Sompo Seguros implementa plano de contingência para atender segurados atingidos pelo ciclone bomba

Fenômeno que atingiu 171 municípios do Sul do País gerou ocorrências em diversas localidades. Maior parte das comunicações de sinistros foi em Santa Catarina (71%), seguido do Paraná (18%) e Rio Grande do Sul (11%). Entre os segurados da companhia, danos se concentram nos ramos Empresarial (44%), Condomínio (29%) e Residencial (23%)

Fonte: Sompo

A Sompo Seguros implementou um plano de contingência que visa dar atendimento prioritário aos segurados em decorrência do ciclone extratropical, também conhecido como ciclone bomba, que atingiu principalmente a Região Sul do País nos dias 30 de junho e 1 de julho. Só até o dia 2 de julho, cerca de 559 sinistros (ocorrência de danos patrimoniais) foram comunicados à seguradora. Desse total, 71% foi em Santa Catarina, seguido do Paraná (18%) e Rio Grande do Sul (11%).

“A Sompo Seguros já conta com uma política de atuação em eventos de grandes proporções, sobretudo em questões ligadas a fenômenos climáticos, a exemplo de tempestades, alagamentos, chuvas de granizo e até ciclones. Mobilizamos especialistas e uma série de ferramentas que facilitam o atendimento ágil aos corretores de seguros e segurados nesse momento delicado”, afirma Andreia Paterniani, diretora de Sinistro da Sompo Seguros. “Nessas situações trabalhamos com prioridade máxima ao atendimento com o único propósito de indenizarmos os prejuízos no menor prazo possível”, ressalta a executiva. 

Entre os segurados da companhia, danos se concentram principalmente nos ramos Empresarial (44%), Condomínio (29%) e Residencial (23%). Os 4% restantes estão relacionados a outras modalidades de seguros (Riscos Nomeados, Riscos de Engenharia etc). Entre as ocorrências, destelhamentos de lojas, supermercados e casas, quedas de árvores e quebra de vidros são alguns dos danos mais apresentados. “Esses dados são referentes aos sinistros comunicados até 2 de julho. Outros requerimentos devem ser efetuados à medida em que os segurados tiverem oportunidade de comunicar os danos à seguradora. Nossas equipes das oito filiais nos três Estados da Região Sul trabalham em conjunto com a equipe de Sinistros para viabilizar uma conclusão ágil dos processos para minimizar perdas e contribuir para que os segurados possam restabelecer suas atividades o mais rápido possível”, observa Alberto Muller, diretor da Sompo Seguros na Região Sul.  

Segundo os boletins emitidos pelas entidades de defesa civil do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná na terça-feira, dia 30 de Junho e quarta-feira, dia 1 de Julho, 171 municípios foram atingidos na Região Sul. No Paraná, por exemplo, 3.127 pessoas foram afetadas, 10 pessoas ficaram feridas e 666 casas foram danificadas. Já no Rio Grande do Sul, 921 edificações foram danificadas. Em Santa Catarina, que teve o maior número de municípios atingidos, 122 segundo o boletim emitido pela Defesa Civil, os danos patrimoniais ainda estão em apuração, mas já há notícia de nove mortes e duas pessoas desaparecidas.

Seguro de espetáculo na Broadway torna-se mais raro que ingresso para noite de estreia

Fonte: Reuters

Alguns espetáculos enfrentam o risco de apólices que agora excluem coberturas por doenças transmissíveis

Enquanto se recuperam de produções canceladas e teatros fechados, os shows da Broadway, que atraem milhões de turistas a Nova York, estão enfrentando um novo obstáculo para suas reaberturas: a falta de seguro contra a pandemia.

Produtores, diretores, gerentes e corretores de seguros da Broadway contaram à Reuters que alguns espetáculos enfrentam um obstáculo a mais por conta de apólices que agora excluem coberturas por doenças transmissíveis.

“Agora, a maioria das seguradoras, senão todas, apresentou uma exclusão por vírus ou doença transmissível que está sendo aplicada em suas apólices”, disse Peter Shoemaker, diretor de entretenimento da corretora Dewitt Stern, em Nova York.

Shoemaker explica que falou recentemente com corretores na Lloyd’s de Londres para ver se a cobertura especial estava disponível. “Ainda não vi nada que cubra uma pandemia”, disse.

A cautela das seguradoras também tem suspendido a produção de filmes e programas de TV, que precisam de seguros para conseguir o título financeiro para iniciar a produção.

A Broadway, no entanto, está particularmente vulnerável por conta dos grandes números de pessoas necessárias para montar uma grande produção e preencher os teatros numa temporada.

Capemisa avança com investimento em treinamento de corretores e em tecnologia

Seguradora lança a Central do Corretor, um portal que integra funcionalidades e otimiza rotina dos profissionais de venda

“Sabíamos que estávamos no caminho de ser digital, mas não imaginávamos o quanto já tínhamos avançado. A pandemia nos mostrou que fizemos bem a lição de casa. Uma resistência ou outra que tínhamos em usar a nuvem foi superada com a exigência do isolamento para conter o avanço da Covid-19 e nossa equipe e nossos corretores parceiros puderam manter seus trabalhos em homeoffice”, conta Fabio Lessa, diretor comercial da Capemisa Seguradora, que atua em vida, previdência e capitalização. 

A companhia investe em um modelo de negócio onde a segmentação é a estratégia para a obtenção de resultados de crescimento e atua em três linhas de negócios – Vida, Previdência e Capitalização. Os ventos sopram a favor, pois vida e previdência são dois dos segmentos mais citados por estudiosos como tendências de crescimento no “novo normal”, ao lado também de planos de saúde. “O potencial de seguro de vida no Brasil é enorme. Por isso temos investido muito em duas frentes: tecnologia e treinamento”, afirma Lessa. 

A companhia criou uma gerência de Treinamento e Desenvolvimento focada em corretores. São 7 mil cadastrados e 2 mil produtivos. A Capemisa se posiciona como um parceiro de negócio e aposta no desenvolvimento dos corretores, para que eles prosperem, crescendo junto com a companhia. Nos treinamentos, nada de falar de produtos. O conteúdo é voltado para sensibilizar o corretor sobre a importância do seguro de vida e de previdência. Desta forma, ele estará mais bem preparado para entender as necessidades e fazer a abordagem mais adequada aos seus clientes. 

Com a nova gestão, que assumiu há cinco anos, a seguradora passou a apostar no nicho das pequenas e médias (PME). “Em 2017 começamos a planejar a área, no ano seguinte ensaiamos alguns passos e em 2019 capacitamos 76% da base ativa, o que nos traz muita satisfação e também ganhos de produção com a fidelidade de nossos parceiros e clientes”, conta Lessa. Segundo ele, os corretores, que anos atrás pouco atuavam no segmento vida, já estão conscientes da importância do produto no longo prazo. “Uma venda pequena traz muito resultado para a carteira do vendedor, pois este é um seguro de longo prazo”, diz. 

A estratégia tem dado bons frutos. Segundo Lessa, nos últimos 5 anos, a Capemisa registrou crescimento de 290% em PME, com tíquete médio de R$ 150 mensais. No ano passado, a empresa registrou o aumento de 45,74% no faturamento, nesse segmento, em relação à 2018. “Além do treinamento, reformulamos os produtos para facilitar a venda. Hoje os corretores sabem que a companhia é especializada em PME, com produtos que possuem maior aceitação e volume de cobertura”, garante o diretor. 

Central do Corretor – Ainda este ano, a Capemisa trilha um caminho ainda mais digital. “Temos alguns processos com papel. Mas os próximos lançamentos, e teremos dois em breve, são 100% soluções digitais”, antecipou. Um passo importante para isso vem com o lançamento da Central do Corretor, que acaba de entrar no ar. Trata-se de um ambiente online desenvolvido com foco na experiência do usuário. O portal oferece aos corretores um dashboard organizado e com funcionalidades integradas para todos os produtos da companhia. A arquitetura do site o torna intuitivo, com ferramentas que permitem que o corretor possa customizar atalhos e dar acessos específicos para seus colaboradores, garantindo completa autonomia e agilidade nos processos relacionados ao seu negócio.

“Embora o cenário ainda seja complexo, os resultados da previdência privada melhoram entre abril e maio”, diz Nasser

Jorge nasser

“Somos sensíveis ao crescimento da economia e a retomada do emprego”


Abril foi um mês de quedas importantes para a economia em geral e não poderia ser diferente para a indústria de previdência privada. Os prêmios e novas contribuições somaram R$ 4,9 bilhões, volume 47,7% menor que o registrado no mesmo período ano anterior, refletindo o impacto da paralisação de inúmeras atividades na economia. Além disso, a Federação Nacional de Previdencia Privada (FenaPrevi) observou um aumento nos resgates que chegaram a R$ 6,3 bilhões (crescimento de 2,1% frente ano  anterior). A combinação de queda de novos depósitos com aumento de saques resultou em captação líquida negativa de R$ 1,5 bilhão.
 
“Já em maio, a tendência começou a ser revertida e a indústria apresentou sinais de melhora”, ressalta o presidente da FenaPrevi, Jorge Nasser ao blog Sonho Seguro. O volume de prêmios e novas contribuições no mês somaram R$ 7 bilhões. “Além disso, verificamos uma queda nos resgates, que  totalizaram R$ 5,3 bilhões, volume 15% menor que o verificado no ano anterior. Os resgates foram também R$ 1 bilhão menores que os registrados no mês de abril, sinalizando uma tendência de melhoria”, acrescenta.
 
Essa combinação de fatores se refletiu na captação líquida, que fechou o mês de maio no campo positivo. O volume foi de R$ 1,6 bilhão positivo, montante quase R$ 3 bilhões superior ao resultado de abril. “Estamos confiantes que haverá uma recuperação gradativa da previdência privada. Com juros baixos, a previdência privada tem vantagens diferenciais importantes para quem procura um investimento de longo prazo. Seja com o olhar para o tratamento fiscal favorável, para quem declara no formulário completo do IR, ou no número de novas opções de fundos disponíveis no mercado”, afirmou.
 
Nasser também ressalta que o setor depende do andamento da economia. “Obviamente somos uma indústria que depende da capacidade de poupança da população. Somos sensíveis ao crescimento da economia e a retomada do emprego. Passada a pandemia, temos a certeza que o país retomará a rota do crescimento e com isso, voltaremos a ganhar tração e voltar a crescer de forma mais importante”, finaliza.

Segfy e Contabilizei apresentam live sobre o futuro do mercado de seguros

Empresas apostam nas lives e palestras online para ajudar o corretor neste momento de pandemia

A profissão de corretor de seguros vive em constante atualização, todo mês o mercado inova e traz novas opções de produtos e assim, o profissional precisa estar a par dos detalhes para que entre na onda e amplie seu leque de vendas.

Devido ao momento delicado em que estamos vivendo, as empresas estão investindo nas lives e encontros online para manter os corretores atualizados. São diversos tópicos abordados de maneira dinâmica por profissionais capacitados do mercado de seguros.

Parceria em prol do corretor

As empresas trabalham em parceria para trazer conteúdos relevantes aos corretores. Desde Maio, Segfy e Contabilizei produzem as lives “O Corretor do Futuro”, conteúdo que já está em sua 3o edição e sempre com temas relevantes e atualizados sobre o mercado de seguros.

Dielson Haffner, diretor de Vendas e Acionista da Segfy, é um dos palestrantes da live e tem se animado a cada edição com a participação dos corretores. “Em parceria com a Contabilizei, preparamos com muito carinho os conteúdos para cada live. Estamos felizes com o engajamento dos corretores durante as palestras online e pretendemos seguir trazendo mais conteúdos relevantes para que o corretor siga evoluindo constantemente junto ao mercado. Além disso, é um excelente momento para aprender mais e evoluir o conhecimento”.

Outro ponto analisado por Dielson é a necessidade do corretor buscar novos horizontes para a sua corretora, pois o mercado está cada vez mais agressivo e digital. “É fundamental para as corretoras que acompanhem a evolução do mercado. Se faz necessário que o corretor veja o lado positivo das mudanças, a evolução digital do mercado traz inúmeras alternativas para que o corretor possa aumentar seu leque de produtos e consequentemente aumentar suas vendas. Mas para isso é preciso estar sempre atualizado e por dentro do que acontece no mercado tem uma importância significativa na hora do resultado final”.

MAG Live apresenta experiências de corretores e do Chef Batista

Fonte: MAG Seguros

A edição da MAG Live, realizada nesta sexta-feira (3/7), tratou dos desafios e experiências de vida e carreiras dos corretores de seguros e do chef Batista, ao longo de sua trajetória profissional. 

O primeiro painel mediado pelo diretor de varejo da MAG Seguros, Marcio Batistuti, trouxe três corretores que atuam em São Paulo, Bahia e Santa Catarina, expondo suas vivências, fatos curiosos e aprendizados da profissão. 

O corretor Leandro Oliveira, que trouxe a importância da corrida em sua vida pessoal e profissional. Ele fez uma analogia sobre as fases da corretagem e as fases de uma corrida. Desde o momento da preparação a linha de chegada. “Durante a conversa com o cliente, eu trago essa analogia, porque as horas difíceis aparecem para todo mundo em todos os momentos, mas o preparo, a disciplina e o foco te ajudam a chegar na linha de chegada”, comentou Leandro. 

Josy Carvalho trouxe a sua experiência como mãe e profissional. Logo após o nascimento do seu filho, ela precisou atender a alguns clientes presencialmente e levou o bebê, que acabou sendo o sucesso de todo o atendimento. A corretora teve sua primeira vivência em home office mais cedo que os outros, bem antes da pandemia, com a chegada da maternidade. “Nossa profissão nos permite adaptação e flexibilização a todo momento, e eu tive minha primeira experiência antes, o que me mostrou o quanto somos capazes e flexíveis na nossa profissão”, explicou Josy. 

Já a corretora Marlene Postai trouxe a doçura ao atendimento. A profissional, que também é boleira, conseguiu unir seus dons culinários ao atendimento com seus clientes. A corretora, conhecida na região, recebia o pedido de levar um doce durante os agendamentos, e ela sempre o fez. “O doce traz ao cliente o carinho de se sentir lembrado, de ter a certeza que alguém dedicou alguns minutos preparando algo para ele, porque ele é importante. Acho que esse sentimento é que fideliza o cliente”, finalizou Marlene. 

Resenha na cozinha: 

O segundo painel contou com a participação do diretor comercial da MAG Seguros ,Oscar Navarini e do braço direito do chef francês Claude Troisgros, o Batista, preparando sua famosa feijoada. Além de ensinar sobre o prato, ele trouxe experiências de sua vida ao longo da carreira. 

Batista falou sobre como chegou ao Rio de Janeiro e iniciou a carreira profissional. “Eu cheguei ao Rio com 17 anos e vi uma vaga de ajudante no restaurante e pensei em trabalhar e levar dinheiro para casa nos quinze dias que ficaria ali com a minha avó. Eu estou lá há 39 anos.” Falou o chef. 

Quando perguntado por Osmar sobre como sua parceria com o chef francês Claude Troisgros tem dado certo sendo tão longa até mais que alguns casamentos, Batista foi bem direto na explicação. “Num casamento, todo casal briga e se desentende, às vezes por achar que um está mais certo que o outro – e na parceria na cozinha é a mesma coisa. O ponto é aprender a deixar de lado pequenas coisas e evitar o conflito, esse é o segredo, evitar o estresse”, explicou Batista. 

Ainda na conversa, Batista falou sobre o momento em que precisaram fechar as portas dos restaurantes da rede CT por causa da pandemia e como estão seguindo no atual cenário. “Nós tivemos que nos reinventar. Ficamos dois meses fechados e para chefs que não param nenhum dia foi bem difícil. Por isso, nós nos reinventamos criando um delivery, o Do Batista, e tem dado certo”, finalizou Batista. 

Acionamentos de seguros disparam com a passagem do “ciclone bomba”

Passagem do “ciclone bomba” pela Região Sul provocou muitos estragos e reacende alerta para e necessidade dos seguros patrimoniais

Fonte: Sindseg-PR/MS

A passagem de um ciclone pela Região Sul do Brasil na última terça-feira (30/06) causou muita destruição e prejuízo com o registro de imagens de prédios e casas sendo destelhados, árvores caídas sobre automóveis, queda de coberturas inteiras de estabelecimentos comerciais e vários outros danos.

O Coordenador da Comissão Interna de Seguros Gerais do Sindicato das Seguradoras (Sindseg – PR/MS), Luiz Borba, informou que até quinta-feira (02/07) foram mais de 2.300 avisos de sinistros em todo o Paraná, com concentração em Curitiba e região metropolitana. “Principalmente destelhamentos em residências, comércios e empresas com alguns poucos registros de automóveis danificados”, disse Borba, informando que em algumas cidades do interior do Paraná também houve danos pontuais de grande proporção.

De uma maneira geral vem aumentando a consciência dos brasileiros sobre a necessidade de fazer também o seguro residencial e empresarial, além da proteção do automóvel, mas os índices ainda são baixos em relação a outros países. A estimativa é de que apenas 25% da frota circulante no país é segurada e 15% das residências e empresas têm seguro com cobertura de vendaval. 

Apesar dos números ainda tímidos, o presidente do Sindicato das Seguradoras, Altevir do Prado, afirma que houve um avanço significativo nos seguros patrimoniais no Paraná no primeiro quadrimestre deste ano. “Os seguros patrimoniais cresceram 24,5% no Paraná de janeiro a abril de 2020. É interessante observar que nos últimos meses contabilizados, março e abril, quando já estavam presentes os efeitos da pandemia, o crescimento dos seguros patrimoniais foi ainda mais acentuado, praticamente o dobro dos meses anteriores”.

De acordo com o representante das seguradoras, eventos como o “ciclone bomba” e sua repercussão na mídia normalmente provocam uma corrida momentânea pelos seguros patrimoniais. Mas segundo ele, “o ideal seria uma maior conscientização das sociedade no sentido preventivo, de enxergar o seguro como uma necessidade para a manutenção do patrimônio e continuidade das empresas”. 

O preço do seguro residencial no Brasil é relativamente atraente considerando o rol de garantias inseridas e serviços assistenciais. Dependendo das coberturas contratadas e do tipo de construção, custa em torno de 0,15% do valor do imóvel.

Já o custo do seguro empresarial (escritório, comércio e indústria) é mais difícil de precisar uma média em função da multiplicidade de variáveis, como ramo de atividade, sistema de prevenção, construção, localização, entre outros.

Autorização para que as entidades reguladas pela Susep emitam dívida subordinada começa a ganhar corpo

Fonte: CNseg

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) informou, em reunião realizada na segunda-feira, 29 de junho, com representantes da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) e de suas federações associadas, que em breve será colocada em Consulta Pública minuta de Resolução CNSP que autoriza a emissão de dívida subordinada pelos entes regulados pela Susep. 

A dívida subordinada é aquela cujo pagamento se dará somente se as dívidas com preferência de pagamento forem liquidadas. Ela apresenta um risco maior para o investidor do que as demais dívidas com prioridade de pagamento.

As seguradoras e demais entidades sob supervisão da Autarquia devem ter um nível mínimo de capital para operar. Esse capital mínimo requerido (CMR) depende dos riscos a que as empresas estão expostas e é calculado por meios de fórmulas-padrão definidas pelo órgão. Trata-se, portanto, de uma análise estatística sobre as condições de operação da empresa.

Para se avaliar se a empresa está cumprindo essas condições mínimas, compara-se o Patrimônio Líquido Ajustado (PLA) ao CMR. Se o PLA for superior ao CMR, diz-se que a empresa está solvente. Caso contrário a empresa é considerada insolvente e deve buscar ajustar sua situação.

Alexandre Leal, Diretor Técnico e de Estudos da CNseg, explica a razão de ser tão interessante para a empresa emitir uma dívida subordinada ao invés de ser capitalizada por meio de emissão de ações. “A principal questão chama-se custo. O dinheiro levantado por meio de emissão de uma dívida subordinada é mais “barato” do que aquele que é feito pelo intermédio de emissão de ações. Isso faz com que o custo de capital da empresa se reduza, com impactos positivos para todo o setor, inclusive aos consumidores. Com um custo de capital mais baixo, produtos que antes não eram interessantes para a empresa, podem se tornar viáveis, por exemplo”, afirma.    

Até hoje, a única forma de uma empresa se capitalizar com vistas a aumentar o seu PLA é por meio de capital próprio. Emitem-se ações que são subscritas pelos interessados. Em geral, no caso empresas de capital fechado o próprio acionista majoritário ou controlado exerce esse direito.

A dívida subordinada, apesar de contabilmente fazer parte do passivo de uma empresa, ou seja, sua emissão, tudo mais constante, não altera o Patrimônio Líquido (PL) da entidade, tem a característica de aumentar o PLA da mesma. Isso se dá, pois o montante da dívida subordinada é adicionado ao PL para se chegar ao PLA.

Esse tema já vinha sendo discutido há tempos no âmbito da Comissão de Investimentos da CNseg e da FenaPrevi. Fez, inclusive, parte da pauta de temas para discussão no âmbito da Iniciativa de Mercado de Capitais do Ministério da Economia (IMK) sugerida pela CNseg. “Estamos caminhando para uma boa solução para essa questão”, acredita Leal.

D’Or Consultoria promove proteção e vê oportunidades na crise

Em painel ao vivo, Bruno Iannuzzi, CEO da D’Or Consultoria, falou sobre oportunidades e cuidados em meio a COVID-19

Fonte: D’Or Consultoria

Bruno Iannuzzi, CEO da D’Or Consultoria, participou de painel ao vivo da Jornada do Seguro, promovida pela Revista Seguro Total, sobre o tema “Novas Soluções em Saúde e Qualidade de Vida”.

Durante a conversa, o executivo destacou que o cenário criado pela pandemia de COVID-19 foi responsável por acelerar processos que já estavam em curso no segmento da Saúde. “A telemedicina é um exemplo de solução que não é de hoje, apenas precisou ser implantada mais rapidamente. Estamos confirmando tudo o que o setor via como tendências que vinham para ficar”, afirma. 

Ele indica, entretanto, um ponto de atenção: o cuidado para que outras questões ligadas à saúde não sejam deixadas de lado. “Há gestantes que não estão fazendo o pré-natal, devidamente, há hipertensos que não podem fazer o seu acompanhamento de sempre, e dentro da empresa tivemos diversas ações voltadas também para esse lado. Conseguimos preencher muitos gaps”, conta Iannuzzi, destacando ainda a importância da saúde mental em um momento tão delicado.

O CEO da corretora especializada em benefícios explica que a primeira iniciativa da D’Or Consultoria foi a criação do Programa Cuid@r, para os seus mais de 700 colaboradores. “Não é hora do empregador se preocupar apenas com resultado financeiro. Nossa busca não é somente a venda, o movimento dos planos de saúde no país, e sim como atender a todos os públicos com soluções assistenciais, começando sempre dentro de casa”, diz.

Uma vez que se mostrou eficiente, a solução foi levada também para a carteira de clientes da empresa, que conta com cerca de dois milhões de usuários, e até mesmo para empresas que ainda não são clientes. Resumidamente, a plataforma Cuid@r integra todas as etapas do atendimento para identificar sintomas de COVID-19, nível de complexidade de cada caso e encaminhamento médico, tudo isso sem precisar sair de casa – por meio de questionário, atendimento remoto por enfermeiros (nurseline) e, de acordo com a orientação, telemedicina ou telepsicologia. 

Além disso, nessa nova fase em que algumas empresas estão retornando ao trabalho presencial, a D’Or Consultoria tem participado em diversas frentes, desde o auxílio com orientações até a viabilização de testes, garantidas pelo know how do Grupo Rede D’Or São Luiz. “Conseguimos uma entrega de qualidade para os clientes, para que eles possam, assim como nós, cuidar dos seus colaboradores”, avalia o CEO.

Falando ainda sobre o canal de distribuição, o executivo cita o programa AceleraD’Or, por meio do qual a empresa consegue também cuidar dos clientes de seus parceiros de negócios. “Via aquisições e parcerias estratégicas, damos escala a corretoras de plano de saúde, por meio da nossa tecnologia e especialistas, hospitais e parceiros”, ele completa.

“Vejo crise como oportunidade. Estamos também numa crise econômica, há demissões, pessoas sem condições de contratar um plano de saúde completo, e a pior coisa nesse momento seria deixar essas pessoas desassistidas”, conclui Iannuzzi.

Confira a íntegra da apresentação de Bruno Iannuzzi em: https://www.youtube.com/watch?v=3ebx7stG3fs.

Artigo: Tão importante quanto o pacote tecnológico, seguro rural deve ser considerado insumo para o produtor

Artigo escrito por Karine Barros, diretora de Negócios Corporativos da Allianz

Havia no início de 2020 uma expectativa positiva para a economia brasileira, mas praticamente todos os mercados viram tal otimismo ruir logo no terceiro mês do ano, por conta da crise causada pela Covid-19. Porém, no agronegócio, o cenário favorável se manteve. O setor é responsável por pouco mais de 20% do PIB brasileiro e, na safra de 2019/2020, obteve crescimento recorde na produção de grãos, estimada em 250,5 milhões de toneladas, 3,5% superior ao colhido em 2018/2019, de acordo com dados da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), respectivamente. Os resultados foram alcançados com o aumento na área plantada com as principais culturas, investimento em máquinas e a utilização de pacotes tecnológicos avançados, ações que devem colocar o segmento como protagonista na retomada da economia brasileira pós-crise, segundo avaliações de economistas.

Devido às variáveis de riscos existentes, até que seja feita a entrega da produção, o seguro rural tornou-se uma ferramenta essencial, proporcionando a proteção da renda, permanência do produtor no meio rural e a manutenção da cadeia produtiva. Mas, durante muito tempo, o valor do seguro era considerado alto demais pelos proprietários de terra, gerando, como consequência, uma baixa contratação em relação à área cultivada no Brasil. No entanto, o incentivo do governo, por meio de subsídios, tem sido um grande aliado.

Dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) apontam que foram disponibilizados R$ 440 milhões para o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) em 2019, beneficiando 58 mil produtores, com 95 mil apólices e R$ 20 bilhões em importância segurada. Para este ano, o governo aprovou o valor recorde de R$ 1 bilhão para ajudar os agricultores a pagar um seguro.

A forma com que os recursos serão distribuídos aos produtores também mudou, com o objetivo de aumentar a penetração no universo de áreas e culturas. Além disso, é possível enxergar que o Ministério está ativo em várias frentes, com uma preocupação maior na qualidade e gestão da safra, escoamento de produção, formas de minimizar eventuais fraudes, ou seja, focado no desenvolvimento do setor propriamente dito.

Com o passar do tempo, tem sido possível enxergar o melhor entendimento do produtor com relação ao seguro rural, especialmente pelo incremento de corretores preparados para realizar essa oferta. Em 2020, mesmo com o atual cenário, houve um crescimento no ramo, na comparação com o ano passado. Prestes a iniciar a safra de verão, os corretores que trabalham com o produto precisam visualizar e argumentar que é justamente nos momentos de crise que surge a necessidade de preservação do patrimônio, o que nos faz trabalhar com uma perspectiva otimista para a carteira.

TECNOLOGIA E QUESTÕES CLIMÁTICAS

O envolvimento da tecnologia no agronegócio é de conhecimento de todo o mercado. No Brasil, um dos países que tem o setor como um dos principais pilares econômicos, o investimento tecnológico é ainda mais notório. Seja para aumentar a qualidade e a produtividade das safras e, com isso, promover aumento da eficiência produtiva por hectare plantado, ou na aquisição de equipamentos mais adequados para o preparo do solo e colheita. Essas máquinas chegam com valores altos, na casa dos milhões, e com um nível de tecnologia embarcada que potencializa, inclusive, a agricultura de precisão.

Com o produtor investindo em maquinário e também em suas propriedades rurais,  por meio da construção de armazéns, silos e aviários, por exemplo, surge a necessidade de proteção desses bens e o seguro se apresenta como uma solução efetiva e relativamente barata, quando comparado ao  valor da apólice versus o prejuízo que ele pode ter. Tendo em vista que, quando o equipamento é roubado ou sofre algum dano, o proprietário é prejudicado não só pela falta do bem, como da atividade que vai deixar de realizar. Assim como o agronegócio está cada vez mais tecnológico, as seguradoras, que amparam o setor, estão buscando na tecnologia maneiras de explorar novos negócios e garantir produtos que atendam às necessidades no campo.

No Grupo Allianz, existe um hub nomeado de Centro de Competência de Estudos de Agronegócio, que suporta os profissionais que trabalham com seguro rural em todos os países que a companhia oferece o produto, analisando o que está acontecendo no mercado mundial e mostrando oportunidades em diversos países, inclusive no Brasil. Com essa ferramenta, a nossa análise é que ainda há muito o que explorar no país também no que diz respeito à oferta de proteção às questões climáticas.

O clima no campo é um dos principais desafios para os produtores, especialmente porque está fora do seu controle, e pode ser determinante para o sucesso ou fracasso de uma safra quandouma grande seca, um excesso de chuvas ou granizo ocorrem. Importante ressaltar que algumas situações climáticas podem gerar danos catastróficos aos negócios, a exemplo da grande seca que ocorreu na safra de verão 2019/2020, no Rio Grande do Sul, e, em especial, nessa circunstância o seguro rural foi o principal aliado do produtor. Para se ter uma ideia, as indenizações somente nesse episódio no Sul do País podem alcançar R$ 1,89 bilhão, segundo um levantamento do Mapa, com dados do Programa de Seguro Rural (PSR) e do Banco Central. 

Por se tratar de um ramo que lida com sinistros de grandes proporções, é necessária a realização de uma gestão equilibrada da operação por parte das seguradoras, com riscos pulverizados nas diversas regiões do país. Todo este controle e responsabilidade transmite segurança aos clientes no caso de um evento climático que cause prejuízos aos seus patrimônios.

O seguro rural tem se apresentado como um insumo importante para a gestão de risco do produtor e uma linha de negócio consistente para diversificação da atuação e de produtos das seguradoras. Quando avaliado por uma série histórica, com estratégias equilibradas e de longo prazo, é comprovadamente rentável, podendo ser um grande aliado no trabalho com a variação de carteiras das companhias.