Medicamentos oncológicos precisam passar pela avaliação da ANS

Em debate promovido pelo Instituto Oncoguia, a diretora executiva da FenaSaúde, Vera Valente, alertou que segurança e custo-efetividade precisam ser levados em conta na incorporação de novos medicamentos

Fonte: FenaSáude

Medicamentos oncológicos orais são bem-vindos. Mas devem ser incorporados após análise técnica da ANS que comprove benefícios relevantes para os pacientes, como custo-efetividade, valor em saúde e segurança. Os prazos da ANS para a incorporação, que hoje giram em torno de dois anos, podem e devem ser encurtados. Um projeto de lei, 6.330/2019, aprovado no Senado e em discussão na Câmara, entretanto, determina que esses medicamentos sejam incorporados imediatamente após o registro na Anvisa, o que não seria uma boa solução para a questão, segundo a diretora executiva da FenaSaúde, Vera Valente.

“O projeto 6.330 passou muito aceleradamente no Senado, sem nenhuma audiência pública, sem nenhuma discussão mais técnica. O que pode parecer um ganho para a sociedade na verdade pode trazer mais riscos do que benefícios”, afirmou Vera, no debate “os desafios da incorporação das drogas orais nos planos de saúde”, parte do 10º Fórum Nacional do Instituto Oncoguia.

“É importante deixar claro que ninguém é contra a esse acesso do medicamento, muito pelo contrário. O foco não é a via de administração. Os dois tipos de produtos, antineoplásicos orais ou infusionais, deveriam passar pelo processo de ATS [da ANS], que não visa só questões econômicas, mas questões de segurança. O que é relevante é trazer benefícios e valor em saúde para os pacientes”, complementou Vera Valente.

A Anvisa apenas autoriza a comercialização do produto, não emite nenhuma recomendação de uso. Já a ATS é uma etapa obrigatória e necessária à regulação em todo mercado desenvolvido do mundo. Hoje, já existe acesso aos produtos oncológicos orais na saúde suplementar brasileira. Segundo dados da ANS, são 43 quimioterápicos orais no rol. Também, de acordo com a ANS, há 41 em análise pela agência. Somando entre os em análises e disponíveis são atendidos 93% das indicações terapêuticas oncológicas. Desde 2016 o número de pacientes atendidos pelos planos de saúde com medicamentos oncológicos de uso oral cresceu 56%.

O fundamental é que os prazos da ANS para a incorporação sejam encurtados. “Nós temos uma agência criada por lei, que tem seu papel na regulação do sistema, inclusive na atualização do rol. Esse processo é essencial e fundamental, mas o que precisa fazer é a redução nesse prazo”, disse Vera.

Em sua fala, a diretora da Fenasaúde também buscou esclarecer alguns equívocos sobre o tema, como a ideia de que possa existir uma substituição automática, de maneira que os oncológicos orais evitariam a ida de pacientes a hospitais neste período de pandemia. “Todos que conhecem sabem que isso é falacioso, que não é possível. Criam-se expectativas equivocadas”. 

Outra questão que precisa ser debatida é que o projeto aprovado no Senado deixa de fora os pacientes do SUS. Ou seja, agrava a desigualdade. “Se isso for discutido como projeto de lei que traga para seu escopo a discussão do SUS. Que traga eventualmente a existência de uma agência de incorporação de tecnologia, com protocolos bem definidos, e sem essa diferenciação entre sistema pública e privado. Mas nunca se elimine uma etapa essencial para a segurança do paciente”, afirmou Vera. 

Também participaram da discussão o presidente do comitê brasileiro da International Society of Pharmacoeconomics and Outcome Research (ISPOR), Stephen Stefani; a diretora executiva do Designing Saúde, Martha Oliveira; o oncologista clínico do hospital Albert Einstein, Rafael Kaliks; o diretor de Acesso e Relações Governamentais da Interfarma, Eduardo Calderari; e o diretor executivo da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), Renan Clara. A mediação foi de Luciana Holtz, fundadora e presidente do Instituto Oncoguia e do diretor de advocacy do Instituto, Tiago Matos.

SulAmérica lucra R$ 498 milhões no segundo trimestre, com vendas 5% maiores

sulamerica

Ainda em meio à crise do novo coronavírus, receitas operacionais e número de clientes demonstram resiliência da Companhia no segundo trimestre

A SulAmérica teve queda no registro de sinistros e aumento no resultado financeiro no segundo trimestre do ano, o que permitiu uma melhora no balanço em meio à crise causada pela pandemia de covid-19. O lucro líquido foi de R$ 498,3 milhões de abril a junho, avanço trimestral de 524,3% e anual de 91%. As receitas fecharam o trimestre em R$ 4,8 bilhões (+5,0%) no segundo trimestre e R$ 9,7 bilhões (+7,2%) no primeiro semestre.

Considerando o segmento de Auto e Massificados, cujos resultados ainda foram reconhecidos até junho/20, registra-se lucro líquido total consolidado de R$ 498,3 milhões (+91%) no 2º trimestre e R$ 578,1 milhões (+19,4%) no 1º semestre de 2020. Com a conclusão da venda destas operações, a SulAmérica estrutura-se com um novo posicionamento estratégico com foco em riscos pessoais, promovendo saúde integral – física, emocional e financeira – por meio da oferta de proteção para todas as fases da vida das pessoas. “A conclusão da transação traz recursos para impulsionar o crescimento e desenvolvimento da Companhia, além de retorno para nossos acionistas”, explica Gabriel Portella, presidente da SulAmérica. 

Segundo a companhia, houve melhora significativa da rentabilidade do portfólio de investimentos, que foi de 143,7% do CDI no segundo trimestre deste ano, mostrando recuperação em relação ao primeiro trimestre (47,5%) e ao mesmo período do ano passado (113,9%).

A pandemia da COVID-19 e o isolamento social impactaram diretamente os resultados da companhia, como tem sido a marca no mercado de seguros, provocando redução pontual na sinistralidade do trimestre em 11,7 pontos percentuais em relação ao mesmo período de 2019. O índice de sinistralidade do 2T20 ficou em 69,1% e o semestre fechou em 75,4%, já excluindo o segmento de Auto e Massificados, cujos números foram reportados separadamente em função da venda das operações, concluída em julho.

Após quase cinco meses do início da pandemia da COVID-19 e ainda com seu fim incerto, ainda não é possível mensurar todos os seus efeitos futuros, seja em termos de desaceleração econômica e comportamento da sinistralidade nos próximos trimestres, seja em mudanças estruturais pelas quais a sociedade potencialmente passará nos seus modos de viver e agir. “Passado esse período, a certeza que temos é de que estamos no caminho certo, que investimentos e projetos que começamos a desenvolver há alguns anos têm se provado totalmente acertados e se mostraram essenciais nesses últimos meses, trazendo importantes resultados para nossa capacidade de atender plenamente os clientes”, comenta Portella.

“Respondemos de forma rápida à situação imposta pela pandemia do novo coronavírus: protegemos nossos colaboradores, estivemos mais próximos ainda de nossos prestadores de saúde e parceiros de negócios, porque estávamos preparados para tal, sempre com foco na sustentabilidade e continuidade da nossa operação, buscando manter nossa estratégia de crescer com rentabilidade, disciplina na gestão de riscos e alocação de capital, ao mesmo tempo em que procuramos gerar valor positivo para a sociedade e os mercados em que atuamos. Seguimos confiantes nas perspectivas de longo prazo para a SulAmérica e na força e sustentabilidade do nosso modelo de negócios”, conclui. 

Saúde e Odonto: apoio a clientes e parceiros durante a pandemia 

Um dos efeitos colaterais do isolamento social foi sentido na sinistralidade dos segmentos de Saúde e Odonto, com meses bastante atípicos no período com uma redução acentuada nas frequências de procedimentos eletivos e não urgentes (consultas, exames e cirurgias), visitas ao pronto-socorro e internações de urgência, o que, no curto prazo, mais do que compensou os custos adicionais que tivemos relacionados ao diagnóstico e tratamento de beneficiários com COVID-19.

Atendemos as necessidades dos clientes em sua integralidade em parceria com nossa rede de prestadores de saúde. Entendendo suas necessidades de curto prazo, aprovamos extraordinariamente neste período adiantamentos financeiros para nossa rede de médicos, hospitais e dentistas que somaram mais de R$ 260 milhões dos quais R$ 150 milhões já desembolsados dentro do 2º trimestre.

“Cabe frisar que o ano de 2020 será incomum em termos do comportamento da frequência de procedimentos e sazonalidade em função da pandemia, de modo que os resultados de curto prazo não devem ser extrapolados em cenários futuros e temos a expectativa de que boa parte dos procedimentos represados seja retomada ao longo do tempo. A redução na sinistralidade no curto prazo da Companhia ocorre de forma simultânea à redução nas receitas de nossa rede de prestadores e temos sido sensíveis a essa situação, estando próximos aos nossos parceiros”, fala Portella. 

Adicionalmente, a plataforma de telemedicina também proporcionou à uma parte relevante de médicos e terapeutas credenciados a manutenção de suas clínicas durante a pandemia. Intensificamos o uso da tecnologia durante este período, o que possibilitou o lançamento de uma série de produtos, serviços e funcionalidades importantes, além da expansão de outras já existentes, que nos permitiram ampliar ainda mais nosso alcance e atendimento aos beneficiários por meio de iniciativas digitais. 

As ferramentas que já existiam e estavam disponíveis aos segurados de Saúde e Odonto em nossos aplicativos foram importantes para orientar e garantir o cuidado adequado, com uma adoção acelerada da telemedicina no período, muito bem recebida pelos usuários, permitindo não só a assistência em relação à COVID-19 como também consultas de emergência e a continuidade de tratamentos por meio de teleconsultas eletivas em diversas especialidades.

Só no mês de junho, foram aproximadamente 70 mil atendimentos digitais, considerando médicos plantonistas, especialistas, psicólogos e orientações telefônicas. “O cuidado está na essência do nosso modelo de gestão de saúde e o uso de tecnologias e funcionalidades que tem sido objeto de investimentos e desenvolvimentos relevantes da SulAmérica nos últimos anos se mostrou uma ferramenta essencial para a melhor experiência de nossos beneficiários nesse momento adverso”, resume Portella.  

No 2T20, registrou-se um aumento do número de beneficiários em planos coletivos de 8,1% em relação a junho/19, demonstrando a resiliência do portfólio da Companhia mesmo em o cenário adverso da pandemia e as consequentes incertezas econômicas. 

Vida, Previdência e Investimentos 

O segmento de seguro de Vida também registrou os impactos da pandemia. Com as medidas de isolamento social e a retração no segmento de turismo, as receitas de seguro viagem apresentaram redução. As receitas operacionais do segmento somaram R$ 121,1 milhões no 2T20 e R$ 237,9 milhões no acumulado do ano, apresentando reduções de 7,5% e 4,7%, respectivamente. Neste segmento, a sinistralidade aumentou 7 p.p. no trimestre em relação mesmo período do ano anterior, em virtude do impacto da queda nas receitas assim como em virtude das coberturas para os casos de COVID-19. 

No segmento de proteção financeira, a SulAmérica Investimentos, nossa gestora de ativos e 3ª maior gestora independente do Brasil, encerrou o trimestre com R$ 45 bilhões em ativos sob gestão, mantendo pelo 11º ano consecutivo a nota máxima (AMP-1) de avaliação de gestores de fundos de investimentos pela Standard & Poor’s. 

Em previdência, expandimos a margem bruta e alcançamos mais de R$ 8 bilhões em reservas, aumento de 7,6% em comparação com o mesmo período do ano anterior. A evolução positiva acompanhou, principalmente, o maior volume de contribuições, além do saldo positivo de portabilidade líquida durante o ano de 2020, principalmente no produto VGBL. 

Icatu Seguros reúne Marcos Piangers e Francisco Bosco para live do Dia dos Pais

Icatu seguros

No dia 6 de agosto, filósofo e escritor falarão sobre paternidade e planejamento financeiro diante dos novos tempos. Transmissão online será gratuita no canal da seguradora no YouTube

Fonte: Icatu

Na semana do Dia dos Pais, a Icatu Seguros reunirá dois jovens e celebrados pensadores brasileiros na live “O novo pai”. O filósofo Francisco Bosco receberá o autor do best-seller “O Papai é Pop”, Marcos Piangers, para falar sobre as dificuldades e peculiaridades enfrentadas pelos pais nesse momento de pandemia, seus desafios hoje e as mudanças esperadas para o futuro. No final, os dois, que também são pais, responderão perguntas do público. O encontro acontecerá, no dia 6 de agosto (quinta-feira), às 17h, com transmissão aberta e gratuita no canal do Youtube da seguradora , e tradução em LIBRAS. 

A proposta da live é mostrar como o atual distanciamento social tem levado à construção de um novo modelo de pai. Bosco e Piangers vão discutir como os pais vêm se adaptando à nova realidade e se reinventando frente às mudanças provocadas pela pandemia. Segundo Rafael Caetano, diretor de marketing da Icatu Seguros, a intenção da live é entender os desafios desse novo momento. “A mudança de rotina forçou adaptações bruscas em termos de estilo de vida, que afeta de forma especial os que têm filhos. Além de lidar com as pressões do trabalho, de uma hora para outra os pais se viram envolvidos numa dinâmica que, muitas vezes, estava fora de seu universo, como ajudar nos trabalhos escolares ou controlar a ansiedade dos filhos que não podem ir à escola ou brincar com os amigos. De que maneira essa nova realidade afeta o convívio com a família e a educação dos filhos? Como está sendo para o pai lidar com essa nova rotina?”, pergunta Caetano. 

Além de falar dos desafios atuais, a live pretende também abordar o futuro. “Teremos um pai pós-pandemia? Que novo pai pode surgir dessa experiência? A ideia é que Piangers e Bosco reflitam e nos ajudem a entender isso”, diz Caetano. Outro tema do encontro será planejamento financeiro. Como as novas demandas e responsabilidades impactam nos sonhos para o futuro? 

Perfil Marcos Piangers 

300 mil livros vendidos no Brasil, Portugal, Espanha, Inglaterra e Estados Unidos. 

Mais de 5 milhões de fãs nas mídias sociais. 

Meio bilhão de views nos seus vídeos. 

Presença constante nos palcos do TEDx, a maior conferência de ideias do mundo. 

Perfil Chico Bosco 

Francisco Bosco é ensaísta, doutor em teoria da literatura pela UFRJ, autor dos livros “A vítima tem sempre razão?”, “Orfeu de bicicleta: um pai no século XXI”, “Alta ajuda”, “E livre seja este infortúnio”, “Banalogias”, entre outros. Atualmente, apresenta o programa Papo de segunda, no GNT. 

Allianz lucra 1,53 bi de euros no segundo trimestre

Valor está abaixo dos 2,14 bilhões de euros do mesmo período do ano anterior

A seguradora alemã registrou na quarta-feira uma queda de 29% no lucro líquido no segundo trimestre em relação ao ano anterior e evitou atualizar suas diretrizes de lucro para o ano inteiro, com a pandemia de coronavírus diminuindo os negócios e obscurecendo as perspectivas.

A Allianz é uma das muitas seguradoras européias alertando sobre as perspectivas, já que os clientes reclamam por interrupção dos negócios e cancelamento de eventos, enquanto a demanda por seguro de carro e viagens diminuiu. O lucro líquido atribuível aos acionistas de 1,53 bilhão de euros (US$ 1,81 bilhão) nos três meses até junho se compara aos 2,14 bilhões de euros no ano anterior.

“Devido às incertezas contínuas, atualmente não fornecemos uma perspectiva atualizada de lucro operacional para 2020”, disse a empresa. No início deste ano, a seguradora alemã abandonou sua meta de lucro em 2020 entre 11,5 bilhões de euros e 12,5 bilhões de euros, culpando a incerteza econômica resultante da pandemia, e disse que espera registrar o primeiro declínio anual do lucro em quase uma década.

O presidente-executivo Oliver Baete, no entanto, disse estar confiante em um “sólido desempenho financeiro” no segundo semestre do ano. O índice combinado da Allianz piorou para 95,5% no segundo trimestre, acima dos 94,3% pontos percentuais do ano anterior.

Revista Apólice comemora 25 anos em grande estilo e com muito conteúdo

kelly lubiato

“O mercado de seguros pós-pandemia” vai reunir os maiores líderes do mercado de seguros para discutir tendências, produtos e serviços que farão a diferença nos negócios das seguradoras e dos corretores de seguros

De 26 de agosto a 2 de setembro a Revista Apólice irá comemorar seus 25 anos de existência, com o evento online “O mercado de seguros pós-pandemia”, que irá reunir grandes líderes do mercado para discutir tendências e temas que farão a diferença para o setor.

Na abertura, dia 26 de agosto, às 16h, o tema será “O foco na jornada do cliente no cenário pós-pandemia”. Já estão confirmadas as presenças de Vinicius Albernaz, presidente do Grupo Bradesco Seguros; Roberto Santos, presidente da Porto Seguro; Gabriel Portella, presidente da SulAmérica Seguros; Carlos Magnarelli, presidente da Liberty Seguros; e Edson Franco, CEO da Zurich Seguros.

Os debates devem girar em torno dos grandes temas do setor, como seguro de automóveis (produtos e serviços), seguro saúde, benefícios, seguro rural e seguro transporte. No dia 28 de agosto, às 18h, o debate será sobre “Tecnologia e humanização: o caminho para entender as pessoas e gerar negócios sustentáveis”, com a participação de Renato Pedroso, presidente da Previsul Seguradora e Erika Medici, CEO da Axa no Brasil.

Todos os paineis contarão com a mediação da jornalista Kelly Lubiato, editora da Revista. A transmissão do evento será feita pelas plataforma da Revista Apólice no Youtube e no Facebook. “Como tudo no mundo digital é muito rápido, ainda estamos preparando muitas novidades para este evento. Comemorar 25 anos é um marco que não deve passar despercebido, principalmente em um momento em que a sociedade necessita debater o seu futuro, para entender melhor os caminhos disponíveis e escolher por qual deles seguir”, ressalta Kelly.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas neste site.

História – A Revista Apólice nasceu em 1995, quando quatro jornalistas uniram-se em torno de um objetivo comum: levar comunicação com qualidade para os corretores de seguros. Ari Martins, Fernanda Malavolta, Francisco Pantoja e Kelly Lubiato lançaram a Revista Apólice no dia 26 agosto. A edição número zero foi apresentada ao mercado por Osmar Bertacini, considerado o padrinho da empreitada. Ao longo dos anos, a revista passou por transformações editoriais até chegar ao formato digital, acompanhando as tendências da comunicação. Hoje, além da edição impressa, possui um dos mais respeitados portais de notícias do setor e ainda está presente em diversas mídias sociais, sempre com o objetivo de chegar até aqueles que procuram conhecer mais o setor de seguros

Susep seleciona duas registradoras para o sistema de registro de operações de apólices online

Para operar o sistema, as registradoras devem seguir rígidos protocolos de segurança e governança, baseados nos Princípios para Infraestruturas do Mercado Financeiro do Bank for International Settlements (BIS)

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) homologou a CERC e CSD para atuarem como registradoras no setor de seguros. B3 segue em homologação. Com o novo mecanismo, que tem por objetivo aumentar a transparência, a eficiência e a segurança no registro das operações, a Susep também espera que seguradoras e população possam se beneficiar das sinergias que ocorrerão com outros produtos e serviços a serem desenvolvidos.

O processo para a elaboração da convenção que definirá a interoperabilidade entre registradoras credenciadas será concluído até 2 de outubro. Em novembro o registro das operações passa a ser obrigatório para o seguro garantia.

Para operar o sistema, as registradoras devem seguir rígidos protocolos de segurança e governança, baseados nos Princípios para Infraestruturas do Mercado Financeiro do Bank for International Settlements (BIS), como determinam as regras aprovadas pela Susep este ano. Entre os critérios está a exigência de patrimônio mínimo de R$ 15 milhões e capacidade técnico-administrativa.

Swiss Re sofre perdas no primeiro semestre em meio a reivindicações e reservas por COVID-19  

Fonte: Reuters

A companhia de resseguros Swiss Re disse na sexta-feira que os US$ 2,5 bilhões em reivindicações e reservas relacionadas à COVID-19 que ela registrou no primeiro semestre do ano provavelmente cobririam a maior parte de suas perdas relacionadas à pandemia.

A empresa sediada em Zurique, confirmando os números divulgados na semana passada, disse que perdeu 1,1 bilhão de dólares no primeiro semestre do ano. Isso acarretou numa perda no primeiro trimestre e mais US$ 953 milhões em lucro líquido durante os primeiros seis meses de 2019. “Esperamos que as reivindicações e reservas no primeiro semestre de 2020 cubram a maioria de nossas perdas finais de COVID-19”, disse o executivo-chefe Christian Mumenthaler.

O índice combinado da Swiss Re em sua divisão de propriedades e acidentes, uma medida-chave de lucratividade para seu maior gerador de receita, piorou para 115,8%, contra 100,5% no ano anterior.

A empresa disse que uma reviravolta em seu ramo de seguros corporativos, que recentemente reportou perdas, estava “no caminho certo”. Ele reduziu seu prejuízo líquido para US$ 301 milhões no primeiro semestre do ano, ante US$ 403 milhões no ano anterior.

Lucro trimestral da AIG cai com perdas de catástrofe, sendo US$ 458 milhões relacionados ao COVID-19 

Fonte: Reuters

A seguradora American International Group Inc. registrou queda de 56% nos lucros ajustados trimestralmente, impulsionada em parte por maiores perdas por catástrofe e menores retornos de capital privado. A receita após impostos ajustada atribuível aos acionistas ordinários da AIG caiu para US$ 571 milhões no segundo trimestre encerrado em 30 de junho, ante US$ 1,3 bilhão no ano anterior.

Excluindo itens, a AIG obteve um lucro de 66 centavos por ação em comparação com US$ 1,43 por ação no ano anterior, superando as expectativas da Factset de 50 centavos por ação, informou a empresa. As ações da AIG, uma das maiores seguradoras dos EUA, subiram 3,7% nas negociações após o horário comercial.

A AIG registrou uma perda de subscrição de US$ 343 milhões em seus negócios de seguros em geral, em comparação com um lucro de US$ 147 milhões no ano anterior. A perda incluiu US$ 674 milhões em catástrofes, líquidos de resseguro, refletindo em parte US$ 458 milhões relacionados ao COVID-19 e US$ 126 milhões por reclamações civis.

Um declínio nas viagens durante a pandemia afetou os negócios de seguros de viagens da AIG. A receita líquida de investimentos ajustados caiu US$ 537 milhões em relação ao ano anterior, para US$ 3,2 bilhões. O desempenho foi prejudicado por US$ 276 milhões em perdas de private equity, em comparação com US$ 238 milhões em renda de private equity há um ano, que incluíram um grande ganho de uma das participações.

O índice combinado de acidentes gerais de seguros da AIG, excluindo alterações de perdas incorridas nos últimos anos, foi de 94,9 no trimestre, em comparação com 96,1 no ano anterior. A AIG tem usado a métrica para avaliar o sucesso de um plano de recuperação lançado pelo CEO Brian Duperreault ao assumir o comando da seguradora em 2017. Uma relação abaixo de 100 significa que a seguradora ganha mais prêmios do que paga em sinistros.

Os prêmios brutos emitidos caíram 2%, para US$ 8,47 bilhões nos negócios de seguros em geral. A unidade de vida e aposentadoria da AIG registrou US$ 881 milhões em renda ajustada antes dos impostos, em comparação com US$ 1 bilhão um ano atrás, impulsionada em parte por perdas de capital privado e mortes por COVID-19.

A AIG concluiu a venda de uma participação de 76,6% em sua empresa em segundo plano, Fortitude Group Holdings LLC, para a Carlyle Group e a T&D United Capital Co Ltd em 2 de junho. O acordo reduz o risco no balanço da AIG, informou a empresa.


 

Segfy ganha destaque no mercado de seguros

Com ênfase para o atendimento qualificado, startup conquistou o selo Great Place to Work, que premia as melhores empresas para se trabalhar

Fonte: Segfy

Já é conhecido que para uma empresa conquistar o sucesso, precisa de uma base sólida e unida. No paralelo citado anteriormente os colaboradores representam a base para levar sucesso ao cliente final. Foi com base nisso, que a Segfy estruturou sua equipe e foi certificada como uma ​Great Place to Work​, certificação mundial entregue as melhores empresas para se trabalhar.

Para chegar a esse título, a empresa faz um trabalho estruturado e sólido desde sua fundação para capacitar seus colaboradores a trazer as soluções mais eficientes e um atendimento qualificado ao mercado de seguros.

Capacitação e Eficiência

Desenvolver o colaborador para entregar mais ao cliente final. É com essa premissa que a startup curitibana vem crescendo rapidamente dentro do mercado de seguros no Brasil. A empresa destina verba e tempo para que seus funcionários se mantenham atualizados e preparados para oferecer um serviço qualificado aos corretores de seguros.

Marcos Roque Villa, CEO da Segfy, conta como é gratificante ver todo esse trabalho humanizado levar resultado ao corretor. “Como gestor de todos estes processos, o sentimento é de gratidão a todos os envolvidos. Cada colaborador tem um pedacinho de mérito no sucesso dos nossos clientes. Desenvolvemos um trabalho conjunto entre todas as áreas para que nossos serviços e atendimento sejam cada vez mais ativos no dia a dia de cada corretora que atendemos”.

Para o segundo semestre de 2020, a empresa desenvolveu novos projetos para que as corretoras consigam aumentar seus lucros com estratégias de venda e relacionamento traçadas pela equipe de sucesso do cliente.

Crescimento do cliente

O projeto é ambicioso e traz um visão otimista de como o mercado pode ser melhor explorado pelo corretor de seguros. A equipe de atendimento da Segfy estará mais próxima do cliente, oferecendo cursos, materiais e direcionando novas estratégias visando o aumento das vendas.

Dielson Haffner, diretor de Receitas e Acionista da Segfy, coordena o projeto e enfatiza que as estratégias são de acordo com a necessidade de cada corretora envolvida no projeto. “Estamos com uma nova estratégia visando o lucro total dos nosso clientes. Nossa equipe de Sucesso do Cliente estará ainda mais próxima das corretoras, vendo o que é necessário melhorar em cada uma. Com isso, desenvolvemos estratégias focadas para que as vendas aumentem. Utilizamos nossas redes sociais também para interagir com os corretores, trazendo conteúdos assertivos para incentivá-los a crescer”.

Ainda sobre o projeto, Dielson ressalta que são feitos treinamentos semanais dentro da equipe para capacitar os colaboradores a trazer ainda mais novidades aos clientes. “Trabalhamos a equipe semanalmente com cursos, webinars, apresentações, com as novidades do mercado e onde podemos utilizar aquilo dentro das estratégias de sucesso dos nosso clientes. Mensuramos a meta de trazer em um curto prazo 10% de aumento nas vendas de cada cliente que se engajar no nosso projeto e estamos vendo com bons olhos os resultados de quem já está participando”.

Vendas de seguros avançam 32% em junho, comparado a maio, segundo Susep


A Síntese mensal produzida pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) mensalmente e que analisa os movimentos no mercado de seguros, acumulação e capitalização indica que todas as linhas de negócio deste setor apresentaram aumento no volume de prêmios recebidos, registrando um crescimento geral de 32,9% em junho na comparação com o mês de maio.

O destaque foi para os produtos de acumulação, com aumento de 52,7%.
As receitas de acumulação em junho de 2020 ficaram 5,7% acima do registrado no mesmo mês de 2019. Apesar do expressivo aumento, ainda há uma queda de 7,5% nas contribuições, no acumulado do ano (até junho), quando comparado com o mesmo período de 2019.