Preço do seguro avança 6% no primeiro trimestre, segundo pesquisa mundial da Willis Towers Watson

“Durante o primeiro trimestre de 2020, vimos uma continuação de aumentos substanciais de preços por excesso/cobertura em responsabilidade de diretores e executivos”

Fonte: Business Insurance

As alterações agregadas nos preços dos seguros comerciais superaram 6% no primeiro trimestre, em comparação com o período do ano anterior, de acordo com a Willis Towers Watson PLC’s Commercial Lines Insurance Pricing Survey, divulgada na 2ª feira (08).

Foi o segundo trimestre consecutivo em que as alterações agregadas de preços relatadas pelas seguradoras excederam 6% e continuaram com uma tendência firme nos últimos trimestres, disse a Willis.

Os preços subiram quase 2% nos quatro trimestres de 2018 e no primeiro trimestre de 2019, subindo para quase 4% no segundo trimestre, quase 5% no terceiro trimestre e, finalmente, para mais de 6% nos últimos dois trimestres. 

Os dados para quase todas as linhas indicaram aumentos de preços significativos no primeiro trimestre. Os maiores aumentos ocorreram nas linhas de responsabilidade excedente/ abrangente e de responsabilidade de diretores e executivos, ambas com “aumentos significativamente acelerados nos últimos três trimestres”, disse Willis.

A cobertura comercial de Automóveis subiu quase ou acima de dois dígitos pelo 10º trimestre consecutivo, enquanto a cobertura de Propriedades registrou aumentos de quase dois dígitos pelo quarto trimestre consecutivo, informou a Willis.

Os aumentos de preços das Linhas Especiais no agregado ficaram acima de dois dígitos pelo segundo trimestre consecutivo, conforme a empresa.

Apenas a remuneração dos trabalhadores caiu, “embora as reduções tenham diminuído um pouco em cada um dos últimos cinco trimestres”, informou a Willis.

As alterações de preço relatadas foram mais discretas para pequenas contas comerciais, mais altas para contas do mercado intermediário e aproximavam-se de dois dígitos para grandes contas.

“Durante o primeiro trimestre de 2020, vimos uma continuação de aumentos substanciais de preços por excesso/cobertura em responsabilidade de diretores e executivos”, disse Alejandra Nolibos, diretora sênior de consultoria e tecnologia de seguros da Willis Towers Watson, em comunicado divulgado com o relatório.

Seguradoras alemãs tentam criar fundo de 10 bilhões para apólices de lucros cessantes

Um documento de discussão inicial determinou que o fundo precisa ter um volume superior a € 10 bilhões (US$ 11,3 bilhões)

Fonte: Reuters

Seguradoras alemãs estão elaborando planos para um fundo público-privado de bilhões de euros para ajudar as empresas a lidar com interrupções nos negócios de futuras pandemias, de acordo com um documento do setor.

Concorrentes nos Estados Unidos e em toda a Europa também estão em negociações com os governos para encontrar maneiras de garantir futuros surtos.

Na Alemanha, um grupo de trabalho das principais seguradoras do país divulgou um documento de discussão inicial, que determinou que o fundo precisa ter um volume superior a € 10 bilhões (US $ 11,32 bilhões).

O montante serviria como “uma ajuda rápida à liquidez” até que as medidas de emergência do governo pudessem ser elaboradas.

Seria financiado por contribuições de empresas e seguradoras potencialmente afetadas, bem como por títulos de catástrofe e recursos do governo.

As seguradoras esboçaram dois modelos possíveis. Um seria obrigatório com contribuições de taxa fixa, enquanto o segundo seria voluntário e as contribuições seriam baseadas nas metas de pagamento das empresas.

O lobby de seguros da GDV está coordenando o esforço.

O artigo foi publicado pela revista alemã Der Spiegel.

IRB Brasil buscará reverter decisão que manda mostrar que tem R$1 bi para ressarcir acionistas

Fonte: Reuters

O IRB Brasil RE comunicou nesta terça-feira que adotará as medidas legais cabíveis para reverter decisão da Justiça em São Paulo que mandou a resseguradora mostrar que tem 1 bilhão de reais para o caso de ressarcir acionistas devido às fortes perdas das ações da companhia neste ano.

“A decisão possui caráter liminar, estando sujeita à reforma e recurso, não tendo tido a companhia a oportunidade, ainda, de se manifestar nos autos da referida ACP (ação civil pública)”, afirmou a companhia em comunicado.

A decisão da 2ª Vara Empresarial e de Conflitos Relacionados à Arbitragem do Tribunal de Justiça de São Paulo atendeu parcialmente a uma ação civil pública para ressarcir acionistas que buscarem reparação de perdas por meio de arbitragem.

Os autores do pedido avaliam que as perdas totais com a queda das ações do IRB sejam da ordem de quatro bilhões de reais, após eventos que começaram com questionamentos da gestora de recursos Squadra sobre práticas contábeis da empresa.

A ação do IRB caiu 9,9% na segunda-feira, estendendo a perda no ano para 73%.

A juíza Renata Mota Maciel negou o pedido para imediato afastamento de toda a diretoria do IRB Brasil.

No comunicado desta terça-feira, o IRB disse que “adotará as medidas legais cabíveis, com vistas a reverter a decisão, mantendo seus acionistas e o mercado em geral informados acerca dos desdobramentos relevantes do presente assunto”.

Mercados emergentes investirão 3,9% do PIB em infraestrutura nos próximos 20 anos

Isso significa US$ 2,2 trilhões anualmente, segundo o estudo da Swiss Re

Investimento no desenvolvimento de infraestrutura deverá ser um dos principais motores do crescimento sustentável em mercados emergentes após o abrandamento da crise da COVID-19, afirma o mais recente estudo sigma, produzido pela equipe da Swiss Re. Haverá um forte crescimento do investimento em infraestruturas inteligentes e resilientes e de energias renováveis.

Os mercados emergentes investirão US$ 2,2 trilhões em infraestrutura anualmente nos próximos 20 anos, equivalente a 3,9% do produto interno bruto (PIB), segundo as estimativas do relatório. Estima-se que os países emergentes da Ásia investirão US$ 1,7 trilhões anualmente, equivalente a 4,2% do PIB; sendo a China responsável por 54% dos gastos do mercado emergente.

Os prêmios de seguro relacionados a infraestrutura devem exceder os US$ 50 bilhões em 10 anos, relacionados principalmente aos setores de engenharia, imobiliário e energia.

A infraestrutura em mercados emergentes representa uma oportunidade de investimento anual de US$ 920 bilhões para investidores institucionais, incluindo seguradoras.

Espera-se que o setor de energia, especialmente o de energia renovável, infraestrutura inteligente e resiliente e instalações de saúde atraiam um forte investimento. O sigma estima que a infraestrutura de mercados emergentes representa uma oportunidade de investimento anual de US$ 920 bilhões para investidores a longo prazo, incluindo seguradoras.

As fases de construção e operação dos projetos de infraestrutura também criarão uma nova demanda por soluções de seguro, sendo previsto que as ramos de negócios de engenharia, imobiliários e de energia serão as mais beneficiadas.

Grupo Sura: vendas crescem e receita financeira recua no 1o. trimestre

Apesar dos impactos financeiros conjunturais da pandemia, o Grupo SURA mantém solidez patrimonial, crescimento operacional e promove ações em favor das pessoas e empresas na América Latina

  • Suas subsidiárias Suramericana e SURA Asset Management reforçaram o suporte a clientes e afiliadas, com base na transformação de modelos operacionais e de serviço e com a tecnologia como facilitadora.
  • O Grupo Empresarial renova seu compromisso de preservar o emprego, contribuir para a recuperação econômica e tomar iniciativas de solidariedade da Fundação SURA.
  • O crescimento da receita de prêmios, prestação de serviços e comissões reduziram o impacto no resultado contábil negativo de final de março, principalmente devido à desvalorização das carteiras de investimentos.
  • O Grupo SURA e suas subsidiárias apresentam a liquidez e solvência necessárias para superar os efeitos relacionados com a pandemia.

O Grupo SURA divulga os resultados consolidados do primeiro trimestre em um cenário marcado pela volatilidade dos mercados, devido à conjuntura gerada pela pandemia global. A resposta da holding e de suas subsidiárias, Seguros SURA (Suramericana) e SURA Asset Management, demonstram capacidade financeira, adaptação e transformação dos negócios, além de ser relevante para milhões de pessoas e empresas da região para enfrentar e superar os efeitos relacionados à COVID- 19.

“Em meio à pandemia global, demonstramos a capacidade do Grupo Empresarial de preservar o emprego de 30 mil pessoas, garantir a continuidade dos negócios e criar valor para os nossos clientes. Além disso, nossas avaliações mostram que temos força, liquidez e solvência para enfrentar e superar esse momento desafiador para toda a humanidade”, afirma Gonzalo Pérez, presidente do grupo SURA. 

Ao aderir o isolamento preventivo, as empresas do grupo fizeram ajustes operacionais, fortaleceram seus canais de comunicação remotos, habilitaram ferramentas digitais e desenvolveram outros serviços; ao mesmo tempo, conseguindo aprendizado e avaliando as oportunidades geradas pela contingência e o papel dos negócios da empresa na reativação social e econômica da região. 

Ações em face da pandemia

Nesse contexto, as seguradoras da Suramericana tornaram mais flexíveis os processos e as condições de contratação de seguro e pagamento de prêmios, incluíram a pandemia na cobertura em Saúde e Vida, onde não era prevista, ampliaram a capacidade de assistência e serviços para as pessoas, desenvolveram novas soluções, fornecendo conhecimento para PMEs do programa regional Empresas SURA, durante o confinamento e agora na reativação gradual de setores da economia.

Na SURA Asset Management, os administradores de fundos de pensão anteciparam o pagamento de provisões, aumentaram seus canais transacionais virtuais e fortaleceram sua dinâmica de assessoramento e acompanhamento dos clientes. Os negócios de poupança e gerenciamento de ativos oferecem atualizações periódicas de mercado com avaliação das alternativas de investimentos para indivíduos e para o segmento institucional.

Particularmente na Colômbia, a Seguros SURA, entre outras ações, aumentou sua capacidade de assistência à saúde, agilizou os esquemas de realização e o processamento de testes de diagnóstico para a COVID-19. A partir do seu Administrador de Riscos Ocupacionais (ARL), implantou em tempo recorde um modelo diferenciado para facilitar as medidas de atendimento a milhões de trabalhadores em empresas de serviços essenciais e para outras empresas em processo de retorno gradual e escalonado a atividade industrial.

Além dos negócios, das empresas e da administração da Fundação SURA, até o momento, cerca de COP 13.278 milhões (US$ 3,3 milhões) foram alocados a iniciativas públicas e privadas nos 10 países para fortalecer hospitais e clínicas, a compra e entrega de equipamentos de proteção para o pessoal médico e contribuir para a segurança alimentar de 100 mil famílias em condições de vulnerabilidade. Os funcionários da Organização na Colômbia se uniram em solidariedade a essas frentes, contribuindo com doações que ultrapassam 422 milhões de COP.

Solidez financeira, crescimento resiliente e impactos externos

As projeções e avaliações de risco mostram que o Grupo SURA e suas subsidiárias mantêm liquidez e solvência adequadas, considerando aspectos como a boa posição de caixa disponível das três companhias; bem como a menor exposição cambial e dividendos esperados na holding, a liquidez das carteiras na América do Sul e a solvência da SURA Asset Management, junto com os ativos sob gestão (AUM).

Os resultados financeiros do primeiro trimestre do ano reafirmam os benefícios da diversificação de receitas e dos países, bem como a resiliência dos negócios em relação ao mesmo período de 2019. Mantém-se o aumento da receita de prêmios de seguros retidos (9,9%), gestão de ativos (6,4%) e prestação de serviços de saúde (25,4%). Isso compensou parte da queda nos retornos dos investimentos (-104,1%), dada a desvalorização dos ativos financeiros, e a menor receita do método de equivalência patrimonial das associadas (-72,1%), principalmente do Bancolombia, devido às maiores provisões da carteira.

No caso da Suramericana, destaca-se o aumento de 14,6% na receita, com crescimento nos segmentos Vida (18%), Geral (6,1%) e Saúde (25,3%), com um lucro líquido de COP 106.697 milhões (US $ 30,2 milhões), queda de 9,8%, em grande parte devido ao valor da carteira na Argentina.

“Nesta contingência, aceleramos o desenvolvimento de nossa estratégia como gestores de tendências e riscos e nos adaptamos a esse novo ambiente, desde o modelo operacional de negócios até o desenvolvimento e melhorias no portfólio de soluções. Nosso foco é fornecer capacidades e conhecimento às pessoas e empresas que acompanhamos durante o isolamento e agora na reativação gradual das atividades produtivas”, afirma Juana Francisca Llano, Presidente da Suramericana. 

Quanto à SURA Asset Management, em março, a empresa contava com 20,5 milhões de clientes, 3,5% a mais do que um ano atrás, e a AUM cresceu 6,5%, totalizando 473,6 bilhões de COP (116.512 milhões de dólares). Registrou um crescimento sustentado de receitas de comissões nos negócios Obrigatório (4,5%) e Voluntário (19,8%); no entanto, apresentou um prejuízo líquido que subtraiu COP 129.870 milhões (USD 36,7 milhões) do resultado final consolidado, explicado pelas desvalorizações dos investimentos de carteiras próprias nos negócios Obrigatórios (reserva).

“Embora tenhamos um impacto em nossos resultados devido à recente volatilidade global do mercado de capitais, no momento a visão de longo prazo e a diversificação nas carteiras e fundos que gerenciamos assumem relevância. Enquanto isso, agimos prontamente para adaptar nossas operações e canais para continuarmos próximos de nossos clientes na região com a assessoria e identificação de alternativas de poupança e investimento”, esclarece Ignacio Calle, Presidente da SURA Asset Management.

No total, a receita operacional consolidada do grupo SURA diminuiu 6,6% e totalizou COP 4,7 trilhões (US $ 1.339,4 milhões); as despesas aumentaram 6,3%, impulsionadas por maiores custos de prestação de serviços de saúde, levando a uma redução de 71,1% no lucro operacional, que alcançou COP 244.128 milhões (US$ 21,5 milhões). A desvalorização do peso colombiano, atrelada à pandemia e à queda dos preços do petróleo, também causou uma perda líquida de COP 75.956 milhões (US$ 21,5 milhões), 114,9% a menos em relação ao lucro obtido em março de 2019.

“Como organização, estamos nos adaptando a esse novo ambiente e acreditamos, sem dúvida, que temos conhecimento, talento e robustez para enfrentar essa situação, identificar novas oportunidades e continuar a transformar os negócios, gerando bem-estar e desenvolvimento sustentável para os latino-americanos”, conclui Gonzalo Pérez.

Artigo: Resseguro Estatal? Nossa Síndrome de Estocolmo

joao marcelo demarest

por João Marcelo dos Santos*

Síndrome de Estocolmo é um estado psicológico apresentado quando a pessoa se encontra em uma situação de tensão, como em sequestros ou prisão domiciliar. Para se sentir segura e tranquila, a pessoa estabelece vínculos mais pessoais com os agressores. Esse vínculo é uma resposta do inconsciente diante a uma situação de perigo. Uma característica muito presente em situações que desencadeiam a Síndrome de Estocolmo é a relação de poder e submissão.

Essa é a clara definição, dada pelo Instituto de Psicologia Aplicada – INPA, da Síndrome de Estocolmo, descrita pela primeira vez em 1973 após um assalto a um banco em Estocolmo, associado ao sequestro dos clientes.

São características da Síndrome de Estocolmo a natureza pós-traumática e sintomas como o desamparo, a dependência do sequestrador, a dificuldade de aceitar os eventos ocorridos, flashbacks recorrentes, irritabilidade e estranhamento.

Obviamente, não é a Síndrome de Estocolmo o objeto principal destes comentários, mas a nossa relação com o Estado brasileiro e sua presença na nossa vida. E a antiintuitiva dinâmica da Síndrome de Estocolmo explica, de forma perturbadoramente exata, a relação entre a a sociedadebrasileira e o Estado.

A presença excessiva do Estado na nossa vida e na economia é deletéria. Sabemos dos desvios de todo o tipo que ela permite e incentiva, mas alguns insistem em recusar os fatos, seja como sequestrados, seja com sequestradores.

Ora, o debate quanto à redução do tamanho do Estado brasileiro não passa pela extinção dele. Ocorre que o Estado brasileiro, com seu tamanho e ineficiência, sequestrou a capacidade da sociedade de avançar e ter uma economia dinâmica e que beneficie a todos. Esse não devia mais ser um debate ideológico. Simplesmente acabou o dinheiro. 

O Estado, que deveria incentivar a distribuição de renda, um dos nossos maiores problemas, tem servido como demeritório concentrador dela.

A “nova ideia” mais recente foi o resseguro estatal.

Justificariam a estatização do resseguro o risco de solvência dos resseguradores globais e a suposta dificuldade de seguradoras em contrar resseguro “satisfatório”, tudo catalizado e ampliado pela recessão global. Exemplo de possível solução seria a Agência Brasileira Gestora de Fundos e Garantias – ABGF.

Vale lembrar que o mercado de resseguro global passou por duas guerras mundiais e por outras crises e pandemias, tendo sobrevivido a tudo isso. E “carregar” esse eventual risco para o Estado brasileiro é gerar externalidades negativas (nas quais parte dos custos ou benefícios da transação, que beneficia diretamente poucos, será imposta à todos).

A suposta dificuldade de seguradoras brasileiras em acessar boas coberturas de resseguro, se existe, é consequência da necessidade de completarmos o processo de abertura e modernização dos seguros e resseguros iniciado em 2007.

Vale lembrar que a abertura do mercado brasileiro de seguros não foi imediatamente completa, ou seja não se deu com a privatização concomitante do então Instituto de Resseguros do Brasil, porque esse modelo de abertura total não era aceitável para o Governo de então. Do contrário, poderíamos hoje ter resseguros tão bons, modernos e disponíveis como telefones celulares.

E sabemos a quantos problemas isso nos levou: escândalos de corrupção (um dos primeiros naquele Governo), a necessidade de passos atrás no processo de abertura do mercadode resseguro, com a imposição da reserva associada à vedação de operações intragrupo (medidas que destruíram o processo de construção da nossa credibilidade no mercado internacional), a perda significativa (e invisível nas estatísticas) de investimentos, e outros.

O que se propõe, com a reestatização do resseguro, é dobrar a aposta que não deu certo, em homenagem a problemas atuais inevitáveis e negando os problemas do passado, muito maiores e evitáveis.

Quanto à recessão global, embora a crise atual seja de tamanho e características únicos, não é a primeira, e não parece, ao menos nesse aspecto, que devamos expandir a poética pretensão de Cazuza exposta na música “O Brasil vai ensinar o mundo”.

Por fim, quanto à ABGF, com tudo o que foi dito, escrever mais seria gastar vela boa, e caracteres, com santo ruim, quase (oxalá se torne) defunto.

Enfim, nosso processo de psicoterapia social não será fácil, mas o primeiro passo é reconhecer o sequestro e a Síndrome, e o segundo é aceitar o tratamento: reduzir ao Estado ao mínimo, para que nos traga resultados minimamente aceitáveis.

*João Marcelo dos Santos, Presidente da Academia Nacional de Seguros, ex-Diretor e Superintendente Substituto da SUSEP e sSócio Fundador do Santos Bevilaqua Advogados

Susep promove webinar sobre Modernização do Processo Administrativo Sancionador

Fonte: Susep

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) realizará, no dia 19 de junho, a partir das 11h, um webinar sobre Modernização do Processo Administrativo Sancionador. O objetivo do evento é ampliar o diálogo com a sociedade sobre as evoluções e modernização do setor propostas pela Autarquia.

O modelo em debate propõe, dentre outras ações, a possibilidade de substituição do processo administrativo sancionador por outros instrumentos e medidas de supervisão, reservando a instauração do regime repressivo às hipóteses de maior gravidade ou relevância, sob o aspecto regulatório.

Além disso, o projeto visa atualizar a Resolução CNSP n° 243/2011 e absorver parte do marco regulatório presente na Resolução CNSP n° 97/2002, que será revogada, dando prosseguimento ao processo de consolidação das normas prevista no Decreto n° 10.139/2019 (“revisaço”).

O tema será apresentado pela Coordenadora Geral de Julgamentos, Tatiane Rocha, pelo Procurador Chefe, Igor Lourenço, e pelo Diretor Danilo Moura. A Superintendente Solange Vieira realizará a abertura do evento.

As inscrições no webinar são limitadas e já estão abertas. Os interessados podem se inscrever neste link

Insurtech Lemonade registra IPO e quer captar US$ 100 milhões na NYSE

A edição da newsletter Finsiders, focada no ecossistema fintech e produzida quinzenalmente pelo jornalista Danylo Martins, destaca que a insurtech americana Lemonade, plataforma de seguros que usa inteligência artificial (IA), entrou com um pedido de abertura de capital (IPO) na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE) e quer levantar cerca de US$ 100 milhões. Fundos de Venture Capital estimam um valor de mercado de US$ 2,1 bilhões para a startup, conforme reportagem da Fast Company

Fundada em 2015, a empresa já levantou cerca de US$ 480 milhões em investimentos, com o maior volume (US$ 300 milhões) injetado no ano passado em rodada liderada pelo SoftBank. Além do fundo japonês, a Lemonade tem entre os investidores nomes como General Catalyst e Sequoia Capital Israel. Apesar de um crescimento de três vezes na receita entre 2018 e 2019, a startup apurou um prejuízo de US$ 108,5 milhões no ano passado. Veja o perfil dela no Crunchbase.

No Brasil, o mais recente movimento veio da XP. Leia mais

Marcio Coriolano participa de webinar da Iniciativa FIS

O convidado especial do encontro virtual será o Vice-Presidente da República, Hamilton Mourão

Fonte: CNseg

O presidente da Confederação Nacional das Seguradoras – CNseg, Marcio Coriolano, participará do webinar “O Papel da Saúde no Desenvolvimento Social, Econômico e Ambiental Brasileiro”, promovido pela Iniciativa FIS – Fórum Inovação Saúde. O evento ocorrerá no próximo dia 19 de junho, às 15h, pelo canal da FIS no YouTube (bit.ly/CanalFIS). O Vice-Presidente da República, Hamilton Mourão, será o convidado especial do encontro virtual, a ser moderado por Josier Vilar, da Iniciativa FIS.

Além de Marcio Coriolano, os entrevistadores serão: Bernardete Weber, do Hospital do Coração (HCor); Leandro Reis Tavares, da Rede D’Or São Luiz e Mauricio Ceschin, ex-Presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). 

A Iniciativa FIS – Fórum Inovação Saúde foi criada para conectar e unir as maiores lideranças, empresas e associações da cadeia da saúde, tanto do setor público, do privado e da academia.  É uma entidade sem fins lucrativos e suprapartidária voltada a ajudar,  de maneira colaborativa, a transformar a saúde do nosso país, gerando discussões sobre os principais pilares do setor: educação, empreendedorismo e inovação, financiamento, gestão, governança, modelos assistenciais e regulação.

BNDES vai atuar com seguros para garantir projetos

Fonte: Agência Brasil e blog Sonho Seguro

Gustavo Montezano, presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), disse ontem em entrevista que pretende que o banco atue, ainda este ano, como garantidor, com seguro de crédito, em operações do mercado de capitais e em sindicalização com outros bancos, informa o Estadão.

Em entrevista concedida ontem, ele disse que o BNDES, para realizar sua missão de promover o desenvolvimento sustentável do Brasil, tem atuado historicamente pelo canal do crédito, como financiador principal do crédito direto e indireto. Nos últimos 12 meses, deu uma escala sustentável ao canal de serviços e, agora, pretende entrar no terceiro pilar, que é o seguro de garantias e fianças, que complementa os dois primeiros canais, quando o banco toma risco direto ou indireto do projeto, mas sem colocar o caixa proprietário.

Um marco disso ocorrerá no próximo mês de julho, com o lançamento do programa emergencial de acesso ao crédito, onde o banco vai atuar em escala nunca vista em seguro de crédito, mencionou Montezano. O próximo passo é o banco operar, em seus negócios de infraestrutura, com seguros e fianças para projetos.

“Isso é importante porque você começa a quebrar a sua matriz de risco em vários ítens de risco e em vez de atuar como um financiador principal no projeto, ele pode pegar uma matriz de risco, de uma parte temporal do projeto, de uma reserva de liquidez, e prover uma fiança para aquela parte do projeto”.

O BNDES está trabalhando na forma mais adequada de lançar essa nova modalidade no mercado, mas Montenazo afirmou que isso vai prover garantia de capitais para outros investidores que, porventura, não tenham o mesmo apetite do banco para outros vetores da matriz de risco. A ideia é fazer isso ainda este ano.

A corretora Wiz, da Caixa, vinha ajudando o banco a desenvolver um projeto neste sentido, no ano passado, em parceria com seguradoras, segundo acompanhou o blog Sonho Seguro.