Mudanças climáticas pressionam seguros e elevam custos para consumidores

Screenshot

Um novo relatório do Fórum Econômico Mundial, elaborado em parceria com o Boston Consulting Group (BCG), aponta que, sem ações adaptativas, os impactos climáticos sobre a saúde podem corroer a rentabilidade das seguradoras e elevar os custos de cobertura para consumidores em diversos mercados.

O estudo avaliou os efeitos das mudanças climáticas sobre quatro setores mais expostos — alimentos e agricultura, ambiente construído, saúde e sistemas de saúde, além do setor de seguros — e concluiu que, nos próximos 25 anos, doenças relacionadas ao clima podem resultar em mais de US$ 1,5 trilhão em perdas de produtividade.

Eric White, head de Resiliência Climática do Fórum Econômico Mundial, destacou que a proteção à saúde dos trabalhadores é agora central para a continuidade dos negócios. “A cada ano em que adiamos a incorporação da resiliência nas decisões empresariais, os riscos à saúde e à produtividade aumentam, assim como os custos de adaptação”, afirmou.

O relatório lembra que o setor de seguros, que representa mais de 7% do PIB global, exerce papel vital ao proteger famílias contra os impactos econômicos de problemas de saúde e dificuldades financeiras subsequentes, por meio das coberturas de saúde, vida e riscos gerais. No entanto, alerta que o aquecimento global ameaça reduzir a lucratividade. Em um cenário de aquecimento moderado, a projeção é de aumento de 0,75% na mortalidade anual até 2050.

Segundo o documento, com a escalada dos riscos ligados à saúde e ao clima, as seguradoras enfrentam tendência de alta nos sinistros médicos, de vida e de responsabilidade civil, o que pressiona o capital e tende a elevar os prêmios. Ainda assim, o setor tem a oportunidade — e a responsabilidade — de liderar a construção da resiliência.

“Ao desenvolver produtos inovadores, construir expertise climática e contribuir para prevenir doenças relacionadas ao clima, as seguradoras podem proteger ao mesmo tempo as comunidades e seus resultados financeiros”, afirma o relatório. Além disso, destaca que, como habilitadores de resiliência, os seguros também incentivam outros setores a reduzir seus próprios riscos.

Para Elia Tziambazis, managing director e sócio do BCG, já há sinais de avanço na adaptação da saúde, mas os níveis de financiamento e execução estão aquém do necessário. “O desafio agora é escalar soluções comprovadas com rapidez suficiente para acompanhar as mudanças climáticas, mitigar seus impactos sobre a força de trabalho e investir na inovação que definirá a próxima geração de serviços e produtos de resiliência”, afirmou.

Grandes redes varejistas integram serviços financeiros para fidelizar clientes e aumentar o ticket médio

Por Rubens Nogueira Filho, sócio da SSI Massificados

Em que momento o varejo deixou de vender apenas o que se vê nas prateleiras? Ou talvez a pergunta deva ser: por que demorou tanto? Durante anos, o relacionamento com o consumidor limitou-se à troca direta — produto por dinheiro, compra por entrega. Hoje, essa equação não basta. O que está em jogo é o vínculo duradouro, a presença contínua, a lembrança diária. É nesse meio que os seguros massificados entraram de forma quase silenciosa, mas com impacto considerável.

Grandes redes perceberam que oferecer produtos financeiros junto às mercadorias tradicionais vai além da diversificação: amplia o tempo de convivência com o cliente. Um celular se compra em minutos; um serviço financeiro para esse mesmo aparelho mantém a conversa ativa por meses. 

Contratados em planos mensais, automáticos e recorrentes, os seguros prolongam a presença da empresa mesmo fora da loja. A fatura chega, o nome da rede aparece. Mesmo sem novas compras, a marca continua ali, cuidando de alguma forma.

Esse vínculo também se reflete no ticket médio. Mesmo com o carrinho vazio, o cliente ainda conta com um serviço agregado, que prolonga a relação e eleva o valor da transação. Pequenas parcelas recorrentes criam uma nova camada de receita, contínua, previsível e baseada em utilidade real.

Os seguros que melhor funcionam nesse modelo são os funcionais, voltados a problemas corriqueiros como proteção para eletrônicos, assistência residencial ou cobertura odontológica. Produtos acionáveis, tangíveis, que resolvem o imprevisto. Quando o seguro é útil, o cliente o vê como investimento — não como gasto. É essa percepção que gera valor e fidelização.

Para sustentar esse tipo de operação em escala, varejistas podem recorrer a plataformas integradoras. Em vez de gerenciar cada serviço de forma isolada, concentram seguros, assistências e outras soluções em um único sistema. Essa base unificada oferece mais agilidade, controle e consistência na experiência do cliente. Permite ajustar ofertas, testar combinações e responder com velocidade ao mercado.

Por trás da aparente simplicidade, no entanto, há também desafios. Nenhum cliente esquece a sensação de ter sido enganado. Nenhum vínculo sobrevive a um produto ineficaz. Por isso, as ofertas precisam ser claras. O consumidor precisa saber o que está contratando, quando pode usar e como acionar. E, acima de tudo, o produto precisa funcionar. Quando isso acontece no momento certo, a marca que protege é lembrada com gratidão.

Fica uma última pergunta: vender ou acompanhar? Talvez os dois. Mas quem compreendeu o poder dos seguros massificados sabe que a resposta está em outro verbo. Permanecer.

Eduardo Fazio assume como diretor regional norte e nordeste na Allianz Seguros

Eduardo Fazio, diretor Comercial Regional Norte e Nordeste da Allianz Seguros

por Allianz

Em 9 de setembro, Eduardo Fazio assumiu o cargo de diretor comercial Regional Norte e Nordeste da Allianz Seguros, uma das maiores seguradoras do Brasil e do mundo, e detentora dos naming rights do Allianz Parque. “Estou muito feliz por integrar o time neste momento de aceleração da companhia. Enxergo essa oportunidade como promissora, por acreditar no potencial de desenvolvimento de negócios nas regiões onde atuarei. Com uma trajetória construída a partir da proximidade com corretores e assessorias, poderei contribuir para fortalecer a presença da Allianz nessas localidades”, comenta Fazio.

O executivo passará a integrar a diretoria Executiva Comercial, liderada por Nelson Veiga, tendo como pares Alexandro Barbosa (Regional Minas Gerais e Centro-Oeste), Cleide Camilotto (Regional Sul), Luciano Ambrosini (Regional São Paulo Interior), Paulo Ayres (Regional São Paulo Capital e interino Regional Rio de Janeiro e Espírito Santo) e Soraia Silva (Parcerias).

Eduardo possui mais de 28 anos de experiência no mercado de seguros, com toda sua trajetória profissional desenvolvida em estados das regiões Norte, Nordeste e Sudeste, atuando com seguros de varejo e corporativos. É graduado em Administração de Empresas pela UNICE, possui MBA em Liderança Organizacional pela Fundação Dom Cabral, além de curso de extensão de Gestão de Projetos na FGV. Ao longo de sua carreira, acumulou passagens como responsável por áreas comerciais nas seguradoras SulAmérica ING, Zurich (em dois períodos distintos), Sompo e HDI.

Generali consolida posição entre as 20 maiores seguradoras do Brasil, segundo Valor 1000 

Eric Lundgren, CEO da Generali Brasil

por Generali

A Generali Brasil figura no ranking entre as 20 maiores seguradoras do país, de acordo com o ranking Valor 1000. Em plena celebração de seus 100 anos de atuação no mercado brasileiro, a empresa reforça sua solidez, apresentando crescimento expressivo em diversas frentes e sob diferentes critérios de avaliação.
 

Nos últimos anos, a Generali vem registrando resultados consistentes, impulsionados por um amplo processo de inovação e melhor experiência para o cliente. Atuante principalmente no modelo B2B2C, a companhia oferece seus produtos por meio de parceiros estratégicos, como redes varejistas e instituições financeiras, com foco em seguros massificados voltados à proteção de bens e valores.
 

Para Eric Lundgren, CEO da Generali no Brasil, o desempenho é reflexo de uma estratégia de expansão sustentável e consistente: “O canal de massificados tem crescido de forma contínua. Selecionamos nossos parceiros de forma criteriosa, garantindo que nossas soluções alcancem um público cada vez mais amplo e diversificado. Nossos produtos oferecem ampla capilaridade e presença de mercado”. 
 

Nos últimos meses, a seguradora também intensificou iniciativas voltadas à experiência do cliente, com o objetivo de tornar a jornada mais simples, ágil e clara. Entre as ações, destaca-se a criação da área de Customer Experience, responsável por mapear pontos de atrito em jornadas, propor melhorias e difundir a cultura de centralidade no cliente em todas as decisões da empresa. “Inovação é o norte de nossas escolhas. Trabalhamos para redesenhar a experiência do cliente no setor, incorporando ferramentas tecnológicas que simplificam processos e agregam valor”, afirma Lundgren.
 

Entre as novidades, estão a aplicação de inteligência artificial e automação em etapas-chave da operação, desde o atendimento até a abertura de sinistros e a personalização de produtos. Segundo o CEO, “essas ferramentas permitem que nossos colaboradores se dediquem aos momentos mais relevantes da jornada do nosso segurado, aqueles em que o contato humano é fundamental”. As soluções já refletem em maior fidelização, melhoria significativa no NPS e ganho de eficiência.
 

No ranking geral de seguradoras do Valor 1000, a Generali ocupa a 19ª posição, com R$ 1,6 bilhão em prêmios emitidos – alta de mais de 32% em relação ao ano anterior. A empresa também está entre as 20 primeiras do setor em lucro líquido, alcançando R$ 104,9 milhões e ocupando a 17ª colocação.
 

Elaborado pelo jornal Valor Econômico em parceria com a Serasa Experian e a Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV-EAESP), o levantamento é referência no setor financeiro.
 

Outros Destaques 

  • 18ª posição em patrimônio líquido, com R$ 638,4 milhões
  • 17ª posição em rentabilidade, com retorno de 17% sobre PL médio
  • 9ª posição entre as seguradoras com menor sinistralidade
     

Azul Seguros estreia no mercado de motos com seguro acessível e pensado para o dia a dia do motociclista 

Jaime soares diretor Porto Seguro

A Azul Seguros, marca do ecossistema Porto Seguro, acaba de lançar o Azul Moto — seu primeiro seguro voltado exclusivamente ao universo das duas rodas. Desenvolvido com foco em acessibilidade e praticidade, o novo produto chega como uma opção viável para motociclistas que buscam proteção com preço acessível, contratação descomplicada e cobertura adequada às reais necessidades dos motociclistas.

O Azul Moto foi desenhado para atender motos de baixa, média e alta cilindrada, com coberturas que incluem colisão (total e parcial), incêndio, roubo e furto, além do exclusivo RCF (Responsabilidade Civil Facultativa). A indenização pode variar entre 70% e 80% da Tabela Fipe, o que permite maior controle sobre o risco e amplia o acesso ao seguro para um público que, até o momento, contava com poucas opções no mercado.

O produto também se destaca pelo modelo operacional: o atendimento é feito exclusivamente em oficinas da Rede Referenciada da Azul e utiliza apenas Peças Novas de Reposição — componentes homologados, com garantia e padrão de qualidade, que contribuem para maior eficiência e custo-benefício nos reparos.

Com esse lançamento, a Azul expande seu portfólio e passa a atuar também em um segmento em crescimento acelerado no Brasil. Entre os anos de 2015 e 2024, a frota nacional cresceu 42%, contabilizando um total de 35 milhões de motocicletas em circulação, segundo dados da Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares).

“O Azul Moto nasce com o objetivo de tornar o seguro de moto uma realidade viável para muito mais pessoas. Sabemos que os motociclistas enfrentam desafios para proteger seu bem, seja pelo custo ou pela complexidade das ofertas existentes. Criamos um produto acessível, objetivo e que atende à essência da Azul: promover inclusão securitária com soluções que funcionam na prática, sempre ao lado dos corretores, que são fundamentais para levar essa proteção a quem mais precisa.”, afirma Jaime Soares, diretor de seguro Auto da Porto Seguro.

Susep abre consulta pública sobre atuação de corretores de seguros e autorreguladoras 

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) publicou hoje (17), no Diário Oficial da União, o Edital de Consulta Pública nº 5/2025, referente à minuta de Resolução CNSP que dispõe sobre os corretores de seguros, de proteção patrimonial mutualista, de capitalização e de previdência complementar aberta, as entidades autorreguladoras do mercado de corretagem e as instituições de ensino credenciadas a realizar curso ou exame de corretores de seguros.
 

O objetivo da revisão normativa é consolidar, em diploma único, regras que hoje estão previstas em treze Resoluções do CNSP, além de adequar os atuais regramentos a alterações legislativas recentes.
 

Nesse sentido, no que se refere ao corretor de seguros, a revisão ora proposta pela Susep incorpora no regramento infralegal as alterações e inovações decorrentes da publicação da Lei nº 14.430, de 2022 e da Lei Complementar nº 213, de 2025.
 

Com relação às entidades autorreguladoras, buscou-se realizar uma revisão dos atuais normativos, com o intuito de adaptá-los, não apenas às alterações promovidas pelas leis, mas também para refletir as medidas de modernização dos processos de autorizações, à luz do cenário regulatório atual, orientado para simplificação, desburocratização, e pelo fomento à concorrência.
 

Por fim, a minuta colocada em consulta pública ainda trata da revisão dos regramentos referentes às instituições de ensino autorizadas a promover o exame nacional de habilitação técnico-profissional e/ou o curso de habilitação técnico-profissional para corretores de seguros. Na revisão proposta, a Susep considerou novamente a importância do fomento à concorrência, buscando tornar mais claras e simples as regras para entrada de novas interessadas.
 

Assim, com o objetivo de conferir transparência à ação regulatória da Susep e assegurar que as partes interessadas possam contribuir para a construção do normativo, a consulta pública estará aberta por 45 dias corridos a contar da publicação do Edital nº 5/2025.

TransRe fecha escritório no Rio e centraliza operações no Brasil a partir de Miami


A TransRe anunciou o fechamento de seu escritório no Rio de Janeiro como parte da segunda fase de sua reestruturação operacional, iniciada em novembro do ano passado. A companhia informou que continuará apoiando o mercado brasileiro a partir de sua base em Miami, mantendo o compromisso de fornecer capacidade e serviços ao país.

Segundo Jorge Beltran, presidente da Divisão América Latina e Caribe da TransRe, a decisão faz parte de um processo de avaliação estratégica voltado à eficiência operacional. “Nossa equipe no Brasil tem feito um trabalho maravilhoso de construção e manutenção de relacionamentos com vocês, e desejamos a todos o melhor para o futuro”, afirmou o executivo.

No comunicado, a resseguradora reforçou quatro pilares de sua atuação no Brasil: o apetite contínuo, com a manutenção da oferta de capacidade ao mercado local; o serviço contínuo, com a meta de preservar o mesmo nível de atendimento e tempo de resposta esperado pelos clientes; a força contínua, sustentada pelo balanço patrimonial da companhia; e a flexibilidade e humildade contínuas, com o compromisso de demonstrar apoio aos parceiros e conquistar renovações pela qualidade do trabalho.

Beltran destacou ainda que a mudança não altera a relevância do Brasil na estratégia regional da empresa. “Entendemos que a renovação de seus negócios é um privilégio que conquistaremos, e não um direito que esperamos, e trabalharemos arduamente para continuar a conquistar seu negócio”, disse.

Porto celebra 80 anos reforçando cultura de cuidado e avança na agenda de descarbonização

porto paulo kakinoff

A Porto comemora 80 anos em 2025 com uma edição especial sobre sua história, produzida em parceria com Paulo Lima, da revista Trip. A publicação reunirá entrevistas e relatos que mostram como a companhia foi moldada por uma “alma feminina”, associada ao cuidado, à atenção aos detalhes e à proximidade com pessoas — valores que marcaram a trajetória da família fundadora e se perpetuam na gestão atual.

Em entrevista ao programa Mesa Redonda do Seguro, do CQCS, mediado por Gustavo Doria e com participação de seis jornalistas do setor — Sonho Seguro, Revista Apólice, Editora Roncarati, Gaúcho Seguros, Fenacor e CQCS, o CEO da Porto, Paulo Kakinoff, destacou que esse espírito de atenção e proximidade, simbolizado pela figura de Dona Rosa Garfinkel, segue como marca da empresa. “A Porto tem realmente uma alma feminina, no sentido do cuidado. Isso está impregnado na organização e é um diferencial que queremos preservar”, afirmou.

O aniversário também marca o início de uma agenda estratégica: a Porto divulgou, pela primeira vez, seu inventário completo de emissões de gases de efeito estufa e estabeleceu metas para reduzir a pegada de carbono até 2030. O desafio está principalmente no escopo 3, que responde por quase 99,8% das emissões, em especial pela relevância da frota segurada no segmento de automóveis.

Segundo Kakinoff, a Porto tem atuado em fóruns que reúnem montadoras, concessionárias e fornecedores da cadeia automotiva para incentivar a adoção de novas tecnologias. Ele vê nos veículos híbridos um passo pragmático de transição. “Os híbridos oferecem uma experiência de uso muito positiva e já chegam ao mercado com autonomias de 600 a 1.200 quilômetros, trazendo ganhos concretos em eficiência e redução de emissões”, disse.

A estratégia da companhia inclui tornar o seguro e o financiamento de veículos elétricos e híbridos mais acessíveis, facilitando a entrada do consumidor nessas novas tecnologias e colaborando para acelerar a transformação da indústria. As emissões totais da Porto Seguro somaram 2 milhões de toneladas de carbono em 2024.

O tema descarbonização foi mais explorado em uma entrevista ao portal Reset. Não foram estabelecidos objetivos específicos para o escopo 3, onde estão as principais emissões, mas elas são contempladas indiretamente em outras duas metas. Uma é de produtos: comercializar R$ 13 bilhões em produtos com atributos sustentáveis e de impacto positivo até 2030. A outra, de relacionamento com fornecedores: 100% da cadeia deve ser monitorada com base em critérios de sustentabilidade – conformidade com legislação ambiental, social e trabalhista.

No Mesa Redonda, Kakinoff destacou que nos últimos cinco anos a Porto dobrou de tamanho, com crescimento médio de 20% ao ano. A Porto Seguro, vertical que responde pelo maior percentual de receitas e lucro, encerrou o primeiro semestre de 2025 com receitas e prêmios de R$ 5,4 bilhões, com destaque para o crescimento no seguro de Vida (+17%) e Patrimonial (+6%). No seguro Auto, os prêmios e a frota segurada cresceram 3%, com a adição de 165 mil veículos.

A redução de 2,1 pontos percentuais no índice de sinistralidade — com melhora em todos os principais segmentos — reforça a maturidade da operação e a excelência técnica da companhia. Além do desempenho, a Porto Seguro segue ampliando o acesso à proteção com soluções para diferentes perfis de clientes, reforçando seu compromisso com a inclusão securitária, por meio de produtos mais acessíveis e da atuação da Azul Seguros, empresa do grupo voltada a públicos potenciais e que ainda não tem acesso ao seguro de seus bens.

A meta, segundo o executivo, é sustentar esse ritmo sem abrir mão dos quatro ativos que sustentam o modelo de negócio: a marca, a relação com corretores, a rede de prestadores de serviços e o time de colaboradores. Hoje, a seguradora conta com 46 mil corretores ativos — mais de 50% deles já operando com seis ou mais produtos da companhia. Em 2021, menos de mil corretores vendiam mais de duas linhas; hoje, esse número saltou para 7 mil.

“Isso se deve à nossa presença em campo e à escuta ativa das demandas do canal”, disse o executivo. Como parte dessa estratégia, a companhia tem utilizado produtos de entrada como alavancas para o cross-selling, facilitando a aproximação com novos clientes e ampliando a oferta de soluções integradas. Essa abordagem fortalece a mensagem de que “Todo Cuidado é Porto” ao entregar proteção completa e compatível com as necessidades específicas de cada pessoa.

No âmbito interno, a Porto reforçou sua academia corporativa para requalificar colaboradores diante da transformação tecnológica. A inteligência artificial, avalia Kakinoff, será a ferramenta mais potente para aprimorar a jornada do cliente, mas sem substituir a empatia e a qualidade do relacionamento humano. O App Porto, com mais de 4 milhões de usuários ativos, é um exemplo de como a tecnologia facilita essa jornada, oferecendo conveniência e conectividade em um só lugar. Os corretores, por sua vez, continuam sendo protagonistas nesse processo, promovendo uma experiência consultiva e multicanal.

O executivo também comentou o novo marco legal dos seguros, que entra em fase de regulamentação, e destacou a importância de um ambiente regulatório claro para a competição justa. Além disso, ressaltou a necessidade de ampliar a proteção contra riscos climáticos por meio de soluções coletivas, como seguros residenciais com cobertura embutida para enchentes. “Temos de provocar uma discussão sobre massificação da proteção, no melhor princípio do mutualismo”, defendeu.

Para 2026, a companhia vislumbra ampliar ainda mais sua base segurada, com foco na expansão regional, intensificação das soluções digitais e novos produtos que respondam às transformações do mercado e às demandas por proteção acessível e personalizada.

CNseg inicia construção da Casa do Seguro para a COP30 em Belém

por CNseg

Faltando pouco mais de 60 dias para o maior evento do Clima do Mundo, a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, que este ano terá a 30ª edição realizada em Belém (PA), a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) iniciou a construção da Casa do Seguro. O espaço, que funcionará como a embaixada do setor segurador durante o evento, será instalado na Travessa Alferes Costa, 2828, bairro Pedreira, a poucos metros da entrada da blue zone.
 

Casa do Seguro será o maior ambiente de debates sobre temas relacionados à infraestrutura resiliente, inteligência climática, proteção social, finanças sustentáveis, seguros para o agronegócio, a descarbonização da frota e a promoção da sustentabilidade industrial, o que vai posicionar o setor como ator estratégico na aceleração da agenda de transição climática do país. 
 

Concebida para integrar um projeto amplo da CNseg, a iniciativa reúne capacitação, articulação com o poder público e advocacy, com o objetivo de destacar o seguro como instrumento central para a adaptação às mudanças climáticas. O espaço receberá autoridades, representantes da academia e da sociedade civil em discussões sobre financiamento verde, infraestrutura resiliente, eletrificação de frotas e outros temas estratégicos. 
 

Para Dyogo Oliveira, presidente da CNseg, a proposta amplia a visibilidade do setor. “O destaque ao setor na COP30 projeta internacionalmente sua relevância como instrumento de adaptação climática, e o endosso da comunidade internacional contribui para orientar iniciativas públicas e privadas, fortalecendo e ampliando a capacidade de atuação do setor frente aos desafios das mudanças climáticas”, afirmou.
 

Segundo o executivo, o setor segurador contribui não apenas para a proteção de empresas e famílias diante de riscos extremos, como enchentes e ondas de calor, mas também para estimular investimentos em projetos verdes, energias renováveis e ações de inclusão social. “Assim, contribui para que a transição para uma economia de baixo carbono seja abrangente e justa, beneficiando diferentes partes da sociedade, especialmente os mais vulneráveis”, destacou Oliveira.
 

A construção da Casa do Seguro conta com a parceria de oito empresas: Allianz, AXA, Bradesco Seguros, MAPFRE, MarshMcLennan, Porto, Prudential e Tokio Marine Seguradora. Cada uma delas abordará temas de sustentabilidade e transição climática alinhados às suas áreas de atuação, enriquecendo os debates.
 

“O papel dos empoderadores é promover discussões profundas e diversificadas ao longo de 11 dias de atividades, compartilhando boas práticas, experiências e soluções inovadoras. Ao agirem assim, ajudam a fortalecer o vínculo direto entre o setor e a agenda da COP30, evidenciando como as seguradoras contribuem para a resiliência climática, para uma transição justa e para o financiamento de uma economia mais sustentável”, reforçou Oliveira.
 

Com 1,6 mil m², o pavilhão funcionará de 10 a 21 de novembro, recebendo autoridades governamentais, lideranças empresariais, representantes de organizações internacionais e contrapartes estrangeiras da CNseg.
 

 

Projeto da Generali Brasil é vencedor do SABRE Awards por ativações em comemoração ao seu centenário 

por Generali

A Generali Brasil é a vencedora do Prêmio SABRE Awards Latin America 2025, em reconhecimento à campanha realizada para marcar o centenário da companhia no Brasil. A robusta estratégia de comunicação resultou na conquista da categoria Employee Communication e contou com a produção do Spazio di Memoria (uma exposição permanente sobre a história da empresa, localizada na matriz, no RJ), a publicação de um livro comemorativo e outras ações que levaram a um engajamento massivo dos colaboradores. 
 

Em sua sede do Rio de Janeiro, a seguradora passou a contar com o Spazio di Memoria, que apresenta uma mostra dos 100 anos da companhia a partir de marcos de sua trajetória, em paralelo à história do país. O espaço reúne curiosidades, informações sobre o negócio, perfis de gestores e um grande acervo documental. 
 

Idealizado pela Generali em parceria com a agência de comunicação Approach e a companhia de pesquisa histórica Pacta Clara, a exposição representa o passado, presente e futuro da seguradora, uma experiência imersiva e completamente acessível. 
 

Outro destaque do centenário foi a publicação de um livro bilíngue, somada a uma curadoria histórica com depoimentos de colaboradores e ex-colaboradores para uma ação nas redes sociais da empresa, reforçando o vínculo com o propósito da Generali — algo que, segundo o Purpose Tracker Report, aumenta motivação e lealdade em 90% dos profissionais. 
 

O centenário também foi comemorado com uma festa realizada para quem ajuda a construir o legado da companhia todos os dias: seus colaboradores. Todos puderam celebrar juntos, no Rio de Janeiro, o que reforçou o clima organizacional e ampliou a integração entre os colaboradores da matriz, call center e da sua filial em São Paulo. 
 

A Generali também realizou ativações para demonstrar seu compromisso com o futuro, como o plantio de 100 árvores nas cidades de São Paulo e no Rio de Janeiro e a criação de um videocast com 6 episódios gravados, tendo inovação como tema central. E, celebrando a conexão com o Brasil, o Cristo Redentor foi iluminado nas cores da seguradora, representando seu papel em proteger famílias, negócios e na construção de um futuro mais sustentável. 
 

Segundo a McKinsey, narrativas bem construídas elevam a moral interna e fortalecem a reputação corporativa. Os resultados da Generali no centenário confirmam essa tendência: 97% relataram sentimento de pertencimento. 
 

“Receber o prêmio SABRE Awards deste ano é um reconhecimento do trabalho coletivo da Generali Brasil. As ativações do centenário demonstram nosso compromisso com colaboradores, clientes e com o próprio país. Essa honra mostra que investir em cultura, memória e sustentabilidade é também uma estratégia de negócio”, afirma Débora Pinto, Diretora de Pessoas e Organização da Generali. 
 

O SABRE Awards é uma das principais premiações do setor de relações públicas e comunicação, organizada pela PRovoke Media. Reconhecido no mercado por premiar criatividade, estratégia e eficácia, o SABRE avalia campanhas e projetos em diversas categorias e regiões, com júris formados por especialistas independentes, e funciona como um selo de excelência para trabalhos que geram impacto mensurável em branding, reputação e engajamento.