AIG discute a diversidade feminina no II Fórum Mulheres na Liderança

Fonte: AIG

Deficiência física, idade, cor da pele, orientação sexual e de gênero são características que podem distanciar, ainda mais, as mulheres das oportunidades e relações de equidade no mercado de trabalho e na sociedade. Esse foi o tema o II Fórum Mulheres na Liderança, promovido pelos grupos de diversidade da AIG para marcar o Dia Internacional da Mulher entre os funcionários, parceiros de negócios e representantes de diferentes setores. 

Bárbara Correia, advogada no Mattos Filho, Emanuele Bernardo, enfermeira da USP, Leila Melo, Diretora Executiva no Itaú, Marília Melo, sócia na KPMG, Priscila Boer, Superintendente de Operações no Grupo Ambipar, e Renata Vieira, Assistente Técnica Judiciária, foram as painelistas convidadas para dividir suas histórias e experiências pessoais e profissionais sobre o protagonismo no fortalecimento das vozes das várias identidades no feminino. “Cada uma das convidadas, mulheres brancas, negras, trans, cis, com e sem deficiência, executiva ou funcionária pública, compartilhou seus desafios e como utiliza os lugares de influência que conquistaram para fazer a diferença em prol da inclusão. Foi uma troca muito positiva, com dicas práticas sobre como podemos defender a diversidade em pequenas ações que fazem muita diferença”, explicou Mariangela Morenghi, líder do grupo de mulheres na AIG. 

“Empresas e órgãos públicos precisam estar cada vez mais abertos à diversidade, pois somente quando temos contato e conhecemos de perto as histórias e desafios de cada um é que podemos nos unir e fazer a diferença. No meu dia a dia, meus amigos e colegas de trabalho sabem da minha dificuldade com a acessibilidade na cidade: as escadas e ruas esburacadas são os meus maiores obstáculos. Então, a percepção deles mudatambem ao olhar qualquer local que não é acessível e isso vai desde um estabelecimento comercial só com escadas às calçadas muito altas ou sem rampas”, relatou Renata, que se locomove com o apoio de órtese e muletas. 

“Na formatura em meu curso de Direito na USP, eu e uma colega éramos as duas únicas mulheres negras entre 500 alunos. Hoje, trabalho em um grande escritório que é referência em discussões sobre diversidade e inclusão. Estou em uma posição de privilégio e preciso usar isso para abrir mais portas”, contou Bárbara. 

“Somente por ser quem eu sou, de realizar pequenas tarefas no dia a dia, como ir à padaria, eu já sou resistência”, disse Emanuele, mulher transgênera que atua na área de saúde. “Para nós, os desafios já começam desde cedo, em casa. Quantas mulheres trans hoje concluem o ensino médio ou têm ensino superior? Ainda sou minoria e trabalho muito para transformar minha comunidade.” 

Entre as executivas presentes, as histórias de superação vão da necessidade constante de mostrar sua capacidade à dificuldade de enxergar-se em ambientes ainda sem representatividade. “Em nossa empresa, a maioria da liderança já é feminina, mas em reuniões com clientes, chegou a ser a única mulher nas reuniões de negociação. Times fabris e de operações ainda são muito masculinos, e temos que provar nossa presença a cada reunião”, afirmou Priscila Boer, Superintendente de Operações no Grupo Ambipar. 

“É importante pensarmos nas mulheres que vieram antes de nós e o quanto batalharam pelas conquistas que temos hoje em termos de igualdade de direitos. Por isso, não podemos ficar distantes da discussão. Temos um papel de influência importante para avançar as conquistas. Devemos isso às próximas gerações”, respondeu Leila, ao ser questionada sobre a solidão das mulheres diante da pouca representatividade na alta liderança. 

“Na KPMG, as questões de diversidade e de gênero são discutidas há mais de dez anos. Já constatamos um avanço muito grande, mas o desafio ainda é trazer os homens à discussão. Eles são aliados importantíssimos para a verdadeira transformação por mais igualdade na sociedade como um todo”, completou Marília Melo, sócia na KPMG. 

Durante o II Fórum Mulheres na Liderança, painelistas e convidados, acompanhados pela liderança da AIG, compartilharam diferentes iniciativas que são realizadas por suas empresas, ou na sua comunidade para fomentar a diversidade, inclusão e respeito. 

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Ouça nosso podcast

ARTIGOS RELACIONADOS