Seguros SURA debate o relacionamento com o consumidor no ambiente digital

Live traz as Ideias e Tendências do universo do marketing digital para atender as principais dúvidas e necessidades apresentadas pelos empreendedores

Fonte: Seguros Sura

A Seguros SURA vem desenvolvendo diversas ações para capacitar pessoas e empresas para uma jornada segura e sustentável. No dia 21 de julho, a companhia realizou o SURA TALKS sobre as Ideias e Tendências do universo do marketing digital em live no Youtube , liderado por Marcelo Biasoli, Diretor de Estratégia de Negócios e Marketing da Seguros SURA, e seus convidados André Siqueira, cofundador da Resultados Digitais, Luiz Buono, Founder e CEO da Fábrica, e Maria Elvira Fioratti, gerente de marketing da Seguros SURA e líder da Empresas SURA, para dividir as perspectivas do marketing digital. 

O tema da live foi definido a partir de uma pesquisa realizada pela Seguros SURA com os principais players e parceiros do mercado e a grande procura de empresários por essa temática, apontando o marketing digital como uma ferramenta fundamental para a construção da marca e a conexão com o consumidor nos canais digitais. Mas como implementar o marketing digital na prática? Essa foi a principal dúvida dos participantes. 

Para responder essa questão, Biasoli iniciou o bate-papo dizendo que “o consumidor é único e as estratégias das empresas vão se aprimorando a partir do entendimento do seu comportamento e necessidades para construir uma jornada de conexão com a marca. O marketing digital é uma das chaves para o conhecimento e relacionamento com esse consumidor”. 

Para iniciar nessa jornada de comunicação com o consumidor, Luiz Buono reforçou que o mundo digital trouxe um leque enorme de ferramentas para as empresas explorarem em qualquer etapa da sua jornada, desde a capacitação à manutenção do cliente a longo prazo. Dessa forma, ele explica que “o primeiro passo é definir a mensagem que quero transmitir para as pessoas de forma única e conectada ao objetivo da empresa para entender que tipo de conexão estou criando com elas. É essa harmonia em todos os canais que vai fazer com que a sua marca seja diferente. Hoje o mundo está muito fragmentado, e a qualidade da mensagem é o que vai fazer a diferença”. 

Para Buono, é fundamental entender como a empresa está se conectando com as pessoas para criar um vínculo verdadeiro. “Qual é a mensagem que quero transmitir? A mensagem me torna único? Quando você define essa mensagem começa a construir sua história. No marketing, storytelling é isso. Construir uma história e ter atitudes coerentes com essa história”. 

Para colocar essa ideia em prática, Maria Elvira, gerente de marketing da Seguros SURA e líder da Empresas SURA, deu as dicas para potencializar a presença e o relacionamento com o consumidor no ambiente digital, sendo a principal delas relacionada ao conteúdo, principalmente no mundo atual onde todos são provedores de informação. “Quando falamos de conteúdo é super importante as empresas entenderem a questão de curadoria e como a mensagem se conecta com os objetivos e propósito da empresa, uma vez que tudo pode impactar na percepção do consumidor com a marca, já que hoje ele está mais atento do que nunca”. 

Diante das transformações no mundo, Maria Elvira comentou sobre as tendências já identificadas pela Seguros SURA que apontam caminhos importantes para se conectar com o consumidor ao proporcionar experiência, conveniência, autonomia e personalização. Dessa forma, “quando falamos do digital, as empresas têm a oportunidade de obter informações mais profundas sobre as dores e preferências dos consumidores para se conectar emocionalmente com ele, entendendo que são únicos”. 

Neste sentido, André Siqueira afirmou que uma das principais formas de se relacionar no universo digital é ajudar o cliente e se posicionar para apoiá-lo em sua jornada, ao invés de apenas efetuar a venda pela venda. Com esse posicionamento, as empresas encontram caminhos para adequar e entregar uma narrativa mais assertiva nos diferentes canais. “O grande ponto é entender muito bem o cliente e sua jornada de compra para conseguir apoiá-lo nesse caminho. Entendendo o seu contexto, tenho dicas valiosas que me direcionam para onde devo estar presente, que linguagem devo usar e qual é o assunto do seu interesse, ou seja, eu conheço a jornada de compra para criar um mecanismo de relacionamento a partir do que a pessoa deseja, porque eu a entendo”. 

Dessa forma, os especialistas comentaram que as redes sociais têm um potencial enorme para as marcas se relacionarem com o consumidor e cada uma delas se conectam com a voz da empresa de uma maneira diferente, sendo fundamental escolher onde estar presente para criar uma comunicação estratégica e coerente entre o público e a marca. 

O SURA TALKS é resultado da iniciativa Empresas SURA, plataforma de orientação gratuita para aumentar a competitividade das MPMEs. O projeto agora ganha espaço no ambiente digital para abordar as questões mais requisitadas pelos empreendedores, principalmente neste momento de grandes transformações no mundo. O próximo encontro do SURA TALKS será no dia 05 de agosto, sobre riscos cibernéticos, no canal do Youtube da Seguros SURA Brasil. 

Melhoria nas projeções do PIB segue em alta, mas futuro de desemprego preocupa

As notícias sobre a Covid-19 continuam a ser importantes, mas mexem menos com o humor do mercado do que há alguns meses

Os movimentos recentes de redução nas projeções de queda do Produto Interno Bruto (PIB) não são apenas “transferências” de crescimento de um ano para o outro, mas uma expectativa de maior crescimento em termos absolutos no biênio, acredita Pedro Simões, economista do Comitê de Estudos de Mercado da CNseg, a Confederação das Seguradoras, no boletim Acompanhamento das Expectativas Econômicas semanal das expectativas econômicas feito pela Superintendência de Estudos e Projetos (Suesp) da CNseg.

No entanto, ainda é cedo para a volta do otimismo. “Se os dados a partir do segundo semestre começarem a decepcionar, com a retirada dos significativos estímulos governamentais (principalmente o Auxílio Emergencial) e aumento mais forte da taxa de desemprego (o que deve ocorrer quando as pessoas voltarem a procurar trabalho com mais intensidade), as projeções podem voltar a cair, mesmo que moderadamente”, cita.

Simões também chama a atenção para a alta do IGP-M, indicador muito importante para algumas seguradoras, principalmente para as que tem em carteira planos de previdência corrigidos por este indicador. “A projeção subiu e se descola do IPCA, que recuou. A inflação está baixa, quando se olha o IPCA, mas o IGP-M sobe, com base no preço do atacado, que representa 60% do índice, e merece atenção no acompanhamento”, afirmou.

O IPCA de julho, muito aguardado pelo mercado, será divulgado apenas na sexta-feira, com a Selic já decidida na quarta-feira, cuja aposta é de um corte residual de 25 pontos, para nova mínima histórica de 2%, em linha com a comunicação do Banco Central. A grande expectativa é quais tendências que o Copom vai enviar para setembro: se será o fim do ciclo de quedas ou deixará incógnitas de que há ainda espaço para mais cortes como um terço do mercado já projeta.

Leia abaixo a edição No 110 – agosto/2020 – semana 1

SUPERINTENDÊNCIA DE ESTUDOS E PROJETOS – SUESP | estudos@cnseg.org.br

As projeções macroeconômicas dos analistas de marcado, compiladas pelo Banco Central no relatório Focus desta semana, mostram continuidade do movimento de revisões de queda para o PIB este ano. A projeção mediana subiu pela quinta semana consecutiva, de -5,77% para -5,66%. Há apenas um mês, a projeção era de queda de 6,50%. Para o ano que vem, continua em 3,50%, indicando que os movimentos recentes não são apenas “transferências” de crescimento de um ano para o outro, mas uma expectativa de maior crescimento em termos absolutos no biênio.

Como enfatizamos na semana passada, haveria continuidade na melhora das projeções, mesmo com alguma deterioração marginal nasperspectivasparaarecuperação,poistais expectativas refletem um movimento que começou já há algum tempo nas casas“líderes”, sendo agora seguidas por outras.

Se os dados a partir do segundo semestre começarem a decepcionar, com a retirada dos significativos estímulos governamentais (principalmente o Auxílio Emergencial) e aumento mais forte da taxa de desemprego (o que deve ocorrer quando as pessoas voltarem a procurar trabalho com mais intensidade), as projeções podem voltar a cair, mesmo que moderadamente.

As notícias sobre a Covid-19 continuam a ser importantes, mas mexem menos com o humor do mercado do que há alguns meses, pois a exaustão econômica e psicossocial do isolamento faz com que medidas de reabertura, apesar dos riscos, sejam de difícil reversão, a não ser no caso de um agravamento mais agudo da pandemia, o que ainda não ocorreu. Nos Estados Unidos, o Fed manteve os juros na faixa de 0% a 0,25% e ampliou até março de 2021 o acordo com bancos centrais para prover liquidez em dólares, indicando que vai manter os juros assim pelo tempo necessário.

Pelo comportamento histórico do Fed, se a inflação se mantiver comportada – há quem acredite que não, já que as medidas de expectativa de inflação na maior economia do mundo estão em alta – o “tempo necessário” pode ser muito tempo. Na Europa, a economia da Zona do Euro contraiu 12,1% no 2o trimestre (vindo de queda de 3,6% no 1o tri). Os dados não foram bem recebidos, principalmente por acentuarem diferenças entre europeus do “Norte” e do “Sul”: a queda de 18,5% no PIB espanhol foi quase o dobro dos 10,1% na Alemanha.

No Brasil, a projeção para o IPCA caiu mais uma semana, de 1,67% para 1,63%. Para 2021, segue em 3,00%. Por outro lado, a projeção para o IGP-M continua a subir fortemente, chegando a 8,66% para 2020. Embora saiba-se que o IGP-M tem volatilidade maior que o IPCA, tamanha discrepância – causada principalmente pela desvalorizaçãocambialepelospreçosdo atacado, já que o IPA representa 60% do índice – acende um alerta para contratos corrigidos pelo índice da FGV, como é o caso de aluguéis e de alguns produtos do setor segurador cujos benefícios são atrelados à sua variação.

Em semana de Copom, permanece a aposta de uma redução residual de 0,25 p.p. na Selic, para 2,00%, patamar que deve ser mantido até o final do ano. Mas, com o IPCA muito abaixo das metas e com a fraqueza do nível de atividade, debates sobre reduções adicionais continuarão presentes. Entre as instituições que mais acertam suas projeções (Top-5), há algumas que projetam quedas adicionais ainda este ano, e a maioria não projeta um aumento tão intenso quanto o consenso do mercado ao longo do ano que vem. No calendário econômico da semana, destaque para a divulgação da PNAD Contínua de junho (adiada na semana passada pelo IBGE), para a produção industrial de junho, amanhã (04/08), para a reunião do Copom, na quarta-feira (05/08), e para o IPCA de julho, na sexta-feira (07/08).

AGCS muda estrutura e se fortalece para atender clientes neste cenário de Covid-19

“Nossa realidade é diferente comparado a outros países, fomos mais reativos do que defensivos nesta crise”, diz Gláucia Smithson, CEO América do Sul da AGCS

A Allianz Global Corporate & Specialty SE (AGCS) está estabelecendo uma nova estratégia de atuação para trazer ao mercado um perfil de empresa de liderança. Agora, toda a América Latina se juntou à Espanha e Portugal em uma úncia região chamada IberoLatam. “Nós somos um mercado bem maduro na região Ibérica (Europa) e a possibilidade de crescimento lá existe, mas não tanto quanto um mercado emergente como América Latina. Então nós unimos esses dois cenários de mercado: o emergente e o estável”, conta Gláucia Smithson, CEO América do Sul da AGCS.

Ela acredita que o grupo terá mais evidência no mercado e a probabilidade de soluções aos clientes também. “Essa união nos fará mais eficientes analisando as melhores práticas em ambas regiões. Estamos bastante otimistas com as mudanças e acreditamos que os resultados positivos que já conquistamos esse ano, mesmo com a crise provocada pelo novo coronavírus, deve se intensificar”, contou ela ao blog Sonho Seguro.

Leia a entrevista abaixo:

Como se comportou o mercado de seguros nos últimos meses com o começo da pandemia? Muitos sinistros? Como foram regulados, remotamente?

No segmento de grandes riscos, as grandes empresas sentem o impacto da crise na economia, mas ao mesmo tempo a maioria possui um plano de continuidade de negócios maduro, o que permite um maior equilíbrio. Aquelas que não tinham esse tipo de plano perceberam sua importância. Além disso, com a pandemia o tema infraestrutura passou a ser ainda mais debatido. Este será um atrativo de novas fontes de recursos para o mercado segurador não só para o Brasil, mas para a América Latina como um todo. No que diz respeito a nossa operação, a AGCS como um todo está rodando de uma maneira 100% virtual e remota. A administração de sinistros está ocorrendo como se estivéssemos no escritório. Nossa companhia está totalmente para uma realidade que nem sabíamos que viria a acontecer.

Os clientes pediram muitas adequações nos contratos?

As alterações vieram do mercado e não ao contrário. Começamos a mudar nossos termos e condições tendo em vista a nova realidade do mercado. Nossa realidade é diferente comparado a outros países, fomos mais reativos do que defensivos nesta crise. Essa foi a posição do segmento de grandes riscos como um todo.

Nas fábricas fechadas, houve compensação em prêmios pela redução de riscos? E a retomada, traz expectativa de maior volume de acidentes?

Agora, que muitas companhias se preparam para reabrir após um período de inatividade, é importante que elas permaneçam vigilantes para mitigar perdas que possam ocorrer como resultado dessa reabertura. As empresas devem prestar atenção especial às condições de equipamentos e instalações elétricas, pois cerca de 20% a 30% dos sinistros de incêndio da AGCS estão relacionados a elas. As seguradoras também devem se preparar para um aumento de incidentes resultantes de defeitos técnicos ou erros operacionais depois que as máquinas forem reiniciadas ou limpas em preparação para a reabertura de instalações. A análise da AGCS a respeito dos sinistros mostra que os incêndios já representam quase um quarto (24%) do valor de todos os acionamentos de seguros em um período de cinco anos, sendo a principal causa de perdas. O trabalho ou a manutenção malfeitos (8%) e os danos às máquinas (5%) são classificados como a terceira e a sétima principais causas de sinistros, respectivamente.

Como vê a discussão de pagamento de seguro de lucros cessantes, dentro e fora do Brasil?

Empresas de todo o mundo vêm sofrendo perdas com fábricas fechadas ou cadeias de abastecimento interrompidas. No entanto, as apólices padrão de property / interrupção de negócios (BI) não oferecem cobertura, pois uma perda de BI é desencadeada apenas por danos físicos a propriedade. Para alguns clientes corporativos, a AGCS oferece cobertura limitada para interrupção dos negócios sem danos prévios à propriedade. Essas extensões especiais de apólice não são comuns no mercado e estão disponíveis apenas com limites baixos. Além disso, em muitos casos, a cobertura exige que seja identificado um surto nas instalações para classificar o incidente como doença ‘de notificação compulsória’, bem como uma ordem das autoridades exigindo o fechamento das operações.


Como o fechamento de tantas empresas, muitas delas em recuperação judicial, afetam o setor e a AGCS?

A longo prazo as indústrias vão sofrer, e isso afetará todos os setores sem exceção. Mas graças ao mercado segurador, muitas empresas vão conseguir se salvar desta crise. As empresas começaram a registrar um número cada vez mais crescente de reclamações relacionadas, por exemplo, à responsabilidade de executivos (D&O) e ameaças cibernéticas. Portanto, mais do que nunca o mercado segurador se faz essencial.

Quais as expectativas em mudanças dos contratos para este início de retomada? 

Devemos pensar nas mudanças de atitudes dos Risk Managers para essa nova realidade, entender o que eles estão fazendo para garantir a continuidade de negócios. Muitas empresas não possuem uma pessoa dedicada a analisar o risco e os impactos caso um planta seja paralisada, por exemplo. Precisamos melhorar a atitude de proatividade em relação ao mercado de seguros e resseguros, com profissionais dedicados à gestão de risco dentro das companhias.

A AGCS anunciou uma “NEW AGCS” recentemente com uma grande reestruturação internacional. O que isso quer dizer? Principalmente para a América Latina?

SulAmérica reafirma compromisso com sustentabilidade e assina documento em prol da Amazônia

sulamerica

Proposta do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável une mais de 60 grandes empresas, entidades e investidores em favor do desenvolvimento sustentável

Fonte: SulAmérica

A SulAmérica reforça seu compromisso com sustentabilidade ao aderir à iniciativa do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) em favor do cumprimento da agenda de desenvolvimento sustentável do país. O documento foi assinado por mais de 60 empresas e entidades brasileiras. Além do engajamento do grupo, a gestora de recursos SulAmérica Investimentos também aderiu à proposta. 

“A adesão da SulAmérica à esta carta é uma consequência do comprometimento da companhia com o desenvolvimento sustentável e do alinhamento dos negócios para a geração de impacto positivo. Nós estamos comprometidos, entre outras iniciativas, com os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, especialmente com o ODS3 – Saúde e bem-estar – que busca assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos”, afirma Gabriel Portella, presidente da SulAmérica. “A Amazônia tem um papel fundamental para o equilíbrio ambiental e climático do planeta e isso está diretamente ligado com nossa atuação como gestora da saúde integral de nossos clientes, olhando em conjunto para saúde física, emocional e financeira. Os produtos e serviços de Saúde, Odonto, Vida, Previdência e Investimentos se complementam para oferecer proteção na medida certa para cada momento de vida com diversas opções, além de também aumentarmos o acesso à planos de saúde e educação financeira”, conclui.  

Nos últimos anos, a SulAmérica assumiu compromissos públicos importantes, como o Pacto Global, os Princípios para a Sustentabilidade em Seguros e os Princípios para o Investimento Responsável, que são iniciativas ligadas à ONU e servem para direcionar a forma como a companhia gerencia riscos e oportunidades socioambientais e se relaciona com a sociedade. O documento do CEBDS propõe o combate ao desmatamento ilegal da floresta, o apoio social e econômico às comunidades amazônicas, o uso eficiente dos recursos naturais, a preservação da biodiversidade, a promoção de uma economia circular e de baixo carbono, incluindo a adoção de mecanismos de negociação de créditos de carbono, e uma retomada verde da economia pós-COVID-19. 

“Nossa adesão ao compromisso ratifica a importância do nosso papel como gestores de recursos de acompanhar e engajar às companhias nas questões ambientais, sociais e de governança (ASG). As empresas estão expostas aos riscos e oportunidades socioambientais e, como consequência, impactam na performance dos investimentos”, afirma Marcelo Mello, vice-presidente de Vida, Previdência e Investimentos da SulAmérica. 

Saúde financeira com impacto social 

A SulAmérica Investimentos, uma das maiores gestoras independentes de recursos do Brasil e que também apoia a proposta do CEBDS, lançou em dezembro de 2019 um fundo de ações socialmente responsável, o Total Impacto FIA. A carteira do fundo é composta somente por empresas comprometidas com boas práticas de gestão socioambiental e 100% da taxa de administração é doada para o desenvolvimento dos projetos da ONG Vaga Lume de incentivo à leitura nas comunidades carentes da Amazônia. Com a contribuição da SulAmérica para a organização, mais de 90 bibliotecas são mantidas em 22 municípios da região. 

Isolamento social e retorno financeiro elevam lucro da Porto Seguro no semestre em 30%, para R$ 885 milhões

porto seguro

A Porto Seguro divulgou lucro líquido de R$ 656,7 milhões no segundo trimestre (+72,4% vs. 2T19) e R$ 885,1 milhões no semestre (+30,1% vs. 1S19), resultando num ROAE de 34,9% no segundo trimestre e de 23,2% no primeiro semestre. Excluindo o efeito do excesso de capital e considerando uma remuneração de 100% do CDI para os investimentos, a rentabilidade anualizada sobre o patrimônio seria de 31,5% no trimestre e de 25,4% no semestre.

O grupo destaca em comunicado que apresentou aumento relevante de sua rentabilidade no segundo trimestre e no primeiro semestre de 2020, decorrente principalmente dos efeitos do isolamento social, que resultou na significativa queda da sinistralidade e consequente melhora do desempenho operacional, e também pelo elevado retorno das aplicações financeiras no segundo trimestre, que capturou a recuperação dos preços dos ativos e compensou as perdas do primeiro trimestre.

O elevado retorno das aplicações financeiras no trimestre se deve ao incremento de posições em renda variável realizadas no 1T20, compensando as perdas observadas no primeiro trimestre, e a realização de títulos públicos atrelados a inflação. A rentabilidade trimestral da carteira (ex-previdência) foi de 5,3% (719% do CDI) no trimestre.

Apesar dos reflexos da pandemia, as iniciativas adotadas pela empresa desde o início da crise permitiram manter os índices de renovação em patamares elevados e mitigar os impactos principalmente nos Negócios Financeiros, demonstrando a resiliência do seu modelo de negócios em meio a um cenário desafiador de mais um período de crise.

O seguro Auto registrou queda de 9,9% no segundo trimestre, afetado pela retração na venda de novos seguros e pela redução do prêmio médio, como resultado da diminuição do risco, contudo o índice de renovação permaneceu elevado, favorecido pelas medidas adotadas para proteção da carteira.

Os prêmios do Saúde expandiram 16,7% em comparação ao 2T19, mantendo a trajetória de crescimento em duplo dígito observada nos últimos anos. Nos seguros Patrimoniais, os prêmios decresceram 6,7% (vs. 2T19), e o Vida recuou 1,3% (vs. 2T19).

O índice combinado de seguros atingiu 83,8% no trimestre (-9,6 p.p. vs. 2T19), melhor resultado da história da Porto Seguro, beneficiado pela expressiva queda na sinistralidade do seguro Auto (-15,4 p.p. vs. 2T19), decorrente principalmente da redução da circulação de veículos em função do isolamento social, e da relevante melhora na sinistralidade do Saúde (-18,5 p.p. vs. 2T19), fruto em maior parte da diminuição dos procedimentos eletivos realizados no período, também devido aos efeitos da pandemia, enquanto o índice consolidado de despesas administrativas e operacionais reduziu 0,4 p.p. no trimestre (vs. 2T19). Desconsiderando despesas e incentivos a programas sociais para combater os impactos da pandemia de Covid-19 na sociedade, o índice de D.A + D.O teria reduzido 1,1 p.p. no 2T20.

Nos Negócios Financeiros e Serviços, as receitas trimestrais aumentaram 7,6% (vs. 2T19), impulsionadas pelas Operações de Cartão de Crédito e Financiamento, que expandiram 10,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, com aumento de 28,9% no número de cartões emitidos (vs. 2T19), que atingiu 2,8 milhões de unidades ao final do trimestre. A inadimplência (NPL +90 dias) atingiu 6,1% ao final do 2T20, aumento de 0,4 p.p. em relação ao 2T19. Apesar dos desafios enfrentados no período, os Negócios Financeiros reagiram à crise de forma consistente, beneficiados pela gerenciamento eficaz da carteira e ações adotadas para mitigação do risco, principalmente nas renegociações de dívidas.

BB Seguridade lucra R$ 1,8 bilhão no primeiro semestre

BB Seguridade

A BB Seguridade divulgou que o lucro líquido do primeiro semestre, descontados os efeitos extraordinários, retraiu 10,9% em relação ao mesmo período do ano passado. O grupo ressalta em nota enviada a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que no 1º semestre de 2020 a companhia não contou com a receita do investimento que mantinha no IRB Brasil RE, que no 1º semestre de 2019 contribuiu com R$ 118,8 milhões para o lucro líquido. “Apesar da alienação do investimento, em julho de 2019, ter gerado valor para os acionistas da BB Seguridade, a inexistência dessa receita em 2020 prejudica a comparação anual e responde por mais de 52% da queda no lucro líquido ajustado da BB Seguridade no semestre”.

A holding controlada pelo Banco do Brasil apresentou um lucro líquido ajustado de R$ 956,7 milhões no segundo trimestre de 2020. O resultado financeiro recuou 29% no segundo trimestre, ante um ano antes, para R$ 119 milhões. Segundo a companhia, o resultado financeiro foi impactado pela restituição de capital de R$ 2,7 bilhões e também pela taxa Selic menor, causando um impacto de R$ 35,1 milhões no lucro líquido do segundo trimestre.

Os prêmios totalizaram R$ 2,6 bilhões no segundo trimestre, alta de 2,7%. O índice combinado subiu 6,7 pontos percentuais, para 77%. Em previdencia, o grupo amargou queda de 36,7% nas contribuições entre abril e junho frente ao mesmo período do ano passado.

S E G U R O S : P R Ê M I O S E M I T I D O S C R E S C E M 8 , 3 %

Na operação de seguros, os prêmios emitidos foram impulsionados pelos segmentos de rural (+21,4%) e prestamista (+6,5%). Já os prêmios de seguro de vida cresceram 2,8% no primeiro semestre, com destaque para o lançamento de novas modalidades em maio deste ano, o que levou os prêmios emitidos no segundo trimestre a um crescimento de 11,9% em relação ao primeiro trimestre de 2020.

Com a oferta de três opções – Vida Leve, Vida Plena e Vida Total – a nova família de produtos agrega novas coberturas e assistências associadas ao cuidado com a saúde e bem-estar, incluindo o pet da família, além de um benefício premium no plano Vida Total, onde o cliente pode escolher entre as seguintes opções: pulseira inteligente (Smart Band), mapeamento genético ou terapia online.

Outro ponto de destaque foi a queda de 1,5 p.p no índice de sinistralidade total, mesmo com a decisão da companhia de pagar todos os sinistros relacionados à Covid-19, com destaque para os seguros: prestamista (-1,4 p.p.), rurais (-1,2 p.p.), vida (-0,6 p.p.) e residencial (-5,9 p.p.). Cabe destacar que, até o momento atual, já foram pagos mais de R$20 milhões em sinistros decorrentes de Covid-19.

P R E V I D Ê N C I A : R E S E R V A S D E P G B L E V G B L C R E S C E M 7,4 %

A operação de previdência foi a mais afetada pelos efeitos decorrentes da pandemia da Covid-19, levando arrecadação a uma queda de 10,1% no semestre. Entretanto, com a redução da aversão a risco e a melhora da rentabilidade apresentada pelos fundos, as reservas de previdência voltaram a crescer, atingindo a marca de R$293 bilhões ao final de junho.

C A P I T A L I Z A Ç Ã O : A R R E C A D A Ç Ã O S E R E C U P E R A E C R E S C E E M R E L A Ç Ã O A O P R I M E I R O T R I M E S T R E

Embora a arrecadação com títulos de capitalização tenha retraído 20,1% no primeiro semestre, vale destacar a forte recuperação da arrecadação no mês de junho, levando o segundo trimestre a um crescimento de 2,1% em relação ao primeiro trimestre do ano. No primeiro semestre de 2020, foram pagos cerca de R$31 milhões em prêmios de sorteio, para mais de 7 mil títulos contemplados.

A BB Seguridade Participações informou que vai distribuir R$1 bilhão 747 milhões e 565 mil a título de remuneração aos acionistas sob a forma de dividendos. O montante equivale a 95% do lucro líquido apurado no primeiro semestre de 2020, acrescido do saldo de dividendos prescritos relativos a exercícios passados.

O Globo: ‘O mercado de seguros é muito aquém do potencial’

A economista diz que o órgão finaliza pacote para estimular competição entre seguradoras e popularizar esse tipo de produto financeiro

Fonte: O Globo

No comando da Superintendência de Seguros Privados (Susep), a economista Solange Vieira finaliza um pacote de simplificação de regras para aumentar a competição no setor e popularizar esse tipo de produto financeiro. Na visão dela, o brasileiro ainda não vê o seguro como necessário, mas a pandemia mostrou o quanto é: houve aumento de pagamentos de seguros de vida, saúde, aluguel e previdência. Funcionária do BNDES e ex-presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), ela diz que o novo marco regulatório estimulará a entrada de novas empresas e o acesso dos consumidores a pacotes de pequenos seguros contra roubo de celular, computador ou bicicleta, por exemplo, a preços mais acessíveis.

As mudanças em elaboração pela Susep, são divididas em dois eixos. Um, já em consulta pública, trata dos chamados seguros massificados, voltados para consumidores. O outro, ainda em elaboração, diz respeito a seguros de grandes riscos, para empresas, como os exigidos em obras de infraestrutura. Como órgão regulador, a Susep tem autonomia para mudanças normativas sem passar pelo Congresso.Só para alterar o DPVAT, seguro obrigatório para o trânsito criado por lei, precisa de aprovação do Legislativo.

Em 2019, o governo editou uma medida provisória para extinguir esse tipo de seguro, mas não foi votada pelos parlamentares e perdeu a validade. Em entrevista ao GLOBO, Solange diz que a proposta foi mal interpretada. Admite que não há clima agora para uma nova tentativa, mas diz que o plano de acabar com o monopólio não foi abandonado.

O que muda para o consumidor no novo marco regulatório de seguros que a Susep prepara?

A gente quer que o brasileiro faça seguro. É importante que você tenha seguro de vida, de saúde, seguro-desemprego, que cubra a escola de seu filho se a sua renda cai, para o seu aluguel se você não consegue pagar. Há vários tipos de seguros, só que as regras sempre foram muito complicadas. A Susep sempre padronizou muito, não permitindo que seguradoras pudessem fazer produtos simples. Nosso objetivo é simplificar e permitir produtos simples, de preço acessível, para que a população passe a ter acesso ao seguro.

Por que o seguro é um produto que não vende tanto no Brasil?

E uma combinação de várias coisas. A estrutura regulatória é muito ruim, difícil, tem uma linguagem pouco acessível para a população. O brasileiro, culturalmente, não sente a necessidade de fazer seguro. O seguro por danos representa 1,1% do PIB. Na Argentina, está na casa de 3,1%. Seguro não é popular no Brasil, e o nosso trabalho é mudar isso. O único seguro que é popular é o de automóveis e, ainda assim, cobre só 30%, 40% da frota.

O que a Susep está fazendo para popularizar o seguro?

Uma das ações tem um nome complicado: sandbox (modelo de flexibilização de regras para estimular inovações). A ideia é fazer com que seguradoras pequenas possam desenvolver produtos simples, como seguro de celular, de computador, de bicicleta, de patinete, de equipamentos eletrônicos. Esses seguros não são praticados no Brasil em larga escala pelas grandes seguradoras. Nós baixamos o capital inicial da empresa e já temos mais de 10 inscritas. Na tradução literal seria mesmo uma ideia de caixa de areia onde você faz um teste com a empresa, tem que ser um projeto novo, ter bastante inovação.

Qual é a essência do novo marco regulatório do seguro?

A Susep sempre padronizou muito. Colocamos em consulta pública uma norma que a gente chama de massificados, que são seguros de valores menores, contratados por pessoas físicas, micro e pequenas empresas. Nesse seguro, ainda se precisa de um arcabouço de proteção do consumidor. Já em relação ao seguro de grandes riscos, o regulador tem que deixar as partes negociarem livremente. O objetivo é estimular a competição e produtos mais adequados. Quando o regulador interfere demais, você não consegue competir via preços porque todas as regras são dadas.

Qual a importância da flexibilização do seguro de grandes riscos?

Com a aprovação da nova lei do saneamento pelo Congresso, o Brasil tem um potencial enorme. São grandes obras de infraestrutura. Isso será importante em outras áreas, como energia elétrica, óleo e gás, construção de rodovias, hidrovias, aeroportos, na aviação e na exportação. A expectativa é que surjam novas empresas seguradoras no Brasil e haja atratividade para novos entrantes do mercado internacional. A gente tem 122 empresas, mas há espaço para muito mais. O mercado brasileiro se desenvolveu pouco devido ao regulador, e isso acabou gerando um número de empresas no mercado muito aquém do potencial.

Com o avanço da tecnologia, consumidores vão poder contratar seguro por aplicativo?

Essa é uma plataforma importante para a gente desenvolver produtos, e com bom preço para o consumidor. As seguradoras estão começando a desenvolver plataformas de venda pelo celular e internet.

A Susep passou a autorizar o seguro intermitente para veículos. Como ele funciona?

Esse seguro foi liberado pela Susep em 2019. Neste ano, teve um crescimento de demanda de 600% e uma queda de preço de cerca de 50%. Ele é “liga e desliga”. Você sai de carro, ele é acionado pelo seu celular. Quando você chega na garagem, desliga. O preço do seguro é menor, mas depende do seu perfil. Se você usa pouco o carro, vale a pena. Hoje, funciona só para veículos.

Se o setor crescer não será preciso ter mais controle?

Estamos criando um sistema de registro de operações para apólices de seguros. Será um tipo de registrador que opera para bancos. Esse sistema vai permitir às seguradoras fazer operações sofisticadas no mercado financeiro. Isso baixa o custo e elas vão poder oferecer produtos a preços menores. Do outro lado, o consumidor vai saber que tem apólice. Muita gente hoje faz um seguro de vida, morre e a família não sabe. Com esse sistema, a Susep vai poder ter informação on-line por CPF. Os primeiros registros começam em novembro, e o processo todo vai levar três anos.

De que forma a pandemia mexeu como setor?

Na pandemia, a gente vê o quanto está sendo utilizado o seguro de vida, de saúde, de previdência. O sinistro de fiança locatícia (aluguel) subiu de R$ 52 milhões em 2019 para R$ 157 milhões no primeiro semestre deste ano. De janeiro a junho de 2020 o resgate dos planos de previdência (PGBL e VGBL) foi de R$ 40,2 bilhões, contra R$ 35.3 bilhões no mesmo período de 2019. Esta variação ocorreu em março, quando começou a Covid-19. Em março, o resgate pulou de R$5.3 bilhões, que foi o número (do mesmo mês) de 2019, para R$10,1 bilhões. Agora, em junho de 2020, já voltou ao patamar de R$ 5 bilhões por mês. São seguros muito flexíveis. Em qualquer adversidade você faz o saque.

O que acha do plano do governo em permitir o saque parcial dos fundos de pensão?

E um avanço importante. Em algum momento a gente vai ter que discutir previdência aberta e fechada. Faz todo o sentido aproximar as duas e o que cada uma tem de bom. Você só não mexe no benefício definido porque tem uma renda garantida, então fica mais difícil você permitir saques.

O governo desistiu de acabar com o DPVAT?

Não gosto do DPVAT porque é um produto estruturado na forma de um monopólio, que, por definição, é uma coisa ruim. Quando a gente tentou discutir ele com o Congresso, a ideia não era acabar, mas reformular. Acabou não funcionando. Acho que foi mal interpretado. A gente tem uma sobra de recursos do DPVAT que decidimos utilizar. Enquanto esses recursos não se extinguirem, não há espaço para rediscutir o DPVAT. A gente tem um fôlego de dois a três anos, vai depender muito do volume de sinistros que esse fundo terá que pagar.

Essa discussão vai voltar em algum momento?

A gente vai discutir que o seguro tem que existir, mas não em forma de monopólio. O DPVAT é um seguro de responsabilidade civil, de danos contra terceiros, a favor do motorista e do passageiro. Não vejo motivo para que não possa ser operacionalizado por qualquer seguradora.

Como ficou a fusão entre a Previc, que fiscaliza os fundos de pensão, e a Susep?

Eu trabalhei no projeto de unificação, a gente discutiu com o Ministério da Economia, a proposta estava amadurecendo e veio a pandemia. Agora não tem espaço no Congresso para se debruçar sobre um assunto administrativo. Talvez no ano que vem esse assunto volte. A vantagem da junção é a economia de escala, a gente consegue unificar as regras de previdência aberta e fechada. As regras têm que se aproximar, inclusive, para que a gente tenha uma portabilidade mais fluida. Defendo a tese de que o participante, da previdência aberta ou fechada, deve poder escolher por onde quer receber a aposentadoria dele.

Allianz Partners apoia o bem-estar de seus colaboradores durante o home office

Empresa adaptou comunicação, investiu em assistência psicológica, promoveu ações de reconhecimento e criou guia para liderança

Fonte: Allianz Partners

O mundo à nossa volta mudou muito em apenas três meses e as empresas precisaram se adaptar à situação. Nestes momentos, a Allianz Partners, líder em assistência 24 horas, colocou em prática diversos planos para continuar atendendo às necessidades de seus clientes e contribuir com as boas condições de trabalho de seus colaboradores, assim como com o reforço de sua cultura.

A empresa, que conta com a maior parte do quadro de colaboradores na área de atendimento ao cliente, adaptou 100% das suas operações em uma semana. “Nos bastidores, a equipe de TI, junto às outras áreas envolvidas, trabalhava o tempo todo para configurar a tecnologia que tornaria tudo possível. Os líderes e técnicos foram incansáveis e tiveram que pensar como preparar toda estrutura, em um prazo muito difícil de cumprir”, afirma Karina Bertolla, gerente de Comunicação e Treinamento Corporativo. Além disso, a Comunicação Interna foi redesenhada para desempenhar, ainda mais o seu papel essencial de engajamento em tempos de incerteza. “Nós sempre incentivamos um clima de interação, com foco no bem-estar dos colaboradores. Por isso, desenvolvemos métodos para otimizar essa comunicação, fazendo com que ela chegasse rapidamente a todos e sem obstáculos para sua leitura. E isso englobou o envio de uma carta do presidente, após todos estarem seguros em casa, a criação de um boletim extraordinário de notícias, a ‘virtualização’ de programas de reconhecimento e a criação de manuais para esse novo momento”, completa.

O ‘novo normal’ da companhia foi um divisor de águas no que diz respeito ao trabalho remoto. De acordo com a executiva, muitos colaboradores ainda não tinham experiência de trabalhar em casa e a condição atual impulsionou o desenvolvimento de um material com dicas simples e práticas de como atuar em home office. “Nós criamos um guia para o trabalho em casa, mas não com o objetivo de tentar padronizar a rotina dos colaboradores ou criar regras. Mas sim, dar dicas e lembretes para as pessoas, falar sobre a importância de pausas para o cafezinho ou o alongamento, de interagir com as crianças e ajudá-las a compreender os diversos momentos do dia. Estimulamos a integração da família em alguns programas e comunicações e compreendemos que a separação absoluta do espaço casa e trabalho não é real. Os líderes precisam ter empatia e aceitar imprevistos de forma mais natural e leve. Em linhas gerais, trabalhamos muito a confiança em nossos materiais”, destaca Karina.

O Coral Corporativo, coordenado pela regente e professora Sheila Souza, do Instituto de Voz Sheila Souza, também ganhou novos contornos. Os ensaios que o ocorriam antes ou após o expediente com 31 colaboradores, agora passaram a ser virtuais. Essa iniciativa acontece desde 2014 e é a primeira vez que acontece de maneira remota. “A atividade exige cooperação e disciplina, despertando o espírito de equipe e emoções positivas para nos conectar novamente às pessoas e ao mundo”, ressalta a gerente.

O investimento mais recente foi o programa Conte Comigo!, que oferece assistência psicológica, jurídica, financeira e social aos colaboradores, incluindo estagiários, cônjuges e filhos. A executiva ressalta que o objetivo com a iniciativa é amenizar os impactos causados pelo distanciamento social e, também, aqueles previamente existentes, como depressão, ansiedade, questões relacionadas à separação conjugal, entre outros. Tudo feito pelo telefone, gratuitamente e de forma sigilosa.

Além disso, àqueles que atuaram com tanto afinco no início desse processo de quarentena, a empresa ainda proporcionou uma ação especial. “Os profissionais de TI, Operações e Suporte Administrativo receberam em suas residências uma caixa com mimos especiais, uma carta de agradecimento assinada pelo CEO, uma bonificação e a oportunidade de celebrarem com a família em um jantar com pizza. O resultado foi surpreendente e, inclusive, os familiares se sentiram acolhidos”, finaliza Karina.

Balanço do IRB é aprovado por acionistas e ex-diretores responsabilizados

Assembleia também deu sinal verde para responsabilizar judicialmente os ex-executivos envolvidos na divulgação de informações inverídicas sobre a base acionária, entre outros atos que causaram danos à companhia 

A Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária de acionistas do IRB Brasil RE, realizada de forma virtual, na última sexta-feira (31), aprovou as demonstrações financeiras de 2019 do ressegurador. Também ficou definido o pagamento de juros sobre o capital próprio e dividendos aos acionistas, assim como a administração foi autorizada a responsabilizar judicialmente os ex-executivos envolvidos na divulgação de informações inverídicas sobre a base acionária e cobrar ressarcimento dos prejuízos causados à empresa. 

Investigações independente e interna, concluídas no fim de junho, responsabilizaram José Carlos Cardoso e Fernando Passos, ex-CEO e ex-CFO, pela veiculação de informações falsas sobre a base acionária, assim como pelo recebimento e pagamento a título de bônus, sem as devidas aprovações e justificativas internas, de aproximadamente R$ 60 milhões; realização de operação de recompra de ações em desrespeito aos limites impostos pelo Conselho de Administração; e incorreções nas demonstrações financeiras. 

Devido a essas incorreções, as demonstrações financeiras de 2019 foram revisadas e apresentadas aos acionistas – com pareceres de auditores independentes, do Comitê de Auditoria e do Conselho Fiscal da companhia –, além da proposta de destinação do lucro líquido apurado de R$ 1.210.120.047,43. Os dois tópicos foram aprovados. 

Dividendos 

Sobre os dividendos distribuídos, o montante global de proventos foi de R$ 317.053.370,63, sendo o valor líquido de impostos de R$ 287.403.511,26. Desses, R$ 91.331.346,91 (líquido) referem-se ao lucro líquido do exercício social de 2019, o que corresponde a 7,55% do total; e R$ 225.722.023,72 (R$ 196.072.164,35 líquidos) referem-se a lucros de exercícios anteriores alocados em conta de retenção de lucros.  

O valor por ação dos proventos foi distribuído da seguinte forma: R$ 198.445.591,18, a título de Juros sobre Capital Próprio bruto, declarado pelo Conselho de Administração em novembro de 2019, equivalente a R$ 0,21307607849 por ação (R$ 0,18508733526 líquido por ação, imputado ao dividendo obrigatório); R$ 27.276.432,54, a título de Juros sobre Capital Próprio bruto, declarados na Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária, equivalente a R$ 0,02953635375 por ação (R$ 0,02565658730 líquido por ação, imputado ao dividendo obrigatório); e R$ 91.331.346,91, a título de dividendo (complemento do dividendo obrigatório), equivalente a R$ 0,09889837927 por ação. A base do total de ações utilizada foi de 923.486.791 ações, já excluídas as ações em tesouraria. 

A data base de cálculo para a posição acionária que fará jus aos dividendos e juros sobre capital próprio declarados na Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária será 14 de agosto próximo. A partir de 17 de agosto, as ações da companhia passarão a ser negociadas ex-dividendos e ex-juros. 

Conselhos e remuneração 

Os acionistas também deram aval para a fixação do Conselho Fiscal da empresa em quatro membros efetivos e outros quatro suplentes e, em seguida, elegeram os oito nomes indicados pelo IRB.  

Além disso, Hugo Daniel Castillo Irigoyen foi chancelado como o nono membro titular do Conselho de Administração da empresa. A decisão de aumentar o número de cadeiras no Conselho de Administração foi tomada em assembleia realizada em junho. Hugo junta-se aos titulares Regina Helena Jorge Nunes; Ivan Gonçalves Passos; Henrique José Fernandes Luz; Marcos Pessoa de Queiroz Falcão; Marcos Bastos Rocha; Roberto Dagnoni; e Ellen Gracie Northfleet, além do presidente Antonio Cássio dos Santos. 

A assembleia também aprovou a proposta de fixar o limite de valor da remuneração anual global dos administradores e dos membros dos conselhos da companhia, para o período entre abril deste ano e março de 2021. Ficou estabelecido o montante de R$ 42.481.999,00 para remuneração do Conselho de Administração, Diretoria Estatutária e Conselho Fiscal. 

SulAmérica é confirmada no índice FTSE4Good

Fonte: SulAmérica

SulAmérica foi incluída, pelo quarto ano consecutivo e com melhora de avaliação neste ciclo, no índice de sustentabilidade FTSE4Good Index Series, um dos mais importantes índices internacionais composto por companhias de capital aberto comprometidas com questões ambientais, sociais e de governança corporativa (ASG).

O FTSE4Good é aferido pela FTSE (Financial Times Stock Exchange) Russell, uma divisão da bolsa de valores de Londres. A elaboração do índice pela FTSE Russell é baseada em dados de domínio público, inclusive relatórios financeiros ou de sustentabilidade, de forma independente, atendendo a rígidos critérios de seleção.