Trilha de Seguro discute impactos da inovação durante o CIAB Febraban

Fonte: CNseg

Mais uma trilha de seguros será apresentada durante a próxima edição do CIAB FEBRABAN 2019, de 11 a 13 de junho, no Transamerica Expo Center, em São Paulo. O CIAB debate tecnologias disruptivas mais promissoras do sistema financeiro em direção à economia digital. Em linha com este movimento, o setor de seguros selecionou, para essa edição, alguns dos tópicos mais impactantes da inovação na atividade. Serão cinco painéis apresentados em dois dias (11 e 12), com abertura a cargo de Alexandre Leal, diretor técnico e de estudos da CNseg, a Confederação das Seguradoras, parceira estratégica do Congresso. 

“Além de destacar temas que devem estar no radar do mercado no plano da inovação, a participação do seguro no CIAB demonstra a elevada importância estratégica do setor para a economia nacional”, enfatiza Leal.  Ele acrescenta que “a troca de conhecimento, as principais tendências no campo da inovação e as práticas que podem ser replicadas pelo mercado são alguns dos legados da trilha do seguro. Em razão dessas características, a trilha torna-se um evento de extrema importância para o mercado, figurando também entre os destaques da programação”. 

O primeiro painel, “As redes sociais e o comportamento dos consumidores”, avaliará a transformação digital dos serviços financeiros e seus impactos nos modelos de negócios das seguradoras para atender às crescentes demandas dos clientes, com mediação da superintendente Jurídica da CNseg, Glauce Carvalhal.  O segundo painel, “Rethink Insurance for a Digital World”, que será moderado pelo gerente de TI da Confederação, Luis de Freitas, planeja discutir o aproveitamento da Inteligência Artificial e do machine learning como impulsionadores da próxima onda de inovação e crescimento no setor. 

O terceiro painel 3, “Insurtechs Outlook – inovação em seguros”, reunirá especialistas em torno das tendências e desafios que estão redefinindo o mercado segurador, incluindo-se aí o papel das insurtechs como importante fonte de inovação. Alexandre Leal será o mediador desse painel, que terá ainda a participação do presidente da Comissão de Inteligência de Mercado da CNseg, Alex Korner. 

E ainda “IFRS 17 – Redefinindo a contabilidade das seguradoras e os impactos nos negócios e tecnologia”, tema do quarto painel, será mediado pela superintendente de Acompanhamento Técnico da Confederação das Seguradoras, Karini Madeira.  A trilha terminará com o “Case – Data Center a serviço do negócio” (quinto painel). Nesse caso, a ideia é demonstrar como a modernização do data center pode acelerar a transformação digital dos negócios. Esse painel será moderado por Camilo Ciuffatelli, presidente da Comissão de Processos e Tecnologia da Informação da CNseg e gerente de Tecnologia da Tokio Marine.


CONFIRA A PROGRAMAÇÃO DA TRILHA DE SEGUROS DO CIAB

Dia 11/06

Abertura – Alexandre Leal – Diretor técnico e de Estudos da CNseg

Painel 1 – As redes sociais e o comportamento dos consumidores (13h30 às 14h30)
Palestrante: Daniel Arantes – Facebook
Debatedor: Marcos Sirelli – Diretor de Tecnologia da Informação da Porto Seguro
Moderador: Glauce Carvalhal – Superintendente Jurídica da CNseg

Painel 2 – Rethink insurance for a digital World (14h45 às 15h45)
Palestrante: Venugopal Shivram – TCS
Debatedor: Curt Zimmermann – Diretor – Bradesco Seguros
Moderador: Luis de Freitas – Gerente de Tecnologia da Informação da CNseg

Dia 12/06

Painel 3 – Insurtechs Outlook – inovação em seguros (11h05 às 12h05)
Palestrante: Roberto Ciccone – Everis
Debatedor: Alex Korner – Head de Seguros do Santander Brasil e Presidente de Inteligência de Mercado da CNseg.
Moderador: Mariane Bottaro Berselli Marinho – Estratégia, Marketing e Governança da Zurich Santander e membro da Comissão de Sustentabilidade e Inovação da CNseg
Alexandre Leal – Diretor Técnico e de Estudos da CNseg

Painel 4 – IFRS 17 – Redefinindo a contabilidade das seguradoras e os impactos nos negócios e tecnologia (13h35 às 14h35)
Palestrante : Alexandre Paraskevopoulos – Deloitte
Debatedor : Flavia Vieira – Sul América (Consultora para assuntos de IFRS) e Cristiano da Silva Bezerra – Gerente Junior de Desenvolvimento de Sistemas, na Sul América
Moderador: Karini Madeira – Superintendente de Acompanhamento Técnico da

Painel 5 – Case – Data Center a serviço do negócio (14h45 às 15h45)
Palestrantes : Erick Pascoalato – Dell e Wilson Leal – Diretor de Tecnologia da Tókio Marine
Moderador: Camilo Ciuffatelli – Gerente de Tecnologia da Tókio Marine

Hapvida compra Grupo América e já negocia outras aquisições, informa Valor

Fonte: Valor Econômico

Valor Econômico informa que a operadora de saúde Hapvida fez sua segunda aquisição de empresa em pouco mais de um mês. Comprou o Grupo América Planos de Saúde, de Goiás, por R$ 426 milhões. No início de maio, adquiriu o grupo São Francisco, por R$ 5 bilhões. Com a consolidação desses dois ativos, a Hapvida passa a marca de 6 milhões de beneficiários de saúde e odontologia. Há uma semana, comprou também um hospital em Juazeiro do Norte, no Ceará. A operadora começa a incluir como alvo de aquisições empresas menores e carteiras de clientes.

“A América está concentrada em Goiânia e tem atividade também em Anápolis e Aparecida. A Hapvida não tem praticamente nada em Goiânia e a São Francisco tem operações em Goiás, mas não na capital”, conta Jorge Pinheiro, presidente da Hapvida. “Com essas duas aquisições, consolidamos nossa posição no Centro-Oeste.”

A América une três operadoras com sócios e estruturas diferentes, em modelo verticalizado como a Hapvida — com atendimento em três hospitais, um day hospital, 14 unidades de apoio e 3 laboratórios de análises clínicas. Tem 190 mil vidas em plano saúde, mas apenas 1% disso em planos odontológicos — na Hapvida e na São Francisco, esse índice é de cerca de 60%.

Swiss Re avalia IPO da ReAssure em Londres

A Swiss Re planeja listar em Londres sua unidade britânica, a ReAssure, a fim de acelerar a aquisição de carteiras de rivais no Reino Unido e no restante da Europa. Nenhum detalhe de preço das ações foi divulgado, segundo noticiou a agência de notícias DowJones.

Segundo a nota, a resseguradora vinha tentando reduzir sua participação para menos de 50%, dos 75% que possui atualmente. No ano passado, o grupo japonês MS&AD comprou uma fatia de 25% na ReAssure, avaliada em 3,1 bilhões de libras.

A ReAssure é atualmente o sexto maior negócio de seguro de vida no Reino Unido, com 68,7 bilhões de libras (US$ 87,2 bilhões) em ativos sob gestão e 4,3 milhões de apólices. Analistas estimam que a Swiss Re poderia gerar até US$ 4 bilhões em excesso de capital por meio de uma listagem da unidade.

Porto Seguro entra para valer na disputa de RC profissional e D&O

Fonte: Porto Seguro

A Porto Seguro lançou na última sexta-feira, 7 de junho, novos produtos do ramo de Responsabilidade Civil, a fim de atender à necessidade crescente de milhões de profissionais de pequenas e médias empresas, amparando-os em diversas situações de imprevistos da profissão.

Responsabilidade Civil Profissional

O seguro irá amparar 25 profissões, dentre elas os profissionais da área da saúde, engenheiros, arquitetos, advogados, contadores e corretores de imóveis. A procura deste tipo de seguro aponta crescimento nos últimos anos e oferece às atividades profissionais, de pessoas físicas e jurídicas, a tranquilidade e a proteção necessária em caso de prejuízos por reparação de perdas e danos causados a terceiros durante a atividade profissional.A cobertura básica visa amparar reclamações de terceiros vinculadas a atos danosos ocasionados pelo segurado (profissional) na sua prestação de serviço, inclusive danos morais, custos em sua defesa e também restituição de imagem, onde a seguradora pagará os custos de um plano para restituir a imagem do profissional, caso necessário.

Responsabilidade Civil para Administradores e Diretores (D&O)

Recentemente, o seguro D&O ganhou notoriedade no mercado pela importância desta modalidade na segurança e na adoção de boas práticas de governança corporativa. Visando atender essas necessidades, o produto disponibiliza uma solução que garante proteção e tranquilidade para executivos e administradores de empresas de pequeno e médio porte.Dentre as principais coberturas estão as situações judiciais, extrajudiciais e indenizações sobre a responsabilidade pelos atos de gestão, evitando que o patrimônio pessoal do executivo seja utilizado como pagamento de custos de defesa e indenizações. E ainda conta com coberturas adicionais, que estendem algumas garantias para a pessoa jurídica.

Liberty Seguros lança novo produto Engenharia Painéis Fotovoltaicos

Fonte: Liberty

O lançamento, que faz parte do portfólio de Riscos de Engenharia, foi desenvolvido para pessoas e empresas que utilizam energia sustentável

A Liberty Seguros apresenta seu mais novo produto, que vem completar seu portfólio de Riscos de Engenharia: o Liberty Engenharia Painéis Fotovoltaicos, aqueles instalados para captar e transformar energia solar. Dentre as coberturas do seguro para a instalação e montagem dos painéis fotovoltaicos há reparos de incêndio ou explosão, danos da natureza, roubo, entre outras.

Além disso, o produto também oferece coberturas adicionais que vão desde erro de projeto, manutenção, equipamentos móveis, ferramentas de pequeno porte, equipamentos de informática, despesas extraordinárias e outros. O seguro também conta com coberturas de responsabilidade civil, como RC Geral Cruzada sem Fundações, RC Geral Empregador e RC Danos Morais.

A novidade faz parte do constante investimento da companhia nos segmentos de Riscos de Engenharia e pode ser contratado por clientes Pessoa Física e Jurídica. Para os corretores, o produto oferece cotação e emissão online da apólice, além de um atendimento personalizado com especialistas da área.

“A Liberty Seguros trabalha constantemente para atender a todas as necessidades específicas dos nossos clientes, sejam eles pessoas físicas ou jurídicas”, afirma Marcos Siqueira, Diretor de Seguros Corporativos da Liberty Seguros. “Com o lançamento desse produto, além de oferecermos mais uma solução personalizada e atendimento de excelência para segurados e corretores, a companhia apoia a geração de energia mais sustentável”, completa.

III Jornada de Direito Comercial aprova enunciado sobre contrato de Seguro

previdencia portabilidade

Fonte: IBDS

A III Jornada de Direito Comercial do Conselho da Justiça Federal, ocorrida nos dias 6 e 7 de junho, apreciou três ementas sobre o contrato de seguro. Foi aprovado o enunciado 2112, que define que o seguro contra risco de morte ou perda de integridade física de pessoas que vise a garantir o direito patrimonial de terceiro ou que tenha finalidade indenizatória submete-se às regras do seguro de dano, mas o valor remanescente, quando houver, será destinado ao segurado, ao beneficiário indicado ou aos sucessores. Esse enunciado corresponde ao previsto no art. 101 e parágrafo único do PLC 29/2017 (o projeto de Lei do Contrato de Seguro), idealizado pelo advogado Ernesto Tzirulnik presidente do Instituto Brasileiro de Direito do Seguro – IBDS. O projeto está em fase final de tramitação no Senado.

Os dois outros enunciados (que propunham afirmar a validade da exclusão de dolo e culpa grave de todas as coberturas de seguro e do D&O) foram rejeitados.

Quer ganhar o PRA Corretor da SulAmérica? Veja as dicas

Thiago Abravanel Sulamerica

Fonte: Post Patrocinado

Tiago Abravanel explica tudo o que corretores de seguros podem ganhar com o PRA Corretor, Programa de Reconhecimento ao Corretor, da SulAmérica!

ANS suspende venda de 51 planos de saúde no país

ANS suspende planos

Fonte: ANS

51 planos de saúde não poderão ser vendidos ou receber novos clientes em todo o país a partir do dia 14 de junho, por determinação da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). A medida, anunciada nesta sexta-feira (07/06), é resultado do Programa de Monitoramento da Garantia de Atendimento, que acompanha o desempenho do setor e atua na proteção dos beneficiários. Neste ciclo, a reguladora determinou a suspensão temporária da comercialização de planos de 11 operadoras em função de reclamações assistenciais recebidas de consumidores no período, tais como: cobertura assistencial, prazo máximo de atendimento e rede de atendimento, entre outras.

Juntos, os planos atendem cerca de 600 mil beneficiários, que ficam protegidos com a medida e têm mantida a garantia à assistência regular. Paralelamente à suspensão, a Agência liberou a comercialização de 27 planos de saúde de 10 operadoras que haviam sido suspensos em ciclos anteriores. A liberação indica que esses planos poderão voltar a ser vendidos para novos clientes a partir do dia 14/06/2019.

O Monitoramento da Garantia de Atendimento avalia as operadoras a partir das reclamações registradas pelos beneficiários nos canais da ANS. O objetivo do programa é estimular as empresas a garantir o acesso do beneficiário aos serviços e procedimentos definidos no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde da ANS de acordo com o que foi contratado.

Assim, os planos suspensos só podem voltar a ser comercializados quando forem comprovadas melhorias.

“Ao proibir temporariamente a comercialização dos planos que estão sendo alvo de reclamações, a ANS obriga as operadoras se esforçarem para garantir o acesso do beneficiário aos serviços que foram contratados. Somente com a adequação do atendimento, as operadoras poderão receber novos clientes”, explica o diretor de Normas e Habilitação dos Produtos, Rogério Scarabel.

Reclamações

Nesse ciclo, foram consideradas as reclamações (como negativas de cobertura e demora no atendimento) recebidas entre 01/01/2019 a 31/03/2019. No período, foram registradas 19.411 reclamações de natureza assistencial nos canais de atendimento da ANS. Dessas, 18.789 foram consideradas para análise pelo Programa de Monitoramento, excluindo-se as demandas finalizadas por motivos como duplicidade.

No período, 93,56% das queixas foram resolvidas pela mediação feita pela ANS via Notificação de Intermediação Preliminar (NIP), índice que regularmente tem se mantido superior a 90% em resolutividade, garantindo resposta ao problema dos beneficiários.

Artigo: LGPD em seguros: principais desafios

por Leandro Augusto e Erika Ramos, sócios da KPMG

Falta pouco mais de um ano para a entrada em vigor da lei nº 13.709/18, conhecida como Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e já é possível constatar uma repercussão significativa da implantação dela em diversos setores da economia e no comportamento da sociedade. O segmento de seguros, conhecido por tratar um número colossal de dados pessoais e dados pessoais sensíveis (aqueles tipificados no artigo 5º da referida lei, como por exemplo, dados referentes à saúde), será um dos primeiros a sentir tal impacto. Além das adequações básicas, as seguradoras terão desafios mais específicos.

A transparência, princípio basilar da LGPD, será motivo para que as seguradoras passem a ter relações com titulares que não sejam clientes diretos. Um dos exemplos é o dos motoristas nomeados em apólices e beneficiários de planos de saúde que deverão ter resguardados os mesmos direitos dos titulares dos seguros, uma vez que são igualmente titulares de dados pessoais, sendo-lhes conferido acesso e outros direitos baseados em transparência.

Mas há desafios maiores para as seguradoras, visto que a adequação à LGPD mudará o jeito dessas empresas fazerem negócios. Um deles será como fazer valer o conceito de portabilidade de dados, introduzido pelo artigo 18 da lei, que permite os titulares solicitarem a migração das informações dadas cadastradas de uma empresa para outra. Esse direito ainda deverá ser devidamente regulado pela Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), mas tudo levar a crer que o Brasil seguirá o padrão europeu que exige que a portabilidade de dados seja disponibilizada em formato inteligível por máquinas. Isso significa que as seguradoras deverão desenvolver os seguintes processos: disponibilizar os dados para portabilidade de maneira inteligível e preparar-se para recebê-los provavelmente em canais ou templates distintos, que vierem dos concorrentes.

O processo de exportação de dados, portanto, deverá ser feito de forma estruturada (como arquivos texto ou xml), criptografada e com a disponibilização de mapeamento identificando a estrutura dos dados e o esquema (schema). Este último requisito, por fim, deve soar como alerta às seguradoras que ainda não possuem esquemas mapeados para que já comecem a fazê-lo, de modo a ter documentado o descritivo de todos os dados que poderão ser transmitidos.

Outro grande desafio inerente ao direito de portabilidade será como atendê-lo em caso de dados não estruturados, uma vez que nem sempre há um schema para exportá-los. Nesse caso, estruturar os dados para se tornarem inteligíveis de acordo com o requisito da LGPD pode requerer grandes esforços e investimentos. 

Além do requisito técnico para o cumprimento da portabilidade, devem ser observados também os princípios jurídicos. Sobre o tema, em relação ao GDPR (General Data Protection Regulation), ensina o Grupo de Trabalho do artigo 29 que, além da necessidade de adequação de sistemas para recebimento de dados transferidos, haverá, pela seguradora receptora, o ônus de garantir que os dados pessoais recebidos sejam necessários para o propósito de processamento e não sejam excessivos. Quaisquer dados pessoais recebidos sem que haja conexão com o propósito do novo processamento não devem ser mantidos ou processados.

Além disso, um ponto em comum entre todas as seguradoras, além dos produtos oferecidos, obviamente, é a relação que todas mantêm com inúmeros terceiros, como fornecedores e corretores.

Serão necessários um redesenho e uma reestruturação contratual com terceiros para determinar as funções de cada um enquanto agentes de tratamento, uma vez que, de acordo com o artigo 39 da LGPD, o operador deverá realizar o tratamento segundo as funções fornecidas pelo controlador, e tais funções devem ser delimitadas e específicas, de modo que dados não sejam utilizados por agentes com finalidades distintas da original. 

Baseado no termo “Know Your Client (KYC)” (conheça seus clientes), a Europa já faz referência ao “Know Your Data (KYD)” (conheça seus dados). Ou seja, saber como tais terceiros relacionam-se com dados será determinante para o cumprimento da LGPD. Além de ter conhecimento como tais tratamentos são feitos, será importante estruturar processos de admissão de terceiros e avaliações iniciais sobre o nível de maturidade desses para desempenhar o relacionamento.

Faz-se também pertinente considerar a construção de canais de comunicação seguros entre seguradoras e terceiros em situações em que o envio de documentos e a verificação de logs de utilização dos dados possa se dar em tempo real. 

Assim, revisar e atualizar contratos e acordos com terceiros, documentar claramente a divisão de responsabilidades, e, por fim, realizar due diligences (diligências) em Agentes de Tratamentos parceiros (ora controladores, ora operadores) para relacionar-se apenas com quem esteja adequado à LGPD – e em canais seguros e restritos – poderão mitigar riscos e evitar disputas no caso de uma violação de dados.

ACMinas instala Conselho Empresarial para apoiar o segmento empresarial

Sergio Frade

Fonte: Solutions Gestão de Seguros

A Associação Comercial de Minas Gerais (ACMinas) promoveu, no último dia 5 de junho, a instalação do Conselho Empresarial de Seguros. “O Conselho Empresarial de Seguros da ACMinas tem a missão de proporcionar aos associados da entidade um permanente intercâmbio sobre a comercialização dos seguros de bens e pessoas, gerenciamento de riscos além de questões legais e jurídicas”, explica o presidente do Conselho, Sérgio Frade. “Pretendemos, com o Conselho, permitir que o seguro seja efetivamente prioritário na gestão das empresas. Que ele seja reconhecido como uma proteção, um investimento em segurança e não simplesmente um custo”, ressalta.

Segundo Frade, o mercado segurador fornece uma escala de produtos e serviços, que tem implicações importantes para o cotidiano das pessoas, das empresas e da economia. Além de proteger grande quantidade de ativos e vidas no país e participar de todos os setores da economia nacional. “A indústria de seguros ajuda a gerenciar riscos, mobiliza poupança e, sobretudo, facilita investimentos estratégicos. Gerenciar riscos, de forma responsável, tem implicações diretas nos resultados e na sobrevivência das empresas, inclusive junto aos seus clientes e fornecedores”, explica Frade.

Ele ressalta que não se deve esquecer que a possibilidade de realização do risco nunca é nula, já que uma das características é que ele pode ocorrer de maneira inesperada. “A probabilidade, pode ser baixa, média ou alta em função da exposição aos riscos. Alguns segmentos empresariais têm maior exposição em função da natureza de suas atividades. Ao decidir pela transferência de riscos na forma de contratação de seguros, deve-se buscar a plena cobertura inerente às atividades desenvolvidas pela empresa. Uma apólice de seguro, abrangente e baseada em dados, cuidadosamente, analisados e construídos precisa existir. Precisa trazer a segurança de que, em uma eventualidade, a empresa estará coberta pelos prejuízos sofridos”, ensina.

Da mesma forma ocorre com as pessoas, frente aos riscos contra imprevistos no dia a dia, no trabalho, lazer ou viagem. A realidade das operações de seguros, mais particularmente na fase de negociação, apresenta um aspecto de grande relevância. O empresário pontua que o correto acesso às informações, ao conhecimento das condições negociadas, ao atendimento, e às condições do contrato do seguro e custo acessível, são imprescindíveis. Participam do Conselho, associados, gerentes de riscos, gestores de seguros, corretores de seguros, seguradores, resseguradoras, reguladores de sinistros, atuários, graduandos e advogados.