CNseg contesta lei do RJ que veda cancelamento de plano de saúde durante a pandemia

Fonte: STF

A Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg) contesta, no Supremo Tribunal Federal (STF), a Lei estadual 8.811/2020 do Rio de Janeiro, que impede as operadoras de suspender ou cancelar planos de saúde por falta de pagamento durante a situação de emergência do novo coronavírus. A Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6441 foi distribuída ao ministro Luís Roberto Barroso.

A norma também determina que, após o fim das restrições, as operadoras deverão possibilitar o parcelamento do débito pelo consumidor antes de suspender ou cancelar o plano, veda a cobrança de juros e multa e estende as disposições aos microempreendedores individuais (MEIs), às micro e pequenas empresas e aos optantes do Simples Nacional.

A autora da ação sustenta usurpação da competência privativa da União para legislar sobre direito civil e seguros e que a norma interfere indevidamente na dinâmica econômica da atividade empresarial, em clara ofensa ao princípio da livre iniciativa. Outro argumento apresentado é de que a norma estadual viola o princípio da isonomia, ao introduzir uma disparidade nas obrigações das operadoras de planos de saúde tendo como único critério o aspecto territorial. Não é razoável, segundo a CNSEG, que apenas no Rio de Janeiro existam regras adicionais e distintas, sem previsão em norma federal, pois não há diferença entre as seguradoras e os segurados que firmam contrato em outro estado.

Processo relacionado: ADI 6441

IRB indica ex-ministra do STF para fazer parte do Conselho de Administração

O Conselho de Administração do IRB Brasil RE indicou a eleição da ex-ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Ellen Gracie Northfleet, para ser membro titular do Conselho. A Assembleia Geral para avaliar será realizada no dia 12 de junho. Se aprovada, terá de ser aprovada também pela Superintendência de Seguros Privados (Susep).

Segundo comunicado ao mercado divulgado ontem, Ellen Gracie Northfleet é formada em Direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), com pós-graduação em Antropologia Social pela mesma universidade. Ela já fez parte de comitês de Investigação Independente de grandes companhias, como: Petrobras Eletrobrás e Vale . Faz parte do Conselho Técnico da Federação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo CNC, do Conselho Jurídico CONJUR da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo FIESP, sendo, também, membro do Comitê Brasileiro de Arbitragem CBAr.

Gracie também é, atualmente, vice-presidente da Câmara de Conciliação, Mediação e Arbitragem da CIESP/FIESP, além de atuar como advogada em prática privada e integrar a lista de árbitros da Câmara de Arbitragem do Mercado (CAM/ B3).

O IRB Brasil destacou em seu comunicado ao mercado que a “conselheira declarou, para todos os fins de direito que, nos últimos 5 anos, não esteve sujeita aos efeitos de qualquer condenação criminal, qualquer condenação ou aplicação de pena em processo administrativo perante a CVM e qualquer condenação transitada em julgado, na esfera judicial ou administrativa, que tivesse por efeito a suspensão ou a inabilitação para a prática de qualquer atividade profissional ou comercial”.

Caso Gracie seja eleita, o Conselho de Administração da IRB Brasil ficará da seguinte forma:

Antônio Cássio dos Santos (Presidente)

Regina Helena Jorge Nunes – Titular (Independente)

Ivan Gonçalves Passos – Titular (Independente)

Henrique José Fernandes Luz – Titular (Independente)

Marcos Pessoa de Queiroz Falcão – Titular (Independente)

Marcos Bastos Rocha – Titular (Independente)

Roberto Dagnoni – Titular (Independente)

Ellen Gracie Northfleet – Titular (Independente)

José Octávio Vianello de Mello – Suplente (Independente)

Mas a quem interessa a Susep? Qual o uso que pode ser feito desta autarquia?

Certamente deveria ser à proteção do consumidor…

texto atualizado às 23:45 para correção de duas informações

Quem acompanha o mercado segurador já conhece a disputa pelo cargo de titular da Superintendência de Seguros Privados (Susep). Políticos e corretores estão entre os candidatos mais ávidos pelo comando do órgão que regula e fiscaliza o setor, que administra reservas técnicas superiores a R$ 1,2 trilhão, que em boa parte são de clientes de Previdência, e exibe um faturamento acima de R$ 260 bilhões ao ano, sem considerar saúde, que está sob a tutela da Agencia Nacional de Saúde (Saúde).

Lembro que quando comecei a fazer a cobertura do setor, em 1992, pelo respeitado jornal Gazeta Mercantil, fiquei estarrecida de ver que quem comandava a Susep tinha pouco poder. Cumpria ordens de um grupo de executivos. Aos poucos, foi mudando. Técnicos eram nomeados. Os que insistiam em modernizar o setor, com a implementação de normas e padrões internacionais, tinham, digamos, uma passagem meteórica pela autarquia. A Susep deveria ser, assim como outras Agências, assunto de Estado e não de Governo e sequer de entidades reguladas. A nomeação dos administradores, idem. As agências dos países desenvolvidos têm este formato e atendem aos interesses das respectivas sociedades. 

Aí as estrangeiras começaram a visitar Brasília e prometer investimentos no país se as regras do mercado fossem mais parecidas com o que se praticava nos países desenvolvidos. E assim foi. O mercado se abriu ao estilo doméstico, sendo que algumas regras protecionistas nunca deixaram de existir, como a exigência pagamento de um percentual da comissão para manter associações, resseguro com uma cota reservada para os resseguradores locais, intervenção do Estado na formulação das bases contratuais dos seguros. Sim, todo protecionismo tem uma razão e um motivo. Alguns sequer aceitáveis.

E se passaram duas décadas e o mercado segurador deu passos largos. Saiu de uma participação de 1% no PIB do Brasil para algo próximo de 4% (sem saúde). O resseguro foi aberto, atraiu muita gente nova, mas os grandes segurados ainda reclamam muito dos produtos ofertados e do preço praticado, uma vez que a Susep padroniza os clausulados. O que mostra que ainda há muito para crescer e inovar. Um número considerado bom pelo setor em termos de crescimento é chegar a algo entre 8% a 12% do PIB.

Para isso, o setor realmente tem de avançar. Mas o que vemos hoje? Uma briga sem igual entre a titular da Susep, Solange Vieira, e o mercado segurador. A briga é mais intensa com os corretores, por meio da Federação Nacional dos Corretores (Fenacor). A MP verde e amarela desregulamentava a profissão dos corretores que, no início reclamaram, mas logo se arrumaram  vislumbrando o caminho das autorreguladoras, que cobrariam uma mensalidade dos corretores filiados em troca de vários serviços.

Bem, a MP foi revogada e deixou de existir. A Susep então, voltou a fiscalizar os corretores. Criou uma plataforma, com direito a carteirinha e tudo. De forma gratuita. A Fenacor não gostou e passou a fazer duras críticas à Solange. A titular passou a fazer consultas públicas e a forçar a modernização do setor. Se juntou à CVM e ao Banco Central para criar regras para as insurtechs. Em outros temas, que não sentia muito o apoio do setor, passou a pressionar. O que irritou os executivos de seguradoras, pegos de surpresa em diversas medidas publicadas no Diário Oficial, como a emissão de apólices eletrônicas, sem um debate mais amplo.

Em outras frentes, o avanço da modernização pela introdução de novas tecnologias não para. O Banco Central apresentou no início de maio o cronograma do Open Banking no Brasil, obrigando os grandes bancos a compartilhar dados de seus clientes com outras instituições financeiras, possibilitando maior concorrência na oferta de produtos e serviços. Nesse cronograma, os seguros serão contemplados em 2021. Olhando para esse futuro bem próximo, seria hora de os corretores se mobilizarem e participarem das discussões e definições, como atores importantes que são do mercado de seguros.

Mas, parece que o sentido de relevância e da importância da necessária modernização do mercado de seguros para seu crescimento e benefício de todos não está sendo percebido.  Agora, num momento em que todos sabem que a situação trazida pela pandemia afeta a todos, em vez de vermos a união entre todos para que o setor enfrente esta recessão, com previsão de queda brutal do PIB do país, novamente temos uma guerra. Necessário relembrar  a implantação de mudanças tecnológicas que ocorrerão no setor bancário e que afetarão fortemente o setor de seguros, em breve.

Uns dizem que o Centrão pediu ao governo o cargo de Solange, colocada lá pelo ministro Paulo Guedes, a quem Jair Bolsonaro procura atender a todos os pedidos. Nesta semana, a agência Reuters (leis na íntegra) trouxe uma matéria internacional na qual expõe o pouco cuidado do governo com a administração da crise sanitária. Em um dos trechos, um pneumologista cita que, em uma reunião, Solange Vieira teria feito uma citação insensível. Mas isto está na boca de um terceiro. E não dela que, segundo a reportagem, não teria retornado o pedido de entrevista.

Obviamente, um prato cheio para qualquer um, principalmente a Fenacor, desmoralizar Solange. Afinal, se isso foi dito supera o Infeliz “E daí?” de Jair Bolsonaro. Diante da incredulidade, a Fenacor divulgou a seguinte nota:

“A Fenacor lamenta e repudia, de forma veemente, a postura insensível e desumana da superintendente da Susep, Solange Vieira, que, em absoluto desrespeito aos familiares dos mais de 25 mil brasileiros mortos em decorrência da pandemia do novo coronavírus (COVID-10), afirmou, segundo reportagem publicada pelo jornal “Extra”, ser “bom que as mortes se concentrem entre os idosos”, acrescentando que isso (as mortes) “melhorará nosso desempenho econômico, pois reduzirá nosso déficit previdenciário”. É absolutamente inaceitável e inconcebível que seja esse o sentimento que move a pessoa que dirige a autarquia responsável por supervisionar o mercado de seguros e de previdência privada, cuja principal missão é exatamente a de proteger a vida e amparar as pessoas. A brutalidade e a falta de empatia demonstradas pela superintendente da Susep causam repulsa na sociedade brasileira e nos faz questionar uma vez mais se ela reúne as mínimas condições para ocupar o posto de comando de um órgão do Governo cujo foco precisa estar direcionado para ajudar as pessoas a superarem a mais grave crise na saúde pública dos últimos 100 anos.”   

A Susep divulgou a sua versão: “Esclarecemos que as declarações atribuídas a Solange Vieira em recente matéria jornalística sobre a pandemia COVID-19 são inverídicas. Reiteramos que, a convite do então ministro Luiz Henrique Mandetta, a economista esteve em março no Ministério da Saúde (MS), para contribuir com os modelos de projeção decorrente da pandemia utilizados por aquela pasta. Na ocasião, foram observados os cenários apresentados e seus impactos, com foco sempre na preservação de vidas. A economista declara seu repúdio a toda e qualquer ilação que impute a alguma análise proferida juízo de valor em sentido contrário ao direito à vida e à saúde para todos, de qualquer idade, a qualquer tempo. Medidas legais cabíveis sobre o assunto estão sendo analisadas.”

E eu aqui chateada, que nao gosto de brigas e sim de discussões que geram crescimento, pensando: Mas a quem interessa a Susep? Qual o uso que pode ser feito desta autarquia, para o bem e o para o mal? Vamos ver se alguém me ajuda a responder essas questões, pois eu realmente sou fraca em política e não consigo entender o que não é “óbvio”.

Susep promove webinar sobre sistema de rating

Evento acontecerá no dia 3 de junho, a partir das 11h

Fonte: Susep

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) realizará, no dia 3 de junho, um webinar sobre o Sistema de Rating da Autarquia. O evento acontecerá a partir das 11h, por meio da plataforma Zoom. Participarão do webinar os coordenadores de áreas técnicas, a superintendente da Susep, Solange Vieira, e os diretores Vinicius Brandi e Eduardo Fraga. As inscrições são limitadas e devem ser feitas neste link .

O evento terá como objetivo principal apresentar o projeto de implementação do Sistema de Rating da Susep e esclarecer como ele se insere no novo modelo de supervisão da autarquia, abordando tanto os aspectos de supervisão prudencial como de conduta. O público-alvo inclui as diretorias técnicas das entidades supervisionadas pela Susep e os inscritos poderão enviar perguntas e tirar dúvidas com os painelistas.

O Sistema de Rating proporcionará à Susep uma visão abrangente das empresas supervisionadas, com foco em sua situação econômico-financeira e na qualidade de sua governança e de seus processos de gestão de riscos e de controles internos,. Os resultados serão confidenciais e cada empresa terá acesso somente à sua própria pontuação.

A iniciativa, que é aderente à missão da Susep de desenvolver os mercados supervisionados, assegurando sua estabilidade e os direitos do consumidor, visa contribuir para o aperfeiçoamento das atividades de supervisão da autarquia, bem como fornecer informações que podem sugerir a adoção de melhores práticas de gestão por parte das empresas supervisionadas.

Baixa adesão ao seguro rural no Brasil é tema de webinar nesta quinta-feira

Fonte: Newe Seguros

 Por que os produtores ainda não vêem tanto valor no produto?

Por que um país tão diverso em termos de clima, e um dos maiores exportadores de grãos do planeta, não faz  seguro da maioria das suas áreas plantadas?

Embora, a cada ano, o Brasil bata novos recordes de produtividade, o que já é bom, poderia ser ainda melhor! 

Lembrando que o que é bom para um, não necessariamente é bom para todos, e que o principal objetivo do seguro é esse: trazer uma maior estabilidade econômica e previsibilidade aos fluxos de caixa.

O seguro tem, também,  papel fundamental para o equilíbrio de toda a cadeia do Agronegócio, visto que, como dito, protege  o fluxo de caixa do produtor,  e consequentemente, garante o pagamento do distribuidor da semente, do banco, do arrendatário da terra, e o sustento das famílias, quando alguma intempérie  afeta o resultado de uma safra. 

É assim que a NEWE Seguros tem trabalhado para fomentar a cultura do seguro junto aos produtores, estreitando o relacionamento e munindo esse mercado de conhecimento e  incentivo às boas práticas.

Para debater esse tema, ao vivo, o programa AGRO 360 do @Canalterraviva dessa quinta-feira (28/05), vai reunir especialistas no assunto. Gabriel Boyer, Vice-presidente da NEWE, estará ao lado de autoridades do setor, como Alceu Moreira – Presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, Gustavo Junqueira – Secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Pedro Loyola – Diretor de Gestão de Riscos do Ministério da Agricultura. Silmar César Müller – Analista de Mercado – e o apresentador do Terra Viva Marcio Fernandes, comandam o programa.

Empresas do grupo Zurich Seguros doam R$ 4,4 milhões para apoiar ações contra Covid-19

Iniciativa integra toda frente social que a seguradora vem fazendo para minimizar impactos da crise e auxiliar todos que estão na linha frente durante a pandemia

Fonte: Zurich

A seguradora Zurich, em parceria com Z Zurich Foundation (entidade do Zurich Insurance Group que se dedica a investimentos em projetos comunitários) e Zurich Santander, está destinando R$ 4,4 milhões em ações sociais para ajudar no enfrentamento da pandemia do Coronavírus no Brasil.

Os R$ 4,4 milhões serão direcionados para ajudar o Hospital e Pronto Socorro Delphina Rinaldi Abdel Aziz, de Manaus, a adquirir um milhão de EPIs para os 1.500 profissionais de saúde da unidade, que estão envolvidos com o atendimento a pacientes de Covid-19 (luvas e aventais descartáveis, máscaras cirúrgicas, óculos de proteção, e uma unidade da rede Estadual de Saúde, com máscaras N95, entre outros itens de segurança).

Os recursos também serão direcionados para a produção de 110 mil testes rápidos de Covid-19, destinados a hospitais e pontos de serviço público no país, permitindo o resultado ao paciente em apenas 20 minutos. As instituições trabalham para aumentar a número de tratamentos, construindo hospitais de emergência para fornecer 200 leitos com foco no apoio a pacientes necessitados de ventilação permanente.

Outras frentes sociais – Zurich e Z Zurich Foundation

Em abril, a Zurich já havia também anunciado em parceria com a Z Zurich Foundation, a doação de R$ 5 milhões. Do total investido, cerca de R$ 3,5 milhões foram direcionados para a estruturação e funcionamento dos leitos de UTI e de Enfermarias do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP), preparados exclusivamente para atender casos relacionados ao Coronavírus. Este novo centro de tratamento de Coronavírus começou a funcionar em 27 de março.

O investimento está sendo também direcionado para a doação de cestas básicas de alimentos e produtos de limpeza para 4.138 famílias durante quatro meses, na cidade de São Paulo. Todas as famílias são assistidas pelas ONGs Somar, Locomotiva, Olga Kos e Hurra!  já apoiadas pela Zurich. As famílias vão receber um cartão alimentação no valor de R$ 97,50, por mês, que poderá ser usado em supermercados com limitação apenas de itens alcoólicos. Esta ação específica está sendo desenvolvida com apoio operacional do grupo Sodexo, que fará a impressão e gestão dos cartões.

Além destas ações, a Zurich no Brasil criou um benefício adicional para colaboradores, de até R$ 20 mil, para custear despesas médicas e hospitalares dos funcionários e suas famílias na necessidade de hospitalização para tratamento para o Covid-19.

Adicionalmente, conduziu uma campanha (Páscoa em Ação) para arrecadar produtos de higiene pessoal e máscaras respiratórias n-95 para doação às famílias atendidas pelas ONGs apoiadas pela seguradora. Com o resultado da campanha, 25 mil pessoas serão auxiliadas diretamente. Além das ONGs Somar, Locomotiva, Olga Kos e Hurra!, o IPPE (Instituto de Pesquisas e Projetos Empreendedores) também será beneficiado pela campanha.

Para distribuidores, seguro de pessoas pode sair fortalecido da pandemia

No webinar promovido pelo CVG-SP, representantes da distribuição relataram como estão enfrentando a pandemia e quais as perspectivas

por Márcia Alves

No dia em que completou 39 anos de existência, 25 de maio, o CVG-SP promoveu um importante evento para discutir os rumos da distribuição de seguros na pandemia. Sob a mediação do presidente do CVG-SP, Silas Kasahaya, três representantes do segmento analisaram o cenário atual e falaram das suas expectativas pós-pandemia.

Beatriz Abadia, gerente comercial São Paulo e Sul do PASI, relatou um aumento na demanda do atendimento psicológico, serviço que integra o pacote das assistências oferecidas pela Central de Amparo PASI. “Liberamos para os corretores e para os segurados e suas famílias, porque o nosso trabalho é proporcionar benefícios para serem usufruídos em vida”, disse.

Se, por um lado, a inclusão de seguros e benefícios nas convenções coletivas de trabalho é uma grande oportunidade de negócios para o mercado, já que tem força de lei, por outro, segundo Beatriz, nem sempre foi fácil convencer os empresários de que se trata de investimento e não de custo. Daí porque o trabalho de consultoria do corretor se tornou essencial. “Chamamos os nossos corretores de influenciadores. São eles que mostram o quão importante é ter um seguro para a proteção”, disse.

Momento favorável

Se existe algum aspecto positivo na pandemia é o fomento à necessidade da proteção do seguro. A avaliação é de Diogo Arndt Silva, sócio fundador e CEO da Rede Lojacorr, que enxerga oportunidades para alavancar a venda de seguro de vida. “Todos voltamos para o núcleo familiar e isso aumentou a percepção de incertezas. As famílias precisam do seguro de vida para se garantirem”, afirmou.

O trabalho informal, que tende a aumentar na proporção do desemprego, tem também um lado positivo na visão de Diogo Arndt. “A grande massa que está migrando para o informal não contará com as garantias do Estado, como FGTS e INSS. Esses trabalhadores sentirão a necessidade da proteção do seguro e de produtos que possam ser usufruídos em vida, como o seguro saúde. O momento é favorável para este segmento”, disse. 

Baixo impacto da covid

Abordando o segmento corporativo de saúde, Cassio Giometti, sócio da Sciath Benefits Services, empresa que atua com pequenas e médias empresas na cidade de São Paulo, relatou que não houve forte impacto da covid. Segundo ele, nem mesmo por causa de demissões. “Pelo contrário, poucos segmentos estão demitindo, mas também não estão contratando”, disse.

Giometti informou, ainda, que a Sciath não teve em sua carteira nenhuma morte por covid e que na área de saúde registrou poucas internações por essa doença. Ele supõe que a razão seja o perfil dos clientes, que pertencem ao segmento corporativo. Por outro lado, a empresa tem observado a preocupação das PMEs de reduzirem custos no seguro de vida e saúde. “Hoje, as empresas querem pagar menos pelos mesmos benefícios”, disse. 

Por causa da pandemia, a sinistralidade da carteira da Sciath tem caído drasticamente. Segundo Giometti, houve queda no uso dos planos de saúde, sobretudo nas cirurgias eletivas, e também na sinistralidade de saúde e odonto. “Muitas clínicas estão fechadas. Vimos uma redução de quase 90% nas solicitações de reembolso”, disse.

Qualicorp anuncia novo superintendente comercial e mudanças na estrutura de vendas

Alessandro Courbassier será o responsável comercial da Companhia no Estado do Rio de Janeiro e na região Sul

FonteL Qualicorp

A Qualicorp, administradora de planos de saúde coletivos, anunciou na última semana a chegada de Alessandro Courbassier para o comando da superintendência comercial no Estado do Rio de Janeiro e na região Sul. O executivo, que possui quase 30 anos de experiência no setor de saúde suplementar, vai inaugurar uma nova etapa da estratégia de descentralização das operações comerciais da Qualicorp.

A regionalização das atividades de vendas da empresa tem como base o respeito e o foco nas características de cada mercado, a valorização dos seus corretores e a ampliação dos laços de parceria com as operadoras de atuação nacional e também regional.

Com uma vasta bagagem profissional, Courbassier é formado em administração e possui especialização em corretagem de seguros. O executivo acumula passagens por grandes empresas do setor de saúde suplementar, incluindo a Assim Saúde, em que ocupou a posição de Diretor Comercial, e a Administradora de Benefícios Clube Care, atuando como CEO da empresa. Esta é a segunda passagem de Alessandro Courbassier pela Qualicorp. Entre 2011 e 2017, o profissional ocupou a posição de superintendente comercial e alcançou expressivos resultados.

“É com muito orgulho e satisfação que chego para fazer parte desse projeto da Qualicorp e do novo jeito Quali de ser. A Companhia sabe da importância do corretor para o setor de saúde e nosso foco é ter uma proximidade muito grande com esse profissional. Nosso trabalho terá como objetivo oferecer ao corretor cada vez mais oportunidades de vender, com novos produtos, mais customizados e acessíveis para a população de diferentes regiões brasileiras. Vamos ampliar muito o leque de opções para o cliente e trazer inúmeras novidades para os corretores”, destaca Alessandro Courbassier.

Com a chegada do executivo, a estrutura da superintendência de vendas da Companhia fica estabelecida da seguinte forma: Cláudio José Pardal segue comandando a área comercial em São Paulo. Alessandro Courbassier passa a liderar a equipe de vendas no Estado do Rio de Janeiro e na região Sul. Wilson Nunes Vieira é o responsável comercial em Minas Gerais e na região Centro-Oeste, enquanto Emerson Rogério dos Santos lidera a operação de vendas nas regiões Norte e Nordeste. A superintendência comercial passa a se reportar para Elton Hugo Carluci, vice-presidente Comercial, de Inovação e Novos Negócios.

“O corretor de planos de saúde é essencial para que a população tenha acesso à medicina privada de qualidade. Ele conhece como ninguém as características dos clientes de cada região e de cada nicho de mercado. Por tudo isso, resolvemos ajustar a estrutura Comercial para que possamos estar ainda mais próximos ao corretor e, consequentemente, do nosso cliente. Aqui na Quali, esse é o nosso jeito de pensar e trabalhar com o corretor”, afirma Carluci.

https://www.youtube.com/watch?v=ku1ZDVDy2tc&feature=youtu.be

Sompo Seguros apresenta novas diretorias de produtos

Nova estrutura visa atender aos planos de investimentos em soluções de produtos e serviços com objetivo de incrementar experiência do cliente e fomentar oportunidades de negócios para corretores de seguros

Fonte: Sompo

A Sompo Seguros anunciou a nova estrutura organizacional, que entra em vigor em 1 de junho. As linhas de produtos foram reorganizadas dentro de novas Diretorias Técnicas a fim de atender aos planos de lançamentos de produtos e serviços para conquistar market share em diferentes ramos do seguro. 

“A Sompo Seguros tem investido fortemente na consolidação de sua estratégia nos anos recentes, alinhada à Sompo Internacional, com o objetivo de ofertar uma gama completa de produtos e serviços aos corretores e clientes. Para atender à dinâmica do mercado brasileiro, que está mais desafiadora a cada dia, estruturamos um planejamento estratégico em que nossos diretores técnicos estarão com foco em grandes áreas de negócios. Com isso, ganhamos ainda mais agilidade no desenvolvimento de novas soluções, conseguimos identificar tendências, além de estreitar ainda mais nosso relacionamento com os parceiros corretores de seguros”, ressalta Adailton Dias, diretor Executivo de Produtos e Resseguro da Sompo Seguros.

Por meio da iniciativa, Rogério Santos, que era responsável pelo ramo Automóvel e que, entre outras iniciativas capitaneou em 2019 o lançamento do Sompo Auto, o novo seguro Automóvel da companhia; assume a Diretoria de Massificados.

Já João Carlos França de Mendonça que, entre outras iniciativas, esteve à frente do lançamento de produtos como seguros Agrícola, Habitacional, E&O e D&O na diretoria de Commercial Lines, assume a Diretoria de Corporativos. Ele fica responsável pela supervisão dos seguros corporativos, consolidando a posição de destaque da Sompo Seguros nos ramos Riscos Nomeados e Operacionais, Riscos de Engenharia, Riscos de Petróleo, Responsabilidade Civil Geral, E&O, D&O, Garantia, Fiança Locatícia, Empresarial/Lucros Cessantes (com Limite Máximo de Garantia acima de R$ 50 milhões e negócios com resseguro facultativo), RD Compreensivo de Veículos e Agrícola.

A essas duas diretorias, soma-se a Diretoria de Transporte e Frota, que continua sob comando de Adriano Yonamine; segmento em que a Sompo Seguros lançou soluções inovadoras de consultoria em gerenciamento de riscos, além de uma estrutura exclusiva de monitoramento de cargas de reconhecida eficiência. Essas iniciativas contribuíram para a Sompo Seguros alcançar a liderança do segmento de Seguro de Transportes. 

Já o segmento de Pessoas também segue sob o comando da superintendente Técnica de Vida, Diana Araújo Estevão. Esse ramo é um dos que apresenta crescimento mais expressivos e a Sompo Seguros ampliou seu leque com soluções voltadas aos seguros de Vida Individual (Individual e Vida Top Mulher) e Coletivos (Empresarial e PMEs), com opções de contratação para atender diferentes realidades dos segurados. Com isso, a carteira que representava cerca de 5% do portfólio da Sompo Seguros anos atrás, atualmente alcança uma representatividade de 11%.

Susep propõe atualização de normas que regem processos sancionadores

O modelo colocado pela Susep em consulta pública prevê a possibilidade de substituição de processo sancionador por métodos alternativos de supervisão

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) iniciou consulta pública sobre normas de penalidades para o setor. A proposta visa atualizar a resolução 243/2011 que irá absorver parte do marco regulatório presente na resolução 97/2002, que será revogada. Com a iniciativa a autarquia propõe flexibilizar medidas de sanções para casos de menor gravidade.

O modelo colocado pela Susep em consulta pública prevê a possibilidade de substituição de processo sancionador por métodos alternativos de supervisão, reservando a instauração do processo sancionador às hipóteses de maior gravidade ou relevância, sob o aspecto regulatório e também promove o reajuste dos valores de multas para essas ocorrências.

“A iniciativa está alinhada a procedimentos já adotados pelo Banco Central e é parte da ampla revisão normativa que a autarquia vem realizando com o objetivo de permitir mais eficiência e flexibilidade para o setor”, afirma Tatiane Rocha, Coordenadora-Geral da área de Julgamentos de Processos Sancionadores da Susep.

A consulta pública permanece disponível para sugestões até 24 de junho. Acesse o link para saber mais.