XP compra plataforma DM10, marketplace que conecta corretores

Segundo o grupo, XP Seguros é a empresa que mais cresce no setor, segundo dados da FenaPrevi, e, em abril, liderou em captação líquida e portabilidade

Fonte: XP

A XP Seguridade, braço da XP Inc. que engloba todos os negócios de seguros da companhia (XP Seguros e XP Corretora de Seguros), anuncia a aquisição da DM10, um marketplace que conecta centenas de distribuidores autônomos aos melhores produtos de Vida e Previdência das seguradoras, agregando valor com tecnologia e treinamento.

Dessa forma, a XP amplia a sua presença comercial e a sua rede de distribuição no segmento, fortalecendo ainda mais a estratégia de Seguridade. Após um ano desde o seu lançamento, a XP Seguros é a empresa que mais cresce no setor, segundo dados da FenaPrevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida), e, em abril, liderou em captação líquida e portabilidade.

A XP espera conquistar na XP Seguridade o mesmo protagonismo atingido nos investimentos, democratizando o acesso a produtos de qualidade no segmento, que é ainda mais concentrado nos grandes bancos quando comparado ao mercado de produtos de investimento, e no qual há, também, uma grande presença de produtos inadequados e com altas taxas.

Fundada em 2007 pelo empresário Daian Moura, a DM10 possui presença em todo o território nacional e uma base de cerca de 1.000 profissionais ativos, que agora terão acesso a estrutura de produtos, suporte e tecnologia da XP. A empresa, a primeira do setor a oferecer uma plataforma de arquitetura aberta 100% digital, destacou-se nos últimos anos se posicionando como uma insurtech, apoiada pela qualidade da sua rede de corretores e pela construção, em conjunto com as seguradorasparceiras, de produtos previdenciários exclusivos e diferenciados.

Para Roberto Teixeira, sócio responsável pela XP Seguridade, o setor será transformado nos próximos anos a partir do atual cenário econômico, mudanças regulatórias e inovação. “O planejamento da aposentadoria não poderá ser construído sobre produtos de renda fixa com a taxa de juros SELIC no menor patamar da história. Nesse novo contexto, a Previdência Privada torna-se quase uma obrigatoriedade para qualquer carteira de investimentos de longo prazo. O Brasil deve realmente avançar para uma revolução no setor. Quando comparamos a penetração dos produtos aqui em relação a outros países existe ainda uma disparidade enorme”, diz. “Queremos fazer no mercado de Previdência Privada a mesma transformação que realizamos no setor de investimentos, valorizando o profissional de setor e, principalmente, os milhões de brasileiros que podem se beneficiar de produtos com qualidade superior.

“Para isso, a XP continuará investindo fortemente em tecnologia para ampliar a experiência digital do cliente e do corretor/parceiro de seguros, reforçando o seu ecossistema e oferecendo uma plena integração entre produtos de Seguros e com a plataforma de investimentos”, completa.

Para Daian Moura, CEO da DM10, a transação com a XP vai acelerar o acesso a investimentos de qualidade no mundo de Seguros. “Eu sempre acreditei na valorização do profissional do setor e é por isso que a nossa rede tem se destacado tanto nos últimos anos. Não tenho dúvidas de que os corretores parceiros continuarão sendo protagonistas e agora, com a XP, poderemos impactar milhões de brasileiros que ainda estão presos a produtos previdenciários ultrapassados ou pagando por seguros que não se adequam ao seu perfil e necessidades”, afirma.

A XP Seguridade é o braço da XP Inc. que engloba todos os negócios de seguros da companhia (XP Seguros e XP Corretora de Seguros). A XP Inc. é uma das maiores instituições financeiras do Brasil, dona das marcas XP Investimentos, Rico, Clear, Infomoney, Leadr e Spiti, entre outras. A companhia possui mais de 2 milhões de clientes e R$ 385 bilhões de ativos sob custódia. Nos últimos 19 anos, a empresa vem transformando o mercado financeiro brasileiro para melhorar a vida das pessoas, garantindo relações mais transparentes entre os clientes e as instituições financeiras.

O fechamento da operação está sujeito ao cumprimento de determinadas condições precedentes, incluindo a autorização prévia do Banco Central do Brasil, nos termos da regulamentação aplicável.

“CNseg Webinars” com presidentes do Sindseg do PR/MS, RJ/ES, RS e de SC abordou os impactos regionais da pandemia

Fonte: CNseg

O volume de vendas das seguradoras registrou queda de 21% em abril contra março deste ano e 26% em relação a abril de 2019. “Isso sinaliza que teremos um segundo semestre muito difícil. Mas como somos otimistas, sabemos que temos também muitas oportunidades para criar produtos que atendam às demandas criadas pela pandemia”, disse Marcio Coriolano, presidente da CNseg e diretor-presidente da Fenaseg na abertura do quinto encontro da série ‘CNseg Webinars’, responsável por fazer a mediação do evento que trouxe a visão dos presidentes dos Sindicatos das Seguradoras sobre o mercado de seguros na COVID-19.

O primeiro a trazer informações aos internautas foi Antonio Carlos Costa, presidente do Sindseg RJ/ES e diretor Regional da HDI Seguros, que comanda o sindicato que tem 12% de participação em vendas no mercado de seguros. Antonio Carlos Costa, do Sindseg RJ/ES, iniciou sua participação lembrando a situação em que o estado do Rio já se encontrava antes da pandemia, “recuperando-se de uma longa crise”, diferentemente do Espírito Santo que, segundo ele, “devido ao equilíbrio de suas contas, tinha uma expectativa de crescimento acima da média nacional para 2020”.

No primeiro trimestre, ambos estados apresentaram crescimento nas vendas. Mas em abril, com um mês completo de isolamento social, os dados mostram o impacto nas vendas. Em abril, números preliminares da Susep, já com o isolamento em todo o mes, o Rio registrou queda de 19% sobre março desde ano e 25% sobre marco de 2019. O Espirito Santo seguiu a mesma curva declinante em 18% e 29%, respectivamente. “Já começamos a sofrer bastante como citou Coriolano”, disse.

Costa destacou várias iniciativas das seguradoras para manter seus clientes, como desconto e facilidades aos corretores, mas “quando avaliamos a queda das vendas de carros novos, percebemos que falta matéria prima para os corretores trabalharem”. Também sugeriu que o serviço de telemedicina seja incorporado ao seguro residencial, como uma inovação que trará de fato um beneficio ao consumidor, bem como uma melhor comunicação do setor sobre explicar aos consumidores o que realmente tem cobertura ou não. “Certamente neste pós pandemia o consumidor demandará informações mais claras e objetivas”.

Como reflexos permanentes da pandemia no setor, Antonio Carlos afirmou estar notando a aceleração da digitalização de processos e canais. E prevê um aumento da demanda por seguros de crédito, viagem, D&O, garantia judicial, cibernético e “no show”. O Presidente do Sindseg RJ/ES alertou, ainda, para a necessidade de simplificação dos produtos e da comunicação, visto que, frente a incertezas, os consumidores desejarão entender cada vez melhor as coberturas que estão adquirindo.

Altevir Prado, presidente do Sindseg PR/MS e superintendente executivo regional Sul da Bradesco Seguros, destacou que a crise dramática que assola todo o Brasil não se repete em sua região Sul do país. Em MS 22 obitos decorrentes da Covid. Já o Paraná, estado mais populoso, apenas 243 obtidos, sem nunca passar de 50% dos leitos de UTI ocupados. “Esta realidade é uma das responsáveis por não termos tido uma queda tão acentuado como os índices nacionais”, comentou, ressaltando a vocação da região para o agronegócios. “A demanda dos produtos do agronegócios não caiu nem internamente como para exportação”.

Ele destacou que nenhuma seguradora “quis inventar a roda”. “Antes de lançar produtos inovadores, é preciso fazer bem feito o que já vinha em curso. E foi essa a nossa realidade”, citou. Em relação as facilidades implementadas para facilitar o dia a dia com a pandemia, como vistoria remota, ele espera que seja mantido, mas dependerá do comportamento da sociedade”.

Essa realidade, segundo Altevir, somada à forte vocação da região para o agronegócio, contribuiu para que não fosse observada uma queda tão acentuada na arrecadação do setor, como a ocorrida em outras regiões do país. E destacou: “O ‘show’ de tecnologia apresentado pelas seguradoras possibilitou a entrega de um atendimento ainda mais eficiente, por meio dos canais digitais, para corretores e clientes”. Sobre os impactos econômicos de longo prazo da pandemia no setor, Dias afirmou: “Historicamente, o mercado de seguros não acompanha necessariamente as ondas de queda dos demais, como o observado nas últimas três grandes recessões.”

Waldecyr Schilling, presidente do Sindseg SC e diretor comercial regional Sul da Zurich Seguros, ressaltou que Santa Catarina é um estado treinado para lidar com eventos aleatórios. “Tivemos apenas 177 óbitos por Covid-19 até o momento, o que mostra que o estado vem se comportando bem. Somos um estado acostumados a lidar com adversidade, como os tornados que nos causaram tantas perdas no passado”, citou.

O estado de Santa Catarina, diz Schilling, não apresentou queda nas receitas no primeiro trimestre de 2020. Também informou que o seguro de responsabilidade civil registrou, nesse período, crescimento de 56,6% – em relação ao mesmo período do ano passado- , e o de garantia estendida, 44%, “apesar de se prever uma queda a partir de abril, mas menor que a de outros estados”. Como tendências, o presidente do Sindseg SC aponta para o crescimento do seguro rural, “por força do agronegócio na região”; dos seguros cibernéticos, “uma vez que o Brasil é um dos principais alvos de ataques de hackers”, e dos seguros de automóvel, “com a cobertura intermitente”. Entretanto, alertou que os profissionais do seguro precisam se preparar para melhor atender e agregar mais valor ao consumidor, “cada vez mais informado, exigente e conectado”.

Segundo Guilherme Bini, presidente do Sindseg RS, o mercado segurador vai continuar crescendo devido à sua importância para a sociedade e para a economia. Segundo Bini, essa situação pôde ser bem demonstrada com a atual crise sanitária, devido ao pagamento das indenizações e, também, pela contribuição das seguradoas na instalação de leitos, doação de equipamentos e incentivo a pesquisas. No entanto, alertou: “A retomada não será fácil, sendo importante utilizar todo o conhecimento adquirido nesse momento de pandemia para melhor adaptar os produtos de seguro e os canais de atendimento às necessidades dos consumidores. “Nosso cliente é hibrido em termos de hábitos de consumo; alguns preferem os canais digitais e outros, não”, afirmou. 

Ativismos legislativo e judicial preocupam e podem levar ao abalo dos fundamentos do seguro

Lembrando que a Confederação Nacional das Seguradoras tem como uma de suas principais funções a interlocução do setor junto aos poderes constituídos, Marcio Coriolano alertou para outros desafios enfrentados nesse momento de pandemia, que são “a exacerbação dos ativismos judicial e legislativo”, com a existência de centenas de projetos de lei que pretendem ampliar as coberturas e responsabilidades do setor segurador. Coriolano enfatizou que o setor é extremamente técnico e tais decisões podem abalar os fundamentos do seguro, comprometendo a sua sobrevivência e, consequentemente, a proteção dos segurados. Entretanto, afirmou, além do forte trabalho da CNseg de explicar esses fundamentos aos poderes constituídos, há uma forte confiança no órgão regulador, “que está atento a essas questões”.

Ao finalizar o evento, o presidente da CNseg enfatizou: “A dificuldade será ultrapassada e o momento é de união para se alcançar o mesmo propósito”.

A gravação do webinar está disponível no portal cnseg.org.br

Susep publica norma sobre capitalização

Fonte: Susep

A Susep divulgou, hoje, a Resolução CNSP nº 384/2020, que dispõe sobre operações de capitalização. O documento converte em resolução do CNSP as disposições normativas da Circular Susep nº 569/2018. O principal objetivo da norma é melhorar a conduta do mercado de capitalização, dando maior transparência ao consumidor e, em particular, ampliando a ajuda financeira para as entidades filantrópicas de forma clara e adequada, inclusive com a criação de uma modalidade específica para esta finalidade denominada filantropia premiável.

Icatu recebe gestores da AZ Quest em sua live semanal

Em um ano sem precedentes no cenário econômico como 2020, a diversificação se mostrou uma saída fundamental para não sofrer perdas durante uma realidade desafiadora

Fonte: Icatu

A Icatu recebeu nesta quarta-feira, em sua live semanal, os gestores da AZ Quest. Alexandre Silverio, Bernardo Zerbini, Eduardo Carlier e Sergio Luiz da Silva apresentaram suas perspectivas em relação ao cenário econômico atual e a importância da diversificação dos investimentos e adequação ao perfil do investidor para uma estratégia bem-sucedida nas finanças. 

Para Alexandre, o fato da AZ Quest contar com fundos de estratégias variadas facilita a tomada de decisão num cenário de longo prazo, que é fundamental para um investidor de previdência. Além disso, em um ano sem precedentes no cenário econômico como 2020, a diversificação se mostrou uma saída fundamental para não sofrer perdas durante uma realidade desafiadora. 

Gestor de renda fixa da casa, Sergio Luiz explicou um pouco sobre como os fundos atuam em um cenário de juros tão baixos como o atual. “A grande desafio é tentar precificar por quanto tempo o Banco Central deixa os juros inalterado, se ele vai subir, o quanto vai subir. Isso vai gerando oportunidades ao longo da curva, aonde fazemos apostas com base no nosso cenário macroeconômico para capturar as melhores oportunidades”, explicou. 

Eduardo acredita que ainda é preciso ter respostas ao longo do tempo para desenvolver um cenário mais estável, mas um dos aprendizados que a crise já trouxe é a importância de saber alocar os ativos de risco para conseguir aproveitar as oportunidades. 

Sobre a análise do desempenho da bolsa, Eduardo é prudente. “Acho que o movimento de alocação veio para ficar, mas é preciso de temperança ao atuar no mercado, por que tão impressionante quanto a queda, tem sido também a alta. O ideal seria termos um cenário com menos volatilidade e um caminho estrutural mais claro no Brasil. A vida na renda variável é um horizonte bem construtivo de médio e longo prazo, mas dado a novidade da última crise, teremos que ter cuidados”, afirma Eduardo. 

Para o investidor de longo prazo que está olhando para os preços e pensando no que fazer, é preciso entender o objetivo, o prazo em que vai ter a alocação e buscar a diversificação.  O momento ideal de investir ocorre ao longo do tempo, com a construção de uma carteira diversificada. Para Alexandre, a grande dica para os investidores atualmente é “se atenha ao que você enxerga de risco e vá fazendo a sua alocação ao longo do tempo”, concluiu. 

Motoristas de aplicativo têm acesso facilitado ao seguro de vida com auxílio da tecnologia

seguro de vida

Atentas ao mercado, a startup O2OBOTS e a MAG Seguros disponibilizam seguro de vida exclusivo para motoristas de aplicativo e apostam em crescimento no 1º semestre

Fonte: O2OBOTS

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que há hoje, no país, mais de 1,1 milhão de motoristas de aplicativo. Estes profissionais têm esta atividade como única fonte de renda para garantir o sustento familiar. Expostos a diversos riscos no dia a dia de sua atividade, os motoristas estão buscando respaldo em um seguro de vida diferenciado e de fácil contratação que oferece, dentre outras possibilidades, cobertura para perda de renda por incapacidade temporária como medida de proteção.

A inovação é da insurtech O2OBOTS em parceria com a MAG Seguros (antiga Mongeral Aegon), responsáveis por lançar o primeiro seguro de vida com coberturas exclusivas para motoristas de aplicativo do país, vendido por meio do WhatsApp e Facebook Messenger. Já utilizado por grupos de motoristas de aplicativo testados pela startup, agora o seguro começa a ser distribuído para os primeiros 10 mil motoristas pertencentes a aplicativos regionais de mobilidade urbana, concorrentes dos líderes de mercado Uber e 99.

A procura de seguro de vida por motoristas de aplicativos tende a manter-se em alta nos próximos meses ao passo que mais pessoas, assim como na última crise econômica brasileira, devem buscar nesses aplicativos uma possibilidade de ganhar dinheiro diante da redução salarial e da perda de empregos. Segundo a Organização Internacional do Trabalho a ameaça à força de trabalho atinge hoje mais de 140 milhões de pessoas na América Latina e Caribe. Somente no Brasil a Covid-19 pode deixar 12,6 milhões de pessoas desempregadas e elevar a taxa de desemprego de 12% para 23,8%, conforme estudo do Ibre/FGV.

O interesse pelos seguros de vida individual entre os motoristas de aplicativo surge justamente nesse momento de preocupação e cuidados com o futuro pensando na segurança da família. Na retomada gradual de diferentes setores econômicos, a expectativa é que parte da população prefira o transporte particular e motoristas de aplicativos para evitar o uso de meios de transporte coletivos – ônibus, metrô e trem.

Ainda recente no país, esta modalidade de seguro exclusivo para os motoristas de aplicativo entrou em operação pouco antes do surto de coronavírus numa iniciativa inédita da startup O2OBOTS e a MAG Seguros (antiga Mongeral Aegon), que firmaram parceria no programa de aceleração BNDES Garagem. Juntas, as companhias ensinaram a plataforma de inteligência artificial “Segurobot” a vender online os seguros da MAG pelo WhatsApp e o Facebook Messenger, com foco na proteção individual e familiar deste nicho de profissionais.

A tecnologia lançada pela Insurtech demanda apenas a resposta para duas perguntas – data de nascimento e renda mensal – para a apresentação das cotações de seguro aos usuários e, em caso de contratação, o tempo total estimado de cada operação é de apenas sete minutos, usando o WhatsApp. Para configurar o seguro de vida, a inteligência artificial combina coberturas de perda de renda por incapacidade temporária, doenças graves, internação hospitalar e assistência funeral familiar. O seguro promove também quatro sorteios mensais, cada um no valor de R$ 10 mil, com mensalidades acessíveis.

De acordo com Leonardo Rochadel, CEO da O2OBOTS, o lançamento deste seguro na plataforma ocorreu em momento oportuno: acredita-se que nos próximos cinco anos o mercado segurador deve gerar R$ 95 milhões em prêmios, somente com o nicho de motoristas de aplicativo. “O mercado de seguro de vida está frente a uma das maiores oportunidades dos últimos 200 anos! Nunca a população esteve sujeita a uma mudança de comportamento tão brusca e nunca esteve tão sensível e pensando tanto em proteger a família”, afirma.

“As companhias combinaram coberturas para criar um produto fácil de entender e criaram uma jornada rápida de contratar. As interfaces de conversação foram desenvolvidas e ajustadas para oferecer uma experiência digital enriquecedora para os clientes, contando com o atendimento consultivo de Corretoras de Seguros, integradas na plataforma e credenciadas pela Seguradora”, completa Rochadel sobre a iniciativa.

Inovação – Além do impacto social causado pela ampliação da população com cobertura de seguro de vida, a inovação também demonstra uma contribuição importante à aceleração do processo de digitalização do setor para atender diferentes nichos massificados. Para Luciano Périco, diretor de Afinidades e Novos Negócios da MAG Seguros, o momento agora é de facilitar o acesso aos produtos de proteção. “Buscamos oferecer uma proteção para os motoristas de aplicativos e criamos um seguro fácil de entender e tão rápido de contratar que pode ser feito até com o WhatsApp, especialmente em um momento em que todos estão preocupados em proteger suas famílias”, explica.

Segundo Leonardo Rochadel, foi desenhado um modelo de negócios inovador, em conjunto com a seguradora, para viabilizar um mecanismo “indique e ganhe”, que estimula a recomendação do seguro nos grupos de motoristas de aplicativo e recompensa os usuários que indicam com valores financeiros (“cash-back”). Quando as pessoas estão satisfeitas com a proteção, elas promovem para os mais próximos e essa agenda positiva pode ajudar a proteger muitas famílias que dependem dos rendimentos gerados a partir desta atividade.

O executivo da MAG Seguros aponta que a estratégia da seguradora de investir em inovação nos últimos anos já apresenta resultados. O brasileiro mudou o seu comportamento em relação ao seguro de vida e o uso da tecnologia está sendo fundamental para esse novo momento. Com faturamento de R$ 1,4 bilhão em 2019, a MAG Seguros apresenta um crescimento médio anual de 22% na última década e alcançou um incremento de 17% em receita no primeiro trimestre deste ano.
A O2OBOTS registrou na última semana de abril aumento de 167% no número de pessoas que iniciaram a jornada de contratação de seguro de vida por meio de sua plataforma de inteligência artificial e, em março, teve faturamento 233% superior ao mesmo mês no ano passado.

MAG Live traz perspectivas da economia brasileira na pandemia

MAG Seguros CORONAVIRUS

Debate promovido pela MAG Seguros trata dos impactos econômicos e riscos ficais durante e após o coronavírus 

A nova edição da MAG Live, realizada nesta quarta-feira (10/6), abordou as várias medidas econômicos tomadas pelo Governo durante a pandemia e os riscos fiscais envolvidos. O debate contou com a participação de especialistas reconhecidos no mercado como o Subsecretário de Planejamento Estratégico da Política Fiscal do Tesouro Nacional, Pedro Jucá Maciel, a Consultora e Doutora em Economia pela USP, Zeina Latif e a estrategista da MAG Investimentos, Patrícia Pereira. O fórum apresentou as preocupações que a pandemia da Covid-19 tem causado à economia brasileira e os riscos fiscais gerados por ela. 

O Subsecretário Pedro Jucá ressaltou as dificuldades que o país tem enfrentado e a preocupação em investir nas prioridades da sociedade no atual momento. “O Brasil nunca ampliou tanto suas dívidas e recursos para suprir as necessidades dos brasileiros como nesta pandemia. Em 2020, houve um choque nas despesas enquanto as receitas estão caindo. Vamos ter que pagar essa conta no futuro. Esse é o nosso desafio. Não podemos conviver com esse déficit por muito mais tempo”, comentou. 

Jucá reforçou a necessidade de se realizar um reajuste na dívida bruta e nas despesas do país. “O espaço para novas despesas está bastante limitado no Brasil. É importante entendermos que as medidas tomadas para combate à Covid-19 são temporárias e que não podem se tornar fixas. O país, assim como todos os outros emergentes, sairá enfraquecido da pandemia, mas conseguiremos cumprir nosso teto de gastos até o fim desse governo”, revelou o Subsecretário. 

A economista Zeina Latif fez uma análise ampla dos impactos da pandemia sob o ponto de vista econômico. “Estamos falando de uma crise severa, que machuca muito o setor produtivo e não existe volta rápida da economia nesse momento, pois o país sairá muito enfraquecido da pandemia. O setor da indústria é o que mais me preocupa”, sentenciou. “Ter uma ancoragem macroeconômica significa reforçar a necessidade de reformas. As reformas que a gente estava discutindo lá atrás pré-pandmeia se tornaram ainda mais urgentes. Só dá para equilibrar deterioração fiscal de um lado, e garantir ambiente macroeconômico e recuperação, se a gente enxergar que o Governo tem uma agenda de ajuste fiscal e que ele é exequível. Quer dizer, se há condições políticas. Tem plano e tem capacidade de execução. É isso que os mercados monitoram e o que vai ser essencial para a gente avaliar o comportamento da curva de juros lá na frente”, completou 

A respeito das preocupações do mercado financeiro, a estrategista Patrícia Pereira pontuou a importância da prudência. “Quando falamos sobre a melhora substancial do mercado de meados de maio para cá, é importante tratarmos com muita cautela. Conforme Jucá ressaltou, a preocupação do mercado é que as despesas relacionadas às medidas tomadas neste período de pandemia escorreguem para o ano de 2021. Por isso, o mercado vem agindo com cuidado”, finalizou a estrategista. 

Ao encerrar, o Subsecretário ressaltou que o país tem possibilidade de recuperação, ainda que não imediata, mas ela acontecerá de forma equilibrada. “Poucas mudanças podem trazer grandes retornos. Se conseguirmos resolver o setor fiscal e avançarmos na agenda de melhorias de negócios e estabilidade fiscal, o Brasil tem tudo para decolar. Nós temos uma demografia favorável e graças a isso ganhamos uma oportunidade, que não é eterna. Isso nos dá tempo para analisarmos o que deu certo no mundo e tentarmos copiar”, finalizou Jucá. 

Artigo: A pandemia e o imperativo do resseguro estatal

Maior crise econômica desde a grande crise de 1929 reabre o debate sobre a necessidade do resseguro público no Brasil

por Ernesto Tzirulnik e Vítor Boaventura*

Nos últimos três anos, a sociedade brasileira assistiu atônita à materialização de grandes riscos. Com frequência assustadora, as enchentes e os deslizamentos de terra assolaram o Brasil. Com os incidentes de Brumadinho e Mariana, nas Minas Gerais, e o misterioso derramamento de óleo na costa brasileira, a figura se completa: a sociedade brasileira vive, no cotidiano, os efeitos da ocorrência de riscos catastróficos. 

Não bastassem os riscos que a recorrência parece condenar à inevitabilidade, atualmente, vivenciamos a materialização de outros riscos, igualmente latentes e recorrentes (pensemos por um momento na dengue e no zika): aqueles decorrentes da situação de pandemia, desta vez do novo coronavírus (SARS-CoV-2). A propagação rápida e a letalidade da COVID-19 (a doença provocada pelo novo coronavírus) ampliaram de maneira substancial a consciência coletiva para esses riscos. Sobretudo porque, no espectro do porvir, seja em decorrência da crise climática ou não, outras pandemias podem acontecer, além de riscos de outras naturezas, com impactos potencialmente tão devastadores quanto aqueles decorrentes da pandemia. Entre os novos riscos que tiram o sono da humanidade estão os cibernéticos e os de terrorismo. 

O impacto da pandemia sobre o convívio cotidiano e a atividade econômica, assim como a citada materialização de riscos catastróficos, como os decorridos de um “cenário de pandemia”, dos riscos cibernéticos e do terrorismo, trazem desafios substanciais a seguradores, resseguradores e retrocessionários. A frequência com que os riscos de grande magnitude têm ocorrido no Brasil, e no mundo, incita o debate aprofundado, e despido de matizes da polarização ideológica, a respeito do financiamento da atividade seguradora e resseguradora, com o objetivo de resguardar o interesse público na regular prestação desses serviços financeiros para a sociedade, sobretudo em ‘tempos tormentosos’, seja para a mitigação das consequências da materialização de um risco, seja para evitar a sua ocorrência. 

O paradigma de que seria possível, através da liberalização econômica do mercado de seguros e resseguros brasileiro, garantir às empresas e indivíduos da sociedade brasileira recursos suficientes para o desenvolver de um modelo funcional de cobertura para todos os riscos que se fizerem necessários, pode estar ameaçado pela profunda recessão global – a maior desde a grande crise de 1929 –, e também pela natureza dos riscos contra os quais a sociedade busca, e progressivamente buscará, proteger-se. 

O mercado de seguros é fortemente regulado, e para cada risco que os seguradores desejarem cobrir, precisam cumprir rígidas regras de solvência. Por exemplo, para cada risco coberto, os seguradores devem proceder provisões técnicas, além de estarem limitados, na sua capacidade de acumulação de um risco isolado, pelo seu chamado ‘patrimônio líquido ajustado’. A alternativa disponível aos seguradores para superarem limitações regulamentares de acumulação de risco é a contratação de ‘resseguro’, que é “o seguro do seguro”. 

No Brasil, até o ano de 2007, havia um monopólio estatal de resseguros, visto como positivo para muitos, com muitas críticas por outros. Independentemente da correição ou equívoco da decisão, naquele ano, o Congresso Nacional e o governo acordaram a liberalização do mercado de resseguros no Brasil: o então monopolista Instituto de Resseguros do Brasil (IRB) foi privatizado, e o mercado brasileiro encontra-se aberto para a presença de grupos resseguradores nacionais e internacionais. Tudo leva a crer, portanto, que o mercado estaria pronto e fortalecido para enfrentar grande teste de stress.

A pandemia, a crise econômica e a necessidade do seguro

Desde a liberalização, os mercados segurador e ressegurador nacionais se desenvolviam com bastante vigor financeiro, embora tenha-se observado, sobretudo nos chamados “seguros de grandes riscos”, o paulatino achatamento das coberturas, com a depressão do conteúdo dos contratos em desfavor dos segurados. A saúde financeira das empresas promete ser capaz de dar conta de superar a crise causada pela pandemia do novo coronavírus – porém há algumas bandeiras de alerta sendo levantadas. 

Na perspectiva do mercado segurador, o aumento imprevisto de um determinado risco, concentrado em um produto específico de suas carteiras, não é financeiramente relevante. No caso particular da pandemia de COVID-19, contudo, a cada dia se eleva a preocupação, por parte de seguradores e resseguradores em todo o mundo, sobre a possibilidade de serem compelidos a indenizar clientes pelos danos causados pelas ‘consequências pandêmicas’[1], especialmente em relação às coberturas de lucros cessantes, seguros de crédito, e adiamentos e cancelamento de eventos, como grandes torneios esportivos internacionais – caso de Wimbledon[2] e Olimpíadas[3] – e artístico-culturais. 

Essa percepção se eleva, e se projeta também sobre o cenário do pós-crise, na medida em que se amplia a compreensão dos impactos das imprescindíveis políticas de isolamento social para contenção da pandemia sobre a atividade econômica do mundo. O Fundo Monetário Internacional (FMI), por exemplo, projeta uma recessão global de, pelo menos 3% para o ano de 2020, a maior desde a Grande Depressão[4]. 

Nesse ambiente de elevada pressão, haverá, por parte das empresas, como resultado da assimilação das consequências econômicas e psicológicas da pandemia, uma maior demanda por coberturas mais amplas e completas. Por sua vez, muitos seguradores podem passar a evitar a comercialização de determinadas linhas de coberturas e incluir disposições contratuais com o objetivo de ilidirem-se de responsabilidades decorrentes de circunstâncias de pandemia. 

O pós-pandemia e a recuperação da economia nacional

No mundo pós-pandemia, não é improvável que se observe um desequilíbrio entre a oferta nacional e internacional de resseguro e a demanda dos seguradores locais, que precisariam recorrer a esse serviço para que possam atender às demandas sociais, sobretudo de países periféricos, como o Brasil, por coberturas mais amplas. Nesse contexto, eventual redução da oferta ao mercado segurador nacional – baseado nos resseguradores privados, nacionais e internacionais, desde a mencionada liberalização do mercado de resseguros e quebra do monopólio estatal em 2007 – pode resultar duplamente: i) da profunda recessão global, prevista como a maior desde a grande crise de 1929; ii) da reformulação dos produtos de cobertura, como resposta à novas coberturas por parte dos consumidores, ou para o cumprimento de atos normativos. 

Com efeito, as seguradoras podem enfrentar dificuldade em contratar resseguro, assim inviabilizando coberturas que seriam muito importantes durante a retomada da economia, quando passada a fase mais crítica do isolamento social. 

Quando se constata tão claramente a possibilidade de existir um problema distributivo em um produto revestido de essencialidade para a recuperação da economia nacional e a socialização dos riscos mais sensíveis à humanidade, justifica-se a intervenção regulatória, pelo Estado, apta a reequilibrar a balança e garantir funcionalidade ao produto, à sua distribuição e ao preço. Historicamente, cenários semelhantes justificaram variadas formas de intervenção através de ferramentas de regulação estatal no Brasil e no mundo. 

Algumas vezes, a intervenção se dedica ao desenho institucional para garantir a oferta do produto, sua padronização e a universalização da cobertura, sendo o seguro DPVAT um exemplo salutar. Em outros momentos, o Estado entra em campo para não apenas garantir a oferta, como para subsidiar parte do pagamento das indenizações, de maneira que o mercado segurador não tenha, sozinho, que acumular esse risco, cuja mitigação dos efeitos interessa a toda a sociedade. Um exemplo desta última maneira de intervenção, atualmente, são os seguros rurais – ferramenta crucial para a socialização dos riscos do campo e de atingimento dos objetivos da política agrícola – que tem indenizações subsidiadas em elevados percentuais pelo Estado brasileiro. 

No caso particular dos seguros rurais, cabe destacar, a intervenção do Estado precisou ultrapassar a fronteira normativa para, diretamente através da disponibilização de recursos, financiar esta linha de produtos. Isto se deve ao fato de os seguros rurais oferecerem uma série de riscos econômicos aos seguradores, como a simultaneidade com que ocorrem os sinistros – um evento de estiagem prolongada, por exemplo, provoca a quebra de diversos produtores de uma mesma região – além de custos envolvidos com a capilaridade no território, todos exemplificativos do porquê é inviável manter o equilíbrio entre oferta, demanda, conteúdo e preço do produto sem a intervenção estatal. 

Como os grupos resseguradores podem apresentar padrões estritos de assunção de riscos, e não partilhar do interesse da sociedade em um determinado produto, podem decisivamente influenciar sua comercialização ou a reformulação do seu conteúdo. Não à toa, no dia-a-dia do mercado segurador não é incomum ouvir-se que “quem controla o resseguro controla o seguro”.

Sendo o caso de o mercado segurador padecer do enxugamento dos canais internacionais de recursos em decorrência da depressão econômica, deve o Estado brasileiro pensar em uma solução. Isto porque, novamente, no momento de retomada da economia, durante a necessária reconstrução da indústria nacional, a oferta de seguros assumirá um caráter de essencialidade. 

Nessa hipótese, não se afigura outra possibilidade senão a de o Estado assumir a sua cobertura, seja diretamente, por subsídio ao seguro, seja indiretamente, através da criação de fundos de resseguro para garantir disponibilização de um determinado seguro. Foi isso que se observou, nos Estados Unidos, após os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001, com a aprovação, pelo Congresso americano, do Terrorism Risk Insurance Program (TRIP), recentemente estendido até 2027. 

O TRIP é financiado e administrado diretamente pelo Departamento do Tesouro norte-americano, e garante recursos para a operacionalização de coberturas contra terrorismo. Igualmente, o programa Pool Re foi uma cooperação do estado britânico com a indústria de seguros para garantir cobertura por danos causados por atos terroristas em meados dos anos 1990. Na Alemanha, a solução para a cobertura de danos ligados ao terrorismo foi a Extremus, um produto securitário lastreado por uma garantia estatal, que oferece às empresas proteção contra os grandes riscos relacionados com o terrorismo (incêndio e interrupção das atividades, acima de 25 milhões de euros). 

A pandemia de COVID-19 já fez irromper a demanda por uma solução estatal para lidar com a dificuldade de oferta de produtos com a amplitude e conteúdo requeridos pelas empresas nos Estados Unidos, onde já circula, no Congresso Nacional, a minuta do que será o Federal Pandemic Risk Reinsurance Program[5]

A ABGF como alternativa

No Brasil, uma alternativa palatável e de fácil implementação seria dar forma a uma linha de cobertura contra a materialização de grandes riscos relacionados às circunstâncias excepcionais de uma pandemia através da Agência Brasileira Gestora de Fundos e Garantias (ABGF)[6], uma empresa pública cuja finalidade é “administrar fundos garantidores e prestar garantias às operações de riscos diluídos em áreas de grande interesse econômico e social”[7].

No seu nascimento, a ABGF representou uma tentativa de governo e Congresso reverterem as dificuldades enfrentadas por algumas empresas nacionais ao pleitear a cobertura de riscos, que resultaram do afastamento do Estado brasileiro das relações securitárias, de que foi significativa a abertura do mercado de resseguros. Isto ocorreu porque os governos que se sucederam no poder desde a redemocratização do Brasil, seguidamente subestimaram a necessidade da articular seguro, resseguro e políticas de Estado. Nesse período, decisões de política securitária foram tomadas em descompasso com o texto constitucional, tendo sido abandonado por completo o objetivo de se estruturar o sistema financeiro de modo a “promover o desenvolvimento equilibrado do País e a servir aos interesses da coletividade” (art. 192, da CF/88). 

Quando existente, essa articulação proporciona ao setor produtivo uma cesta de proteção contra riscos, em processo devidamente orientado, inclusive estrategicamente, como fruto da convergência entre as políticas industrial e securitária: exatamente o que o Brasil precisará no dia seguinte ao crepúsculo da tragédia Covid-19. Como resultado desse ambiente positivo, proporcionado pela articulação entre seguro, resseguro, e políticas de Estado, o apetite por investimentos e a competitividade internacional das nossas empresas ficaria fortalecido. 

A inexistência da articulação, por sua vez, condenou as empresas nacionais ao arbítrio de grupos resseguradores internacionais, seja para a precificação, seja para o pagamento de indenizações. E, para piorar, percebeu-se, com o tempo, que não são as empresas consumidoras de seguros as únicas presas da savana que se tornou o mercado brasileiro nos últimos anos. Também os terceiros beneficiários, caso das populações locais afetadas pelo rompimento das barragens de Mariana e Brumadinho, parecem ficar reféns do apetite financeiro dos resseguradores. E, agora, estão em risco as empresas nacionais diante de uma eventual renitência seguradora no pagamento de indenizações.

Recentemente, a ABGF está a apoiar linhas de seguro de crédito à exportação, e também dedica-se à administração do Fundo de Estabilidade do Seguro Rural (FESR), que justamente tem por objetivo “manter e garantir o equilíbrio das operações do seguro rural no país e atender à cobertura suplementar dos riscos de catástrofe, inerentes à atividade rural”. 

Contudo, a ABGF – instrumento com grande potencial e à disposição do Estado brasileiro – consta no rol de empresas públicas a serem privatizadas pelo governo federal. A opção por vender a Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias demonstra pouca sensibilidade da equipe econômica do governo para as questões estratégicas e de interesse nacional ligadas ao setor produtivo. Caso mantida, mesmo durante e após a pandemia, representará a absoluta renúncia ao compromisso de defesa da economia nacional – digna de assustar até mesmo os Chicago oldies[8]

NOTAS

[1] Bueno, Denise. ‘Executivos do mercado segurador mundial temem obrigatoriedade em cobrir perda de lucro por Covid-19’. Sonho Seguro (online). Publicado em 16/04/2020, às 15:50. Disponível em: https://www.sonhoseguro.com.br/2020/04/executivos-do-mercado-segurador-mundial-temem-obrigatoriedade-de-cobrir-perda-de-lucro-por-covid-19/??utm_campaign=onesignal&utm_medium=web&utm_source=push-notification.> último acesso em 21/04/2020

[2] Togoh, Isabel. ‘Report: Wimbledon’s Organizers Set For a $141 Million Payout After Taking Out Pandemic Insurance. Forbes (online). Publicado em 09/04/2020, às 07:17. Disponível em: https://www.forbes.com/sites/isabeltogoh/2020/04/09/report-wimbledons-organizers-set-for-a-141-million-payout-after-taking-out-pandemic-insurance/#52d7c15a29f6> último acesso em 21/04/2020. 

[3] Zainab, Noor. Cohn, Carolyn. ‘Insurers could lose billions if coronavirus prompts Olympics cancelation’. Reuters – Business News. Publicado em 28/02/2020. Disponível em: https://www.reuters.com/article/us-olympics-2020-coronavirus-insurance/insurers-could-lose-billions-if-coronavirus-prompts-olympics-cancelation-idUSKCN20M1YD > último acesso em 21/04/2020.

[4] Dados extraídos do IMF DataMapper, com previsão atualizada do dia 20/04/2020. Disponível em: https://www.imf.org/external/datamapper/NGDP_RPCH@WEO/OEMDC/ADVEC/WEOWORLD.

[5] Hood, David. Beyoud, Lydia. ‘House Democrats Mull Insurance Program for Virus-Stricken Companies’. Bloomberg Law . Publicado em 09/04/2020. Disponível em: https://maloney.house.gov/media-center/in-the-news/house-democrats-mull-insurance-program-for-virus-stricken-companies > último acesso em 21/04/2020.

[6] E, em igual sentido, replicar-se este modelo para o oferecimento de cobertura contra ataques cibernéticos), e às consequências da materialização dos riscos catastróficos relacionados, sobretudo, com a atividade mineradora, a prospecção de petróleo e gás, entre outros. 

[7] https://www.abgf.gov.br/sobre/quem-somos/

[8] No seu discurso de posse, o Ministro da Economia Paulo Guedes assim declarou: “Nós vamos privatizar, nós vamos descentralizar os recursos para Estados e municípios e nós vamos apoiar a área social porque os Chicago oldies nunca tiveram só essa face da estabilização, do regime fiscal, monetário, câmbio flexível, Banco Central independente. Eles sempre tiveram a outra face também, do capital humano. A importância do investimento em saúde, educação, o voucher educação, o foco de 0 a 9 anos, é aí que o cidadão é formado ou se perde. É o ser humano que é formado de 0 a 9 anos. Então, essa ênfase de 1 lado dos conservadores na família, na importância de uma educação adequada e do lado dos liberais a ideia de investimento massivo em capital humano é transformadora, é libertadora”. Disponível em: https://static.poder360.com.br/2019/01/Discurso-Paulo-Guedes-1.pdf, na p. 7. Último acesso em 21/04/2020.

* Ernesto Tzirulnik: Advogado, Doutor em Direito Econômico pela Faculdade de Direito da USP, Presidente do Instituto Brasileiro de Direito do Seguro – IBDS, Coordenador da comissão de juristas e técnicos que elaborou o anteprojeto de Lei de Contrato de Seguro (PLC 29/2017).

Vitor Boaventura: Advogado, membro do Instituto Brasileiro do Direito do Seguro – IBDS. Mestre em Regulação pela London School of Economics and Political Science (Reino Unido).

Executivos da Generali Brasil assumem novas funções estratégicas

Fonte: Generali

A Generali Brasil segue focada em sua estratégia de desenvolver suas áreas de negócios para se tornar a melhor seguradora em Massificados e Vida em Grupo do país. Por isso, nos últimos dias, três executivos de carreira assumiram novas posições na companhia: Claudia Papa é a nova Vice-Presidente Comercial e Head de Marketing, Conrado Gordon assume a Diretoria Técnica e Alexandre Muniz, a área de Sinistros.

“Além de explorar novas rotas de crescimento no mercado de massificados, consolidando parcerias estratégicas – com bancos de nicho, telecom e importantes redes de varejo – queremos  liderar a inovação do mercado brasileiro aproveitando a experiência do Grupo para nos tornarmos cada vez mais digitais”, comenta Andrea Crisanaz, CEO da Generali Brasil.

Claudia Papa assume a Vice-Presidência Comercial e é a nova Head de Marketing 

Formada em Marketing, a executiva está na Generali desde 2012 e atua no mercado de seguros há mais de 20 anos. Com larga experiência em diversos países da América Latina, contribuiu para a estruturação e desenvolvimento da área de Massificados para região das Américas e Sul da Europa. Hoje desempenha a função de Vice-Presidente Comercial & Marketing e é responsável pela estratégia de Novos Negócios e pela de Marketing da Generali no Brasil. Claudia tem a missão de tornar a Generali a melhor seguradora em Massificados e Vida em Grupo do país.

Conrado Gordon assume a Diretoria Técnica 

Formado em Administração de Empresas, atua no segmento de seguros há mais de 20 anos. Com passagem pelos maiores grupos seguradores Internacionais, ocupou posições regionais de liderança na América Latina e Caribe. Na Generali desde 2016, contribuiu para a estruturação e desenvolvimento da área de Massificados para região das Américas e Sul da Europa. Nesta nova etapa, Conrado assume como Diretor Técnico, tendo como responsabilidade a estratégia de subscrição e precificação, desenvolvimento de produtos, governança técnica e gestão do portfólio.

Alexandre Muniz, Diretor de TI e Operações, assume também a Diretoria de Sinistros

Alexandre Muniz é mestre em Administração pela EBAPE/FGV e graduado em Ciências Econômicas pela Universidade Federal Fluminense. Possui MBA em Gestão de Seguros e Resseguros pela Escola Nacional de Seguros e também atua como professor da pós-graduação em Administração da FGV/RJ. Com mais de 20 anos de experiência profissional, é um executivo que atuou em posições de destaque no mercado brasileiro de seguros e em grandes empresas de consultoria internacionais, especialmente na Europa. Na companhia desde 2018, vem contribuindo decisivamente para a inovação tecnológica e transformação digital da Generali Brasil, em parceria com a Generali Itália. Atualmente, é responsável pelas áreas de Tecnologia, Operações e Sinistros, suportando todos os produtos e canais da empresa.

Viva Previdência tem resultados positivos, apesar da forte instabilidade nos mercados financeiros

Fonte: Viva Previdência

A Fundação Viva de Previdência, Entidade Fechada de Previdência Complementar (EFPC), obteve resultados financeiros acima da expectativa nos primeiros cinco meses do ano, apesar da instabilidade nos mercados, principalmente a partir de março, com a paralisação da economia em função da pandemia da Covid-19. A Viva Previdência tem um patrimônio de cerca de R$ 3 bilhões e uma carteira de aproximadamente de 50 mil clientes em todo o país.

Embora os principais planos da Viva tenham obtido rentabilidade ligeiramente negativa no período, os números foram superiores aos resultados no mercado de ações, onde a fundação tem pouco mais de 17% de seus investimentos. Enquanto o Ibovespa registrou queda de 24,4% de janeiro a maio, o plano Viva de Previdência e Pecúlio, o maior da fundação, com quase 49 mil participantes, caiu apenas 1,74% no período. Em 12 meses, de junho de 2019 e maio de 2020, o rendimento foi positivo em 5,09%.

Já a rentabilidade do plano Viva Empresarial foi negativa em 4,42% nos primeiros cinco meses, mas manteve-se positiva em 3,98% em 12 meses. O plano Viva Futuro, o mais novo da entidade, teve ganho de 1,33% de janeiro a maio e ainda não tem um histórico de 12 meses.

Segundo Silas Devai Jr., diretor-presidente da Viva Previdência, “o resultado, diante do quadro de incertezas e instabilidade nos primeiro cinco meses, foi satisfatório e mostra a correção na atual política de investimentos da fundação”. Ele acredita que será preciso esperar ainda os próximos meses, a retomada da economia e o fim da pandemia, para ficar mais claro como se comportarão os investimentos da Viva Previdência no segundo semestre e em todo o ano.

THB Brasil anuncia nova superintendente de Portos & Logística

Simone THB

Simone Ramos junta-se ao time de Specialty recentemente montado pela corretora

Fonte: THB

A THB Brasil, empresa especializada em Gestão de Riscos, Consultoria de Benefícios e Corretagem de Seguros e Resseguros apresenta Simone Ramos como superintendente de Portos & Logística dentro da divisão de Specialty. Simone chega com a missão de desenvolver a área com uma equipe altamente especializada e entregar soluções diferenciadas a todos os clientes do segmento. 

A executiva possui sólida experiência na área, com mais de 20 anos no mercado de seguros, tendo atuado inicialmente na área comercial de seguradoras e depois firmado a sua trajetória comercial e de gestão de risco em grandes corretoras tais como Lockton, Galcorr e Marsh. 

“Entender os riscos que envolvem uma operação portuária e logística envolvendo exigências contratuais e legislação, requer acima de tudo conhecimento e planejamento para identificar e mitigar possíveis perdas. É uma atividade de alta complexidade. O grande desafio será o de trazer inovação, otimizar as negociações com o mercado segurador e ressegurador e implantar boas práticas para o mercado”, diz a executiva e coautora do livro Mulheres de Seguros.

A THB é uma empresa do Grupo AmWINS especialista em corretagem internacional de seguros e gerenciamento de risco. Desde o início da sua parceria com a AmWINS em 2012, a empresa dobrou o valor dos seus prêmios anuais. Sediada em Londres, a THB atende clientes e mercados de todo o mundo com escritórios espalhados por diversos países.