Arrecadação de título de capitalização avança 12%, para R$ 17 bi

Fenacap

Fonte: FenaCap

Os Títulos de Capitalização são produtos que reúnem soluções de negócios com sorteios. De acordo com a Federação Nacional de Capitalização (FenaCap), entre os meses de janeiro e setembro, as empresas do segmento registraram receita acumulada de R$ 17,4 bilhões, avanço de 12,1% em relação ao mesmo período do ano anterior,  batendo, em setembro, o percentual de crescimento projetado para 2019.  

Os números divulgados pela FenaCap mostram, ainda, que as empresas do setor distribuíram R$ 870 milhões em sorteios para clientes contemplados de todo o país. O valor representa um crescimento de 1,2% em relação ao mesmo período de 2018 e ao pagamento de R$ 4,6 milhões de prêmios em dinheiro por dia útil, até setembro. Os resgates finais e antecipados ultrapassaram R$ 13,7 bilhões, registrando um crescimento de 4,4%. E o volume das reservas técnicas, constituídas pelos recursos de clientes com títulos de capitalização ativos, cresceu 3,9%, fechando o período em R$ 30,5 bilhões.

O mercado de Capitalização tem 17 milhões de clientes, entre pessoas físicas e jurídicas. “Mesmo que o cenário permaneça desafiador, as empresas estão empenhadas em oferecer soluções para facilitar a formação de reservas e proteger conquistas, assim como proporcionar melhores experiências de consumo”, assinala Marcelo Farinha, presidente da FenaCap.  

Swiss Re: perspectiva da economia global e do mercado de seguros para 2020 e 2021

Fonte: Swiss Re

Os mercados de seguros continuarão apoiando a resiliência, com a previsão de crescimento dos prêmios globais de 3% anualmente em termos reais em 2020 e 2021. Isto, em um momento em que a economia mundial está desacelerada

No último sigma, “Sustaining resilience amid slowing growth: global economic and insurance market outlook 2020/21” (Manter a resiliência em meio a um crescimento desacelerado: perspectiva da economia global e do mercado de seguros para 2020 e 2021), o Swiss Re Institute (SRI) prevê um crescimento para os EUA e zona do euro de 1,6% e 0,9%, respectivamente, abaixo do consenso. O principal motor da economia global será a Ásia emergente, com crescimento de aproximadamente 6% na Índia e na China. A contribuição do seguro para a resiliência também será maior nessa região. Na China, os prêmios de não vida têm previsão de crescimento de 9% em 2020, e de 11% para os prêmios de vida.

“Nossa perspectiva sobre o crescimento global diminuiu em relação ao ano anterior”, afirmou Jerome Jean Haegeli, economista-chefe do Grupo Swiss Re. “O conflito comercial entre os EUA e a China foi muito maior que o previsto. Em um sentido mais amplo, os desenvolvimentos geopolíticos não melhoraram. Pelo contrário, observamos mais polarização em todo o mundo, o que intensificou o ambiente de incertezas, inclusive para os negócios. Daqui para frente, apesar dos recentes sinais de trégua, o conflito comercial entre os EUA e a China apresenta o principal risco ao crescimento global, em nossa opinião.”

Japanização: quem será atingido?

Devido ao cenário de deterioração do comércio e dos desenvolvimentosgeopolíticos do último ano, o SRI diminuiu as previsões de crescimento para os mercados avançados. A previsão do SRI é de que o crescimento do produto interno bruto (PIB) nos EUA diminuirá, de 2,3% esse ano, para 1,6% em 2020, à medida que os efeitos do estímulo fiscal desaparecem e as tensões comerciais com a China continuam. A previsão do consenso para 2020 é de 1,8%. O risco de uma recessão nos EUA permanece elevado, a 35%, mas o SRI não se baseia neste cenário. De acordo com a análise do sigma, dos países do G4 (EUA, China, Japão e Alemanha) a economia dos EUA é a mais resiliente, com expectativa de um ligeiro crescimento de 1,8%.

O SRI reavaliou a previsão de crescimento da zona do euro para 2020 e diminuiu, de 1,4% um ano atrás, para 0,9% (também abaixo do consenso). Devido ao perfil demográfico idoso, a zona do euro, mais que os EUA, está em 2021 em risco de entrar em um período de crescimento baixo, inflação baixa e taxas de juros baixas, conhecido como “Japanização”.

No entanto, sem uma reforma, a experiência da Japanização na zona do euro pode ser mais desafiadora do que no Japão. Alguns dos aspectos do período de três décadas de inércia econômica do Japão, que muitas vezes são ignorados, o país tem gerenciado superávit em transações correntes, e observado altos níveis de produtividade da mão de obra observados e, nos últimos anos, também um crescimento do PIB per capta.

“Com níveis mais baixos de produtividade e inovação técnica, a zona do euro terá êxito em um estado de inércia econômica assim como o Japão o fez”, afirmou Haegeli. “Uma exigência fundamental é ter estabilidade em um sistema financeiro bem capitalizado para apoiar as necessidades de investimento das empresas. Para isso, incentivamos a formação de uma união de fundos na zona do euro para reciclar fundos, melhorar os canais de financiamento de empresas e reduzir a dependência de empréstimos bancários.”

Em termos agregados, o crescimento dos mercados emergentes deve observar uma melhora modesta nos próximos dois anos. Enquanto a Ásia, particularmente a Ásia emergente, permanecerá sendo o motor do crescimento global, também existe um impulso positivo em outras regiões. As perspectivas para alguns países grandes da América Latina, notavelmente o Brasil, melhoraram em comparação com o ano passado, e o crescimento na África também está se fortalecendo moderadamente. O conflito comercial contínuo com os EUA influenciará o crescimento da China, mas com o crescimento fiscal e a flexibilização monetária, o SRI prevê um aumento de 6,1% no PIB para o próximo ano.

As taxas de juros baixas e negativas permanecerão

As iniciativas de políticas monetárias foram cruciais, necessárias e bem- sucedidas em resposta à crise financeira global. Mas, “a longo prazo, as taxas de juros negativas são prejudiciais, levando a poupanças familiares maiores, má distribuição de capital, níveis elevados de dívidas, e rentabilidade mais baixa de bancos e também seguradoras”, afirmou Haegeli. “A curto prazo, o cenário de baixo crescimento não significa necessariamente que os mercados financeiros terão um mau desempenho, não enquanto os bancos centrais permanecerem em um modo acomodatício. No entanto, as políticas monetárias relaxadas a longo prazo aumentam o espectro da instabilidade financeira.”

Com opções de políticas monetárias praticamente esgotadas, as novas receitas de crescimento são necessárias para compensar os ventos desfavoráveis das incertezas demográficas, políticas e de protecionismo. Para melhorar a produtividade, é necessário intensificar os esforços de reformas do lado da oferta e aumentar os investimentos públicos. Os estímulos fiscais provavelmente permanecerão nos próximos anos. Eles podem aumentar a capacidade produtiva de uma economia, por exemplo, através de investimentos sustentáveis e projetos de infraestrutura.

O seguro apoia a resiliência

Os seguros são um fator de contribuição fundamental para a resiliência da economia, principalmente quando o crescimento abranda: quando famílias e empresas têm acesso a compensações financeiras para eventos de perda, a capacidade inerente de uma economia absorver impactos melhora. Animadoramente, o setor global de seguros continua crescendo em tendência. Os prêmios de vida e não vida têm previsão de aproximadamente 3% de aumento em 2020 e 2021. Ao eliminar as lacunas de proteções que existem, a indústria de seguros pode apoiar ainda mais a resiliência macroeconômica.

A Ásia emergente é considerada um dos principais impulsionadores do crescimento da indústria com a China, onde os prêmios de não vida têm previsão de crescimento de 9% em 2020, e de 11% para os prêmios de vida, na liderança. Mais além, o SRI prevê que a China será responsável por 60% de todos os prêmios de seguros na Ásia nos próximos 10 anos. Ampliar a partilha de riscos incluirá coberturas não auto pessoais, particularmente, de saúde e médicas. “O crescimento exponencial do mercado médico privado médio na China, com prêmios subindo até 1500% nos últimos dois anos, oferece um indício do tamanho do potencial”, continua Haegeli. “Os níveis de resiliência em outros mercados emergentes podem ser fortalecidos significativamente com os ensinamentos da experiência da China.”

O preço dos seguros de não vida se fortaleceram, impulsionados pelo aumento dos custos de perda de catástrofe de propriedades e acidentes dos EUA, e o SRI espera que isto continue. A rentabilidade tem aumentado em ambos seguros de vida e de não vida, embora isto também seja devido aos lucros realizados do portfólio de investimentos. No entanto, caso haja uma recessão, a demanda por seguros geralmente cai junto com a desaceleração econômica. Por exemplo, para o setor de não vida em geral, a análise mostra que uma queda de 50 pontos-base na curva de rendimentos, um cenário plausível nos baixos níveis de rendimento do mercado atual, ampliaria a lacuna de rentabilidade estimada do setor existente de 6–9% de prêmios em 1,2–1,5%.

Em parte, compensar o impacto da taxa de juros pode ser um efeito da desinflação de créditos. Algumas linhas de negócio, como os acidentes, tendem a beneficiar da gravidade reduzida de sinistros por meio de motores econômicos (por ex., inflação salarial e despesas médicas). Por outro lado, a inflação social (o impacto das alterações no sistema de infrações através do qual a maioria dos pedidos de indenização é efetuada) está fazendo pressão sobre os custos de perda. Isto está se tornando um tema predominante, especialmente nos seguros de indenização dos EUA. Além disso, o cenário de baixas taxas de juros significa que os retornos de investimentos permanecem enfraquecidos, o que continuará a prejudicar a rentabilidade, uma preocupação cada vez maior para as seguradoras de vida.

A experiência das seguradoras no Japão em três décadas de baixo crescimento e baixas taxas de juros oferece indicadores a outras regiões que estão enfrentando um cenário semelhante de inércia econômica. Na busca por rendimentos, as seguradoras do Japão investiram muito mais dos seus ativos no exterior. As seguradoras de não vida também se tornaram mais agressivas nas estratégias de investimento, reduzindo significativamente os recursos em caixa e empréstimos, e aumentando a exposição no mercado de ações. No ramo de vida, as seguradoras também alteraram a combinação de produtos para compor produtos de saúde com margem mais elevada e produtos com poupança menos sensíveis às taxas de juros.

ABGR: Segmento de grandes riscos pode crescer em novos negócios em 2020, afirma HDI

Guillermo Léon, CEO da HDI Global no Brasil, conversou com o blog Sonho Seguro sobre a gestão de riscos em grandes conglomerados durante o XIII Seminário Internacional da Associação Brasileira de Gerência de Riscos (ABGR), que aconteceu nos dias 12 e 13 de novembro, no World Trade Center, em São Paulo. O evento reúne risk managers e líderes do mercado de seguros do país para debates sobre como ter o melhor programa de seguros em tempos de tantas transformações tecnológica, perturbação econômica e ruptura social.

Qual a estratégia da companhia em grandes riscos?

A HDI Global é uma seguradora especializada em grandes riscos, operamos com os Produtos de Property, Engenharia, Liability, Marine, Financial Lines e Surety. Temos como objetivo atender as necessidades dos clientes por meio de soluções rápidas e personalizadas.Conhecer com detalhes as necessidades do cliente, mantendo transparência e confiança mútua na relação com os Segurados e Corretores, é um fator essencial para o sucesso de uma operação de grandes riscos. Trabalhar com Underwriters experientes e especializados, com perfil técnico e, ao mesmo tempo, comercial, é outro fator essencial para que se possa atingir as expectativas dos clientes. Em 2019 estaremos encerrando o 5º ano de operação da companhia no Brasil, sendo que todos os produtos apresentaram um excelente crescimento neste período. Neste ano, começamos a operar com o Seguro Garantia, nos preparando para o aumento de demanda pelo produto, a partir do impacto que a mudança na Lei das Licitações e a retomada do crescimento da economia devem trazer ao mercado.

Quais os investimentos nesta área?

Os investimentos estão sendo feitos através de novas instalações, contratação de funcionários especializados, desenvolvimento de TI, aumento de capital e intercâmbio com o exterior.

Qual a expectativa de retomada deste segmento para 2020?

As expectativas são muito boas, mas com cautela, pois a recuperação da economia do país será lenta.  As medidas que se iniciaram neste ano e o que se desenha para 2020 devem ser sentidas no médio prazo, e o mercado de seguros de Grandes Riscos pode experimentar um crescimento substancial em oportunidades de novos negócios.

Quais as áreas de mais interesse do grupo?

Entendemos que, em 2020, enfim serão iniciados os projetos de infraestrutura que o Brasil tanto precisa. Com isso, enxergamos muitas oportunidades para o nosso setor, com destaque para Surety, depois Engenharia e, por consequência, também os produtos de Property, Marine e Liability. Com a retomada do crescimento da economia, todos os produtos de Grandes Riscos terão uma perspectiva de novos negócios e crescimento.

Mundialmente, acredita que haverá capital disponível para o Brasil diante dos acidentes ambientais e política do atual governo com a polêmica sobre a Amazônia?

Sim, entendo que a capacidade de capital, de resseguro e de investimentos está mais ligada ao risco a ser segurado e ao crescimento econômico do País.

Como a tecnologia tem impactado as coberturas de grandes riscos?

Ainda não se sente no Brasil um impacto tão grande da tecnologia nas coberturas para Grandes Riscos, como nos seguros de Varejo ou Pessoais. Esse movimento está mais forte no contexto do desenvolvimento das seguradoras para fazer frente à rápida evolução que o mundo apresenta.

O grupo participa de alguma experiência com blockchain que já simplifica os contratos de multinacionais no Brasil?

Neste momento, não temos tido essa experiência.

Tokio Marine é a seguradora oficial da F-1 no Brasil, informa Valor Econômico

formula 1 seguro

Para cobrir riscos com a realização, infraestrutura, alimentação e segurança das mais de 150 mil pessoas que devem circular pelo Autódromo de Interlagos de sexta a domingo, a Fórmula 1 contratou US$ 100 milhões em coberturas com a Tokio Marine, escolhida seguradora oficial do Grande Prêmio Brasil 2019, informa o Valor Econômico.

O contrato foi fechado na terça-feira, 12, e tem como principal contratante a International Publicity (Interpub), organizadora do evento. A parte de resseguro ficará dividida entre IRB Brasil Re, XL Catlin Group (Reino Unido) e HDI Global (Alemanha), traz o Valor.

“Fizemos também a proposta de cobertura contra cancelamento do evento por questões incontroláveis, como chuva, desaparecimento de um piloto ou outra eventualidade do gênero. Mas isso ainda não foi aprovado”, afirma Felipe Smith, diretor executivo de produtos pessoa jurídica da Tokio Marine.

Em outro texto, a jornalista Roseli Loturco conta que Dulce Thompson, corretora de seguros de entretenimento da empresa que leva o seu nome, é uma das brokers que estão envolvidas no milionário processo de seguros da Fórmula 1.

Há mais de 20 anos trabalhando com exclusividade para a F1, a corretora diz que, apesar de não ser obrigatório, o maior risco que a competição carrega para seguradoras e resseguradoras é o de cancelamento do evento por condições aleatórias, como a climática. “Este é o maior fantasma do produtor e do segurador de um grande evento porque perde o budget inteiro e tem que arcar com todas as despesas. Mas não é todo ano que os promotores contratam o seguro de cancelamento, que pode representar até 2% do custo total da produção do evento”, avalia Dulce Thompson.

ABGR: LGPD aumenta demanda por seguro cibernético

A nova lei de proteção de dados tem aumentado o interesse das empresas pelo seguro. Com mediação de Camila Calais, advogada e sócia da Mattos Filho, o painel “Cyber risks e LGPD’’ realizado no evento da ABGR discutiu privacidade e mercado de seguros cibernéticos.

Os palestrantes foram Alberto Bastos, sócio da Módulo S/A;  Claudio Macedo, fundador da Clamapi Seguros Cibernéticos; Marta Helena Schuh, head cyber insurance da Marsh Brasil; Fernando Saccon, superintendente de Linhas Financeiras da Zurich e Flavio Sá, gerente de linhas financeiras da AIG Seguros.

Segundo Macedo, é necessário investir em segurança independentemente da Lei Geral de Proteção de Dados entrar ou não em vigor: “O risco operacional é maior do que a multa da LGPD”.

Leia a entrevista que Flavio Sá, da AIG, e Marta Helena Schuh, da Marsh, concederam ao blog Sonho Seguro.

A nova lei muda muito o risco para as empresas. Pode citar as principais mudanças?

Flávio Sá – A nova lei deverá trazer uma mudança de cultura e mentalidade, pois as áreas da empresa deverão estar muito integradas, pois segurança da informação não é somente responsabilidade de T.I, mas também é de Compras, Jurídico, Comercial. Também deveremos ver um aquecimento do mercado de segurança da informação como um todo, e isso pode incluir startups que têm surgido com soluções que vão desde soluções de segurança de informação até consultorias específicas sobre a Lei de Proteção de Dados, além de uma especialização no assunto como um todo em diferentes economias. Outros dois pontos que valem ser destacados:

  • a sociedade estará mais a par dos diferentes casos de vazamento de dados, uma vez que as empresas serão obrigadas a reportar a seus clientes afetados.
  • deveremos notar mais exigência de empresas internacionais quanto à adequação das empresas nacionais quando o assunto é segurança da informação.

Consequentemente há novos riscos com a chegada desta lei…

Marta Helena Schuh – Sim. Esses sao alguns deles:

  • Regulatório frente a conformidade – lembrando que empresas que não cumprirem podem ser multadas em 2% a R$50 milhões, assim como sofrerem sanções e até mesmo suspensão de suas atividades;
  • Riscos de reputação – com a obrigatoriedade de notificar incidentes, as empresas podem ter um impacto reputacional negativo;
  • Perda de receita;
  • Riscos de responsabilidade pela privacidade de dados – usuários ao terem sua privacidade violada podem acionar a empresa em questão judicialmente e receber eventuais indenizações.

Como a AIG pode ajudar o gestor de risco a criar um plano de gestão?

Sá – As apólices de Seguro Cyber da AIG têm como diferencial a oferta de serviços adicionais focados na prevenção e atendimento imediato pós-evento, realizados por terceiros. Nesse sentido, podemos dizer que as apólices de Cyber vão caminhar pra uma tendência de apólice de serviço, pois os clientes já. veem valor nos benefícios agregados de prevenção. Isso já acontece muito no exterior. Por exemplo: o setor bancário contrata apólices de Cyber e utiliza muito os serviços de monitoramento de web. No Brasil, nossas apólices já são complementadas por serviços adicionais de monitoramento de IPs e treinamento de equipes focados na prevenção.

E a Marsh?

Marta Helena Schuh – Vivemos a era da hiperconectividade, em que toda e qualquer indústria possui exposição ao risco diante da utilização de tecnologia em suas operações e que podem resultar na paralisação de suas atividades e perdas comerciais. No entanto, muitas organizações não estão abordando o problema estrategicamente para criar respostas efetivas e cruzadas a esse risco. A maioria das empresas não entende a magnitude da ameaça que o ciberataque oferece e não estão calculando o custo possível do mesmo.

Como esta o mercado de riscos cibernéticos, com demanda em alta, preços estáveis, coberturas que atendem as necessidades dos clientes?

Sá – A maturidade do mercado, casos mais frequentes de ataques cibernéticos, conscientização da importância da seguran da informo e a LGPD, a procura pelo Seguro de Riscos Cibernéticos tem aumentado bastante. Só nos três primeiros trimestres do ano, registramos alta de mais de 50% de pedidos de cotação, em comparação ao ano de 2018. E já notamos uma busca e estudos mais frequentes para incluir o seguro nos investimentos do ano que vem, inclusive por exigência contratual.

Se a empresa ainda não tem verba suficiente para comprar o seguro completo, quais as alternativas sugeridas pela Marsh?

Marta Helena Schuh – Empresas investem em novas tecnologias e muitas empresas empolgadas com as possibilidades e benefícios que as implementações de novas tecnologias trazem, com frequência esquecem que, ao investir em tais ferramentas um novo risco vem a reboque com o uso da tecnologia, e é preciso contemplar investimento em mecanismos de proteção, processos de controles transferência de potenciais perdas. Nós acreditamos que cyber segurança é formado por 4 pilares – Processos – Práticas- Tecnologia e Seguro.

ABGR: Zurich destaca a oferta de novas tecnologias em riscos

abgr 2019

Roberto Hernández, diretor executivo de Seguros Corporativos, Vida & Previdência e Zurich Re, participou do  XIII Seminário Internacional da ABGR 2019, nos dias 12 e 13, que aconteceu em São Paulo, com a participação de cerca de 3 mil especialistas. Ele conversou com o blog Sonho Seguro sobre a atuação do grupo suíço em grandes riscos. Leia:

Qual a estratégia da companhia em grandes riscos? E quais os investimentos?

A Zurich, como uma empresa responsável e sustentável, está intensificando suas ações em relação aos riscos relacionados à mudança climática, que mudaram rapidamente e continuarão mudando. Isso significa que a exposição a danos físicos nas empresas e nas regiões em que operam, além de impactos na cadeia de fornecimento, poderá ser maior. Esta mudança climática também afeta o nosso país. Cada vez mais, as enchentes, os períodos da seca, a queda de raios, os deslizamentos de terras são mais frequentes e têm impacto na sociedade. Neste cenário, a reavaliação dos riscos regionais, o monitoramento proativo das cadeias de fornecimento e o fortalecimento da resiliência das empresas tornam-se prioritários.
Continuaremos trabalhando com os clientes para gerenciar os riscos associados à mudança climática; fornecer coberturas para novas tecnologias e infraestrutura, como veículos elétricos, energia renovável, entre outros; bem como investir em empresas e ativos que apoiam a transição para uma economia de baixo carbono.

Qual a expectativa de retomada deste segmento para 2020?

Vemos um futuro promissor para área de Grandes Riscos no Brasil. Estamos passando por reformas importantes, que devem atrair mais investimentos e isso amplia o potencial do segmento. Além disso, temos um plano de privatizações do Governo, que também deve ampliar o mercado para seguros nas linhas financeiras, garantia, responsabilidade civil e engenharia. A Zurich, também, tem se posicionado firmemente no segmento de médias empresas. Sabemos que é um mercado também com grande potencial e que muitos empresários ainda não têm conhecimento dos riscos envolvidos no seu negócio. Queremos ficar perto das necessidades deste segmento empresarial tão importante para a economia da Brasil, com soluções desenhadas e adaptadas a seus riscos.

Quais as áreas de mais interesse do grupo?

A Zurich é uma empresa global com atuação multissegmento, portanto  queremos ficar perto de nossos clientes e de nossos parceiros de distribuição. Nossa proposta de valor passa por entender perfeitamente os riscos de nossos clientes e trabalhar em parceria com o corretor para mitigar e prevenir os riscos. Do mesmo modo, entender os riscos associados a seus empregados, ativos, fornecedores, produtos e processos.

Como a tecnologia tem impactado as coberturas de grandes riscos?

A tecnologia avança de forma considerável em grandes riscos. Ainda não sendo tão relevante como pode ser no varejo, a  internet das coisas (IoT), a instalação de sensores nas cadeias de produção, o blockchain, o monitoramento da cadeia de suprimentos e controle dos fornecedores são campos em que a tecnologia, os algoritmos e a inteligência artificial têm tido uma importante atuação. Vale ressaltar também como o uso de drones e a impressão em 3D estão ajudando na regulação dos sinistros.

ABGR: Trindade, presidente da FenSeg, vê um 2020 virtuoso para grandes riscos

Se tem um segmento otimista com 2020 e satisfeito com a inter locução que tem com a Superintendência de Seguros Privados (Susep), é o de grandes riscos. Antonio Trindade, presidente da Federação Nacional de Seguros Privados (FenSeg) e CEO da seguradora Chubb Brasil, afirmou que há muitas boas perspectivas para o segmento nos próximos anos, durante a abertura do XIII Seminário Internacional da ABGR 2019, que começou hoje e termina amanhã, em São Paulo, com a participação de cerca de 3 mil especialistas,

Entre os pontos destacados, Trindade mencionou a nova clausula de embargos e sanção anunciada recentemente pelo governo, numa clara sinalização de “mais Brasil, menos Brasília”. O governo estima que R$ 65 bilhões serão injetados na economia com a substituição do depósito recursal por seguro garantia ou fiança bancária, como prevê o programa de emprego anunciado nesta semana pelo governo Bolsonaro. Com a medida, o dinheiro represado em contas judiciais poderia voltar ao caixa das companhias. “Isso pode trazer um volume significativo de negócios para o mercado segurador”, comemorou.

Ele também está otimista com o movimento de privatização e de concessões já realizados e os que estão na agenda do governo. “Isso deve gerar mais atividades para grandes riscos”, citou. Trindade também ressaltou que espera que a nova lei de licitações seja aprovada, para substituir a Lei 8.666. Depois de passado pelo Senado, seguirá para a sanção do Presidente da Republica.  O projeto estabelece que as obras e serviços de engenharia terão um seguro que afiançará sua execução em caso de problemas com a construtora. “Esse também é. um passo importante para a indústria de seguros de grandes riscos, pois vai estimular que obras tenham a garantia do seguro para seu termino, mesmo que um infortúnio coberto pelo programa de seguro aconteça”, disse.

Segundo ele, o Brasil tem um mercado sofisticado e de boa qualidade em grandes riscos, tanto em relação aos corretores e às re/seguradoras, que são globais, bem como os gerentes de riscos que são especialistas de boa formação. Temos grande possibilidade de desenvolver os seguros ambiental e riscos cibernéticos, ambos motivados pelas regulamentações como LGPD, e nossa expectativa é de que logos esses produtos estejam consolidados como o seguro de D&O (Directors & Officer), que não era nada anos atrás. Em 2018, o mercado para este produto alcançou R$ 443 milhões em vendas, valor que representou uma alta de 9,38% comparado ao ano anterior, contabilizando cerca de 10 mil apólices.

ABGR: Solange Vieira concede entrevista coletiva sobre DPVAT e corretores. Leia:

Solange Vieira susep ABGR 2019

Certamente as seguradoras que vivem de DPVAT atuam com seguro de auto e responsabilidade civil. Acreditamos que elas vão continuar a atuar nesses nichos, que as pessoas vão contratar esse tipo de proteção e a concorrência vai aumentar

A superintendente da Superintendência de Seguros Privados (Susep), Solange Vieira, concedeu entrevista coletiva na cerimonia de abertura do  XIII Seminário Internacional da ABGR 2019, que começou hoje e termina amanhã, em São Paulo, com a participação de cerca de 3 mil especialistas. Ele afirmou que há um grande potencial de crescimento para o segmento de grandes riscos.

“O projeto de lei sobre obras públicas é o primeiro passo”, afirmou. “Estamos com vários projetos andando ao mesmo tempo no Congresso. Nos faltam braços. Mas estamos caminhando como dá. E com uma diretoria especializada em grandes riscos, como criamos agora, será de grande valia para todo o setor”, afirmou durante a palestra de abertura.

Durante a coletiva de imprensa, ela falou de diversos assuntos, como desregulamentação do corretor de seguros e o fim do DPVAT.

O corretor estão preocupados. O corretor vai acabar?

A autoregulamentação já era um pleito antigo. A Susep não é o órgão de classe que autoriza, credencia e descredencia corretores. Apostamos que o setor tem a capacidade de auto se regular e vamos estabelecer diretrizes para isso. Certamente vão surgir empresas interessadas neste escopo. Já temos uma minuta e vou colocar na reunião do CNSP. O cadastro que temos na Susep está desatualizado. Nao estávamos regulando. Então vamos discutir com o CNSP, entidades de classes como vamos regulamentar.

Como fica o curso?

Vai depender de como os corretores e empresas de apoio a eles vão querer construir conosco essa auto regulamentação.

Por que colocar um fim no DPVAT?

Cheguei em março deste ano na Susep e desde então tive reuniões com pessoas e órgãos apontando problemas sérios com o DPVAT. Ele não funcionava de forma adequada. E por isso acreditamos que esta será a melhor medida. As pessoas menos favorecidas vão continuar tendo assistência do SUS, que receberá recursos por três anos. O sistema é ineficiente, com corrupção enorme, que acaba por prejudicar a própria população. As pessoas, inclusive, vão poder entrar na Justiça contra quem causou o acidente e o DPVAT desmotivava isso. Também acreditamos que as pessoas vão passar a comprar mais seguro de RC, pois elas mesmas são responsáveis pelos danos que causam a outros e por isso devem se preocupar e se proteger. E a aposentadoria por invalidez continua valendo pelo INSS. Temos cobertura para a classe menos favorecido. E a classe média certamente terá interesse em contratar o seguro de responsabilidade civil para se proteger de um dano causado a terceiro.

Algumas seguradoras vivem do DPVAT. Foi feito algum estudo sobre como elas ficarão sem essa receita?

Certamente as seguradoras que vivem do DPVAT atuam com seguro de auto e de responsabilidade civil. Acreditamos que elas vão continuar a atuar nesses nichos e que as pessoas vão contratar esse tipo de proteção. Certamente a concorrência vai aumentar.

Ainda esta na pauta do governo a transferência de riscos publico, ou seguros estatais, do INSS?

Isso é uma importante pauta da minha gestão. Esta na hora de encolher o tamanho do Estado e deixar o setor de seguros prover diversos seguros hoje estatais para a população. E as companhias estão demostrando que têm interesse nisso.

ABGR: A inovação na gestão de riscos é fundamental para as empresas, diz Rodrigo Avila

Rodrigo Avila, atual vice-presidente da Associação Brasileira de Gerenciamento de Riscos (ABGR) e novo presidente a partir de 2020, conversou com o blog Sonho Seguro sobre tendências do seguros para grandes corporações. Ele traz uma visão clara sobre o setor, uma vez que que administra um dos maiores programas de seguros do Brasil como gestor de risco da Suzano, a maior produtora global de celulose de eucalipto e uma das 10 maiores de celulose de mercado, além de líder mundial no mercado de papel, com cerca de 60 marcas. Leia a entrevista:

Que tendências você vê na compra de seguros no Brasil?

Destaco o especial crescimento nos produtos voltados aos riscos ambientais, que já se consolidou no mercado, e cibernéticos, um movimento que começou há 3 anos e que deve se expandir no médio prazo.

E no mundo? Afinal o risco de grandes empresas está globalizado e requer pulverização no mercado mundial.

Quando olhamos para um cenário global, ambos os riscos destacados já se encontram bastante disseminados no mercado, especialmente nas grandes empresas. Para o Cyber em especifico, a grande quantidade de sequestro de informações e ataques de sistemas o colocou como um dos principais riscos globais na visão dos empresários, de acordo com um levantamento realizado pelo Fórum Econômico Mundial. E a medida que se aumenta a preocupação com o risco, o movimento de transferência através de uma apólice de seguro se dá como uma importante solução.

Qual a estrutura de gerenciamento de risco nas empresas?

Empresas de grande porte geralmente possuem times específicos que atuam na gestão dos riscos. Esses times costumam ter bastante autonomia e estão ligados ao CFO ou até diretamente ao CEO da empresa. Isso já não se vê em empresas de médio e pequeno porte, onde a função de gestão dos riscos acaba que ficando diretamente ligada ao responsável pela empresa. No entanto, em alguns casos, essa função acaba até sendo negligenciada pelo empresário, algo mais ligado a falta de conhecimento sobre o tema do que falta de interesse.

Corretores, seguradoras e resseguradoras têm ofertado ajuda na consultoria de gerenciamento de risco?

No caso do corretor, ele acaba sendo um suporte fundamental para as empresas a medida que os gestores/empresários não conseguem ter o conhecimento sobre todos os riscos que a empresa esteja exposta. Entendo que o corretor é a figura que deve trazer o conhecimento de mercado bem como as soluções de seguros disponíveis. É o corretor que tem a capacidade de suprir essa dificuldade das empresas. Já as seguradoras e resseguradoras passam a ser importantes quando das suas visitas aos locais dos clientes e consequente emissão de relatórios de recomendações de melhorias de riscos. Isso é um processo frequente na aquisição de seguros de propriedade. De posse desse relatório o gestor toma conhecimento das medidas de proteção necessárias para mitigar seus riscos. Nesse momento vejo que o corretor volta a ser importante dado que ele pode auxiliar o empresário na estruturação e montagem do devido plano de ação. 

Qual a importância da inovação nos programas de seguros, em termos de mudança de risco?

A inovação na gestão de riscos é algo fundamental para as empresas e o gestor precisa estar conectado com as soluções que surgem constantemente no mercado. Por exemplo: boa parte dos riscos de uma empresa se encontra na maneira de gerir os seus próprios processos diários. Nesse cenário, o gestor precisa encontrar quais são as aplicações e sistemas que possam tanto atuar na simplificação dos seus processos, bem como seja uma ferramenta de monitoramento e redução dos seus riscos.

As seguradoras tem ofertado novos seguros para novos riscos?

Acredito que o principal exemplo seja o produto de Riscos Cibernéticos. Esse produto tem tanto a função de ressarcir o empresário de eventual perda, bem como carrega um pacote de serviços úteis a empresa seja pós ou até durante o evento de sinistro, por exemplo: há uma cobertura no produto que envolve a colocação de um especialista em negociação com o sequestrador dos dados, função essa que dificilmente poderia ser realizada pelo cliente.

O uso de Inteligência Artificial e Internet das Coisas tem ajudado a criar soluções de transferência de riscos, com a criação de um banco de dados estatísticos que pode melhorar as negociações do programa de seguros?

A adequada gestão dos riscos de uma empresa passa pelo efetivo controle e monitoramento das suas informações e dados. Pode se citar exemplos como: controle de falhas sistêmicas, gestão dos estoques, mapeamento de sinistros, acidentes e incidentes, pesquisas de satisfação de clientes e fornecedores, depreciação de maquinas e equipamentos, eficiência logística, etc. Todos esses controles, de alguma forma, acabam impactando na gestão dos riscos da empresa e consequentemente na colocação dos seus seguros.  

Recentemente você participou de um evento internacional sobre as tendencias do setor. Quais as principais queixas dos gestores?

Os gestores estão preocupados com os impactos que o clima extremo e catástrofes naturais vem impactando na precificação dos seguros como um todo, em especial nos programas de property. Está sendo percebido um movimento de alta de preços e em alguns casos redução de capacidade. Grandes empresas estão com maiores dificuldades na montagem de seus painéis de seguro, muitas vezes sendo necessário agregar uma maior quantidade de seguradoras ou resseguradoras para ter a proteção de 100% do risco.

Como seria possível melhorar esse cenário de alta de preço sem a contrapartida de alta na sinistralidade? 

A eficiente gestão dos riscos é o único caminho que eu vejo para que uma empresa consiga obter as melhores taxas do mercado. Esse é um trabalho fundamental e constante para o gestor. Maior gestão de risco, menor sinistralidade e taxa de seguro.

Quais as suas sugestões para melhorar o relacionamento dos gestores de riscos com corretores e com as companhias de re/seguro?

Além do relacionamento diário já existente, eu acredito que os eventos de mercado são as melhores oportunidades para uma aproximação efetiva. É um importante momento de networking que deve ser valorizado. A EXPO ABGR 2019 acaba tendo um papel muito relevante para o mercado de seguros brasileiro, afinal, estamos falando do maior evento da América Latina com um público superior a 3 mil pessoas.

Insurtech Pitzi levanta R$ 60 milhões com investidores

Pitzi insurtech celular

Ultrapassando este ano a importante marca de 1 milhão de clientes, startup planeja usar aporte para acelerar ainda mais seus planos de expandir e transformar o mercado de seguro de celular no Brasil

Fonte: Release

A Pitzi, insurtech de proteção para celulares no Brasil, anunciou o recebimento de uma nova rodada de investimento liderada por QED Investors e WTI. Valiant Partners e Thrive Capital, que já haviam apoiado a startup em rodadas anteriores, também participam nesse aporte e ampliam seu envolvimento no negócio. O investimento de mais de R$ 60 milhões se dá em grande parte pelo alto crescimento da startup, que passou de 1 milhão de clientes com celulares protegidos nos programas operados pela empresa.

Fundada em 2012, a Pitzi utiliza tecnologia, dados e inovação logística para levar o mercado de seguro de celular a um novo patamar e transformar a relação do brasileiro com o seguro. Os programas da Pitzi são construídos em parceria com algumas das maiores seguradoras no país e desenhados para atender às necessidades únicas de pequenos e grandes varejistas em todo o Brasil. A insurtech já havia levantado cerca de R$ 70 milhões em outras três rodadas de investimento com a participação de Thrive, Kaszek Ventures, Flybridge e DCM, e, com o novo aporte, está sendo avaliada acima dos R$400 milhões.

Tendo ultrapassado recentemente o seu primeiro milhão de clientes, a Pitzi tem planos de expansão agressivos para ampliar a penetração dos programas de seguro de celular no Brasil, saindo dos atuais 4% para mais de 40% dos cerca de 200 milhões de aparelhos ativos no país.

Criada por Nigel Morris, cofundador da Capital One, a QED Investors é conhecida como um dos principais fundos de investimentos do segmento de fintechs no mundo. Além da Pitzi, a companhia já investiu em outras empresas de crescimento acelerado, como Nubank, Credit Karma, ClearScore, Avant, Konfio, Creditas, QuintoAndar, AvidXchange, Remitly, Loft e SoFi.

Junto da rodada, a insurtech brasileira recebe mais um profissional experiente em seu conselho: Bill Cilluffo, sócio na QED e ex-presidente na Capital One International. “Na QED temos uma grande experiência no uso de dados e tecnologia para habilitar modelos de negócios transformacionais e disruptivos. Isso é o que nos guia nas decisões de como investimos e apoiamos as empresas do nosso portfólio em suas missões. Acompanhamos a Pitzi há anos e estamos convencidos do seu potencial para gerar mudanças impactantes no mercado segurador brasileiro”, afirma Cilluffo.

“O time da QED é incomparável no universo das fintechs. Eles já chegam cheios de energia e com experiência de sobra para nos ajudar a provocar, de forma rápida, as transformações necessárias para ampliar o setor de seguro de celular no Brasil”, complementa Daniel Hatkoff, Fundador e CEO da Pitzi. “Hoje, só 4% dos smartphones são protegidos no país, comparado com até 90% em outras regiões. Queremos expandir o mercado, reduzir o gap e chegar a esse nível de penetração em um futuro próximo. E isso é só o começo”.

A grande expansão deve permitir à insurtech gerar um grande volume de dados e refinar ainda mais os algoritmos e a inteligência da operação, impactando não só a eficiência do seu negócio, mas também a rentabilidade dos parceiros e a experiência do consumidor. O objetivo da empresa, no entanto, vai muito além do crescimento puro e simples.

“O celular é possivelmente a ferramenta tecnológica mais revolucionária de todos os tempos para o consumidor brasileiro moderno. Como líderes de mercado, temos o dever de garantir que as pessoas continuem sendo empoderadas por essa importante ferramenta. É uma missão muito maior do que oferecer um seguro de celular e um compromisso sem volta para a Pitzi”, explica Hatkoff.