Pandemias causaram perdas de US$ 197,7 bilhões na economia mundial

No Brasil, a epidemia Zika Vírus, em 2015, provocou um impacto financeiro negativo de US$ 16 bilhões

Fonte: Marsh

As pandemias geraram prejuízos bilionários no mundo nos últimos anos. E agora, diante do Coronavírus COVID-19, causador de infecções respiratórias, as empresas devem revisar, testar e atualizar os seus planos de continuidade de negócios e gestão de crises para evitar e minimizar perdas financeiras. Segundo levantamento global da consultoria de riscos Marsh, as pandemias causaram perdas econômicas de US$ 197,7 bilhões no mundo, de 2001 a 2016.

No Brasil, a epidemia Zika Vírus, em 2015, provocada pelo mosquito Aedes Aegypt, gerou um impacto financeiro negativo de US$ 16 bilhões na atividade econômica local.

Parte do prejuízo também decorre da improdutividade nas companhias. Cada colaborador com sintomas do Zika Vírus teve que se ausentar em média cinco dias do trabalho.

De acordo com a consultoria, mais de 400 doenças infeciosas foram registradas nas últimas duas décadas. Neste intervalo de tempo, houve por exemplo, o caso de doenças transmitidas por alimentos nos Estados Unidos, em 2012, e as perdas financeiras foram da ordem de US$ 78 bilhões. Já caso do vírus da SARS (Síndrome Respiratória Aguda Grave), que provocou um surto de pneumonia entre 2002 e 2003, os prejuízos foram de US$ 56 bilhões.

Segundo relatório da consultoria de risco Marsh, os impactos econômicos potenciais podem se agravar porque é maior a dependência das empresas em tecnologia, viagens e cadeias de suprimento, por exemplo.

A epidemias afetam as empresas e resultam em:

  • Perda de força de trabalho devido a morte e doença.
  • Maior absenteísmo dos funcionários e menor produtividade devido a obrigações familiares, distanciamento social e medo de infecção.
  • Interrupções operacionais, incluindo interrupções e atrasos nas redes de transporte e cadeias de suprimentos.
  • Redução da demanda do cliente.
  • Dano à reputação se a resposta de uma organização a um surto for vista como ineficaz ou se suas comunicações com partes interessadas internas e externas forem vistas como incompletas ou enganosas.

De acordo com Flavio Castro, superintendente da Marsh Risk Consulting, divisão de consultoria de riscos da empresa, as pandemias atravessam fronteiras e afetam ativos estratégicos das empresas, como é o caso do Coronavírus que teve origem na China e se espalhou pela Europa, Ásia, Estados Unidos, Oriente Médio, África e América Latina (com casos confirmados no Brasil).

“Perda da força de trabalho, interrupções operacionais como atrasos nas redes de transporte e cadeias de suprimentos de produtos e serviços, baixa demanda dos clientes e danos à reputação se a resposta a um surto é vista como ineficaz, são alguns exemplos de impactos nos negócios. Neste momento é imprescindível que as empresas façam uma revisão, testem e atualizem os planos de gerenciamento de crises e riscos adversos (seguráveis e não seguráveis) para garantir a resiliência da empresa e a continuidade dos negócios”, afirma.

As 9 maiores pandemias de 1918 a 2015

1918 

“Gripe espanhola” 

  • Cerca de 100 milhões de mortes
  • Perda de 11% no PIB nos EUA, 17% no Reino Unido, 15% no Canadá e 3% na Austrália

1957

“Gripe asiática” 

  • Cerca de 1,5 milhão de mortes
  • Queda de 3% do PIB nos EUA, Reino Unido, Canadá e Japão

1968 

“Gripe de Hong Kong”

  • Cerca de 1,2 milhão de infectados 
  • Aproximadamente US$ 26 bilhões em custos diretos e indiretos nos EUA

1981

“HIV/AIDS”

  • Mais de 70 milhões de infectados e 36,7 milhões de mortes
  • Queda anual de 2% a 4% de crescimento do PIB na África

2003 

“SARS (Síndrome de Doença Respiratória Aguda Grave)”

  • Chegou em 37 países, principalmente China, Taiwan, Cingapura e Canadá
  • 8.098 casos suspeitos e 744 óbitos mortes 
  • Prejuízos de US$ 4 bilhões em Hong Kong, de até US$ 6 bilhões no Canadá e US$ 5 bilhões em Cingapura

2009 

“Gripo suína”

  • De 151.700 a 575.500 mortes
  • Perda de US$ 1 bilhão na Coréia do Sul

2012

“MERS (Síndrome de Doença Respiratória)”

  • Se espalhou por 22 países, principalmente Arábia Saudita, Coréia, e Emirados Árabes Unidos
  • 1.879 casos de pessoas com sintomas e 659 mortes 
  • Perda de US$ 2 bilhões na Coréia e o governo teve gasto de US$ 14 bilhões 

2013

“Vírus Ebola na África Ocidental”

  • 22 países, principalmente Libéria, Serra Leoa, e Guiné
  • 28.646 casos de infecção e 11.323 óbitos
  • Perda de US$ 2 bilhões na Libéria, Serra Leoa e Guiné

2015

“Zika Vírus”

  • Infecções em 76 países, principalmente no Brasil
  • 2.656 relatos de casos microcefalia e/ou malformação do Sistema Nervoso Central.
  • Casos de malformação do sistema nervoso
  • Perda de US$ 7 a US$ 18 bilhões na América Latina e Caribe 

CVM autoriza B3 a atuar como registradora no setor de seguros e previdência

Fonte: Estadão

O colegiado da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) deu nesta terça-feira, 10, o sinal verde para a B3 atuar como registradora de operações de seguros, resseguros, capitalização e previdência complementar. A decisão foi tomada em reunião nesta terça-feira, por unanimidade, acompanhando as conclusões da superintendência de relações com o mercado e intermediários (SMI).

A B3 vai disputar mercado como entidade registradora de apólices do setor, dentro do projeto de registro eletrônico de operações capitaneado pela Superintendência de Seguros Privados (Susep). Desde 2018 a bolsa tem uma equipe dedicada ao setor e já dispõe desistemas desenvolvidos para atender as demandas das seguradoras.

Após dez anos em gestação, a chamada apólice eletrônica está começando a ser utilizada pela Superintendência de Seguros Privados (Susep). Em dois anos, o novo sistema deverá ser adotado por todos os ramos de seguros. A meta é digitalizar e dar mais transparência à base de dados do setor, hoje restrita às companhias seguradoras.

Icatu lucra R$ 318 milhões em 2019, alta de 18%

Luciano Snel Icatu Seguros

Arrecadação da Icatu Seguros avança 41% e soma R$ 17,7 bilhões em 2019. Companhia expande sua atuação com investimentos em inovação, novos produtos e parcerias

Em um ano marcado pelo fortalecimento de parcerias estratégicas, lançamentos de produtos e investimentos em tecnologia e inovação, a Icatu Seguros cresceu em todas as linhas de negócio, encerrando 2019 com patrimônio líquido de R$ 1,3 bilhão e uma arrecadação de R$ 17,7 bilhões, um aumento de 41% no comparativo com 2018. Em 2019, a seguradora registrou um lucro líquido de R$ 319,8 milhões, um crescimento de 18% em relação ao ano anterior. 

A companhia consolidou no ano passado importantes movimentos para potencializar o alcance de suas soluções, como a parceria com a HDI para a oferta de Seguros de Vida. Com o negócio, a Icatu vai ampliar ainda mais o alcance de seus produtos para pessoas física e jurídica, através de uma rede de 23 mil corretores. 

A compra da carteira de capitalização da SulAmérica e o aumento da participação na Caixa Cap, de 24,5% para 49%, também reforçam seu perfil multicanal e a especialização no segmento. Outro importante movimento foi o anúncio da associação com a Caixa Seguridade para a criação de uma joint venture que, a partir de 2021, vai distribuir produtos de capitalização em todos os canais da Caixa Econômica Federal. A parceria exclusiva terá duração de 20 anos.

A empresa avançou também na atuação com sistemas cooperativos, que estão presentes em todo o Brasil e reforçam a expertise da Icatu no setor.  “São 28 anos crescendo a partir de parcerias e aquisições estratégicas, com as quais construímos um ecossistema capaz de entregar as melhores experiências aos nossos clientes, corretores, parceiros e gestores. Dessa forma, seguimos no nosso propósito de ajudar a criar um Brasil onde pessoas e famílias estejam financeiramente protegidas e assistidas em todas as fases de suas vidas”, afirma Luciano Snel, presidente da Icatu Seguros. 

Reuters: Aon alega fraude em arbitragem sobre aquisição no Brasil, mostram documentos

 Fonte: Reuters

A corretora de seguros britânica Aon está alegando ter sido vítima de fraude ao adquirir a corretora de seguros e administradora de benefícios brasileira Admix, há quatro anos, por 1,35 bilhão de reais, segundo documentos vistos pela Reuters.

O contrato de venda com o fundador da Admix, César Antunes da Silva, incluía cláusulas que previam o pagamento pela Aon de até 150 milhões de reais dois anos depois da conclusão do negócio se determinadas metas de receita fossem alcançadas. Outros 80 milhões ficaram retidos numa conta “escrow”, uma providência normal em aquisições para garantir problemas posteriores à compra. 

Citando declarações supostamente “fraudulentas” e omissões de César Antunes da Silva no processo, a Aon se recusou a pagar em 2018 os valores adicionais nem a liberar os valores restantes na conta escrow, e decidiu pedir ao menos 200 milhões de reais em prejuízos numa arbitragem. 

A arbitragem mostra que o negócio desapontou a Aon, que está tentando se tornar a maior corretora de seguros do mundo. Quando a aquisição foi anunciada, o chefe da área de saúde e benefícios da Aon, John Zern, disse que a aquisição dobraria a presença da corretora no Brasil. O chefe da área de Soluções de Risco para a América Latina, Fernando Pereira, disse que a compra no Brasil daria um impulso aos negócios da empresa na América Latina. 

Ambos saíram da Aon desde o negócio. Zern deixou a empresa durante uma reestruturação global em outubro do ano passado e Pereira se aposentou em janeiro deste ano. 

Na época, a Admix tinha 1,4 milhão de beneficiários que trabalhavam em 6.700 empresas brasileiras. Anualmente a empresa negociava 2 bilhões de reais em prêmios de seguros saúde e benefícios. 

Os advogados de César da Silva responderam que a Aon está tentando usar a arbitragem para compensar prejuízos surgidos com sua má administração após a compra da Admix, lembrando que a corretora levou dois anos para reclamar de omissões e erros. 

A Aon também está pedindo aos juízes da arbitragem para reavaliar a Admix, considerando potenciais irregularidades na inclusão de beneficiários em planos de saúde. 

A arbitragem, cujos detalhes até agora não eram públicos, está registrada na International Chamber of Commerce sob o número 24146/GSS. 

A Aon alega que a Admix não informou ao comprador sobre o cancelamento de um alto número de contratos com a empresa de planos de saúde Unimed, embora os advogados do fundador da Admix afirmem que a maior parte dos clientes foi transferida para outras corretoras da Admix. 

Os advogados de Silva também dizem que as irregularidades na inclusão de clientes em planos de saúde só ocorreram depois da venda da companhia. O fundador pede na arbitragem que seja pago o valor residual na conta escrow e os pagamentos adicionais como estão em contrato. 

A Aon também acusa a Admix de não ter informado sobre processos trabalhistas. Advogados da Aon e de César da Silva preferiram não comentar o assunto, dizendo que a arbitragem é confidencial. 

Uma das acusações da Aon na arbitragem é que um dos maiores corretores da Admix estaria intimidando testemunhas, porque o corretor pediu explicações na polícia sobre declarações de funcionários da Aon que o acusaram de fraude em depoimentos dentro da arbitragem. O corretor, Nadjair Diniz Barbosa, e seus advogados preferiram não comentar o assunto. 

A Aon não revelou a arbitragem em suas demonstrações financeiras do ano passado como fez com outras discussões judiciais e arbitragens na Nova Zelândia e Estados Unidos e investigações por autoridades antitruste na Europa. A Aon se recusou a explicar porque não incluiu a arbitragem nas demonstrações financeiras. 

Na segunda-feira, a Aon anunciou um negócio de 30 bilhões de dólares para adquirir a rival Willis Towers Watson e tornar-se a maior corretora de seguros do mundo.

Antonio Cassio é indicado novo presidente do Conselho do IRB Brasil RE

O economista Antonio Cassio dos Santos foi indicado hoje como o novo presidente do Conselho de Administração do IRB Brasil RE. CEO Américas e Sul da Europa do Grupo Generali Itália nos últimos cinco anos, o executivo teve seu nome indicado pela União, que tem tal prerrogativa por deter a ação preferencial de classe especial (golden share) da companhia. A eleição efetiva será formalizada por meio de uma Assembleia Geral Extraordinária dos acionistas a ser convocada nos próximos dias pelo IRB, com base nas regras do seu Estatuto Social e da legislação. 

“É realmente um desafio instigante atuar em uma companhia líder no setor de resseguros na América Latina, em franca expansão de suas atividades no Brasil e no exterior”, diz Antonio Cassio, que acrescenta: “Espero contribuir com o desenvolvimento da visão estratégica e dos mecanismos de aprimoramento da governança e transparência na empresa. O objetivo é ampliar a geração de valor do IRB Brasil RE para seus clientes, acionistas, investidores, colaboradores e demais públicos”.

“Estamos muito satisfeitos com a indicação do Antonio Cassio, um executivo reconhecido pelo mercado como um dos grandes nomes do setor de seguros no Brasil e no mundo”, afirma o presidente interino do Conselho de Administração do IRB Brasil RE, Pedro Guimarães. “Quero ressaltar nossos agradecimentos à Generali, que compreendeu a opção do executivo e demonstrou enorme agilidade em liberá-lo para assumir seu novo desafio.” 

Antonio Cassio conta com mais de 30 anos de experiência no segmento de seguros. Antes da Generali, foi presidente regional e CEO América Latina da seguradora Zurich e presidente e CEO do Grupo Mapfre Seguros Brasil, além de ter sido o CFO (RAS Brasil) do Grupo Allianz.

Tem MBA pela Universidade Vanderbilt, do Tennessee (EUA), bem como pelo IBMEC-SP. É especialista em Assuntos Latino-Americanos pela escola de negócios da Universidade Vanderbilt e conta também com pós-mestrado em Negócios Globais pelo IESE Madrid.

Eleito quatro vezes “Executivo de Valor” como melhor CEO do setor pelo Jornal Valor Econômico, Antonio Cassio é também considerado um dos cinco executivos mais influentes da América Latina no setor de seguros, pela Insurance Business Review.

Rede Lojacorr produz R$ 605 milhões em vendas em 2019

Empresa cresce 22% em seguros e 30% em consórcios

Fonte: Rede Lojacorr

A Rede Lojacorr respondeu pela produção de R$ 604,7 milhões em prêmio líquido emitido em todos os segmentos, encerrando o ano passado com alta e ótimas perspectivas para 2020. O resultado refere-se à produção de um time de 3.330 profissionais, apoiados por 220 colaboradores, espalhados de Norte a Sul do País, e representa um crescimento de 22,30% e 30,12%, respectivamente em seguros e consórcios, sobre 2018.

Entre os pontos positivos para essa conquista está a diversificação na carteira, tendo produtos comercializados em 44 ramos distintos, com destaque para as seguintes participações: 63,73% Auto; 6,33% Saúde; 6,16% Consórcio; 5,06% Vida; 3,97% Empresarial e com os percentuais dos Demais Ramos e Segmentos, formam 100% do Mix.

De acordo com o diretor comercial da Rede Lojacorr, Geniomar Pereira, como parâmetro dos expressivos resultados alcançados, em números absolutos, foram realizados 112 milhões a mais que o ano anterior, sendo esse número praticamente o que a Lojacorr toda produziu em 2012 inteiro. “No nosso exclusivo modelo de negócios, oferecemos produtos e serviços diferenciados e buscamos parcerias com as principais seguradoras do Brasil e com empresas que complementam nosso ecossistema de soluções, sendo disponibilizamos 53 parceiras até o final de 2019. Dessa forma, possibilitamos o acesso imediato junto às seguradoras a todos que fazem parte da Rede, bem como auxiliamos em muitos serviços complementares inerentes ao negócio”, explica.

A empresa busca o processo de expansão pelo território nacional e termina 2019 presente em 22 Estados e o Distrito Federal, por meio de 55 Unidades, sendo inauguradas 5 novas Unidades, além de 5 reinaugurações com aumento estrutural, todas atendidas por 4 Diretorias Regionais, sediadas em: São Paulo, Curitiba, Belo Horizonte e Recife. Foram processados 385.000 documentos, contabilizados segurados nos 26 Estados da União e uma abrangência de atendimento em 3.600 municípios brasileiros.

“Mesmo com períodos de instabilidade econômica e política, os bons resultados de 2019 demonstraram a força da união, do compartilhamento, da colaboração e do sucesso do modelo de negócios criado pela Rede Lojacorr, reflexo de um trabalho sério e bem estruturado, regido com todo o cuidado no planejamento, investimento em tecnologias e nas parcerias com o mercado”, acrescenta o gestor.

Em números qualitativos, a Rede Lojacorr atingiu ainda 70% na pesquisa de satisfação (NPS) realizada junto aos corretores da Rede, rumo a zona de excelência. “Fomos certificados também pelo segundo ano consecutivo, pelo GPTW (Great Place To Work), como uma das 10 melhores empresas para se trabalhar no Estado do Paraná, local da Sede Administrativa”, emenda Pereira.

Aon concorda em pagar US$ 30 bilhões pela Willis, criando a maior corretora do mundo

Fonte: Bloomberg

A Aon Plc concordou em comprar a Willis Towers Watson Plc em uma transação de quase US$ 30 bilhões, criando a maior corretora de seguros do mundo e adicionando uma série de especialistas em tudo, desde mudanças climáticas a segurança cibernética.

O acordo de ações, o maior de todos os tempos para o setor, combinará os segundo e terceiro maiores corretores e ocorre quase exatamente um ano após o rompimento das negociações anteriores entre as duas empresas.

Os corretores de seguros têm procurado maneiras de ampliar seus negócios, aconselhando clientes corporativos sobre ameaças novas e em evolução. A Marsh & McLennan Cos., que perderá o primeiro lugar do ranking quando o negócio da Aon for concluído, disse que sua compra da Jardine Lloyd Thompson Group (JLT) por US$ 5,7 bilhões no ano passado foi uma aposta na “era do risco”.

“Quando você pensa sobre o que está acontecendo com os clientes, a volatilidade no mundo está aumentando”, disse Greg Case, CEO da Aon, em entrevista por telefone. “Todos os riscos tradicionais, apenas a cesta tradicional, são realmente maiores do que nunca e agora você tem todas as coisas não tradicionais em ação”. Case e o diretor financeiro Christa Davies liderarão a empresa combinada, segundo comunicado divulgado na segunda-feira.

As corretoras, que ajudam a conectar as empresas que procuram cobertura com as seguradoras, estão se fundindo agressivamente para diversificar, aumentar as comissões e atender aos clientes que desejam cada vez mais lidar com menos intermediários. A Willis Towers foi formada em 2016 em uma fusão de US $ 8,9 bilhões.

Os investidores da Willis Towers receberão 1,08 ações da Aon para cada uma de suas ações, com os investidores existentes da Aon possuindo cerca de 63% da empresa assim que o negócio for concluído. Os acionistas da Willis Towers receberão cerca de US$ 231,99 por ação. Isso é 16% superior ao preço de fechamento da empresa na sexta-feira. “Isso não é muito maior”, disse Case em uma teleconferência com analistas. “Isso é melhor.”

A Aon, que planeja manter sua sede operacional em Londres, caiu 14%, para US$ 184,59 às 10:51, o maior declínio intradiário em quase 11 anos em meio a uma rota mundial do mercado de ações. A Willis Towers caiu 7,1%, para US$ 185,47. As ações dos EUA caíram em meio à pressão de uma guerra de preços do petróleo bruto e aos temores do coronavírus.

“A aquisição da Willis Towers Watson por US $ 30 bilhões da Aon deve permitir que ela supere a Marsh & McLennan como a maior corretora de seguros global”, disse Matthew Palazola, analista sênior da Bloomberg.

No ano passado, Aon e Willis Towers interromperam uma combinação proposta menos de 24 horas após vazamentos de negociações preliminares. Um relatório da Bloomberg News lançou as discussões para o público, dificultando o avanço da Aon porque ainda estava refinando os termos de sua oferta, disseram pessoas familiarizadas com o assunto na época.

Os reguladores irlandeses forçaram a divulgação de negociações em estágio inicial no ano passado. A Aon disse na época que se reservava o direito em 12 meses de anular seu anúncio de que não pretendia fazer um acordo. Embora a Aon tenha sido impedida de entrar em contato com a Willis Towers por pelo menos um ano, o alvo estava livre para abordar seu perseguidor, de acordo com uma pessoa familiarizada com o assunto.

O acordo aumentará os ganhos no primeiro ano completo da combinação e fornecerá sinergias antes dos impostos e reduções de custo de cerca de US $ 800 milhões até o terceiro ano, segundo o comunicado. O CEO da Willis Towers, John Haley, se tornará o presidente executivo.

“Embora as sinergias de despesas tornem o negócio financeiramente atraente, as equipes de gerenciamento das duas empresas descreveram a capacidade de atender melhor às necessidades dos clientes como a lógica principal”, disseram analistas da Keefe, Bruyette & Woods.

Ambas as empresas esperam que o acordo seja concluído no primeiro semestre de 2021 após garantir aprovações regulatórias. Case, da Aon, disse estar otimista com as chances da empresa obter todas as principais aprovações. A Marsh & McLennan e a JLT acabaram concordando em vender um negócio aeroespacial como parte da revisão do acordo da Comissão Europeia no ano passado.

“Consideramos a transação proposta como altamente complementar”, afirmou Case. “É um setor muito, muito competitivo e estamos confiantes de que conseguiremos obter as aprovações necessárias”.

O risco de uma desaceleração econômica global causada pelo coronavírus não se transformou em Case. O acordo, ele argumentou, foi benéfico para a empresa a longo prazo e só provou como a Aon e a Willis Towers precisam ser capazes de ajudar os clientes a navegar em um ambiente cada vez mais tumultuado.

“O mundo é um lugar difícil e complexo”, afirmou Case na convocatória dos analistas. “Mas em tempos de turbulência, ouça, quem melhor que nós? É disso que trata a nossa missão, ajudar os clientes a enfrentar desafios “.

Caixa Seguridade decide suspender IPO pelo menos até julho, dizem fontes

IPO Caixa Seguridade

Fonte: Reuters

A Caixa Seguridade decidiu suspender sua oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), disseram duas fontes com conhecimento do assunto nesta segunda-feira, em meio à turbulência das bolsas de valores causada pela forte queda nos preços do petróleo e temores de investidores sobre os efeitos da epidemia de coronavírus sobre a economia global.

“Agora não dá mais pra fazer, vai atrasar pelo menos três a seis meses”, disse uma das fontes. A previsão inicial era de que o IPO fosse concluído em abril.

O IPO da Caixa Seguridade pretendia levantar mais de 10 bilhões de reais, na maior oferta esperada até agora para 2020.Representantes da Caixa não comentaram o assunto de imediato.

O adiamento pode prejudicar expectativas de bancos de investimentos de que 2020 seja um ano recorde de IPOs e ofertas subsequentes de ações.

Coronavírus muda rotina de seguradoras e corretoras multinacionais

coronavirus seguradoras

As seguradoras Liberty e Zurich e as corretoras Marsh e Aon suspenderam viagens e cancelaram eventos

O COVID-19 traz um grande desafio às seguradoras globais. Elas, especialistas em gestão de riscos, agiram muito antes dos apelos do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, para evitar a proliferação do coronavírus. “Tripliquem a vigilância, façam monitoramento, rastreio de contaminados e, em caso de quadros gripais, faça autocuidado”, diz dia a dia o ministro.

O vírus que surgiu na China no fim do ano passado já chegou a mais de 86 países, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), ultrapassa o número de 3,2 mil mortes e registra mais de 98 mil infectados. O Brasil confirmou 20 casos para o vírus registrados em São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e outro Bahia até domingo, dia 8. No total, o País tem 768 casos suspeitos e 480 análises foram descartadas.

Carlos Magnarelli, CEO da Liberty Seguros, contou ao blog Sonho Seguro que até a última sexta-feira (6) a seguradora suspendeu dois eventos nacionais voltados ao público interno da companhia que ocorreriam nas próximas semanas, ambos são apenas para funcionários da seguradora e não contam com presença de corretores e ainda não tem previsão de quando serão remarcados. “Os demais eventos do ano, assim como os com nossos parceiros, até o momento, permanecem como o planejado. Reforçamos que estamos constantemente monitorando a situação do vírus no Brasil e no mundo para garantir a segurança de todos os nossos funcionários e corretores”, citou.

A Zurich Seguros, por ser uma companhia multinacional, com sede em Zurique, segue as recomendações da matriz e também locais. A companhia tem consultado cientistas renomados no mundo para ter uma melhor gestão das pessoas e dos negócios do grupo. Tem também no Brasil um grupo de gestão de crise que monitora diversos riscos, inclusive de pandemias.

Na Zurich, por exemplo, executivos que viajaram para países onde o vírus se espalhou devem  trabalhar de casa por duas semanas. Outra iniciativa da subsidiaria da seguradora suíça é antecipar a vacinação contra a gripe. Segundo o ministério da Saúde ela será iniciada em 23 de março e a Zurich quer antecipar ainda mais. “Assim não corremos riscos do pânico que pode atingir pessoas com gripes comuns”, afirmou Carlos Toledo, diretor de RH da Zurich, ao blog.

As viagens internacionais, de negócios, estão sendo monitoradas na Zurich. Duas agendadas há meses foram canceladas no mês de março, especialmente para países focos da doença. Outras também foram canceladas, mas os dois head locais fizeram as reuniões virtualmente. “Nas viagens pessoais, a companhia não pode impedir, mas pedimos bom senso de nossos colaboradores. E mesmo que elas aconteçam, estamos monitorando se houve alteração na saúde para decidirmos se ele fica em quarentena ou não”, citou.

Nos eventos programados para o ano, as seguradoras monitoram passo a passo. Caso a doença venha a progredir severamente, outros eventos serão cancelados. Os corretores, que tem suas viagens de premiações geralmente no segundo semestre, torcem para que tudo fique bem. A Zurich, por exemplo, tem duas delas programadas para fora do pais. “Mesmo não sendo para países focos, estamos monitorando o Brasil, pois o risco ainda existe”, acrescentou Toledo.

Implementar o programa “Work Life Balance” ajudou a Zurich a por em prática o trabalho remoto. “Vamos agilizar esse programa para estarmos preparados para uma possível evolução de uma contaminação no Brasil. Temos hoje capacidade de colocar a companhia em homeoffice se tivermos de evitar reuniões presenciais”, afirmou.

Na corretora Marsh, também foram adotadas iniciativas globais e valem para operações em todos os países, principalmente onde se tem mais foco do Coronavírus. Entre as determinações a seguir, a Marsh cita adiamento de conferências patrocinadas pela corretora e grandes reuniões internas que requerem viagens. As decisões para realizar grandes reuniões de colaboradores e/ou clientes locais levarão em consideração qualquer orientação ou requisitos das autoridades públicas locais de saúde. Também está na ordem do dia restringir viagens para áreas afetadas, de acordo com os conselhos de saúde. 

Todos os colaboradores que tenham viajado para uma área afetada estão sendo aconselhados a informar seus gestores e permanecer em casa por 14 dias também na Marsh. “A segurança de seus colaboradores, clientes e das comunidades é sempre prioridade máxima. Como resultado da contínua disseminação do coronavírus, a companhia implementou uma série de medidas e precauções para manter a saúde e a segurança de todos os seus trabalhadores”, afirmou o grupo.

A corretora Aon adotou algumas medidas preventivas para garantir a saúde e segurança dos colaboradores e clientes. Entre elas:

  • Viagens – Restrição às viagens não essenciais de negócios;
  • Eventos – A realização de eventos está sendo avaliada pontualmente e alguns estão sendo postergados;
  • Comitê global – Criação de comitê global para monitorar a situação e manter os colaboradores atualizados;
  • Site de resposta global – disponibilizado aos clientes e colaboradores com materiais que orientam sobre como responder e mitigar os riscos do vírus;
  • Webinar global – destinado aos clientes com as orientações sobre como responder e mitigar os riscos do vírus nos seus negócios e entre os seus funcionários;
  • Comunicados aos clientes – informativo de saúde do Aon pela Vida destinado para as empresas enviarem aos seus funcionários;
  • Blog The One Brief – artigos exclusivos sobre o tema.

Apesar de ter uma grande capacidade de contágio, a letalidade do coronavírus não é considerada alta e, segundo o Ministério da Saúde e a OMS, não há motivo para pânico. Ainda assim, o órgão internacional elevou o nível de contaminação global para “muito alto”.

Os sintomas da infecção podem se assemelhar a uma gripe comum na maioria das pessoas e, para evitar a propagação do vírus, os órgãos recomendam medidas de higiene simples, como lavar as mãos regularmente e usar álcool em gel. 

Antonio Cassio dos Santos deve assumir conselho do IRB nos próximos dias

Se os rumores forem oficializados, Santos tem um árduo trabalho para recuperar a credibilidade da empresa, que perdeu o status de queridinha dos analistas para virar “piada” entre muitos comentários do twitter

Antonio Cassio dos Santos, que deixa o cargo de CEO Americas do grupo italiano Generali, onde está há cinco anos, deve ser anunciado na próxima semana como o novo presidente do conselho do IRB Brasil Re, segundo informou uma fonte ao blog Sonho Seguro. Se isso for confirmado, ele sucederá o atual presidente da Caixa, Pedro Guimarães, e que assumiu o posto interinamente com a saída de Ivan Monteiro, que renunciou ao posto por divergências com os executivos que estavam no comando do maior ressegurador da América Latina.

O presidente do IRB, José Carlos Cardoso, e o diretor financeiro, Fernando Passos, foram demitidos na semana passada depois de confusões na comunicação sobre questionamentos sobre o balanço, renuncia do presidente do conselho e informações desencontradas envolvendo o fundo americano Berkshire Hathaway. Eles disseram em teleconferência que o fundo do mega investidor Warren Buffett tinha não só participação como havia aumentado sua fatia. A informação foi desmentida pelo próprio fundo de Warren Buffett e as ações do IRB caíram quase 40% num único dia. Desde do inicio da crise, 9 de fevereiro, o grupo perdeu algo próximo de R$ 10 bilhões em valor de mercado.

A provável ida de Antonio Cassio dos Santos é vista por profissionais que acompanham o assunto como uma tentativa de dar mais empreendedorismo ao IRB, ainda criticado por investidores por ter um “que” de governo no comando. Tanto que na quinta-feira, mesmo depois da teleconferência na qual Werner Süffert, diretor de relações com investidores da BB Seguridade, foi apresentado aos investidores como novo vice-presidente executivo da resseguradora, as ações do IRB continuaram em queda de 16%, com perda de mais R$ 2,8 bilhões em valor de mercado. Na sexta, o papel encerrou com alta de 2,5%, em R$ 15,97.

O novo presidente do conselho, qualquer que seja, tem um árduo trabalho pela frente para recuperar a confiança não só dos investidores e analistas como também dos clientes. Muitos deles estão apreensivos com os contratos de resseguros, que geralmente são de longa duração. E o que ninguém quer é ficar na mão quando mais precisa: pagar indenização ao seu cliente.

Outra complicação é o ranting, uma exigência mundial no setor de resseguros. Na sexta-feira, a AM Best Rating Services colocou em revisão, com implicações negativas, o rating de Força Financeira de A (Excelente) e o Rating de Crédito de Emissor de Longo Prazo da resseguradora. De acordo com a agência, as ações de classificação seguem as renúncias apresentadas pelo CEO e CFO do IRB em 4 de março de 2020. Para deixar o status de revisão, o IRB precisará apresentar uma transição bem-sucedida da administração, mantendo os níveis existentes de capitalização ajustada ao risco e desempenho operacional, bem como qualquer impacto potencial no perfil de negócios.

Esse fato é muito preocupante, pois muitas resseguradoras só podem fazer negócios no mercado internacional se tiverem um rating menino aceitável. Se não mudar rapidamente, o IRB terá muitas dificuldades em renovar contratos futuros e também em manter os que tem caso os participantes do negócio não possam manter em carteira empresas com rating com viés negativo.

O IRB é considerado uma empresa forte em seu mercado, por deter quase 40% de market share. No entanto, virou agora um grande case sobre a governança de empresas listadas no mais alto nível de governança da B3. Certamente será preciso rever as contas que são questionadas pela gestora Squadra, que tem o aval dos investidores que leram os dois documentos divulgados semanas atrás. Santos, tem 55 anos e já presidiu a Zurich e a Mapfre.

Outro nome cotado para ser um dos membros técnicos do conselho do IRB é de Ivan Passos, que trabalhou em grandes riscos na SulAmérica por 30 anos, sendo 20 deles como vice presidente técnico. Passos foi membro titular do Conselho Técnico do IRB por oito mandatos seguidos, de 1986 a 2002. A sua missão seria, segundo fontes, analisar os processos de sinistros que tiveram suas reservas reduzidas ou eliminadas, como questiona a Squadra.

Boa sorte a nova gestão. Que realmente recuperem o IRB, que tem muitas historias para contar sobre a reconstrução de muitas empresas destruídas por catástrofes naturais ou feitas pelo homem. E é admirado até mesmo por seus concorrentes. Na torcida!