Denise Bueno, Pedro Bramont e Roberto Santos falam sobre insurtechs no Inova360, da Record

Inova360 insurtechs

Nesta semana, de 17 a 24, o tema do programa da teve Record será insurtechs. Vários profissionais serão ouvidos para contar um pouco das novidades que já começam a chegar na mão do consumidor. Isso mesmo. No smartphone, via aplicativos. Já é possível comprar seguros em três cliques e também fazer contratos por períodos curtos, diferentemente dos contratos anuais que ainda dominam a venda do setor.

Neste primeiro episódio, a jornalista Denise Bueno, especializada em seguros, comenta que o mercado segurador passa por profundas transformações e as mudanças são rápidas. “As seguradoras tradicionais acompanham de perto as mudanças e se as novatas tiverem sucesso, serão absorvidas”, disse. “É a mesma tendência da XP Investimentos, que cresceu ofertando produtos e serviços diferenciados e vendeu 49,9% do capital para o Itaú Unibanco, recebendo um aporte de R$ 600 milhões e ainda recebeu do banco R$ 5,7 bilhões por essa participação. Incrível isso. E a estratégia foi resolver a dor do cliente e no mercado de seguros temos muitas dores para serem resolvidas, como no seguro de celular, com pouca oferta de cobertura para furto simples e queda acidental, problemas que mais afetam os consumidores”.

Pedro Bramont, CIO da Inovação da BB Seguros, e Roberto Santos, CEO da Porto Seguros, também participaram. Acompanhe o programa completo desta segunda feira. E tem mais. O programa vai abordar seguros todos os dias desta semana, a partir das 8 horas, na teve Record.

2º WebTec da CNseg debateu a inflação e seus impactos no consumo, nos investimentos e na atividade econômica

CNseg

Evento ocorreu em 13 de agosto, pela plataforma Zoom

Fonte: CNseg

A inflação, que pode ser definida como um aumento generalizado de preços de bens e serviços em um determinado período de tempo, tem forte impacto sobre os resultados financeiros de investidores e sobre as decisões de consumo. Nos anos 80 e 90, a hiperinflação brasileira evidenciou seus efeitos deletérios, reduzindo drasticamente o poder de compra das pessoas e empresas. Razão pela qual essa situação foi alcunhada de “imposto inflacionário”. Entretanto, por outro lado, muitos ainda desconhecem as consequências negativas de uma inflação muito baixa, como é a brasileira, atualmente.

“A inflação baixa compromete uma acomodação adequada dos rearranjos de preço de acordo com o que está sendo mais ou menos demandado, podendo levar a um adiamento do consumo e a uma queda na atividade econômica”, afirmou Pedro Simões, economista do Comitê de Estudos de Mercado (CEM) da CNseg – Confederação Nacional das Seguradoras, na abertura do 2º WebTec CEM CNseg, realizado em 13 de agosto, tendo como tema: Inflação, Consumo, Investimento e o Setor Segurador”.

O evento contou, também, com as participações do Diretor Financeiro do Grupo Bradesco Seguros e Presidente da Comissão de Investimentos da FenaPrevi, Vinicius Cruz; do Head de Educação Financeira da XP Investimentos, Thiago Godoy; e do Gerente do Sistema Nacional de Índices de Preços ao Consumidor, responsável pela produção do IPCA, Pedro Kislanov.

Apesar de haver inúmeras correntes de explicação para a atual inflação excepcionalmente baixa, não só no Brasil, como em grande parte do mundo, é consenso a influência exercida pela pandemia do novo coronavírus, que gerou uma contração da demanda maior que a da oferta. Assim, com a atividade econômica muito fraca, é natural, entre outros fatores, que as desvalorizações cambiais não sejam repassadas para o consumidor. Vinicius Cruz, explicou: “Como forma de tentar incentivar a economia, assim como a inflação, os juros estão também em níveis excepcionalmente baixos no Brasil e no mundo. E isso também traz desafios para o equilíbrio da situação fiscal das empresas e assusta investidores”.

Mas esse susto por parte dos investidores, somado a outros fatores, como a criação de novos produtos, como o Tesouro Direto, com sua facilidade de aquisição, tem gerado uma mudança positiva do perfil dos investidores, informou Thiago Godoy.  E complementou: “Aos poucos, as pessoas vão se desgarrando da poupança, que é uma modalidade de investimento do século XIX, migrando para a bolsa e para a renda fixa.  

Mesmo assim, disse Thiago, a população brasileira ainda desconhece conceitos básicos de educação financeira, como pôde ser constatado em recente pesquisa do Banco Mundial.  “Globalmente, há uma pressão dos governos por inclusão financeira, mas há um grande número de pessoas com dificuldade para lidar com o sistema financeiro e, por isso, esse esforço precisa ser acompanhado de um processo de educação financeira, sobretudo para os grupos mais vulneráveis, que são as mulheres de baixa renda e as pessoas próximas da idade da aposentadoria, que demonstraram ter o menor conhecimento sobre o tema entre os perfis analisados”, afirmou.  

Corroborando com a afirmação de Thiago Godoy, Pedro Kislanov, ressaltou a importância de as pessoas saberem como os instrumentos financeiros afetam a nossa vida, assim como é importante que a sociedade conheça os índices de custo de vida, que visam identificar o quanto deve ser acrescido à renda do consumidor para que ele mantenha o mesmo nível de bem-estar.  

Kislanov explicou que, devido à sua subjetividade, os índices de custo de vida são buscados por meio de uma aproximação dos índices de preços, que podem ser mais facilmente aferidos. No Brasil, há vários modelos de aferição, com o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) sendo um dos mais utilizados e construído pela composição de 60% do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), 30% do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) e 10% do Índice Nacional de Custo da Construção (INCC).  

Abordando mais especificamente o segmento de seguros, Pedro Kislanov afirmou que os dois produtos considerados no cálculo da inflação devido ao maior peso na pesquisa de orçamento familiar são o seguro de automóveis e o seguro saúde. Em relação ao seguro de automóveis, o cálculo é feito com levantamento junto a corretoras mas, segundo ele, esse processo ainda poderia ser melhor refinado. Já em relação ao seguro saúde, o cálculo é feito com base no aumento concedido anualmente pela ANS aos planos individuais.

Vinicius Cruz explicou o efeito da inflação no seguro saúde: “O seguro saúde é bastante relevante para o IPCA. A chamada “inflação médica” é uma razão direta que influencia no custo e consequentemente no preço. E acrescentou: “No setor segurador, o avanço tecnológico não vai necessariamente influenciar na baixa do preço. Os ganhos da tecnologia têm custos no curto prazo, que são somados à elevação de frequências de utilização, e seus efeitos positivos somente são captados a médio e longo prazos.”

Caixa Seguridade firma parceria com Tempo Assist para os ramos de serviços assistenciais

IPO Caixa Seguridade

Acordo prevê pagamento de R$ 30 milhões pela Tempo Assist

Fonte: Caixa

A Caixa Seguridade firmou, nesta quinta-feira (13/08), acordo com a Tempo Assist para a formação de uma nova sociedade que explorará, pelo prazo de 20 anos, os ramos de serviços assistenciais na rede de distribuição da CAIXA. Nos termos do acordo, a Caixa Seguridade terá 75% de participação no capital total da nova sociedade, sendo titular de 49,99% das ações ordinárias e 100% das ações preferenciais da Nova Companhia. A Tempo Assist será a controladora da nova sociedade, detendo 50,01% das ações ordinárias da Nova Companhia, e terá 25% de participação no capital total. 

No fechamento da operação, a Tempo Assist subscreverá aumento de capital na Nova Companhia no valor total de R$30 milhões, valor que será repassado pela Nova Companhia à CAIXA nos termos da outorga por ela concedida (upfront) e as Partes celebrarão com a Nova Companhia um contrato de distribuição, que conferirá à Nova Companhia o direito de explorar a rede de distribuição da CAIXA para a oferta de serviços assistenciais, com exclusividade, por 20 anos. [A Nova Companhia remunerará a Caixa Seguridade e a Caixa Econômica Federal com uma comissão de distribuição em termos contratados.] 

A Nova Companhia terá gestão e governança compartilhadas entre Caixa Seguridade e Tempo Assist de forma a potencializar os pontos fortes de cada acionista, observando as melhores práticas de governança corporativa e as disposições de acordo de acionistas a ser celebrado entre as partes no fechamento da operação. O prazo para o fechamento da operação (cumprimento de todas as condições precedentes estipuladas no acordo de associação) encerra-se em 4 de janeiro de 2021. 

A reestruturação da operação de seguros e serviços correlatos, incluindo assistência, está alinhada com a estratégia de fortalecimento da estrutura de governança e gestão das participações adotada pela Caixa Seguridade. O objetivo é aumentar a ênfase na comercialização de produtos de seguro através da vinculação aos serviços assistenciais no canal bancário, buscando aperfeiçoar os serviços prestados aos clientes da CAIXA, bem como a maximização na geração de valor para os acionistas da Caixa Seguridade. 

Mitsui Sumitomo investe para avançar em riscos corporativos

Mitsui

Mauro Caetano assumiu a direção técnica da seguradora japonesa dentro do período de isolamento social e já traz muitas novidades

O engenheiro Mauro Caetano assumiu a direção técnica da Mitsui Sumitomo Seguros dentro do período de isolamento social determinado pelos governos para conter o avanço da contaminação da Covid-19. “Conhecia algumas pessoas do meu time, mas a maioria fui conhecendo por meio das reuniões virtuais”, conta ele ao blog Sonho Seguro. Ex-diretor de riscos corporativos da AXA, na qual atuou de 2014 até recentemente, o executivo tem uma experiência diversificada atuando em resseguradora como a Odyssey Re, em seguradoras como SulAmérica e HDI e em corretoras de resseguro como a AON Benfield e JLT Re. 

Sua experiência como corretor, cliente e segurador, no mercado local e internacional, atraiu o olhar do grupo japonês, que mira a diversificação de produtos e o crescimento sustentável. “Como já estive nos dois lados do balcão, aprendi que o corretor é o nosso principal cliente e a forma mais simples de agradá-lo é oferecer um atendimento personalizado e um bom produto de seguros para que ele agrade e possa oferecer aos seus clientes produtos sob medida com subscrição técnica, preço justo e atendimento diferenciado quando acontece o sinistro”, comenta. 

Mauro já chega com novidades. Neste semestre, a área corporativa da Mitsui Sumitomo passa a atuar com mais um produto: o seguro garantia. “O garantia complementa nosso portfolio corporativo com riscos patrimoniais, engenharia, operacionais, de responsabilidade civil, transportes e vida. Atuaremos com todas as modalidades, desde a oferta de garantias contratual (performance) até as garantias judicial. Queremos ter a grade de proteção completa para o corretor ofertar ao seus clientes soluções financeiras necessária para que nenhum imprevisto abale o alicerce dos negócios”, reforça o executivo. 

O ramo de energia renovável está entre as prioridades de Caetano. Muitas companhias deixaram de atuar neste nicho, por ser considerado volátil. A expectativa é de que o governo federal e também a iniciativa privada voltem a investir neste segmento vital para a retomada do crescimento do PIB e que gera muitos empregos no mesmo. Nos próximos cinco anos, os projetos de energia solar fotovoltaica já contratados pelo governo federal deverão movimentar R$ 9,5 bilhões em investimentos, conforme estimativa calculada pela Greener, empresa de inteligência de mercado e desenvolvimento de projetos para o setor solar. 

“Já percebemos demanda de empresas de todos os portes que procuram por fontes renováveis de energia com o objetivo de diminuir a emissão de poluentes e economizar recursos. A nossa estratégia é consolidar o crescimento de forma sustentável e no longo prazo. O grupo, um dos maiores do Japão e do mundo e presente em 40 países, tem expertise na aceitação, conhece o potencial de sinistro e isso possibilita construir uma carteira sustentável, estável, mesmo com resultados cíclicos apresentando neste segmento da economia”, afirma. 

Segundo ele, seu desafio é dar continuidade ao que a Mitsui Sumitomo já vinha realizando ao longo dos anos, com foco no treinamento de pessoas, melhorias de eficiência e diversificação de produtos. “A sinergia entre a área comercial e a área técnica é um dos grandes diferenciais da MSS. Os corretores têm acesso a qualquer executivo da nossa Companhia pelo whatsapp e isso agiliza a solução de dúvidas e fortalece o relacionamento. Internamente, o nosso vice-presidente Helio Kinoshita afirma que somos todos um só time. 

As áreas técnicas, de subscrição e comercial estão focadas em soluções que tornem os contratos viáveis ao longo do tempo. “Essa metodologia melhora a eficiência com a redução da burocracia e a transparência dos contratos, evitando assim qualquer problema futuro”, frisa o diretor técnico. 

Ele conta que a pandemia trouxe um novo modelo de relacionamento das empresas com seus públicos alvos. Um dos exemplos é a inspeção de risco. “Implementamos um modelo de auto inspeção, onde o segurado oferece, por meio do corretor, as informações necessárias aos subscritores através do preenchimento de formulários, com fotos anexas. Isso agiliza muito a subscrição, que faz uma avaliação prévia do risco para depois mandar um time de inspeção, caso seja necessário. Este modelo está com ótima aceitação por todos os envolvidos, o que nos fez decidir por manter a auto inspeção, que tem sido eficiente para muitos contratos, no futuro. Assim como as reuniões virtuais têm sido uma solução mais ágil aos problemas do dia a dia” e esta aproximando ainda mais a seguradora do corretor.

Graduado pela Universidade Paulista (Unip), Mauro também ostenta no currículo um MBA pela Fundação Instituto de Administração (FIA) com cursos de extensão pela Universidade Vanderbilt, dos Estados Unidos, a Emlyon Business School, da França, e a Cambridge Judge Business School, do Reino Unido. “A Mitsui Sumitomo, sendo uma empresa global, tem grande espaço para aumentar sua participação nos riscos corporativos e de médio mercado. Estou no lugar certo, na hora certa, pois acredito que o Brasil voltará a crescer já em 2021”, finaliza o diretor, que aguarda com ansiedade o fim da pandemia para encontrar todos pessoalmente. Afinal, num setor como o de seguro, fundamentado pelo relacionamento e boa fé, os relacionamentos pessoais serão sempre cultivados.

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Mercado de seguros tem queda de 3,5% no ano devido à pandemia

Fonte: Agencia Brasil

A arrecadação do mercado segurador brasileiro no primeiro semestre deste ano somou R$ 121,07 bilhões, queda de 3,5% em comparação ao mesmo período do ano passado. O número exclui o ramo de saúde e o seguro de danos pessoais causados por veículos automotores de via terrestre (Dpvat).

A redução não foi maior por causa dos planos de previdência privada VGBL (Vida gerador de benefício livre), admitiu, em entrevista à Agência Brasil, o presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (Cnseg), Marcio Coriolano. Com as taxas de juros baixa, os ativos têm volatilidade reduzida, o que torna os planos de previdência mais atrativos, em função de proteção de mais longo prazo que oferecem, indicou o executivo.

No ano passado, o setor fechou com aumento da receita de 12,2%. Apesar disso, a expectativa para 2020 era de expansão a taxas menores, mesmo antes da pandemia do novo coronavírus. Em janeiro, as médias de crescimento começaram a baixar mas, no primeiro trimestre, houve aumento de 7,8%, ainda sem o efeito da covid-19, porque as medidas de isolamento social só foram decretadas a partir do fim de março.

Marcio Coriolano lembrou que abril foi o pior mês, durante a pandemia, para a economia como um todo, com retração de 21,4% em relação a março, para o mercado de seguros. “Teve um impacto muito forte para o setor segurador”. No mês seguinte, entretanto, o mercado “deu uma reagida”, também principalmente em função dos seguros de previdência VGBL, evoluindo 11,4%. Sem esses planos, teria ocorrido queda de 2,3% em maio.

Mitigação 

Os números de junho revelam crescimento substancial de 32,9%, auxiliado pela expansão de 59,6% dos planos VGBL, sem os quais o aumento no mês teria sido reduzido para 18,3%. Na comparação com junho de 2019, a arrecadação foi de 6,7%. O desempenho de junho contribuiu para mitigar a queda experimentada pelo setor segurador no segundo trimestre do ano, de -13,8%. O destaque, em junho, foi para os segmentos de danos e responsabilidade, com alta de 18,5%, notando-se o início do movimento de recuperação no setor de automóveis, depois de longa paralisação.

Na comparação semestral, o que se percebeu foi uma tendência para “poupança por precaução”, disse o presidente da Cnseg. “A pandemia despertou nas pessoas a necessidade de precaução, de aversão ao risco”. Os seguros foram demandados de forma diferenciada no primeiro semestre de 2020, comparativamente aos primeiros seis meses do ano passado. Os dados da Cnseg mostram crescimento significativo de ramos de menor ponderação relativa, como o marítimo e aeronáutico (+28,4%), rural (+25,2%) e responsabilidade civil (+19,8%). Na análise dos últimos 12 meses encerrados em junho, foi registrada alta de 6,1%.

Marcio Coroliano afirmou que a expectativa para o segundo semestre é de que não haverá taxas de crescimento equivalentes às do ano passado, levando em conta que a circulação não vai voltar de forma plena. Por isso, as taxas daqui para a frente deverão ser menores, abrindo oportunidade para produtos “que cabem no bolso do consumidor”. Ele acredita que o segundo semestre não será fácil. “Será um desafio para a economia como um todo e o setor de segurosnão vai escapar desse desafio”. Os seguros de pessoas vão continuar liderando.

Planos terão de cobrir teste de Covid-19

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) incluiu ontem o teste de sorologia para covid-19 na lista de coberturas obrigatórias dos planos de saúde. Mas a regra só vale para pacientes sintomáticos do novo coronavírus após o oitavo dia do surgimento dos sintomas. A decisão foi publicada nesta sexta-feira no Diário Oficial.

O procedimento que os planos de saúde terão de cobrir é a pesquisa de anticorpos IgG ou anticorpos totais, exame sorológico para identificar a presença de anticorpos no sangue da pessoa, mas que não é indicado para a fase aguda da infecção, em que pode transmitir a doença. Caso o teste tenha resultado positivo, significa que a pessoa já foi exposta ao vírus em algum momento.

Agora, a norma segue para publicação no Diário Oficial da União e passa a valer a partir desta sexta-feira (14/8). A decisão foi tomada pela diretoria colegiada da agência após algumas idas e vindas em decisões sobre o tema. Uma liminar na Justiça já chegou a obrigar os planos de saúde de cobrir o teste sorológico para covid-19, que foi derrubada em julho.

A ANS assegura outros diagnósticos aos beneficiários, como o teste molecular (RT-PCR), indicado para a fase aguda da infecção e é obtido por meio da coleta do material genético do vírus em uma amostra de secreção nasal ou da garganta, coletada com uma espécie de cotonete (swab).

IRB capta R$ 2,08 bi em subscrições de ações

antonio Cassio IRB

Foram subscritas 300 milhões de ações, volume que corresponde a 99% da quantidade mínima estipulada para a operação

O IRB Brasil RE anunciou hoje que o processo de emissão de ações ordinárias para aumento de seu capital social alcançou R$ 2,08 bilhões. Foram subscritas 300.083.857 ações ordinárias, volume que corresponde a cerca de 99% da quantidade mínima estipulada e a 90,4% da quantidade máxima. A primeira rodada de oferta para exercício de preferência se encerrou na quarta, 12. 

“É uma demonstração inequívoca de que o mercado entendeu o propósito do trabalho desta administração, que está atuando sob um rigoroso projeto de governança e transparência”, disse o diretor presidente do IRB, Antonio Cassio dos Santos.

Cem mil acionistas do IRB Brasil RE aproximadamente exerceram o direito de preferência em adquirir ações. Cerca de 70% do valor obtido foi subscrito por acionistas institucionais e os demais 30% por acionistas individuais. “Isso mostra que o interesse veio de uma base pulverizada, é um sinal de que nossa marca segue forte depois do período desafiador pelo qual o IRB passou”, pontuou Santos. 

Em 8 de julho, o IRB Brasil RE anunciou que seu Conselho de Administração havia aprovado o aumento de capital social da companhia por meio de emissão de ações ordinárias. O valor anunciado para a emissão foi de no mínimo R$ 2,1 bilhões – que o ressegurador praticamente alcançou nesta primeira oferta – e no máximo de R$ 2,3 bilhões. Com a oferta das chamadas sobras – cujas regras de participação o IRB deve anunciar em breve ao mercado – o ressegurador deve alcançar o valor máximo. “Vamos chegar ao nosso objetivo de conseguir o total estipulado”, assegura o diretor presidente. 

O resultado apurado nesta quarta, segundo informa o IRB no Fato Relevante, “reforça, os níveis de solvência da companhia e propiciam melhoria nos patamares de reenquadramento regulatório da ‘cobertura’ das Provisões Técnicas, bem como da margem adicional de liquidez, fortalecendo, portanto, a sustentabilidade da estratégia de negócios do IRB Brasil RE”. 

“Como dissemos antes, esta solução garante o futuro da companhia de forma equilibrada, no longo prazo, e este primeiro resultado mostra que fizemos a escolha certa, agora referendada pelo mercado”, concluiu Antonio Cassio. 

Qualicorp e SulAmérica anunciam planos de saúde coletivos por adesão inéditos

Além de mais acessíveis, os novos produtos contam com diversas vantagens para o cliente, como desconto para contratação familiar, plano odontológico e serviço de telemedicina

Fonte: Qualicorp

A Qualicorp, administradora de planos de saúde coletivos, e a SulAmérica Saúde anunciaram nesta terça-feira (11), durante uma live exclusiva, o lançamento do novo portfólio de planos de saúde coletivos por adesão.

O novo e inédito portfólio de produtos foi apresentado pelos executivos das duas empresas. Pela Qualicorp, participaram Bruno Blatt, CEO da Companhia, e Elton Carluci, vice-presidente Comercial, de Inovação e Novos Negócios. Já pela SulAmérica Saúde participaram Raquel Giglio, vice-presidente de Saúde e Odonto, e Juliano Tomazela, head técnico de Saúde e Odonto.

Os planos de saúde coletivos por adesão lançados durante o evento possuem diversas novidades e vantagens para clientes e corretores. Além de preços mais competitivos, o usuário que contratar o plano de saúde para um ou mais dependentes terá desconto de 9% na mensalidade de todos os usuários, inclusive do titular do plano. Ou seja, em um ano, o cliente economiza mais de uma mensalidade inteira.

Outra característica do novo portfólio é que, além do plano coletivo por adesão, o produto contempla também plano odontológico (SulAmérica Odonto) e o Saúde na Tela, plataforma de consultas à distância da SulAmérica.

Para Bruno Blatt, o produto tem tudo para ser um campeão de vendas. Durante a live, o executivo frisou que a administradora quer ampliar a oferta de planos de saúde para seus clientes e dar protagonismo ao corretor de seguros. “Trabalhamos intensamente no desenvolvimento de serviços e produtos diferenciados como esse. Nos aproximamos muito de clientes e corretores para ouvir suas demandas e necessidades. Além desse novo portfólio, temos mais de 40 equipes internas trabalhando em uma série de projetos inovadores e disruptivos que devem ser lançados até o final do ano”.

Elton Carluci ressaltou a importância do corretor e informou que a campanha de bonificação para o profissional de vendas não só está mantida, como também deve ser expandida em breve para outras regiões. “A campanha Cyber Bônus, que é a melhor bonificação do país, permanece vigente. Essa iniciativa já está disponível no Rio de Janeiro e em São Paulo, e em breve devemos lançá-la em outras praças”, anunciou o executivo.

De acordo com Raquel Giglio, “trata-se de um dia histórico para essa parceria de longa data com a Qualicorp, em que damos um passo inédito e super inovador”. A executiva da SulAmérica destacou ainda o sucesso da plataforma Saúde na Tela, que foi ampliada durante a pandemia com a regularização da telemedicina e é um dos diferenciais do novo portfólio. O Saúde na Tela pode ser acessado via aplicativo de Saúde da SulAmérica para atendimento médico imediato ou agendamento em mais de 30 especialidades, além de psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais.

Juliano Tomazela explicou os detalhes sobre o novo portfólio e destacou a competitividade do produto. “O corretor vai se surpreender com os preços. É uma tabela 100% nova. Estou certo de que vamos crescer em muitas regiões, inclusive nas praças em que ainda não temos tanta representatividade”, assegurou. 

O corretor e o empreendedorismo 

O evento virtual contou ainda com a participação especial do empresário Flávio Augusto, fundador da escola de inglês Wise Up e proprietário do Orlando City Soccer Club, time de futebol dos Estados Unidos. Flávio contou como se tornou um dos líderes mais admirados do Brasil e o que mais marcou sua trajetória de vendas. “No início da minha carreira, meus maiores concorrentes para usar o telefone público na realização das vendas eram os corretores de plano de saúde”, relembrou.

Para ele, o vendedor está muito próximo da essência do empreendedorismo por também ter um componente de risco muito alto em seu ofício. “Se ele vende, ganha; se não vende, não ganha. O vendedor lida com coragem com essa variável e a encara como oportunidade. Cada ‘não’ recebido é um não a menos perto do seu sim”, afirmou. O empresário também falou sobre a crise gerada pela pandemia do novo coronavírus, frisando que não se pode ter peso na consciência para enxergar oportunidades nesses momentos. 

“Você, corretor, que experimentou oscilações durante a crise, deve aproveitar, cuidar da mente e se concentrar no seu trabalho. Poder exercer suas tarefas pelo computador e pelo celular é um privilégio. Essa é a hora de aproveitar que o mercado está precisando de soluções e você tem essa solução nas suas mãos”, destacou Flavio.

Grupo Zurich busca preços mais altos para amortecer o impacto do COVID-19

zurich CFO

A explosão do armazém do porto em Beirute na semana passada provavelmente não representaria uma grande perda para a seguradora

Fonte: Reuters

Os negócios de seguro de vida e seguros gerais da Zurich Insurance foram atingidos pela pandemia COVID-19, mas o aumento das taxas de seguro empresarial fornecerá suporte, disse seu diretor financeiro na quinta-feira, quando a empresa divulgou uma queda de 42% no lucro líquido, para US$ 1,18 bilhão, em linha com as previsões. O índice combinado piorou para 99,8% contra 95,1% um ano antes.

As seguradoras foram atingidas em toda a linha por reclamações relacionadas à pandemia, incluindo viagens, lucros cessantes e cancelamento de eventos, além de seguro de vida. “Foram seis meses relativamente extraordinários”, disse o CFO George Quinn. “O desafio não acabou.”

A quinta maior seguradora da Europa disse esperar que os sinistros de seguros relacionados ao COVID-19 no segmento de seguros gerais sejam de US$ 750 milhões para o ano inteiro, o mesmo nível indicado em maio.

O lucro operacional no primeiro semestre caiu 40% para US$ 1,7 bilhão, atingido por pagamentos ligados à pandemia e mercados financeiros mais fracos, mas estava em linha com as previsões dos analistas de US$ 1,69 bilhão.

A empresa disse que o surto de coronavírus reduziu seu lucro operacional em US$ 686 milhões. Quinn disse à Reuters que o impacto sobre o negócio de seguro de vida da seguradora seria de cerca de US$ 120 milhões, com base em sinistros e mudanças de apólices. Além disso, as reivindicações relacionadas a distúrbios civis, principalmente nos Estados Unidos, totalizaram US$ 122 milhões, disse Quinn.

A explosão do armazém do porto em Beirute na semana passada provavelmente não representaria uma grande perda para a seguradora, disse ele.

Segundo a seguradora, as taxas de seguro empresarial subiram 8% nos primeiros seis meses, mas Quinn disse que os aumentos se aceleraram no segundo trimestre e que a tendência era “muito positiva”.


 

Os Impactos da Tesla no Mercado Segurador e as Soluções para os Prêmios Elevados do Seguro D&O

Artigo escrito por Pedro Ivo Mello, sócio do Raphael Miranda Advogados

Além de ter anunciado planos para lançar um seguro sob medida para automóveis com tecnologias avançadas de segurança e coleta de dados[1], o fundador e CEO da Tesla, Elon Musk, decidiu não renovar o seguro D&O deste ano para os diretores da companhia, substituindo-a com a promessa pessoal de uma cobertura supostamente equivalente àquelas oferecidas pelas seguradoras[2].

Conforme pontuado por Kevin LaCroix[3], tal equivalência dificilmente seria alcançada, na medida em que o arranjo cogitado dependeria exclusivamente da capacidade financeira de Musk para honrar com eventuais indenizações. Diversamente do que ocorre com as seguradoras, Musk não conta com a complexa estrutura de gestão de riscos possibilitada pelas grandes resseguradoras e retrocessionárias internacionais. 

Todavia, a decisão de Musk corrobora com a percepção cada vez mais comum de que os prêmios cobrados pelas seguradoras se encontram particularmente elevados, o que se deve ao efetivo aumento da sinistralidade no âmbito do seguro D&O. A atual crise decorrente da pandemia da COVID-19 foi mais um fator que intensificou esse movimento[4].

No Brasil, soma-se à pandemia ao menos três fatores que influenciam no aumento da sinistralidade: (i) a proliferação, nos últimos anos, de múltiplas operações policiais contra desvios de verbas públicas e esquemas de corrupção; (ii) a progressiva responsabilização de diretores e companhias por danos causados ao meio ambiente[5]; e (iii) a crescente possibilidade de acionistas reclamarem indenização contra as próprias companhias, tendência que ganhou corpo com a inédita condenação da Petrobrás, por sentença arbitral, a ressarcir determinados acionistas pelos prejuízos sofridos em razão dos fatos investigados na Operação Lava-Jato[6].

Em 2019, por exemplo, as seguradoras captaram R$ 625.865.685,00 de prêmios e pagaram R$ 825.791.123,00 de indenizações, como uma elevadíssima sinistralidade de 152%[7], contra uma sinistralidade, já alta, de 85% em 2018.

Nesse cenário, é possível que as empresas passem a cogitar ao menos quatro soluções para evitar o pagamento de prêmios elevados: (i) a adoção de uma espécie de autosseguro, sem a contratação de apólice D&O, na linha do que foi anunciado por Musk, privilegiando a celebração de acordos de indenidade com seus executivos, recentemente regulados pela CVM[8](ii) a diminuição de coberturas contratadas, abrindo mão especialmente da Cobertura “C”, por elevar significativamente os prêmios; (iii) a previsão de uma robusta Participação Obrigatória do Segurado na apólice, tendo como contrapartida a diminuição do prêmio; e (iv) o uso de seguradoras cativas constituídas como ferramenta de fluxo de caixa para gerir, otimizar e financiar os seus próprios riscos, melhorando a relação entre capacidade de colocação x taxa de prêmio cobrado[9].


[1] https://www.businessinsider.com/elon-musk-tesla-launching-insurance-company-nationwide-hiring-2020-7;https://www.insurancejournal.com/magazines/mag-features/2020/08/10/578302.htm

[2] https://www.insurancejournal.com/news/national/2020/05/01/567042.htm

[3] https://www.dandodiary.com/2020/04/articles/d-o-insurance/in-lieu-of-do-insurance-musk-agrees-to-provide-tesla-with-coverage/

[4] https://www.insurancejournal.com/news/national/2020/04/02/563095.htm

[5] https://www.conjur.com.br/2019-out-19/operacoes-pf-aumentam-procura-seguro-executivos

[6] https://exame.com/exame-in/em-caso-inedito-petrobras-tera-de-indenizar-investidores-por-ma-conduta/

[7] http://www2.susep.gov.br/menuestatistica/SES/principal.aspx

[8] https://www.machadomeyer.com.br/pt/inteligencia-juridica/publicacoes-ij/mercado-de-capitais-ij/cvm-estabelece-regras-para-contratos-de-indenidade

[9] https://www.pwc.com/us/en/industries/insurance/captive-insurance-and-risk-management.html