Coronavírus muda rotina de seguradoras e corretoras multinacionais

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As seguradoras Liberty e Zurich e as corretoras Marsh e Aon suspenderam viagens e cancelaram eventos

O COVID-19 traz um grande desafio às seguradoras globais. Elas, especialistas em gestão de riscos, agiram muito antes dos apelos do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, para evitar a proliferação do coronavírus. “Tripliquem a vigilância, façam monitoramento, rastreio de contaminados e, em caso de quadros gripais, faça autocuidado”, diz dia a dia o ministro.

O vírus que surgiu na China no fim do ano passado já chegou a mais de 86 países, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), ultrapassa o número de 3,2 mil mortes e registra mais de 98 mil infectados. O Brasil confirmou 20 casos para o vírus registrados em São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e outro Bahia até domingo, dia 8. No total, o País tem 768 casos suspeitos e 480 análises foram descartadas.

Carlos Magnarelli, CEO da Liberty Seguros, contou ao blog Sonho Seguro que até a última sexta-feira (6) a seguradora suspendeu dois eventos nacionais voltados ao público interno da companhia que ocorreriam nas próximas semanas, ambos são apenas para funcionários da seguradora e não contam com presença de corretores e ainda não tem previsão de quando serão remarcados. “Os demais eventos do ano, assim como os com nossos parceiros, até o momento, permanecem como o planejado. Reforçamos que estamos constantemente monitorando a situação do vírus no Brasil e no mundo para garantir a segurança de todos os nossos funcionários e corretores”, citou.

A Zurich Seguros, por ser uma companhia multinacional, com sede em Zurique, segue as recomendações da matriz e também locais. A companhia tem consultado cientistas renomados no mundo para ter uma melhor gestão das pessoas e dos negócios do grupo. Tem também no Brasil um grupo de gestão de crise que monitora diversos riscos, inclusive de pandemias.

Na Zurich, por exemplo, executivos que viajaram para países onde o vírus se espalhou devem  trabalhar de casa por duas semanas. Outra iniciativa da subsidiaria da seguradora suíça é antecipar a vacinação contra a gripe. Segundo o ministério da Saúde ela será iniciada em 23 de março e a Zurich quer antecipar ainda mais. “Assim não corremos riscos do pânico que pode atingir pessoas com gripes comuns”, afirmou Carlos Toledo, diretor de RH da Zurich, ao blog.

As viagens internacionais, de negócios, estão sendo monitoradas na Zurich. Duas agendadas há meses foram canceladas no mês de março, especialmente para países focos da doença. Outras também foram canceladas, mas os dois head locais fizeram as reuniões virtualmente. “Nas viagens pessoais, a companhia não pode impedir, mas pedimos bom senso de nossos colaboradores. E mesmo que elas aconteçam, estamos monitorando se houve alteração na saúde para decidirmos se ele fica em quarentena ou não”, citou.

Nos eventos programados para o ano, as seguradoras monitoram passo a passo. Caso a doença venha a progredir severamente, outros eventos serão cancelados. Os corretores, que tem suas viagens de premiações geralmente no segundo semestre, torcem para que tudo fique bem. A Zurich, por exemplo, tem duas delas programadas para fora do pais. “Mesmo não sendo para países focos, estamos monitorando o Brasil, pois o risco ainda existe”, acrescentou Toledo.

Implementar o programa “Work Life Balance” ajudou a Zurich a por em prática o trabalho remoto. “Vamos agilizar esse programa para estarmos preparados para uma possível evolução de uma contaminação no Brasil. Temos hoje capacidade de colocar a companhia em homeoffice se tivermos de evitar reuniões presenciais”, afirmou.

Na corretora Marsh, também foram adotadas iniciativas globais e valem para operações em todos os países, principalmente onde se tem mais foco do Coronavírus. Entre as determinações a seguir, a Marsh cita adiamento de conferências patrocinadas pela corretora e grandes reuniões internas que requerem viagens. As decisões para realizar grandes reuniões de colaboradores e/ou clientes locais levarão em consideração qualquer orientação ou requisitos das autoridades públicas locais de saúde. Também está na ordem do dia restringir viagens para áreas afetadas, de acordo com os conselhos de saúde. 

Todos os colaboradores que tenham viajado para uma área afetada estão sendo aconselhados a informar seus gestores e permanecer em casa por 14 dias também na Marsh. “A segurança de seus colaboradores, clientes e das comunidades é sempre prioridade máxima. Como resultado da contínua disseminação do coronavírus, a companhia implementou uma série de medidas e precauções para manter a saúde e a segurança de todos os seus trabalhadores”, afirmou o grupo.

A corretora Aon adotou algumas medidas preventivas para garantir a saúde e segurança dos colaboradores e clientes. Entre elas:

  • Viagens – Restrição às viagens não essenciais de negócios;
  • Eventos – A realização de eventos está sendo avaliada pontualmente e alguns estão sendo postergados;
  • Comitê global – Criação de comitê global para monitorar a situação e manter os colaboradores atualizados;
  • Site de resposta global – disponibilizado aos clientes e colaboradores com materiais que orientam sobre como responder e mitigar os riscos do vírus;
  • Webinar global – destinado aos clientes com as orientações sobre como responder e mitigar os riscos do vírus nos seus negócios e entre os seus funcionários;
  • Comunicados aos clientes – informativo de saúde do Aon pela Vida destinado para as empresas enviarem aos seus funcionários;
  • Blog The One Brief – artigos exclusivos sobre o tema.

Apesar de ter uma grande capacidade de contágio, a letalidade do coronavírus não é considerada alta e, segundo o Ministério da Saúde e a OMS, não há motivo para pânico. Ainda assim, o órgão internacional elevou o nível de contaminação global para “muito alto”.

Os sintomas da infecção podem se assemelhar a uma gripe comum na maioria das pessoas e, para evitar a propagação do vírus, os órgãos recomendam medidas de higiene simples, como lavar as mãos regularmente e usar álcool em gel. 

Antonio Cassio dos Santos deve assumir conselho do IRB nos próximos dias

Se os rumores forem oficializados, Santos tem um árduo trabalho para recuperar a credibilidade da empresa, que perdeu o status de queridinha dos analistas para virar “piada” entre muitos comentários do twitter

Antonio Cassio dos Santos, que deixa o cargo de CEO Americas do grupo italiano Generali, onde está há cinco anos, deve ser anunciado na próxima semana como o novo presidente do conselho do IRB Brasil Re, segundo informou uma fonte ao blog Sonho Seguro. Se isso for confirmado, ele sucederá o atual presidente da Caixa, Pedro Guimarães, e que assumiu o posto interinamente com a saída de Ivan Monteiro, que renunciou ao posto por divergências com os executivos que estavam no comando do maior ressegurador da América Latina.

O presidente do IRB, José Carlos Cardoso, e o diretor financeiro, Fernando Passos, foram demitidos na semana passada depois de confusões na comunicação sobre questionamentos sobre o balanço, renuncia do presidente do conselho e informações desencontradas envolvendo o fundo americano Berkshire Hathaway. Eles disseram em teleconferência que o fundo do mega investidor Warren Buffett tinha não só participação como havia aumentado sua fatia. A informação foi desmentida pelo próprio fundo de Warren Buffett e as ações do IRB caíram quase 40% num único dia. Desde do inicio da crise, 9 de fevereiro, o grupo perdeu algo próximo de R$ 10 bilhões em valor de mercado.

A provável ida de Antonio Cassio dos Santos é vista por profissionais que acompanham o assunto como uma tentativa de dar mais empreendedorismo ao IRB, ainda criticado por investidores por ter um “que” de governo no comando. Tanto que na quinta-feira, mesmo depois da teleconferência na qual Werner Süffert, diretor de relações com investidores da BB Seguridade, foi apresentado aos investidores como novo vice-presidente executivo da resseguradora, as ações do IRB continuaram em queda de 16%, com perda de mais R$ 2,8 bilhões em valor de mercado. Na sexta, o papel encerrou com alta de 2,5%, em R$ 15,97.

O novo presidente do conselho, qualquer que seja, tem um árduo trabalho pela frente para recuperar a confiança não só dos investidores e analistas como também dos clientes. Muitos deles estão apreensivos com os contratos de resseguros, que geralmente são de longa duração. E o que ninguém quer é ficar na mão quando mais precisa: pagar indenização ao seu cliente.

Outra complicação é o ranting, uma exigência mundial no setor de resseguros. Na sexta-feira, a AM Best Rating Services colocou em revisão, com implicações negativas, o rating de Força Financeira de A (Excelente) e o Rating de Crédito de Emissor de Longo Prazo da resseguradora. De acordo com a agência, as ações de classificação seguem as renúncias apresentadas pelo CEO e CFO do IRB em 4 de março de 2020. Para deixar o status de revisão, o IRB precisará apresentar uma transição bem-sucedida da administração, mantendo os níveis existentes de capitalização ajustada ao risco e desempenho operacional, bem como qualquer impacto potencial no perfil de negócios.

Esse fato é muito preocupante, pois muitas resseguradoras só podem fazer negócios no mercado internacional se tiverem um rating menino aceitável. Se não mudar rapidamente, o IRB terá muitas dificuldades em renovar contratos futuros e também em manter os que tem caso os participantes do negócio não possam manter em carteira empresas com rating com viés negativo.

O IRB é considerado uma empresa forte em seu mercado, por deter quase 40% de market share. No entanto, virou agora um grande case sobre a governança de empresas listadas no mais alto nível de governança da B3. Certamente será preciso rever as contas que são questionadas pela gestora Squadra, que tem o aval dos investidores que leram os dois documentos divulgados semanas atrás. Santos, tem 55 anos e já presidiu a Zurich e a Mapfre.

Outro nome cotado para ser um dos membros técnicos do conselho do IRB é de Ivan Passos, que trabalhou em grandes riscos na SulAmérica por 30 anos, sendo 20 deles como vice presidente técnico. Passos foi membro titular do Conselho Técnico do IRB por oito mandatos seguidos, de 1986 a 2002. A sua missão seria, segundo fontes, analisar os processos de sinistros que tiveram suas reservas reduzidas ou eliminadas, como questiona a Squadra.

Boa sorte a nova gestão. Que realmente recuperem o IRB, que tem muitas historias para contar sobre a reconstrução de muitas empresas destruídas por catástrofes naturais ou feitas pelo homem. E é admirado até mesmo por seus concorrentes. Na torcida!

FGV realiza seminário sobre o papel do seguro nos projetos de infraestrutura no Brasil

Evento será no dia 10 de março, a partir das 15h, em São Paulo. O objetivo é abordar o novo modelo do Seguro Garantia de Performance, que está em pauta no Congresso

Fonte: FGV

O Grupo de Economia da Infraestrutura & Soluções Ambientais da FGV, promoverá no dia 10 de março, a partir das 15h, o seminário “O Papel do Seguro nos Projetos de Infraestrutura no Brasil”. A finalidade do evento é debater sobre a importância dos instrumentos de seguro na retomada do investimento em infraestrutura no Brasil. Além disso, será abordado o novo modelo do Seguro Garantia de Performance, em pauta no Congresso, e quais são as fontes e instrumentos de financiamento necessários para suportar os investimentos em infraestrutura nos próximos anos.

O evento é aberto ao público. As inscrições podem ser realizadas pelo link: https://portal.fgv.br/eventos/papel-seguro-projetos-infraestrutura-brasil .

Confira a programação:

15h Abertura Institucional
Gesner Oliveira – Professor da FGV e coordenador do Grupo de Economia da Infraestrutura & Soluções Ambientais da FGV
Jorge Sant’Anna – Presidente da BMG Seguros – colocação inicial acerca da importância do tema a ser abordado
15h15 O Contexto da Infraestrutura no Brasil
Pedro Calhman de Miranda – Subsecretário de Política Microeconômica e Financiamento da Infraestrutura
15h45 Os Projetos de Investimento em Infraestrutura no Brasil
Gesner Oliveira – Professor da FGV e coordenador do Grupo de Economia da Infraestrutura & Soluções Ambientais
16h05 O Desenvolvimento do Seguro Performance na visão do Regulador
Danilo Macedo Moura – Diretor da SUSEP
16h25 O Papel do Seguro Performance no Desenvolvimento da Infraestrutura
Diogenes Mendes Gonçalves Neto – Pinheiro Neto Advogados
16h45 Hedge Cambial via Seguros para Debêntures Incentivadas
Renata Oliver – Vice-Presidente de Negócios da BMG Seguros
17h05 Painel de Perguntas e Respostas
17h25 Encerramento
Jorge Sant’Anna – Presidente da BMG Seguros

O Papel do Seguro nos Projetos de Infraestrutura no Brasil
Data: 10 de março de 2020
Horário: 15h às 17h30
Local: Sala FGV 9 de Julho – Térreo – Rua Itapeva, 432 – São Paulo-SP

Lucro da Austral Seguradora avança 77%, para R$ 39,1 milhões em 2019

Em 2019, companhia ampliou portfólio e prêmios emitidos cresceram 52%, somando R$ 644 milhões

Fonte: Austral

A Austral Seguradora inicia 2020, ano em que completa 10 anos de operação, entregando seu melhor resultado financeiro e operacional. Os prêmios emitidos pela companhia em 2019, desconsiderando sua participação no consórcio DPVAT, somaram R$ 644 milhões em 2019, um aumento de 52% frente aos R$ 422 milhões apurados em 2018. O resultado financeiro mais que dobrou e contribuiu para o bom desempenho do ano, atingindo R$ 41,4 milhões. 

Superando as expectativas, o lucro líquido em 2019 atingiu R$ 39,1 milhões, montante 77% superior ao apurado em 2018. O patrimônio líquido também cresceu e bateu a marca de R$ 183,1 milhões, volume 20% maior do que o ano anterior. A seguradora encerrou 2019 com ativo total de R$ 1,4 bilhões.

Especialista em riscos corporativos, a seguradora avançou em todas as linhas de negócio. Em Óleo e Gás, registrou 61% de market share ealcançou a liderança do segmento. Com novos negócios e uma estratégia focada em inovação, agilidade operacional e especialização, o volume de prêmios emitidos pela área de Riscos de Petróleo foi de R$ 395 milhões em 2019, 88,4% maior do que o ano anterior. A empresa também obteve forte expansão de suas operações de Riscos Marítimos e seguro de casco, que apresentou uma evolução de prêmios emitidos de 58,5% de 2018 para 2019. 

Refletindo os ganhos em eficiência, as despesas administrativas mantiveram uma proporção estável em relação aos prêmios emitidos de 3,4% em 2019 frente aos 4,7% no ano de 2018. A evolução operacional evidencia a trajetória sustentável de crescimento, combinando uma política de subscrição técnica e focada em controle de despesa.

Em 2019, a companhia investiu na jornada de clientes e corretores e entregou facilidades como a consulta de apólice e o aviso de sinistro online pelo site e a criação de um novo portal. Com um portfólio cada vez mais completo, a Austral lançou um seguro para remoção de plataformas e marcou sua entrada em D&O.

“Os números refletem o momento especial vivido pela companhia. Este foi um ano em que evoluímos em nossa transformação digital e no desenvolvimento de novos produtos. Estamos prontos para entregar soluções customizadas e inovadoras na transferência de risco tanto para clientes quanto para parceiros”, destaca o CEO da Austral Seguradora, Carlos Frederico Ferreira.

“Acreditamos que a Austral chega ao 10º ano de operação muito bem posicionada para aproveitar um novo ciclo de desenvolvimento no país e continuar sua trajetória de crescimento e presença relevante no mercado, com produtos de qualidade e um balanço patrimonial sólido”, conclui o CEO da Austral Seguradora.

Susep simplifica contratação de seguro em moeda estrangeira

Fonte: Estadao

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) quer facilitar a contratação de seguros comercializados em moeda estrangeira. A partir de proposta da autarquia, o Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) aprovou na última quarta-feira, 4, a alteração de sua Resolução 197/2008.

A medida foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira, 6, e prevê que a contratação de seguro em moeda estrangeira no País poderá ser efetuada mediante acordo entre seguradora e segurado, salvo regulamentação específica em contrário. A Resolução 379/2020 entra em vigor em 1º de abril de 2020.

Com a simplificação, a contratação de seguros em moeda estrangeira poderá ser feita em quase todas as modalidades de seguro. A exceção será o ramo de pessoas, com seguros como o de vida e planos de previdência, que tem normas específicas. 

Até aqui a contratação era autorizada para alguns ramos específicos, como transporte internacional e riscos de petróleo. A medida é parte de um conjunto de iniciativas da Susep para desregulamentar e modernizar o mercado segurador brasileiro.

CNSP aprova regras para o sandbox de seguros

susep sandbox

Kakau, Ciclic, ThinkSeg, Too Seguros são algumas das interessadas, segundo apurou o blog Sonho Seguro

O Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) aprovou, na última quarta-feira (04/03/20), as condições para que a Superintendência de Seguros Privados (Susep) possa dar início ao processo de seleção dos projetos do Sandbox. Entre os critérios para escolher as iniciativas que ajudarão a transformar o setor nos próximos anos estão a proposição de novos produtos, novas tecnologias e redução de custos para o consumidor.

Incialmente, a Susep avaliará os dez primeiros projetos que chegarem à autarquia e que atendam aos requisitos do edital de seleção, que ainda será divulgado. Os proponentes precisarão comprovar que possuem produtos ou serviços prontos para entrar no mercado. Kakau, Ciclic, ThinkSeg, Too Seguros e Onsurance são algumas das interessadas, segundo apurou o blog Sonho Seguro.

Capital mínimo reduzido – As empresas que quiserem operar a partir destes projetos terão seu capital mínimo exigido reduzido de R$15 milhões para R$1 milhão. Outras facilidades são a atuação em uma nova plataforma de comunicação tecnológica com a Susep e a redução do número de auditorias exigidas e do custo regulatório de forma geral.

O diretor da Susep Eduardo Fraga explica que a autarquia espera receber produtos e serviços que tragam, de fato, tecnologia diferenciada para o mercado de seguros. “Nosso objetivo é ampliar a cobertura de seguros no País, estimulando a concorrência e a inovação, por meio de uma experiência diferenciada para os segurados”, afirma. “Estamos falando de empresas que venham com novas propostas para subscrição e retenção de riscos”, completa Fraga.

Após a aprovação, a Susep concederá uma autorização para que essas empresas possam operar no setor de seguros com regras diferenciadas por até 36 meses. Entre os critérios de análise técnica e de pontuação dos projetos também está a apresentação de produtos ou serviços que possam ser comercializados em escala. O foco do Sandbox Regulatório está em produtos massificados de curto prazo e, com isso, estão excluídos os segmentos previdência, resseguros, grandes riscos e responsabilidade civil, por exemplo.

KPMG revela que o Brasil tem 113 insurtechs

Insurtech – Levantamento feito pela KPMG em parceria com a Distrito apontou que o número de startups ligadas ao setor de seguros (InsurTechs) aumentou 47% de 2018 até hoje. Segundo o relatório, o Brasil tem atualmente 113 empresas desse tipo, sendo que quase metade delas tem foco em infraestrutura e backend (processo interno) com 47,8% trabalhando em parceria com seguradoras já existentes e resolvendo problemas de eficiência do mercado. As outras atuam com produtos e distribuição (31%), marketplace (mercado de comércio eletrônico), comparação (14,2%) e serviços adicionais (7,1%).

De acordo com o estudo, pela divisão geográfica, três entre quatro insurtechs brasileiras estão localizadas na Região Sudeste, sendo 52,2% delas em São Paulo. O estado representa, por exemplo, metade dos seguros residenciais do país. Do total de startups ligadas ao setor de seguros, 74,3% estão no Sudeste, 17,7% no Sul, 4,45% no Centro-Oeste, 2,7% no Nordeste e 0,9% no Norte.

O levantamento apontou ainda que as insurtechs estão em estágio inicial, sendo que 66% delas têm o faturamento presumido de até R$ 5 milhões. Já cerca de 15 insurtechs têm faturamento presumido de mais de R$ 25 milhões. Com relação ao tamanho, quase 70% (79) delas têm menos de 20 funcionários, sendo infraestrutura e backend a categoria que possui o maior número de colaboradores. Apenas 15 têm mais de 50 funcionários.

Os desafios da nova gestão do IRB

Apesar da demissão de executivos do IRB Brasil Re, o CEO José Carlos Cardoso e Fernando Passos, ex-diretor financeiro, da contratação de  Werner Suffert, que chegou da BB Seguridade, e da teleconferência com analistas, as acoes do maior ressegurador do Brasil recuaram 16% na quinta-feira, com perda de mais R$ 2,8 bilhões em valor de mercado. Na semana, encolheu R$ 13,4 bilhões. “Uma pena que o CFO novo entrou ratificando o passado ao invés de se posicionar como um reformador”, comentou um especialista.

Além da queda na bolsa, clientes estão preocupados com seus contratos de resseguros e já começam a questionar a nova direção e também buscar cotações nos concorrentes para uma possível troca de fornecedor de resseguros. “Ainda não houve procuras formais nesse sentido, apenas a expressão de uma preocupação. O cenário ficará mais claro à medida que os contratos forem renovados ao longo do ano. Alguns contratos preveem o direito da seguradora de rompê-los em situações específicas. Mas não saberíamos dizer se seria o caso dada a complexidade envolvida”, informou um executivo que pediu anonimato.

A advogada Marcia Cicarelli, indicada para o conselho fiscal do IRB, divulgou nota reiterando que seu convite para o cargo partiu do própria empresa e não foi uma indicação da Berkshire Hathaway, como chegou a ser comentado.

A vaga da presidência do Conselho do IRB, ocupada interinamente por Pedro Guimaraes, ainda está vaga. Segundo fontes, o nome escolhido deve ser Antonio Cassio, executivo que está deixando a presidência das Américas do Grupo Generali, cargo que ocupa desde abril de 2015. Procurado, ele não confirmou a noticia. Nem para o blog Sonho Seguro e nem para amigos.

Veja os principais trechos da teleconferência liderada por Pedro Guimaraes, presidente interino do conselho do IRB e também presidente da Caixa Econômica Federal:

Quanto aos questionamentos da gestora Squadra: “Os números foram auditados por duas auditorias do ‘big four’. Nunca houve um questionamento, uma ressalva ou ênfase. Se fosse preciso contrataríamos a terceira, quarta auditoria. É credibilidade acima de tudo, mas os balanços não têm ressalva, nem ênfase.”

Quanto a transparência: “Um dos trabalhos do IRB a partir de agora será de aumentar o nível de transparência e incluirá a maior abertura de itens recorrentes e não-recorrentes do demonstrativo financeiro. Suffert terá essa missão: conseguir resgatar a credibilidade do mercado”.

Quanto ao guidance: “É pouco provável que mude e, se mudar, é pouco. Mas em nome da transparência não queremos prometer nada. O nome do jogo é prometer e cumprir”.

Quanto ao programa de bônus: “Os executivos que chegarão a partir de agora terão remuneração de acordo com a prática de mercado, com olhar de longo prazo e de governança”.

Marcia Cicarelli foi indicada ao conselho do IRB pela própria direção

Em teleconferência ontem, o novo presidente interino do IRB Brasil Re, Werner Suffert, disse que a indicação de Márcia Cicarelli também está sob investigação. Ela, que foi indicada para o conselho fiscal do IRB, divulgou nota reiterando que seu convite para o cargo partiu do própria empresa e não foi uma indicação da Berkshire Hathaway, como chegou a ser comentado.

“O convite para integrar o conselho fiscal do IRB foi feito à advogada Marcia Cicarelli pelo próprio IRB em razão de sua experiência no mercado de seguros e resseguros e conhecimento jurídico. Marcia confirmou expressamente à imprensa que não tinha conhecimento de qualquer envolvimento da Berkshire Hathaway International Insurance Ltd, ressegurador eventual de quem é procuradora no país, na indicação de seu nome”, informou a advogada, em nota.

Liberty lança seguro de proteção financeira para imobiliárias

alexandre monteiro liberty seguros

Novidade protege proprietários e inquilinos de dificuldades financeiras inesperadas

Fonte: Liberty Seguros

De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), atualmente, dos 71 milhões de domicílios brasileiros, mais de 13 milhões são alugados. Por isso, empresas atuantes no mercado de imóveis e de seguros estão constantemente investindo em produtos e serviços que facilitam a vida e dão segurança a proprietários, imobiliárias e inquilinos.

Atenta às tendências de mercado e oportunidades em novos segmentos, a Liberty Seguros lança o produto Liberty Proteção Financeira. O seguro já está disponível e oferece aos segurados suporte financeiro com o objetivo de garantir amortização do aluguel ou condomínio do cliente. 

“O produto garante ao segurado cobertura em caso de Morte, Invalidez Permanente Total por Acidente, Perda Involuntária de Emprego (CLT) e por Incapacidade Temporária (Acidente ou Doença) e está disponível para contratação dos inquilinos.”

O Liberty Proteção Financeira faz parte do pacote de produtos e serviços imobiliários da Liberty Seguros, que também oferece duas outras coberturas com foco no setor: o Liberty Fiança Locatícia – alternativa para inquilinos sem as garantias financeiras normalmente exigidas para locar um imóvel – e o Liberty Incêndio – cobertura contra incêndios de diversas causas, que pode incluir pagamento de aluguel, danos elétricos, vendaval, impacto de veículos, responsabilidade civil familiar ou operações comerciais e assistência 24 horas.

“Em um cenário crescente de aluguéis de imóveis no Brasil, o objetivo da Liberty Seguros é facilitar a vida dos nossos clientes e trazer tranquilidade para seu dia a dia”, afirma Alexandre Vicente, diretor de seguros de pessoas da Liberty Seguros. “O Liberty Proteção Financeira oferece maior autonomia ao inquilino e mais segurança ao locatário, garantindo que nenhuma das partes seja prejudicada em momentos de dificuldade”, completa.

Arley Boullosa assume gestão comercial na Lojacorr no RJ

A Unidade Rio de Janeiro da maior rede de corretoras independentes do país, tem um novo reforço. Arley Boullosa assume a Gestão Comercial, com objetivo de aumentar a produção com a adesão de novos corretores na expensão dos negócios. Ele é professor, palestrante, diretor comercial da Moby Corretora de Seguros, idealizador da Kuantta Consultoria, do Projeto Kuantta Digital, da Supporty e Diretor de Ensino do Sincor-RJ. Iniciou sua carreira no mercado de seguros na Bradesco Seguros, tendo passagem pelas seguradoras AIG e Allianz Seguros. É especialista em tecnologia, estratégia empresarial e venda de seguros de automóveis pela internet.