FenSeg debate seguros de barragens e projetos de lei

O presidente da Comissão de Responsabilidade Civil da Federação, Marcio Guerrero, participou de workshop no Rio de Janeiro

Fonte: FenSeg

A FenSeg participou na última quarta-feira (27) do workshop “Aspectos da Implantação do Sistema de Notificação em Massa nas Empresas Hidroelétricas e de Água e Saneamento”. O evento foi realizado pela Tecal Engenharia no Clube de Engenharia, no Rio de Janeiro. Estiveram presentes o diretor executivo da Federação, Danilo Silveira; o superintendente Joel Gomes e o presidente da Comissão de Responsabilidade Civil da entidade, Marcio Guerrero.

A Federação foi convidada para tratar do tema “Seguros de barragens e projetos de lei”. Nessa apresentação, Marcio Guerrero mencionou a existência de 25 projetos de lei sobre o assunto. “É importante registrar que já temos a Constituição e um Código Civil adequado. Eles deixam claro que quem causa um dano precisa fazer a reparação. É preocupante ainda que um dos projetos de lei exija que a reparação do dano em caso de rompimentos de barragem seja feita em 30 dias. Operacionalmente, esse período é inviável”, declarou.

Ele defendeu ainda que o monitoramento de risco esteja presente em todas as etapas da barragem, desde a pré-instalação e operação. Desta forma, está garantida mais segurança para todos os agentes envolvidos e, principalmente, para a comunidade local. “A legislação é importante e se faz presente. Contudo, é preciso refletir em conjunto com a sociedade como se faz a reparação dos danos, sejam eles diretos ou indiretos. E, para reparar, é preciso conhecer. Com esse propósito, as seguradoras têm seu trabalho de gerenciamento de riscos. Temos hoje seguros múltiplos que podem amparar todos os envolvidos”, sinalizou.

Participaram ainda do evento o Secretário Nacional de Defesa do Civil, coronel  Alexandre Lucas Alves; o diretor da Tecal Engenharia, Marcelo Matta; o coordenador substituto de Fiscalização de Segurança de Barragens da Agência Nacional de Águas – ANA, Marcus Vinicius de Oliveira,  e o secretário executivo da Associação Brasileira de Companhias de Energia Elétrica (ABCE), André Luiz Mustafá.  

SulAmérica é reconhecida na premiação Campeões da Década

Fonte: SulAmérica

Seguradora é homenageada como Empresa da Década por sua atuação no relacionamento com clientes; Zeca Vieira recebeu troféu de Notável da Década

O compromisso estabelecido há quase 124 anos de cuidar dos bens mais valiosos das pessoas e colocá-las sempre em primeiro lugar rendeu a SulAmérica dois prêmios no Campeões da Década, homenagem promovida pelo Grupo Padrão/Consumidor Moderno a protagonistas no relacionamento com o consumidor. Em evento na noite desta terça-feira (26), em São Paulo, a seguradora foi destaque nas categorias Empresa da Década e Notáveis da Década. Patrick Larragoiti, chairman da seguradora, recebeu o troféu pela SulAmérica. Zeca Vieira, diretor de Marketing da SulAmérica, foi o reconhecido como um dos Notáveis da Década

“Essa conquista é de cada um dos nossos mais de cinco mil colaboradores e milhares de corretores de seguros e parceiros de negócios, que atuam de forma impecável e cada vez mais integrada para oferecer aos nossos clientes uma experiência única. Temos o compromisso de apresentar a ampla gama de benefícios dos nossos serviços e o cuidado contínuo com as pessoas e seus bens”, comentou Larragoiti. 

Como o NPS contribui com o relacionamento 

A SulAmérica usa a metodologia de Net Promoter Score (NPS) para mensurar e aprimorar a experiência de segurados e parceiros. Atualmente, são monitorados mais de 80 pontos da jornada do cliente, privilegiando uma abordagem transacional, o que aperfeiçoa processos mais estruturais da empresa. Os resultados da mensuração ficam disponíveis, em tempo real, para as áreas de negócios e o Comitê Executivo, permitindo agilidade nas tomadas de decisão. 

Para casos de feedbacks detratores, a SulAmérica adotou uma prática conhecida como looping: um time especializado contata o cliente em até 48 horas com o objetivo de compreender os fatores que levaram a uma experiência abaixo do esperado. Em diversas ocasiões, os esforços da companhia para transformar comentários negativos em ações efetivas conseguem engajar novamente esses segurados. 

Já diante de comentários promotores, a SulAmérica implementou uma estratégia bem-sucedida de incentivar a divulgação da boa experiência. Dessa forma, o beneficiário satisfeito torna-se um embaixador genuíno da marca dentro de sua rede de influência, o que contribui para a reputação da companhia e até para atrair novos clientes. 

“Com o acesso cada vez maior a informações e serviços, os consumidores têm atingido novos níveis de exigência, o que nos estimula a reforçar nossas iniciativas para surpreender e encantar o cliente. A jornada do segurado é monitorada do início ao fim, de modo que possamos estar ainda mais perto do cliente e entender suas necessidades”, ressalta Marco Antunes, vice-presidente de Operações da SulAmérica. 

Dentre os serviços com melhor avaliação, destaca-se o Médico em Casa, que permite solicitar ou agendar, por meio do aplicativo SulAmérica Saúde, uma consulta médica em domicílio para crianças de até 12 anos e idosos a partir de 65 anos em dezenas de cidades brasileiras. Outro exemplo de serviço muito bem avaliado é a funcionalidade pioneira de reembolso digital via app, a partir da qual é possível solicitar reembolso para qualquer procedimento, enviando uma foto, feita com a câmera do próprio smartphone, do recibo médico. “Essa aceitação do cliente, mapeada via NPS, mostra que os investimentos da companhia em ambas iniciativas foram acertados — e eventuais comentários detratores foram, naturalmente, utilizados para melhoria dos serviços”, completa Antunes. 

A SulAmérica oferece também a operação de atendimento ao cliente via WhatsApp, em linha com a estratégia da companhia de oferecer a melhor experiência aos segurados por meio da inovação tecnológica. Com a adoção de inteligência artificial, o atendimento pelo aplicativo de mensagens é realizado por robôs cognitivos que já são empregados pela SulAmérica em canais de chat, aproveitando o conhecimento adquirido a partir de milhares de chamados no último ano. 

Notável da Década

Zeca Vieira, diretor de Marketing da SulAmérica, foi reconhecido como um dos Notáveis da Década pelo trabalho que desenvolve na companhia. O executivo ingressou na SulAmérica no fim dos anos 1990, como superintendente de CRM e Internet, e atualmente é responsável pela comunicação da marca, de produtos, serviços e produção de eventos. 

Recentemente, a companhia lançou a campanha “Tá com Tudo”, que tem ajudado a seguradora a ser uma das marcas mais lembradas, consideradas e desejadas do segmento. “Tenho orgulho de ser SulAmérica e amo o que faço. Busco, de forma permanente, a atualização e a inovação dentro de minha área de trabalho, atingindo novos níveis de crescimento profissional, sempre ao lado de colegas e amigos de trabalho, parceiros e consumidores”. 

Presidente do Sincor-SP comenta os impactos da MP 905

Fonte: Sincor-SP

Com o tema “MP 905/2019 – suas consequências e ações tomadas pelas entidades representativas”, a 10ª apresentação do Direto & Reto com Camillo foi ao ar na manhã desta quinta-feira (28/11), em uma edição especial com uma hora e meia de duração, dada a relevância do tema e a intensa participação dos corretores de seguros. Durante a transmissão, o presidente do Sincor-SP, Alexandre Camillo, explicou os impactos e as atuações contra a Medida Provisória que desregulamenta a profissão de corretor de seguros.

“Alguns dizem, equivocadamente, que a nossa profissão acabou. Mas, na verdade, ela passa por um momento em que está desregulamentada, situação esta que não aceitamos e tudo estamos fazendo para voltar o ambiente legal e regulador da Leia 4.594. Não obstante, a profissão, quer seja como autônomo ou como empresário da corretagem, continua e continuará, especialmente ao superarmos esses momentos de turbulência”, explicou.

Durante a transmissão, Camillo destacou as ações realizadas pelas entidades representativas contra a MP, como a reunião da Fenacor com a Susep, a ação direta de inconstitucionalidade protocolada no Supremo Tribunal Federal (STF) pelo partido Solidariedade, capitaneada pelo deputado e presidente do Sincor-GO, Lucas Vergílio. Várias também foram as emendas apresentadas por políticos próximos aos Sincor’s de todo o Brasil.

“Todas as lideranças, todos os sindicatos, presidentes, diretorias, estão empenhados a derrubar a revogação da Lei nº 4.594/64. Não abrimos mão de que nossa lei volte a cumprir com o seu papel”, declara Camillo.

Em relação à autorregulamentação, o presidente defendeu a atuação do Instituto Brasileiro de Autorregulação do Mercado de Corretagem de Seguros, de Resseguros, de Capitalização e de Previdência Complementar Aberta (IBRACOR), ressaltando o reconhecimento pela Susep, através da Carta Circular Eletrônica nº 3.

“A única autorreguladora atualmente constituída e homologada pela Susep, em condições de atuação, é o IBRACOR, que vai poder fazer um trabalho de prevenção, fiscalização e sanção, quando necessário. O Instituto vai poder cumprir um papel que a Susep não vinha realizando há anos”, destaca.

Camillo ainda enfatizou a importância de ser associado ao Sindicato, já que a união fortalece as lutas em prol da categoria. “Nossas lutas são em prol da coletividade. Quando nós vamos entender que é preciso se associar às entidades representativas? Se este momento de tanta turbulência e desafios não nos levar a esse entendimento, o que falta acontecer para isso?”, completa.

Por fim, Camillo destacou que o Conec 2020 será um momento emblemático e de incomparável exaltação à importância do corretor de seguros.

Artigo: O lugar que os seguros merecem na sociedade brasileira

Marcio Coriolano cnseg

                                                                                                                                              por Marcio Serôa de Araujo Coriolano é economista e presidente da CNseg, a Confederação Nacional das Seguradoras

O bem-estar é o bônus daqueles que, previdentes na juventude, reservaram parte de seus ganhos para construir um quadro de estabilidade e previsibilidade na velhice, com o auxílio de um setor que cresce de forma progressiva na economia mundial: o de seguros. Sua grandiosidade se mostra em números: representa 9,6% do PIB na Grã-Bretanha; 8,9% na França; 8,6% no Japão e 7,1% nos Estados Unidos. No Brasil, esse sonho de prevenção a riscos começa a ser despertado com mais ênfase na população, após o longo processo de estabilidade inflacionária, queda da taxa de juros e, agora, com a mudança gradativa do papel do Estado, por meio das reformas em curso.

Atualmente, a receita anual de prêmios do setor representa cerca de 6,5% do PIB nacional. Nosso setor soma R$ 1,3 trilhão em ativos financeiros no País. Além de garantir o bem-estar de empresas e pessoas físicas seguradas, oferece forte contribuição para a poupança nacional e se tornou um dos maiores investidores institucionais do País. O setor é responsável por parte significativa da rolagem da dívida pública (25%) e tem potencializado o financiamento da atividade empresarial, garantindo o funcionamento da economia, mesmo em períodos de baixo crescimento.

A história dos seguros ao longo do processo civilizatório mostra que o setor sempre esteve ligado aos maiores ciclos de desenvolvimento. O Código de Hamurabi, considerado o primeiro marco legal da humanidade, dava força legal a uma atividade financeira que funcionava como uma espécie de “seguro” para as caravanas. Depois, no período das grandes navegações, a Coroa Portuguesa passou a exigir que os navios com mais de cinquenta toneladas contratassem um mútuo quando sua rota incluía as perigosas águas do oceano Atlântico para evitar que algum imprevisto colocasse em risco a saúde financeira dos armadores, uma das forças da economia de então.

No Brasil, companhias estrangeiras, sobretudo as inglesas e americanas, logo foram atraídas pelo ciclo de industrialização. Mas, como um exemplo histórico a ser evitado, parte dessas companhias deixou o País após a onda de nacionalismo pós-Proclamação da República aprovar uma legislação intervencionista. O episódio histórico nos deixa como lição o perigo da mão pesada do Estado, que afasta a livre iniciativa e os negócios.

As mudanças em curso, com a reorganização do papel do Estado, abrem espaço para que as seguradoras ofereçam produtos que aliviam a necessidade da presença do Poder Público no dia a dia do cidadão. As companhias estrangeiras voltaram ao País com força e, junto com as empresas nacionais, as fintechs (bancos digitais) e as insurtechs (startups do mercado de seguros), estimulam uma crescente competição entre gestores, que só traz benefícios aos clientes.

Além de oferecer uma variedade crescente de produtos, as seguradoras estão fazendo a lição de casa: reduziram processos, implantaram novos parques tecnológicos, reviram políticas de tarifas e se adequaram à moderna cultura de compliance e de eficiência. A Reforma da Previdência já está estimulando a nova percepção da população de que caberá a cada um a responsabilidade pela sua poupança de longo prazo. As operadoras de previdência privada deram respostas rápidas e estão oferecendo fundos mais agressivos, com redução de taxas de juros e do valor do tíquete de entrada.

Porém, para manter o novo ciclo virtuoso, o setor necessita da modernização do ambiente de negócios, com um conjunto de novas leis e decisões do Poder Executivo. Um processo de desregulamentação será muito bem-vindo para permitir oferecer à população produtos mais flexíveis. Os limites de capital e provisões técnicas precisam ser revistos para estimular a entrada de novos atores nesse mercado.

Torna-se urgente disciplina da incorporação de novas tecnologias em saúde e a revisão da regra de reajustes de mensalidades dos planos individuais, e ainda a regulação do setor de órteses, próteses e materiais médicos, que necessita parâmetros claros, transparência e controle social para coibir práticas irregulares. Também pende de conclusão o seguro de vida universal, produto que acopla acumulação e capitalização de poupança à cobertura de risco de morte por causas naturais ou acidentais.

Outro produto objeto de projeto de lei em tramitação no Congresso Nacional é o seguro obrigatório para obras públicas acima de R$ 100 milhões, previsto na nova Lei de Licitações. Já a transferência ao mercado daqueles seguros que ainda estão nas mãos do governo – incluídos os de riscos não-programados, como auxílio-doença, acidente de trabalho e licença-maternidade – também poderia criar concorrência na gestão dos benefícios, com melhores taxas para as empresas contratantes e garantia para os trabalhadores.

A virada estratégica do Instituto de Resseguros do Brasil (IRB), após sua privatização, com o sucesso alcançado na B3, reconhecimento do alto grau de governança corporativa e capital pulverizado, mostra quão assertiva é a decisão de permitir que o mercado use todo o seu potencial para oferecer soluções que ajudem o País a se modernizar.

São esses avanços já alcançados, e também aqueles ainda a serem conquistados, que estão na agenda de eventos realizados pelo setor segurador.

Seguradoras lucram R$ 14,5 bi até outubro de 2019

lucro seguradoras

O mercado segurador encerrou os dez primeiros meses de 2019 com lucro líquido de R$ 14,5 bilhões, segundo dados compilados da Superintendência de Seguros Privados (Susep) analisados pela consultoria Siscorp. O valor ficou acima dos R$ 12,5 bilhões registrados no mesmo período do ano passado.

Seguradoras ligadas a bancos seguem liderando as três primeiras posições do ranking de lucro. A Bradesco Seguros segue sendo a líder do ranking, com R$ 5,1 bilhões, com uma participação de quase 30% no lucro do banco, que deve divulgar balanço do terceiro trimestre em breve. A BB Seguros vem em segundo lugar, com ganho de R$ 2,3 bilhões. A Caixa vem em terceiro, com R$ 1,6 bilhão. A Zurich subiu para quarto lugar, com R$ 847 milhões. Porto Seguro, agora em quinto lugar no ranking, com lucro de R$ 826 milhões no período analisado pela Siscorp com base nos dados enviados à Susep. O Itaú caiu para sexto, com R$ 787 milhões.

Denise Bueno está, pelo terceiro ano, entre as finalistas do Prêmio de Jornalismo Fenacor 2019

Pela terceira vez, a jornalista Denise Bueno é finalista do Prêmio de Jornalismo da Fenacor. Neste ano, concorre com a matéria “Ameaça aos negócios faz procura por seguro disparar”, produzida para o jornal Valor Econômico. No ano passado, Denise Bueno foi a primeira colocada em mídia imprensa e em 2018 levou terceiro lugar em Webjornalismo.

A Comissão de Seleção do Prêmio Nacional de Jornalismo em Seguros definiu os 20 finalistas da premiação, após avaliarem os 702 trabalhos inscritos por jornalistas de todas as regiões do Brasil. 

São cinco finalistas em cada categoria: Audiovisual, Imprensa Especializada, Mídia Impressa e Webjornalismo.

A partir desta quarta-feira (27/11), a Seleção de Julgamento irá apontar os grandes vencedores da premiação. O primeiro colocado de cada categoria receberá R$ 30 mil; o segundo, R$ 10 mil; e o terceiro, R$ 5 mil.

A solenidade de anúncio dos vencedores e entrega dos prêmios será realizada no dia 13 de dezembro, no Rio de Janeiro.

Boa sorte a todos aqueles que se empenham em produzir conteúdo de qualidade.

Conheça os finalistas:

Governo quer mudar seguro agropecuário

Fonte: Agência Brasil

O Ministério da Economia (ME) estuda mudança na securitização dos investimentos e financiamentos tomados por grandes produtores rurais no Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro). O propósito é que o Banco Central deixe de ser administrador do programa e o Tesouro Nacional não seja mais a seguradora da safra.

“No Proagro, o Tesouro Nacional é a seguradora. O risco incide sobre o Tesouro Nacional. O Banco Central é o operador do Proagro, posição que a gente acha meio jabuticaba”, afirmou Rogério Boueri, subsecretário de Política Agrícola e Meio Ambiente do ME que participou, na última terça-feira (19), de seminário sobre a conjuntura da economia agrícola no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

“O crédito subsidiado pelo Tesouro, via Banco Central, impacta as contas públicas. Isso não tem mais sentido. A autoridade monetária é para controlar a política monetária, o câmbio e a moeda”, disse, o presidente do Ipea Carlos von Doellinger.

A preocupação do governo é diminuir a exposição do caixa da União e o risco de atingir o teto de gastos aurorizado. “Se houve um problema climático é o governo que tem que reembolsar o agricultor ou o banco que fez o empréstimo para ele. A gente quer que o governo ajude o agricultor a pagar o prêmio desse seguro, mas que o risco fique para as seguradoras. O governo pagaria um volume certo e previsível de recursos, isso estabilizaria as saídas de recurso do Tesouro Nacional”, disse Boeri.

A solução imaginada é que os produtores rurais recorram a seguradoras privadas para proteção de riscos da safra. De acordo com Fernanda Schwantes, assessora técnica da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a intenção de desencadear esse movimento “não começou neste governo”. Segundo a especialista, o propósito é “positivo”, mas o governo precisa ter “estratégia para ampliar as modalidades de seguro”.

A perspectiva é de que os mecanismos e regramento do Proagro sejam substituídos por dispositivos já adotados pelo Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), no próximo ano será destinado R$ 1 bilhão para subvencionar a contratação de apólices do seguro rural do PSR em todo o país, o maior volume desde a criação do programa em 2004.

MP do Agro

A medida em estudo sobre a securitização poderá ser encaminhada ao Congresso Nacional ou inserida em algum projeto de lei em tramitação. O aumento da participação de agentes financeiros privados está em linha com outras iniciativas do Ministério da Economia como as propostas descritas em 10 capítulos da Medida Provisória nº 897, a MP do Agro, de 1º de outubro de 2019, sobre o Fundo de Aval Fraterno (FAF), patrimônio de afetação de propriedades rurais, títulos de crédito e concessões de subvenção econômica.

A MP muda o foco do crédito rural e viabilizar mais financiamento a grandes agropecuaristas via mercado de capitais e mercado de crédito privado. Para o pesquisador do Ipea Fábio Servo, “a MP vai em duas direções fundamentais: dar segurança jurídica a títulos do agronegócio e organiza-los no mercado”. Em sua opinião, “é o mercado que tem potencial de crescimento muito grande, principalmente, se vier seguro de fora”.

A MP flexibiliza a tomada de crédito por venda de títulos no exterior e em moeda estrangeira. Como as commodities (café, soja, carne) são comercializadas em dólar, os empréstimos estão protegidos contra variações cambiais. Para Fernanda Schwantes, da CNA, as medidas “estimulam crédito” e podem baratear custos de empréstimos.

Antoninho Rovaris, secretário de política agrícola da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), sublinha a MP viabiliza aos grandes produtores a descentralização do crédito para além da oferta atual dos bancos públicos, fundos regionais de desenvolvimento e sistema corporativo e pode a curto prazo favorecer “o aumento de competitividade e equalização de juros”. Ele teme, no entanto, que a redução da participação dos agentes financeiros tradicionais possa vir “afetar no futuro as condições de financiamento da agricultura familiar”.

O representante dos trabalhadores critica o capítulo 9 da MP que prevê a subvenção econômica para empresas cerealistas, que poderá se capitalizar em meio ao processo de privatização de todo o sistema de armazenagem da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), “contra diretrizes de reserva estratégia e segurança alimentar”, pondera. Ele lembra que “quem tem armazém tem preço. Quem estoca vai fazer o preço na hora da venda”.

A MP tem que ser votada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal até 17 de fevereiro do próximo ano (uma semana antes do carnaval). O relatório poderá ser apresentado na próxima quarta-feira (27) em comissão mista do Congresso. Ao texto do governo foram apresentadas 347 emendas. Segundo Boeri, a proposta “tem todas as condições de ser aprovada”.

Diversidade e a Inclusão no Setor de Seguros é o tema do Calendário 2020 da CNseg

Fonte: CNseg

O tema não poderia ser outro. Diversidade e inclusão no setor de seguros foi um dos principais destaques do ano nas ações sociais das seguradoras em 2019 e certamente será uma pauta relevantes nos próximos anos. Diante disso, a CNseg acaba de lançar seu Calendário 2020, que tem a Diversidade e a Inclusão no Setor de Seguros como tema dessa edição. Enfatizando as datas relacionadas a eventos históricos marcantes na trajetória da sociedade contemporânea, o Calendário 2020 da CNseg busca celebrar o rico mosaico humano que compõe a aldeia global.

Promover a diversidade e a inclusão no setor de seguros é uma das prioridades da CNseg, acreditando que isso contribui para a proteção de uma sociedade igualmente diversa. Por essa razão, em 2019, escolheu o 25 de setembro como o Dia da Diversidade e Inclusão no Setor de Seguros, no contexto do festival global Dive-In.

A partir de 27 de novembro, o Calendário 2020 da CNseg começará a ser enviado aos colaboradores da Confederação e a diversos outros públicos, sendo também distribuído aos presentes no almoço de final de ano no mercado segurador, em 19 de dezembro, no Rio de Janeiro.

Oxigênio Aceleradora abre as inscrições para o 9º ciclo de aceleração

Startups já podem se inscrever no processo, que cria novas oportunidades de negócio e não exige troca de participação

Fonte: Oxigênio

Começa nesta quarta-feira, 27 de novembro, o 9º ciclo de aceleração da Oxigênio Aceleradora, que completa quatro anos de atividades neste mês. Com modelo equity free, que não exige mais a abertura de participação societária e oferece créditos em diversos tipos de consultorias, a aceleradora que integra o Grupo Porto Seguro busca atrair startups que tenham pelo menos um MVP (Mínimo Produto Viável). As inscrições estão abertas até 2 de fevereiro de 2020.

As startups que forem selecionadas terão o acompanhamento de mentores de mercado, da equipe da Oxigênio Aceleradora e de executivos da companhia. As empresas participantes ficarão por quatro meses no escritório da Oxigênio, em São Paulo. O espaço conta com um equipado laboratório de tecnologia, auditório, salas de reunião, local onde recebe e promove eventos sobre inovação e empreendedorismo.

“A Porto Seguro oferece soluções que vão além dos seguros. Também temos produtos financeiros, serviços residenciais, saúde e odontologia, proteção e monitoramento e saúde animal. Contamos com mais de 8 milhões de clientes únicos e 36 mil corretores parceiros. Para este ciclo, buscamos startups com soluções de inteligência artificial, internet das coisas, RPA, blockchain, ecossistemas conectados, entre outras”, explica o gerente de Pesquisa e Desenvolvimento da Porto Seguro e Oxigênio Aceleradora, Mauricio Martinez.

A Oxigênio também irá promover encontros com outras empresas parceiras e clientes do Grupo Porto Seguro, a fim de proporcionar oportunidades de negócios para essas empresas.

“Nosso maior objetivo é criar oportunidades de negócios com a Porto Seguro, desenvolver empresas com soluções inovadoras e assim estimular o ecossistema do empreendedorismo no Brasil. O modelo equity free oferece um processo mais simplificado e uma série de benefícios para as startups que já têm um projeto em andamento e precisam de estímulos para seguir com seu trabalho. Queremos startups que ofereçam soluções aos nossos negócios e contribuam para o mercado”, ressalta Mauricio Martinez.

SulAmérica recebe inscrições até sexta-feira para apoio a projetos sociais

sulamerica

Fonte: SulAmérica

A SulAmérica recebe até esta sexta-feira, dia 29, inscrições para seu edital de investimento social, que visa selecionar projetos nas áreas da saúde, prevenção de doenças, incentivo ao bem-estar e educação financeira, temas estratégicos para a companhia. O aporte será realizado via leis de incentivo. 

Qualquer organização social sem fins lucrativos pode se inscrever por meio da plataforma Prosas (sulamerica.prosas.com.br). Para participar, os projetos devem estar aptos a receber recursos via Lei nº 12.213/2010 (que instituiu os Fundos do Idoso) ou Lei nº 8.069/90 (que instituiu os Fundos dos Direitos da Criança e do Adolescente). A seleção dará prioridade às iniciativas de alto impacto em longo prazo, visando a efetividade e a continuidade das propostas. Os vencedores serão anunciados no dia 17 de dezembro nas redes sociais da SulAmérica e pela plataforma Prosas