AIG celebra 70 anos de Brasil com ação para as próximas gerações

Fonte: AIG

Na manhã de 17 de outubro, data que marca os 70 anos da AIG no Brasil, líderes e funcionários da companhia celebraram o aniversário da AIG com uma ação de voluntariado a alunos do Ensino Médio para falar sobre o futuro . Entre os presentes, o CEO da AIG América Latina & Caribe Paride Della Rosa, e Nélia Soares, Diretora de RH para a região, além de executivos da AIG Brasil, funcionários e parceiros de negócios. Durante toda a manhã, eles foram os professores de cerca de 180 alunos e compartilharam um pouco de suas trajetórias profissionais com os jovens que se preparam para entrar no mercado de trabalho. 

A ação foi na E.E. Prof. Willlian Rodrigues Rebuá, em Carapicuíba (SP), em mais uma parceria com a Júnior Achievement São Paulo. É o terceiro ano que a AIG trabalha em parceria com a ONG no modelo de voluntariado focado na educação e desenvolvimento de jovens, sempre em escolas públicas. O diferencial da interação entre alunos e os voluntários AIG é a possibilidade do contato mais próximo com profissionais de diferentes áreas e histórico acadêmico, uma forma de trocar experiência, aprender e ensinar, e enxergar o mundo de uma forma diferente — todos saem diferentes. 

Indústria 4.0, nova economia, inovação tecnológica, competências para as novas profissões e como o setor de seguro é impactado por essa realidade foram alguns dos assuntos discutidos com os alunos. “Procuramos contribuir com nossa experiência e visão de futuro, incluindo a comunidade em nossas celebrações, por meio de ações de voluntariado, da mesma forma que comemoramos com nossas pessoas e corretores parceiros”, explica Fabio Protásio Oliveira, CEO da AIG no Brasil. 

O tema da atividade deste ano – O Futuro do Trabalho – alavancou discussões importantes sobre protagonismo dos jovens, sonhos e objetivos, e as infinitas possibilidades existentes no mercado de trabalho. “Os 70 anos da AIG no Brasil são marcados pelo pioneirismo e inovação. Abrimos mercado com produtos inéditos até então, como D&O, Ambiental, Riscos Cibernéticos e M&A. E nossa celebração não poderia ser diferente! Continuamos olhando para o futuro e às demandas de seguros que devem surgir com as novas relações e economia. Neste sentido, compartilhar e crescer com a sociedade é essencial”, completa Fabio. 

Susep e Previc veem regras convergentes, informa Valor

Fonte: Valor

Valor Econômico relata que a fusão entre Susep e Previc para criação de um novo órgão que reúne as previdências aberta e fechada ficou para 2020, depois da aprovação das reformas. Independentemente do prazo, já é possível realizar mudanças na regulação para aproximar as duas categorias antes da criação da autarquia, de acordo com a economista Solange Vieira, que irá comandar o novo regulador, e que atualmente está à frente da Superintendência de Seguros Privados.

“A fusão das autarquias é assunto para o ano que vem”, disse Solange depois de sua apresentação no congresso da Abrapp, associação que representa os fundos de pensão. Segundo a economista, tem havido discussões sobre a elaboração de normas equânimes para o setor de previdência. “Nossa preocupação é a formação de poupança de longo prazo. No momento em que falamos de um mundo sem fronteiras, não faz sentido discutir previdência aberta ou fechada e sim uma convergência”, disse.

O superintendente da Previc, Lúcio Capelletto, lembrou que o tema da fusão precisa passar pelo Congresso Nacional. “A matéria será analisada pelo Congresso, que vai dar a decisão e o encaminhamento. Os órgãos técnicos elaboram e trabalham o tema, mas a decisão final é do Congresso”. Um ponto a ser abordado seria os custos para um participante manter um plano de previdência fechado, que é mais caro do que no setor aberto, segundo Capelletto.

No caso dos fundos de pensão, o custo mensal médio fica em R$ 100 enquanto na previdência aberta, em média, é de R$ 40. “Com os novos entrantes no mercado de trabalho, há a necessidade de produtos diferenciados, é importante ter novos produtos e serviços que atendam as necessidades dos clientes”.

“Estamos administrando mal o sistema. O sistema complementar acumula R$ 2 trilhões de poupança no país. Do lado de lá, temos uma torneira de gastos de R$ 500 bilhões com déficit, que não acumula recursos. Está na hora de se começar a pensar as regras de incentivo”, afirmou Solange.

A economista voltou a falar da necessidade de se incentivar uma maior competitividade entre os setores, com a implementação de fato da portabilidade nos fundos de pensão. Por outro lado, lembrou que o “duration” dos planos de previdência aberta é muito curto – 1,5 ano.

“Talvez por regras flexíveis demais. Temos que ter uma estrutura de incentivo tributário focada em alongar prazos. Vamos ter de conversar com as abertas a esse respeito”, disse. Em relação aos fundos de pensão, Capelletto mencionou o impacto do aumento da longevidade nos passivos das fundações de previdência fechadas. “A cada ano adicional de sobrevida, o passivo aumenta de 3% a 4%, um impacto de R$ 30 bilhões para os planos de benefício definido. Em dois ou três anos, são R$ 90 bilhões. Essa tem que ser uma preocupação das entidades”, afirmou.

O superintendente também falou sobre o impacto dos elevados benefícios. “Se não cuidarmos dos planos é claro que a conta não fecha. Além da queda da taxa de juros, da longevidade, os benefícios têm que ser trabalhados, tem que se atacar os planos. Vamos incentivar que isso seja realizado”, disse. Capelletto falou da intenção do regulador dos fundos de pensão em melhorar a governança dos processos sancionadores no âmbito da Previc, com a criação de um comitê para avaliar a abertura dos casos. Segundo ele, há uma uniformização da aplicação dos autos de infração.

Brasil é único país acima de 200 milhões de habitantes com saúde universal

Fonte: UOL

Postagem publicada no Twitter pede a defesa do Sistema Único de Saúde (SUS) e afirma que o SUS é o único sistema público de saúde que “atende a uma população com mais de 200 milhões de pessoas” e que “fornece remédios de graça” – algo que, segundo a postagem, nem o equivalente britânico, o Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido (NHS, na sigla em inglês), supostamente faria.

De fato, todo e qualquer brasileiro tem o direito de ser atendido gratuitamente pelo SUS, algo definido na Constituição e na lei 8.080, de 1990. Também é verdade que o SUS fornece remédios gratuitamente. Hoje a população brasileira é de 210,5 milhões.

Senado aprova projeto que obriga SUS a realizar exame de câncer em 30 dias Sem o SUS, a barbárie Em cinco anos, doenças por falta de saneamento custam R$ 1 bi ao SUS 

A publicação, no entanto, comete um erro ao dizer que o NHS não fornece medicação “totalmente de graça”. O sistema britânico oferece remédios gratuitos para uma lista de doenças e para alguns grupos, como idosos, jovens de até 16 anos, populações pobres ou com doenças graves.

O Ministério da Saúde, contatado pelo Comprova, destacou que “o Brasil é o único país do mundo com mais de 100 milhões de habitantes que conta com um sistema público (financiado pelo dinheiro dos impostos), universal (para todos) e gratuito para toda a população”.

Há vários sistemas de saúde no mundo. Em alguns países, o sistema é público, mas, diferentemente do Brasil, a gratuidade cobre apenas parte da população e o atendimento a que as pessoas têm direito pode variar.

Dos países reconhecidos por possuírem sistema de saúde público e universal, como Reino Unido, Canadá, Dinamarca, Suécia, Espanha, Portugal e Cuba, nenhum tem população superior a 100 milhões de habitantes. O mais populoso é o Reino Unido, com cerca de 66,4 milhões de pessoas.

O Comprova só analisou individualmente os sistemas de saúde dos países com mais de 200 milhões, número citado pela postagem. De fato, nenhum deles possui um sistema público de saúde universal, como o SUS. Foram pesquisados China, Índia, EUA, Indonésia, Paquistão e Nigéria.

Esta verificação do Comprova analisou uma publicação do perfil @Adrieli_S do Twitter.

Para o Comprova, uma evidência é comprovada quando não restar nenhuma dúvida sobre a sua veracidade.

Como verificamos

Na verificação foram consultados o Ministério da Saúde, o Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido (NHS, na sigla em inglês) e estudos sobre o SUS.

O Comprova também entrevistou Oswaldo Yoshimi Tanaka, diretor da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP); Alcides Miranda, médico especialista em saúde comunitária e professor de Saúde Coletiva na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS); e Ivo Lima, mestre em Saúde Pública pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Além disso, por meio de sites dos governos nacionais e relatórios de organizações internacionais, analisamos como funciona o sistema de saúde em cada um dos outros países com mais de 200 milhões de habitantes

Você pode refazer o caminho da verificação do Comprova usando os links para consultar as fontes originais.

Quem tem direito ao SUS?

A Constituição Federal brasileira define que todo brasileiro tem direito a ter acesso à saúde via SUS. A frase “a saúde é direito de todos e dever do Estado” define a ideia. Qualquer pessoa pode ir a uma unidade básica de saúde ou a um hospital e receber atendimento de graça. O SUS não é apenas atendimento médico, mas também vigilância em saúde e fornecimento de medicamentos.

Beneficiários de planos de saúde também têm direito a atendimento pelo SUS – nesse caso, no entanto, as operadoras dos planos privados são obrigadas pela lei a ressarcir os cofres públicos pelos serviços prestados que tenham cobertura do plano.

O que mais o SUS faz?

Há, também, outros serviços que beneficiam a toda população, como atendimento de emergência por acidentes por meio do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu); regulação de hemocentros assim como transplante de órgãos.

Além disso, o SUS financia pesquisas epidemiológicas, importantes para ajudar o governo a avaliar o risco de ocorrência de surtos ou epidemias e também trazer dados para o controle e prevenção de doenças. E, por meio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), fiscaliza a qualidade de alimentos em restaurantes e supermercados.

Vacinas exigidas para bebês também são oferecidas pelo SUS, por meio do Programa Nacional de Imunização, que oferece todas as proteções recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A estratégia é reconhecida mundialmente como um sucesso na vacinação infantil.

O SUS fornece remédios de graça? Quais?

Sim. Entre as doenças cujos medicamentos são fornecidos gratuitamente pelo SUS estão diabetes, pressão alta, asma, HIV e alzheimer. A lista de drogas fornecidas é atualizada anualmente e se chama Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename). O Ministério da Saúde informou ao Comprova que, na última década, o número de remédios incluídos na lista aumentou em 54%: passou de 574 drogas em 2010 para as atuais 885.

Quem precisa de um remédio que está na lista, mas não é oferecido pelo posto de saúde, ou que não está na lista, pode processar o governo (judicializar) para obrigá-lo a pagar o tratamento. Em geral, pacientes ganham a ação se provam à Justiça que correm risco de vida caso fiquem sem o remédio solicitado.

Como era a saúde no Brasil antes do SUS?

Antes de o SUS ser regulamentado em 1990, só eram atendidas as pessoas que tinham carteira assinada, contribuíam para a Previdência e, portanto, faziam parte do Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social (Inamps).

Quem não tinha carteira assinada podia apenas participar de programas específicos do Ministério da Saúde ou das secretarias de Saúde estaduais ou municipais (como vacinação ou combate a alguma doença específica). Caso contrário, era preciso pagar plano privado ou buscar atendimento em instituições filantrópicas, como as Santas Casas de Misericórdia.

A criação do SUS aconteceu no contexto do fim da ditadura militar e diante de denúncias sobre a medicina previdenciária, como os seus custos. O sistema brasileiro foi inspirado no britânico, o NHS (National Health Service), que havia sido implantado 40 anos antes, após o fim da Segunda Guerra.

O NHS é pioneiro no modelo beveridgiano de serviço nacional de saúde, que entende a saúde como uma forma de cidadania. Outros modelos na Europa também se baseiam na ideia do NHS de fornecer cobertura integral para todos os cidadãos, como o de Portugal, criado em 1974, o da Itália, de 1978, e o da Espanha, de 1986.

Uma diferença entre esses sistemas e o SUS é que, no Brasil, apesar de o Estado ser obrigado a dar assistência de saúde gratuita à população, o governo, proporcionalmente, investe menos na área do que outros países.

De acordo com um relatório do Banco Mundial de 2017, mais da metade dos gastos totais com saúde no Brasil são financiados privadamente (individualmente e planos de saúde privados). No país, a despesa pública com saúde representa 48,2% do total, enquanto a média entre os integrantes da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) é de 73,4%. Já entre nações com condições econômicas semelhantes, o Brasil está acima apenas da média entre os países do BRICS (Brasil, Rússia, China, Índia e África do Sul), 46,5%.

Como afirma Alcides Miranda, médico especialista em saúde comunitária e professor de Saúde Coletiva na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), os demais países com sistemas de saúde universais como o SUS investem um valor, em relação ao PIB, bem maior do que o brasileiro. “Temos mais população e financiamento público que chega a um terço de outros países na saúde. Mas, mesmo com essas dificuldades, o SUS tem cumprido uma função de priorizar os mais vulneráveis e os mais expostos a riscos.”

O SUS britânico fornece remédios de graça?

A publicação que verificamos erra ao dizer que o NHS não fornece medicação “totalmente de graça”. O sistema britânico é financiado por impostos e fornece medicamentos de graça para doenças crônicas (como diabetes) e para alguns grupos populacionais, como idosos, menores de 16 anos, grávidas e pessoas beneficiadas por programas assistencialistas.

Para o resto da população, há uma taxa de até 9 libras (cerca de R$ 45) para medicações receitadas por médicos do NHS, pois os remédios são subsidiados pelo governo. Quando está internado, o paciente não paga pelo remédio. Remédios para câncer e infecções sexualmente transmissíveis (IST) não têm impostos.

“O NHS tem regras mais restritas sobre o que é ou não oferecido. O SUS, pela Constituição brasileira, deve oferecer tudo. Está escrito: ‘A saúde é um direito do cidadão e um dever do Estado’. Temos uma relação de medicamentos obrigatoriamente fornecidos, como para diabetes ou pressão alta. Se o remédio não estiver na lista, a pessoa pode judicializar [entrar com processo] e ganhar”, explica Oswaldo Yoshimi Tanaka, diretor da faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP).

O atendimento primário (em postos de saúde) é de graça e cobre praticamente toda a população britânica – o SUS, por outro lado, cobria cerca de 40% dos brasileiros até 2012. O NHS ainda oferece ambulâncias de graça, internações e assistência social para doenças mentais e tratamento dentário de graça para alguns grupos. Em alguns casos, oferece desconto, assim como o SUS, para que o indivíduo pague o resto.

Como é em outros países com mais de 200 milhões de habitantes?

Nenhum dos outros países com mais de 200 milhões de habitantes no mundo tem um sistema de saúde com atendimento integral para todos os cidadãos.

De acordo com Ivo Lima, mestre em Saúde Pública pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), países em desenvolvimento têm adotado como alternativa a adoção de sistemas baseados em seguros para ampliar a cobertura em vez da criação de um sistema universal. “Há a cobertura por um seguro, mas é básico. Há uma desigualdade relevante, porque pessoas mais pobres estão mais submetidas ao risco de adoecer, mas são as que menos têm acesso ao serviço de saúde”, afirmou. “É diferente do seguro nacional alemão (onde a cobertura está ligada ao emprego). Lá, não tem diferenças no acesso ao serviço de saúde”.

Saiba qual é o modelo em cada um dos outros países com mais de 200 milhões de habitantes:

China

Na China, o sistema público de saúde não é gratuito. Existem os seguros de saúde públicos e os privados. O seguro público é financiado em conjunto por empregados, empregadores e pelo governo. A depender se a região é urbana ou rural, mais ou menos desenvolvida, variam também as porcentagens de subsídio pelo Estado. Além de ajudar a financiar o seguro de saúde em si, os pacientes têm que pagar taxas pelos atendimentos e medicações prescritas, e parte desses gastos pode ser reembolsada posteriormente. Estimativas mostram que, em 2011, a parcela da população coberta por seguro de saúde público passava dos 95%. O sistema de saúde chinês era universal e gratuito até a década de 80. A partir daí, ele sofreu diversas reformas.

Índia

O acesso à saúde é um direito constitucional na Índia. Apesar disso, não há um sistema para atendimento universal como o SUS e, segundo a Newsweek, em 2018, 70% dos custos com saúde eram pagos pelos pacientes e essa foi a causa de quase 7% da população estar abaixo da linha da pobreza. Naquele ano, foi implantado o Modicare (em referência ao primeiro-ministro Narendra Modi), um programa que oferece cobertura de até 500 mil rúpias anuais por família (R$ 28,6 mil, na conversão do dia 7 de outubro) para tratamento hospitalar para moradores pobres de áreas rurais e urbanas (neste caso, usando como pré-requisito a ocupação e incluindo empregados domésticos e trabalhadores da área de construção, por exemplo). Quatro anos antes, havia sido criado o National Health Mission, que coordenou iniciativas como o combate à pólio.

Estados Unidos

Não há sistema universal de saúde – é necessário pagar para ter atendimento ou remédios. Em hospitais, o paciente pode não ser atendido se não tiver plano de saúde (é o caso de 10% dos norte-americanos, o equivalente a 30,4 milhões de pessoas). O governo subsidia planos de saúde para alguns grupos específicos, como idosos ou pessoas de baixa renda – no entanto, mesmo para eles o atendimento e os remédios não são de graça. Estudo publicado em março no American Journal of Public Health aponta que, dos pedidos de falência feitos nos EUA entre 2013 e 2016, 66,5% estavam ligados a dívidas de saúde.

Indonésia

Existe um programa de saúde pública criado em 2014, o JKN, com o objetivo de reduzir as dificuldades de acesso a serviços básicos pela população. O atendimento é feito por meio de seguros oferecidos pelo governo, com cobertura e preço que variam a depender do indivíduo – quem tem emprego formal, por exemplo, pode ter um seguro, parecido com o funcionamento do Inamps no Brasil, antes da criação do SUS. Em alguns casos, o seguro é de graça, como para populações vulneráveis. Vacinas básicas gratuitas são oferecidas para bebês, crianças em idade escolar e para meninas jovens, por exemplo. O atendimento em unidades básicas de saúde tem custo mais acessível, enquanto serviços mais complexos são bastante caros, segundo o Ministério das Relações Exteriores do Brasil.

Paquistão

De acordo com relatório de 2015 do Escritório Europeu de Apoio ao Asilo (Easo) da União Europeia, o sistema de saúde do Paquistão é fortemente privado. O relatório afirma que à época, mais de 65% da população rural não tinha acesso a instalações básicas de saúde ou serviços de qualidade. Segundo texto de 2018 do jornal Dawn, um dos mais prestigiosos do país, cerca de 51% da população paquistanesa não tem acesso a serviços básicos de saúde. O sistema de saúde público é descentralizado, o que significa que ele pode variar entre as diferentes regiões do país. Em 2015, o primeiro-ministro do país lançou um programa nacional de seguro de saúde (PMNHIP) voltado a famílias vivendo abaixo da linha de pobreza, e que atualmente atinge cerca de 4,7 milhões de pessoas, de 77 distritos diferentes (o país tem mais de 150 distritos). O programa consiste em fornecer cupons de saúde de valor fixo, para cobrir serviços emergenciais e de maternidade, por exemplo. Há também um segundo vale com valor maior para sete doenças consideradas de tratamento prioritário, como diabetes, câncer e HIV.

Nigéria

O país tem o National Health Insurance Scheme (NHIS), que é um órgão criado pelo governo federal em 1999. Ele funciona como um plano pré-pago: paga-se um valor regular fixo e os fundos dessa arrecadação devem ser destinados a Organizações de Manutenção em Saúde (HMOs), que administram os hospitais e clínicas da Nigéria. Contudo, o sistema de saúde no país é precário devido à corrupção governamental.

Repercussão nas redes

O Comprova verifica conteúdos duvidosos sobre políticas públicas do governo federal que tenham grande potencial de viralização.

A publicação foi feita no Twitter no dia 2 de outubro. Em 9 de outubro, tinha 25,7 mil res e 65,8 mil curtidas na rede social.

O Comprova é um projeto integrado por 24 veículos de imprensa brasileiros que descobre, investiga e explica rumores, conteúdo forjado e táticas de manipulação associados a políticas públicas. Envie sua pergunta ou denúncia de boato pelo WhatsApp 11 97795 0022.

Valor da marca Allianz cresceu 12% em 2018, para US$ 12,1 bilhões

Fonte: Allianz

A Allianz se tornou a seguradora número 1 no ranking global de marcas do relatório Interbrand 2019, divulgado hoje, 17. O valor da marca Allianz cresceu 12%, de US$ 10,8 bilhões, em 2018, para US$ 12,1 bilhões. 

“Temos orgulho de nos tornar a marca de seguros número 1 – um sinal de nossa estratégia, chamada de ´Simplicity Wins´ e transformação em ação. Nosso crescimento reflete um valor de marca global mais relevante, consistente e com serviços e produtos mais intuitivos. Assim, reequilibramos os negócios em áreas de alta demanda e rentabilidade”, diz Serge Raffard, head de Estratégia, Marketing e Distribuição do Grupo Allianz.  

“Este é apenas o começo. Continuamos nos esforçando para superar o desempenho não apenas do setor, mas também das principais marcas globais, permitindo que nossos clientes sigam em frente. Este é um elemento chave para criar atração para nossos produtos e serviços. Ao mesmo tempo, precisamos da pontuação mais alta no Net Promoter Score para garantir que nossos clientes obtenham a melhor experiência”, completa. 

Para Christian Deuringer, head de Gerenciamento Global de Marcas, há mais por vir. “É muito satisfatório alcançar este marco, desde entrar na tabela dos 100 melhores, em 2007, até nos tornarmos a marca de seguros número 1 em todo o mundo, agora em 2019, e a 43ª no ranking geral de empresas. Construindo nossa marca, aproveitando insights exclusivos e trabalhando em conjunto com nossos clientes para proporcionar uma experiência ainda melhor, enquanto investimos em parcerias sustentáveis ​​e inovadoras, como a Fórmula E, para aumentar nossa presença e relevância na vida dos clientes”.

Brasil é prioritário para a AXA, afirma Thomas Buberl

brokerslink 2019

O CEO mundial do grupo fez palestra no evento Brokerslink2019 em Bordeaux, França, e falou sobre o Brasil com o blog Sonho Seguro

“O Brasil é um país relevante em termos demográficos, perspectivas econômicas e oportunidades de crescimento de seguros. Sendo assim, o Brasil é um dos seis países de alto potencial que identificamos para os próximos anos, principalmente em nossos dois pilares estratégicos de crescimento: linhas comerciais e saúde.”

Assim Thomas Buberl, CEO mundial da AXA, define a importância do Brasil para o maior grupo segurador do mundo em seguros gerais. Em sua apresentação na 11a. Conferência Internacional Brokerslink, realizada em Bordeaux, França, entre os dias 16 a 18 de outubro, o executivo falou sobre como o seguro pode, em um mundo de incertezas, ajudar a sociedade (governos, empresas e indivíduos) entender e se preparar para os principais riscos globais.

CEO mundial da AXA destaca a importância do seguro em um mundo de incertezas

Depois de falar para corretores de seguros da rede internacional Brokerslink, ele concedeu a entrevista baixo ao blog Sonho Seguro. Leia mais:

Como a taxa de juro negativa afeta a empresa no papel de investidor institucional?

A situação atual não é nova. É o resultado de tendências de longo prazo que havíamos antecipado e integrado em nossa estratégia. Essa é uma das razões pelas quais decidimos dessensibilizar a AXA para riscos financeiros, principalmente com a aquisição da XL e do IPO em nossos negócios de vida nos EUA. Graças a essa mudança estratégica, a AXA gerará mais de 80% de seus ganhos com seguros (P&C) de propriedade e de acidentes, saúde e proteção. A recente queda nas taxas de juros nos conforta nessa mudança de estratégia e mostra que devemos seguir nessa direção que tomamos.

Como manter o retorno do portfólio de investimentos em um cenário de queda de juros? 

No atual ambiente de baixas taxas de juros, a AXA pode gerar alguns retornos adicionais em comparação com o mercado de renda fixa listado por meio de estratégias de crédito alternativas. Isso ocorre principalmente no espaço de crédito privado, incluindo empréstimos imobiliários e de infraestrutura, financiamento de portfólio, dívida corporativa privada, mas também em ativos securitizados. Além disso, essas estratégias de crédito menos cíclicas e voltadas para a sustentabilidade estão aprimorando a robustez do balanço do grupo, diminuindo a volatilidade e o risco de crédito e trazendo uma diversificação adicional.

Como a tecnologia está transformando o setor e como sua empresa reage a ele? 

As mudanças tecnológicas nos últimos dez anos oferecem múltiplas oportunidades para o negócio de seguros. Dados e tecnologias tornaram-se os principais impulsionadores da inovação, reformulando as expectativas dos clientes. Um trabalho significativo foi feito para digitalizar o modelo de negócios da AXA até o momento. Adaptamos nossa estrutura a uma nova entidade dedicada à inovação e investimos em nossa transformação digital. Nossa ambição é alavancar o potencial das novas tecnologias para desenvolver soluções inovadoras de seguros e serviços complementares, alinhados à nossa estratégia Payer to Partner.

É possível medir quanto a eficiência trazida pela tecnologia já se traduziu em rentabilidade?

A escala da revolução tecnológica que estamos testemunhando nos convida a repensar profundamente nossos processos e os serviços que oferecemos aos nossos clientes. Fortalecemos significativamente nossa capacidade de inovar, principalmente com a criação de entidades e equipes dedicadas. Esses esforços precisam ser apreciados com o tempo, mas já nos permitem atender a novas necessidades de proteção e fornecer seguro por meio de canais mais simples. Exemplos concretos são mais poderosos para ilustrar o potencial da tecnologia para nossos negócios. Por exemplo, nosso seguro paramétrico usa dados para automatizar o gerenciamento de indenizações. Os pagamentos são acionados automática e instantaneamente, caso a precipitação, a temperatura ou outro índice ultrapasse um limite pré-acordado. Pagamentos automáticos reduzem custos e aborrecimentos administrativos, permitindo a redução de brechas na proteção e, é nossa prioridade, ajudar a aumentar a satisfação do cliente.

Para este ano, qual é o investimento esperado em novos produtos e estratégias digitais? Você pode nos dar alguns detalhes sobre esses produtos e estratégias, e quais devem chegar ao Brasil?

Desde 2015, a AXA investiu mais de 1 bilhão de euros em inovação. Com a criação do AXA Next em 2019, decidimos investir € 200 milhões por ano em novos serviços e modelos de negócios inovadores. Decidimos concentrar nossos esforços de inovação em saúde, economia de plataforma, continuidade de negócios e novas soluções de mobilidade que consideramos atraentes territórios de crescimento futuro. Na área da saúde, por exemplo, estamos desenvolvendo serviços de telemedicina para melhorar o acesso a cuidados de qualidade e orientar os pacientes nos sistemas de saúde. No Brasil, investimos em soluções digitais para simplificar, acelerar e dar mais transparência aos nossos clientes e parceiros. Concentramos nossos esforços nos processos de vendas, mas também em indenizações e serviços.

O que atrai o investimento da AXA ao Brasil? 

O Brasil é um país relevante em termos demográficos, perspectivas econômicas e oportunidades de crescimento de seguros. Sendo assim, o Brasil é um dos 6 países de alto potencial que identificamos para os próximos anos, principalmente em nossos dois pilares estratégicos de crescimento: linhas comerciais e saúde.

A queda das taxas de juros no Brasil muda a estratégia do grupo no país? 

Temos um projeto de longo prazo para o Brasil. O país está entre os seis mercados prioritários para o grupo. Nosso objetivo é estar entre os cinco principais nas linhas de negócios em que operamos – e nessa perspectiva de longo prazo, são esperadas flutuações econômicas e não reduzem nosso apetite pelo Brasil.

Qual é a estratégia do grupo AXA no Brasil?

Nossa aposta no Brasil começou há cinco anos com a ambição de se tornar um participante relevante em grandes riscos e parcerias de afinidade. Agora somos reconhecidos nesses dois mercados e expandiremos nossas atividades para alcançar cada vez mais o segmento de pequenas e médias empresas em linhas comerciais, reforçando nossa capacidade de oferecer soluções inovadoras para os clientes de varejo do segmento C por meio de parcerias. No Brasil, aproximadamente 70% das PMEs não possuem nenhum tipo de apólice de seguro. É um trabalho árduo mostrar aos empresários brasileiros a importância de estar segurado. É um comportamento cultural. Portanto, para chamar a atenção, oferecemos muitos serviços úteis e o corretor é um profissional chave nesse processo.

Há interesse em atuar na área de saúde no Brasil?

Como já anunciamos, estamos interessados ​​em entrar no mercado de seguros de saúde. O Grupo AXA já é um forte participante no seguro de saúde em todo o mundo, com uma forte experiência em inovação e saúde digital. Portanto, é natural estender esse conhecimento para o Brasil. Segundo o Instituto Setorial de Seguros de Saúde (IESS), ter um seguro de saúde é o terceiro maior desejo do povo brasileiro. No entanto, menos de 25% da população é coberta pelo seguro de saúde. Portanto, temos um mercado enorme para explorar, mas conhecemos os desafios. Nossas equipes no Brasil estão estudando o mercado, as oportunidades.

CEO mundial da AXA destaca a importância do seguro em um mundo de incertezas

brokerslink 2019

Thomas Buberl, CEO mundial da AXA, tido como um dos mais influentes da indústria de seguros, falou por quase 45 minutos para uma plateia de mais de 300 profissionais de seguros, em sua grande maioria corretores ligados a rede internacional fundada em 2004 e que hoje atua em mais de 80 países. 

O tema central era como o seguro pode, em um mundo de incertezas, ajudar a sociedade (governos, empresas e indivíduos) entender e se preparar para os principais riscos globais. “As sociedades vivem um nível sem precedentes de incerteza. Instabilidades políticas e novas linhas de poder questionam os equilíbrios passados ​​que julgávamos imutáveis. No plano econômico, inflação baixa, taxas de juros declinantes e crescimento moderado representam uma preocupação crescente. 

Desafios globais, como as mudanças climáticas e a revolução tecnológica, ameaçam o modelo de negócios tradicional das empresas enquanto conduzem profundas mudanças regulatórias. Em um contexto em que a necessidade de proteção e estabilidade é tão forte, o seguro tem um papel especial a desempenhar”, afirmou.

O cenário mundial descrito pelo CEO mundial da AXA é sombrio com as incertezas sociais, políticas e agravamento dos riscos tecnológicos e climáticos. Mas o otimista esteve presente em todas as suas considerações. “Há muitos riscos. Riscos que podemos juntos mitigar. Contribuir para as pessoas viverem melhor é algo positivo para todos. Seguradoras e corretores podem criar juntos soluções para a sociedade que demanda proteções.  E essa parceria construirá um novo modelo de negócio, sustentável para todos nós.”.

Ele ressaltou que a AXA tomou decisões estratégicas para se tornar a líder global de seguros de linhas comerciais (Property&Casualty/P&C). “Nossa experiência e tamanho são fundamentais para ajudar os corretores a atenderem seus clientes a enfrentarem grandes riscos, de mudanças climáticas a ataques cibernéticos. Como uma seguradora global com bases sólidas e saúde financeira robusta, a AXA também está comprometida em assumir um papel ativo em trazer soluções concretas graças à inovação, como a telemedicina, e em criar novos ecossistemas de saúde, como fizemos no México e no Egito”, afirmou o executivo aos corretores da Brokerslink.

A jornalista viajou a convite da corretora MDS para cobrir evento da rede internacional de corretores Brokerslink 2019, da qual é representante no Brasil

Como será a “Indústria de Seguros 4.0”, segundo o CEO da IIS

brokerslink 2019

Como será a indústria de seguro no futuro? Esta foi uma das questões abordadas por Michael J. Morrissey, presidente e CEO do International Insurance Society (IIS). “Insurance 4.0 vai muito além de novos produtos, novos riscos e nova forma de fazer o seguro chegar aos clientes. Significa uma concepção totalmente nova sobre o que o seguro pode ser e fazer pela sociedade”, afirma. 

Segundo ele, existem três tipos separados, mas conectados, de interrupções acontecendo simultaneamente: transformação tecnológica, perturbação econômica e ruptura social. Ele descreveu a revolução do mundo e como ela traz desafios para o mercado de seguros do futuro. Ele destacou o envelhecimento em várias partes do mundo, com consequências na economia, como o financiamento de aposentadoria e de assistência médica. Já outros países, principalmente no Hemisfério Sul, têm grande desequilíbrio, com pessoas mais jovens e sem oferta de emprego na na quantidade necessária. 

Além desses fatores, ele citou também as mudanças nos hábitos de consumo. As pessoas querem poder usar as coisas sem necessariamente possui-las, os conceitos de trabalho mudaram, e a igualdade de renda e igualdade de gênero são questões importantes. “Tudo isso exige uma rápida mudança da indústria de seguros”, sentenciou.

Ele recomenda que a indústria deve atrair mais a atenção dos governos, abrindo um canal de comunicação mais amigável com políticos diante do poder que tem como investidor de longo prazo. Globalmente, o setor possui mais de US$ 35 trilhões em ativos investidos. “Como investidoras institucionais, de longo prazo, ao lado de fundos de pensão, são vitais para o financiamento da infraestrutura. Recursos para financiar projetos de crescimento para o mundo emergente e financiamento de reconstrução para o mundo desenvolvido. Certamente isso chama a atenção dos estrategistas políticos e, portanto, esse atributo pode contribuir para melhorar a estatura do setor”, afirma.

Ter regulamentações mais aderentes é vital para enfrentar as mudanças do setor. Alguns especialistas afirmam que todas as seguradoras serão empresas de tecnologia. Mas todos os atuais players serão? Segundo ele, não. “Alguns não têm a mentalidade para se adaptar à inovação. Conheço muitas seguradoras que empregam apenas versões ligeiramente modernizadas dos mesmos processos que já existem há mais de 100 anos e que ainda sobrevivem. Elas continuarão tentando manter o jogo como sempre foi até serem realmente forçadas a mudar. Acredito que o movimento Insurance 4.0 apresentará uma consolidação acelerada da indústria global, impulsionada pelos líderes que avançam “em” e “na” tecnologia.”

Certamente, afirma ele, a melhor utilização dos dados pelas seguradoras levará a preços mais acessíveis e redução de fraudes, otimizando os ciclos de subscrição. Por sua vez, isso fará com que o setor se torne mais ativo em gerenciamento de risco do que em pagamento de indenizações. “Fico chocado ao descobrir que muitas pessoas ainda pensam que nossa indústria existe apenas para pagar indenização a pessoas depois que coisas ruins acontecem. De fato, o papel do setor na mitigação e até na prevenção de perdas antes que elas ocorram é a principal razão para o rápido aumento de parcerias pelos governos para ajudá-los a antecipar e reduzir, e não apenas pagar as perdas”, afirma.

Para Morrissey, o maior valor da indústria para seus clientes será a capacidade de prever melhor os riscos e mitigar perdas como com eventos climáticos extremos, ataques cibernéticos, riscos ambientais e terrorismo. “Veremos, certamente, uma consolidação em torno de seguradoras especialistas e não mais em grandes seguradoras”, prevê. A verdadeira mudança está em centrar o modelo de negócios no atendimento das necessidades do cliente. “Quando isso realmente acontecer, chegaremos no esplendor do Insurance 4.0! Um novo nível de organização e controle sobre toda a cadeia de valor de um produto personalizados a um cliente consciente dos riscos.”

Kaspar Mueller é nomeado presidente da Swiss Re para a América Latina

Fonte: Swiss Re

Kaspar Mueller, atualmente COO de resseguradora, foi nomeado presidente da Swiss Re para a América Latina, a partir de 1º de novembro de 2019 e ficará baseado em Miami. Ele sucede a Urs Baertschi, que recentemente foi nomeado CEO da Swiss Re para Europa, Oriente Médio e Ásia.

Kaspar é um líder com forte experiência na definição e na condução de estratégias de resseguros da Swiss Re. Possui larga experiência nos mercados da América Latina, atuando de 2012 a 2015 como Head Regional de Estratégia e Operações para os EUA, Canadá e América Latina. Também já presidiu o Supervisory Committee da Swiss Re no Brasil. Kaspar iniciou sua carreira como analista financeiro para investimentos alternativos na Swiss Re e também trabalhou como consultor sênior para clientes de seguradoras e bancos em uma empresa de consultoria.

“O trabalho de Kaspar será desenvolver e executar a estratégia da Swiss Re baseado no trabalho de seu antecessor levando os negócios e o relacionamento com clientes na América Latina para um próximo patamar. Estou ansioso pelo seu retorno à região e desejo-lhe muito sucesso”, comemora Eric Smith, presidente e CEO da Swiss Re Americas.

Liberty Seguros lança campanha para corretores com novos produtos

Conexão Mundo e Conexão Brasil: emissões de apólices poderão premiar corretores com viagens para destinos como Portugal e Praia do Forte

Fonte: Liberty Seguros

A Liberty Seguros lança mais uma edição de suas campanhas para corretores parceiros – a Conexão Brasil e a Conexão Mundo. Ambas as iniciativas consistem em rankings de pontuação que irão premiar os participantes vencedores com viagens a destinos nacionais, como a Praia do Forte, e fora do Brasil, para Portugal, além de vouchers para resgatar no catálogo de premiação.

Os produtos participantes são Auto, Vida, API, Caminhão, Frota, Comércio e Serviços, Residência, Engenharia, Responsabilidade Civil e Transporte, além dos seguros Imobiliário e Fiança Locatícia, que não eram considerados nos outros anos. Além disso, neste ano, a campanha conta com uma categoria especial de Vida, na qual parceiros que se destacarem em vendas desse tipo de seguro concorrem a viagens nacionais e prêmios catalogados

São válidas todas as vendas (novas e renovações) durante o período da campanha, que vai de outubro deste ano até fevereiro de 2020. 

Conexão Brasil – Os corretores serão divididos em grupos com um número limitado de vagas para cada região do país e devem apresentar um crescimento mínimo de 7% nas suas emissões de apólice em relação ao mesmo período do ano anterior, além de um índice combinado igual ou inferior a 100%.  Os parceiros vencedores desta etapa serão premiados com uma viagem com acompanhante para Praia do Forte, na Bahia. 

Além das viagens, como parte da Conexão Brasil, os corretores vencedores também ganharão um voucher de e-commerce no valor de R$1.500,00 que pode ser convertido em produtos de lojas como Americanas, Fast Shop, Casas Bahia, entre outras.  Ao todo, nessa etapa, serão realizadas 161 viagens com acompanhante e mais de 100 vouchers distribuídos.

Conexão Mundo – Assim como a Conexão Brasil, a Conexão Mundo também dividirá os participantes em chaves separadas por região. No entanto, para essa ação, os corretores deverão apresentar um crescimento mínimo de 5% em relação ao mesmo período do ano anterior e índice combinado igual ou inferior a 100%. Os parceiros vencedores deste ranking serão premiados com 61 viagens internacionais com acompanhante para Portugal. 

“Na Liberty Seguros nós temos muito orgulho dos nossos corretores, da parceria e dos resultados apresentados por eles a cada ano. Com essas duas campanhas de incentivo, nossos principais objetivos são reconhecer a importância desses profissionais para nosso negócio, reforçar nossa conexão e estimulá-los com recompensas pela sua dedicação”, diz Marcos Machini, Vice Presidente Comercial da Liberty Seguros.

Os ganhadores da Conexão Brasil e Conexão Mundo serão divulgados pela própria seguradora ao fim da campanha, em abril de 2020.

UNEP-FI dedica o dia ao seguro para promover práticas sustentáveis no setor

Mesa Redonda Regional da Iniciativa Financeira do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente acontece em São Paulo

Fonte: CNseg

A Mesa Redonda Regional da Iniciativa Financeira do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP-FI), que aconteceu em São Paulo (SP) na terça-feira, 15 de outubro, teve um dia de programação voltada para o seguro. O evento contou com a abertura do superintendente de Relações de Consumo e Sustentabilidade da CNseg, Pedro Pinheiro, e da vice-presidente de Capital Humano, Administrativo e Sustentabilidade da SulAmérica Seguros e presidente da Comissão de RH da CNseg, Patricia Coimbra.

Em sua participação, Pedro Pinheiro destacou a importância de, ao pensarmos na sustentabilidade do setor de seguros brasileiro, considerarmos que o Brasil é um país de renda baixa. O superintendente da CNseg destacou a segmentação dos mercados de ramos elementares e de pessoas para adaptar a materialidade da agenda global ao contexto nacional. Ele também repassou alguns temas da agenda econômica, social e regulatória que pautarão o desenvolvimento do setor de seguros no curto e médio prazo, como a reforma da previdência social, o incentivo à comercialização de seguros por meios digitais no projeto de inovação (sandbox) da Susep e a incorporação de critérios ambientais, sociais e de governança na gestão de investimentos das seguradoras.

Patrícia Coimbra, por sua vez, abordou a trajetória dos Princípios para Sustentabilidade em Seguros (PSI, na sigla em inglês) no Brasil e a importância da integração das questões ambientais, sociais e de governança na estratégia e no dia-a-dia dos negócios.

No painel seguinte, o líder da Iniciativa Financeira do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP-FI, na sigla em inglês), Butch Bacani, falou sobre como os PSI estão moldando a agenda global de seguros sustentáveis, com cada vez mais empresas ao redor do mundo adotando práticas de sustentabilidade desde a criação dos Princípios. “O papel do seguro não deve se limitar a cobrir o choque financeiro, devendo ser ativo no gerenciamento de riscos para a transição para um futuro mais sustentável. A maneira como os investimentos serão feitos também tem impactos para uma agenda de seguros sustentável”, afirmou.

Bacani também informou que o PSI vai lançar o primeiro estudo sobre os riscos do plástico para o mercado de seguros, visando uma agenda de economia azul que garanta que os oceanos sejam sustentáveis. “Se queremos resolver os problemas climáticos, temos que resolver o problema dos oceanos. Tudo está relacionado”, disse. Ele também destacou a importância da preservação dos patrimônios naturais e culturais, como o parque de Foz do Iguaçu e a ilha de Fernando de Noronha. “É triste é que mais da metade dos sítios naturais no mundo – as joias da coroa da humanidade – estejam ameaçados, mas a indústria de seguros pode exercer um papel importante para protegê-los”, concluiu.

No painel seguinte, que abordou a integração dos riscos Ambientais, Sociais e de Governança (ASG) na subscrição de seguros, a superintendente de Estratégia de Negócios e Engenharia de Riscos da Mapfre Brasil, Helga Tomagnini, falou sobre o guia produzido pela seguradora sobre aspectos de sustentabilidade em grandes riscos. “Queríamos trazer esse trabalho para uma ação prática. Nós já fazíamos comitês ambientais e de governanças e queríamos colocar isso no nosso dia a dia da subscrição e o resultado foi o guia”, afirmou.

Comentando a experiência da Mapfre, Pedro Pinheiro afirmou que o guia permite o engajamento com o cliente para melhorar o gerenciamento de risco, o que é muito importante e faz parte da função social do setor. “Hoje, as seguradoras já têm áreas de sustentabilidade integradas às áreas de negócio e a expertise que os resseguradores trazem também é muito importante”, afirmou.

O superintendente da CNseg também abordou os indicadores do Relatório de Sustentabilidade do Setor de Seguros, editado anualmente pela Confederação, que apresentam um diagnóstico setorial sobre a integração dos fatores ASG (Ambiental, Social e Governança) não só no planejamento estratégico, mas também na política de subscrição de riscos. “Os indicadores apontam que ainda há um caminho importante a percorrer, mas experiências como as que estamos comentando hoje demonstram que as empresas brasileiras são inovadoras e acompanham as tendências globais de integração das questões ambientais, sociais e de governança ao negócio”.