Cobrir ou não contratos de seguros com exclusão de pandemias como Covid-19?

Oito das 10 maiores seguradoras de vida já divulgaram que, mesmo com exclusão para pandemias/endemias, irão indenizar clientes por sinistro relacionado ao coronavírus 

Tomar a iniciativa de pagar uma indenização, mesmo com cláusula de exclusão no contrato, não é algo simples, uma vez que não se trata de uma “gripezinha”. Balanço de quinta-feira do Ministério da Saúde contabilizava 240 mortes pelo novo coronavírus no Brasil, com 6.836 contaminações. No mundo, as vítimas fatais se aproximavam de 42 mil, com 853.200 infectados. 

Isso é uma pandemia, com consequências desastrosas para vidas e economias em todo o mundo. E como tal mexe com a solvência de governos, empresas, famílias. Neste caso específico do segmento segurador, pode ter impactos em todo o mercado, pois com o maior número de adesão de companhias aceitando pagar o seguro, mesmo com exclusão, outras acabam seguindo para não perder market share. 

Entre as dez maiores seguradoras de vida, apenas duas ainda fazem cálculos sobre o impacto de pagar algo que não estava previsto no preço atuarial do produto: Bradesco, líder do segmento, e a décima maior, a Cardif, que tem uma carteira significativa de seguro prestamista, aquele que cobre a divida do tomador de crédito por morte, invalidez e também desemprego.

Apólices de vida somaram R$ 43,1 bilhões em 2019, segundo dados da Susep analisados pela consultoria Siscorp

O Itaú, que num primeiro momento assumiu que pagaria as indenizações no seguro de vida, mesmo nos contratos em que constam exclusões para pandemias, voltou atrás e revisa o posicionamento inicial divulgado pelo portal Exame. Em ordem alfabética, as seguradoras que já decidiram pela cobertura de pedidos de indenização do seguro de vida por coronavírus até dia 3 de abril são: Capemisa, Caixa, Centauro, Chubb, Icatu, Liberty, MAG, Mapfre, MetLife, Mitsui, Omint, PASI, Porto Seguro, Previsul, Prudential, Sura, Seguros Unimed, SulAmérica e Zurich.

Há que se pensar na carteira de crédito do banco. Se uma das garantias é o seguro de vida em suas diversas modalidades, não pagar a indenização pode afetar até mesmo os cálculos do índice de Basileia. Sem a garantia, o risco do banco é maior e por isso tem de aportar mais capital para ficar dentro do exigido pelo Banco Central. 

Outro fator importante é saber se a resseguradora, que faz o seguro da seguradora, vai acompanhar o pagamento em contratos com exclusão. Pelo que tenho ouvido, não. E se os casos de mortes por Covid-10 chegarem a patamares elevados, certamente o prejuízo será desastroso para as seguradoras. Uma companhia que tem uma carteira pequena de vida assumir o risco de pagar com exclusão é uma coisa. Uma grande, é outra. 

Por que as re/seguradoras determinam exclusões? Para evitar que eventos cuja extensão imprevista supere de modo expressivo o cálculo do risco originalmente definido pela técnica atuarial comprometa a solvência do segurador. 

Os reguladores, as agências de rating, os acionistas e os investidores estão de olho nisso. E fazem seus cálculos. Já as seguradoras e advogados se empenham em alertar governo e órgãos reguladores sobre os impactos de obrigar seguradoras a cobrirem riscos excluídos. Além da insolvência, que traz junto o desemprego, pode gerar algumas centenas de disputas judiciais. 

Por isso a união de todos — três poderes (executivo, legislativo e judiciário), bancos, seguradoras, empresas e órgãos reguladores — é vital neste momento. O Banco Central tem direcionado esforços para mitigar riscos para os bancos. Os empréstimos do Banco Central do Brasil com lastro em letras financeiras e o novo DPGE, suportado pelo aumento de cobertura do FGC, são duas medidas importantes para reforçar a liquidez dos bancos pequenos e médios neste momento, detalha a jornalista Talita Moreira, do Valor. 

É um tema que tem sido discutido em todo o mundo e vai muito além do seguro de vida, como contratos de riscos por interrupção de negócios, viagem, saúde, acidentes em homeoffice, D&O, riscos operacionais, entre outros. A Usiminas, por exemplo, divulgou nesta sexta-feira que  vai paralisar o alto-forno 2 da Usina de Ipatinga (MG) a partir de sábado, por causa da queda na demanda provocada pela pandemia do novo coronavírus (covid-19). O alto-forno 1 da mesma usina também vai parar a partir do dia 22. O seguro vai cobrir uma perda de tamanho valor? Certamente o contrato da mineradora tem exclusões para pandemias. Será preciso muita calma nesta hora para discutir e chegar a um parecer em conjunto. Uma decisão mandatória vai realmente trazer grande desequilíbrio para todos.

Também é preciso lembrar que as perdas das resseguradoras em outros segmentos seguem a rotina. E ainda nem

comecou a safra de

furacao nos EUA. O Covid-19 é apenas mais um evento. Talvez o maior do ano, mas veio agregar a outros riscos tradicionais. A Munich Re, maior resseguradora do mundo, por exemplo, já anunciou que não conseguirá cumprir com a previsão de lucro feita inicialmente de 2,8 bilhões de euros para 2020. No primeiro trimestre de 2019, o grupo apresentou lucro líquido de 633 milhões de euros. “Devido à grande incerteza relativa aos impactos macroeconômicos e financeiros do COVID-19, da perspectiva de hoje – e assumindo um ônus das principais perdas provocadas pelo homem e por catástrofe natural que, de outra forma, estão alinhadas às expectativas -, a Munich Re não alcançará sua orientação de lucro para o ano de 2020”.

Legislativo – O Projeto de Lei (PL) nº 1.200/2020, institui a moratória em contratos essenciais, bancários, securitários e educacionais em favor dos consumidores afetados economicamente pela pandemia de coronavírus.  Barbara Bassani, sócia da área de seguros e resseguros de TozziniFreire Advogados, ressalta que se o PL for aprovado, suas previsões deverão ser observadas em conjunto com o quanto já sumulado pelo STJ. “O maior desafio será compatibilizar o regime regulatório Susep à previsão contida no PL, tendo em vista que o PL prevê o pagamento parcelado dos valores devidos até 30/06/2020 em doze parcelas e, do ponto de vista regulatório, no que se refere a seguros de danos, a data de vencimento da última parcela do prêmio não poderá ultrapassar o término de vigência da apólice. Em outras palavras, se aprovado o PL alguns prêmios serão pagos após o término da vigência da apólice, sendo incompatível com as regras regulatórias”, citou ela em boletim.

Judiciário – Thiago Junqueira, doutor em Direito Civil pela Uerj e sócio de Chalfin, Goldberg & Vainboim Advogados Associados, escreve em seu artigo: “Quase na mesma velocidade da expansão do vírus, surgiram propostas legislativas que visam a obrigar as seguradoras a garantir as mortes causadas por pandemias, tal qual a Covid-19, nos seguros de vida. De igual sorte, começa a ganhar eco a defesa de que o Judiciário deveria afastar a aplicabilidade das cláusulas de exclusão de riscos. Antes da tomada de medidas precipitadas, porém, o cenário deve ser analisado de forma sóbria e individualizada”. 

E acrescenta: “assim como foi considerada infeliz a manifestação de algumas autoridades defendendo que a economia não poderia ficar suspensa em virtude de um “resfriadinho”, não se deve endossar acriticamente a afirmação de que o segurador não poderia negar cobertura por um sinistro associado a uma “gripe”. Para além dos gastos com a liquidação dos sinistros, a forte desvalorização das bolsas de valores tende a impactar as reservas técnicas dos seguradores e a diminuir consideravelmente o retorno de investimentos feitos com os prêmios dos segurados. Ainda que se argumente que os resseguradores e retrocessionários contribuirão na quitação de indenizações, o afastamento de cláusula de exclusão de riscos, em tempos de sinistros abundantes como o atual, é uma medida séria, e não deve ser feita sem a devida reflexão”.

Consumidores – Cientes da extensão da crise, importante que cada qual busque solucionar seus riscos com a ajuda de corretores de seguros. A Enel, por exemplo, estabeleceu uma apólice de seguro para cobrir os mais de 68 mil funcionários do grupo em todo o mundo em caso de hospitalização por conta do Covid-19. O seguro abrange subsídio em dinheiro para funcionários hospitalizados após contrair o coronavírus. A empresa afirma que a apólice é um “benefício adicional”, informou o Valor na edição do dia 3 de abril. 

EUA – No maior mercado segurador do mundo, as discussões estão acaloradas, tanto pelos danos como também por cada estado ter uma regulação diferente. Na última semana, os legisladores de Nova York juntaram-se a Ohio, Massachusetts e Nova Jersey na introdução de um projeto de lei que forçaria as seguradoras a cobrir retroativamente os pedidos de interrupção de negócios devido ao COVID-19.

O projeto 10226, apresentado por membros da Assembléia de Nova York, Robert Carroll e Patricia Fahy, cita a exigência de as seguradoras fornecerem cobertura para interrupção de negócios durante um período de uma emergência estadual declarada devido à doença de coronavírus 2019 (COVID-19 ) pandemia. O projeto de lei de Nova York seria aplicado às políticas em vigor até 7 de março e emitido para empresas com menos de 100 funcionários em período integral. Grupos do setor de seguros reagiram, alegando que a iniciativa de forçar as seguradoras a oferecer cobertura retroativa de interrupção de negócios para pandemias poderia afetar a estabilidade financeira do setor.

Doações – Se pelo lado atuarial do contrato de seguro não é possível indenizar clientes, por outro a doação é factível. A Bradesco Seguros, por exemplo, é um dos doadores do novo hospital de campanha para atender os pacientes do SUS, vítimas da Covid-19, localizado em um terreno do governo do Estado ao lado do 23º Batalhão da Polícia Militar, na autoestrada Lagoa-Barra. Terá 200 leitos, sendo 100 de UTI e 100 de enfermaria. Contará com tomografia digital, radiologia convencional, aparelhos de ultrassom e ecocardiograma e laboratório de patologia clínica. Deverá ficar pronto até o fim de abril e funcionará por 4 meses, durante o período mais grave da pandemia.

A Rede D’Or liderará a construção e operação do Hospital. O investimento total será de R$ 45 milhões provenientes exclusivamente da iniciativa privada. A Rede D’Or arcará com R$ 25 milhões e R$ 20 milhões serão custeados pela Bradesco Seguros, Lojas Americanas, Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP) e Banco Safra em partes iguais.

“Cientes de nosso papel social, anunciamos a doação de R$ 150 milhões para infraestrutura hospitalar, compra de equipamentos médicos, cestas de alimentação e kits de higiene que serão direcionados a comunidades vulneráveis, por meio da Fundação Itaú para Educação e Cultura e do Instituto Unibanco”, informou o presidente do Itaú, Candido Bracher, em redes sociais.

Outra doação vem da parceria dos tres maiores bancos privados. Itaú, Bradesco e Santander anunciaram que vão importar 5 milhões de testes rápidos para a detecção da doença e comprar tomógrafos e respiradores, entre outros aparelhos. Todos serão doados ao Ministério da Saúde. 

A BB Seguros anunciou também anunciou a doação de R$ 40 milhões para ajudar pessoas em situação de vulnerabilidade social. Os recursos serão destinados para a compra de alimentos e produtos de higiene e limpeza. A iniciativa também apoia micro e pequenos empreendedores que serão os principais fornecedores dos insumos, promovendo, assim, um ciclo de solidariedade. Os recursos serão disponibilizados à sociedade por meio de entidades assistenciais de todo o país.

A Fundación Mapfre anunciou a doação de € 3 milhões (o equivalente a mais de R$ 16 milhões) para o enfrentamento da pandemia de covid-19 no Brasil. O valor terá como destino o apoio a iniciativas de autoridades governamentais e entidades de saúde, tanto de prevenção da disseminação do novo coronavírus quanto tratamento da infecção. Desse valor, R$ 1,5 milhão foi para a doação de 10 leitos de UTI para o Hospital de Campanha do Pacaembu (região central de São Paulo), que possui capacidade para 200 leitos, será aberto nos próximos dias e receberá pacientes de baixa complexidade diagnosticados com a Covid-19.

O Instituto Caixa Seguradora vai financiar a produção de protetores faciais para proteger profissionais de saúde durante a pandemia do coronavírus. O material será doado a hospitais do Distrito Federal. Atualmente, o Ministério da Saúde está com estoque zerado de equipamentos de proteção individual para profissionais de saúde. Centenas desses profissionais já foram infectados ao atender pacientes que estavam com o novo vírus. Esses protetores diminuem consideravelmente a chance de infecção.
O material, que será produzido pelo Instituto Me Viro, pode ser lavado e reutilizado pelos profissionais. Serão entregues mil protetores-faciais até o final da primeira quinzena de abril.

O fundador do grupo de corretoras e assessoria de investimentos XP Inc., Guilherme Benchimol, anunciou em uma live em seu Instagram um movimento de apoio social em face à pandemia do coronavírus e seu impacto econômico. No programa “Transformando Juntos”, a XP vai doar inicialmente R$ 25 milhões, que devem atender a 100 mil pessoas com abastecimento de alimentos. 

E assim vamos, com muitos debates e doações, que podem salvar milhões de vidas. 

#ficaemcasa

Veja o video do SindSeg-SP, no qual o consultor Francisco Galiza fala sobre o tema:

Seguro de Vida em grupo da Mitsui Sumitomo Seguros vai indenizar clientes por Covid-19

A Mitsui Sumitomo Seguros informa que fará o pagamento de indenizações para casos de sinistros de morte e funeral por Covid-19, sobrepondo a existência explícita em nossas condições gerais (riscos excluídos para eventos decorrentes de pandemias e epidemias) dos contratos de seguro de vida em grupo.

O grupo informou que as cotações já apresentadas até o dia 2 de abril serão tratadas da mesma forma. “Nossa empresa está atenta e focada em colaborar neste momento de pandemia, onde nós demonstramos todo nosso respeito e cuidado com as vidas que estão protegidas pelos seguros Mitsui Sumitomo Seguros”, afirma o vice presidente Helio Kinoshita.

Segundo o executivo, neste momento desafiador e de incertezas, a prioridade é com a saúde e segurança dos colaboradores, corretores e clientes.  “A operação do grupo está 100% em homeoffice, preparados para o atendimento comercial e operacional de forma remota, mantendo nossa qualidade de atuação e parceria de sempre”.

BB Seguros doa R$ 40 milhões para ajudar comunidades mais vulneráveis

BB Seguridade

Também lança campanha em mídias digitais para estimular doações

Fonte: BB Seguros

A BB Seguros anuncia a doação de R$ 40 milhões para ajudar pessoas em situação de vulnerabilidade social. Os recursos serão destinados para a compra de alimentos e produtos de higiene e limpeza. A iniciativa também apoia micro e pequenos empreendedores que serão os principais fornecedores dos insumos, promovendo, assim, um ciclo de solidariedade. Os recursos serão disponibilizados à sociedade por meio de entidades assistenciais de todo o país.

Os brasileiros vivem um momento que pede empatia e superação no esforço de isolamento social para reduzir os danos da pandemia do coronavírus. Além da doação dos R$ 40 milhões, a BB Seguros também lança uma campanha online para incentivar doações. O humorista Renato Aragão lidera a campanha convidando todos a se juntarem à BB Seguros nessa hora de grandes desafios. O vídeo da campanha será divulgado hoje nas principais mídias digitais.

“A BB Seguros tem como prioridade proteger e cuidar dos clientes, colaboradores e parceiros. Neste momento excepcional, não poderíamos deixar de contribuir com a redução dos efeitos da pandemia na vida das pessoas mais vulneráveis”, diz Bernardo Rothe, presidente da companhia.

Para garantir que essa ajuda chegue a quem mais precisa, os recursos arrecadados serão distribuídos com a supervisão da Fundação Banco do Brasil (FBB), que atua há 34 anos em busca da inclusão socio-produtiva dos segmentos mais vulneráveis da sociedade.

As doações podem ser realizadas por meio de transferência bancária, incluindo DOC e TED, para conta da FBB, além de cartão de crédito ou débito. Para saber mais, acesse o site do coronavirus.fbb.com.br.

Dados Bancários – Coronavírus FBB Banco: 001
Agência: 1607-1
Conta corrente: 19.000-4

CNPJ: 01.641.000/0001-33

AT&M nomeia Thiago Marques como diretor de operações

A AT&M Tecnologia, que atua com processo de averbação do seguro da carga, anunciou Thiago Marques, como diretor de Operações. Em 2019, a AT&M foi responsável por mais de 95% das viagens averbadas no Brasil, registrou a média R$ 500 bilhões em movimentação de cargas por mês e 45 milhões de CT-es emitidos. 

O executivo está à frente de processos como na implantação do Programa de Compliance, que terá foco principal na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Thiago Marques ressalta que apesar da pandemia que o Brasil e o mundo enfrentam em relação ao Coronavírus (COVID-19), a AT&M já registrou aumento na quantidade de clientes conquistados que automaticamente, impulsionaram a quantidade de averbações do seguro da carga. “Nos primeiros 15 dias de março/2020 foram quase 24 milhões de pedidos de cargas averbadas que passaram pelos nossos sistemas, representando um aumento de 148% em relação ao mesmo período de 2019”. 

Com passagem pelas empresas Claro, Consultoria Peppers & Rogers Group e Ricardo Eletro, Thiago Marques possui experiência em gestão de projetos e processos em segmentos de telecom, internet, TI, marketing, varejo e finanças.

Frederico Knapp é nomeado Head Reinsurance Brasil na Swiss Re

Fonte: Swiss Re

Frederico (Fred) Knapp foi nomeado Head Reinsurance Brasil and Southern Cone e President of Swiss Re Brasil Resseguros S.A. (sujeito a aprovações regulatórias), a partir de 1º de maio, sucedendo Mathias Jungen, que recentemente foi nomeado Head P&C Underwriting Hub Latin America.

Fred possui ampla experiência em gestão e financeira para sua nova função. Recentemente atuou como CFO e COO da Swiss Re na América Latina, onde suas responsabilidades incluíam presidir o Comitê Regional de Operações, apoiar transações complexas e interagir com reguladores locais sobre assuntos financeiros e outros assuntos no Brasil, Colômbia e México, além de ter a oportunidade também de implementar novos modelos operacionais na Colômbia e no México. Fred ingressou na Swiss Re em 2014 como CFO Reinsurance Brazil. Trabalhou anteriormente no Grupo ACE de 2001 a 2014 em diversas funções, mais recentemente como Diretor Executivo e CFO da ACE Resseguradora S.A.

Kaspar Mueller, President Reinsurance Latin America da Swiss Re, comentou: “Estou muito satisfeito em dar as boas-vindas ao Fred nesta nova posição e feliz por promover o nosso talento interno para este papel. Seu conhecimento sobre nosso business e sua forte habilidade de gestão, combinados com sua energia e mindset de “é possível fazer” ajudarão a equipe do Brasil e do Cone Sul a mais conquistas”.

Fred continuará no escritório de São Paulo.

BC, CVM e Susep adotam blockchain para centralizar informações

Fonte: Investidor Institucional

O Banco Central, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e a Superintendência de Seguros Privados (Susep) começam a usar nesta quarta-feira (01/04) a Plataforma de Integração de Informações das Entidades Reguladoras (PIER), que usa a tecnologia de blockchain, para o intercâmbio de informações. A Superintendência Nacional de Previdência Complementar(Previc) está iniciando testes para se integrar o mais brevemente possível à plataforma.

A PIER torna mais amplo, seguro e direto o acesso às informações dos participantes regulados por essas instituições, fortalecendo e desburocratizando as tarefas de supervisão, investigação e apuração de irregularidades na esfera de cada um.

Para Daniel Maeda, superintendente de relações com investidores institucionais da CVM, a plataforma também tem como grande benefício a redução do custo de observância dos participantes do mercado. “Evitamos redundâncias desnecessárias em pedidos de informação a regulados em comum, a partir do momento em que as instituições possuem acesso à mesma base de dados. Assim, desburocratizamos e aceleramos a obtenção de informações. Esse ganho é de extrema relevância para a CVM, que teve, inclusive, o assunto como projeto estratégico”, destacou Maeda.

A PIER interagirá com diversos sistemas informacionais das três instituições reguladoras, contemplando um vasto banco de dados integrado, com informações de natureza:

Punitiva/Restritiva: atuação sancionadora – processos e inquéritos, situação do registro de regulados, indisponibilidade de bens.

Cadastral/Curricular: registro de participantes e seus administradores e informações curriculares de administradores.

Societário: controle e participação societária de regulados e seus administradores.

Bidino e Oswaldo Mario deixam conselho do IRB

O IRB Brasil RE comunicou ontem ao mercado que recebeu a renúncia de dois membros de seu conselho de administração. Oswaldo Mário Pêgo de Amorim Azevedo e Maria Elena Bidino. “O IRB Brasil RE agradece a pelo profissionalismo e dedicação durante o período em que atuaram no Conselho de Administração da Companhia”, informou a empresa.

O Globo: “Isolamento está ajudando a suavizar crescimento do contágio pelo coronavírus”, diz presidente da Rede D’Or

Entrevista muito interessante, pois traz vários esclarecimentos sobre o que já acontece nos hospitais. Segue a íntegra e o link:

Fonte: O Globo

Aos 39 anos, Paulo Moll, como outros empresários da área da Saúde, comanda hoje um batalhão em busca de soluções para minimizar as projeções de aumento substancial dos casos de Covid-19 no Brasil até o fim deste mês. Há, no entanto, uma esperança em meio ao crescente número de contaminados e de mortos: os resultados do Rio indicam que o isolamento daqueles que podem ficar em casa tem ajudado a atenuar o crescimento da curva de contaminação.

O presidente da Rede D’Or , que tem 50 hospitais no país e é um termômetro da pandemia no sistema de saúde, alerta para o perigo da falta de equipamentos e conta que já teve compras da China confiscadas.

O número de internados pela doença nos hospitais da rede no Rio era de 202 até ontem. Em São Paulo, de 347. Pelos 50 hospitais da rede no país, há 629 pacientes ocupando leitos por contaminação do novo coronavírus (veja mais abaixo). Desses, 384 estão em terapia intensiva, 116 deles com uso de ventilador. O total de médicos afastados até agora dos hospitais da rede com suspeita de Covid-19 é de 150.

Como o senhor desenha o cenário da pandemia diante do que vê em sua rede?

A gente tem acompanhado os casos por estado, Rio e São Paulo são os mais graves. Tem um crescimento importante, mas, se observarmos os últimos dias, não é no padrão que vemos na Europa. Obviamente ainda está muito cedo para chegar a qualquer conclusão. No Rio, nos últimos cinco dias, estamos crescen-do na base de 20a30 casos por dia. Em São Paulo, até um pouco menos do que isso. Lá, o crescimento foi mais acentuado há duas semanas (de 187 para 313c asos). Continua crescendo, mas com uma certa desaceleração média. O Rio não teve esse movimento de São Paulo, de acelerar tanto, continua crescendo, mas também tem crescimento exponencial. Na projeção do Instituto D’Or, montada em janeiro, o pico será entre 20 e 27 de abril. A nossa hipótese é que o lockdown (o isolamento) está ajudando a suavizar esse crescimento. Isso tem dado certo em outros países, e o ministro (Henrique Mandetta, da Saúde) tem repetido sempre sobre a necessidade do período de isolamento. A gente espera que esses números se mantenham de maneira controlada.

Estão acompanhando o número de funcionários afastados por estarem com o vírus?

O gabinete de crise que montamos está monitorando os afastamentos. São no Brasil todo, na Rede D’Or, 500 profissionais afastados, num universo de 100 mil. O afastamento é de fato maior. O histórico era a metade disso.

Quantos médicos da rede se contaminaram?

Do total, 150 foram afastados por questões de coronavírus, por suspeição, e fazem o teste. A maioria volta em uma semana depois do teste. Se for positivo, volta em 14 dias. Estamos fazendo suporte psicológico a todos os funcionários, aos médicos e também aos familiares, que não podem ter contato com o paciente. O único contato que têm é por telefone. É obviamente um drama humano tremendo.

Qual o total de leitos e o total de UTIs da rede, e qual é o número de casos por leitos?

São 7 mil leitos. Hoje ocupados por pacientes com Covid-19 na rede toda, temos 384 em terapia intensiva, de um total de 629. Ontem tínhamos 545. Desses 384, 116 estão com uso de ventilador, 30% deles. Ainda sobre a proteção a profissionais de saúde, temos feito tratamento exaustivo.

O número de casos de infecções respiratórias aumentou?

Ainda não é época. A época das doenças sazonais respiratórias é em maio e abril. Não é o momento de esperar essas outras infecções. A epidemia se antecipou em relação às infecções respiratórias.

Como evitar a contaminação entre pacientes?

Temos tentado evitar o contágio dentro dos hospitais, com treinamentos. Nenhum paciente teve contaminação lateral, ou seja, ninguém foi contaminado por outro paciente. Fazemos treinamento de como isolar o profissional, de criar barreira, como isolar dos pacientes, como se paramenta e não se paramenta. É necessário homem a homem o treinamento. Temos desde o início a preocupação com a diminuição dos casos de contaminação também dentro dos hospitais.

Qual foi sua reação ao ver as chances de a pandemia se aproximar?

Desde o início, nossa equipe de pesquisadores nos alertou com muita preocupação. Por isso nossa decisão, em janeiro, de definir protocolos para segregar e afastar pacientes infectados nas nossas unidades. Depois da confirmação, intensificamos os mecanismos do gabinete de crise. Algumas vezes por semana nosso protocolo é atualizado. Estamos elaborando planos de contingência, um deles é o uso de centro médico como área de atendimento de emergência. Buscamos toda a segregação desse fluxo de pacientes. Tivemos conferências com a rede. Eles nos chamaram atenção desde o começo para a questão dessa proteção ou segregação do paciente.

Como hospitais menores devem se preparar?

Os hospitais têm que se preparar para contratar pessoas e equipamentos. São de fato investimentos grandes. Vai ter um impacto importante no caixa dos prestadores de serviços de saúde. Linhas de crédito do governo, por exemplo, seriam importantes. Na Rede D’Or, o investimento foi de R$ 350 milhões em quatro meses, por conta do coronavírus. Sabemos que fábricas de máscaras passaram a trabalhar em três turnos. Não existe falta de suprimento. Com o aumento da demanda, estamos buscando comprar da China. A expectativa é que cheguem este mês. A proteção individual dos profissionais e os respiradores são os mais importantes. Precisamos de importações.

Os insumos estão chegando?

A questão dos insumos é uma grande preocupação. Como ter leitos sem insumos? Sabemos que alguns estão em falta… No caso de alguns itens, a produção nacional já é menor que o consumo. Para itens mais críticos, a importação da China é muito importante. Há governos fazendo estoques de insumos. Isso é muito grave, porque pode desestruturar toda a cadeia de consumo. É importante que isso pare, para que não se tenha colapso no sistema. São estados Brasil afora. Isso causa risco de fornecimento a hospitais privados e públicos. A principal ação que o governo federal vem fazendo é dar celeridade à Anvisa em autorizar produtos que venham de outros países. Há casos em que as autorizações e registros de entidades de outros países, como a FDA, podem servir aqui.

O que está mais em falta?

O consumo de máscaras cirúrgicas mais do que obrou em mais de uma semana na rede. Há um grande esforço para garantir o estoque. Os pontos mais críticos para o mercado de saúde são os EPIs (equipamentos de proteção individual) e ventiladores mecânicos. Já fizemos compras que foram confiscadas. Importações da China que foram confiscadas para atender outros hospitais em outros países.

#ficaemcasa, por Elisabete Prado, da Delphos

Alguns executivos estão se divertindo em homeoffice. É o caso da Elisabete Prado, da Delphos. Veja um dos relatos dela sobre esta nova experiência que a pandemia do coronavírus impôs ao mundo:

Semana passada escrevi sobre os preparativos do ambiente e início do trabalho no tal do “home office”. Com um fim de semana já decorrido, tenho agora as impressões sobre os primeiros dias de “Escritório em casa” somado aos “Trabalho da casa”.

Citando um colega muito querido (ACGS), em alguns casos “não se tem tempo nem para respirar, pois, com vídeo conferência, não há como fugir do assento do quarto,…, e é uma atrás da outra e de longa duração. Acaba sendo um regime escravagista que vai gerar muitas baixas e insanidades, e, pior, pode virar usual e só haverá escritórios caseiros”.

Bem, eu torço para que isso não aconteça, pois, por mais que eu me sinta segura e confortável em meu ambiente doméstico, sou daquele tipo (confesso: antigo) que gosta de gente ! E falar por uma tela pode ser muito moderno mas não substitui a energia que emana da proximidade física.

Além disso, tenho os meus senões. Definitivamente, eu não sou uma pessoa “do lar”.

Quando eu era “criança pequena lá em Ibitinga”, eu tinha uma infância muito feliz, mas havia uma rotina da qual eu não podia fugir: limpar a casa, encerar o chão de vermelhão e passar escovão (ahaaaa…duvido que todos saibam o que é isso), lavar a louça (mais panelas do que louça), recolher a roupa do varal (de uma família de 9 pessoas), ajudar a arrancar matos dos canteiros de verduras e legumes (meu pai era agricultor “plantador” e feirante), …, e tudo sem perder de vista que tinha horário da escola e da lição de casa. Era bom … porque eu tinha 10 anos de idade!!!.

Eis que de repente me vejo com uma dinâmica parecida. Coloquei Lourdes, minha fiel escudeira há mais de 30 anos, em quarentena. O “home office” dela virou meu pesadelo. Sábado, 9 da manhã, munida de balde, vassoura, aspirador de pó e outros apetrechos, fui para o “selviço”. Meia hora depois ainda estava no primeiro cômodo … e isso foi até as 5 horas da tarde. No domingo, 9 da manhã, munida de rastelo, tesoura de poda e escada, fui para a labuta de jardim … e isso foi até as 4 horas da tarde. Já escrevi antes que gosto de jardinagem, mas, convenhamos, rastelar folhas, limpar limo de vasos, arrancar mato da grama, …, ah isso não é jardinar !!! Também já escrevi que marido assumiu a cozinha, mas e o que sobra depois do “ato bacana e nobre de cozinhar” ??? limpar fogão engordurado, lavar louça (…mais panela do que louça). Mas, calma, ele assumiu também essa tarefa (ufa!!!), além de operar a máquina de lavar roupa.

Mas prossigo firme no tal do exercício físico no fim do dia (diferente do ESM que corre as 5:30 da manhã mas não tem que ser “domestico”, eu vou para o esforço as 6 da tarde). O resumo disso é que, na sagrada hora de deitar para dormir, um dorflex tem que vir primeiro! Não sem antes, é claro, uma boa taça de vinho porque, afinal, também sou filha de Deus.

Decidi: Lourdes terá um aumento quando retornar. O jardineiro, por sua vez, vai tomar uma “advertência”, porque nunca vi tanta coisa camuflada e escondidinha. Conhecem aquele provérbio “Por fora boa viola, por dentro pão bolorento” ? Pois é !

Falando sério (… não que não estivesse!), acredito que estamos sendo testados. Está difícil e é nessa hora que as pessoas se revelam. Cada ser humano é um universo diferente e peculiar.

Tenho percebido que as atitudes de alguns mudam radicalmente na adversidade. Uns, protegidos pela distância, explodem em egoísmo e egocentrismo – escondidos em seus confortos, acham que a vida dos seus servidores deve seguir normal, como se esses fossem imunes ao perigo. Outros, céticos (por escolha ou por natureza), seguem contrariando tudo e, quiçá, buscando seguidores. Outros, ainda, alienados dos acidentes de percurso, preferem passar ao largo das evidencias, querem tudo a tempo e a hora porque o mundo gira (os terraplanistas não estão nesse grupo).

Mas, enfim, tudo é possível quando a gente tem força de vontade, disciplina e resiliência. Descobri que tenho e que estou rodeada de gente que também tem. Nós da Delphos somos guerreiros e especiais. Vamos superar essa fase. Boa semana à todos.

E, FIQUEM EM CASA.

Marsh adquire Assurance

fusões aquisicoes

A Marsh LLC anunciou quarta-feira que comprou a Assurance Holdings Inc., que é a 35a maior corretora de negócios dos EUA. A Assurance, com sede em Schaumburg, Illinois, operará como sede regional da Marsh & McLennan Agency LLC no meio-oeste e será liderada por seu atual CEO, Tony Chimino. Os termos não foram divulgados.

A Assurance tem 525 funcionários. De acordo com o último ranking da Business Insurance, a Assurance reportou uma receita de cerca de US$ 115 milhões em 2018. Cerca de 67% de seus negócios são de varejo comercial e 32% de benefícios a empregados. A Marsh & McLennan tem cerca de US$ 2 bilhões em receita, segundo o comunicado.