Corretora Ciclic e seguradora Starr mantém cobertura para coronavírus em seguro viagem

A Ciclic garantirá assistência médico-hospitalar para todos os segurados que estiverem com sintomas ou infectados pelo Covid-19, mesmo que normalmente os seguros viagem excluam endemias, epidemias e pandemias de suas coberturas

A Ciclic, corretora digital do grupo BB Seguridade, conseguiu manter a cobertura do seguro viagem para clientes mesmo com o risco do coronavírus. “A corretora tem o propósito de proteger os clientes nos seus ciclos de vida, vai assegurar a assistência necessária para quem está em contato ou recebeu positivo para o vírus durante suas viagens”, informa nota da corretora. A seguradora desta apólice é a Starr.

Em comunicado, Raphael Swierczynski, CEO da Ciclic, cita que apesar de os seguros excluírem casos de endemia, epidemia ou pandemia, o Seguro Viagem Ciclic vai garantir as despesas médico-hospitalares causadas pelo Coronavírus de seus segurados até que eles sejam liberados para retornar ao seu local de domicílio, limitado à cobertura contratada e respeitando o protocolo adotado em cada país. 

“Nossa rede credenciada está disponível 24h – com atendimento em português – em mais de 190 países para garantir a proteção de todos, inclusive com atendimento no hotel, quando necessário”, completa o executivo. “Nesse período de Coronavírus, o nosso seguro viagem pode ser utilizado tanto por quem já está viajando, quanto por quem ainda vai viajar, mas é importante ressaltar que ele precisa ser adquirido antes do início da viagem”.

Coronavírus faz Mapfre realizar reunião online com acionistas; grupo revê plano estratégico

Fonte: comunicado Mapfre e agencias internacionais

Desta vez, a tradicional reunião de acionistas da Mapfre, realizada em Madri, Espanha, teve a participação de acionistas online diante do cuidado de conter a disseminação do coronavírus. O presidente da Mapfre, Antonio Huertas, afirmou que o grupo prevê um ROE (retorno sobre o patrimônio) entre 8 e 9%, em média, entre 2019-2021, em comparação com 10% incluídos no plano estratégico que foi agora atualizado para adaptá-lo à situação atual e ao impacto de grandes reivindicações em suas contas de 2019.

O grupo mantém o crescimento máximo rentável de seus negócios “mas de maneira prudente. Não queremos reforçar o crescimento além do necessário, sempre levando em consideração o controle técnico de nossa atividade”, afirmou Huertas. Sob essa premissa, a Mapfre moderou suas “expectativas de receita entre 28 e 30 bilhões de euros até o final de 2021”. Este objetivo foi estabelecido em 30 bilhões de euros.

A nova meta da Mapfre para o índice combinado para o triênio 2019-2021 está entre 96% e 97% para o seguro não-vida, explicou o presidente da entidade. O presidente declarou que a entidade “continuará dedicando pelo menos 50% do lucro anual ao pagamento de dividendos”.

O presidente da empresa destacou a dificuldade de fazer previsões de negócios no ambiente atual, de modo que “acompanharemos de perto a evolução de nossa atividade nos próximos meses”.

A Mapfre anunciou uma revisão de seu plano estratégico em face do impacto de grandes incidentes, principalmente no Japão e no Chile, em suas contas de 2019. Essa situação foi complicada pelo aparecimento do coronavírus e tornou o ambiente ainda mais difícil, explicou Huertas.

AIG discute a diversidade feminina no II Fórum Mulheres na Liderança

Fonte: AIG

Deficiência física, idade, cor da pele, orientação sexual e de gênero são características que podem distanciar, ainda mais, as mulheres das oportunidades e relações de equidade no mercado de trabalho e na sociedade. Esse foi o tema o II Fórum Mulheres na Liderança, promovido pelos grupos de diversidade da AIG para marcar o Dia Internacional da Mulher entre os funcionários, parceiros de negócios e representantes de diferentes setores. 

Bárbara Correia, advogada no Mattos Filho, Emanuele Bernardo, enfermeira da USP, Leila Melo, Diretora Executiva no Itaú, Marília Melo, sócia na KPMG, Priscila Boer, Superintendente de Operações no Grupo Ambipar, e Renata Vieira, Assistente Técnica Judiciária, foram as painelistas convidadas para dividir suas histórias e experiências pessoais e profissionais sobre o protagonismo no fortalecimento das vozes das várias identidades no feminino. “Cada uma das convidadas, mulheres brancas, negras, trans, cis, com e sem deficiência, executiva ou funcionária pública, compartilhou seus desafios e como utiliza os lugares de influência que conquistaram para fazer a diferença em prol da inclusão. Foi uma troca muito positiva, com dicas práticas sobre como podemos defender a diversidade em pequenas ações que fazem muita diferença”, explicou Mariangela Morenghi, líder do grupo de mulheres na AIG. 

“Empresas e órgãos públicos precisam estar cada vez mais abertos à diversidade, pois somente quando temos contato e conhecemos de perto as histórias e desafios de cada um é que podemos nos unir e fazer a diferença. No meu dia a dia, meus amigos e colegas de trabalho sabem da minha dificuldade com a acessibilidade na cidade: as escadas e ruas esburacadas são os meus maiores obstáculos. Então, a percepção deles mudatambem ao olhar qualquer local que não é acessível e isso vai desde um estabelecimento comercial só com escadas às calçadas muito altas ou sem rampas”, relatou Renata, que se locomove com o apoio de órtese e muletas. 

“Na formatura em meu curso de Direito na USP, eu e uma colega éramos as duas únicas mulheres negras entre 500 alunos. Hoje, trabalho em um grande escritório que é referência em discussões sobre diversidade e inclusão. Estou em uma posição de privilégio e preciso usar isso para abrir mais portas”, contou Bárbara. 

“Somente por ser quem eu sou, de realizar pequenas tarefas no dia a dia, como ir à padaria, eu já sou resistência”, disse Emanuele, mulher transgênera que atua na área de saúde. “Para nós, os desafios já começam desde cedo, em casa. Quantas mulheres trans hoje concluem o ensino médio ou têm ensino superior? Ainda sou minoria e trabalho muito para transformar minha comunidade.” 

Entre as executivas presentes, as histórias de superação vão da necessidade constante de mostrar sua capacidade à dificuldade de enxergar-se em ambientes ainda sem representatividade. “Em nossa empresa, a maioria da liderança já é feminina, mas em reuniões com clientes, chegou a ser a única mulher nas reuniões de negociação. Times fabris e de operações ainda são muito masculinos, e temos que provar nossa presença a cada reunião”, afirmou Priscila Boer, Superintendente de Operações no Grupo Ambipar. 

“É importante pensarmos nas mulheres que vieram antes de nós e o quanto batalharam pelas conquistas que temos hoje em termos de igualdade de direitos. Por isso, não podemos ficar distantes da discussão. Temos um papel de influência importante para avançar as conquistas. Devemos isso às próximas gerações”, respondeu Leila, ao ser questionada sobre a solidão das mulheres diante da pouca representatividade na alta liderança. 

“Na KPMG, as questões de diversidade e de gênero são discutidas há mais de dez anos. Já constatamos um avanço muito grande, mas o desafio ainda é trazer os homens à discussão. Eles são aliados importantíssimos para a verdadeira transformação por mais igualdade na sociedade como um todo”, completou Marília Melo, sócia na KPMG. 

Durante o II Fórum Mulheres na Liderança, painelistas e convidados, acompanhados pela liderança da AIG, compartilharam diferentes iniciativas que são realizadas por suas empresas, ou na sua comunidade para fomentar a diversidade, inclusão e respeito. 

No Brasil, Allianz cresce no faturamento e no lucro

Fonte: Allianz

Ano de 2019 foi marcado pelo anúncio do acordo de aquisição das operações de Automóveis e outros Ramos Elementares da SulAmérica, representando 
o maior investimento do grupo Allianz no país, além da retomada da rota de crescimento sustentável

As seguradoras do Grupo Allianz no Brasil, Allianz Seguros e sua coligada Allianz Saúde, entregaram resultados bem-sucedidos em 2019. Os principais destaques estão, principalmente, no lucro operacional de ambas, o que reflete a saúde financeira das companhias e o quanto a marca está preparada para os saltos de crescimento planejados para o mercado nacional. Todas as movimentações realizadas pela Allianz no Brasil nos últimos anos foram estratégicas e com o claro objetivo de ampliar sua participação no país, rumo a liderança nos setores em que atua.

Eduard Folch, presidente da Allianz Seguros, explica que: “Em 2019, o nosso foco foi dar continuidade às políticas adotadas referentes à governança na gestão de riscos e ao modelo de negócios que tem como pilares a simplicidade, eficiência e proximidade com o principal canal de vendas, os corretores. Esses são os principais fatores que suportam a retomada do crescimento sustentável da seguradora e comprovam o quanto estamos preparados para realizar a aquisição das operações de Automóvel e outros Ramos Elementares da SulAmérica. A transação demonstra o compromisso do Grupo Allianz com o Brasil, além de sua confiança na economia do país”.

O resultado da Allianz Seguros antes dos impostos e participações somou R$ 85,2 milhões, sobre os R$ 13,9 milhões obtidos em 2018, uma elevação superior a seis vezes o resultado alcançado no exercício anterior. Já o lucro líquido atingiu os R$ 349,6 milhões, impactado principalmente pelo reconhecimento de créditos tributários de exercícios anteriores. 

Andreas Kerl, CFO da Allianz, esclarece que “o ano foi muito positivo para a Allianz no país. A elevação nos resultados da Allianz Seguros deveu-se, principalmente, a uma melhora no índice combinado, de 3 pontos percentuais, que ficou em 105%. O resultado está relacionado a um forte controle de despesas somado à excelência técnica, levando a sinistralidade a 64%”. “O resultado proveniente da empresa controlada, Allianz Saúde, também contribuiu a favor. A operadora obteve lucro líquido de R$ 11,7 milhões, um aumento de R$ 7,6 milhões comparado a 2018”, completa Kerl. 

Desempenho das carteiras

Em Prêmios Emitidos Líquidos (PEL), a Allianz Seguros atingiu os R$ 3,3 bilhões, com alta de 2,6% sobre o ano anterior. As principais carteiras que impulsionaram o crescimento são as de Ramos Elementares. A estratégia de diversificação do portfólio de produtos adotada pela Allianz Seguros em 2019 resultou num expressivo crescimento dos Prêmios Emitidos Líquidos do agrupamento de seguros Patrimoniais, que totalizaram R$ 513,7 milhões contra os R$ 389,6 milhões obtidos em 2018. Os ramos de seguros Rurais e de Transportes também tiveram bons desempenhos. O Rural atingiu R$ 142,2 milhões de prêmios líquidos, em 2019, sobre os R$ 120,8 milhões do exercício anterior. Já o ramo de Transportes cresceu de R$ 320,2 milhões de 2018 para R$ 331,3 milhões ante em 2019.

O ramo de Automóvel continua a ter o maior peso nos prêmios, registrando R$ 1,9 bilhão, similar ao obtido no exercício anterior. A Allianz manteve o número de itens segurados nesta carteira, sustentado também pelo alto índice de renovações das apólices, o que demonstra a satisfação de clientes e corretores.

A performance das operações de Residência, Condomínio e Empresa PME da Allianz Seguros foram muito positivas, principalmente como resultado da digitalização dos produtos, que visa simplificar as apólices, o que baixou o tempo de cotação para pouco mais de um minuto. Mantendo-se como líder em Condomínio, carteira na qual detém 18,7% de market share, a Allianz registrou R$ 86 milhões em prémios; em Residência, a companhia atingiu os R$ 52 milhões, com crescimento de 71,4% sobre 2018. Empresas PME contribuiu com R$ 105 milhões no resultado de prêmios, uma alta de 12,0% em relação ao exercício anterior. 

Fenacor e sindicatos adiam o 4º CONSEGNE

Fonte: Fenacor

A Fenacor, na qualidade de representante dos Sindicatos a ela filiados, em especial aqueles situados na região Nordeste do nosso País e, notadamente, o Sincor-PB, anfitrião do Evento, vem a público comunicar o adiamento do do 4º CONSEGNE, marcado para os dias 19 e 20 de março de 2020, em João Pessoa-PB.

Essa difícil decisão, que foi tomada no sentido de termos uma responsabilidade consequente, está calcada e se fundamenta nas orientações das autoridades públicas de saúde, internacionais e nacionais, principalmente na figura do Sr. Ministro de Estado da Saúde, no que tange a incerteza geral quanto à possibilidade de rápida propagação do coronavírus (Covid-19).

Prezamos e levamos muito a sério a segurança, a integridade e a saúde dos congressistas inscritos, convidados, equipes, demais envolvidos no Evento e comunidade em geral, bem como com a imagem do setor, especialmente, do corretor de seguros, que é o assessor/consultor defensor do consumidor, adotando, enfim, por prudência e prevenção – que se constitui na própria essência desse profissional –, a presente decisão lastreada em protocolos, recomendações e orientações das autoridades públicas de saúde, que alertam para a necessidade de evitar aglomerações.

Pedimos escusas e, principalmente, a compreensão de todos, pelos eventuais transtornos que podem vir a ser gerados por esta decisão de adiamento do Evento, mas, o momento é realmente muito delicado e exige o comprometimento e a ação preventiva de todos em prol de um bem maior.

Tão logo esse problema, que muito aflige a comunidade mundial, seja superado e esteja sob controle, repisando, definiremos e divulgaremos uma nova data para a realização desse importante Evento, que, garantimos, será realizado no futuro.

Nos colocamos à disposição para mais informações e orientações, através do e-mail sincorpb@gmail.com.

Lloyd’s of London fecha piso de subscrição por coronavírus

O Lloyd’s de Londres, com 330 anos de idade, fechará seu piso de subscrição nesta sexta-feira por um dia em um teste de protocolos de emergência relacionados ao coronavírus, disse o presidente-executivo John Neal. Essa seria a primeira vez em sua história que o Lloyd’s fecha o piso de subscrição, onde corretores e seguradoras acordam acordos cara a cara, disse Neal em uma entrevista à imprensa.

Segundo a Reuters, o Lloyd’s, cujos membros garantem riscos especializados de navios a esculturas, fará uma limpeza profunda dos quatro andares que compõem o mercado de seguros físicos enquanto estiver fechado, disse Neal.

A decisão de fechar a chamada sala de subscrição, usada por quase 50 mil funcionários no Lloyd’s, vem depois que a epidemia de coronavírus foi oficialmente classificada como pandemia, com casos na Europa e nos Estados Unidos e as respostas do governo aumentaram.

“As coisas mudaram muito significativamente na semana passada”, disse Neal, acrescentando que o Lloyd’s queria testar como o mercado lidaria com as restrições às reuniões.

O primeiro-ministro britânico Boris Johnson presidiu uma reunião de emergência na quinta-feira, na qual ele deve aprovar a mudança para a “fase de atraso” da resposta ao coronavírus, que inclui medidas mais rigorosas para combater o surto.

Neal disse que não havia casos confirmados de coronavírus no Lloyd’s e que ele não havia sido informado de nenhum caso nas firmas-membro. As seguradoras podem realizar negócios de subscrição em outros lugares enquanto o mercado está fechado, inclusive por meio de colocação eletrônica.

Coronavirus faz Bradesco Seguros cancelar evento

Tradicional festa acontece todos os anos em Comandatuda, Bahia


A Bradesco Seguros divulgou ontem a noite nota em que “diante do cenário observado no dia de hoje referente ao Coronavírus (covid-19), decidimos prudencialmente adiar o evento de reconhecimento Talento de Seguros, previsto para os próximos dias na ilha de Comandatuba. Posteriormente informaremos como serão realizados os respectivos reconhecimentos”.

O evento sempre é realizado em março e visa premiar os vencedores da campanha Talento de Seguros, uma das mais tradicionais e disputadas premiações do mercado segurador nacional.

Voltada para os canais Mercado e Corporate, a campanha mobiliza suas equipes comerciais e milhares de corretores parceiros em todo o Brasil, refletindo a capilaridade da atuação nacional do Grupo Segurador e a sua liderança de mercado.

Os campeões são reconhecidos com o Troféu Talento de Seguros, entregue em uma programação especial que reúne os melhores do país em Comandatuba, no sul da Bahia.

A campanha Talento de Seguros distingue os profissionais que melhor identificam as necessidades do cliente, atuando com inovação em um mercado em constante transformação. E, com essa visão, contribuem para levar cada vez mais proteção a famílias e a empresas em todo o país, por meio dos produtos do portfólio Bradesco Seguros.

Assim que o grupo retornar o pedido de entrevista este post será atualizado

IRB convoca AGE para confirmar Antonio Cassio como presidente do Conselho

O IRB Brasil Re convocou Assembleia Geral Extraordinária (AGE) para o dia 26 de março para eleição do presidente do Conselho de Administração, em substituição a Ivan de Souza Monteiro. Será quando a indicação de Antonio Cassio dos Santos será confirmado como presidente do conselho.

O colunista Lauro Jardim divulgou que a seguinte nota:

Susep estabelece norma de conduta para empresas do setor e seus intermediários

Fonte: Susep

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) acaba de editar norma sobre princípios a serem observados nas práticas de conduta adotadas pelas empresas do setor e seus intermediários, no relacionamento com os clientes. O objetivo da resolução, aprovada pelo Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP), e que entra em vigor em julho, é a preservação de uma relação equilibrada e tratamento adequado entre os entes supervisionados e seus clientes, alinhando o mercado de seguros brasileiro às melhores práticas adotadas internacionalmente.

Entre as principais novidades estão a transparência obrigatória da comissão de corretagem que, até então, era desconhecida pelos consumidores, o estabelecimento de uma política institucional de conduta dos entes supervisionados e a inserção do conceito de suitability no mercado, ou seja, o produto deve ser adequado às necessidades do cliente.

“Uma relação equilibrada entre o provedor do seguro e o consumidor é fundamental para a construção de um mercado de seguros forte, saudável e competitivo, que atenda de fato ao interesse da sociedade”, explica o diretor técnico da autarquia Rafael Scherre. Segundo Scherre, além de considerar a adequação de produtos, serviços e operações às necessidades e perfil do cliente, as empresas devem observar que a promoção destes produtos e serviços deve ser feita de forma clara, adequada e sem mal-entendidos, com informações contratuais providas de forma transparente, tempestiva e apropriada.

O normativo também prevê capacitação periódica de empregados, funcionários terceirizados e intermediários dos entes supervisionados que desempenhem atividades afetas ao relacionamento com o cliente.

Intermediários e supervisão
Um dos pontos destacados pela Susep na proposição da medida é a responsabilidade das empresas na atuação do intermediário, quando este está presente na comercialização dos produtos. Assim, a supervisão é feita diretamente sobre as seguradoras, sociedades de capitalização e entidades abertas de previdência complementar, seja a venda feita de forma direta ou com intermediação.

A norma impõe a transparência de informações sobre o montante da remuneração pela intermediação do contrato, bem como eventual relação entre o intermediário e os entes supervisionados, como contratos de exclusividade e participação societária. Com mais informação, o consumidor passa a ter mais poder de negociação, condições de avaliação e comparação sobre os serviços prestados e os preços dos diversos serviços.

Com a norma, a Susep poderá também fazer uso de ferramentas como o cliente oculto, para simular a aquisição de produtos no processo de monitoramento e fiscalização. A não adequação às normas sujeita as supervisionadas à suspensão da comercialização de produtos e outras medidas cabíveis.

A evolução promovida com a norma é parte de um conjunto de ações para eficiência regulatória e modernização do mercado que vem sendo implementadas pela Susep para promover o fortalecimento do setor.

Operadoras de saúde estão preparadas para demanda de clientes com coronavírus

A Organização Mundial da Saúde declarou, nesta quarta-feira (11), estado de pandemia do novo coronavírus. Segundo o órgão, o número de casos, mortes e países afetados só deve aumentar. Mais de 100 países já são afetados pelo vírus – incluindo o Brasil, com 35 casos confirmados.

Segundo a organização, há mais de 118 mil casos de COVID-19 em 114 países, com 4.291 mortes. De acordo com o diretor-geral da organização, a maior parte desses casos – cerca de 90% – são em quatro países, sendo que epidemia mostra sinais de declínio na China e a Coreia do Sul. Por outro lado, 81 países não registraram nenhum caso, enquanto 57 contam com 10 casos ou menos. “Nós não podemos falar isso de forma mais clara: todos os países ainda podem mudar o curso dessa pandemia”, declarou Tedros durante a entrevista. 

O Ministério da Saúde anunciou que a Agência Nacional de Saúde (ANS) editará resolução para que os planos de saúde incluam testes de detecção do coronavírus no rol. O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, destacou que a prioridade é proteger os idosos com doenças crônicas e saúde debilitada, que são o principal grupo de risco para a covid-19, doença causada pelo novo vírus.

Mandetta defendeu também que é importante ampliar os recursos no orçamento da pasta para conter o avanço do vírus. Uma das medidas planejadas pelo ministério, afirmou, é o plano de estender o horário de mais postos de saúde para que recebam a maior parte dos pacientes que apresentarem sintomas.

Segundo a Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), que representa as maiores empresas do setor, as operadoras já estão preparadas para a incorporação do exame na oferta de procedimentos.

“Manifestamos à ANS compromisso de atuar tanto nos tratamentos de pacientes diagnosticados, conforme já vem acontecendo em casos em que há cobertura, quanto nos testes laboratoriais para detecção do vírus”, afirmou Vera Valente, diretora executiva da FenaSaúde.

Em relação aos testes, as operadoras associadas à FenaSaúde manifestaram à ANS estarem preparadas para a incorporação ao rol de procedimentos, em caráter emergencial, dos testes específicos para o covid-19 na rede hospitalar, seguindo o protocolo de manejo clínico estabelecido pelo Ministério da Saúde.