Arrecadação (sem DPVAT e Saúde Suplementar): RS 125,4 bi, alta de 8,4% sobre o primeiro semestre de 2018;
O segmento de Danos e Responsabilidades sobe 5,5%, e o de Cobertura de Pessoas, 9,3% no período;
Entre os seguros de Danos e Responsabilidades, os destaques de alta foram: Marítimos e Aeronáuticos, alta de 32,4%; Crédito e Garantias, 29,5%; Responsabilidade Civil, 20,7%; Rural, 11,9%; e Patrimonial, 11,5%;
No segmento de Pessoas: os destaques positivos são Planos de Risco, com alta de 12,8%; VGBL, 8,2%; e PGBL, 5,7%;
Títulos de Capitalização crescem 11,5%.
A arrecadação do setor segurador foi de R$ 125,4 bilhões no primeiro semestre do ano (sem DPVAT e Saúde Suplementar), representando expansão de 8,4% sobre a receita acumulada de janeiro a junho de 2018, o maior crescimento desde 2015, informa o presidente da Confederação das Seguradoras (CNseg), Marcio Coriolano, em editorial da publicação Conjuntura CNseg Nº10.
Segundo ele, o resultado é fruto da expansão de 5,5% do segmento de Danos e Responsabilidades e da evolução ainda maior apresentada pelos seguros de Pessoas, com taxa de 9,3% no acumulado de janeiro a junho. Nesse grupo, o comportamento se deve à forte reação dos planos VGBL e PGBL (de 8,2% e 5,7%, respectivamente, sobre os seis primeiros meses do ano passado), além da expansão dos Planos de Risco, cujos prêmios avançaram 12,8% no acumulado do ano até junho.
Já no segmento de Danos e Responsabilidades, as maiores taxas de crescimento foram obtidas pelos ramos Marítimos e Aeronáuticos, com 32,4%; Crédito e Garantias, 29,5%; Responsabilidade Civil, Rural e Patrimonial (20,7%, 11,9% e 11,5%, respectivamente). O ramo de Automóveis, a principal carteira de seguros de propriedade, decresceu 0,7% no semestre.
Na série móvel de 12 meses, a alta de seguros alcançou 3,1% até junho sobre os 12 meses encerrados em junho de 2018. Este resultado mantém a trajetória de alta apresentada nos 12 meses fechados em maio (1,5%).
Junho foi um mês muito favorável para puxar o resultado do mercado. A receita (sem DPVAT e Saúde Suplementar) totalizou R$ 21,9 bilhões, alta de 15,6% sobre o mesmo mês de junho de 2018. O resultado foi marcado pela desigualdade: enquanto houve queda de arrecadação de 3,9% entre as apólices de Danos e Responsabilidades, as coberturas de Pessoas avançaram 27,4%, em razão da recuperação mensal dos Planos de Acumulação, com 35,4% e dos Planos de Risco, com 13,7% de evolução.
CONSEGURO 2019
As causas do crescimento em meio à crise econômica brasileira, a atualização do escopo regulatório do setor de seguros e os planos de expansão para novos mercados e consumidores, entre outros temas, serão debatidos na CONSEGURO 2019, o mais esperado evento do mercado de seguros do país realizado pela Confederação das Seguradoras (CNseg), que ocorrerá, em Brasília, nos dias 4 e 5 de setembro, com o tema “As Novas Fronteiras do Desenvolvimento”.
O BNDES Garagem, programa de desenvolvimento de startups, proporcionou o primeiro negócio fechado entre uma empresa participante do módulo de aceleração da iniciativa e um parceiro corporativo. A O2Obots, de Florianópolis (SC), a primeira insurtech – de “insurance” e “technology” – reconhecida no País por multiplicar a capacidade de canais de distribuição de seguros, e a Mongeral Aegon, com quase 200 anos de atuação no mercado nacional de seguros e previdência privada e que é parceira há 10 anos do grupo holandês Aegon, firmaram na segunda-feira, 26, contrato para distribuir os produtos da seguradora em uma plataforma de inteligência artificial.
De acordo com o diretor de Afinidades e Novos Negócios da Mongeral Aegon, Luciano Périco, a empresa tem investido fortemente em tecnologia e inovação, no desenvolvimento de produtos e em novas plataformas de distribuição. “A parceria com a O2Obots vem ao encontro do nosso momento, apresentando ao mercado uma plataforma inovadora de distribuição de seguros via robôs com inteligência artificial”, afirmou, apostando no sucesso da parceria. “Em breve, expandiremos para a comercialização de novas soluções e novos nichos”.
A Mongeral Aegon e a O2Obots afirmam que a parceria acelera o desenvolvimento de novos produtos com uma nova jornada de compra, desenhada para oferecer uma experiência mais amigável para os clientes na compra de seguros, por meio do website, Facebook Messenger ou WhatsApp. “Como fruto desta parceria, seguradora e insurtech disponibilizarão novos produtos de proteção que combinam coberturas para atender demandas de nichos que hoje encontram-se desassistidos”, afirma o CEO da O2Obots, Leonardo Rochadel. “Por exemplo, para os profissionais que não podem ficar sem trabalhar nem um dia, combinamos os seguros de incapacidade temporária, vida, doenças graves, internação hospitalar, assistência funeral individual ou familiar com quatro sorteios mensais de até R$ 10 mil em um único produto, com uma precificação que o mercado classifica como sendo de ‘seguros massificados’”.
De acordo com o CEO da insurtech catarinense, a inteligência artificial amplifica a força de vendas dos canais de distribuição de Seguros. “Só que, assim como acontece com o comércio eletrônico, a grande maioria dos carrinhos é abandonada online”, ponderou. “O que fizemos de diferente? Ensinamos a inteligência artificial a pegar esses carrinhos que foram abandonados online e entregá-los aos corretores de seguros integrados em nossa plataforma, para eles venderem mais”.
O gerente do BNDES Fernando Rieche ressalta a relevância dos encontros com parceiros corporativos como uma importante contribuição do BNDES Garagem para as empresas nascentes. “O programa conseguiu aproximar corporações e startups participantes do programa de aceleração do banco para gerar negócios escaláveis para ambas as partes”, observou.
Inovações – “Logo no início a gente enxergou várias afinidades entre a solução da O2Obots e o Canal MPME [plataforma digital de solicitação de financiamentos do BNDES para empresas de menor porte]”, contou Carlos Alexandre Raupp, técnico do BNDES responsável pela mentoria da O2Obots no BNDES Garagem. “Uma parte da atividade é fazer uma espécie de inteligência de mercado com relação a fintechs e startups. Essa aproximação com a O2Obots trouxe esse mundo de insurtechs para o radar desse relacionamento”.
Programa – O BNDES Garagem é uma iniciativa do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) de fomento ao empreendedorismo e negócios inovadores. A primeira edição do programa vem sendo executada desde abril de 2019 em conjunto com as aceleradoras Wayra Brasil e Liga Ventures e conta com a participação de 79 startups. O programa oferece infraestrutura em espaço de coworking no centro do Rio de Janeiro, estimulando o networking, além de acesso a workshops, mentorias técnicas e a aproximação com parceiros corporativos.
Resultados apontam crescimento de 14% em prêmios emitidos em relação ao mesmo período de 2018; o resultado foi positivo pela primeira vez desde o início das operações no Brasil
A AXA no Brasil divulgou hoje seu balanço referente ao período entre janeiro e junho de 2019. A receita auferida foi R$ 571 milhões, 14% maior do que a do mesmo período de 2018. É o primeiro ciclo de resultados positivos: o lucro líquido foi de R$ 5 milhões. Os resultados se referem a contabilização internacional e excluem as operações da AXAXL e as transações intracompania.
Além do resultado, a companhia tem outros motivos para celebrar. O montante de prêmios emitidos superou em 10% a meta de receita prevista para o semestre. Além disso, o projeto de transformação da companhia gerou otimização de custos e despesas administrativas, o que contribuiu significativamente para o aumento de rentabilidade geral da empresa.
“Tivemos um crescimento relevante em prêmios e o primeiro resultado positivo da operação brasileira. Essa combinação é resultado de um excelente trabalho em equipe: aprimoramos nossas iniciativas estratégicas e comerciais, mantivemos a disciplina técnica e os colaboradores estão realmente engajados com o processo de transformação cultural da companhia”, afirma Sébastien Guidoni, CFO da AXA no Brasil.
As linhas que mais se destacaram foram as de Property, com avanço significativo no middle market, e de Afinidades, que se beneficiou da maturidade de contratos com parceiros de varejo e de serviços. Esse movimento reflete a ampliação do posicionamento da companhia, que tem se aproximado cada vez mais do varejo. Nesse sentido, os próximos ciclos também devem mostrar também o crescimento no segmento de seguros para PMEs.
“Gostaria de parabenizar a todo o time e agradecer a parceria de corretores e clientes. Temos sido muito disciplinados no cumprimento das metas, com equipes altamente engajadas com o propósito muito claro de colocar o cliente em primeiro lugar. Esperamos novos ciclos de crescimento e aumento da rentabilidade, em linha com o potencial do mercado de seguros brasileiro”, comenta Delphine Maisonneuve, CEO da empresa.
ParaDiretora-Executiva da FenaSaúde, maior desafio agora é garantir que a LGPD seja bem regulamentada, interpretada e fiscalizada
As mudanças que a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) trará para o setor de saúde foram um dos assuntos debatidos durante a 4ª edição do Fórum Internacional de Lideranças da Saúde, que teve como tema “Medicina Diagnóstica: mais valor para um sistema de saúde em transformação”. Promovido pela Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed), nesta sexta-feira (30/8) em São Paulo, o evento contou com a participação da Diretora-Executiva da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), Vera Valente, e de outras lideranças do setor.
“Com a LGPD, teremos uma excelente oportunidade de dispor de dados de saúde de mais qualidade, que permitam aplicação mais focada e assertiva, com impactos bastante positivos na gestão e nas possibilidades de assistência aos pacientes”, apontou Vera Valente.
Alguns exemplos de benefícios previstos são o maior uso da inovação e de novas tecnologias nos tratamentos, a melhoria de protocolos clínicos e de comparabilidade de casos, além da prevenção a fraudes. “A tendência é clara, e é uma tendência mundial: os tratamentos de saúde vão depender, cada vez mais, do uso de dados, da inteligência artificial. Esperamos que a LGDP não se transforme num empecilho para estes avanços no Brasil”.
Para Vera Valente, o maior desafio para a melhor aplicação da LGPD é como ela será regulamentada, interpretada e fiscalizada e, por isso, será crucial a atuação da Autoridade Nacional de Proteção de Dados em harmonia com órgãos reguladores já existentes, como é o caso da Agência Nacional de Saúde Suplementar.
A LGPD coloca o Brasil em um nível avançado na proteção de informações. Para a Diretora da FenaSaúde, a lei é bem-vinda, pois consolida práticas e procedimentos voltados à privacidade, ao respeito à intimidade e ao direito a sigilo que o setor de saúde já adota e com as quais já está acostumado. “Para as pessoas, representa mais segurança e transparência. E, para as empresas, segurança jurídica e previsibilidade, com padronização de processos e regras, definição de direitos e deveres, punições por descumprimento de regras.
21/09/2018 - Thomas Menezes, fundador da ItsSeg - Foto: Gabriel Reis - www.gabrielreisfoto.com
A It´sSeg Company, maior consultoria e administradora de benefícios e corretora de seguros independente do país, concluiu nesta quinta-feira, 29, a aquisição da corretora Gebram, a maior empresa do setor com atuação no interior de São Paulo. Esta é a nona aquisição realizada pela It´sSeg num período de 4 anos e meio, o que coloca a companhia como a principal consolidadora do segmento no país.
A It´sSeg foi criada em meados de 2014 pelo executivo Thomaz Menezes (ex-presidente da corretora de seguros Marsh e ex-presidente do grupo SulAmérica Seguros), em parceria com o fundo inglês Actis, que tem mais de US$ 10 bilhões de ativos sob gestão globalmente.
Desde que começou a operar, a It´sSeg adquiriu as operações das corretoras Torres Benefícios, Raduan, Você Clube, Barela Seguros, PMR Seguros, MBS e LP Corretora e Bergus, esta última com sede no Paraná e presença na região sul e com forte atuação em seguros agrícolas.
“Esta aquisição fortalece nossa atuação em ramos elementares e amplia a nossa estratégia de atuação regional, abrindo oportunidades no interior de São Paulo, que tem alto potencial de geração de negócios” diz Thomaz Menezes, presidente da It´sSeg.
A Gebram, que tem sede em Jundiaí, movimentou R$ 150 milhões em prêmios em 2018, tem 3000 clientes corporativos no interior do Estado e administra uma carteira de mais de 50 mil itens segurados. A capilaridade foi um dos atrativos para associação. A Gebram conta com oito filiais e 20 pontos de atendimento na região.
“Vamos aproveitar a base da Gebram para ampliar a oferta de nossa expertise em gestão de benefícios e trazemos para casa um conhecimento consolidado em seguros individuais, o que torna esta aquisição muito importante para o nosso crescimento”, diz o executivo.
Silvio Gebram, sócio da empresa reforça: “vimos esta parceria como estrategicamente perfeita, pois vamos poder utilizar toda a expertise e know how da It’sSeg em benefícios e eles, por sua vez, poderão contar com toda nossa experiência no varejo e massificados – uma verdadeira operação ganha-ganha”.
Com a operação, a It´sSeg amplia de 15 mil para 65 mil o número itens segurados em auto e ramos elementares e ganha corpo no atendimento também de pessoas físicas, segmento pouco explorado pela companhia.
A aquisição consolida a It´sSeg como maior corretora de seguros independente no país. A companhia fechou 2018 com R$ 2 bilhões em prêmios administrados, uma carteira de 850 clientes corporativos e 750 mil vidas administradas. Com a incorporação da Gebram, a companhia passa a contar com 750 colaboradores e 15 unidades operacionais em todo o país.
A Swiss Re tirou a Munich Re da sua posição de maior resseguradora do mundo, medida pelos prêmios brutos emitidos no final do ano (GPW) em 2018, de acordo com os dados da AM Best. Munique Re liderava o grupo todos os anos desde 2010, com as exceções de 2016 e, agora, 2018.
Impulsionado pelo crescimento de seus negócios de vida na maioria dos mercados, o GPW total da Swiss Re aumentou 4,7%, de US $ 34,7 bilhões em 2017 para US $ 36,4 bilhões em 2018. O GPW total da Munich Re caiu 5,3%, uma queda que a AM Best atribui ao encerramento de duas grandes transações, com crescimento medido nos negócios de vida restante em todos os mercados.
Apesar da mudança, a AM Best afirma que a Swiss Re e a Munich Re provavelmente continuarão competindo pelo primeiro lugar no futuro próximo, já que juntas representam cerca de 30% do GPW total no ranking.
Outra mudança é a queda de duas posições da Berkshire Hathaway, a empresa global de resseguros/seguros de Warren Buffett, para a quinta colocação, com a Hannover Rück subindo para o terceiro lugar, seguida pela SCOR em quarto.
Embora Hannover Rück e SCOR tenham relatado um crescimento modesto em 2018, a AM Best diz que o último experimentou um leve declínio de receita no ranking das 50 melhores deste ano, impulsionado pelo enfraquecimento do euro em relação ao dólar.
No geral, os dez principais respondem por 68%, ou US$ 179 bilhões, do GPW no ranking dos 50 primeiros. Enquanto isso, a participação de mercado das 10 principais resseguradoras tem consistentemente cerca de 70% nos últimos anos.
Bárbara Bassani assina obra editada pela Roncarati
Bárbara Bassani, sócia de TozziniFreire Advogados, é autora do livro “As polêmicas que permeiam o Seguro de Reponsabilidade Civil e a busca por uma solução”, publicado pela editora Roncarati. O lançamento acontecerá no dia 12 de setembro (quinta-feira), na Livraria da Vila da Alameda Lorena, às 18h30.
A obra é fruto de parte de pesquisa realizada pela sócia durante o doutorado concluído na USP (Universidade de São Paulo) em Direito Civil, com discussões práticas sobre temas relevantes do seguro de responsabilidade civil.
Com atuação na área de Seguros e Resseguros, Bárbara Bassani é autora de artigos e livros sobre o assunto, ministra aulas e workshops para seguradoras e resseguradores, sendo também professora em instituições de ensino superior.
Sair de casa e clicar no celular o início da cobertura do seguro do equipamento eletrônico somente por um período determinado do dia. Ou do carro na semana. Ou da bike no mês. Ou da vida durante minutos. Sim, esta é uma realidade em vários países do mundo e agora pode ser implementada no Brasil. Ainda não há previsão de quando as seguradoras conseguirão colocar produtos nas plataformas digitais. Mas a autorização da Superintendência de Seguros Privados (Susep) para isso foi publicada nesta semana, com a edição da Circular 592 no Diário Oficial da União (DOU).
Um dos executivos que comemorou a notícia foi Antonio Cassio Dos Santos, Global Sponsor de B2B2C do Grupo Generali e CEO das Américas e Europa do Sul. “Essa regulação é necessária para que o mercado retrogado possa inovar. Isso facilita por exemplo coberturas mensais de veículos; coberturas de veículos enquanto na auto-estrada definida; paralização ou ativação de coberturas enquanto em férias somente”, disse ele ao blog Sonho Seguro.
Henrique Volpi, presidente da Associação das Insurtechs no Brasil e CEO da Kakau, a Susep avança de forma muito positiva permitindo ao mercado oferecer contratos de vigência reduzida e intermitente. “Os seguros on demand são uma tendência global e atendem um demanda dos usuários por cenários e contextos flexíveis. Com a futura formalização, acreditamos que novos modelos de negócios, produtos e até mercados surgirão. O cliente ganha muito”, disse ao blog.
Volpi: o cliente vai ganhar muito com a inovação
Peter Rebrin, diretor-executivo de Personal Lines da Zurich, disse que como uma companhia global, a seguradora já opera com este tipo de seguro em outros países. “É uma tendência mundial e uma evolução natural. Vemos de maneira positiva a decisão, que oferece condições para o mercado brasileiro operar com esta modalidade e traz benefícios aos segurados. Agora temos que estudar as reais necessidades dos clientes para entender como aplicar a melhor proteção”.
Segundo o CEO da Thinkseg, Andre Gregori , as novas regras trazem mais vantagens às startups que já nascem com o espírito inovador. Ele se refere também a Carta Circular Eletrônica 01, de 22 de agosto, que permite o uso de peças automotivas adquiridas fora das concessionárias. “Quando o regulador caminha para uma postura mais liberal, fomentando a atividade, tudo acaba ficando mais fácil. A Thinkseg, se tivesse tido a sorte de ter esse tipo de atitude há quase 3 anos, com certeza, já teria inovado muito mais. Demoramos quase 3 anos para convencer um parceiro que nosso produto fazia sentido e também de explicar a ele que nosso produto era aceito pelas normas da época.”
Gregori: “Quando o regulador caminha para uma postura mais liberal, fomentando a atividade, tudo acaba ficando mais fácil”
Gregori afirma que o seguro Pay Per Use (Pague pelo Uso) da Thinkseg é um pacote de seguros fracionados, no caso do automóvel, pago pelo trecho percorrido, hora, local e forma de conduzir. “Nossa vantagem é que já estamos com esse produto pronto há 3 anos. Ele foi aprovado ainda sob a circular antiga da Susep. Portanto, adquirimos muito conhecimento de lá até hoje. Além disso, somos uma empresa de tecnologia que tem inovação em seu DNA. Pensamos só nisso 24 horas por dia”, comenta Gregori.
“Criar um produto flexível é simples. O mais difícil é montar todo o quebra cabeça tecnológico, a melhor forma de ofertar o produto, o melhor canal de distribuição e, finalmente, um jeito completamente novo de subscrever risco. Passa a ser dinâmico, enquanto que, atualmente, é estático. Acho essa a maior barreira, ter uma plataforma com tecnologia plug and play que é ligar e usar. É o que a Thinkseg tem”, diz Gregori.
Igor di Beo, diretor técnico e de seguros da AXA, afirma que uma flexibilização de regras é sempre importante para o mercado, pois permite novas estratégias. Neste caso desta circular, o segurado poderá pagar por aquilo que ele realmente está usando. Nada além disso. E isso é uma excelente notícia”, afirma. Um exemplo citado por Di Beo é o seguro viagem. “Uma das novidades que devem surgir é a possibilidade de o cliente poder ter uma apólice anual intermitente, que ele reativa a cada viagem. O benefício está em se livrar da burocracia de contratar uma apólice a cada viagem”. Realmente é muito mais rápido reativar uma apólice do que contratar uma do zero. “Toda mudança de regulação é uma oportunidade para a companhia atuar em um novo segmento, principalmente da AXA que é considerada uma das inovadores no mundo.
O diretor da Susep, Rafael Scherre, explica que o normativo traz as condições gerais para a customização de planos de seguros com vigência reduzida de contrato e período intermitente, uma evolução no mercado brasileiro de seguros. Na prática, a partir de agora, as seguradoras poderão oferecer apólices de seguros que são acionadas de acordo com a conveniência do consumidor. “Citando como exemplo o seguro de automóvel, um dos mais populares do País, o segurado terá a opção “liga-desliga” quando comprar o produto ou mesmo optar por intervalos de contratação diferentes da praxe do mercado, que é o plano anual”.
O normativo da Susep informa que a vigência reduzida se aplica a períodos que podem ser fixados em meses, dias, horas, minutos ou a viagens, trechos e a quaisquer outros critérios estabelecidos no plano de seguro. Já o período intermitente (“liga-desliga”) levará em conta os critérios de interrupção e recomeço da validade da apólice, bem como a inclusão ou a exclusão de riscos.
Essa nova categoria de seguro intermitente ou por prazo definido inclui, por exemplo, seguro de vida, de objetos rastreáveis e de imóveis. O produto funciona assim: no caso de celular, o seguro pode ser cobrado somente pelo período em que o usuário estiver em local público. No de residência, quando o proprietário alugar o apartamento ou a casa por temporada. Já o de vida, para quando o contratante estiver em viagens, explica a Confederação das Seguradoras (CNseg).
O seguro intermitente é, normalmente, oferecido pela internet e contratado com menos burocracia. Sem a regulamentação, o seguro não podia ser comercializado no Brasil. Atualmente, o setor de seguros possui R$ 1,3 trilhão de ativos financeiros e, em 2018, arrecadou em prêmios e contribuições o valor superior a R$ 445 bilhões, equivalente a 6,5% do PIB nacional.
Com tal inovação, a expectativa é de avanço significativo da indústria no dia a dia do brasileiro. Tanto que o tema terá um painel exclusivo durante a CONSEGURO 2019, o mais esperado evento do mercado de seguros do país realizado CNseg, que ocorre em Brasília, na semana que vem, entre nos dias 04 e 05 de setembro.
O especialista em seguros, membro do Comitê para América Latina da Society of Actuaries (SOA) e um dos palestrantes da CONSEGURO 2019, Ronald Poon Affat, explica que havia a necessidade dessa regulamentação que, por ser mais flexível e personalizada, ajudará a atrair consumidores oferecendo produtos mais baratos. “A nova regulamentação vai facilitar a entrada de insurtechs (startups especializadas em seguros) estrangeiras para provocar uma mudança profunda no mercado tradicional”, prevê Affat.
O CEO da AIG, Fabio Oliveira, tem uma agenda eclética, que vai dos investimentos da mudança para uma nova sede em São Paulo, com ares mais descolados exigidos pela nova geração que dita a inovação, até acompanhar o treinamento online de centenas de corretores interessados em aprender mais sobre seguros de responsabilidade civil profissional e também seguros cibernéticos. “Foi um semestre com muitas novidades e resultados compensadores”, disse ele ao blog Sonho Seguro.
A seguradora AIG registrou lucro liquido de R$ 4 milhões no primeiro semestre, um resultado excelente comparado ao prejuízo de R$ 34 milhões do mesmo período de 2018. Já a resseguradora amargou prejuízo de R$ 10 milhões. Como a seguradora do grupo controla a resseguradora, ao trazer a equivalência patrimonial de resseguros para seguros, o resultado consolidado do grupo AIG fica negativo em R$ 6,4 milhões.
Segundo Oliveira, o volume de vendas da seguradora se manteve estável com o volume do ano passado, em R$ 330 milhões. “Como tivemos um cancelamento grande de um contrato de garantia, o crescimento obtido acabou sendo absorvido. Mas registramos crescimento em todas as linhas de negócios, com destaque para os seguros de riscos cibernéticos e de pessoas”, destacou.
A reversão do prejuízo foi conquistada, segundo ele, graças a significativos ganhos operacionais, queda das despesas administrativas, redução da dois pontos percentuais na sinistralidade (46%), e gestão mais ativa na aplicação financeira da carteira de investimentos do grupo diante da perspectiva de redução da taxa básica de juros, a Selic, que remunera boa parte das reservas técnicas do mercado segurador. “O resultado financeiro apresentou melhora de 14%, para R$ 20 milhões neste período”, comemora.
A seguradora tem como carro chefe o segmento de seguro patrimonial com 20% do mix de produtos, seguido por linhas financeiras com 16%, transporte com 15%, seguro de pessoas com 12% e o restante em outros segmentos. Seguro de pessoas, segundo o CEO, é a linha que mais cresce e a meta é que em dois anos passe a representar 30% do mix de produtos. Nesta carteira estão seguros como de viagem, garantia estendida e outros vendidos por meio de diversas bandeiras de cartões de crédito, como Mastercard, Visa, Elo e Amex.
“Estamos surpresos com a demanda dos corretores pelos produtos de responsabilidade civil e D&O”, conta Oliveira. Segundo ele, o volume de cotações de RC Profissional foi três vezes maior do que a esperada e em D&O oito vezes com a recente aliança estratégica fechada com a Porto Seguro. Ainda segundo Oliveira, o interesse por treinamentos online para corretores tem sido crescente. “Tivemos até dificuldades de conexão para alguns corretores em um treinamento pelo excesso de interesse e limite da sala virtual e isso nos anima muito, pois mostra que os corretores realmente estão com sede de inovação para levar proteção financeira para seus clientes”, afirma.
A resseguradora local, que dá capacidade para a seguradora e também analisa oportunidades específicas de negócios, registrou vendas de R$ 36 milhões, 10% menor do que o semestre anterior. “Se considerado o prêmio ganho, temos um volume de R$ 51 milhões, 35% maior do que o registrado no primeiro semestre de 2018. Segundo ele, a receita financeira de R$ 5,8 milhões inferior e um grande sinistro que vinha sendo regulado há quatro anos impactaram o resultado de resseguros, apesar deste último ter sido finalizado por um limite menor do que do que o total da apólice e equilibrado por uma reversão de reservas.
Em mais uma iniciativa voltada ao debate sobre inclusão e representatividade, a AIG promove, na próxima quinta-feira, 5, o Fórum de Diversidade Racial AIG – Barreiras Econômicas e Sociais para Inclusão de Negros no Mercado de Trabalho. O evento será realizado das 9h às 11h, no Hotel Radisson Vila Olímpia, em São Paulo.
Idealizado por funcionários da AIG, o fórum marca o lançamento do Grupo Diversidade Étnico-racial Consciente da seguradora (ou DÆRC) ao mercado, cujo objetivo é incentivar a inclusão e desenvolvimento profissional de pessoas negras e pardas, estabelecer relações com instituições focadas na questão racial, fomentar o conhecimento sobre a realidade desta população no Brasil e encorajar ações de cidadania corporativa direcionadas para estes fins. Os painelistas confirmados para este primeiro evento são Robson de Oliveira, Advogado da Demarest Advogados; Thays Cristina dos Santos, Technical Specialist & GAAN (Global African Afinity Network) Leader da Dow; Hure de Andrade, Diretor Comercial da Dow Coating & Construction, Monomers and DPA – Brazil; e Thiago Amparo, Coordenador de Diversidade da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e colunista do jornal Folha de S. Paulo.
“Estamos felizes em reforçar as discussões de diversidade na AIG, com mais um grupo de funcionários engajados, desta vez à causa racial. Além de promover encontros como esse, em que teremos a oportunidade de trocar conhecimento com profissionais de outros segmentos e impactar positivamente nossa equipe interna e parceiros de negócios, também procuramos atuar na comunidade, com ações de conscientização e apoio às pessoas negras e pardas para fomento à autoestima e capacitação”, explica Jorge Sousa, Especialista em Negócios Públicos da AIG e líder do DÆRC.
Antes da organização do fórum, o DÆRC já realizou diferentes iniciativas, inclusive voltadas à comunidade. No início do ano, os membros do grupo e aliados receberam alunos negros do ensino fundamental de uma escola pública para apresentar o dia a dia em uma empresa e mostrar-lhes diferentes oportunidades de carreira para ampliar sua consciência de pertencimento e visão de futuro. O grupo também promoveu um trabalho de conscientização entre os funcionários sobre a situação da mulher negra no Brasil, com destaque à sua vulnerabilidade frente à violência e desemprego.
Na AIG, o DÆRC é um grupo de diversidade que nasce alinhado com outros cerca de 130 grupos em todo o mundo. No Brasil, ele completa, ao lado do Women@Work (WOW) Mulheres e Aliados e Diversitas LGBTI e Aliados, um time de funcionários responsáveis pela condução de atividades e programas específicos voltados ao desenvolvimento de uma consciência de inclusão e representatividade na AIG, como foco em um ambiente de trabalho e sociedade mais igualitário e de respeito, em que cada um pessoa possa ser ela mesma, independentemente da sua orientação sexual, identidade de gênero, cor de pele ou origem.
O Fórum Diversidade Racial AIG é um evento aberto aos interessados em discutir a temática, funcionários AIG, corretores parceiros e demais profissionais do segmento de seguros. As vagas são limitadas, e a inscrição pode ser feita neste link.
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