Seguros SURA oferece mentoria gratuita para potencializar startups, micro, pequenas e médias empresas

Plataforma da seguradora conecta e capacita empreendedores de forma gratuita. Nasceu no ano passado e ganhou força agora por conta das dificuldades enfrentadas por essas empresas em meio a pandemia da Covid-19

A Seguros SURA vem oferecendo apoio dedicado à orientação gratuita de startups, micro, pequenas e médias empresas (MPMEs), com a plataforma Empresas SURA, disponível desde o ano passado para clientes ou não da seguradora. A iniciativa ganha ainda mais relevância agora por conta dos diferentes desafios enfrentados principalmente pelas pequenas e médias empresas no País. 

A Empresas SURA é um ecossistema de conhecimento e experiências que ajuda o empreendedor com informações e serviços para apoiá-lo na tomada de decisões e no desenvolvimento próspero dos negócios, ao lado de aliados especializados – como são chamadas as empresas e profissionais parceiros da iniciativa – que contribuem na resolução das necessidades identificadas pela Seguros SURA para agregar capacidades de acordo com as suas áreas de atuação e gerar mais oportunidades de crescimento para essas empresas. 

Os empreendedores interessados podem receber orientações personalizadas e acesso a conteúdos criados por especialistas de temas diversos para ajudá-los a identificar oportunidades para potencializar e desenvolver o seu negócio de forma sustentável, com capacitação em Recursos Humanos, Mercado, Marketing, Finanças e Tecnologia. 

“Desenvolvemos uma comunidade de empresas parceiras e conectamos as empresas com uma rede de aliados para potencializar os negócios, entregar conhecimento e valor para os empreendedores de forma criativa para empoderar toda a jornada empresarial. As dificuldades são diferentes para cada negócio, por isso estamos ao lado desse empreendedor em todas as etapas da sua trajetória”, diz Thomas Batt, CEO da Seguros SURA no Brasil. 

Neste sentido, Batt explica que a Empresas SURA hoje ganha ainda mais relevância diante das grandes transformações do novo mundo, sobretudo neste momento em que as pequenas empresas podem ter mais desafios diante das consequências econômicas da pandemia. “Quando observamos os cenários e nos colocamos à frente, conseguimos nos preparar para entregar serviços de acordo com as necessidades das pessoas no momento e da forma que elas precisam”, reforça. 

“Não se trata apenas dos desafios para manter a sobrevivência das empresas que hoje enfrentam impactos nos seus modelos de negócios, mas também da compreensão e entendimento das necessidades individuais de cada pessoa e sobre como podemos utilizar o conhecimento interno da SURA e o nosso olhar de negócios já habituado a acompanhar tendências e novos hábitos de consumo, para nos conectar com outros profissionais e empresas com objetivo de aportar no desenvolvimento empresarial do nosso País”, destaca Maria Elvira Fioratti, líder da iniciativa no Brasil. 

A iniciativa Empresas SURA não tem fins lucrativos e não está atrelada a comercialização de nenhum tipo de produto e/ou serviço. Empresas SURA é um dos projetos que materializa a cultura do Grupo SURA de entregar bem-estar e competitividade sustentável para pessoas e empresas.  

Soja: Sancor libera R$ 150 milhões para indenizações

São pagamentos da safra 2019/2020 que beneficiaram segurados de dez estados do Brasil

Fonte: Sancor

A Sancor Seguros, empresa do maior conglomerado segurador da Argentina e terceiro lugar no ranking das maiores a atender o setor agrícola brasileiro, liquidou R$ 150 milhões para o pagamento de sinistros da safra 2019/2020 da cultura de soja. Os proventos foram efetuados em março, maio, junho e início de julho. Dez estados tiveram indenizações: Tocantins, Bahia, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo, Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul – estes dois últimos, juntos, receberam 88% do valor. Foram 1900 ocorrências de 1400 segurados. O montante foi destinado para, aproximadamente, 400 beneficiários, entre agricultores, revendas, cooperativas e canais financeiros. 

Liberty Seguros anuncia nova função de assistência residencial em seu aplicativo

Agora, os segurados podem acionar serviços de chaveiro, encanador e eletricista, além de acompanhar o histórico das solicitações

Fonte: Liberty Seguros

A Liberty Seguros anuncia sua mais nova solução digital para clientes de seguros residenciais: a opção de solicitar assistências emergenciais através do aplicativo da seguradora. A novidade, anteriormente disponível apenas para segurados de auto, vem para deixar a plataforma da companhia ainda mais completa, além de agilizar e facilitar a experiência dos clientes com a companhia no momento de solicitar atendimentos em suas casas.

Agora os segurados podem realizar, por meio de apenas seis passos no aplicativo, solicitações de atendimento profissional como chaveiro, para casos ocorridos dentro ou fora da residência, encanador, para situações de vazamento ou desentupimento, e eletricista, em ocorrências de problemas elétricos. Além disso, caso necessário, clientes também podem acessar seu histórico de chamadas de assistência, que também fica registrado no app.

“A Liberty Seguros trabalha constantemente para oferecer a melhor experiência aos nossos clientes, por meio de soluções digitais que facilitem o seu dia a dia”, afirma Etienne Gonçalves, superintendente de Experiência Digital e Clientes da Liberty Seguros. “Com essa nova funcionalidade, queremos trazer ainda mais agilidade aos segurados no momento solicitar serviços de assistência em suas casas, com uma opção prática e acessível que pode ser rapidamente acessada por meio do aplicativo da companhia”, completa.

Marketplaces de corretores dominarão a distribuição no futuro, prevê CEO da Argo Seguros

Fonte: Argo Seguros

A crescente digitalização de processos deve mudar também a forma de distribuição de seguros no futuro. A utilização de marketplaces – plataforma mediada por uma empresa, em que vários fornecedores se inscrevem e vendem seus produtos – deve se tornar rotina, também entre os corretores brasileiros.

“Do meu ponto de vista, acredito que os próximos passos do mercado de seguros devem ser a criação de vários market places de corretores para os clientes B2B e alguns B2C”, afirma Newton Queiroz, CEO e presidente da Argo Seguros – seguradora especialista no desenvolvimento de produtos de nicho, com foco na inovação e apoio da tecnologia.

Para o executivo, esse tendência está relacionada a um movimento do próprio mercado de seguros. “Como um todo, nosso setor caminha para atrelar suas plataformas digitais (tanto as de seguradoras, quanto de corretoras) ao ecossistema de outras indústrias e, com isso, usufruir da possibilidade de distribuição em diversos canais de forma rápida e com um custo de implementação reduzido”.

Na opinião de Newton, isso acontecerá por conta do momento de transição em que vive o setor. “O seguro sempre foi um meio muito tradicional, onde o olho a olho sempre contou bastante. Agora, com essa necessidade de desenvolvimento digital, junto com a pressão de redução de custos devido à baixa nas taxas dos investimentos, todos terão que buscar canais cada vez mais amplos para distribuição de seus produtos”. 

Contudo, na visão do executivo, todo esse movimento de inovação não afetará o papel do corretor de seguros. “O Brasil já oferece hoje produtos interessantes e, em algumas áreas, existe um atendimento virtual razoável, com acesso através do whatsapp, chatbots, telefone, e-mail, entre outras formas de comunicação com o cliente. Mas ainda estamos longe de oferecer uma experiência de compra realmente satisfatória”, avalia.

O CEO da Argo destaca a importância do atendimento ao cliente e a resolução dos sinistros, que na prática é onde o segurado de fato entende a importância de contar com uma cobertura. “Acredito que o seguro é uma grande ferramenta de estabilização financeira para grande parte da população, seja em momentos específicos de um cliente e/ou em uma crise como a que vivemos hoje. Nesse momento, o fator humano, a conversa com o especialista, sempre será importante”, concluiu.

Transporte marítimo: o impacto da Covid-19 e tensões políticas ameaçam o futuro

AGCS transporte maritimo

As consequências do coronavírus e uma desaceleração econômica continuada podem ameaçar a melhoria da segurança a longo prazo e desencadear um aumento nas perdas devido a medidas para redução de custos, tripulação fatigada, embarcações ociosas e ineficiente resposta à emergências

Fonte: AGCS

As grandes perdas na navegação estão em seu nível mais baixo, tendo caído mais de 20% em relação ao ano anterior, segundo o estudo da Allianz Global Corporate & Specialty (AGCS), Safety & Shipping Review 2020. No entanto, a crise do coronavírus pode comprometer melhorias de segurança feitas no setor em 2020 e além, pois condições operacionais difíceis e uma forte desaceleração econômica apresentam um conjunto único de desafios.

“O coronavírus atingiu o segmento do transporte marítimo em um momento difícil já que busca reduzir suas emissões, há ainda questões como mudança climática, riscos políticos, pirataria e é um setor que lida com problemas constantes como incêndios nas embarcações”, diz Baptiste Ossena, líder global de seguros de casco AGCS. “Agora, o setor também enfrenta a tarefa de operar em um mundo muito diferente, com as incertas implicações econômicas e de saúde pública da pandemia.”

O estudo anual da AGCS analisa perdas acima de 100 toneladas brutas (GT) e também identifica 10 desafios da crise do coronavírus para o setor da navegação que podem afetar a segurança e o gerenciamento de riscos. Em 2019, foram relatadas 41 perdas totais de navios em todo o mundo versus 53 no ano anterior. Isso representa um declínio aproximado de 70% em 10 anos e é resultado de esforços sustentados nas áreas de regulação, treinamento e avanço tecnológico, entre outros. Mais de 950 perdas foram relatadas desde o início de 2010.

Desafios do Coronavírus

O setor de navegação continuou a operar durante a pandemia, apesar das disrupções nos portos e das mudanças nas tripulações. Embora qualquer redução nas viagens devido a restrições de coronavírus possa diminuir a atividade de perda nesse meio tempo, o relatório destaca 10 desafios que podem aumentar os riscos. Entre eles estão: 

• A incapacidade de mudar de tripulação está afetando o bem-estar dos marinheiros, o que poderia levar a um aumento no erro humano a bordo dos navios.

• A interrupção da manutenção e serviços essenciais aumenta o risco de danos às máquinas, que já é uma das principais causas de sinistros em Marine.

• Vistorias oficiais e inspeções portuárias reduzidas ou atrasadas podem levar a práticas não seguras ou a equipamentos defeituosos não serem detectados.

• Danos e atrasos na carga passam a ser mais comuns, uma vez que as cadeias de abastecimento estão sob pressão.

• A capacidade de responder rapidamente a uma emergência também pode ser comprometida com consequências para incidentes importantes que dependem de suporte externo.

• O número crescente de navios de cruzeiro e petroleiros em lay-up em todo o mundo representa exposições financeiras significativas, devido à ameaça potencial de condições climáticas extremas, pirataria ou riscos políticos. 

“Proprietários de navios também enfrentam pressões de custo adicionais devido a uma desaceleração da economia e do comércio”, diz o capitão Rahul Khanna, diretor global de consultoria de risco em Marine AGCS. “Sabemos, por crises já ocorridas no passado, que os orçamentos para tripulação e manutenção estão entre as primeiras áreas que podem ser cortadas e isso pode afetar a operação segura de embarcações e máquinas, potencialmente causando danos ou avarias, o que, por sua vez, levaria a encalhamento ou colisões. É crucial que os padrões de segurança e manutenção não sejam afetados por nenhuma crise.”

Principais locais de perdas e navios mais afetados

De acordo com o relatório, a região do Sul da China, Indochina, Indonésia e Filipinas continua sendo o principal local de perdas, com 12 embarcações em 2019 e 228 na última década – uma em cada quatro perdas globais. Alto volume de comércio, rotas de navegação movimentadas, frotas mais antigas, exposição a tufões e questões de segurança em algumas rotas domésticas de balsa são fatores que contribuem para esses números. No entanto, em 2019, as perdas diminuíram pelo segundo ano consecutivo. O Golfo do México (4) e a Costa Oeste da África (3) estão em segundo e terceiro lugares.

Os navios cargueiros (15) representaram mais de um terço das perdas no ano passado, enquanto as naufrágios (afundados) foram a principal causa de todas as perdas totais, representando três em cada quatro (31). O mau tempo foi responsável por uma em cada cinco perdas. Problemas com transportadores e navios roll-on / roll-off (Ro-Ro) continuam entre as principais questões de segurança. O total de perdas envolvendo Ro-Ros aumentou ano a ano, além de incidentes menores (+ 20%) – uma tendência que continua em 2020.

“O aumento no número e na gravidade dos sinistros de navios Ro-Ro é preocupante. Eles podem estar mais expostos a incêndios e problemas de estabilidade do que outros navios ”, diz Khanna. “Muitos têm inversões rápidas nos portos e várias investigações de acidentes revelaram que as verificações de estabilidade antes da partida não foram realizadas como deveriam ou foram baseadas em informações imprecisas da carga. Muitas vezes considerações de ordem comercial colocaram em risco embarcações e tripulações e é vital que isso seja abordado em terra e a bordo.”

Pequenos incidentes vêm crescendo 

Enquanto o total de perdas continua apresentando uma tendência positiva, o número de incidentes reportados (2.815) aumentou 5% ano a ano, devido a danos nas máquinas, que causaram mais de um em cada três (1.044). O aumento de episódios nas águas das Ilhas Britânicas, Mar do Norte, Canal da Mancha e Golfo da Biscaia (605) fez com que essas regiões substituíssem o Mediterrâneo Oriental como o nº1 do ranking pela primeira vez desde 2011, representando um em cada cinco incidentes no mundo. 

“Não podemos perder de vista o fato de que, embora as perdas totais tenham diminuído significativamente, o número total de incidentes aumentou ano a ano”, diz Ossena. “Não é preciso muito para que um incidente grave resulte em uma perda total e, portanto, os sinais de alerta estão ali.”

Houve quase 200 incêndios reportados em navios no ano passado, um aumento de 13%, com cinco perdas totais somente em 2019. Cargas mal declaradas são uma das principais causas. Tomar medidas para resolver esse problema é vital, pois ele só piora à medida que as embarcações se tornam maiores e a variedade de mercadorias transportadas cresce. Produtos químicos e baterias são cada vez mais transportados em contêineres e representam um sério risco de incêndio se forem declarados ou armazenados incorretamente.

Tensões geopolíticas e a tecnologia impactam a segurança da navegação

Enquanto isso, os eventos no Golfo de Omã e no Mar da China Meridional mostram que a rivalidade política está também em alto mar e o transporte marítimo continuará sendo atraído para as disputas geopolíticas. O aumento do risco político e dos conflitos civis em todo o mundo tem implicações no transporte marítimo, como a capacidade de proteger tripulações e acessar portos com segurança. Além disso, a pirataria continua sendo uma grande ameaça, com o Golfo da Guiné ressurgindo como principal foco global, com a América Latina vendo o aumento do assalto à mão armada e reaparecendo também no Estreito de Cingapura. 

Proprietários também estão cada vez mais preocupados com a perspectiva de conflitos cibernéticos. Há um número crescente de ataques de spoofing por GPS em navios, particularmente no Oriente Médio e na China, enquanto há relatos de um aumento de 400% nas tentativas de ataques cibernéticos no setor marítimo desde o surto de coronavírus.

Navegação fluvial: perigos na Amazônia

No Brasil, um dos principais parques industriais do país está localizado em Manaus, Amazonas, no norte brasileiro, local onde o transporte de cargas e pessoas é majoritariamente feito através dos rios da região. 

“Durante os 5 dias em que uma carga habitualmente leva para sair do norte e chegar aos grandes centros consumidores no sudeste, balsas transportando os mais diversos tipos de produtos vêm experimentando um aumento no número de ações criminosas de roubo de carga e uma preocupação também com colisões, seja com bancos de areia ou outras embarcações, muitas delas irregulares”, afirma Egleson Ferreira, consultor de risco em marine AGCS América do Sul. 

Em mais de 50 anos de atividade industrial na região Amazônica, os desafios do distrito industrial para escoamento da carga pouco mudaram. As mercadorias, em sua maioria, são transportadas em carretas desde as unidades fabris em Manaus até portos da cidade onde embarcam em balsas que levam 5 dias até a cidade de Belém do Pará. Lá, incia-se o trajeto rodoviário por mais 3 dias até a região sudeste brasileira.

Apesar dos desafios, o transporte fluvial ainda é mais rápido quando comparado ao transporte marítimo – que prolongaria o trajeto em cerca de 10 dias – e mais barato do que o transporte aéreo.

Outros temas abordados no AGCS Safety & Shipping Review incluem:

·         Metas para reduzir as emissões definirão o risco para a navegação nos próximos anos. O objetivo de reduzir pela metade as emissões de CO2 até 2050 exigirá que o mercado altere radicalmente combustíveis, tecnologia de motores e até o design das embarcações. Desde 1º de janeiro de 2020, os níveis permitidos de enxofre no óleo combustível marítimo foram reduzidos. No entanto, estar em conformidade não é simples e os problemas de adequação podem levar a um aumento nos sinistros de danos às máquinas. Por fim, a descarbonização também terá implicações regulatórias, operacionais e de reputação. O progresso na abordagem das mudanças climáticas pode estagnar com o foco agora na pandemia do coronavírus. Isso não pode acontecer.

·         As novas tecnologias não fazem milagres, mas são uma ferramenta cada vez mais útil: A tecnologia de transporte marítimo pode ser positiva para a segurança e no caso de sinistros, e vem sendo cada vez mais usada para combater alguns dos riscos destacados no relatório – desde reduzir a ameaça de incêndio em embarcações, monitorar a temperatura da carga até integrar sistemas de supressão a drones no futuro. O aumento do uso de sistemas de controle industrial para monitorar e manter os motores pode reduzir significativamente os danos às máquinas e os incidentes de avaria, uma das maiores causas atuais de sinistros.

·         Navios azarados – Os navios mais propensos a acidentes do ano passado foram duas balsas nas ilhas Gregas e um graneleiro na América do Norte, todos envolvidos em seis incidentes diferentes.

Fundo para seguro de crédito do BNDES poderá emprestar até R$ 100 bi

O banco tem expertise para fazer a transição do empréstimo para o seguro-fiança. E o marco inicial a gente vai comemorar na próxima semana”, informou Montezano

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Gustavo Montezano, declarou nesta quarta-feira (15) que o próximo passo para a instituição será atuar mais diretamente em seguros e fianças, informa o Valor Econômico.

O executivo do banco de fomento afirmou, durante live organizada pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas (Abimaq), que um fundo com essa finalidade poderia emprestar até R$ 100 bilhões.

“O BNDES é muito conhecido pelos financiamentos. No último ano a gente botou de pé o BNDES serviços, que faz modelagens para os governos federal e estadual. O próximo passo da nossa estratégia é o BNDES atuar mais diretamente em seguros e fianças, assumindo riscos sem necessariamente desembolsar”, destacou Montezano.

O presidente do banco de desenvolvimento definiu a estratégia como transformacional. Nesse sentido, o executivo afirmou que a escolha parte do diagnóstico de que o grande gargalo do mercado de crédito, atualmente, é quem assume o risco do crédito.

“Vai ser um fundo de seguro de crédito com o potencial de emprestar até R$ 100 bilhões para micro, pequenas e médias empresas, se a demanda conseguir suportar isso. Um fundo todo gerido e operacionalizado pelo BNDES. O banco tem expertise para fazer a transição do empréstimo para o seguro-fiança. E o marco inicial a gente vai comemorar na próxima semana”, informou Montezano, se referindo ao Programa Emergencial de Acesso ao Crédito.

O presidente do BNDES também afirmou que o governo federal discute a modelagem de acesso para exportadores. “Tem a linha de guichê único, que é o exim bank, e tem a linha para fazer de forma separada o seguro e o financiamento. É exatamente isso que está sendo debatido hoje no governo e o BNDES vai atuar conforme política publica que for decidida”, detalhou Montezano.

A instituição não atuava no segmento de seguro de crédito pois o Brasil nunca teve esse produto, como em outros países. “Apesar da burocracia, estamos em fase final da aprovação do melhor formato para o FGI [Fundo Garantidor para Investimentos]”. A ferramenta tem como objetivo facilitar a obtenção de crédito para micro, pequenas e médias empresas, empreendedores individuais, cooperativas e caminhoneiros autônomos.

O BNDES planeja operações de até R$ 10 milhões para cada cliente. “O FGI veio para ficar. Vai ser operado durante a crise e depois permanecerá porque melhora o risco retorno da operação e faz aumentar a competição bancária”, afirmou Montezano.

Reservas da capitalização crescem 2,3% e atingem R$ 30,1 bilhões até maio

Fenacap

Fonte: FenaCap

Entre janeiro e maio,  as reservas da capitalização, constituídas pelos recursos de clientes que possuem títulos de capitalização ativos, cresceram 2,3%, atingindo R$ 30,1 bilhões, movimento que tem se mostrado consistente, mesmo em meio à pandemia da Covid-19. 

O indicador, divulgado pela Federação Nacional de Capitalização (FenaCap), com base nas estatísticas da Susep,  evidencia, de um lado, uma característica própria do setor: a contratação de um título de capitalização prevê pagamentos que se estendem no tempo, podendo chegar a até 60 meses, caso de alguns produtos da modalidade Tradicional, carro-chefe do setor, com uma fatia de mais de 70% do mercado; de outro lado, esse desempenho sinaliza  que os clientes têm procurado manter as suas economia s guarda das diante de um cenário de incertezas a sobre a evolução da crise sanitária, ainda sem um desfecho previsível, observa o presidente da FenaCap, Marcelo Farinha.   
Ajudam a compor essa análise os indicadores de faturamento e resgates. No acumulado até maio, a receita atingiu R$ 8,8 bilhões, apresentando um recuo de 7% em comparação aos mesmos meses do ano passado. Mas a entrada líquida de recursos superou o volume de resgates finais e antecipados no período, que somaram R$ 7,6 bilhões, com crescimento de apenas 2,3 % em relação a 2019, o que corrobora a avaliação sobre o comportamento mais cauteloso dos consumidores. 
“Verificamos em maio alguns sinais de recuperação da atividade econômica frente à fase mais aguda do início da pandemia, o que deverá se confirmar no fechamento dos números do semestre, embora o nível de incertezas permaneça elevado”, pondera Marcelo Farinha, acrescentando no entanto, que as expectativas melhoraram também com as notícias de que uma vacina contra o novo coronavírus possa estar disponível até o fim desse ano. 
Sorteios: mais de R$ 400 milhões pagos a clientes contemplados
As premiações de títulos de capitalização somaram R$ 402,8 milhões no período. “Isso representa, junto a resgates finais e antecipados, uma injeção de mais de R$ 8 bilhões na economia”, destaca Farinha, o que reforça a importância social e econômica do setor. 
A FenaCap, inclusive, para que não houvesse descontinuidade no pagamento de prêmios, vem realizando sorteios substitutos à extração da Loteria Federal, referência para premiação de títulos de capitalização, desde 26 de março, quando a Caixa Econômica suspendeu a modalidade, em razão da pandemia. A Caixa retomou as extrações de sábado no último dia 4 de julho, mas os sorteios substitutos às extrações das quartas-feiras continuarão sob a responsabilidade da FenaCap até setembro”, assegura o presidente da Federação.  

IRB Brasil RE testa colaboradores e familiares para covid-19

Até sábado (18/07), devem ser aplicados mais de dois mil testes rápidos, do tipo IgG e IgM, em clínicas localizadas no Rio de Janeiro e São Paulo

Fonte: IRB

O IRB Brasil RE está testando os cerca de 450 colaboradores e seus familiares para covid-19. Até sábado (18/07), devem ser aplicados mais de dois mil testes rápidos, do tipo IgG e IgM, em clínicas localizadas no Rio de Janeiro e São Paulo. Com base nos resultados, o ressegurador espera traçar um panorama de quem já teve contato com o novo coronavírus, considerando a existência de casos assintomáticos.

“Estamos vivendo um momento inédito e a quantidade de novas informações que são divulgadas diariamente é grande. A decisão de testar ajuda a tranquilizar os colaboradores diante desse cenário e nos fornece insumos para estudar, com cuidado, um possível retorno. Vale ressaltar que estamos trabalhando quase que integralmente no sistema de home office, com muito sucesso.  Apenas algumas equipes têm ido pontualmente, devido à natureza de suas funções, ao escritório”, diz o CEO do IRB e presidente do Conselho de Administração, Antônio Cássio dos Santos.

O IRB adotou o trabalho remoto no dia 16 de março.

Seguradora Zurich cresce 69%, para R$ 71,7 milhoes, em apólices de D&O

Fernando Saccon Zurich
Fernando Saccon

Com o resultado, a companhia firma liderança neste segmento, com 25% do mercado de D&O no país

Fonte: Zurich

A Zurich registrou aumento de 69,05% no volume de prêmios emitidos para apólices de responsabilidade civil de administradores (D&O), entre janeiro e abril deste ano. Foram R$ 71,7 milhões em prêmios contra R$ 42 milhões registrados, no mesmo período de 2019. Com o resultado, a companhia firma liderança neste segmento, com 25% do mercado de D&O no país, que movimentou R$ 290 milhões nos quatro primeiros meses do ano. 

A Zurich avançou também no segmento de seguros para riscos cibernéticos, saindo da quarta posição, em 2019, para o segundo lugar em abril deste ano. A participação da seguradora saltou de 7% no ano passado para 16% neste ano. O valor total de prêmios emitidos até abril foi de R$ 1,6 milhão, 6,67% superior a R$ 1,5 milhão registrado nos doze meses de 2019, de acordo com a Superintendência de Seguros Privados (Susep). “O resultado vem do expressivo crescimento de 50% de emissões de novas apólices para grandes, médias e pequenas empresas de diversos segmentos econômicos”, afirma Fernando Saccon, superintendente de linhas financeiras e seguro garantia da Zurich no Brasil.

Artigo: Novo marco do saneamento resgata dívida social

Marcio Coriolano

por Marcio Serôa de Araujo Coriolano, economista e Presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg)

Na década de 70 do século passado, o economista Edmar Bacha escreveu uma fábula à qual deu o título de “O Rei da Belíndia”. Tratava-se de um reino em cujo território conviviam realidades muito distantes: uma pequena parte rica e desenvolvida como a Bélgica, a maior parte muito pobre, como a Índia. O termo rapidamente firmou-se como metáfora da desigualdade brasileira, simbolizando inicialmente a crítica à política econômica concentradora de renda e, depois, à persistência de indicadores sociais inaceitáveis, mesmo em períodos de prosperidade econômica.

Entre esses indicadores, nenhum representa tão cabalmente a injustiça social que vigora na nossa Belíndia atual do que o saneamento básico – aí incluídos coleta, distribuição e tratamento de água, esgoto e lixo. É inevitável o espanto diante da constatação de que, apesar de todos os avanços conquistados pelo Brasil nessas cinco décadas, chegamos ao século XXI como um País que, em 2019, ostentava o 9º maior PIB do planeta, e onde um em cada dois brasileiros (104 milhões de pessoas) não tem acesso a esgoto tratado. O ranking 2020 do Instituto Trata Brasil mostra que, de acordo com o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS – base 2018), o número de brasileiros sem acesso ao abastecimento de água corresponde ao triplo da população de Portugal. A coleta de esgoto não existe para um contingente que equivale ao dobro da população da Argentina.

No que tange ao lixo, 24% dos lares não contam com serviço de coleta, e em quase 3.000 cidades os lixões resistem, quando deveriam ter sido extintos em 2014, de acordo com o Plano Nacional de Resíduos Sólidos.  Se ainda havia algum questionamento sobre a prioridade necessária a esse tema, a pandemia da Covid-19 não deixa margem de dúvida. A realidade tem mostrado dados alarmantes, como a falta de acesso a água em boa parte dos lares e escolas do País, em um momento no qual a higiene é um dos principais fatores de contenção do número de casos.

Por esse motivo, a aprovação da Marco Regulatório do Saneamento (PL 4.162/2019) pelo Senado é uma excelente notícia. A Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) considera que a sanção do presidente Jair Bolsonaro, realizada em 15 de julho, representará um passo histórico para a superação de uma das maiores chagas do Brasil. Não tanto pelas metas – afinal, metas já foram estabelecidas anteriormente e jamais cumpridas. Mas pelo estabelecimento de regras capazes de dar segurança aos potenciais investidores nesse setor, que demanda recursos da ordem de R$ 500 bilhões para que o saneamento chegue a todos os brasileiros até 2033. O estímulo ao investimento privado através de licitação entre empresas públicas e privadas, o fim do direito de preferência a empresas estaduais e a cassação da concessão de quem não cumprir as metas estipuladas estão entre avanços que consideramos inegáveis. Digno de nota é também o papel coordenador da Agência Nacional de Águas (ANA), que organizará e dará transparência à intrincada rede de 52 agências reguladoras locais e regionais de saneamento, o que gera incertezas e afugenta investidores.

Os impactos positivos do novo marco regulatório são inegáveis. Estima-se que até o fim dos prazos estipulados para a universalização do saneamento básico, sejam gerados no Brasil 700 mil empregos em obras de infraestrutura específica para esses serviços. Diante da escalada recente do desemprego, este é, evidentemente, um dos motivos para comemorarmos o novo marco regulatório. No entanto, a universalização do saneamento básico terá impactos que ainda não foram devidamente sublinhados, inclusive sobre o setor de seguros. Muito tem sido dito sobre a importância – inegável – do saneamento sobre o sistema público de saúde. Ocorre que essa triste realidade atinge todo o sistema. Os serviços médicos privados também são cotidianamente sobrecarregados no atendimento a doenças provocadas pelas deficiências do saneamento, o que pressiona os custos dos seguros de saúde.

Por outro lado, serviços universalizados e de boa qualidade reduzem doenças, diminuindo também a pressão sobre o atendimento. Ao longo do tempo, poderão contribuir para o equilíbrio financeiro do setor de seguros, em benefício de todos. Outra consequência pouco abordada da falta de saneamento é que esgoto e lixo jogados em canais, rios e lagoas provocam assoreamento e facilitam grandes inundações após chuvas intensas. Isso impacta o custo dos seguros patrimoniais, como os de automóveis e os residenciais. Essa mesma realidade torna difícil estabelecer as curvas de normalidade essenciais aos chamados seguros paramétricos, nos quais as seguradoras arcam com os custos decorrentes de eventos extraordinários. 

A CNseg lembra, ainda, que foi aprovado na Câmara e está no Senado o Projeto de Lei 6814/2017 (apensado ao PL 1292/1995), que prevê alterações na Lei de Licitações, com a adoção de seguro garantia obrigatório para obras acima de R$ 100 milhões, e ampliação da garantia para 30% do valor do empreendimento. O porte das obras necessárias ao atingimento das metas estabelecidas pelo novo marco regulatório do saneamento reforça a importância desse projeto.

O Brasil vive um momento de desafios gigantescos, em que o horizonte frequentemente aparece toldado por incertezas. Consciente das dificuldades, a CNseg confia na capacidade de recuperação de um País que superou tantos outros obstáculos no passado. Nos 50 anos que se passaram entre a fábula de Belíndia e hoje, redemocratizamos o Brasil, derrotamos a hiperinflação, resistimos a grandes terremotos financeiros internacionais, fizemos as reformas trabalhista e da Previdência e avançamos na regulação de serviços essenciais, como energia, telefonia e saúde. A aprovação do marco regulatório do saneamento é mais um passo na construção do País que desejamos, economicamente forte e socialmente justo.