Banco Original faz parceria com Zurich e lança seguro cartão protegido

banco original seguros

O Banco Original, que atua com conta corrente 100% digital, lançou o seguro Cartão Protegido em parceria com a Zurich Seguros. Com apenas alguns cliques, o cliente compra cobertura para roubo e furto do cartão, em transações físicas e online, assim como dos pertences pessoais. Em caso de perda e roubo, o cartão conta com a cobertura inclusive para transações online realizadas de forma fraudulenta. O banco já vende em sua base de clientes seguros de carro e de residência.

Além disso, ao contratar o serviço, os clientes asseguram até R$ 10 mil para cobrir roubo e furto de bolsa, carteira, documentos, celular, aparelhos eletrônicos, óculos e até para a cópia de chaves.

“É um produto que atende à realidade do consumidor, com cobertura adicional para objetos pessoais e um preço acessível, com planos a partir de R$ 7,90 ao mês e com os três primeiros meses gratuitos- condição válida apenas por tempo limitado, em virtude do lançamento”, Guilherme Oliveira, Head de Produtos do Banco Original. O seguro ainda traz sorteios mensais, que pagam até R$ 10 mil por mês, abrangência mundial e a Cobertura de Vida por Acidentes em decorrência de crime.

Segmento de Capitalização cresce 12% em sete meses

Fenacap

Fonte: FenaCap

O segmento de Títulos de Capitalização, produtos que conjugam soluções financeiras com sorteios, registrou uma receita de R$ 13,6 bilhões entre os meses de janeiro a julho. O valor representa um crescimento de 12,7% em comparação com o mesmo período do ano passado. Os dados são FenaCap (Federação Nacional de Capitalização), que representa as empresas de capitalização no Brasil.

O presidente da FenaCap, Marcelo Farinha, comentou a onda de crescimento do segmento: “O momento de baixa taxa de juros e a necessidade de criar uma reserva financeira para emergências, coloca os Títulos de Capitalização como um produto que impulsiona o planejamento financeiro de acordo com os objetivos dos consumidores”, analisa o executivo.

Reservas, prêmios e resgates

Ainda de acordo com os dados divulgados pela FenaCap, as reservas técnicas – que correspondem aos recursos de títulos de capitalização ativos – somaram R$ 30,5 bilhões, um crescimento de 4,0%, considerando o mesmo período do ano passado. Foram pagos R$ 671 milhões a clientes sorteados, e R$ 10 bilhões foram devolvidos sob forma de resgates antecipados e finais. 

Blog Sonho Seguro lança podcast

Podcast Sonho Seguro News

O mercado segurador me inspira a ser empreendedora. Tantas notícias, muita inovação, personagens imperdíveis. Por isso vamos agora de podcast, a onda do momento. O Sonho Seguro News começa devagar, com a perspectiva de ter dois episódios por mês. Vamos lapidando a experiência e avançando com calma. 

O propósito é trazer aos ouvintes o melhor lado do seguro: da proteção assertiva, da compra descomplicada, do custo acessível, das pessoas que inventam tantas novidades para proteger e possibilitar o recomeço mesmo diante de infortúnios na vida. 

Sonho Seguro News vai deixar todo mundo informado sobre os grandes temas do momento da indústria de seguros mundial, que movimenta US$ 5 trilhões por ano (dados da Sigma, da Swiss Re), mas obviamente o foco do podcast é ampliar a discussão sobre o que acontece no Brasil e como o mundo impacta o mercado local, que acumula reservas que ultrapassam R$ 1,2 trilhão, segundo dados da Confederação de Seguros, a CNseg, e pode triplicar de tamanho rapidamente, como idealiza a nova gestão da Superintendência de Seguros Privados (Susep). 

Denise Bueno vai conversar com gente que faz, que se importa com o outro, que tem o que dizer. Que gosta de construir algo novo, que compartilha ideias, que faz gestão de risco e que ama inspirar as pessoas com suas atitudes.

Já há uma longa lista de personagens, especialistas, executivos, professores. Gente séria, engraçada, catastrófica e otimista. Tudo isso para contextualizar, explicar e trazer o Lado B do seguro. Mostrar que quanto menos se usa, melhor. Afinal, se usa é porque passou por uma perda. Como fazer aniversário. Tem gente que odeia. Mas é muito bom. Só comemora quem tem o privilégio de envelhecer, não é mesmo.

O Sonho Seguro News está no Spotify e no Apple Podcasts. Escute aqui apenas a apresentação. As gravações dos primeiros episódios começam a partir de outubro. Sugestões são bem-vindas. Participem e mandem temas que gostariam de ouvir. 

Meus sinceros agradecimentos a amiga jornalista Adriana Aguilar, ao especialista em inovação Lucas Bretas e a design Criss Cunha. E um agradecimento especial a Giba Estebes, Dabus Brothers & Hector Costita pela liberação da trilha sonora. Sem eles, seria impossível lançar o podcast neste ano e tão charmoso como ficou. Gratidão!

O que é um podcast? 

Como explicou tão bem o grupo Globo quando lançou a novidade (aqui no Brasil, pois lá fora já é moda há mais de dois anos), repito aqui. Podcast é como se fosse um programa de rádio, mas não é: em vez de ter uma hora certa para ir ao ar, pode ser ouvido quando e onde a gente quiser. E em vez de sintonizar numa estação de rádio, a gente acha na internet. De graça. Dá para escutar num site, numa plataforma de música ou num aplicativo só de podcast no celular, para ir ouvindo quando a gente preferir: no trânsito, lavando louça, na praia, na academia.

Susep esclarece que na venda de seguro por bilhete, comissão é opcional

Fonte: Susep

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) enviou, nesta segunda-feira (16), ao mercado segurador, uma carta-circular esclarecendo a possibilidade de contratação direta de produtos de seguros via bilhete.

De acordo com parecer jurídico da Procuradoria Federal junto à Susep, em casos de contratação direta de seguros, o recolhimento de comissão é opcional. O parecer foi demandando à Procuradoria em virtude da norma de sandbox, que deverá ser colocada em consulta pública ainda este mês. O entendimento da Susep está em linha com os artigos 18 e 19 da Lei nº 4.594/64.

O diretor da Susep Rafael Scherre explica que a ação da autarquia objetiva trazer segurança jurídica para o mercado e, consequentemente, ampliar a concorrência e a oferta de produtos de seguros aos consumidores. “A Susep está atenta aos processos de inovação tecnológica, o que implica diretamente em novas formas de contratação de seguros. Esse é mais um instrumento que visa o desenvolvimento do mercado, buscando oferecer opções e baratear o custo final dos produtos aos consumidores”, argumenta.

Segundo relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Brasil figura entre os países com a maior relação comissão/prêmio do mundo, com 9,77%, enquanto a Dinamarca é o país com a menor relação, com 0,9%. Os Estados Unidos registram 4,8%. Os dados também apontam que o percentual de comissão em relação ao prêmio no Brasil sobe para 19,80% se for desconsiderado o VGBL.

Com essa medida, espera-se que o preço do seguro ao consumidor final seja reduzido e que a base de pessoas seguradas no País aumente.

Porto Seguro lança o Reppara!, serviços residenciais por assinatura

reppara

Fonte: Porto Seguro

O objetivo é possibilitar serviços com qualidade e segurança, sem imprevistos financeiros

A Porto Seguro lança o Reppara!, 1º plano de assinatura mensal para serviços emergenciais em residências de todo o Brasil. No Reppara! o cliente paga R$19,90 por mês e conta com serviços emergenciais para sua residência como chaveiro, consertos hidráulicos, elétricos e desentupimentos – 24 horas por dia e sete dias por semana. Já no Reppara!+, o valor mensal é R$25,90 e, além de todos os serviços, o cliente também possui a possibilidade de solicitar o conserto de eletrodomésticos. 

Tanto a contratação da assinatura quanto o pedido do serviço são feitos de forma simples, 100% on-line, direto no site do Reppara!. Pagando com o Cartão de Crédito Porto Seguro o pacote Reppara! fica R$15,90 e o Reppara!+ R$19,90. “O modelo por assinatura ajuda o cliente a planejar os gastos pessoais com tranquilidade. E é esse o nosso objetivo, oferecer mão de obra qualificada em um momento de emergência, sem impactar no orçamento do cliente”, afirma David Pereira, gerente do produto.

Com mais de 2,5 milhões de atendimentos por ano, a Porto Seguro, por meio do Reppara!, pretende se tornar referência no setor de segmento de planos por assinatura para serviços.  “Além de proporcionarmos comodidade, garantimos a segurança e qualidade do atendimento. Queremos levar a experiência Porto Seguro para mais clientes, sejam eles segurados ou não”, conta David.

SulAmérica integra novamente o índice de sustentabilidade da bolsa de Nova Iorque

sulamerica

A SulAmérica conquistou novamente o mérito de fazer parte do índice Dow Jones de Sustentabilidade (DJSI), na carteira Dow Jones Sustainability Emerging Markets Index, pelo segundo ano consecutivo. O DJSI, da Bolsa de Nova York, é considerado a maior referência entre índices de sustentabilidade e objetiva listar companhias de capital aberto comprometidas com as questões ambientais, sociais e de governança corporativa (ASG). A seleção das companhias é feita a partir de critérios centrados na proposta de geração de valor de longo prazo, práticas de gestão ASG e relacionamento com seus stakeholders. Apenas quatro seguradoras de mercados emergentes integram o índice este ano, sendo a SulAmérica a única latino-americana.

Comece bem a semana assistindo este vídeo, que mostra a revolução do setor de seguros

conseguro 2019

A CONSEGURO 2019 marcou o novo ciclo de mudanças do mercado e o potencial de crescimento para as seguradoras, resseguradoras, corretoras e prestadores de serviços do setor na retomada do ciclo econômico. O evento reuniu cerca de 700 pessoas em Brasília, entre os dias 4 e 5 de setembro, para discutir importantes temas relacionados ao mercado segurador. Paralelamente ao evento, que é um dos mais importantes do calendário do setor, também foram realizadas a 1ª Conferência de Sustentabilidade e Diversidade, o 6º Encontro Nacional de Atuários, a 9ª Conferência de Proteção do Consumidor de Seguros e o 13º Seminário de Controles Internos & Compliance, Auditoria e Gestão de Riscos. A inovação começa agora.

Gestores de risco da ABGR olham outras alternativas de proteção, como cativas e ILS

A concentração do mercado segurador em poucas companhias é um dos temas que mais incomoda a presidente da Associação Brasileira de Gerenciamento de Riscos (ABGR). “Começou com resseguro, depois seguros e agora corretores, como vimos recentemente a aquisição da corretora JLT pela Marsh”, citou a presidente da ABGR, Cristiane França Alves, também gestora de riscos da CSN, durante coquetel para divulgação do evento da entidade que acontece em 12 e 13 de novembro, em São Paulo, e tem como slogan “A gestão de riscos e o desenvolvimento sustentável nos negócios”.

Segundo ela, o objetivo da associação é manter uma conversa aberta com o mercado segurador. “O setor entrou num ciclo “hard” com a concentração de resseguradoras, seguradoras e agora também corretores. Sentimos um aperto de taxas e de condições e estamos avaliando outras formas de mitigar riscos, como cativas e fundos ILS ( Investimento Ligado a Seguros)”, citou ao blog Sonho Seguro.

Praticamente todas as maiores corretoras de seguros do mundo, como Marsh, Aon, Willis, MDS entre outras, administram corretoras e seguradoras cativas. Quanto ao ILS, no Brasil a notícia é que em fevereiro de 2018 a Terra Brasis renovou, em conjunto com a AlphaCat Managers Ltd, a colocação no exterior do primeiro ILS patrocinado por uma companhia brasileira, transação inovadora que desperta a discussão sobre a utilização de soluções baseadas no mercado de capitais para as exposições de riscos catastróficos da região. 

Outra preocupação de Cristiane é com as perdas das seguradoras com a temporada de furacões nos Estados Unidos. “Dependendo das perdas, o mercado pode se tornar ainda mais restritivo e isso nos traz desafios para colocação dos programas de seguros das nossas associadas”, citou.

Capital de sobra – Do ponto de vista de resseguros, capital tem de sobra para o Brasil. Recentemente, o presidente local da subsidiária da Munich Re, Rodrigo Belloube, segunda maior resseguradora do mundo, citou em palestra na Conseguro, que há capacidade suficiente de capital para o Brasil, mas algumas premissas devem ser observadas. “Há oferta abundante de capital no mundo para o país, mas algumas exigências precisam ser cumpridas. As resseguradoras movimentam US$ 250 bilhões no mundo e o Brasil representa menos de 1%. São mais de US$ 500 bilhões em equity e outros US$ 100 bilhões em capital alternativo disponíveis para projetos no mundo, para diversificar investimentos”, explicou.

Na visão do ressegurador, há algumas variáveis para que contratos sejam atraentes para o setor. A primeira delas é a questão ambiental. “Existe hoje uma preocupação muito grande em relação a cobrança da sustentabilidade das empresas. Isso tem ganhado força no Brasil devido aos os acidentes dramáticos que tivemos recentemente como com as barragens de Mariana (MG) e de Brumadinho (MG)”, citou Belloube.

Outro ponto avaliado foi sobre quem poderia atuar no desenvolvimento da infraestrutura no Brasil depois do que aconteceu com as grandes construtoras com as investigações Lava Jato. Nas obras médias, segundo ele, têm se resolvido. Mas nas obras complexas são exigidos itens como a experiência em projetos semelhantes e garantias de estabilidade financeira.

O papel do BNDES no funding dos projetos é outra questão relevante para o ressegurador. Quem preenche esse lugar e quais as necessidades de seguro? “Essas são questões importantes para o mercado internacional avaliar para ingressar em contratos de infraestrutura, por exemplo”, informou. “O Brasil precisa se alinhar a práticas internacionais, evitando elementos heterodoxos, para que seguro e resseguro sejam mais atraentes e relevantes na estruturação de garantias”.

Segundo o presidente do conselho da associação, Jorge Luzzi, com a presença de gerentes de riscos em sua diretoria executiva, a ABGR pode ajudar cada vez mais os seguradores e corretores a enxergarem as reais necessidades dos compradores de seguros. “Estamos lidando com riscos que não existiam dez anos atrás. Neles se encaixam os riscos cibernéticos, por exemplo, para o qual é possível realizar uma ação preventiva, ter cobertura de transferência de riscos, armar equipes”, destacou.

EDUCAÇÃO – Quem quiser entender mais desses assuntos pode acessar o livreto “Os desafios da gestão de riscos” publicado pela corretora MDS, escrito por Jorge Luzzi, CEO da RCG Powered by Herco e presidente do Conselho da ABGR. O livreto faz parte da coleção “Keep it Simple”, de textos curtos e objetivos sobre temas relevantes do setor de seguros e riscos. “Temos a missão de produção e partilha de conhecimento. Na maioria dos casos, os autores são do próprio grupo MDS”, explicou Ariel Couto, presidente da corretora no Brasil.

EXPO ABGR – Dados da ABGR mostram que a associação tem hoje 400 associadas, 200 a menos das que tinha há três anos. A ABGR contratou a empresa Bethe B, para idealizar e promover a transformação da associação em seu projeto de reposicionamento institucional. “A ideia foi trazer para o evento uma discussão atua seguindo a lente da ONU que sugere uma agenda voltada para os 17 pontos principais para a segurança do planeta, os quais são chamados de Objetivos do Desenvolvimento Sustentável”, explica Izabel Barbosa, diretora da Bethe B.

Rodrigo Paiva Ávila, 1º vice-presidente da instituição, que assume a presidência em 2020, último ano da atual diretoria, faz coro para a importância das mudanças: “temos uma equipe nova, com novas mentalidades e novos perfis. O próprio evento ressurge com uma pegada mais sustentável e tecnológica porque é o que o mercado e os associados pedem”.

A expectativa da associação é que a EXPO ABGR, que acontece paralelamente ao evento reuna mais de 3 mil participantes, entre inscritos, convidados, empresas consumidoras, personalidades e profissionais do mercado.

Liberty usa influenciadores digitais para discutir a importância do seguro de vida em suas redes sociais

liberty seguro de vida

Fonte: Liberty

Os vídeos serão lançados nos canais da seguradora e em mídias sociais de personalidades como a apresentadora Ana Hickmann

A Liberty Seguros lança uma nova fase de sua campanha com foco em seguros de Vida. A partir desta semana, influenciadores com destaque em diferentes áreas farão parte da estratégia da seguradora de conscientização sobre a importância do seguro de vida no planejamento familiar e financeiro dos consumidores.

A primeira personalidade a falar do assunto será a apresentadora e empresária Ana Hickmann, que irá lançar conteúdos sobre a importância do seguro de vida para sua família. Em seguida, influenciadores focados no universo familiar Tiago e Gabi e Paizinho Vírgula; e especialistas em educação financeira, Mauro Calil, do portal Academia do Dinheiro, e a Youtuber Júlia Mendonça, irão postar uma série de vídeos sobre o papel do seguro de vida, como uma proteção familiar e financeira importante para o futuro. Ao todo, espera-se que 15 milhões de pessoas sejam impactadas com a iniciativa.

“O principal objetivo da parceria com influenciadores digitais é destacar, de forma ainda mais próxima do consumidor, a importância do seguro de vida sob diferentes óticas”, diz Felippe Alves, gerente de marca e comunicação da Liberty Seguros. “Com essa estratégia, clientes, consumidores e corretores terão mais informações sobre o tema nas suas mídias de preferência”, completa.

AIG faz parceria com Deloitte e cria linha direta para segurados vítimas de hackers

AIG Fabio Oliveira riscos ciberneticos

Todos os funcionários da empresa recebem um email assim: o vale refeição de todos passou de R$ 30 para R$ 50. Clique aqui e pegue a nova versão. Quais as chances de boa parte da equipe clicar no link? Certamente maior do que 50%. São frases atrativas como essa que hackers usam para conseguir entrar no sistema da empresa e fazer um estrago considerável. “Quanto antes isso for descoberto, entendido e sanado, menor o prejuízo a empresa e para a seguradora, caso haja um seguro de riscos cibernéticos. Por isso, lançamos neste sexta (13), o serviço “linha direta”, em parceria com a Deloitte, que já usamos em outros países e tem tido um excelente resultado”, disse Flávio Oliveira, CEO da AIG, durante evento promovido para corretores e clientes, em São Paulo.

Trata-se do primeiro atendimento às empresas vítimas de ataques cibernéticos. Um canal de primeira resposta, que trabalha 24 horas por dia, sete dias na semana. “Este momento é determinante para controlar os danos de imagem, financeiros e até operacionais que podem ser causados”, acrescenta Flávio Sá, gerente responsável por seguros financeiros na AIG, pioneira no lançamento de seguros com o D&O e riscos cibernéticos no Brasil.

A consultoria está disponível para os segurados da AIG, sem custo extra. Sem citar o valor investido, Sá afirmou que é um investimento da AIG na carteira para trazer sustentabilidade para o negócio, que gira mundialmente vendas de US$ 6 bilhões por ano, sendo a AIG a líder. “Quanto mais rápido somos acionados e temos uma equipe preparada para agir, menor será o prejuízo do cliente e, consequentemente, o nosso”, comentou o segurador.

Elder de Abreu, diretor de ciber risk da Deloitte, explica que a consultoria tem uma equipe de 180 profissionais especializados em riscos digitais e por trás do canal telefônico de orientação haverá uma equipe de 20 experts disponíveis por 24 horas e nos sete dias da semana. “Mas temos de ter alguém na empresa que seja treinada para fornecer as informações corretas”, afirmou. Segundo ele, muitas vezes o hacker faz um estrago que funciona como uma nuvem para encobrir o que realmente está hackeando. “Ter um profissional treinado para responder as perguntas iniciais da triagem na linha direta é de extrema importância para que possamos agir e mitigar o risco o máximo possível”.

Há muitas preocupações que gravitam em torno deste assunto, que é o risco mais temidos por gestores de riscos em todo o mundo, como perda máxima, se o seguro cobre o prejuízo como um todo, se é preciso comprar uma apólice à parte ou se o programa tradicional de seguros cobre danos como se um hacker causa a explosão de uma caldeira, por exemplo.

Além desses, outra grande preocupação é com a entrada em vigor da  Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD, Lei nº 13.709/2018). Será que os hackers vão aguardar a entrada em vigor da lei para fazer ataques e exigir pagamento “resgate”, uma vez que a lei responsabiliza as empresas? A questão do auditório teve como resposta um “pode ser”. “Tendo como base o que observamos nos casos de empresas que estavam preparando emissões de papeis e tiveram dados vazados, achamos que sim. Hackers já tinham acessado o sistema das empresas e ficaram esperando o melhor momento para revelar o ataque e pedir regate”, citou Sá.

De acordo com os especialistas, ransomware foi o segundo maior tipo de ataque sofrido pelas empresas globalmente, no ano passado, com 18% dos casos, segundo dados da AIG. O comprometimento de e-mails, com vazamento de informações, foi o maior problema, com 23% das ocorrências. O número de ataques em 2018 foi mais que o dobro do registrado em 2016 e 2017.

Pesquisa – Durante a apresentação, a seguradora realizou uma pesquisa que revelou a falta de conhecimento dos presentes sobre o tema. O setor de saúde é o mais afetado e a tendência é sofrer mais, diz o especialista da Deloitte, Elder Abreu. “É um setor que tem dados super sensíveis e pouco protegidos. Varejo tem tendência de sofrer ataques pelo ecommerce, mas tem uma maturidade maior em relação ao tema”, afirmou. Segundo ele, os criminosos vão nos setores mais fáceis. “Um dos setores que tem potencial destrutivo é o de manufatura. Se o hacker tem acesso aos sistemas industrias pode cometer uma catástrofe, com explosão, por exemplo”.

Uma das perguntas foi sobre o impacto financeiro médio por vazamento de dados no Brasil. Cerca de 49% responderam corretamente. Mais de R$ 5,5 milhões. No entanto, 51% ficaram perdidos entre as alternativas, que iam de R$ 1,2 milhão a mais de R$ 12 milhões, valores estimados que ainda não consideram o ônus trazido pelas regulações como a LGPD.

Outra questão que sinaliza o quanto esse tema ainda precisa ser debatido entre clientes e seguradoras é quanto ao tempo médio decorrido entre a invasão e a descoberta da violação. O intervalo das respostas era de 5 dias a 200 dias e a maioria opinou por até 60 dias. A resposta correta é mais de 300 dias para descobrir a invasão e mais de 100 dias para conter, o que mostra a fragilidade e a diferença na percepção das pessoas sobre o tema. Brasil está atrás apenas do Oriente Médio.