Domingos Pozzetti como novo diretor de transportes da Berkley Brasil

A Berkley Brasil Seguros contratou Domingos Pozzetti como novo diretor de transportes. Ele retorna a dirigir uma seguradora após passagens por corretores de varejo e resseguro com olhar crítico do mercado. Engenheiro de formação, pós graduado e com MBA nas melhores universidades do país, realizou diversos outros cursos no Brasil e no exterior.

Com mais de 20 anos de experiência no setor, Domingos chega com a responsabilidade de crescer a carteira mantendo o resultado em um cenário desafiador seja em termos de mercado quanto macroeconômico, mas extremamente otimista com as oportunidades.

Coronavírus: primeiras reflexões sobre o potencial impacto econômico na China

O coronavírus já ultrapassou a SARS no número de infecções – mas não na mortalidade – que se espalham para todas as 31 províncias da China dentro de apenas um mês após sua descoberta

Fonte: AXA XL

A escalada do novo surto de coronavírus (2019-nCoV) causou sérias preocupações entre o público chinês, interrompendo as atividades sociais e econômicas e colocando o sistema de saúde do país sob pressão. Como a situação ainda está se desenrolando, existem muitas incertezas quanto à duração e gravidade da epidemia e como ela será enfrentada, escreve Aidan Yao, economista senior da XL AXA, na China.

Segundo o artigo (clique para ler a versão completa), ainda existem desafios consideráveis ​​pela frente e, como tal, é extremamente difícil fazer uma previsão aos resultados nesta fase. Isso também dificulta a avaliação do impacto econômico, embora seja justo dizer que as perspectivas de consenso anteriores de “navegação mais tranquila” para a economia chinesa em 2020 foram significativamente questionadas, afirma.

Existem várias maneiras plausíveis pelas quais a situação pode evoluir a partir daqui, sugere o economista. Em um cenário de resolução rápida, o surto pode ser controlado nas próximas semanas – semelhante à Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS) em 2003 -, limitando o impacto negativo do crescimento ao primeiro trimestre deste ano. Como os fundamentos econômicos permanecem ilesos, algumas repercussões na demanda reprimida, auxiliada por estímulos políticos, devem conduzir a uma forte recuperação nos trimestres subsequentes. A epidemia representaria, portanto, um choque de um quarto – como o SARS, mas isso ainda imporia um risco negativo à nossa previsão de crescimento, uma vez que nem toda a produção perdida pode ser recuperada.

Um cenário intermediário apresenta uma resolução mais lenta, que aprofundaria e prolongaria a desaceleração econômica durante o primeiro semestre de 2020 e enfraqueceria a recuperação a partir de então. Isso pode levar a um crescimento do ano inteiro abaixo de 5%, com riscos financeiros crescentes e preços de ativos muito mais baixos. Um cenário de pior caso consideraria o vírus incontrolável. Quantificar esse risco é difícil, mas esperaríamos graves repercussões globais se a China – e o mundo – falharem em impedir uma pandemia global.
 

Situação atual: Pior ainda por vir – Desde que o primeiro caso foi relatado à Organização Mundial da Saúde (OMS) em 31 de dezembro, o vírus 2019-nCoV se espalhou a uma taxa exponencial. Em 3 de fevereiro, havia 20.438 casos confirmados em todo o mundo, com a China respondendo por 99% de todas as infecções, em 20.233 casos, e os 215 restantes espalhados por 25 países (Anexos 1 e 2). Até agora, o vírus já matou 425 vidas – com uma taxa de mortalidade relatada de pouco mais de 2%.

Isso se deve em parte à natureza mais infecciosa do vírus, mas o contágio também foi auxiliado pela migração em massa de pessoas durante o Ano Novo Lunar (LNY). Com a detecção precoce dificultada pelo longo período de incubação do vírus, a próxima reversão da migração pós-LNY pode representar riscos para uma nova escalada da situação.

As autoridades chinesas tomaram medidas drásticas para conter o vírus. No epicentro da epidemia, Wuhan, juntamente com suas 17 cidades vizinhas na província de Hubei, estão trancadas desde 23 de janeiro. Todas as 31 províncias e grandes cidades da China ativaram seu nível mais alto de resposta de emergência, fechando estradas, fechando atrações turísticas, restringindo reuniões públicas e cancelando as celebrações do LNY. Muitas rodovias inter / intra-regionais foram fechadas, ou sob restrições parciais, para limitar as viagens de longo curso, enquanto as autoridades estabeleceram pontos de verificação de temperatura nas principais seções transversais, bem como nos aeroportos e estações de trem.

Os moradores foram aconselhados a ficar em casa e evitar reuniões de entretenimento, com a mensagem reforçada por telefonemas e visitas de dezenas de milhares de trabalhadores da comunidade nas cidades e autoridades da vila nas áreas rurais. O conselho estadual também estendeu o feriado nacional para 3 de fevereiro, com algumas províncias ainda mais instando as empresas a não retomarem suas operações até 9 de fevereiro (13 de fevereiro em Hubei).

A escala e a força dessas respostas de emergência são sem precedentes. Juntamente com as crescentes precauções tomadas pelos indivíduos, isso deve ajudar a controlar a propagação do vírus. Contudo, ao restringir severamente as atividades sociais, essas medidas também podem exacerbar a fraqueza econômica de curto prazo, com sinais de estresse já visíveis em alguns setores.

Em uma nota relacionada, o surto de coronavírus também diminuiria a capacidade da China de cumprir seus compromissos de aumentar as exportações dos EUA, em consonância com seus compromissos com o acordo comercial da “Fase Um” – algo sobre o qual já estávamos céticos. O impacto de tal falha dependeria da reação dos EUA a um déficit no cronograma.

Um cenário em que os EUA reconheçam a natureza extrema do choque para a China e concedam subsídios não exacerbaria uma desaceleração global. No entanto, se os EUA seguissem a letra do pacto comercial, poderiam aumentar as tarifas sobre a China, algo que criaria riscos adicionais para a economia global. Com a Casa Branca agora totalmente focada nas eleições de fim de ano, suspeitamos que sua reação tenderá à anterior por enquanto. Mas o caminho de médio prazo dependerá da resolução das incertezas políticas dos EUA no próximo ano.

Seguradoras já entregam boas experiências aos consumidores

Pagar o seguro de carro somente quando usar o veículo e ter o reembolso do celular roubado no mesmo dia já é possível no Brasil graças a grande transformação trazida por diversas startups que revolucionaram o relacionamento com o consumidor

As expectativas dos consumidores de seguros segue em linha com o que já estão acostumados por outras indústrias como chamar um Uber com um clique e acompanhar o trajeto do motorista. Assistir o filme que quiser sem comerciais, podendo parar e retomar o lazer como determina a prioridade do dia. E assim tem de ser também com seguro. “Não olho para os meus concorrentes e sim para startups de outras indústrias que ofertam serviços e produtos digitais para o consumidor, que passou a exigir a mesma agilidade, transparência e facilidade da minha empresa”, afirma Rodrigo Barros, diretor de estratégia e inovação da Zurich, líder no segmento de celular.

Cerca de 65% dos pedidos de indenização de seguro celular são resolvidos em horas, graças a inteligência artificial que analisa dados enviados pelo cliente, informa Rodrigo Barros, da Zurich

Atualmente, virou clichê ouvir de seguradoras e empreendedores a frase “proporcionar a melhor experiência para o consumidor”. O resultado deste esforço já é visível. Receber o celular novo no mesmo dia do roubo. Pagar o seguro de carro somente quando usar o veículo. Pedir um guincho e acompanhar a chegada do profissional sem falar com humanos. Fazer o upload das fotos do estrago e ter a autorização do conserto do carro em algumas horas, sem sair do escritório. Escolher somente as coberturas que quer e precisa no seguro de vida. Sim. Isso já é possível no Brasil graças a grande transformação trazida por diversas startups que revolucionaram o relacionamento com o consumidor.

Henrique Volpi Kakau e associação das insurtechs
Volpi: “Os usuários tiram fotos das “bikes” que serão seguradas e as imagens são analisadas automaticamente pelo sistema que aprova a contratação do seguro

Há pouco mais de um ano, a indenização de um celular roubado chegava a levar longos 35 dias para ser efetuada. Hoje, o cliente consegue repor o celular perdido no mesmo dia, pois o processo de indenização está totalmente digital. “Cerca de 65% dos pedidos de indenização são resolvidos em horas, graças a inteligência artificial que analisa dados enviados pelo cliente. O cliente recebe um QRCode com o valor para comprar um aparelho novo que pode ser usado na loja física do varejo ou na loja online. Tem a chance de acrescentar um valor a mais e pegar um equipamento mais moderno ou pode escolher um de menor valor para não desembolsar o custo da franquia”, cita Barros. 

E não é só com celular. Com bike também, conta Henrique Volpi, CEO da insurtech Kakau. “Os usuários tiram fotos das “bikes” que serão seguradas e as imagens são analisadas automaticamente pelo sistema que aprova a contratação do seguro. No caso dos sinistros, os documentos e eventuais fotos são enviadas pela Anna, a assistente digital baseada em NLP (Natual Language Processing), que executa a regulação digitalmente”, informa. 

Butori, do Itaú, conta que o seguro dental já está no aplicativo e as vendas são surpreendentes

Garantir o custo de um sorriso perfeito também já está no ar. No aplicativo do Itaú já é possível comprar seguro dental da Metlife e de vida resgatável da Prudential sem a interferência humana. Basta escolher e clicar, conta Luiz Fernando Butori, diretor do Itaú Unibanco. Ele afirma que em 2020 colocará outros seguros na plataforma para pequenas e médias empresas. “Vamos entrar com planos de saúde e apólices de riscos patrimoniais em breve”, antecipa. Segundo ele, o cliente precisa ser treinado para a inovação. “Temos trazido o cliente para os squads e ele participa do novo processo de inovação no dia a dia, o que traz mais acertos e sucesso para que projetos se tornem negócios rentáveis e valiosos para todos os envolvidos na cadeia”.

Para economizar, Wesley optou pelo seguro Pauper Use (PPU), da Thinkseg

Até o tradicional seguro de carro está de cara nova. Wesley Yukio Sasaki Oliveira, 25 anos, engenheiro, residente em Mogi das Cruzes (SP), decidiu buscar opções mais sob medida para seu perfil. Foi quando um corretor indicou a novidade Pay Per Use (PPU), da Thinkseg em parceria com a Generali. O CEP do Wesley indicava R$ 0,09 por quilômetro rodado no PPU. Ele dirige cerca de 20 kms por dia. Considerando 600 kms por mês, Wesley pagaria R$ 54,00 por mês, mais a assinatura do produto mensal. No ano, R$ 1.670,00, praticamente metade do valor à vista do seguro tradicional pesquisado, segundo contou à reportagem.

Não só a venda mudou. O atendimento também. Na Porto Seguro, a maior do setor, tem apostado em processos que otimizam a comunicação com clientes e corretores. “O grande impacto é que o cliente não fica em uma “fila” de atendimento e o foco é que ele faça todo o processo no seu tempo sem precisar parar as suas atividades e ficar exclusivamente no telefone. O nosso diferencial é a interação entre humano e digital, para total resolubilidade. O cliente sempre terá um retorno e, se preferir, pode falar com um atendente a qualquer momento”, explica Felipe Milagres, diretor de clientes e digital da Porto Seguro.

Patricia Chacon: a companhia já contabiliza mais de 20 projetos co-criados com clientes e corretores

A comunicação e marketing das seguradoras nas redes sociais também mudou. “Quando falamos de experiência do cliente no digital, um dos grandes destaques de 2019 foram as iniciativas dedicadas a acessibilidade e a usabilidade das nossas plataformas. A Liberty Seguros implantou o autosserviço em vistorias e aviso de sinistro de auto. Todas as plataformas e ferramentas da Liberty são desenhadas com o ponto de partida da usabilidade (UX) de todos os públicos e, atualmente, a companhia já contabiliza mais de 20 projetos co-criados com clientes e corretores”, destaca Patricia Chacon, diretora de transformação.

Outro importante exemplo disso foi a nova versão do nosso site institucional, desenhado e testado junto a clientes, corretores e consumidores. O resultado foi um site mais amigável e simples para todos os usuários, incluindo os deficientes visuais. Além dos autosserviços, o grupo trabalha para digitalizar funções mais simples – como pagamentos, por exemplo. “Em 2019, contabilizamos mais de R$ 2 milhões em pagamentos via cartão de crédito realizados pelo app da Liberty.

Também foi implementada a acessibilidade nos nossos posts de redes sociais, nas fanpages de Facebook e Instagram, que agora contam com a hashtag #LibertyAcessível, que traz a  descrição de imagens para que as pessoas com deficiência visual também possam interagir com os nossos conteúdos.

Murilo Riedel: estou cada dia mais apaixonado pelos beneficios que a tecnologia traz para dos nós

“É uma revolução gigantesca, que não conseguimos ainda mensurar onde vai parar”, afirma Murilo Riedel, CEO da HDI Seguros, um entusiasta no assunto inovação. Depois de uma hora de conversa com ele, se tem a sensação de ter feito um curso sobre o tema no MIT, nos Estados Unidos, de tão informada que a pessoa fica. O startup da inovação na seguradora alemã começou em 2016, com um projeto batizado de Go Digital. Os pilares do projeto tem como base a digitalização e o ganho de eficiência operacional, oferecer produtos diferenciados para desconcentrar a participação de mais de 70% da venda do seguro de carro no mix da companhia. “Deixamos de ser uma seguradora exclusivamente de automóvel para ser uma seguradora que trata da mobilidade e seus destinos”, diz.

Murilo faz parte e lidera uma equipe com 35 matemáticos dedicados a modelagem de processos que facilitam a vida dos corretores e clientes. Um dos esforços é que eles não precisem mais se locomover para fechar negócios ou solicitar serviços. “A vistoria de veículos que levava dois dias é feita hoje online. O atendimento via chatbot avança de tal forma que o robô é percebido como um humano do outro lado da tela”, cita. Com todas as inovações foi possível criar uma seguradora totalmente digital em parceria com o Santander. “É um marco histórico. Estamos vendendo e aprendendo muito com essa parceria, ao entregar ao consumidor uma oferta, simples, rápida e transparente do que ele precisa ao chegar a uma loja de veículos para comprar um carro”.

Helder Molina, CEO da MAG (novo nome da Mongeral Aegon), promete muitas novidades para 2020, inclusive a abertura de um banco digital

“Serão muitas as novidades em 2020”, garante Helder Molina, CEO da MAG Seguros, que acaba de lançar uma fintech para ofertar conta corrente digital para corretores e funcionários. O próximo passo será obter do banco central aval para ser um banco digital e também ofertar crédito e produtos financeiros, para quem quiser ter os produtos e serviços da seguradora comemorou seus 185 anos totalmente digital.

Alex Comninos: “Não existe uma seguradora que conseguirá fazer tudo para todos na agilidade de inovação que o consumidor digital hoje requer”

Segundo o consultor Alex Comninos, CEO da Founders Inteligence, as startups não querem todo o processo e sim uma das experiencias e fazer isso muito bem. “Não existe uma seguradora que conseguirá fazer tudo para todos na agilidade de inovação que o consumidor digital hoje requer. As startups pegam pequenas fatias de mercados para resolver problemas como preço elevado e principalmente encantar o cliente com ofertas realmente diferenciadas tanto na abordagem como em produtos que são pouco ofertados. Outra prioridade está em eliminar os ruídos na comunicação com o consumidor para que o seguro seja reconhecido como um aliado na proteção financeira e não um custo ou algo parecido com um imposto. E essa visão é o que tem movido tantas novatas para o seleto grupo das unicórnios, com que atingem cada dia mais rápido o valor de mercado acima de US$ 1 bilhão, com as quais temos um relacionamento constante por meio de fóruns organizados pelo grupo”, diz.

Bradesco Seguros lucra R$ 7,5 bilhões em 2019

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O braço segurador participou co 28,8% do lucro obtido pelo banco, de R$ 25,8 bilhões no ano passado.

Fonte: Bradesco Seguros

O grupo Bradesco Seguros divulgou lucro líquido de R$ 7,5 bilhões em 2019, nos segmentos de Seguros, Capitalização e Previdência Complementar Aberta. O resultado, que representa expansão de 16,6% em relação ao obtido em 2018, foi influenciado, entre outros fatores, pelo crescimento de 12,7% em operações de Seguros, Previdência e Capitalização, de R$ 14,8 bilhões, e também pela alta de 10,9% do resultado financeiro. O grupo também destacou a redução de 6% nas despesas administrativas em 6%. O Patrimônio Líquido registrou crescimento de 16,8%, e o Retorno sobre o Patrimônio Líquido Médio foi de 23,5%. 

Todos os índices de desempenho do grupo apresentaram evolução favorável no conceito anual, com destaque para os índices de sinistralidade, que registrou recuo de 0,5 ponto percentual, e o combinado, que atingiu sua melhor marca anual em mais de dez anos: 83,3%. 

“São números que refletem um momento muito especial vivido pela companhia. Estamos evoluindo, de forma gradual, de uma estratégia tradicionalmente centrada na distribuição de produtos para uma visão com foco total na jornada do cliente, a partir de um amplo movimento de transformação digital, que envolve não apenas tecnologia, mas também mudança na maneira de pensar. O objetivo é oferecer processos mais simples, intuitivos e digitais para o nosso cliente”, destaca o presidente do Grupo Bradesco Seguros, Vinicius Albernaz. 

Como fruto desse processo, a venda de produtos por meio dos canais digitais aumentou 82% em 2019 em relação ao ano anterior. Foi atingida a marca de cerca de quatro milhões de downloads do aplicativo da Bradesco Seguros e mais de um milhão de itens comercializados por esses canais. Em Saúde, 40% do reembolso já é realizado por meio digital. Em Auto, 64% das vistorias de sinistro e 16% dos pedidos de assistência já são digitais. 

Em Saúde, o grupo informa alta de 28% no lucro líquido no comparativo 12 meses. O ganho é reflexo, principalmente, do aumento do faturamento, que tem sido impulsionado pelas ações estratégicas que melhoraram o nível de retenção de clientes por meio de novas formas dos contratos, bem como a oferta de novos produtos, manutenção do índice de comercialização e aumento no resultado financeiro. A carteira de segurados apresentou novamente leve incremento, indicando novo ciclo de crescimento.

Complementando as principais informações da companhia, as Provisões Técnicas cresceram 6,2% na comparação com 2018, atingindo cerca de R$ 275 bilhões – correspondentes a aproximadamente 24% do total do mercado segurador – e os Ativos Financeiros, 7,1%, para R$ 307 bilhões. Outro dado relevante foi o valor pago em indenizações e benefícios, de R$ 33 bilhões, o que corresponde a cerca de R$ 130 milhões por dia útil. 

Os resultados refletem o compromisso do Grupo Bradesco Seguros com a busca por eficiência administrativa e excelência no atendimento, além da contínua evolução de seu modelo de atuação multirramo e multicanal, com presença em todo o país, visando a entregar soluções completas de proteção a seus clientes, em seus diferentes ciclos de vida. 

Matthew Crane é o novo CEO do THB e AmWINS Group

Matthew Crane

A AmWINS Group, distribuidor global de produtos e serviços de seguros, anunciou nessa segunda-feira, 03/02, a chegada de Matthew Crane como novo CEO do Grupo THB e presidente da divisão Internacional da AmWINS. O executivo será o sucessor de Frank Murphy, até o final deste ano.

Em seu novo cargo, Crane supervisionará uma plataforma global que representa mais de US$ 2 bilhões em prêmios. Como veterano do setor, o executivo ocupou vários cargos de liderança no QBE Insurance Group PLC e, mais recentemente, atuou como diretor executivo de gerenciamento de mercado da QBE.

Frank Murphy, que atua como CEO da THB desde 2009 e como presidente da divisão internacional da AmWINS desde 2012, terá uma nova função como consultor estratégico sênior da empresa e permanecerá no comitê executivo.

Para Eduardo Lucena, CEO do Grupo THB no Brasil, as mudanças e a chegada do novo executivo vão de encontro com o constante crescimento e expectativas positivas da empresa para o próximo período. “Seguiremos nosso projeto de expansão no Brasil mantendo o espírito empreendedor de nosso Grupo e a cultura que nos diferencia. Matthew Crane é um veterano com profundo conhecimento do mercado e dará continuidade ao projeto de crescimento global”, concluiu.

A THB Brasil é uma empresa especializada em corretagem de seguros, resseguros, gestão de benefícios, afinidades e gerenciamento de riscos. Desde o início da sua parceria com a AmWINS em 2012, a empresa teve expressivo crescimento do valor dos seus prêmios anuais administrados.

CNJ libera troca de depósito por seguro garantia, informa o Valor

Fonte: Valor

O Conselho Nacional de Justiça concedeu liminar para suspender a validade de uma previsão do Tribunal Superior do Trabalho que dificulta o uso de seguro garantia ou fiança nos processos judiciais. A decisão foi dada em pedido do Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal (Sinditelebrasil).

Os dispositivos estabelecem condições para usar o seguro garantia, como a necessidade de ser apresentado antes do depósito ou penhora de valores. Além disso, impede a substituição do depósito que já foi feito pelo seguro garantia. Existe uma divergência entre as turmas do TST. A 2ª Turma, por exemplo, não aceita a substituição do depósito judicial porque o seguro garantia tem prazo de vigência.

Bancassurance, um dos quatro pilares de crescimento da Zurich Seguros no Brasil

“Crescemos 35% ao ano nos últimos três anos. Ou seja, dobramos de tamanho. Agora, com a tecnologia pronta para plugar e desplugar serviços e produtos, certamente dobraremos de tamanho em dois anos”, diz o diretor Sidemar Spricigo

Depois de anos de discussão se os bancos deveriam ou não vender seguros, o Bancassurance, um termo francês para vendas de seguros pelas instituições financeiras, finalmente deixou de ser um tema tabu. Afinal, corretores nunca gostaram de ser ameaçados pela concorrência dos gerentes e corretoras cativas de bancos. Porém, com a tecnologia, eles descobriram que o Bancassurance não é uma ameaça e sim uma oportunidade de fechar negócios. 

Os bancos também descobriram que ofertar a plataforma digital para quem realmente entende do assunto traz mais lucro do que atuar no segmento assumindo riscos. Assim surgiram várias parcerias de sucesso, como Itaú e Porto Seguros em auto e residência; Santander e Zurich em vida; Santander e HDI em auto; Bradesco e Swiss Re em riscos empresariais; Banco Inter e Liberty Seguros em auto; BMG e Generali, entre tantas outras.

A Zurich conta com quase 20 parceiros entre instituições financeiras e varejistas. E mostra cada dia mais apetite para novas parcerias, como a fechada com o BanQi, banco digital controlado pela Via Varejo. Em março de 2019, anunciou uma aliança estratégica com a varejista catarinense Havan, do empresário Luciano Hang, para distribuir seguros massificados em sua rede de lojas, assim como já faz com Via Varejo e FastShop. A parceria estima gerar R$ 2,4 bilhões em prêmios de seguros pelos próximos cinco anos. Em bancos, além do Santander, a Zurich tem acordos com BMB, BRB, Daycoval, entre outros.

As seguradoras independentes vivem agora uma nova onda: a conquista dos bancos digitais e fintechs. “A Zurich tem como meta ser um player relevante no mercado de bancassurance, um dos quatro pilares da estratégia da empresa”, afirmou Sidemar Spricigo, diretor responsável pelo canal na Zurich. Completando os outros pilares estão os segmentos de seguros pessoais, seguros comerciais e afinidades, que é a venda de seguro por meio de parceria com redes varejistas e corretores.

“Crescemos 35% ao ano nos últimos três anos. Ou seja, dobramos de tamanho. Agora, com a tecnologia pronta para plugar e desplugar serviços e produtos, certamente dobraremos de tamanho em dois anos”, diz ele, com grande otimismo amparado por grandes investimentos em APIs, a “ponte” que conecta parceiros e aplicativos nos últimos dois anos.

A Zurich parte para conquistar os digitais e fintechs, que crescem num ritmo frenético com a flexibilização regulatória nas áreas financeira, incluindo aí seguros também. Quem acompanha de perto inovação, sabe do alarmante número de empreendedores apresentando projetos que visam entregar uma experiencia diferenciada aos clientes dos patrocinadores de hubs de inovação como o Cubo, do Itaú Unibanco, o Habitat, do Bradesco, Oxigênio da Porto Seguro, Distrito, que conta com participação da HDI entre outros tantos. Segundo pesquisa realizada pela Distrito, foram realizadas 260 rodadas de investimentos em empresas de tecnologia do País no ano passado. O setor de fintech lidera em quantia e aporte de recursos.

“A boa notícia é que estamos preparados para esta realidade”, afirma o executivo da Zurich. Segundo ele, além de a empresa contar com o mais amplo portfólio de produtos do mercado e ter a inovação fortemente presente em seu DNA, conta, ainda, com três modelos distintos de parceria. A tradicional, onde a Zurich oferta todos os produtos com a corretora cativa do grupo parceiro, com ou sem acordo de exclusividade. Até agora, a maioria dos acordos fechados prevê a exclusividade da Zurich nas ofertas. O segundo modelo, que tem ganhado força, é onde, além da corretagem de seguros, há o compartilhamento de resultados com o parceiro na operação. E o terceiro modelo é a criação de uma joint venture, com resultado compartilhado – nesse caso, em operações muito especificas e de amplitude muito relevante.

Segundo Spricigo, os produtos não serão tão diferentes do que há hoje. Seguro de vida vai cobrir vida e invalidez; seguro de celular vai cobrir roubo, furto e quebra acidental; seguro de carro roubo e colisões; imóveis terão o seguro incêndio como base de cobertura. “A grande novidade será a inovação inserida no acesso e no uso do produto, no autosserviço, como poder ativar e desativar o seguro no momento em que o consumidor deseja, assim como faz com Netflix, por exemplo”.

Os produtos tradicionais seguem tradicionais, mas o público jovem passa a ter opção também. “O desafio está em atrair os jovens, um público ainda distante do tema seguros e completamente distinto do público tradicional. A grande questão é como tornar o seguro um produto de valor para o jovem”, afirma. Ofertar o autosserviço – ele escolhe como quer se comunicar, quais coberturas lhe interessam, quando suspender ou cancelar o serviço – e ter uma experiência fluida, é o grande diferencial, segundo Spricigo, que não vê o preço como um fator impeditivo para a venda. “Inicialmente, jovens precisam de pouca importância segurada e as taxas de risco são pequenas em razão da idade, o que torna o custo benefício do produto muito atraente para a entrada no segmento”, explica.

O que importa para as fintechs e bancos digitais é a capacidade de integração dos sistemas e de inovação. Sem ter a troca de dados via API’s, nem se começa a conversar”, enfatiza. “Estamos prontos e com muitas novidades neste assunto em 2020”, finaliza o executivo da Zurich, que atua em mais de 210 países e territórios e já contabiliza acordo com mais de 70 bancos no mundo para vender seguro, que ajudam a imputar conhecimento nos projetos em andamento no Brasil.

Desde que o seguro surgiu no Brasil, nada impede que seja comercializado através de bancos. Situação oposta nos EUA, onde até pouco tempo atrás os bancos eram proibidos de vender seguros pela Lei Glass Steagall. O que a lei americana queria proteger era a imposição da venda do seguro pelo gerente do banco a clientes que buscavam crédito.

O lobby das seguradoras, que não queriam concorrentes, foi quem criou a força da lei nos EUA. Mas com o passar dos anos, com o aumento dos custos de comercialização e a globalização do mundo financeiro, as seguradoras sentiram-se pressionadas a reduzir custos. Com isso, elas passaram a encarar o bancassurance com uma forma de alavancar as vendas.

Foi a França que alavancou as vendas de seguros através dos bancos, como uma oferta complementar aos riscos inerentes a cada ciclo da vida do correntista, com produtos simplificados e personalizados. O Brasil já é um case de sucesso quando o assunto são os produtos planos de previdência, capitalização e seguro de vida prestamista, que protege a dívida. Agora é um candidato a ter enorme destaque com a venda de seguros diversos, como para celular, bolsa protegida, dental, garantia estendida entre tantos outros. 

Zurich anuncia nova head de Canais Digitais e Atendimento ao Cliente

Fonte: Zurich

 Lucía Aparicio Sarraceno é a nova líder da área de Canais Digitais e Atendimento ao Cliente da Zurich no Brasil, que chega para inovar a linguagem dos serviços digitais, melhorando cada vez mais a experiência do cliente. 

Com 12 anos de experiência no Grupo Zurich, sendo oito anos na Zurich Argentina, Lucía ocupou importantes posições no grupo como Assistente Estratégica da CEO Latam, Claudia Dill, com foco em Inovação, Clientes e Estratégia para toda a região. Agora, a executiva passa a compor o time de Estratégia, Marketing e Inovação da Zurich no Brasil e terá um importante papel nas práticas de relacionamento com os clientes e na condução da Zurich em sua estratégica jornada digital para atingir os seus três públicos – parceiros de negócios, clientes e corretores. 

Formada em Ciências Atuariais pela Universidade del Salvador, Lucía iniciou sua trajetória profissional no Grupo Zurich como operadora júnior e, hoje, toma a frente dessa nova área.

SulAmérica conclui venda para Icatu

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A SulAmérica informou em comunicado que concluiu a venda das suas operações de capitalização para a Icatu. A operação havia sido anunciada em maio do ano passado, com o valor podendo chegar a R$ 183 milhões, dependendo do cumprimento de algumas condições. Além da carteira de capitalização da própria SulAmérica, o negócio inclui também a fatia de 24,5% que a companhia tinha na Caixa Capitalização. Com isso, a Icatu passa a ter 49% desse negócio, sendo a fatia restante da Caixa Seguros, joint venture entre a Caixa e a francesa CNP Assurances.

Contratar seguro para o novo coronavírus, uma missão quase impossível

O famoso mercado de seguros Lloyd’s of London ainda não constatou uma explosão das atividades de seus membros que gostariam de cobrir sua exposição, segundo duas fontes no famoso mercado londrino

Fonte: AFP

Londres, 4 Fev 2020 (AFP) – Diante da disseminação do novo coronavírus chinês e da perturbação que causa, empresas e turistas terão dificuldade em obter indenizações de seguradoras que frequentemente se recusam a cobrir epidemias desse tipo.

Embora seja difícil, nesta fase, avaliar o impacto econômico do vírus, que já deixou mais vítimas na China que a SARS no início dos anos 2000, ele perturba os planos de muitos turistas e cadeias de abastecimento.

Mas obter indenização será um obstáculo e ocorrerá nos detalhes dos contratos, especialmente para empresas presentes em vários territórios. É, por exemplo, muito improvável que os seguros contratados ao comprar uma viagem cubram epidemias.

Em vez disso, os turistas deverão procurar seus fornecedores de cartão de crédito, ou operadoras de turismo, para reembolso em caso de cancelamento, ou custos médicos.

Para as empresas, especialmente as companhias aéreas que interromperam ou reduziram o serviço para a China, pode até não haver qualquer recurso, alerta Clarissa Franks, diretora de gerenciamento de riscos da corretora londrina Marsh.

“O diabo está realmente nos detalhes”, disse ela à AFP, enfatizando que certas disposições nas apólices de seguro podem cobrir doenças transmissíveis, mas que, em geral, epidemias como o coronavírus são excluídas.

– “Converse primeiro com a seguradora” -O novo vírus contaminou mais de 20.400 pessoas e a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou a epidemia como uma “emergência de saúde pública de alcance internacional”, embora nesta terça-feira tenha afirmado que ainda não é uma pandemia.

O famoso mercado de seguros Lloyd’s of London ainda não constatou uma explosão das atividades de seus membros que gostariam de cobrir sua exposição, segundo duas fontes no famoso mercado londrino.

Mas, na própria China, a epidemia “deve pesar sobre os resultados e sobre as receitas das seguradoras” do país em 2020, estima a agência de classificação S&P, que evoca razões como a volatilidade dos mercados financeiros e menos trocas com os clientes.

No entanto, a epidemia de SARS iniciada na China em 2002 pode dar uma ideia dos possíveis conflitos entre seguradoras e clientes. Somente para o setor de turismo, o impacto da SARS foi estimado entre 30 e 50 bilhões de dólares pelo Conselho Mundial de Viagens e Turismo.

À época, porém, a economia chinesa pesava apenas 5% do Produto Interno Bruto (PIB), contra 20% agora, sem mencionar que os chineses se tornaram os viajantes mais frequentes do mundo.

O setor de seguros estará “muito atento”, segundo Malcolm Tarling, porta-voz da Associação de Seguradoras Britânicas (ABI). “Se alguém viajar (para a China) sem seguir as diretrizes do governo, muitos seguros não serão válidos. Se você acha que sua viagem é essencial, deve falar com sua seguradoraprimeiro”, disse.

A seguradora britânica Aviva explica à AFP que os clientes devem ter cobertura especial para “interrupções de viagens”, a fim de garantir o reembolso. “Estamos monitorando a situação de perto, mas até agora a grande maioria dos pedidos está relacionada a clientes que viajam de e para a China”, mais do que empresas preocupadas, disse um porta-voz do grupo.

A gigante alemã Allianz acredita que os indivíduos devem primeiro entrar em contato com a companhia aérea, ou a agência de viagens, antes da seguradora.

Para as empresas, as doenças contagiosas são cobertas por políticas específicas, cujo custo pode desencorajar os assinantes. “Os seguros tradicionais não podem cobrir tudo, e os seguros não convencionais tendem a ser muito caros”, alega Franks.