60% das empresas esperam um impacto nos resultados financeiros dos próximos seis meses

queda do pin

É o que revela pesquisa da corretora Willis Towers Watson. Mais da metade das empresas no Brasil (55%) reduziram contratações e 20% estão considerando reduzir sua força de trabalho como medida para atenuar os problemas econômicos trazidos pela pandemia

A pesquisa COVID-19: Impacto nos negócios e nos benefícios’, realizada pela Willis Towers Watson, mostrou que as organizações estão implementando diversas ações em resposta aos desafios impostos pela pandemia da COVID-19, principalmente para garantir a saúde, a segurança e o bem-estar de sua força de trabalho enquanto tentam manter a operação.

Quanto aos efeitos da pandemia nos negócios, cerca de 60% esperam um impacto moderado a grande em seu desempenho comercial durante os próximos 6 meses. No que tange aos empregados19% esperam não ter consequências na produtividade dos mesmos e 1 em cada 10 esperam não ter sérias consequências em relação ao bem-estar do empregado.

Os empregadores adotaram diversas medidas para proteger seus negócios como: congelamento de contratações (55%), suspensão do trabalho (20%) e licenças (15%). Além disso, implementaram outras medidas, como proteger os funcionários por meio do trabalho obrigatório em sistema de home office (71%), semanas de trabalho reduzidas (33%) e equipes de trabalho alternadas (30%).

Quando se trata de planejamento para a retomada presencial aos escritórios, 74% afirmam que os funcionários retornarão gradualmente ao longo de um período de tempo; 52% retomarão com funcionários essenciais primeiro e 58% com os de baixo risco de complicações graves.

Estratégias de retorno à normalidade

Atualmente, de acordo com a pesquisa, 30% dos empregadores estão desenvolvendo uma estratégia de comunicação para retornar ao local de trabalho. Como parte das estratégias que as empresas estão usando (29%) estão “ouvindo”’ os funcionários por meio de pesquisas e ‘grupos focais’ virtuais para identificar preocupações de segurança, bem-estar e necessidades, a fim de desenvolver o melhor planejamento para a volta ao trabalho.

Poucos empregadores dão suporte, como motivar os funcionários a usar tecnologias para rastrear a exposição potencial (5%) e oferecer serviços de cuidados com crianças, (atendimento de emergência, reembolsos) apenas 2%.

Em relação à revisão dos protocolos de segurança no local de trabalho, 37% dos empregadores estão atualizando-os, 33% estão reconfigurando os espaços para manter distanciamento social e 44% aplicarão um teste de temperatura para funcionários e visitantes entrarem nas instalações. Exigir testes periódicos da COVID-19 para entrar na instalação (por exemplo, teste de anticorpos) também está sendo considerado pelas empresas.

O estudo da Willis Towers Watson foi realizado com 196 empresas brasileiras, que juntas são representadas por 724 mil funcionários. Além disso, 68% das organizações estão localizadas em vários países e atuam em indústrias como manufatura, energia, serviços gerais, saúde, TI e telecomunicações, serviços financeiros, varejo, setor público e educação.

Liberty Seguros traz especialista em marketing digital para dar curso para corretor

A Liberty Seguros preparou um vídeo institucional super bacana para divulgar o episódio de hoje da Academia Digital, curso online exclusivo para os corretores ministrado por Lorran Souza, especialista em marketing digital. Neste capítulo, Lorran discutirá possíveis formas de melhorar estratégias de marketing digital e mensurar resultados das campanhas, além de explicar a importância do marketing de conteúdo e da qualificação de leads. Dia 18!

Assina o vídeo e entre na Academia Digital para se atualizar: https://drive.google.com/file/d/10EU5UwITOBufP7bii1DOAjucrWvm3s7s/view

THB Brasil anuncia nova head de Retail & Alimentos e Bebidas

Camila Feriani chega para agregar ao time de Specialty da empresa

Fonte: THB

A THB Brasil, empresa especializada em Gestão de Riscos, Consultoria de Benefícios e Corretagem de Seguros e Resseguros apresenta Camila Feriani como nova Head de Retail Alimentos e Bebidas dentro da área de Specialty da companhia. 

Camila é formada em administração e pós graduada em Compliance e Riscos, com mais de 15 anos de experiência no mercado segurador, sendo 12 anos como Risk Manager. A executiva possui passagens por empresas do varejo farmacêutico e em multinacional holandesa com operação de cash&carry em cinco países da América Latina.

“Minha missão na THB é desenvolver o DNA do Retail/ Wholesale na companhia, de forma que estaremos conectados às necessidades dos segurados destes segmentos. Evoluiremos no atendimento para as indústrias de Food & Beverage, unindo a mitigação de risco necessária para desenvolver parcerias estratégicas e duradouras no mercado de seguros e resseguros”, explica a profissional. 

Para Camila, as sólidas parcerias da THB com o mercado de resseguros americano, asiático e europeu vão contribuir para sua gestão das operações do varejo com dinamismo e atendendo às fortes exigências de gestão de riscos dessa área. “Como já passei pelas mesmas “dores” dos segurados da minha especialidade, me sinto apta a contribuir de forma efetiva e diferenciada com os segurados da THB”, analisa.

AXA amplia aceitação de risco do Condomínio Flex

Fonte: Axa

A AXA no Brasil anuncia melhorias na aceitação de risco do produto Condomínio Flex. A partir de agora, os condomínios podem contratar nosso Seguro enquanto ainda não têm CNPJ. No primeiro ano de contratação, basta que tenham ATA registrada em cartório para poder contar com a proteção, até que obtenham todos os documentos.

“Foi uma construção conjunta da AXA com os corretores. Nossos parceiros vieram até nós indicando a necessidade de ampliar essa aceitação, que garante uma oferta mais competitiva para o corretor e traz mais valor para o cliente. De fato, este é um ótimo benefício para que os condomínios contem com o seguro e a proteção da AXA enquanto organizam toda a situação documental” afirma Clóvis Silva, superintendente de Massificados da AXA no Brasil.

O produto poderá ser contratado em nome de administradora e/ou construtora. Após um ano, o seguro obrigatoriamente deverá ser renovado/contratado com CNPJ de condomínio edifício constituído

IRB divulga abertura de prazo de subscrição de sobras

Acionistas que manifestaram interesse nas sobras de ações poderão subscrever no período de 18 a 24 de agosto 

O IRB Brasil RE comunicou hoje ao mercado a abertura do prazo para que acionistas possam subscrever as ações chamadas de “sobras”, depois do exercício do direito de preferência, encerrado no dia 12 de agosto. Em 8 de julho o IRB anunciou a subscrição de ações ordinárias como parte de uma operação de aumento de capital privado da companhia. 

No período de 18 a 24 de agosto acionistas que tiverem manifestado interesse na subscrição de sobras terão direito a adquirir 0,11101283 ação para cada papel que tiverem comprado durante o período de exercício do direito de preferência.  

Durante o período do exercício de preferência, cerca de 100 mil acionistas subscreveram 300.083.857 ações ordinárias, volume que corresponde a cerca de 90,4% da quantidade máxima ofertada. A operação alcançou R$ 2,08 bilhões. 

Para este Primeiro Rateio de Sobras estão disponíveis 31.806.474 ações. As regras para subscrição das sobras estão disponíveis emhttps://ri.irbre.com/, conforme Comunicado ao Mercado divulgado hoje. 

Podcast da AIG traz debate sobre os principais seguros para proteger obras

AIG seguro de obras

Para que uma obra seja executada com sucesso, duas coisas são fundamentais: tempo e dinheiro. E se há um “vilão” que pode colocar todo um planejamento de meses por água abaixo, são os riscos inerentes à operação. Eles podem causar não apenas prejuízos para um canteiro de obras, mas a toda cadeia de fornecedores, projetistas e empreiteiras envolvidos no processo. 

Com o leve crescimento do setor nos últimos meses e com a perspectiva positiva dos executivos para uma aceleração daqui para frente, o sexto episódio da série de podcasts Negócio Seguro AIG Play traz um bate-papo com os especialistas da AIG Alex Nascimento, de Responsabilidade Civil Geral, Mariana Correia, de seguros para equipamentos de Linhas Amarela e Verde, e também Fabio Lambertucci, de Linhas Financeiras, sobre os principais riscos que podem atrapalhar o bom andamento de uma obra. 

SP lidera alta de roubo e furto de veículos em quarentena

Segundo levantamento, o Estado de São Paulo liderou a alta, com 33,2% mais ocorrências

Fonte: Tracker

Nos últimos três meses – maio, junho e julho – o índice de roubo e furto de veículos voltou a crescer no Brasil, depois de quedas acentuadas em março e abril, devido a quarentena. Os dados são do Grupo Tracker, que durante a pandemia mapeou quinzenalmente o comportamento desse tipo de crime. 

“Com o retorno do comércio em muitos centros urbanos, aumentou o número de veículos circulando, o que dá mais oportunidade para os bandidos”, avalia o coordenador do Comando de Operações do Grupo Tracker, Vitor Correa. Em julho, a empresa registrou 21,74% mais chamados do que em abril, o mês de quarentena mais intensa no país. Os estados que apresentaram as maiores altas foram São Paulo (33,2%), Santa Catarina (16,67%), Minas Gerais (11,11%) e Rio de Janeiro (5,26%).

Quando começou a pandemia, em março, a queda nas ocorrências, foi de 10,5%, em relação a fevereiro. Em abril caiu 19,55% em relação ao mês anterior. Já em maio houve alta de 8,18%, frente a abril. Em junho cresceu 2,13% e julho apresentou nova alta, de 10,19%. O segmento de caminhões foi o que sofreu a menor variação durante todo o primeiro semestre. “Esse foi o único setor que não teve diminuição de demanda em toda a economia, pelo contrário, as vendas online aumentaram, sem contar que as pessoas na quarentena elevaram o consumo de forma remota de alimentos, produtos de higiene, de informática, entre outros, e os caminhões permaneceram circulando pelas ruas e estradas”, afirma o diretor comercial do Grupo Tracker, Rodrigo Abbud.

Para o coordenador do Comando de Operações do Grupo Tracker, este aumento de delitos de roubo e furto já era esperado, visto a maior quantidade de veículos expostos nas ruas. “Ainda assim, a quantidade de ocorrências está cerca de 30% abaixo do que registrado no mesmo período de 2019. Portanto, esperamos que nos próximos dias esse índice siga crescendo”, afirma Vitor Correa. 

COVID-19: como o seguro pode ajudar na luta médica contra a pandemia

Artigo escrito por Christophe Durand-Manicla (*)

No combate à COVID-19, a busca por uma vacina é um grande esforço internacional. Além de tentar encontrar uma vacina para o vírus, as empresas farmacêuticas também estão trabalhando para encontrar tratamentos médicos que possam aliviar alguns dos sintomas do vírus e ajudar os pacientes a se recuperarem mais rápido e melhor.

Nos bastidores, subscritores e engenheiros de risco também estão envolvidos nesse esforço. Trouxemos nossa experiência em risco para discussões com clientes que estão explorando potenciais vacinas e tratamentos, ou procurando adaptar medicamentos existentes para abordar alguns dos efeitos da COVID-19.

Há uma óbvia importância humana em encontrar maneiras de lidar com a pandemia da COVID-19, os riscos e recompensas financeiros para as empresas farmacêuticas são significativos.

O desenvolvimento e a comercialização de novos medicamentos é um grande negócio. Para as empresas farmacêuticas, o desenvolvimento de medicamentos exige um grande investimento de tempo e dinheiro. Especialistas do setor dizem que custa cerca de US $ 800 milhões para lançar um novo medicamento no mercado. E, de acordo com o Tufts Center for the Study of Drug Development, nos EUA esse número é ainda maior: cerca de US $ 2,6 bilhões.

Além de ser um grande investimento financeiro, o desenvolvimento de um novo medicamento é um processo demorado. Leva em média 12 anos para um medicamento experimental chegar do laboratório às residências nos Estados Unidos, por exemplo.

Ensaios clínicos e como eles funcionam

Os ensaios clínicos são um passo vital para lançar um novo medicamento no mercado. Testar em humanos antes que um medicamento chegue às prateleiras pode reduzir drasticamente os riscos envolvidos. Mas, por sua própria natureza, os próprios testes não são isentos de riscos.

Os ensaios clínicos são observações dos efeitos dos medicamentos em participantes humanos, concebidos para responder a perguntas específicas sobre a sua segurança e eficácia.

Os testes são conduzidos depois que o sinal verde é dado pelas autoridades de saúde ou comitês de ética no país onde a aprovação do medicamento está sendo solicitada. Cada país tem muitos desses comitês de ética: por exemplo, na França existem 39 comitês de ética em pesquisa, na Alemanha, 53 e no Reino Unido, mais de 100.

Experiência global, flexibilidade e inovação são essenciais para garantir que as empresas farmacêuticas tenham a cobertura de que precisam para esta importante etapa de trazer novos medicamentos potencialmente salvadores à população.

Os ensaios de novos medicamentos têm normalmente três fases. Durante a fase 1, os medicamentos são testados em voluntários saudáveis ​​para avaliar a segurança do medicamento. Na fase II, os medicamentos são testados em pacientes para avaliar sua eficácia e segurança. E na fase III, os medicamentos são testados em pacientes para avaliar sua eficiência – sua relação custo-benefício – bem como sua eficácia e segurança.

Os testes podem variar em tamanho e custo e geralmente ocorrem em vários países. Eles podem oscilar em duração desde alguns meses até vários anos.

É vital que os riscos sejam identificados e monitorados durante todo o ensaio clínico. Os principais indicadores de risco incluem: segurança do paciente, recrutamento de pacientes, desempenho local, qualidade dos dados e desempenho do fornecedor. Os dados devem ser monitorados durante todo o teste e a equipe do teste deve permanecer focada no risco o tempo todo.


Considerações regulatórias

Há uma série de regulamentações que as empresas farmacêuticas precisam seguir em todo o mundo. E, além de variar de estado para estado, essas regras muitas vezes podem mudar rapidamente, o que significa que o gerente de risco de uma empresa e sua seguradora devem se manter informados e atualizados em todos os momentos.

Na Europa, por exemplo, o Regulamento de Ensaios Clínicos da UE visa garantir altos padrões de segurança e maior transparência, pretende também tornar mais simples para as empresas farmacêuticas a realização de ensaios multinacionais de medicamentos.

Necessidades de seguro

Os requisitos de seguro para ensaios clínicos continuam a ser decididos em âmbito nacional. Cada vez mais, os governos estão introduzindo requisitos obrigatórios para que os ensaios tenham cobertura de seguro além da oferecida pelos sistemas nacionais de saúde.

Os requisitos de seguro variam de país para país, em alguns países, por exemplo, a cobertura de seguro só pode ser emitida em uma base não admitida, em alguns, existem limites de seguro obrigatórios e, em outros, franquias não são permitidas. Além disso, os períodos estendidos de relatório podem variar de vários anos a mais de duas décadas, dependendo da jurisdição. A maioria dos países exige que as empresas farmacêuticas conduzam um ensaio clínico para poder vender seu medicamento lá; portanto, a conformidade com a regulamentação locais é vital. Os clientes costumam fazer testes multicêntricos de novos medicamentos e, portanto, precisam ter certeza de que sua seguradora tem o alcance global e a experiência para oferecer a cobertura adequada onde quer que o teste esteja ocorrendo.

Embora os ensaios clínicos possam ser cobertos por apólices de responsabilidade geral, às vezes há deficiências nessa abordagem. Se uma reivindicação não relacionada aos testes clínicos ocorrer, isso poderia esgotar os limites de uma apólice geral de responsabilidade civil, podendo deixar a empresa farmacêutica exposta.

Uma opção que as empresas farmacêuticas podem considerar é a cobertura de ensaios clínicos autônomos. O seguro independente para estudos clínicos cobre o segurado por toda a duração de um estudo clínico específico – que pode ser de vários anos. Muitos regulamentos europeus exigem especificamente uma solução autônoma para sujeitos de estudo matriculados em um país.

Experiência global, flexibilidade e inovação são essenciais para garantir que as empresas farmacêuticas tenham a cobertura de que precisam para esta importante etapa de trazer novos medicamentos potencialmente salvadores à população.

Nestes tempos sem precedentes, isso ganhou um foco ainda mais nítido. Como subscritores de seguros de ensaios clínicos e engenheiros de risco, continuamos ao lado das empresas farmacêuticas que buscam inovar e encontrar uma maneira de derrotar a COVID-19.

(*) Christophe Durand-Maniclas é Head de Executive Underwriting, Life Science, AXA-XL

Melhora dos indicadores em junho reflete positivamente na projeção do PIB

Índice de Atividade (IBC-Br) subiu 4,89% em junho ante maio, na série já sem as influências sazonais

Após o crescimento de 8,9% da produção industrial em junho, o setor de serviços exibiu crescimento no mês junho de 5% sobre maio, na série livre de efeitos sazonais; a primeira variação positiva após quatro meses. Essa é uma boa notícia que ajudou a melhorar as projeções do PIB no boletim Focus divulgado nesta segunda-feira, de -5,62% para -5,52%, comenta Pedro Simões, economista do Comitê de Estudos de Mercado da CNseg, a Confederação das Seguradoras, no boletim Acompanhamento das Expectativas Econômicas semanal das expectativas econômicas feito pela Superintendência de Estudos e Projetos (Suesp) da CNseg.

O economista ressalta o comportamento mais favorável do varejo em relação aos serviços. “As famílias teriam deixado de consumir serviços por conta das restrições impostas pelo isolamento social e agora, com a flexibilização, passaram a consumir e vemos isso nos números”, exemplifica. Em seu entendimento, dada a natureza dos serviços, não estocáveis ou cumulativos, é de se esperar que não haja uma retomada intensificada pela demanda reprimida. “Vemos a recuperação do consumo de serviços depois da recuperação do comércio varejista. Essa dinâmica de grande diferença setorial pode ser observada inclusive nas séries de dados de seguros, já que a arrecadação dos seguros voltados às pessoas físicas e famílias sofreram um impacto mais forte da pandemia do que os seguros mais voltados a pessoas jurídicas”, cita.

Um outro ponto destacado pelo economista da CNseg se refere ao IBC-Br, com um crescimento já “garantido” de 3,7% para o nível de atividade agregado no 3º trimestre. “Após um tombo forte no 2º trimestre, é natural que haja uma recuperação mais intensa a seguir. “Se não crescer nada nos próximos meses do terceiro trimestre, a média do período já estará acima daquela do segundo trimestre”, explica.

A atenção de todos também está na prorrogação do auxílio emergencial, que impulsionou a popularidade do presidente Jair Bolsonaro e acaba neste mês. Trata-se de um tema desafiador, não só porque afeta as metas fiscais do governo como também as perspectivas para o PIB.

Leia abaixo a edição 112 – agosto/2020 – semana 3

As projeções para a retração do PIB deste ano continuam a melhorar, após uma semana de divulgação de dados para o nível de atividade em junho considerados positivos, indicando ainda um “carregamento” estatístico que garante a recuperação no 3º trimestre. A projeção mediana subiu de -5,62% para -5,52%. Para o ano de 2021, a projeção foi mantida em 3,5% por mais uma semana. Após o crescimento de 8,9% da produção industrial em junho, o setor de serviços exibiu crescimento no mês (5% sobre maio, na série livre de efeitos sazonais; a primeira variação positiva após quatro meses).

O comércio varejista, em seu conceito ampliado (vendas de automóveis e materiais de construção incluídos) deu um salto de 12,6% no mês. Conforme avança o relaxamento das medidas de isolamento, vai ficando claro que a demanda do comércio (mesmo que por outros meios que não a venda física) parece ter sido beneficiada pelo efeito substituição por parte das famílias que não tiveram seu rendimento reduzido, ou que tiveram essa redução compensada pelo auxílio emergencial.

Parece que essas famílias teriam deixado de consumir serviços por conta das restrições impostas pelo isolamento social. No entanto, dada a natureza dos serviços (não estocáveis ou cumulativos) é de se esperar que não haja uma retomada intensificada pela demanda reprimida. O exemplo clássico é o corte de cabelo: quem deixou de cortar por meses durante o isolamento precisará apenas de um corte para atender sua demanda. Por isso, o crescimento dos serviços em junho é uma notícia muito positiva.

Essa dinâmica pode ser observada inclusive nas séries de dados de seguros, já que a arrecadação dos seguros voltados às pessoas físicas e famílias sofreram um impacto mais forte da pandemia do que os seguros mais voltados a pessoas jurídicas.

Manchetes destacam o vigor dos indicadores antecedentes para o 3º trimestre, mas é importante lembrar que parte significativa disso é resultado de carregamento estatístico, isto é, caso mantido o nível de junho (sem crescimento no três meses seguintes), quanto de crescimento já estaria “contratado”. No caso do IBC-Br, também divulgado na semana passada, isso indicaria um crescimento já “garantido” de 3,7% para o nível de atividade agregado no 3º  trimestre. Após um tombo forte no 2º trimestre, é natural que haja uma recuperação mais intensa a seguir.

Permanecem, entretanto, incertezas em relação ao desempenho da economia a partir do último trimestre, principalmente por conta da ameaça representada pelo descasamento do tempo entre economia e política no que diz respeito à retirada dos estímulos e manutenção efetiva de importantes instrumentos de disciplina fiscal, como o teto de gastos e a regra de ouro. Equilibrar demandas diretamente opostas de disciplina fiscal e mais gastos sociais e em obras de infraestrutura será um desafio ao qual o mercado estará muito atento. 

A projeções para a Selic, após a divulgação da ata do Copom, permaneceram em 2,00% para o final deste ano, mas caíram para 2,75% para o final de 2021, mais próximo da mediana das instituições Top-5 e condizente com uma recuperação da economia que não chega a provocar pressões de demanda sobre os preços. Com exceção de alguns indicadores de confiança, a agenda de indicadores desta semana não é extensa, por isso, o foco do mercado deve estar nas sinalizações do ambiente político.

Mitsui Sumitomo estreia no segmento de seguro garantia

Mitsui Sumitomo Andrea Schitz

“Esperamos atingir uma fatia importante do mercado de seguro garantia nos próximos anos”, afirmou executiva

Nova concorrente no Seguro Garantia, a Mitsui Sumitomo Seguros, integrante do 8º maior grupo segurador da Ásia, faz a sua estreia no mercado de seguro garantia neste mês de agosto. “O garantia complementa nosso portfolio corporativo com riscos patrimoniais, operacionais, riscos de engenharia, de responsabilidade civil e de transportes. Atuaremos com todas as modalidades, desde a oferta de garantias contratuais até as garantias judiciais. Queremos ter a grade de proteção completa para o corretor ofertar aos seus clientes uma solução financeira necessária para que nenhum imprevisto abale o alicerce dos negócios”, afirma Andrea Alves Schitz, responsável pelo seguro garantia na seguradora japonesa.

Segundo dados da Susep, o seguro garantia mostrou um crescimento, movimentando cerca de R$ 3 bilhões em vendas em 2019, embalado pelo garantia judicial, uma vez que as obras no país estão praticamente paradas desde o inicio da crise econômica no Brasil, em 2014. Neste primeiro semestre de 2020, movimentou prêmios próximos de R$ 1,5 bilhão. “Trata-se de um segmento muito importante para o Brasil neste momento. Enquanto o seguro garantia de contratos tem forte demanda para baixar custos dos financiamentos de obras de infraestrutura, o judicial libera o dinheiro de empresas depositado em ações judiciais para que elas possam usá-los para aumentar o fluxo de caixa diante do aperto financeiro trazido pela pandemia”, comenta Andrea.

Dentro deste tema, o setor segurador tem um grande papel ao cumprir, ofertando garantias que mitiguem os riscos e assim atraiam o olhar do investidor para projetos com risco/retorno mais interessantes e protegidos. “Além das perspectivas dos projetos de infraestrutura na pauta do governo, temos um amplo campo de atuação junto aos nossos clientes, para os quais nossos corretores agora poderão ofertar os nossos seguros financeiros que levam proteção ao capital investido, bem como aumentam o fluxo de caixa diante das restrições impostas pela pandemia”, enumera.

Dados do setor sinalizam que somente com os R$ 100 bilhões de investimentos, derivados dos 44 leilões anunciados pelo governo para 2020, podem gerar cerca de R$ 80 milhões para o seguro garantia. A aposta na retomada dos investimentos vem da urgência na melhoria da infraestrutura do pais. Hoje, o Brasil investe cerca de 30% do PIB em infraestrutura. Em outras economias, como EUA, o investimento supera 64%. No Japão, 180%.

O garantia contratual também será impulsionado com o projeto de lei (1.292/95) que trata de mudanças na Lei de Licitações, já aprovado na Câmara e que aguarda apreciação final no Senado. Ele determina que obras acima de R$ 200 milhões contratem seguro para garantir no valor de até 30% do valor inicial do contrato para que, caso não seja possível a retomada do empreendimento, se pague a indenização.

Em recente webinar, promovido pela FGV, a titular da Superintendência de Seguros Privados (Susep), Solange Vieira, pediu ao deputado e presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, apoio para a aprovação de um texto que atraia as seguradoras para o seguro garantia de contratos. “Esse produto traz uma grande economia para os projetos, pois custa um terço do valor cobrado pelos bancos em carta fiança”, disse Solange Vieira. Ela também destacou ao presidente da Câmara que há mais de R$ 60 bilhões em depósitos judiciais que podem ser liberados dos processos trabalhistas diante da substituição por uma apólice de seguros judiciais para que as empresas tenham mais fluxo de caixa neste período de dificuldades criadas pela pandemia.

Com a nova regra aprovada, o setor estima que as garantias para obras alcancem 30% da carteira de seguro-garantia, o mesmo patamar do início dos anos 2000, sendo que hoje está em 10%. “Com o andamento desses avanços regulatórios e retorno dos investimentos em obras, esperamos atingir uma fatia expressiva em vendas de seguro garantia nos próximos três anos”, afirmou executiva da Mitsui Sumitomo. A partir deste semestre, a Mitsui Sumitomo colocará no ar uma plataforma digital para facilitar a contratação do produto, com valores pré-aprovados de coberturas que os clientes terão acesso. “Isso facilita muito a vida do corretor, traz agilidade e transparência a todo o processo”.