Glaucia Smithson assume como CEO da AGCS para América do Sul

Executiva deixa diretoria da Zurich, que busca um executivo para o cargo. José Bailone, diretor técnico do Brasil e regional Latam, assumirá interinamente. Com isso, a AGCS passa a ter a quinta mulher em posto de comando no mercado segurador, com Susep, Coface, AXA e Cescebrasil

Glaucia Smithson assume o posto de CEO América do Sul da Allianz Global Corporate & Specialty SE (AGCS), depois de mais de dez anos no grupo Zurich, sendo que nos últimos dois liderou as áreas de seguro empresarial, vida, previdência corporativa e resseguro. José Bailone, diretor técnico do Brasil e regional Latam, assumirá interinamente o cargo de Glaucia enquanto o grupo seleciona um executivo. Ou executiva, quem sabe.

Glaucia sucede Angelo Colombo, que deixa a AGCS para assumir como CEO América Latina da Swiss Re Corporate Solutions a partir de outubro. Em seu novo papel, ela se reportará a Sinéad Browne – Chief Regions and Markets Officer. A partir do escritório em São Paulo, Glaucia irá liderar a estratégia da AGCS Brasil, cujo foco é o crescimento sustentável no Brasil e em outros mercados sulamericanos como Chile, Argentina e Colômbia. Este anúncio está sujeito a aprovações regulatórias.

Na Zurich, Glaucia liderou a estratégia da empresa, visando o crescimento rentável e gerenciando relacionamentos importantes com grandes clientes e corretores, bem como apoiando as operações de seguros da Zurich Brasil. Nesse perído, trabalhando no Reino Unido e Brasil, ela assumiu papeis cada vez mais seniores dentro da subscrição, incluindo diretora de Linhas Empresariais e Chief Underwriting Officer.

Sinéad Browne comenta: “ Estou muito feliz porque teremos Glaucia liderando nosso time América do Sul, um de nossos mercado-chave em crescimento. Ela traz consigo mais de 20 anos de experiência em seguros, tanto em nível Brasil quando globalmente, e possui a perspectiva estratégica e a abordagem focada no crescimento que nos ajudarão a aumentar o sucesso que temos na América do Sul. Aproveito para agradecer ao Angelo pela liderança da companhia nos últimos anos. Seu papel foi fundamental para lançarmos e expandirmos nossa presença na América do Sul e construirmos o forte time que temos ali.” 

AGCS Brasil começou em 2013 e está sediada em São Paulo. Atendendo a clientes de toda a América do Sul e também seguradoras locais, oferece subscrição especializada e experiência no resseguro de apólices individuais ou como parte de um programa global. Suas soluções abrangem uma ampla gama de riscos corporativos como patrimonial, responsabilidade civil, engenharia, transportes, linhas financeiras, energia e aviação. A unidade de negócios América do Sul, que emprega cerca de 50 colaboradores, contribuiu com aproximadamente EUR 100 milhões em prêmios brutos do volume total subscrito pela AGCS globalmente em 2018, em EUR 8,2 bilhões. 

Tecnologia ajuda em ações de combate às fraudes ao DPVAT em todo o país

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Fonte: Seguradora Líder

Nos últimos dias, as ações da 1ª Delegacia de Polícia de Goiânia/GO, que cumpriu mandados de busca e apreensão em clínicas acusadas de falsificar documentos para fraudar o Seguro DPVAT, reforçam os resultados da estratégia da Seguradora Líder no combate às fraudes ao benefício. Nos últimos anos, a companhia adotou uma postura proativa de encaminhamento de notícias crime aos órgãos competentes ao identificar irregularidades em pedidos de indenização. 

As investigações em Goiânia tiveram origem em notícias de crime da Seguradora Líder. As fraudes decorrem de adulteração de documentos médico-hospitalares (laudos médicos e tratamentos fisioterápicos), que seriam usados para dar entrada em pedidos dentro das coberturas previstas pelo Seguro DPVAT (morte; invalidez permanente; e reembolso de despesas médicas e suplementares) e envolvem, aproximadamente, a quantia de R$ 307.800,00. 

Em junho, o Ministério Público do Pará ofereceu uma série de denúncias contra pessoas que fariam parte de uma quadrilha especializada em fraudar o Seguro DPVAT. A Operação, nomeada de Redenção, teve início a partir de uma série de notícias crime da Seguradora Líder, que detectou fraudes em pedidos de indenização por invalidez permanente e morte. Médicos de duas clínicas da cidade de Redenção, no Pará, são acusados de emitir laudos falsos e responderão pelos crimes de estelionato, falsidade ideológica e associação criminosa.

Os acusados falsificaram documentos e comunicaram sinistros inexistentes pleiteando nove indenizações por invalidez permanente e uma por morte. A identificação das fraudes evitou perdas máximas de R$ 135 mil, que lesariam não só o Seguro DPVAT, como toda a sociedade brasileira.

Outro destaque de 2019 foi a prisão, em Luziânia, município de Goiás, de uma empresária acusada de fraudar o Seguro DPVAT. A Operação “Parálysis” foi desencadeada após os policiais do Grupo de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Gepatri) de Luziânia constatarem que a suspeita falsificava documentos e montava processos de invalidez permanente, totalizando cerca de R$ 220 mil em indenizações.

Segundo a polícia, a mulher possui uma empresa de eventos e usava os documentos de funcionários e familiares para dar entrada nos pedidos de indenização com boletins de ocorrência e outros documentos falsificados.

De janeiro a junho deste ano, as iniciativas proativas da Seguradora Líder já resultaram em 20 sentenças condenatórias, 25 condenados, 24 cancelamentos, suspensões ou cassações de registros em órgãos de classe e 2 prisões em todo o Brasil.

O uso de tecnologia tem sido o grande aliado neste trabalho. Todos os pedidos de indenização do Seguro DPVAT recebem monitoramento contínuo, sendo avaliados por softwares de inteligência artificial, que contêm ferramentas de filtros sistêmicos de ocorrências suspeitas. Os casos considerados merecedores de apuração mais detalhada são enviados, ainda, para uma equipe que investiga in locoa ocorrência. Quando a Seguradora Líder identifica uma irregularidade, uma notícia-crime é encaminhada aos órgãos competentes.

Produto de internação hospitalar da Mapfre passa a ser ofertado aos motoristas da 99 Taxi

Fonte: Mapfre

A Mapfre, em parceria com a Amar Assist, traz ao mercado o seguro internação, um produto que oferece ao segurado apoio financeiro, já que é possível receber o pagamento de um valor para cada dia em que permanecer internado em hospital. O segurado pode escolher a melhor forma de utilizar essa indenização, como por exemplo, um complemento na sua renda ou uma ajuda para o seu tratamento.

Os planos são divididos em quatro modalidades, válidas em todo o território nacional, com preços que variam entre R$ 15,90 e R$ 38,90 por mês. Por meio delas, o segurado internado – em unidade da rede pública (SUS) ou privada – poderá receber uma indenização para cada diária em que permanecer internado no hospital, podendo chegar a R$ 1mil por dia, dependendo do plano contratado e da existência de um evento coberto.

“A saúde está entre as principais preocupações dos brasileiros, por isso este produto tem um papel social muito importante de possibilitar que as pessoas, independentemente de sua classe social e local do País em que estejam, tenham acesso a esse apoio financeiro durante uma situação difícil, como no caso de uma internação hospitalar”, destaca Alex Frederico Dias, diretor comercial da Mapfre, em nota enviada aos jornalistas.

O Seguro Internação também oferece cobertura em caso de morte acidental, com indenização de até R$ 20 mil aos beneficiários do seguro. Em vida, o segurado obtém descontos em medicamentos que podem chegar aos 60%, com direito a entrega em domicílio. Além disso, todos os clientes concorrem mensalmente a quatro sorteios de R$ 10 mil (bruto de Imposto de Renda) cada, pela Extração da Loteria Federal.

“Embora o Seguro Internação idealizado pela Amar Assist e garantido pela Mapfre seja uma solução financeira para qualquer pessoa, ele é perfeito para autônomos, microempreendedores, profissionais liberais, entre outros. Há um grupo de pessoas em todo Brasil em crescimento acelerado, que, desde 2017, se sobrepõe aos trabalhadores com carteira assinada. Essa base crescente depende diretamente de sua força de trabalho para geração diária de receita, tornando uma eventual internação hospitalar em um período de perda em sua composição de renda”, comenta Bruno Gallo, CEO da Amar Assist.

Gallo acredita numa nova economia, digital, colaborativa e de incentivo pelas maiores startups do Brasil com grandes bases estabelecidas de autônomos e micro-empreendedores, como a 99 Taxi, comprometida em engajar a sua rede de motoristas parceiros pelo seu novo programa de benefícios, o Somos 99.

Primeiros beneficiados – O conceito do produto foi reconhecido pela 99, empresa brasileira de mobilidade urbana, que passou a oferecer o serviço a motoristas cadastrados no aplicativo. A parceria, parte do programa Somos 99, que já está presente em Recife, Salvador, Fortaleza e Rio de Janeiro. O lançamento nacional está previsto para os próximos meses.

Zurich destaca seguro para pequenas obras e reformas

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Fonte: Zurich

A Zurich disponibiliza desde o ano passado seguro para pequenas obras e reformas, seja para pessoas físicas ou empresas, incluindo empreiteiras e construtoras. “Após perceber que havia um gap neste segmento, incluímos em nosso portfólio mais este produto. A aceitação tem sido muito boa, com aumento de 50% na procura no primeiro semestre deste ano em comparação ao mesmo período em 2018”, afirma Fabio Silva, Head de Linhas de Engenharia. “Fazemos seguros desde pequenas reformas até obras com valor máximo de R$ 20 milhões, com contratação de forma simplificada”, acrescenta.

A cobertura básica inclui proteção contra incêndio/raio/explosão, fenômenos da natureza, erros de execução, desmoronamento, roubo ou furtado qualificado, entre outros. Já as coberturas adicionais são: despesas de desentulho, despesas extraordinárias, equipamentos móveis ou estacionários, erros de projeto, responsabilidade civil, propriedades circunvizinhas e honorários de peritos, entre outras.

O processo de contratação é feito de maneira rápida e fácil, e não necessita de um subscritor especializado para ser emitido. “Deixamos as informações gravadas no nosso portfólio, que monta as características desse seguro com as coberturas e riscos, e conforme o segurado manda as informações, preenchemos e fazemos a cotação”, diz Silva.

O executivo da Zurich conta que edifícios residenciais e comerciais, hospitais, shoppings, hotéis e academias são os segmentos que mais contratam atualmente esse tipo de seguro, e a apólice costuma ter duração de dois a doze meses. 

FenSeg lança Guia de boas práticas para o Seguro de Transportes

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Fonte: FenSeg

O seguro de transportes é fator essencial de proteção para mercadorias e cargas que circulam pelo país. Com a recuperação gradual da economia, ele passou a ser procurado por empresas que habitualmente não o faziam. Os indicadores não deixam dúvidas: o mercado está em franca expansão. Essa carteira registrou crescimento de 14,7% no ano passado, totalizando R$ 3,5 bilhões em prêmios ganhos. Em 2019, a arrecadação acumulada de janeiro a maio soma R$ 1,47 bilhão, uma alta de 9,4%. Já as indenizações chegam a R$ 831 milhões nos primeiros cinco meses do ano, quase 16% a mais que no mesmo período de 2018.

Para reforçar a importância do segmento, a Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg) lançou o Guia de Boas Práticas do Seguro de Transportes. O objetivo da publicação, elaborada pela Comissão de Transportes da FenSeg, é estabelecer recomendações que aprimorem o relacionamento das seguradoras com os consumidores, corretores, fornecedores e demais agentes da cadeia produtiva do setor. Dessa forma, contribui para o equilíbrio das relações comerciais.

 Entre os diversos tópicos abordados, o Guia apresenta as modalidades do Seguro de Transportes, os tipos de apólices, os fatores que influenciam na análise de riscos, informações sobre sinistros e certificação digital. “O Guia estimula a uniformização do seguro, através de recomendações pautadas na legislação em vigor e nas boas práticas de mercado”, explica Paulo Robson Alves, presidente da Comissão de Transportes da FenSeg.

  De modo geral, a carteira de Transportes deve se beneficiar de novas regulações aprovadas pela SUSEP e pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Entre elas, a nova versão do MDF-e (Manifesto de Documentos Fiscais – Eletrônico), que estabeleceu a obrigatoriedade do número da apólice e da averbação na liberação da viagem. Esses documentos devem ser emitidos em sequência numérica, mediante a transmissão do arquivo do Conhecimento de Transporte Eletrônico (CTe).

 O seguro de transportes no Brasil tem enfrentado grandes desafios, seja pela mudança de comportamento do risco, fatores externos como o roubo de carga, qualidade das estradas, envelhecimento da frota e ineficiência da máquina administrativa. Mas ele é impactado principalmente pelo movimento da economia.

“Após a abertura do mercado de resseguro, houve um grande amadurecimento no mercado de seguros de transportes, principalmente pelo grande número de empresas multinacionais trazendo expertise e capacidade para o mercado brasileiro. Hoje a maioria das operadoras de seguros de transportes é formada por multinacionais”, explica Paulo Alves. 

Títulos de capitalização registram reservas de R$ 30 bilhões até maio

Fenacap

De acordo com dados divulgados pela Federação Nacional de Capitalização (FenaCap), as reservas técnicas – valores acumulados pelos clientes com títulos de capitalização ativos – atingiram R$ 30,1 bilhões, registrando um crescimento de 2,9% em comparação aos primeiros cinco meses do ano passado.

A receita global do setor avançou 11,7% no mesmo período, atingindo R$ 9,5 bilhões. As 16 empresas que integram a FenaCap distribuíram R$ 496 milhões em prêmios em sorteios, um aumento de 3,1%. Ainda em comparação ao mesmo período de 2018, os resgates realizados antecipadamente, ou ao fim do prazo do contrato de capitalização, apresentaram crescimento de 2,9%, alcançando o montante de R$ 7,3 bilhões. 

Com a entrada em vigor do marco regulatório da Capitalização, em abril, as empresas do setor reformularam seus portfólios para atender às novas regras, adaptando produtos já existentes e criando novos, especialmente dentro das modalidades recém criadas de Filantropia Premiável e Instrumento de Garantia, que elevaram para seis o número de modalidades de títulos de capitalização existentes.   “As novas regras criaram um ambiente de negócios mais favorável, trazendo segurança jurídica e criando as condições para a expansão do mercado  e o lançamento  de produtos cada vez mais aderentes às necessidades dos consumidores”, assinala Marcelo Farinha presidente da FenaCap.

Generali faz parceria com BSF Saúde para ofertar seguro medicamento, que inclui apenas genéricos

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A Generali fechou parceria exclusiva com a BSF Global, referência na gestão em planos de medicamentos, fazendo com que a companhia seja a única a oferecer este tipo de serviço no Brasil. O contrato de 20 anos prevê a geração superior a R$ 500 milhões em prêmios, com uma carteira estimada de mais de R$ 1 milhão de vidas seguradas na distribuição de Seguros Medicamentos, que visa dar à população soluções diferenciadas de acesso a produtos e serviços, para atender aos mais diversos grupos de pessoas, segundo nota divulgada pelo grupo.

A apólice cobre os gastos dos segurados com Remédios Genéricos após atendimento Emergencial (Pronto Socorro) ou Internação Hospitalar e ainda conta com a cobertura de Morte Acidental, Assistência Funeral e sorteios mensais de R$ 40 mil pela Loteria Federal.

 “Acreditamos fortemente que este mercado possui um enorme potencial para todos os brasileiros. Os usuários de planos e seguros saúde/odontológico têm a necessidade de uma proteção para as despesas com medicamentos, pois hospitais, médicos, dentistas, clínicas e laboratórios não concluem com eficiência o ciclo da saúde sem medicamentos. Este mercado bilionário cresce de forma exponencial todos os anos.“, afirma Luis Blotta, presidente da BSF Saúde”.

 “Estamos muito entusiasmados com a oportunidade de dar um passo significativo no mercado brasileiro de seguros de consumo em massa, levando a população brasileira um produto tão relevante a acessivel”, afirma Claudia Papa, Head de Mass Channels da Generali Southern East Europe e Américas e Vice Presidente do Brasil.

Antonio Cássio dos Santos, Global Sponsor de B2B2C do Grupo Generali e CEO das Américas e Europa do Sul, ressalta: “A Generali está muito empenhada em desenvolver parcerias como esta da BSF, que nos permite levar o Seguro Medicamento a uma quantidade maior de pessoas, fazendo com que estejamos mais presentes na vida da população e possamos oferecer um serviço de grande utilidade”.

Começa nesta segunda-feira seminário sobre IFRS-17 promovido pela SOA e CNseg

Reconhecendo a relevância da adoção do IFRS-17 (International Financial Reporting Standard -17, na sigla em inglês) e as transformações contábeis, atuarias e até de processos necessárias para adoção desse novo padrão contábil internacional, a Society of Actuaries (SOA, sigla em inglês), com o apoio pela CNseg, realizará um seminário de três dias (de 15 a 17 de julho, em São Paulo), no qual serão apresentados os principais procedimentos necessários para cumprir o normativo internacional, previsto para vigorar em 2021, mas com impactos nos balanços das seguradoras já no exercício de 2020. Nesta oportunidade, também serão apresentados conceitos e modelos de solvência II. 

A perspectiva é de que o workshop atraia 150 participantes interessados em ampliar o conhecimento.  Dois especialistas – o consultor atuarial e de gestão de riscos, Carlos Arocha, e a professora de Ciências Atuariais da UFRGS, Máris Caroline Gosmann, que é diretora do Instituto Brasileiro de Atuária (IBA) – vão se revezar para detalhar os temas. No primeiro dia e na manhã do segundo dia, serão abordadas questões do IFRS 17 – Contrato de Seguros como modelos gerais de medição e estratégias de gerenciamento de dados. Na tarde do segundo dia e no terceiro dia, serão apresentados temas relacionados à Solvência II, como modelos quantitativos, governança, ORSA e reportes.

O encontro ocorrerá nas dependências da unidade da Escola Nacional de Seguros (ENS) em São Paulo (Rua Augusta, 1600, Consolação). Mais informações neste link.

Mercado segurador registra alta de 7,1% até maio, com receitas de R$ 103,7 bilhões

Marcio Coriolano cnseg

Em maio, as receitas do setor de seguros voltaram a crescer se comparado ao mesmo mês de 2018, registrando expansão de 16,1% (sem Saúde e DPVAT). No editorial da nova edição da publicação Conjuntura CNseg, o presidente da Confederação, Marcio Coriolano, afirma que “esse ótimo desempenho serviu para elevar a arrecadação acumulada no ano até maio para 7,1%, comparativamente a igual período do ano passado”.  A receita de todos os ramos – exceto Saúde e DPVAT- somou R$ 103,7 bilhões nos cinco primeiros meses do ano.

Na média móvel dos últimos 12 meses até maio, a taxa também evoluiu para 1,5%, retomando o viés de alta sobre abril, que ficara praticamente estável (0,1%). “É um número importante, porque se aproxima do obtido nos dois primeiros meses do ano, após quatro meses de 2018 em que o setor apresentou taxas de desempenho negativas,” escreve o presidente.

Para ele, o mercado continua a apresentar comportamento desigual das vendas entre os diversos ramos. De janeiro a maio, o ramo de seguros patrimoniais (do segmento de seguros de danos e responsabilidades) vem liderando o crescimento, com 15,7%, enquanto os Planos de Riscos (do segmento Cobertura de pessoas) evolui com taxa de 15,4%. Outro destaque foi o segmento de Títulos de Capitalização que apresenta crescimento 11,7% neste ano.

No segmento de Vida e Previdência, o subsegmento de Cobertura de Pessoas – Planos de Riscos, nos últimos 12 meses até maio, a variação foi de 11,3%, seguindo uma trajetória de alta consistente.  Os Planos de Acumulação (VGBL e PGBL) registraram variação negativa de 5,6% nos últimos 12 meses até maio. Confira o comportamento do mercado no link.

Emissões e captações no mercado acionário movimentam seguradoras

POSI e D&O registraram vendas de R$ 192 milhões em prêmios diretos de janeiro a maio deste ano, acima dos R$ 136 milhões do mesmo período do ano anterior. Pedidos de indenizações saltaram de R$ 36 milhões para R$ 149,9 milhões

Eis uma boa noticia para o mercado segurador. O volume de novas emissões de renda variável no primeiro semestre de 2019 foi o maior da série histórica da Anbima, iniciada em 2002. Os R$ 29,3 bilhões emitidos de janeiro a junho deste ano representam crescimento de 324,6%, quando comparados aos R$ 6,9 bilhões ofertados no mesmo período anterior.

Em captações, de janeiro a junho, as empresas brasileiras levantaram um total de R$ 212,6 bilhões nos mercados doméstico e internacional. No próprio mercado de seguros tem o caso da saída de acionistas do IRB Brasil Re, que pode movimentar R$ 8,5 bilhões. No primeiro semestre, a Caixa Economica Federal vendeu a sua participação no IRB e movimentou R$ 2,5 bilhões.

A expectativa é de que esse cenário siga positivo, com novas ofertas. “Esse cenário pode elevar a exposição das empresas e dos executivos a riscos. Para evitar perdas, o seguro Public Offering Securities Insurance (POSI) tem sido um instrumento muito usado para proteger os executivos e empresas de demandas judiciais de acionistas que se sintam lesados pelas emissões”, segundo explica Flavio Sá, executivo da AIG especializado em seguros financeiros.  

Apesar do POSI ser um seguro especifico para emissões, muitas empresas acabam contratando uma cobertura acessória no seguro Diretors & Officers para ter proteção para emissões no mercado de capitais. Segundo dados da Susep, de janeiro a maio deste ano, esses dois produtos movimentaram R$ 192 milhões em prêmios diretos, acima dos R$ 136 milhões do mesmo período do ano anterior, e R$ 149,9 milhões em sinistros ocorridos, acima dos R$ 36 milhões de janeiro a maio de 2018.

A Chubb é a maior do setor, com R$ 49 milhões em prêmios, abaixo dos 51 milhões em mesmo período do ano anterior, seguida pela Zurich com R$ 42 milhões (15 milhões) e pela AIG com R$ 40 milhões (R$ 35 milhões). Em sinistros, a Chubb segue na liderança, com R$ 116,2 milhões (R$ 7 milhões), seguida pela AIG com R$ 16,7 milhões (R$ 11 milhões) e pela Zurich com R$ 6,7 milhões (R$ 13 milhões).

As apólices de POSI protegem os emissores de eventuais prejuízos por erros nos prospectos, informações imprecisas ou incompletas e até mesmo se algum dado indevido for apresentado em reuniões de executivos nas reuniões conhecidas como roadshows. A cobertura pode ser acionada para amparar processos contra a empresa e seus administradores, os conselheiros, os acionistas controladores e ainda os que pretendem vender suas participações no caso de uma emissão de ações.

Segundo Sá, os contratos geralmente têm cobertura pelo prazo de cinco anos, sendo que boa parte dos avisos de pedidos de indenizações ocorre no primeiro ano. Sá não cita o valor de apólices de POSI, mas segundo informações de bastidores ela pode chegar a custar até 10% do valor da emissão.