescimento impulsionado pela dívida não é sustentável e nem mesmo a China está imune a uma crise da dívida.”.

Devido ao forte crescimento do passivo, os ativos financeiros líquidos, ou seja, a diferença entre ativos financeiros brutos e dívida, caíram 1,9% em todo o mundo para 129,8 trilhões de euros no final de 2018. Os países emergentes, em particular, sofreram um declínio drástico: os ativos financeiros líquidos encolheram 5,7% (países industrializados: -1,1%); A América Latina, por outro lado, registrou um aumento de 6,2%.

Brasil: ativos financeiros crescem e não seguem tendência global

Os ativos financeiros brutos das famílias brasileiras aumentaram 10,6% em 2018. Por mais robusto que esse crescimento seja, se comparado à tendência global, foi um dos aumentos mais fracos desde a crise financeira. Esse desempenho modesto deveu-se principalmente ao menor crescimento em seguros e pensões, bem como em valores mobiliários. O primeiro caiu para 6,9%, registrando o aumento mais fraco em mais de duas décadas; o último, responsável por mais da metade de todos os ativos financeiros, aumentou “apenas” 14%, o aumento mais fraco em cinco anos. Os depósitos bancários, por outro lado, cresceram 9,4%, o aumento mais rápido desde 2014. A recuperação econômica foi mais visível no crescimento de passivos, que acelerou para 8,6%, a taxa mais rápida em três anos. Como resultado, o índice de endividamento das famílias atingiu 39,8% no final de 2018, bem acima da média regional de 29,6%

Os ativos financeiros líquidos no Brasil aumentaram 11,6% em 2018. Com ativos financeiros líquidos per capita de 6.320 euros, o Brasil subiu dois degraus para o 39º lugar no ranking dos países mais ricos (ativos financeiros per capita, veja tabela com os 20 principais). No topo, os EUA substituíram a Suíça novamente, principalmente graças ao dólar forte. Considerando uma visão de longo prazo e observando como a lista mudou desde a virada do século, torna-se evidente a ascensão (modesta) de muitos países da América Latina: os “vencedores” incluem o Brasil (+3 lugares), mas também o Chile (+3 lugares) e a Colômbia (+1 lugar). 

Apenas um solavanco na estrada?

Pela primeira vez em mais de uma década, a classe média global não cresceu: no final de 2018, aproximadamente 1.040 milhão de pessoas (entre elas 40 milhões de brasileiros) pertenciam à classe média global – que é mais ou menos o mesmo número de pessoas que o ano anterior. No contexto de redução de ativos na China, isso não é uma grande surpresa, afinal, até agora o surgimento da nova classe média global era principalmente um assunto chinês: quase metade de seus membros fala chinês, bem como 25% da classe alta. “Ainda existem muitas oportunidades para a prosperidade global”, disse Arne Holzhausen, co-autor do relatório. “Se outros países densamente povoados, como Brasil, Rússia, Indonésia e, em particular, Índia, tivessem um nível e uma distribuição de riqueza comparável à China, a classe média global seria impulsionada por cerca de 350 milhões de pessoas e a classe alta global por cerca de 200 milhões de pessoas. Com isso, a distribuição global da riqueza seria um pouco mais igual: no final de 2018, os 10% mais ricos em todo o mundo possuíam aproximadamente 82% do total de ativos financeiros líquidos. Questionar a globalização e o livre comércio agora priva milhões de pessoas em todo o mundo de oportunidades de progresso.”