O Grupo MAG, companhia com 191 anos de atuação ininterrupta nos segmentos de vida e previdência, anuncia parceria com o IMPA Tech, programa de graduação do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA), voltada à formação de profissionais de alta performance para o mercado de tecnologia e inovação. Como parte da parceria, o Grupo MAG passa a apoiar iniciativas acadêmicas da instituição e outras atividades que aproximam estudantes do mercado de trabalho.
Uma das ações que serão apoiadas é o Desafio Industrial, que mobiliza alunos para a resolução de desafios reais do setor. As atividades são estruturadas no formato de uma hackathon estendida, na qual grupos de seis a dez alunos se dedicam durante oito semanas ao desenvolvimento dos projetos. Os trabalhos serão orientados por um professor do instituto e um representante da empresa. A próxima edição do evento está prevista para o início de 2027.
O Grupo MAG também terá acesso ao Núcleo de Carreiras e Estágios da instituição para a realização de palestras, divulgação de oportunidades profissionais e participação na feira de estágios, e contará com a personalização de uma sala de aula por um período de um ano. Além disso, a parceria prevê a oferta de conteúdos, palestras e atividades sobre planejamento financeiro, longevidade e desenvolvimento pessoal, temas alinhados à atuação histórica da companhia na promoção de uma cultura de proteção financeira e preparação para o futuro.
Contribuindo com o futuro
Localizado no Porto Maravalley, hub de tecnologia da região portuária do Rio de Janeiro, o IMPA Tech é a primeira graduação oferecida pelo instituto e reúne alunos selecionados de todo o Brasil. O bacharelado em Matemática da Tecnologia e Inovação é presencial, em tempo integral e totalmente gratuito, com formação interdisciplinar. A graduação tem duração de quatro anos, sendo um ciclo básico de um ano seguido pela escolha de uma entre quatro ênfases: Matemática, Ciência da Computação, Ciência de Dados e Física.
As aulas da nova turma começam em 16 de março, com uma aula magna que marca o início do ano acadêmico. Em 2026, o programa receberá cerca de 100 novos alunos.
“A parceria com o IMPA Tech traduz muito do que acreditamos na MAG. Inovação faz parte do nosso DNA e investir em educação e em ambientes que estimulam novas ideias é uma forma concreta de contribuir para o futuro. Ao mesmo tempo, acreditamos que, mesmo em um cenário cada vez mais tecnológico, são as pessoas que fazem a diferença. Estar próximo de jovens talentos, entender suas trajetórias e apoiar sua formação é também uma maneira de reforçar nosso compromisso de longo prazo com quem constrói o futuro”, afirma Luís Fontes, Diretor de Tecnologia de Informação no Grupo MAG.
“A proximidade do setor produtivo, público e privado, é prioridade estratégica do IMPA Tech, visando tanto a produção e transferência de conhecimento matemático para a sociedade quanto a futura inserção de nossos estudantes no mercado de trabalho”, afirma Marcelo Viana, diretor-geral do IMPA.
A colaboração reforça o compromisso da companhia e da instituição com o desenvolvimento de talentos e com o estímulo à educação como motor de transformação social e econômica no país.
Em 2025, o Brasil registrou um aumento perceptível de acidentes com embarcações, especialmente naufrágios e colisões em áreas de alta densidade náutica, como São Paulo e Rio de Janeiro. Esse cenário de maior exposição ao risco ajuda a explicar o salto nas indenizações do Seguro de Danos Pessoais Causados por Embarcações ou suas Cargas (DPEM), que cresceram mais de 1.853%, superando R$ 3,4 milhões entre janeiro e dezembro de 2025, segundo dados da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg).
No mesmo período, a arrecadação do seguro, obrigatório desde julho de 2024, ultrapassou R$ 10 milhões. A maior parte da arrecadação se concentrou em estados com intensa atividade náutica, como São Paulo (R$ 1,7 milhão), Rio de Janeiro (R$ 1,1 milhão) e Santa Catarina (R$ 923,7 mil).
Conhecido como o “DPVAT dos barcos”, o DPEM cobre invalidez, despesas médicas e morte em acidentes envolvendo qualquer tipo de embarcação, funcionando como um mecanismo de proteção social em um setor marcado por circulação crescente.
Esse movimento está diretamente ligado à expansão da frota nacional. O Brasil conta hoje com 990.928 embarcações registradas na Marinha, com liderança de São Paulo (240.981), que concentra quase um quarto de toda a frota nacional, seguido por Rio de Janeiro (110.138) e Paraná (95.712).
Na distribuição por Região, o Sudeste lidera com 406.736 embarcações, 41% do total, seguido pelo Sul (238.160), o Nordeste (118.306), o Centro-Oeste (116.721) e o Norte (111.005).
Por tipo de embarcação, botes e lanchas, juntos, somam mais de 52% de toda a frota nacional: 289.288 e 233.826, respectivamente. Se incluir moto-aquática, com 118.433 unidades, o segmento – claramente recreativo – ultrapassa 64% do total.
Na prática, os números se materializam em alguns episódios marcantes do ano. Em março, um navio-tanque colidiu com três embarcações da Marinha no Porto de Santos, deixando um oficial ferido. Em outubro, uma lancha com 21 turistas naufragou em Angra dos Reis, na região da Lagoa Azul, após falha mecânica e ventos fortes. No litoral paulista, foram registradas 44 operações de busca e salvamento até novembro, com 26 mortes. Em âmbito nacional, o Serviço de Busca e Salvamento da Marinha (SAR) atendeu 255 ocorrências em 2025, após 458 resgates em 2024, com destaque para casos ligados à navegação de lazer e pesca.
Diante desse cenário, a resposta das autoridades tem sido o reforço da fiscalização. A Marinha intensificou as ações por meio da Operação Navegue Seguro, com 133 mil abordagens entre dezembro de 2024 e março de 2025, resultando em 7.336 notificações e 710 apreensões por ausência de equipamentos obrigatórios ou do próprio DPEM. Na região amazônica, cerca de 4 mil inspeções geraram 83 autuações. A edição 2026 da operação começou em dezembro, com redução de irregularidades em algumas áreas, embora persistam desafios no Norte, onde a presença de embarcações não cadastradas gera, tradicionalmente, disputas judiciais, segundo avaliação da Federação Nacional de Seguros Geria (FenSeg).
Com quase um milhão de unidades náuticas em circulação, especialistas apontam o DPEM como um dos principais instrumentos de mitigação de riscos no transporte e no lazer aquático no país.
Para o presidente da Comissão de Cascos Marítimos e Aeronáuticos da FenSeg, Carlos Polizio, a consolidação do seguro obrigatório também contribui para ampliar a cultura de proteção entre proprietários de embarcações de diferentes perfis.
“O DPEM cumpre um papel semelhante ao que o DPVAT representou por muitos anos no trânsito terrestre. Ele cria uma rede mínima de proteção para tripulantes e passageiros, independentemente do porte ou da finalidade da embarcação. À medida que a frota cresce e se diversifica — com forte presença de embarcações de lazer, pesca e transporte regional —, o seguro obrigatório ajuda a difundir a cultura do seguro entre proprietários que, muitas vezes, nunca tiveram contato com esse tipo de proteção. Ao mesmo tempo, os dados de sinistralidade mostram que é fundamental avançar também em educação náutica, segurança operacional e fiscalização para reduzir acidentes e ampliar a proteção nas águas brasileiras.”
A Oncoclínicas confirmou na noite de domingo a assinatura de um termo de compromisso não vinculante com a Porto Seguro, celebrado na sexta-feira, para a constituição de uma empresa, conforme comunicado ao mercado.
A companhia disse que, nos termos do acordo, a nova sociedade (NewCo) concentraria os ativos e operações relacionadas às clínicas oncológicas atualmente detidas pela Oncoclínicas, com a Porto Seguro aportando R$500 milhões e subscrevendo um determinado número de ações ordinárias que representem o controle do capital votante da NewCo, detendo um mínimo de 30% do capital social.
Disse que o ‘term sheet’ é documento de natureza preliminar e não vinculante, motivo pelo qual a publicação de fato relevante não se fazia necessária e nem era pretendida pela companhia nesse momento.
A Oncoclínicas disse que se comprometeu a negociar exclusivamente com a Porto por um período de 30 dias. De acordo com a companhia, os seus conselheiros Marcos Grodezky e Raul Rosenthal Ladeira de Matos manifestaram voto contrário à decisão de assinar o acordo com a Porto Seguro.
No sábado, a Porto Seguro disse em comunicado que não havia nenhum documento vinculante assinado com a Oncoclínicas, negando notícia publicada pelo Brazil Journal.
A Oncoclínicas também anunciou no domingo a renúncia de Camile Loyo Faria aos cargos de vice-presidente executiva, diretora executiva financeira e de relações com investidores.
As enchentes que voltaram a atingir cidades brasileiras, como as registradas recentemente em Minas Gerais, recolocam em evidência uma questão central para a sociedade e para o setor de seguros: quem, afinal, paga a conta dos desastres naturais? Quando casas são destruídas, empresas interrompem suas atividades e famílias perdem patrimônio e renda, fica claro que o Brasil ainda tem mecanismos limitados de proteção financeira diante de eventos climáticos extremos.
Hoje, na maior parte dos casos, a recomposição das perdas depende de ajuda emergencial do poder público e da capacidade financeira das próprias vítimas. Trata-se de um modelo reativo, caro e socialmente ineficiente. Em vez de mitigar os impactos de forma organizada, o país acaba lidando com as consequências depois da tragédia consumada. Em um cenário de mudanças climáticas e aumento da frequência de eventos severos, essa discussão deixou de ser pontual e passou a ser estrutural.
Nesse contexto, vale observar experiências internacionais que mostram caminhos possíveis para uma gestão mais sofisticada do risco. A Flórida, nos Estados Unidos, é um dos exemplos mais emblemáticos. Por ser um estado altamente exposto a furacões, tempestades e inundações, desenvolveu ao longo das décadas um sistema que combina planejamento urbano, regras construtivas mais rígidas e instrumentos de transferência de risco, com destaque para o seguro contra enchentes.
Na Flórida, a gestão do risco começa antes mesmo da construção de um imóvel. Qualquer projeto precisa obedecer às normas de zoneamento definidas pelos municípios, que estabelecem quais tipos de ocupação são permitidos em cada área — residencial, comercial, industrial, agrícola ou especial. Paralelamente, os códigos de construção determinam exigências técnicas relativas à segurança estrutural, aos materiais empregados e à proteção da saúde pública. Ao longo da obra, são realizadas várias inspeções, incluindo verificações elétricas, hidráulicas, estruturais, de telhado, fundações, sistemas de ventilação e eficiência energética. Ao final, o imóvel só pode ser ocupado após a emissão do Certificado de Ocupação, documento que atesta conformidade com os requisitos legais.
Esse arcabouço se tornou ainda mais robusto após o furacão Andrew, em 1992, que provocou perdas bilionárias e expôs falhas importantes nos padrões construtivos do estado. Desde então, a Flórida passou a revisar e atualizar suas normas com maior rigor, fortalecendo a resiliência das edificações diante de eventos extremos.
Além do controle urbanístico e construtivo, os Estados Unidos criaram um sistema específico de proteção securitária para enchentes: o National Flood Insurance Program (NFIP). Criado pelo Congresso em 1968 e administrado pela FEMA, o programa permite que proprietários, locatários e empresas em áreas suscetíveis a inundações contratem cobertura para danos causados pela elevação do nível da água. O modelo funciona em articulação entre governo federal, autoridades locais e seguradoras privadas, tendo como base um amplo mapeamento nacional das áreas de risco.
Esse ponto é crucial: o seguro não está isolado da política urbana nem da política habitacional. Imóveis situados em zonas classificadas como de alto risco de inundação precisam contratar seguro quando servem de garantia para financiamentos imobiliários vinculados a instituições com apoio federal. Ou seja, o seguro passa a ser parte integrante da lógica de ocupação do solo, do crédito e da gestão territorial.
Em áreas mais vulneráveis, a própria legislação impõe adaptações construtivas. Casas localizadas em regiões sujeitas a enchentes, por exemplo, precisam ter o piso térreo acima da chamada Base Flood Elevation, que representa a altura estimada que a água pode alcançar em uma inundação de referência. Para atender a essa exigência, os projetos podem prever elevação da estrutura, adequação do terreno e sistemas de drenagem mais eficientes. O objetivo é reduzir danos, preservar vidas e permitir o escoamento natural da água.
Naturalmente, nem mesmo esse sistema é perfeito ou universal. Embora a Flórida concentre mais de 40% das apólices do programa federal de seguro contra enchentes, a penetração ainda está longe de alcançar todas as residências expostas. Ainda assim, trata-se de uma arquitetura institucional relevante, porque cria uma rede mínima de proteção financeira e reduz a dependência exclusiva de recursos públicos pós-catástrofe. Quando um desastre ocorre, parte importante dos prejuízos pode ser absorvida por indenizações securitárias, acelerando a recuperação econômica e social.
No Brasil, a realidade é bastante diferente. A cobertura para enchentes raramente aparece de forma autônoma e, em geral, surge apenas como cláusula acessória dentro do seguro residencial — produto que, por si só, ainda tem baixa penetração no país. Na prática, milhões de famílias permanecem expostas sem qualquer mecanismo efetivo de proteção patrimonial contra alagamentos, enxurradas e deslizamentos. Quando as chuvas causam destruição, como se viu mais uma vez em Minas Gerais, os prejuízos recaem sobretudo sobre os atingidos e sobre o Estado.
Essa diferença revela um ponto essencial: mercados de seguro para riscos catastróficos dificilmente se desenvolvem de forma espontânea. Quando a severidade potencial das perdas é muito elevada e a frequência dos eventos aumenta, o setor privado tende a ser mais cauteloso na oferta de cobertura, seja por restrições técnicas, seja por limitações de preço e capacidade. Por isso, a experiência internacional mostra que a presença do Estado é decisiva para estruturar esse mercado.
O papel do poder público não é substituir a iniciativa privada, mas criar as condições para que o sistema funcione. Isso inclui mapear áreas de risco, integrar planejamento urbano e política habitacional, definir padrões mínimos de construção, estimular a cultura de prevenção e, eventualmente, estruturar mecanismos de compartilhamento de perdas. Programas públicos ou modelos híbridos de seguro contra desastres naturais podem aumentar a previsibilidade econômica, ampliar a proteção das famílias e reduzir o custo social das tragédias.
No caso brasileiro, discutir um arranjo semelhante deixou de ser uma hipótese distante e passou a ser uma necessidade concreta. O aumento da intensidade e da recorrência de eventos climáticos extremos impõe ao país a urgência de construir respostas mais permanentes. Não se trata apenas de criar novos produtos de seguro, mas de pensar uma política integrada de gestão de risco, que una regulação, prevenção, engenharia, financiamento e proteção securitária.
O que a Flórida ensina, em última análise, é que enchentes não precisam necessariamente se transformar em crises sociais e econômicas de grandes proporções. Quando há planejamento, regulação adequada e instrumentos de transferência de risco, os danos continuam existindo — mas a capacidade de resposta é muito maior. Para o Brasil, essa é uma reflexão que já não pode mais ser adiada.
A adesão de mulheres ao check-up executivo em empresas cresceu quase 50% nos últimos dois anos e superou o avanço registrado entre homens, indicando uma mudança no comportamento de executivas em relação à saúde preventiva. Levantamento da Bradesco Saúde mostra que, entre 2023 e 2025, o número de mulheres que realizaram o serviço de Check-up Executivo aumentou 49,3%, cerca de 15 pontos percentuais acima do crescimento observado entre os homens no período.
O movimento acompanha a expansão da presença feminina em cargos de liderança no país. Segundo o IBGE, as mulheres ocupam quase 40% das posições de chefia no Brasil.
Das beneficiárias da Bradesco Saúde que realizaram check-up em 2025, a faixa etária predominante na adesão aos exames entre as mulheres (47,1% do total) é a de 40 a 49 anos, período em que aumentam fatores de risco cardiovasculares, metabólicos e hormonais, o que tende a estimular a busca por acompanhamento médico preventivo.
Saúde preventiva entra na agenda das empresas
O avanço da procura por check-ups executivos também reflete uma mudança nas estratégias de gestão de pessoas nas empresas. Programas estruturados de prevenção e monitoramento de saúde têm ganhado espaço nas políticas corporativas, associando bem-estar a indicadores como produtividade, redução de afastamentos e retenção de talentos.
Especialistas em gestão de saúde corporativa apontam que a prevenção vem sendo incorporada como um ativo estratégico pelas organizações, especialmente em ambientes de alta pressão e grande responsabilidade decisória — como os ocupados por executivos.
Nesse cenário, o aumento da adesão feminina ao check-up executivo indica maior engajamento das lideranças mulheres em iniciativas de prevenção e acompanhamento periódico de indicadores de saúde.
“Com um ambiente de trabalho naturalmente mais desafiador, cuidar da saúde física e mental se reflete em lideranças femininas mais preparadas e conscientes. Tudo está interligado e, com a saúde em dia, elas se sentem mais seguras para promoverem um dia a dia mais produtivo e crescerem na carreira”, afirma Maria Beatriz Padilha, superintendente sênior da Bradesco Saúde.
Prevenção personalizada e acompanhamento contínuo
O Check-up Executivo da Bradesco Saúde integra o programa Juntos Pela Saúde, iniciativa voltada à promoção de qualidade de vida nas empresas. O serviço é desenvolvido em parceria com instituições médicas e tem como foco o diagnóstico precoce e o acompanhamento contínuo da saúde dos executivos.
O protocolo de exames é definido individualmente, de acordo com fatores de risco, histórico clínico e estilo de vida. A proposta é identificar possíveis alterações antes que evoluam para quadros mais graves, além de estimular hábitos saudáveis e metas personalizadas de saúde.
O programa também mantém contato ativo com os beneficiários para reforçar a importância da prevenção e facilitar o agendamento dos exames, seja por meio da central Concierge ou diretamente com a rede credenciada.
A Generali encerrou 2025 com resultados recordes, impulsionados pelo crescimento das operações de seguros de danos, pela melhora da rentabilidade e pelo avanço das entradas líquidas em Vida e gestão de ativos. Os prêmios brutos emitidos somaram € 98,1 bilhões, alta de 3,6% em relação ao ano anterior, com destaque para o desempenho do segmento de P&C (Property & Casualty), que avançou 7,6%.
No ramo Vida, as entradas líquidas subiram para € 13,5 bilhões, puxadas principalmente pelas linhas de Proteção & Saúde e pelos produtos Unit-Linked e híbridos. O Valor de Novos Negócios cresceu 6,2%, alcançando € 3,1 bilhões, em mais um indicador da qualidade da produção comercial do grupo.
A rentabilidade técnica também avançou. A razão combinada (CoR) melhorou para 92,6%, com redução de 1,4 ponto percentual, enquanto o índice não descontado caiu para 94,3%, uma melhora de 1,6 ponto percentual. O resultado operacional atingiu € 8 bilhões, o maior da história da companhia, com crescimento de 9,7%, sustentado pelo desempenho positivo de todos os segmentos de negócios.
O resultado líquido ajustado chegou a € 4,3 bilhões, alta de 14,5%, também no maior patamar já registrado pela seguradora. Já o lucro por ação ajustado subiu 16,2%, para € 2,85.
Na frente de investimentos, os ativos sob gestão (AUM) totalizaram € 900 bilhões, crescimento de 4,3%, com entradas líquidas de € 16 bilhões em Gestão de Ativos. A posição de capital seguiu robusta, com índice de solvência de 219%, acima dos 210% registrados no exercício anterior.
Com base nesse desempenho, a Generali vai propor na Assembleia Geral o pagamento de dividendo de € 1,64 por ação, alta de 14,7%, além de um programa de recompra de ações de € 500 milhões. A iniciativa reforça a estratégia de ampliar a remuneração aos acionistas.
Para Philippe Donnet, CEO do Generali Group, os números de 2025 representam um começo forte do novo ciclo estratégico da companhia. “Nossos resultados recordes de 2025 marcam um primeiro ano muito bem-sucedido do nosso plano estratégico ‘Lifetime Partner 27: Driving Excellence’ e confirmam a criação contínua de valor para todos os nossos stakeholders”, afirmou.
Segundo o executivo, mesmo em um ambiente ainda cercado por incertezas, a companhia conseguiu fortalecer seu posicionamento junto aos clientes, com crescimento consistente em P&C, forte geração em Vida e avanço também na gestão de ativos e patrimônio. Donnet destacou ainda a aceleração da transformação operacional do grupo, com uso ampliado de inteligência artificial, digitalização e automação, além da evolução nas metas de sustentabilidade.
“Aproveitando essa entrega impressionante e nossa forte posição de capital, estamos mais uma vez propondo um aumento do dividendo por ação, junto com o lançamento da recompra de ações de 500 milhões de euros para 2026”, disse o CEO.
O setor de seguros entrou em 2026 com uma mensagem de confiança, mesmo em um ambiente econômico ainda marcado por incertezas. Esse foi o tom do painel “Cenários para o Brasil em 2026”, realizado no ConsegNNE 2026, em Salvador, que começou nesta sexta-feira, 13, e termina amanhã.
Dados apresentados pela CNseg, a confederação das seguradoras, com base em dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep), e pelo Sindseg NNE reforçam o potencial da região no avanço do mercado segurador. O mercado segurador do Norte e Nordeste movimentou R$ 39,5 bilhões em arrecadação em 2025, o que representou 9,5% da arrecadação nacional, acima dos 9,1% registrados em 2024.
Embora o volume regional tenha recuado 1% na comparação anual, o desempenho foi melhor do que o do Brasil como um todo, que teve queda nominal de 4,8%, o que evidencia ganho de participação da região no mercado nacional. Dentro desse resultado, o segmento de Danos e Responsabilidades arrecadou R$ 11,26 bilhões, com alta de 10,4%, enquanto o Automóvel respondeu sozinho por R$ 5,55 bilhões, também com avanço de 10,4%. O ramo Patrimonial somou R$ 2,13 bilhões, e os produtos massificados cresceram com força, alcançando R$ 1,03 bilhão, alta de 22%.
Pelo lado das indenizações, benefícios, resgates e sorteios, a região também avançou. Em 2025, o volume pago pelo setor a consumidores e empresas no Norte e Nordeste totalizou R$ 10,3 bilhões, crescimento de 8,9% em relação a 2024, acima da média nacional, de 5,6%. Com isso, a participação regional no total desembolsado no país subiu de 7,6% para 7,8%. Pernambuco, Ceará e Pará lideraram os pagamentos, com R$ 2,3 bilhões, R$ 1,8 bilhão e R$ 1,5 bilhão, respectivamente. O segmento de Danos e Responsabilidades respondeu por 44% do total pago na região, equivalente a R$ 4,5 bilhões, enquanto o seguro Automóvel desembolsou R$ 3,4 bilhões em indenizações, com expansão de 14,5%, acima dos 7,6% observados no Brasil, reforçando o peso desse ramo na estratégia de crescimento das seguradoras na região.
Na abertura oficial do 6º ConsegNNE, o presidente do Sincor-BA, Josimar Antunes – anfitrião do evento – destacou a relevância do papel exercido pelo Corretor de Seguros. “Este congresso não é apenas um evento técnico. É, acima de tudo, um encontro de propósito. É o momento em que reafirmamos o valor do Corretor de Seguros como agente de confiança, como educador financeiro da população e como pilar fundamental da sustentabilidade do mercado. O corretor de seguros não vende apenas apólices. ele constrói relações, traduz riscos em soluções e transforma incertezas em proteção”, pontuou.
Por sua vez, o presidente da Escola de Negócios e Seguros (ENS), Lucas Vergilio, anunciou que a instituição trouxe uma grande novidade para o evento, que pode representar um salto de qualidade para os Corretores de Seguros. “Instalada aqui na feira de negócios, a ENS TechVillage será uma experiência imersiva voltada à conexão entre tecnologia, educação e aplicação prática. A iniciativa resulta de parceria da instituição com a SOSA, empresa israelense de inovação com atuação global e forte presença no desenvolvimento de soluções para o mercado de seguros”, acentuou, acrescentando que, no espaço, quatro empresas apresentarão ferramentas tecnológicas que poderão ser testadas pelos Corretores de Seguros, com foco na incorporação dessas soluções às jornadas de captação, vendas e pós-venda.
O presidente da Fenacor, Armando Vergilio, manifestou a certeza de que a perfeita sinergia entre as entidades do setor é vital para o crescimento do mercado de seguros. Ele classificou o 6º ConsegNNe como um evento “diferente” e de extrema relevância. “O evento terá 67 painéis com mais de 80 painelistas e palestrantes. Além disso, haverá 11 salas de negócios com palestras simultâneas. Todos os temas de importância para o mercado estarão sendo discutidos aqui”, assegurou Vergilio.
Após a formalidade da abertura com políticos e entidades responsáveis pela organização do evento, começou o debate sobre como fazer o setor de seguros alcançar o tamanho necessário para o Brasil ter uma sociedade protegida de riscos previstos e imprevistos. Um plano previsto é sair dos 6,4% de participação do PIB brasileiro para 10% até 2023, o que depende do desenvolvimento do país, das seguradoras e dos consumidores.
Perspectivas econômicas e de crescimento de seguros caminham de mãos dadas
O professor da Fundação Dom Cabral, Gilmar Mendes, e executivos do mercado compartilharam com mais de 2 mil participantes, em sua maioria corretores de seguros e assessorias, uma leitura macroeconômica do país que pode ser traduzida em oportunidades concretas para o setor de seguros. Marcelo Goldman, diretor de produtos massificados da Tokio Marine; Ney Dias, presidente da Fenseg; e Rafael Amaral, diretor da HDI Seguros, reforçaram a avaliação de que o seguro seguirá crescendo acima da economia, apoiado por mudanças estruturais no consumo, pela ampliação do uso da tecnologia e pelo ainda elevado gap de proteção no país.
Gilmar Mendes traçou um cenário de cautela, mas sem pessimismo. Na visão do professor da Fundação Dom Cabral, o Brasil chega a 2026 em uma posição melhor do que a percepção geral costuma sugerir, sustentado por um mercado de trabalho resiliente, por atividade econômica ainda firme e pela perspectiva de continuidade do crescimento. Ao mesmo tempo, o país segue exposto a riscos externos e a entraves internos que limitam uma expansão mais robusta, como o ambiente global mais lento, a necessidade de maior previsibilidade regulatória e os desafios fiscais. A mensagem central foi a de que o Brasil tem condições de avançar, mas dependerá de sua capacidade de transformar potencial em crescimento sustentado.
Essa leitura macroeconômica encontrou eco imediato nas falas dos executivos do setor, que fizeram a ponte entre o cenário do país e a dinâmica dos negócios. Embora Norte e Nordeste tenham um peso ainda discreto se comparado a São Paulo, Rio, região Sul, é citada com relevância pelas seguradoras. Norte e Nordeste são vistos como territórios estratégicos para a expansão do mercado, tanto pelo crescimento da mobilidade, da atividade econômica e do agronegócio quanto pelo enorme espaço ainda existente para ampliar a proteção de pessoas, veículos, residências, empresas e operações logísticas.
Marcelo Goldman levou ao debate uma leitura bastante objetiva sobre o seguro automóvel, um dos principais ramos da carteira de seguros gerais. Segundo ele, o segmento segue promissor, mas vem convivendo com um ritmo de expansão mais moderado, refletindo o desempenho da própria indústria automobilística. O executivo observou que o mercado de veículos novos ainda não recuperou plenamente o patamar pré-pandemia e lembrou que, antes da crise sanitária, o Brasil vendia cerca de 2,8 milhões de veículos por ano, enquanto 2025 terminou em torno de 2,6 milhões. Para ele, essa desaceleração impacta diretamente o seguro auto, que depende fortemente da entrada de veículos novos na frota segurada.
Goldman destacou, porém, que há transformações estruturais relevantes em curso. Uma delas é o aumento do valor médio dos veículos no Brasil, movimento que elevou a importância segurada e, por consequência, a arrecadação do ramo. Outra é o crescimento dos veículos eletrificados, que vêm ganhando espaço na indústria automobilística e exigem adaptação técnica das seguradoras e dos corretores. Mas o fenômeno que mais chamou atenção em sua fala foi o avanço das motos, especialmente importante no Nordeste. Segundo ele, esse mercado deixou de vender algo próximo de 1 milhão de unidades por ano para superar 2,2 milhões em 2025, abrindo uma oportunidade clara para expansão do seguro voltado a esse tipo de veículo. Na leitura do executivo, os corretores precisam estar atentos a esse movimento, porque ele pode representar uma importante frente de crescimento nos próximos anos.
O diretor da Tokio Marine também ressaltou que, apesar de o seguro automóvel não estar vivendo hoje os mesmos ritmos de alta de outros momentos, continua sendo um ramo relevante e com forte capacidade de reação. Ele lembrou que o mercado de auto movimenta cerca de R$ 62 bilhões por ano e segue altamente dependente do corretor, principal canal de distribuição da carteira. Ao mesmo tempo, ponderou que o avanço dos multicálculos, das novas ferramentas tecnológicas e da própria sofisticação do produto transformou o ramo nos últimos anos, exigindo maior capacidade consultiva dos profissionais que atuam nessa frente.
Se Marcelo Goldman olhou para o automóvel, Ney Dias ampliou a lente para os demais ramos e reforçou que o mercado segurador brasileiro continua exibindo um desempenho robusto. Segundo ele, os seguros gerais cresceram acima da média da indústria e devem seguir avançando em 2026, impulsionados por linhas como patrimonial, transporte, riscos financeiros, habitacional e rural. Na sua avaliação, o patrimonial tem sido puxado especialmente pela demanda de pequenas e médias empresas e pelo residencial, enquanto o transporte ganhou novo impulso com fatores regulatórios e com o crescimento do comércio eletrônico.
Ao comentar a carteira de riscos financeiros, Dias destacou o seguro garantia como uma das linhas que seguem ganhando espaço, em um contexto de maior discussão tarifária, judicialização e necessidade de soluções para operações empresariais. Também chamou atenção para o desempenho do seguro habitacional e para a importância do agronegócio, que sustenta a expansão de coberturas rurais e de seguros para máquinas e equipamentos cada vez mais sofisticados. Em sua leitura, o principal pano de fundo para tudo isso é o tamanho do gap de proteção brasileiro.
Para o presidente da Fenseg, o mercado ainda tem uma fatia enorme de residências, empresas, patrimônios e atividades econômicas sem cobertura adequada. É justamente esse vazio que sustenta a convicção de que o seguro pode continuar crescendo acima do PIB. Ney Dias defendeu que a combinação entre corretor, seguradora e novas tecnologias pode acelerar a formação de consciência sobre proteção no Brasil. Em vez de limitar o profissional à burocracia e às tarefas operacionais, o uso de inteligência artificial e de ferramentas digitais tende a liberar tempo para uma atuação mais consultiva, voltada à prospecção, ao aconselhamento e ao desenho de soluções mais aderentes à necessidade do cliente.
A fala de Rafael Amaral acrescentou ao painel uma dimensão estratégica adicional: a percepção do investidor estrangeiro. Representando a HDI Seguros, integrante de um grupo alemão presente em diversas economias, o executivo afirmou que o Brasil continua sendo um mercado potencial para companhias globais com ambição de expansão internacional. Ele argumentou que o país reúne características que inspiram confiança: é o maior mercado de seguros da América Latina, mantém rentabilidade, apresenta sofisticação crescente e avança em tendências como o uso de inteligência artificial, que já mobiliza investimentos relevantes no setor, segundo estudo da CNseg em parceria com a EY.
Na visão de Amaral, há ainda um fator decisivo: o mercado brasileiro continua grande, resiliente e subpenetrado. Em outras palavras, apesar do crescimento recente, o seguro ainda ocupa uma participação relativamente baixa diante do potencial da economia e da dimensão dos riscos existentes no país. Isso significa que ainda há muito espaço para ampliar cobertura na frota, no patrimônio, nas empresas e nas cadeias produtivas. Para grupos estrangeiros, esse conjunto de fatores torna o Brasil uma escolha natural, sobretudo quando se considera a solidez institucional e o papel do seguro como mecanismo de redução de volatilidade econômica.
Em conversa com executivos na feira de negócios que acontece na parte da tarde, a leitura de crescimento regional ganhou reforço nas falas de Fabio Morita, diretor de Automóvel, Massificados e Vida da Allianz, e de Patricia Chacon, CEO da Porto. Morita destacou que a Allianz tem intensificado sua presença em Norte e Nordeste com uma estratégia centrada na proximidade com o corretor e na adaptação de produtos e processos às necessidades locais. De acordo com os dados disponibilizados pela Susep de 2025, a Allianz está entre as top 5 seguradoras da região Norte e entre as top 7 seguradoras da região Nordeste.
Segundo ele, a companhia vem ampliando o apetite em diferentes frentes, com maior aceitação no seguro empresarial, expansão da atuação em veículos de alto valor, avanço em frotas e foco renovado em vida. O executivo afirmou que a seguradora quer crescer de forma diversificada e estruturada, apoiando-se em uma presença comercial mais forte nas praças regionais e em programas de capacitação voltados aos corretores.
Morita reforçou que a Allianz tem investido na escuta ativa do corretor e em uma atuação mais próxima nas diferentes cidades do Norte e do Nordeste. Ele citou visitas recentes da liderança da companhia a capitais como Rio Branco, Manaus e Porto Velho como parte de uma estratégia mais ampla de presença territorial. Também destacou o lançamento de um novo sistema de vida coletivo, com usabilidade mais amigável, além do fortalecimento da estrutura comercial voltada tanto ao seguro de vida coletiva quanto ao individual. Para ele, o crescimento do mercado regional passa não apenas por ampliar a oferta, mas por capacitar o corretor a diversificar a carteira e atuar em linhas além do automóvel.
Patricia também ressaltou a importância estratégica de Norte e Nordeste para o grupo Porto. Segundo ela, a região reúne fatores que reforçam seu potencial de expansão, como aumento dos investimentos, crescimento do agro, fortalecimento do turismo e demanda crescente por soluções mais aderentes à realidade local. A executiva afirmou que a Porto tem avançado fortemente no automóvel, tanto com a marca Porto quanto com a Azul, e citou como exemplo o lançamento de produtos voltados ao motorista de aplicativo, segmento que ganhou relevância e passou a exigir soluções específicas. Entre eles estão opções como cobertura de roubo e furto e modalidades compactas com proteção para perda parcial por colisão.
Outro destaque trazido por Patricia foi o lançamento do serviço de atendimento em até 15 minutos, com expansão para Salvador a partir de 1º de abril, no período entre 22h e 5h. A proposta, segundo ela, reforça a busca da companhia por maior agilidade e melhor experiência para o segurado. A executiva fez questão de enfatizar que a estratégia regional da Porto não se limita ao automóvel. O grupo também quer ampliar sua presença em residencial, empresarial e vida, com produtos mais personalizados, simples de contratar e capazes de facilitar o cross selling dentro da carteira do corretor. Nesse contexto, ela mencionou a proteção combinada, que reúne carro, casa e celular em uma mesma apólice, e as condições comerciais reforçadas para o seguro de vida, incluindo benefícios como assistência funeral para os pais.
Tanto Allianz quanto Porto convergiram em um ponto central: o corretor segue no centro da estratégia de crescimento. Em regiões como Norte e Nordeste, onde o potencial de expansão ainda é elevado e a diversificação das carteiras é um desafio constante, ouvir o corretor, simplificar produtos, investir em treinamento e adaptar soluções às características locais aparecem como fatores decisivos. A mensagem dos executivos foi a de que não basta apenas oferecer mais produtos; é preciso tornar a venda mais simples, ampliar a percepção de valor do seguro e ajudar o corretor a identificar novas oportunidades dentro da própria base de clientes.
CNseg e Susep defendem inovação, acesso e nova regulação para ampliar penetração do seguro no Brasil
A ampliação da participação do seguro no Brasil depende de uma combinação entre inovação, regulação eficiente, tecnologia bem aplicada e comunicação mais clara com o consumidor. Essa foi a mensagem central transmitida pelo presidente da CNseg, Dyogo Oliveira, e pelo superintendente da Susep, Alessandro Octaviani, ao debaterem os caminhos para fazer o seguro avançar em um país ainda marcado por baixa cobertura em áreas estratégicas e por forte lacuna de proteção diante de tragédias climáticas e riscos econômicos.
Para Dyogo Oliveira, o ponto de partida é lembrar que o arcabouço legal do setor deve servir ao consumidor. “A legislação está aqui para proteger o segurado e não as seguradoras ou os corretores”, afirmou. A partir dessa premissa, ele defende que o mercado concentre esforços em soluções que gerem expansão real, com produtos mais aderentes ao perfil da população e linguagem menos técnica. Na avaliação do executivo, não basta sofisticar sistemas e normas se o setor não conseguir chegar ao consumidor com clareza e valor percebido.
Dyogo sustenta que o desafio passa por rever prioridades. “Temos de focar no crescimento do mercado, em gerar novos produtos, com custo mais baixo, linguagem e capacidade de chegar no consumidor com um linguajar mais acessível e que seja entendido”, disse. A observação dialoga com um problema recorrente apontado pelo setor: boa parte dos consumidores não compreende plenamente os termos das apólices, o que dificulta a contratação e enfraquece a percepção do seguro como instrumento de proteção essencial. Para ele, ampliar a penetração exige traduzir melhor o papel do seguro no cotidiano das famílias e empresas.
Ao mesmo tempo, o presidente da CNseg ressalta que a transformação tecnológica em curso abre oportunidades concretas para acelerar esse movimento. “80% das seguradoras brasileiras estão utilizando inteligência artificial em alguns dos seus processos”, afirmou. Segundo Dyogo, o uso de IA já melhora a velocidade de resposta, amplia a capacidade de identificar fraudes e aumenta a eficiência operacional. Ainda assim, ele pondera que tecnologia não pode ser tratada apenas como modernização interna: ela precisa ajudar a reduzir custos, ampliar acesso e sustentar um modelo de crescimento mais inclusivo.
A preocupação com tecnologia, porém, não se limita aos ganhos de produtividade. Dyogo também fez um alerta sobre a concentração de dados em poucos operadores do mercado, especialmente no ambiente dos multicálculos e das plataformas que intermediam fluxos de informação, como as SPOC, corretores dentro do Open Insurance. Na sua leitura, esse modelo traz riscos operacionais, concorrenciais e até estratégicos para o setor. Por isso, a discussão sobre Open Insurance e compartilhamento de dados, defende ele, deve ser conduzida com atenção à competição, à segurança da informação e ao real benefício entregue ao consumidor.
Do lado da Susep, Alessandro Octaviani vem reforçando que ampliar a cobertura securitária no Brasil é uma agenda urgente não apenas para o mercado, mas para o país. Ao comentar a baixa proteção diante de tragédias recentes, ele tem insistido que o setor precisa ganhar escala social. “O seguro precisa ser conhecido e, portanto, acessado pela população”, afirmou. A frase resume a visão de que a expansão do mercado depende de democratização, visibilidade e acesso — e não apenas de crescimento dentro da base tradicional de clientes já segurados.
Octaviani tem associado esse debate ao impacto das mudanças climáticas e ao tamanho da lacuna de proteção brasileira. Ao citar o caso do Rio Grande do Sul, lembrou que as perdas econômicas superaram R$ 100 bilhões, enquanto as indenizações do mercado ficaram em torno de R$ 6 bilhões. Para ele, esse descompasso mostra que o país ainda deixa desprotegida uma parte muito grande da sociedade. Daí a defesa de novos instrumentos capazes de distribuir melhor os riscos e envolver mais participantes na proteção coletiva.
Nessa linha, o superintendente sustenta que o avanço do seguro precisa se apoiar em uma lógica mais ampla de compartilhamento social dos riscos. “Temos de ser capazes de colocar a conta organizada e distribuída por todos os ofertantes; isso significa uma sociedade mais resiliente”, afirmou. O raciocínio é que, quanto maior a base de segurados e quanto mais disseminada estiver a proteção, maior será a capacidade de resposta da economia diante de eventos extremos. Trata-se, em sua visão, de fortalecer uma espécie de solidariedade securitária, em que mais pessoas participam do sistema e ajudam a sustentar sua capacidade de indenização.
O titular da Susep também chama atenção para o desenho da infraestrutura tecnológica que vai sustentar essa expansão. “Temos de pensar uma tecnologia de dados que não leve à concentração”, disse. A observação mostra que, para a autarquia, a digitalização do setor não pode resultar em poucos agentes controlando volumes excessivos de informações estratégicas. Ao contrário, a meta deve ser criar um ambiente com mais participação, maior concorrência e melhor distribuição das oportunidades de mercado.
A convergência entre CNseg e Susep aparece justamente nesse ponto: ambos reconhecem o peso da inovação, mas rejeitam a ideia de que a modernização por si só resolverá o problema da baixa penetração. O que está em jogo é construir um setor capaz de sair de um modelo ainda muito concentrado em consumidores de renda média e alta e alcançar uma parcela mais ampla da sociedade, com soluções compreensíveis, acessíveis e compatíveis com os riscos do presente.
Nesse contexto, a agenda regulatória tende a ganhar ainda mais relevância. Enquanto a Susep avança em regulamentações ligadas a cooperativas, proteção patrimonial mutualista e novos marcos legais, a CNseg insiste que o sucesso dessas mudanças dependerá de sua capacidade de se converter em crescimento efetivo do mercado. Em comum, Dyogo Oliveira e Alessandro Octaviani defendem que o futuro do seguro no Brasil passa por uma equação clara: menos barreiras de linguagem, mais tecnologia útil, mais competição, mais acesso e maior capacidade de responder a riscos que já não podem mais ser tratados como excepcionais.
As fortes chuvas que atingiram municípios da Zona da Mata mineira entre 23 de fevereiro e 2 de março devem gerar cerca de R$ 38,37 milhões em indenizações de seguros de automóveis, segundo levantamento parcial da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg).
O estudo reúne dados de 14 seguradoras, que representam aproximadamente 84% do mercado de seguro auto, e contabiliza 679 sinistros envolvendo automóveis e 30 ocorrências com motocicletas no período analisado. Além disso, foram registradas 902 solicitações de assistência, como serviços de guincho e apoio emergencial aos segurados.
Entre os municípios analisados, Ubá concentra o maior número de sinistros com automóveis (303), seguida por Juiz de Fora (277), Matias Barbosa (25) e outros municípios da região (74). No caso das motocicletas, foram 15 ocorrências em Ubá, 10 em Juiz de Fora, 4 em outros municípios e 1 em Matias Barbosa.
As assistências também tiveram forte concentração em Juiz de Fora (511 atendimentos) e Ubá (251), além de 102 registros em outros municípios e 38 em Matias Barbosa.
Em termos financeiros, Ubá concentra a maior estimativa de indenizações, com cerca de R$ 22,2 milhões, seguida por Juiz de Fora (R$ 13,2 milhões), outros municípios da região (R$ 1,65 milhão) e Matias Barbosa (R$ 1,25 milhão).
Segundo Jaime Soares, presidente da Comissão de Automóvel da FenSeg, a prioridade do setor é garantir rapidez no atendimento aos segurados afetados pelos eventos climáticos. “A orientação das seguradoras e dos nossos corretores é prestar atendimento ágil aos segurados, mobilizando as estruturas de assistência e regulando os sinistros com rapidez, para que as indenizações sejam pagas no menor prazo possível”, afirma.
A FenSeg destaca que os números fazem parte de um levantamento preliminar do setor segurador e podem ser atualizados à medida que novos avisos de sinistro forem registrados pelas seguradoras.
O episódio reforça também a necessidade de ampliar a qualidade das informações disponíveis sobre impactos econômicos de eventos climáticos no país. Para contribuir nesse diagnóstico, a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) desenvolveu o Radar de Eventos Climáticos e Seguros no Brasil, uma metodologia que cruza dados oficiais do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2ID) — base utilizada pelas Defesas Civis para registro de ocorrências — com bases internacionais consolidadas, como a Emergency Events Database (EM-DAT), mantida por um centro de pesquisa europeu e reconhecida mundialmente como referência em estatísticas sobre desastres.
O Radar identifica eventos relevantes, estima perdas por setor — agropecuária, indústria, infraestrutura e setor público — e constrói uma linha de base técnica independente de limitações operacionais locais.
A Bradesco Capitalização acaba de lançar o “Meu Primeiro Milhão – Edição Especial”. Por meio de uma assinatura de R$ 10, o produto une premiações instantâneas, sorteios mensais, super sorteio milionário e benefícios adicionais, como cupons de desconto e cashback em diversas lojas, oferecendo uma proposta atrativa.
Enquanto a assinatura estiver ativa, o cliente concorre, todos os meses, a 40 prêmios de R$ 10 mil e um prêmio especial de R$ 1 milhão. Além das premiações mensais, o produto disponibiliza mais de 40 mil prêmios instantâneos de até R$ 50 mil, ampliando significativamente as oportunidades de ganho. O produto reforça o posicionamento da Bradesco Capitalização de democratizar o acesso a grandes premiações e ampliar a sua participação em outras modalidades. “O ‘Meu Primeiro Milhão – Edição Especial’ nasce com o propósito de realizar sonhos. Um produto simples e acessível”, afirma José Pires, Diretor-Presidente da Bradesco Capitalização.
A contratação é realizada de forma rápida e totalmente digital pelo app Bradesco e a experiência inclui uma dinâmica interativa para participação nos prêmios instantâneos, tornando a jornada mais envolvente e reforçando o compromisso da instituição com inovação e praticidade nos canais digitais.
A Tokio Marine reuniu, nesta quinta-feira, Corretores de Seguros que participarão do 6º ConsegNNE, evento que acontece dias 13 e 14, em um almoço no restaurante Amado, em Salvador, em mais uma iniciativa voltada ao fortalecimento do relacionamento com parceiros estratégicos e à valorização do Norte e Nordeste no plano de expansão da companhia.
Realizado em um dos espaços mais emblemáticos da gastronomia baiana, com vista para a Baía de Todos os Santos, o encontro teve tom descontraído, mas carregou uma mensagem clara dos principais executivos da companhia: as duas regiões estão no centro da estratégia de crescimento da subsidiária do maior grupo segurador do Japão no Brasil.
Durante o encontro, Marcos Kobayashi, diretor comercial Varejo e Vida da Tokio Marine, compartilhou com os convidados os recordes alcançados pela seguradora e fez um agradecimento direto aos corretores. “Graças ao trabalho de vocês, temos conquistado números recordes”, afirmou, reforçando o papel do canal de distribuição no desempenho da companhia.
Segundo ele, a participação da Tokio Marine no ConsegNNE ocorre em um momento em que a seguradora busca aprofundar sua presença regional, combinando expansão geográfica, diversificação de portfólio, tecnologia e proximidade com o mercado local. “As regiões Norte e Nordeste são estratégicas para a Tokio Marine, pois concentram um relevante potencial de crescimento impulsionado por setores como infraestrutura, turismo e transportes”, disse.
De acordo com o executivo, a estratégia para crescer em um ambiente macroeconômico e regulatório mais desafiador está baseada em presença local, oferta aderente às especificidades de cada praça e fortalecimento do relacionamento com corretores. “Nossa estratégia está fundamentada na proximidade com o mercado local, na ampliação da presença regional e na oferta de soluções alinhadas às demandas específicas de cada praça”, afirmou. Nesse movimento, a companhia inaugurou em 2025 duas novas sucursais, em São Luís e Vitória da Conquista, reforçando o processo de interiorização da operação.
Kobayashi destacou que a atuação da Tokio Marine nas duas regiões é ampla e contempla seguros empresariais, Auto, Vida e produtos massificados, sempre respeitando o perfil econômico e as oportunidades de cada mercado. Para ele, o corretor ocupa posição central nesse avanço. “O corretor de seguros exerce papel central. Ele é o principal elo com o Cliente, compreende as necessidades específicas de cada realidade e contribui para a construção de relacionamentos duradouros”, ressaltou. Ainda segundo ele, o plano de expansão regional está diretamente apoiado no fortalecimento dessa parceria, com investimento contínuo em capacitação, suporte e desenvolvimento de negócios.
No evento, a Tokio Marine também levou ao debate temas como inovação, inteligência artificial, operações de sinistro e assistência 24 horas, buscando mostrar como vem integrando tecnologia e dados à rotina operacional para ganhar eficiência e melhorar a jornada do segurado. Kobayashi citou como exemplo o uso de IA generativa na orçamentação e na análise de sinistros de automóveis de pequena e média monta a partir de imagens. “Com essa solução, eliminamos a necessidade de vistoria presencial e conseguimos autorizar reparos e calcular indenizações com muito mais agilidade”, explicou.
A tecnologia, afirma, também tem permitido acelerar a identificação de perda total, a remoção do veículo, o pagamento ao cliente e a gestão do salvado, além de apoiar a triagem de fraudes por meio de modelos preditivos. Outro avanço mencionado foi a automação do ressarcimento em sinistros de automóveis, com ferramentas de inteligência artificial que ajudam os especialistas a identificar casos com potencial de recuperação sem uso de dados sensíveis dos clientes. “Ampliamos nossa capacidade de processamento de sinistros, ganhamos eficiência operacional e direcionamos nossas equipes para atividades mais estratégicas e de maior valor agregado”, afirmou.
Em relação ao equilíbrio entre crescimento e rentabilidade, um dos desafios centrais do mercado em meio à maior competição e à pressão sobre margens, o diretor destacou que a companhia vem reforçando critérios de subscrição, aprimorando a precificação e ampliando o uso de dados para tornar a seleção de riscos mais assertiva. “Nosso foco está em crescer com disciplina técnica e eficiência operacional”, disse. “O avanço da automação, especialmente nas áreas de Auto e Sinistros, tem ajudado a reduzir custos operacionais, elevar a produtividade e preservar margens mesmo em um ambiente mais exigente”, acrescentou.
Para 2026, a Tokio Marine vê oportunidades relevantes na expansão do seguro Empresarial, sobretudo entre pequenas e médias empresas e setores mais dinâmicos da economia, além do fortalecimento de Auto, Massificados e soluções de proteção pessoal. A estratégia passa também por incentivar o corretor a ampliar sua atuação junto à base de clientes que já possui, diversificando a carteira com apoio especializado da seguradora em áreas como PJ, Vida, Garantia e Transportes. “Seguiremos estimulando o Corretor a diversificar sua carteira, ampliando a oferta de produtos aos Clientes com quem já possui relacionamento”, afirmou Kobayashi.
Seguradoracresce 11% na região Nordeste em 2025
Para o Diretor Comercial Regional Nordeste da Tokio Marine, Ronaldo Dalcin, os resultados são consequência direta de uma estratégia clara de especialização, disciplina comercial e investimento consistente em pessoas. “Crescer em um ambiente cada vez mais competitivo exige muito mais do que volume. Exige conhecimento, preparo técnico e capacidade de execução. A Tokio Marine vem investindo fortemente na capacitação e especialização de seus Corretores e equipes, pois acreditamos que o diferencial competitivo sustentável está nas pessoas”, afirma.
Segundo Dalcin, esse direcionamento estratégico permitiu à Regional Nordeste manter crescimento de dois dígitos mesmo em um cenário extremamente desafiador, além de posicionar a região como destaque nacional no agrupamento de Produtos PJ, na visão dos últimos 12 meses, conforme os dados mais recentes da Susep. “Esse reconhecimento não é circunstancial. Ele reflete um modelo de atuação baseado em eficiência operacional, inteligência comercial e aprofundamento técnico dos nossos parceiros”, reforça.
Para 2026, o executivo avalia que o nível de exigência do mercado será ainda maior. “O próximo ciclo será marcado por margens mais pressionadas e decisões mais estratégicas. Nesse contexto, só terão espaço aqueles que estiverem preparados. A Tokio Marine vem se antecipando a esse movimento, investindo continuamente em treinamento, especialização por produto e no aculturamento da venda consultiva, sempre buscando uma carteira mais diversificada”, destaca.
Dalcin ressalta que produtos como Empresarial, Garantia, Frotas, RC Geral, Fiança e Vida seguirão como pilares relevantes de crescimento, porém com uma abordagem cada vez mais técnica e segmentada. “Nosso papel é preparar e apoiar o Corretor para atuar com profundidade, segurança e diferenciação. Seguiremos oferecendo suporte próximo, inteligência de mercado e soluções que gerem valor real para Clientes e Parceiros”, conclui.
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