Tokio Marine amplia serviço de orientação médica online para clientes do seguro residencial

Companhia disponibiliza Einstein Conecta para as categorias de Assistência Especial e VIP do produto

Fonte: Tokio Marine

Em um momento em que a tranquilidade e a segurança estão associadas à prevenção e ao isolamento social, a Tokio Marine, uma das maiores Seguradoras do País, amplia soluções que contribuem para que seus Clientes fiquem em casa com saúde e comodidade. Com esse objetivo, a Seguradora passa a oferecer o serviço de telemedicina do Hospital Israelita Albert Einstein aos contratantes do Seguro Tokio Marine Residencial.

“Acreditamos que a missão do Seguro é oferecer tranquilidade e segurança às Pessoas. Nossos Clientes já conhecem e confiam na nossa atuação protegendo um de seus bens mais valiosos, que é a sua casa. Essa, portanto, é mais uma iniciativa para que nossos Segurados se sintam cada vez mais amparados pela Tokio Marine e desfrutem de saúde e qualidade de vida neste período tão complicado para todos”, explica o Diretor Executivo de Produtos Massificados, Marcelo Goldman. 

Trata-se do Einstein Conecta, serviço de orientação médica a distância com suporte 24 horas por dia, 7 dias por semana, disponível para utilização dentro e fora do Brasil, e realizado pelos médicos do Einstein, profissionais de saúde com ampla experiência e conhecimento 

A Seguradora, que já oferecia o serviço aos produtos Tokio Marine Vida Individual Homem, Mulher e Sênior, o disponibiliza agora também aos titulares das apólices de Seguro Residencial que tenham contratado os planos Especial e VIP de Assistência. Diante de uma indisposição ou mal-estar em que apresente sintomas de baixa complexidade – como febre, gripe, dor de garganta, dor de cabeça, náuseas, alergias, entre outros -, o Segurado poderá utilizar o serviço de orientação médica para obter uma indicação adequada de como agir, de acordo com o quadro. Além disso, o Einstein Conecta ainda oferece o armazenamento das informações sobre o paciente em prontuário eletrônico, ao qual o Segurado terá acesso sempre que precisar e inclui prescrição médica para compra de medicamentos quando necessário, mais um diferencial do serviço. 

Programa de inovação do IRB e MAG Seguros busca respostas ao impacto da pandemia de covid-19

Com foco na transformação digital da indústria e de nossos clientes, estaremos preparados para o pós-crise”, explica o diretor de Estratégia e Inovação do IRB Brasil RE, Lucas Mello

Fonte: IRB

De que forma a inovação e as novas tecnologias podem contribuir para que o mercado de seguros e resseguros supere os desafios pós-pandemia de covid-19? Encontrar respostas para essa pergunta é a missão do primeiro ciclo do Insurtech Innovation Program 2020 – parceria do IRB Brasil RE, MAG Seguros e PUC-Rio -, que tem como meta estruturar sete projetos até julho, com foco em prospecção e vendas.

“Diante desse momento de extrema volatilidade e incerteza, trazido pelo novo coronavírus, nosso programa de inovação aberta é mais uma de nossas iniciativas que buscam soluções, produtos e alternativas para contribuir na superação dos desafios da crise. Com foco na transformação digital da indústria e de nossos clientes, estaremos preparados para o pós-crise”, explica o diretor de Estratégia e Inovação do IRB Brasil RE, Lucas Mello, que também integra o gabinete de crise criado pelo ressegurador em abril para monitorar o mercado e estruturar ações em resposta à pandemia.

Após um período de imersão para entender como o setor funciona, os 20 universitários selecionados pelo Insurtech em fevereiro e profissionais das duas empresas se reúnem diariamente com objetivo de desenvolver produtos e soluções baseados em tecnologias como blockchain, machine learning, inteligência artificial, internet das coisas e realidades virtual e aumentada. Por conta das medidas de isolamento social, os encontros são 100% online e utilizam a metodologia de ensino à distância da PUC-Rio.

A terceira edição do Insurtech Innovation Program acontece até janeiro do ano que vem e planeja produzir até lá 21 projetos em três ciclos diferentes. A iniciativa, que foi lançada em 2018, é multidisciplinar e já envolveu mais de 60 alunos de diversos cursos, como administração, engenharia, desenho industrial, comunicação social, ciências atuariais e psicologia, de universidades como PUC-Rio, UFRJ, UniRio e UFF. Quatro soluções estruturadas pelo programa já estão em desenvolvimento e implantação nas duas empresas.

Corretores criticam ação da Susep em live

“Titular da Susep deixará um cenário de terra arrasada”, afirma o deputado Lucas Vergílio

Ao participar da “Live do CQCS”, portal que se dedica ao corretor de seguros, no dia 11 de maio, o deputado federal Lucas Vergílio fez duras críticas à superintendente da Susep, Solange Vieira, que, segundo ele, é arredia a qualquer tipo de diálogo com as instituições que representam o setor de seguros e mesmo com o Congresso Nacional: – Sempre que discutimos e sugerimos algo, ela fez o contrário. Fala uma coisa e age diferente. Ela teve passagem trágica na ANAC, depois desejou ser presidente ou diretora do BNDES, não conseguiu, mas ganhou a Susep como prêmio de consolação. Não conhece este mercado. Toma decisões por achismo, não ouve ninguém, parece estar a serviço de grupos ou a mando de quem a colocou na Susep, tudo é possível. Há o risco de ela deixar um cenário de terra arrasada quando deixar o cargo -, alertou Lucas Vergilio, na conversa com o fundador do CQCS, Gustavo Doria Filho.

O repensar do Lloyd’s of London pós Covid-19

“As novas vendas são mais difíceis digitalmente e o mesmo se aplica à venda do risco para um subscritor. . . é mais difícil dizer não cara a cara do que por e-mail ou telefone. ”

Fonte: Financial Times

Em um dia normal, cerca de 7.000 pessoas passavam pelas portas do Lloyd’s de Londres e seguiam para a gigantesca sala de subscrição de quatro andares do mercado de seguros. Lá, eles discutiam apólices para clientes em todo o mundo, faziam novos contatos e acompanhavam as fofocas do setor, assim como há mais de 300 anos, desde que o mercado foi fundado em uma cafeteria.

O Lloyd’s é um dos últimos centros financeiros presenciais, agarrando-se a uma sala de negociação física enquanto outros se tornaram digitais. Muitas vezes, as negociações se espalhavam pelos bares e restaurantes agrupados nas ruas estreitas da City, em Londres.

Mas desde que o surto de coronavírus forçou a Grã-Bretanha a optar pelo lockdown, em março, as portas do Lloyd’s foram fechadas, a sala de subscrição ficou em silêncio e os cafés vazios. Muitos dos corretores e subscritores que trabalham lá agora estão perguntando se as coisas podem – ou deveriam – voltar a ser as mesmas.

“Seria uma enorme oportunidade perdida se voltasse ao normal”, disse Matthew Wilson, executivo-chefe da seguradora Brit. “O Lloyd’s tem uma tradição de 300 anos de negociação presencial, o que serviu bem, mas está em risco de se tornar uma peça de museu”.

Leadenhall Market na City londrina antes do Covid-19 …
e agora no pós pandemia

Steve McGill, executivo-chefe da corretora McGill and Partners, disse que o Covid-19 é um “divisor de águas na maneira como o mercado está indo para o futuro”. “Haverá muitas perguntas sobre a maneira como servimos os clientes”, acrescentou. “O ambiente será profundamente adaptado.”

O coronavírus já trouxe desafios significativos às seguradoras. A crise provavelmente levará a um dos maiores pagamentos de indenizações de todos os tempos, potencialmente superando US$ 100 bilhões, com as apólices de cancelamento de eventos e de crédito comercial citadas entre as mais atingidas. Também existe uma controvérsia crescente sobre se as seguradoras devem pagar as apólices de lucro cessantes.

Mas as seguradoras de Londres – que administram cerca de US$ 90 bilhões em negócios por ano, de acordo com um relatório de 2017 do London Market Group, à frente de outros grandes centros como Bermudas (cerca de US$ 40 bilhões) e Suíça (US$ 31 bilhões) – seriam confrontadas com o obstáculo adicionado a uma mudança forte e rápida na maneira como elas funcionam.

A troca do prédio do Lloyd’s por homeoffice o forçou a finalmente adotar um sistema eletrônico de negociação que foi inicialmente rejeitado por algumas seguradoras e corretoras, que preferiam o processo tradicional em papel. A plataforma PPL, que permite que apólices de seguro sejam criadas eletronicamente, e não no papel, foi introduzida no mercado de seguros de Londres em 2016. Dois anos depois, o Lloyd’s teve que começar a forçar as seguradoras a usá-la.

Mas desde que a crise começou, o uso atingiu um recorde. Há um ano, o sistema estava sendo usado por cerca de 970 apólices por semana no Lloyd’s e no mercado de seguros de Londres. Isso aumentou para quase 3.500. “Houve muita negatividade e barulho em torno do PPL”, disse Wilson, “mas ele se manteve e foi o salvador do mercado de Londres”.

Seguradoras e corretores disseram que, como o sistema podia ser usado em PCs e laptops comuns em casa, eles agora estavam trabalhando quase com a capacidade total. O modelo tradicional do Lloyd’s – por meio do qual os corretores levam propostas de risco de naves espaciais a obras de arte para as mesas dos subscritores, chamadas boxes, para discutir como segurá-las – é exclusivo da City de Londres.

Em outros lugares, não existe um sistema formal para os negócios presenciais. Corretores e subscritores de outros centros de seguros simplesmente se visitam em seus escritórios ou trabalham por telefone e e-mail. A capacidade dos corretores do Lloyd’s de ver várias seguradoras no mesmo local ao mesmo tempo tem sido uma grande vantagem, permitindo que elaborem apólices complexas ou incomuns em um curto espaço de tempo.

Alguns membros do setor disseram que há desvantagens em trabalhar remotamente.”Há um sentimento subjacente de que estamos perdendo alguma coisa”, disse Alastair Swift, chefe de risco corporativo da GB e corretor da Willis Towers Watson. “As novas vendas são mais difíceis digitalmente e o mesmo se aplica à venda do risco para um subscritor. . . é mais difícil dizer não cara a cara do que por e-mail ou telefone. ”

Outros disseram que trabalhar em casa era menos eficiente do que ficar sentado na sala de subscrição do Lloyd’s, onde corretores fazem fila para ver os subscritores e as discussões podem durar o tempo que for necessário. Agora, tudo tem que ser agendado. “Algumas reuniões levam cinco ou 10 minutos, mas agora eles precisam colocar horários de meia hora em seus diários”, disse Sheila Cameron, diretora executiva da Lloyd’s Market Association. “Uma fila digital não é tão eficiente.”

O Lloyd’s, que já estava trabalhando em uma série de reformas, está procurando maneiras de colocar a sala de subscrição em funcionamento novamente quando as restrições forem levantadas. “Existem três opções”, disse John Neal, executivo-chefe do Lloyd’s. Uma é para as seguradoras estarem na sala, mas os corretores se juntando virtualmente. A segunda é que apenas determinadas linhas de produtos seriam permitidas na sala de uma só vez. O terceiro é um sistema de reservas para pessoas que desejam usar o prédio.

Permitir que as pessoas retornem a algum tipo de contato pessoal é importante, enfatizou. “As pessoas perdem a velocidade do pensamento ao resolver um problema. . . algo que pode levar um dia no momento pode ser feito em 45 minutos ou uma hora fisicamente.” No entanto, ele acrescentou que a crise havia apresentado uma “oportunidade de reimaginar o que fazemos e. . . ser mais experimental em termos de flexibilidade do espaço ”.

Essa flexibilidade pode significar simplesmente o uso de menos espaço, o que seria benéfico em Londres, onde os custos imobiliários são altos. Também pode significar alterar o layout do edifício. No momento, todas as seguradoras estão sentadas em mesas idênticas e os corretores sentados em bancos ao lado deles. Neal disse que o espaço pode ser menos formal no futuro.

Algumas pessoas querem que o Lloyd’s vá além e elimine totalmente a sala de subscrição.”Não é uma necessidade”, disse Wilson. “[A crise] deu às pessoas tempo para pensar sobre o que é certo a fazer”. Tom Clementi, da MS Amlin, concordou: “Com o tempo, isso desaparecerá, mas não sei se vai demorar dois, cinco ou sete anos”.

Outros alertaram que o comércio eletrônico tinha seus limites e que sempre haveria necessidade de discussões cara a cara. “Existe um valor face a face em áreas grandes ou complicadas ou onde há novos riscos”, disse Richard Dudley, executivo-chefe do centro global de corretagem da Aon no Reino Unido. “É um processo de gerenciamento e elaboração de risco conjunto e é muito mais difícil de fazer se você não estiver cara a cara.”
 

Seguros de eventos e produção de filmes devem retomar crescimento após pandemia

Rodrigo Kihara, diretor executivo da Deal Seguros

Prejuízos causados nos setores alertaram organizadores e produtores sobre a importância dos produtos em qualquer tipo de evento ou produção

Fonte: Deal Seguros

A pandemia provocada pelo Coronavírus trouxe inúmeros prejuízos aos organizadores de eventos e produtores de filmes, independentemente do porte. Nessa época de incertezas, os eventos e produções que contavam com algum tipo de seguro foram os únicos que não ficaram totalmente prejudicados, como aconteceu com o torneio de Wimbledon e o filme Batman.

A crise chamou a atenção para a importância de contar com proteção em momentos como estes e, também, provou que por mais planejamento e experiência que se possa ter no ramo, imprevistos podem ocorrer a qualquer momento. O torneio de Wimbledon, por exemplo, que aconteceria de 29 de junho a 12 de julho foi cancelado pela primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial, mas os organizadores receberam uma indenização de U$ 141 milhões graças à apólice de seguro contra pandemia pela qual pagaram um total de U$ 34 milhões ao longo de 17 anos.

Com o adiamento das Olimpíadas não foi diferente, o Comitê Olímpico conseguiu recuperar boa parte do investimento, cerca de R$ 10 bi por conta do seguro, mas grande parte ainda ficou descoberta porque, de acordo com Thomas Bach, presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), o seguro cobre o cancelamento, mas não o adiamento. O adiamento exigia um acordo com comitê organizador, que precisava estar preparado para seguir por mais um ano e o governo japonês também precisava estar disposto a continuar apoiando os preparativos.

A indústria do cinema também foi prejudicada tanto no lançamento de títulos, incluindo o esperado Batman da Warner Bros., como muitos filmes que estavam em produção e tiveram que interromper as filmagens por tempo indeterminado. Além disso as salas de cinema também contaram com prejuízos imensos desde que tiveram que fechar as portas.

No caso da indústria cinematográfica, tanto em Hollywood como em Bollywood, na índia, a maioria conta com planejamento de seguros e com apólices que cobrem pandemias, porém muitos dos contratos contemplam apenas filmes lançados, ou seja, os que tiveram que atrasar o lançamento não estarão cobertos e embora as pandemias façam parte das apólices, o coronavírus foi excluído das condições pré-existentes, assemelhando-se ao que acontece com os planos de saúde e doenças pré-existentes.

“Muitas pessoas imaginam que os seguros de eventos e produção de filmes são exclusivos de quem lida com grandes shows ou grandes produções, mas essa é uma ideia equivocada e é importante ter em mente que estes seguros são aplicados desde um seminário ou videoclipe, adaptando-se ao tipo e tamanho”, diz Rodrigo Kihara, diretor executivo da Deal Seguros. Para o executivo, este equívoco faz com que muitos eventos corporativos e gravações de comerciais, fiquem descobertos, contando apenas com a sorte.

O seguro de eventos conta com cobertura desde a montagem até a desmontagem, não se limitando apenas aos equipamentos, valores, objetos cenográficos e decoração, inclui também a responsabilidade civil com extensão para artistas, alimentos, danos morais e até falha profissional. É possível ainda contratar a cobertura de acidentes pessoais e eventuais despesas causadas por cancelamento, adiamento ou interrupção.

Em relação ao seguro de produção de filmes, o produto conta com a cobertura para os equipamentos, figurinos, cenografia em geral, elenco, despesas de refilmagem, despesas extras de produção e responsabilidade civil geral e profissional. 

Assim que essas atividades forem retomadas, estima-se um crescimento das vendas destes produtos no mercado e as seguradoras deverão oferecer produtos mais completos, pensando em possíveis pandemias ou outros desastres que obriguem o cancelamento ou adiamento. Diante de tantos prejuízos pelo mundo afora, acredita-se que a cultura do brasileiro em relação aos investimentos em seguros esteja prestes a mudar.

Arrecadação do setor de seguros cresceu 8,33% em fevereiro

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Nos dois primeiros meses do ano arrecadação alcançou R$ 44,522 bi

Fonte: Agência Brasil

A arrecadação do setor de seguros nacional, excetuando saúde suplementar e o seguro de Danos Pessoais por Veículos Automotores Terrestres (Dpvat), foi de R$ 20,9 bilhões em fevereiro, alta de 8,33% em comparação ao mesmo mês do ano passado. Apesar da redução do faturamento em relação a janeiro de 2020, que registrou alta de 17,6%, o setor segurador fechou o primeiro bimestre com expansão de 13%, comparativamente a igual período de 2019.

A arrecadação nos dois primeiros meses do ano alcançou R$ 44,522 bilhões. Nos 12 meses encerrados em fevereiro, a receita do setor totalizou R$ 275,3 bilhões. A taxa de crescimento da arrecadação do setor caiu em 12 meses de 12,6% em janeiro para 12,2% em fevereiro.

Os dados foram divulgados hoje (13) pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg). O presidente da entidade, Marcio Coriolano, observou, em entrevista à Agência Brasil, que o desempenho ainda não reflete efeitos da pandemia do novo coronavírus (covid-19). “O reflexo é muito pequeno. Em fevereiro, já tinha notícias de casos [da covid-19], mas não havia movimento maior”. Coriolano lembrou que as seguradoras só entraram em regime de ‘home office’ (trabalho em casa) a partir de 17 de março passado.

O presidente da CNseg disse que mesmo que os efeitos da pandemia comecem a ser sentidos pelo mercado de seguros a partir de março ou abril, motivados pelo forte movimento de home office e pelo isolamento da população, os efeitos maiores sobre a arrecadação só deverão ser sentidos no segundo semestre, em função principalmente do efeito do carregamento de contratos celebrados em 2019.

Semestre positivo – Marcio Coriolano lembrou que o ano passado começou fraco e só a partir de março ou abril apresentou crescimento bastante sustentável. “No segundo semestre é que o crescimento foi maior”, disse.

Os contratos celebrados no ano passado, em especial aqueles do segundo semestre, têm em geral duração de um ano, renovável. Os contratos celebrados em julho de 2019, por exemplo, só serão encerrados em julho próximo. Com isso, o efeito no mercado de seguros será positivo neste primeiro semestre, explicou Coriolano.

O setor segurador só vai começar a observar o efeito coronavírus mais fortemente no segundo semestre, “quando esses contratos não puderem por algum motivo ser renovados, pela falta de renda das pessoas ou, então, por inadimplência. A gente está supondo que o efeito [do vírus] sobre a produção, sobre o consumo e a renda, é fortíssimo. Então, não deve se repetir este ano o crescimento do ano passado”, disse o presidente da CNseg.

Coriolano salientou, por outro lado, que os resultados das seguradoras já refletem uma face financeira recente, com Bolsa de Valores em queda, taxas de juros caindo também fortemente. “O setor de seguros é de acumulação de reservas, que são remuneradas por uma cesta”. Essa cesta envolve desde a análise de componentes principais, até mercado acionário e a parte de títulos de valores, incluindo também taxa de juros cadente.

Seguros SURA e Grupo Apisul doam cestas básicas para os caminhoneiros

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Fonte: Sura

A Seguros SURA uniu forças com o Grupo Apisul, focado na gestão de cargas de operações de transportes, para entregar cestas básicas nos estados do Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo. A iniciativa das empresas foi pensada para apoiar os caminhoneiros que precisam seguir com suas viagens para abastecer as cidades e encontram muitas restrições nas estradas devido ao fechamento temporário de comércios. 

Para Amilcar Spencer, Diretor de Solução de Transportes e Gerenciamento de Riscos da Seguros SURA, a ação em apoio aos caminhoneiros “é também uma forma de agradecimento e solidariedade ao trabalho fundamental que realizam para garantir a continuidade das entregas em todo o País”.  

Ainda em apoio aos motoristas, recentemente a Seguros SURA disponibilizou o serviço de proteção à carga aos seus segurados do Seguro de Transportes. A medida funciona para os casos em que os motoristas forem acometidos pela COVID-19 e necessitarem de atendimento ou repouso imediato. Neste caso, a recomendação é que o motorista acione o sinistro para que a segurança da carga e do veículo seja resguardada por até 48 horas. 

SulAmérica: lucro líquido recua 64%, para R$ 79,8 milhões no primeiro trimestre

sulamerica

Receitas operacionais somam R$ 5,6 bilhões, alta de 7,2%

A SulAmérica divulgou lucro líquido de R$ 79,8 milhões, uma redução de 64% na comparação com o mesmo período do ano anterior. O lucro foi impactado pela queda de 77% no resultado financeiro, que atingiu R$ 39,3 milhões ante R$ 171,3 milhões um ano antes, devido à deterioração das condições de mercado com a crise da covid-19. O índice de sinistralidade subiu 3,4 pontos em um ano, para 78,6%.

Apesar do cenário global adverso, as receitas operacionais mantiveram o ritmo dos últimos períodos e registraram alta de 7,2%, somando R$ 5,6 bilhões. A eficiência operacional – que será ainda mais importante nesse cenário desafiador de 2020 – tem sido um dos grandes focos da companhia. “A disciplina para manter as despesas administrativas sob controle foi mantida, mesmo com investimentos importantes em tecnologia e inovação. Vale ressaltar que mesmo durante esse período mantivemos nosso processo de separação da operação de Automóveis e Ramos Elementares para conclusão da venda desses segmentos para a Allianz, conforme anunciada no ano passado”, afirma Gabriel Portella, presidente da SulAmérica. 

“Tínhamos o desafio de superar um dos melhores primeiros trimestres da nossa história, que foi o caso em 2019, mas tivemos um impacto relevante em nosso resultado financeiro com a deterioração do mercado de capitais por conta da pandemia”, diz Ricardo Bottas, vice-presidente de Controle e de Relações com Investidores da SulAmérica. “Nossa pequena exposição em ativos de renda variável (cerca de 1% do portfólio) apresentou forte desvalorização no período, acompanhando o movimento de mercado em março, o que, somado à redução da taxa Selic média no período, levou a uma redução de 77% no resultado financeiro do trimestre em relação ao mesmo período do ano anterior.” 

De acordo com Portella, a resposta da companhia em meio ao aumento dos casos de COVID-19 foi ágil e assertiva, graças a um plano de continuidade de negócios efetivo. “Nossos investimentos em tecnologia, inovação, colaboração e mobilidade, os quais sempre faço questão de ressaltar trimestralmente, foram fundamentais nesse momento. Montamos operações remotas funcionais para nossos colaboradores, corretores e demais públicos. Os aplicativos da SulAmérica estão sendo cada vez mais utilizados no contexto da pandemia e distanciamento social. A Orientação Médica Telefônica expandiu sua capacidade de atendimento em 20 vezes e o Médico na Tela, em 40 vezes”, explica o executivo. “Acreditamos, inclusive, que a telemedicina será um dos legados dessa pandemia.” 

As operações de Saúde e Odonto, ainda sem impacto relevante da pandemia, registraram aumento de 12,1% da base de clientes, sobretudo a carteira empresarial, somando 3,9 milhões de beneficiários. 

As receitas operacionais do segmento aumentaram 9,1% em relação ao 1T19, alcançando R$ 4,6 bilhões no primeiro trimestre de 2020. O destaque foi o crescimento de 39,7% em odonto, impulsionado pelos resultados da Prodent, cuja aquisição foi concluída no 3T19. A sinistralidade do trimestre apresentou aumento de 3,0 p.p. para 82,5%. No acumulado de 12 meses entretanto, o crescimento da sinistralidade foi de 0,9 p.p. atingindo 79,7%. 

Importante destaque ao final deste 1T20 a evolução dos beneficiários acompanhados dentro da estratégia do Cuidado Coordenado, que representaram cerca de 450 mil pessoas (+103% em relação ao 1T19) dentro de um universo de 2,3 milhões de beneficiários de saúde da Companhia. 

A operação de Automóveis e Ramos Elementares apresentou redução de 5,5% das receitas operacionais em relação ao 1T19, totalizando R$ 658,3 milhões no trimestre, influenciada principalmente pelo cenário de melhor risco vigente, com a continuidade da queda nos níveis de roubo e furto em diversas regiões. As chuvas recordes ocorridas em janeiro e, principalmente, fevereiro na região Sudeste, onde a SulAmérica possui maior exposição, foram um dos principais motivos para o aumento de 4,1 p.p. da sinistralidade no trimestre, que foi de 63,6%. A menor circulação de veículos, iniciada no final de março, reduziu a frequência de sinistros, mas não foi suficiente para compensar tais efeitos. 

Vale lembrar que no 1T20, o segmento de Automóveis e Ramos Elementares, cujo acordo de venda foi anunciado em agosto de 2019, passou por uma etapa essencial para a conclusão da transação: a segregação da operação em uma nova seguradora, ainda operando dentro do Grupo SulAmérica. A transação segue dentro do cronograma estabelecido originalmente, com os resultados dos segmentos sendo reconhecidos pela Companhia até seu fechamento, previsto para o 3T20. 

Em Vida e Previdência as receitas operacionais foram de R$ 116,9 milhões, uma ligeira redução de 1,7% na comparação com o mesmo período do ano anterior, já impactada pela pandemia da COVID-19, principalmente no seguro viagem. A sinistralidade no trimestre alcançou 49,1%, o que representa um ganho de 0,6 p.p. em relação ao 1T19. A melhora na sinistralidade entre os períodos impactou positivamente as despesas operacionais e, consequentemente, a margem bruta da carteira, que somou R$ 12,7 milhões, expansão de 28,4% em relação ao primeiro trimestre do ano anterior. 

SulAmérica Investimentos, gestora de ativos da Companhia, encerrou o primeiro trimestre de 2020 com mais de R$ 43 bilhões em ativos sob gestão, 6% maior se comparado ao 1T19. O avanço foi impulsionado principalmente por ativos de terceiros (+7,9%) e reservas de previdência (+7,7%). 

As receitas operacionais cresceram 26,7% e a margem bruta apresentou uma melhora de 22,3%, somando R$ 15 milhões no período. O volume total de recursos de terceiros seguiu com a maior parte alocada em fundos de renda fixa (49,1%), com fundos multimercado representando 45,2% do portfólio. A alocação nos fundos de ações apresentou aumento, representando 5,6% do total, seguindo a tendência observada no final de 2019. 

As despesas administrativas representaram 8,2% das receitas operacionais no 1T20, ligeira melhora de 0,1 p.p. na comparação com o mesmo trimestre de 2019. Em termos absolutos, houve aumento de 5,6% em relação ao 1T19, justificado, principalmente, por um maior quadro de colaboradores – aproximadamente 200 funcionários a mais, alocados basicamente em projetos estratégicos de inovação e transformação digital, bem como no avanço da estratégia de Cuidado Coordenado. 

Pandemia coronavírus

Além dos resultados financeiros, vale destacar que a SulAmérica tomou uma série de medidas para cuidar de seus colaboradores, beneficiários, corretores, parceiros e da sociedade em geral por conta da pandemia do novo coronavírus, além de garantir a sustentabilidade de suas operações e minimizar potenciais impactos, onde se destaca: 

– Trabalho remoto para toda a força de trabalho elegível e terceiros, com quase 100% dos colaboradores trabalhando de casa desde o início do período de quarentena e isolamento social; 
– Manutenção das contratações já previstas e participação no movimento #NÃODEMITA; 
– Cancelamento de viagens e eventos nacionais e internacionais; 
– Antecipação da campanha de vacinação contra gripe para colaboradores e seus dependentes (mediante agendamento prévio e por meio “drive thru”) com distribuição de máscaras e incentivo ao cuidado e prevenção ao novo coronavírus; 
– Suspensão temporária, por 90 dias, da aplicação do reajuste anual das mensalidades dos planos médico-hospitalares individuais, coletivos por adesão e PME (até 29 vidas), sendo a recomposição do reajuste prevista para ocorrer a partir de outubro de 2020, contribuindo com milhares de empresas e famílias a manterem sua cobertura neste momento de crise; 
– Acesso ilimitado para beneficiários de saúde utilizarem o serviço de Médico na Tela; 
– Criação de Canal Médico Telefônico Exclusivo Coronavírus, também com acesso ilimitado e expandido para clientes de planos odontológicos; 
– Avaliação preliminar de saúde por inteligência artificial via WhatsApp e chat no aplicativo de Saúde e Odonto, auxiliando na triagem de beneficiários seguindo os protocolos do Ministério da Saúde; 
– Ampliação do serviço Psicólogo na Tela (sessões de videoconferência) com mais de 600 psicólogos e terapeutas para todos os beneficiários de saúde, em uma iniciativa pioneira no país; 
– Produção de conteúdos informativos relevantes para os beneficiários de saúde tanto no aplicativo quanto no hotsite www.sulamerica.com.br/coronavirus
– Campanha para arrecadar fundos para combater o novo coronavírus em duas frentes, com doações sendo feitas por colaboradores e corretores para um fundo emergencial por meio da plataforma Bsocial, criada por um grupo de lideranças da sociedade civil. O valor arrecadado, com reforço da doação pela SulAmérica de 20 vezes, está sendo destinado a duas frentes: pesquisas feitas pela Fiocruz sobre a COVID-19 e compra de Equipamentos de Proteção Individual – EPIs para profissionais de saúde; 
– Em projetos coordenados pela Rede D’Or e em cooperação com outros parceiros da iniciativa privada, a Companhia também realizou doações para entregar cerca de 290 novos leitos hospitalares nas cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro, destinados a atender pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde). 

Webinar CNseg: seguradoras se debruçam em produtos para atender o pós pandemia

Presidentes das Federações ligadas a CNseg falaram sobre o que está na pauta das seguradoras para driblar as consequências da crise do coronavírus

Quais os produtos estarão na mira das seguradoras para atender à demanda que emanará no pós-coronavírus foi o tema do terceiro webinar realizado no dia 13 de maio, promovido pela CNSeg, a Confederação Nacional das Seguradoras. Marcio Coriolano, presidente da CNseg, foi o mediador do debate do qual participaram os presidentes das quatro Federações que integram a confederação. “Esse é um tema que merece aprofundamento não apenas em relação aos produtos, mas também a respeito das interrelações com os canais de intermediação – os corretores – e com os diferentes perfis de clientes que emanarão após a pandemia”, afirma Coriolano, para quem a participação dos presidentes traz consistência ao debate e respostas mais assertivas para o que ocorrerá em todos os segmentos do setor. 

Ainda não é possível mensurar o impacto da pandemia nessa indústria porque os dados de março e abril só serão consolidados em junho. Certamente o setor será duramente impactado, assim como todos os outros da economia. Em 2019, a indústria movimentou mais de R$ 270 bilhões, com crescimento superior a 12% ante 2018. Em 2020, a pandemia Covid-19 certamente interromperá o ciclo de crescimento observado nos últimos anos. Como resiliência é a palavra chave do setor, todos se movimentam para que o setor siga protegendo a sociedade dos riscos a que está exposta. 

O otimismo de uma retomada, no entanto, é certo, segundo os presidentes. Para eles, a crise despertou a consciência das pessoas sobre riscos e que elas precisam se proteger. Esse aumento, aliado à renda e ao crescimento da economia, vai possibilitar que seguros entre num novo ciclo de crescimento. E isso vale tanto para pessoas físicas como jurídicas. “Temos gargalos de infraestrutura, que devem gerar oportunidades para o setor. É uma questão de tempo para atividades ainda nas mãos do Estado serem transferidas para a iniciativa privada com os programas de privatização”, disse Antonio Trindade, presidente da Federação Nacional de Seguros (FenSeg) e CEO da Chubb Seguros Brasil.

Antes de debaterem o tema produtos, os participantes ressaltaram uma das principais preocupação de todos: a interferência dos três poderes (executivo, legislativo e judiciário) no funcionamento do setor, tendo como pano de fundo a existência de mais de 4 mil Projetos de Lei (PL) no Congresso Nacional. “A estabilização financeira é vital para a indústria de seguros. Sem ela, os seguradoras não estarão preparados para responder à crise. Querer que os seguradoras cubram coberturas excluídas em contratos, retroativamente, é colocar em risco a solvência do setor”, comentou Coriolano no início do webinar.

Os PLs tiram o sono dos executivos que atuam com seguros, com destaque para saúde, que concentra quase 1 mil projetos dos 4 mil em andamento. De acordo com o presidente da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), João Alceu Amoroso Lima, e também vice-presidente do Grupo NotreDame Intermédica, “não se muda um setor regido por uma lei especifica por um projeto ou liminar. A judicialização tem um custo caro para todos e isso elitisa o uso do plano de saúde”, afirmou.

Amoroso criticou a gestão unificada dos leitos de UTI pelo Sistema Único de Saúde (SUS) tira o equibilibrio do setor. “Apesar dos desafios, o sistema privado está funcionando bem. O poder público não tem tecnologia nem parâmetros para utilizar este sistema. Não existe um sistema de gestão ou gestores preparados para conduzir uma fila única de UTI de forma eficiente”, afirmou. Ele também disse que o segmento de saude se preocupa com a alta da sinistralidade. “A redução das cirurgias eletivas representam um alívio momentâneo, mas serão retomadas no segundo semestre, o que certamente causará uma sobrecarga do sistema.”

O foco da Agência Nacional de Seguros (ANS) tem sido o de manter o mercado em funcionamento. “A ANS fez uma série de ajustes para fazer face ao isolamento e apoiar a solvência das operadoras segue na pauta do setor e das operadoras.” 

Trindade também teme projetos que tirem o equilíbrio dos contratos. “Isso está muito claro nas apólices e as seguradoras vão seguir o que está escrito. Se tem cobertura indeniza. Se não, não indeniza”, reforçou. Idem Jorge Nasser, presidente da Federação Nacional de (FenaPrevi) e presidente da Bradesco Vida e Previdência e da Bradesco Capitalização. “Não podemos esquecer neste momento que o seguro sempre foi parte da solução. Esse olhar de longo prazo é vital. Precisamos preservar as instituições e seus direitos, bem como entender que estamos em momento de exceção. Precisamos de tempo, entendimento e de diálogo. Essa é grande contribuição do regulador neste momento. Disso depende a nossa capacidade para ofertar novos produtos à sociedade”, disse. 

Os participantes também estavam curiosos para saber mais sobre a posição das seguradoras em relação ao Sandbox, uma espécie de teste para novos produtos e serviços, regulamentada pelo órgão regulador. Por ser uma incubadora de insurtechs, o público queira saber o quanto isso pode impactar as seguradoras tradicionais. “Se o negócio for bom, será desenvolvido no mercado. Ou a empresa testada se junta a uma seguradora ou vai buscar um investidor. Trata-se, na minha opinião, de uma iniciativa saudável para criar novos nichos e formas de operar”, afirmou Trindade.

Sobre a tendência de homeoffice, todos foram unânimes em afirmar que a crise deixou todos mais pobres e isso faz com que todos tenham de se adaptar. A síntese é de que algumas companhias já usavam homeoffice e este processo vai se acelerar. Os escritórios vão encolher para balancear a receita menor, pois trabalham para dar resultado ao acionista. Com isso, o setor se prepara para mudanças tanto na forma de comercialização como também de produtos que atendam as novidades em riscos trazidas por funcionários trabalhando à distancia, entre eles os seguros para riscos contra ataques cibernéticos e também cobertura para equipamentos mais sofisticados instalados nas residências. 

Novo normal – Neste pós pandemia, ninguém sabe ao certo como será a nova sociedade. Mas todos foram unânimes em afirmar a importância do corretor de seguros. Os executivos afirmaram que o profissional precisa estar muito ativo junto aos clientes para saber como assessorá-los neste momento pós pandemia. “Nenhum sistema tecnológico tira do corretor a interação com o cliente. E estar ao lado deles neste momento, ajudando-os com os riscos da retomada, é fundamental”, afirmaram os palestrantes. Boa parte das perguntas aos palestrantes foi direcionada ao o “novo normal” dos consumidores para que se possa criar produtos e serviços adequados, principalmente em saúde, vida e previdência, bens patrimoniais e riscos financeiros, bem como a tendencia dos títulos de capitalização. “Há uma grande incógnita ainda com tudo. Os seguros intermitentes, por exemplo, hoje já em uso em seguro de carro. As pessoas podem passar a usar mais o carro para se protegerem do contato com outras pessoas. Será? Não sabemos”, comentou Coriolano. 

Trindade prevê que o setor passará por uma adaptação, sem grandes revoluções. “Nos todos vamos sair diferentes em função do gigantesco impacto social e econômico que o mundo passa, e vamos perceber a medida que a crise for sendo mais controlada”, comentou. Automóvel, incêndio, transporte e responsabilidade civil são as principais linhas de negócios no escopo da FenSeg. 

Entre os destaques em demanda e soluções no pós crise, Trindade citou seguros cibernéticos com um dos mais promissores, uma vez que o homeoffice traz um risco de conexão que precisa ser gerido de forma mais atenta. Ele também citou o seguro residência, que certamente terão coberturas mais completas com a tendência de homeoffice se consolidando.

O seguro para pequenas e médias empresas, segundo ele, tem um viés de que a crise torna claro a importância da transferência de risco para o setor, o que elevará a demanda pelos seguros empresariais. Incêndio e transporte permanecem com o mesmo perfil já consolidado, mas a incorporado de tecnologias para ajudar na precificação e assim trazer ganhos aos clientes que gerenciam melhor o seu próprio risco.

Outro produto citado por Trindade que deve se consolidar com o aumento de demanda e de concorrência é o seguro viagem. “Será praticamente obrigatório a compra por quem vai viajar, diante da consciência de que fatos totalmente fora do nosso controle podem causar perdas significativas”. 

Quanto a novos produtos, ele acredita que surgirão, principalmente os que usam índices paramétricos, que avançarão do seguro agrícola para outros segmentos. Em relação aos seguros intermitentes, aquele em que o segurado paga somente pelo tempo que usar, o executivo acredita que vieram para ficar. “Este tipo de seguro pode atrair um percentual da população interessa nesta modalidade em auto e residência. O tempo vai dizer como será essa experiência”. 

Segundo Nasser, os brasileiros percebem agora, mais do nunca, a importância do seguro, principalmente de vida e previdência, para mitigar as perdas que muitos estão tendo neste momento. “No novo “normal”, os negócios serão centralizados em ferramentas online, sem intervenção humana. “Qual será o papel do corretor consultor. Vão perder espaço? Para mim, esse novo cenário reforça a importância do corretor, como em muitos momentos da nossa história, como um agente de revolução. E agora com a responsabilidade de ser mais preparado ainda. Por isso, o mundo pós pandemia será mais conectado, com soluções práticas para a nossa operação e para os nossos clientes. Sairemos mais humanos e valorizando a relação humana. E mais uma vez ganha o corretor que agregar mais valor ao seu cliente”, afirmou. 

O presidente da FenaSaúde não acredita que haverá mudanças relevantes nos produtos de saúde que há são ofertados atualmente. Em 2019, o segmento vem reagindo a crise econômica que tirou milhares de pessoas da saúde suplementar com o lançamento de produtos mais acessíveis. Para ele, os grandes vencedores são as soluções digitais entre beneficiários e operadoras. “Ficou claro o salto que o sistema privado deu na digitalização. Também o homeoffice inovação para o setor e o que mais destaco é a telemedicina. Foi regulamentada às pressas e se tornou uma ferramenta de ajuda e suporte aos clientes, reduziu idas desnecessárias ao pronto socorro além de atuar rapidamente até mesmo no diagnostico do coronavírus. Certamente haverá ajustes, do ponto de vista regulatório e ética médica, mas a telemedicina veio para ficar”, segundo Amoroso. 

A capitalização está otimista com o pós pandemia. “Vejo boas mudanças na comercialização dos produtos, que certamente ganharão um formato mais digital e adesão dos corretores neste processo, como também maior demanda por títulos com garantia de crédito, como a fiança locatária”, afirmou Marcelo Farinha, presidente da Federação Nacional de Títulos de Capitalização (FenaCap), e diretor comercial da Brasilcap Capitalização. “A criatividade nasce da angústia e com ela a necessidade de refletir. Aqui temos de contar com a ajuda do regulador, para tornar o produto mais aderente a uma nova realidade de distanciamento social. Somos altamente regulados e temos de preparar as bases para o pós crise. Em fianças locatárias, por exemplo, é preciso reconhecer firma. Precisamos aceitar assinaturas eletrônicas, por exemplo. Entender que mudou precisa ser mudado do ponto de vista legal é uma pauta relevante do nosso segmento”, finaliza Farinha.

Corretores cadastrados terão carteira da Susep em celular

Com download gratuito, a inovação começa disponível via aparelhos com sistema operacional Android e é parte do novo sistema de registro da Susep, que já reúne 21.122 profissionais cadastrados

Fonte: Susep

Registro de corretor e carteira digital, pelo celular, na palma da mão. Esta é a mais recente facilidade que o novo sistema de registro de corretores da Susep leva aos profissionais do setor, a partir de 12/05/2020. A autarquia investiu em tecnologia de ponta, segurança da informação e na experiência do usuário para agilizar a vida do corretor neste momento de desafio da pandemia. A partir de agora, os profissionais podem fazer seu cadastro no celular, checar e compartilhar suas informações com clientes, além de ter à mão um canal direto com o órgão supervisor. Tudo de forma simples, online e gratuita.

Nesta primeira etapa, o app Corretores Susep está disponível para download para todos os aparelhos que operam o sistema Android e na próxima semana para os aparelhos da Apple. A carteira de habilitação digital da Susep viabilizará a identificação dos profissionais cadastrados na autarquia, com foto e o número do registro e será mais uma opção para manter o corretor diretamente conectado com a Susep.

“O aplicativo abre caminho para outras facilidades que a Susep pretende garantir por meio da tecnologia. A partir de agora, serviços como notícias, informações atualizadas e pesquisas de opinião, por exemplo, podem ser operacionalizados através do aplicativo”. Explica o chefe do Departamento de Tecnologia da Comunicação e Informação (DETIC) da Susep, Leonardo Brasil.

Leonardo Brasil explica que o objetivo é que o app também seja uma ferramenta de conexão entre o corretor e o consumidor. “Será possível usar o app para o cliente confirmar o registro do corretor na Susep. E haverá um QR Code exclusivo à disposição dos profissionais, que poderá funcionar como um cartão de visitas digital para o corretor e seus contatos” e no futuro aproveitado para outros processos de identificação do profissional.
Terão direito à habilitação digital da Susep os profissionais em situação regular no novo sistema de registro da Susep. O cadastro é gratuito e pode ser feito através deste link:

O recadastramento pode ser feito até o dia 31 de julho. A autarquia disponibilizou também um canal direto em seu site para dúvidas e sugestões de aprimoramentos: corretores@susep.gov.br.
A nova identidade digital do corretor de seguros é parte de um processo de modernização que a Susep vem implementando em todo o setor. Com esta iniciativa, evitam-se também os custos da emissão de um documento físico, além de permitir agilidade no envio e manutenção das habilitações para os corretores cadastrados.