Seguro transporte registra ligeira queda em agosto

seguro transporte

No período também foram registrados 74 milhões de documentos que representam os transportes realizados, sendo que em julho foram averbados 76 milhões

Fonte: AT&M Tecnologia

Em agosto foram registrados R$ 629 bilhões em movimentação de cargas em todo o País, pequena oscilação em relação a julho, quando foram contabilizados R$ 633 bilhões, segundo a  AT&M Tecnologia, com base de dados formada por mais de 26 mil transportadoras e embarcadores e líder no processo de averbação do seguro de transporte de cargas. No período também foram registrados 74 milhões de documentos que representam os transportes realizados, sendo que em julho foram averbados 76 milhões.  

Na comparação anual, também registramos pequena oscilação de 1,09%, o que demonstra na prática demanda igual a agosto de 2019, quando foram registrados R$ 687 bilhões. Esses indicadores são construídos a partir de notas fiscais e Conhecimentos de Transportes (CT-es) eletrônicos informados diariamente no momento do embarque pelo transportador, ou seja, revelam com exatidão os valores das cargas movimentadas no território nacional.

O sócio fundador da AT&M, Vagner Toledo, explica que a pequena queda dos valores de cargas movimentadas demonstra uma demanda estável por transportes. Segundo ele, mesmo com a conquista de bons índices de vendas no período, muitas empresas encontraram dificuldades para o transporte de suas mercadorias, devido à greve dos Correios.   

Ao mesmo tempo, a falta de embalagens e insumos em determinados períodos durante o mês de agosto também dificultaram a entrega de mercadorias. “Desde o início da pandemia, muitas empresas precisaram reestruturar processos para um novo comportamento do consumidor, principalmente em relação ao e-commerce e delivery que demandaram por exemplo, um consumo muito expressivo por embalagens e outras matérias-primas, mas não existem possibilidades de desabastecimento ou falta de produtos, sendo que diversos setores da economia já mostram sinais de forte retomada e otimismo, finaliza Vagner Toledo.  

MAG Seguros discute inovação e transformação digital em uma série de lives

MAG Seguros CORONAVIRUS

Fonte: MAG Seguros

A MAG Seguros, seguradora especializada em vida e previdência com 185 anos de atuação no país, preparou uma agenda de lives para discutir os impactos da tecnologia no ambiente corporativo. Os debates acontecerão entre os dias 28 de setembro a 1 de outubro e abordarão temas como cultura da inovação, Transformação Digital em empresas do mercado e Open e Closed Innovation. Para participar das discussões, a companhia convidou especialistas de empresas como Grupo Globo, Endeavor, GPA, Ambev Tech, Convenia e Agência PUC-Rio de Inovação, além de executivos da seguradora. 

As lives acontecerão sempre às 18h e serão transmitidas pelas páginas do LinkedIn e Instagram da MAG Seguros. Confira o calendário completo abaixo: 

• 1ª live 

Tema: Cultura da Inovação: como as empresas trabalham a inovação junto aos seus colaboradores 

Canal: LinkedIn da MAG Seguros 

Data: 28/09 

Horário: 18h 

Convidados: 

Renata Loyola – Superintendente de Gestão da Inovação na MAG 

Otávio Thomé – Head de Inovação no GPA 

Marcos Medeiros – Community Manager na Ambev 

• 2ª live 

Tema: Open e Closed Innovation 

Canal: Instagram (@mongeralaegon) 

Data: 30/09 

Horário: 18h 

Convidados: 

Luís Henrique Fontes – Diretor de Tecnologia da Informação na MAG 

Gustavo Cruz – Coordenador de Open Innovation na Endeavor 

Ricardo Yoggi – Conselheiro de empresas e membro da Agência PUC-Rio de Inovação 

• 3ª live 

Tema: Transformação Digital em empresas do mercado 

Canal: Instagram da MAG (@mongeralaegon) 

Data: 01/10 

Horário: 18h 

Convidados: 

Nuno David – CMO/CXO na MAG 

Rodrigo Silveira – Co-fundador na Convenia (HR-Tech) 

Leandro Giname – Innovation Lead no Grupo Globo 

Austral Re cria nova marca após incorporar Terra Brasis

Fonte: Austral Re

Às vésperas de completar dez anos, a Austral Re consolida seu primeiro ano pós-fusão com a Terra Brasis como uma resseguradora brasileira que atua para desenvolver o mercado brasleiro e latinoamericano de resseguros em suas linhas de negócios, legislação e profissionalismo.

Entre os principais players do segmento, a companhia lança sua nova marca nesta sexta-feira, dia 25, em um comunicado para clientes no Brasil e na América Latina. Controlada pela Vinci Partners, uma das principais gestoras de investimento independentes do mercado brasileiro, a Austral Re trabalha em diferentes linhas de negócio, a exemplo de P&C (Property & Casualty), Marine,  Energy, Vida e Saúde e Auto.

“Desbravar o mercado é o que nos move e por isso só temos a agradecer aos nossos clientes, que tanto confiam na gente, e aos nossos colaboradores, que fazem isso tudo acontecer. Queremos que nossos clientes se sintam atendidos em suas necessidades e seguros, evoluindo numa parceria de verdade”, afirma Bruno Freire.

Bradesco Seguros, Brasilseg e Sompo deixam DPVAT

DPVAT

Semana passada, Porto e Itaú anunciaram a saída como acionistas da Líder Seguradora, que administra o consórcio

Depois da Porto Seguro e Itaú anunciarem na semana passada a saída do consórcio DPVAT, administrado pela Líder Seguradora, hoje foi a vez das empresas ligadas ao grupo Bradesco, Brasilseg, ligada ao Banco do Brasil, e a Sompo Seguros requisitarem e exercício do direito de retirada. Entre as grandes, restou praticamente a Caixa Seguros.

A entrada e saída das seguradoras do Consórcio do Seguro DPVAT é um processo previsto no instrumento de Consórcio. Porém, é somente no início de cada ano, em janeiro, que temos a posição oficial de quais seguradoras solicitaram a adesão ou o desligamento do Consórcio, informou a Líder em nota.

Além disso, continua, os movimentos de entrada e saída das seguradoras no Consórcio não prejudicam a operação do Seguro DPVAT. As seguradoras que saem do Consórcio DPVAT possuem a obrigação de constituir e integralizar a Reserva de Contingência, conforme definido na cláusula 12.3 do Instrumento do Consórcio, conforme a quota-parte de participação da Consorciada.

A Líder destaca que qualquer seguradora autorizada pela Susep a operar no país no segmento de seguros de danos e/ou pessoas pode, facultativamente, aderir ou sair do Consórcio de Operações do Seguro DPVAT, atualmente formado por 56 seguradoras consorciadas. Não há qualquer custo de entrada, basta querer fazer parte do time que administra este seguro e ter capital mínimo requerido para um segurador de abrangência nacional.

“Reiteramos que nada muda para o cidadão: motoristas, passageiros e pedestres continuam protegidos. E a Seguradora Líder permanece comprometida em atender com eficiência todas as vítimas de acidente de trânsito do Brasil”, afirma a administradora do DPVAT.

O consórcio tem buscado se reinventar para se manter vivo diante de muitas denúncias de corrupção e investigações do Ministério Público. O faturamento também despencou, com o valor do seguro obrigatório despencar nos últimos três anos. A receita com emissão de bilhetes foi de 2,1 bilhão em 2019, sendo R$ 929,7 milhões destinados ao Fundo Nacional de Saúde (45% da arrecadação) e R$103,3 milhões destinados ao Departamento Nacional de Trânsito – Denatran (5% da arrecadação). O valor foi 55,3% menor em comparação a 2018 (R$ 4,7 bilhões).

Em 2018, o Consórcio DPVAT tinha 76 seguradoras consorciadas, dentre as quais 56 também eram acionistas da Seguradora Líder. Em 2019, foi formalizada a saída de três delas, numa representatividade total de participação de 4%, finalizando o ano com 73 consorciadas, das quais, 55 acionistas da Seguradora Líder. No decorrer de 2019, 17 seguradoras solicitaram a sua saída do Consórcio a partir de 1o de janeiro de 2020, das quais, 11 acionistas da Seguradora Líder.

CNseg atenta a alta, pela sétima vez neste ano, da projeção da inflação

Pedro Simoes CNseg

Aposta mediana para o IPCA é alta de 2,05% em 2020, e 3,01% em 2021, segundo Boletim Focus, do BC, divulgado hoje

A semana promete muitas notícias que podem afetar as projeções dos indicadores econômicos divulgadas no Boletim Focus, do Banco Central. “As relações entre política e economia permanecem no radar dos analistas e a principal razão para isso é que o País realizou gasto fiscal muito elevado no combate à pandemia. Sua representatividade de aproximadamente 9% do PIB foi superior ao gasto de muitos países desenvolvidos e, de longe, o maior entre as economias emergentes, mesmo que já tivéssemos, há anos, uma relação dívida/PIB mais alta que nossos pares”, comenta Pedro Simões, economista do Comitê de Estudos de Mercado da CNseg, a Confederação das Seguradoras, ao blog Sonho Seguro.

Enquanto dilemas na condução da politica econômica dominam as notícias para se saber como o governo lidará com o Teto de Gastos em 2021, a projeção do IPCA fica mais preocupante ao setor de seguros, uma vez que o IGP-M sobe mais pontos percentuais do que o IPCA. “Este descasamento pode vir a ser um motivo de preocupação para seguradoras especializadas em previdência, muitas das quais pagam beneficios corrigidos pelo IGP-M, mas tem seus ativos atrelados ao IPCA”, afirma o economista que assina o boletim Acompanhamento das Expectativas Econômicas semanal feito pela Superintendência de Estudos e Projetos (Suesp) da CNseg.

Leia a análise completa abaixo:

Depois de várias semanas de reduções nas projeções de contração da economia para 2020, o relatório Focus mostra uma quase estabilidade, com a projeção mediana para a variação do PIB este ano indo de -5,05% para -5,04%. Para o ano que vem, a projeção permanece em 3,50%. As tendências negativas do cenário externo que enfatizamos na semana passada, como as tensões da eleição presidencial americana e o aumento no número de casos de Covid-19 na Europa, continuam a preocupar.

No Brasil, as relações entre política e economia permanecem no radar dos analistas e a principal razão para isso é que o País realizou gasto fiscal muito alto no combate à pandemia. Sua representatividade de aproximadamente 9% do PIB foi superior ao gasto de muitos países desenvolvidos e, de longe, o maior entre as economias emergentes, mesmo que já tivéssemos, há anos, uma relação dívida/PIB mais alta que nossos pares.

Dado o caráter insustentável da manutenção desse gasto – a despeito de sua importância para amenizar a contração do PIB neste ano (o que explica toda a onda de revisões altistas que tivemos nos últimos meses) -, cada vez mais os analistas se questionam se estamos “trocando” uma queda menor do PIB em 2020 por crescimento menor nos próximos anos. Afinal, quanto maior o impacto fiscal e consequentemente a deterioração fiscal, maior a incerteza e mais pressionados tendem a estar os prêmios de risco no futuro.

Equilibrar a pressão por gastos com os limites fiscais é tarefa delicada que terá de ser enfrentada em algum momento e, como sempre ocorre na política, há ônus e bônus em tomar tais decisões. Os atores políticos, evidentemente, procuram evitar o primeiro e se apropriar do segundo. Isso pode gerar impasses que preocupam.

O ano de eleições municipais encurta ainda mais os prazos, mas analistas políticos relatam que as negociações para alinhar desoneração da folha, criação de um novo imposto sobre transações, gatilhos para que o Teto de Gastos seja “furado” de maneira a não afetar as expectativas e o programa de transferência de renda que garantiria uma retirada um pouco mais suave do Auxílio a partir do ano que vem – a imprensa noticia que será o “Renda Cidadã” – avançam e podemos ter novidades ainda nesta semana.

A projeção para o IPCA deste ano continua a subir, de 1,99% para 2,05%, assim como a projeção para o IGP-M, de 15,28% para 15,64%, ampliando ainda mais a diferença entre esses índices como vimos enfatizando. O IPCA-15 de setembro (0,45%), que veio um pouco acima do esperado, mesmo com a revisão negativa dos planos de saúde como correção à suspensão do reajuste pela ANS, teve influência sobre esses resultados. A semana trouxe também importantes instrumentos de comunicação da autoridade monetária. Houve poucas novidades reais, e ficou claro que o “forward guidance” precisa ser mais bem entendido pelo mercado.

O rompimento do teto de gastos seria um episódio que interromperia a determinação de juros baixos por um longo período, mas, como sabemos, há diferentes maneiras de se furar o teto e a autoridade monetária não foi clara quanto a isso. O Relatório de Inflação trouxe um boxe com estimativas do impacto do auxílio emergencial no consumo, sugerindo que a parcela do auxílio destinada à poupança pode ter sido pequena.

Nesse caso, o fim do programa pode contribuir para a desaceleração do varejo que vem sustentando a economia, o que reforça o argumento da necessidade da sua retirada suave, com substituição por um programa de renda básica mais amplo. No calendário da semana, destaque para o IGP-M de setembro, na terça-feira (29/09) para a PNAD de julho, na quarta (30/09) e para a produção industrial, na sexta (02/10).

Road Tour Experience compra seguros por meio da MDS Brasil

A corretora será responsável pela gestão do  seguro do circuito que convida o espectador para uma viagem no espaço 

A MDS Brasil, uma das principais corretoras do País no segmento de seguros, resseguros, gestão de benefícios e consultoria de riscos, é a corretora oficial da Road Tour Experience, com o tema “Vianova e os viajantes do Espaço”. A atração, que funcionará no modelo Drive-in, acontece entre os dias 11 de setembro e 12 de outubro no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo. O evento terá um mix de parque temático, exposição interativa, cinema e teatro, com espetáculos virtuais para todas as idades, com o objetivo de proporcionar uma experiência de viagem pelo espaço sideral sem sair do carro. 

Especialista em Responsabilidade Civil Eventos, a MDS Brasil será responsável pela gestão do seguro do circuito e dará respaldo para a toda a equipe de montagem e envolvida no espetáculo, durante todos os dias de evento. O principal objetivo dessa modalidade de seguro é gerenciar os riscos de toda equipe em caso de danos materiais, corporais ou morais involuntários a terceiros. 

Seguros SURA fecha parceria com startup brasileira de mobilidade SCOO

 A partir de agora, os usuários do aplicativo SCOO contam com mais segurança durante o uso de bicicletas e patinetes elétricos, além dos bicicletários da Linha 4-Amarela e Linha 5- Lilás, de metrô

Fonte: Seguros SURA

Mais uma notícia sobre mobilidade vinda da Seguros Sura neste mês de setembro. A seguradora, junto com a corretora especializada em mobilidade Better Seguros, fechou uma parceria com a SCOO, primeira startup brasileira de patinetes, bicicletas e equipamentos elétricos, que administra os bicicletários da Linha 4-Amarela e Linha 5- Lilás, de metrô e oferece o compartilhamento de patinetes e bicicletas em algumas estações do metrô na cidade de São Paulo. 

Com esta parceria, a Seguros SURA potencializa sua estratégia de promover a mobilidade na cidade trazendo bem-estar ao paulistano ao lado da SCOO, que tem expertise no segmento ao integrar diferentes modais para viabilizar a mobilidade urbana, e soma na entrega de uma solução desenvolvida de acordo com as necessidades dos usuários, baseada nos diferentes hábitos e estilos de vida das pessoas. 

“Juntos, vamos potencializar o nosso objetivo em comum de transformar o dia a dia das pessoas através de uma mobilidade urbana sustentável e segura”, diz Carlos Savarese, Diretor de Mobilidade e Resseguros da Seguros SURA. 

A solução garante proteção durante o uso dos patinetes, bicicletas convencionais e, em breve, as bikes elétricas, com coberturas para acidentes pessoais dos usuários e eventuais acidentes envolvendo terceiros, danos e subtração dos equipamentos. 

“A segurança dos nossos usuários e do patrimônio deles, é uma prioridade para nós. Por isso, buscamos desenvolver um produto exclusivo para que além da mobilidade, a SCOO esteja no mercado com os melhores diferenciais e cuidados”, destaca a Diretora de Novos Negócios e Marketing, Karina Nahoum. 

De acordo com Savarese, esse é mais um avanço da Seguros SURA para responder a demanda no segmento de mobilidade, visto que as pessoas estão aderindo cada vez mais ao uso de patinetes e bicicletas. “Este é um público crescente, e nós da Seguros SURA estamos atentos à essas transformações para oferecer segurança e tranquilidade para que as pessoas completem sua jornada da melhor forma possível”. 

A nova parceria faz parte do movimento da Seguros SURA de agregar valor à vida das pessoas e investir em ações de mobilidade urbana no país. 

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Webinar da CNseg discute a necessidade das empresas se engajarem na luta antirracista

Evento foi moderado pela Diretora de Relações de Consumo e Comunicação da CNseg

O Dia da Diversidade e Inclusão no Setor de Seguros, criado pela CNseg em 2019, é celebrado em 25 de setembro, visando fortalecer o compromisso do setor com as melhores práticas de diversidade e inclusão de talentos na carreira de em seguros. E para reforçar essa missão, a Confederação Nacional das Seguradoras realizou nesta data o webinar “O Papel das Empresas para a Urgente Superação do Racismo na Sociedade Brasileira”, da série CNseg Webinars.  

O evento contou com a participação da executiva, comunicadora, mentora, consultora e ex-consulesa da França em São Paulo, Alexandra Loras; do Diretor-Executivo da FenaPrevi, Carlos de Paula; da Head de Energy da Austral Seguradora, Narely de Paula; da VP Financeira e CFO da Prudential do Brasil Seguros de Vida, Thereza Moreno, e do professor de Direito e Relações Internacionais da FGV-SP, Thiago Amparo, sendo mediado pela Diretora de Relações de Consumo e Comunicação da CNseg, Solange Beatriz Palheiro Mendes.   

Na abertura do webinar, Solange Beatriz lembrou que, assim como a sociedade, as empresas não estão alheias ao problema do racismo e estão se movimentando para combatê-lo. Racismo que pode ser bem expresso em alguns números apresentados por ela, como o de apenas 6,3% de mulheres negras em cargos de gerência. No setor segurador, disse ela, apesar desse percentual também, ser baixo, é perceptível uma evolução gradativa. Várias são as iniciativas, o Grupo de Trabalho de Diversidade e Inclusão , constituído no âmbito da Comissão de Recursos Humanos da CNseg,  conta com representantes de diversas seguradoras “para permitir às empresas avançarem nas suas estratégias sobre o tema, por meio do compartilhamento das boas práticas”.  

Percepção x realidade

Mas se os números não mentem, as percepções podem ser equivocadas. A ex-consulesa da França em São Paulo, Alexandra Loras, afirmou que quando chegou ao Brasil há 12 anos, imaginava que chegava ao país da democracia racial, onde não havia racismo, como sempre tinha ouvido. Apesar de o país ser composto por 56% de negros, não os encontrou em todos os espaços, mas predominantemente em funções subalternas, inclusive nas novelas e na publicidade. “O Brasil possui 118 milhões de negros, mas nunca se viu uma família negra vendendo margarina”, afirmou. E essa invisibilidade do negro, além de gerar um profundo impacto na autoestima dos mesmos, gera também perdas financeiras para as empresas, visto que só este grupo movimenta R$1,9 trilhão por ano no Brasil. “Se considerássemos apenas a população negra brasileira, esta seria equivalente ao 17º país do mundo em termos de consumo, podendo integrar o G20”, afirmou.

Apesar de afirmar que as pessoas brancas de hoje não são responsáveis pela escravidão que existiu por mais de 300 anos no Brasil, ela disse que esse grupo tem “a chave do jogo”, devendo se tornar agente da transformação e se engajar na luta contra o racismo. Racismo que, segundo ela, não está só no outro, mas em todos nós, que somos “bombardeados pela mesma cultura, que ainda é machista, patriarcal e racista”.

Racismo, um problema de toda a sociedade

O professor Thiago Amparo seguiu na mesma linha de Alexandra, afirmando que a diversidade é muito positiva para as empresas, como constatado em pesquisas, pois grupos compostos por pessoas com experiências diversas são capazes de gerar produtos, serviços e comunicação mais inovadores e, consequentemente, mais lucrativos. Ainda assim, disse ele, das 500 maiores empresas brasileiras, 70% não possuem políticas para inclusão de mulheres e negros. E para que esse quadro possa se alterar, ele afirmou que as pessoas brancas precisam entender que o racismo não é um problema que diz respeito só aos negros, mas a toda sociedade, e “todos devem trabalhar para resolver esse problema”. Além disso, também é necessário entender as razões que perpetuam essa desigualdade e possuir estratégias e metas claras para combatê-la. “As empresas precisam investir em educação antirracista, discutindo o papel das lideranças e os vieses inconscientes e conscientes que atrapalham o processo”. 

Ele também citou o caso da empresa Magazine Luiza, que recentemente abriu processo seletivo de trainees apenas para pessoas negras e sofreu várias críticas por isso, mas que, segundo ele, está totalmente amparado pelo Estatuto da Igualdade Racial, que prevê a adoção de ações afirmativas por parte do Estado e da iniciativa privada para a “correção das desigualdades raciais e para a promoção da igualdade de oportunidades”.

A dificuldade de ser negro no Brasil

Tendo conseguido escapar das estatísticas e se tornar uma liderança negra no meio empresarial, Narely de Paula, que entrou como estagiária e chegou à direção na Austral Seguradora, afirmou a que principal diferença entre ela e a maioria das outras mulheres negras é que ela teve mais oportunidades. Inclusive, disse, a oportunidade de poder discutir o tema do racismo e da diversidade dentro da empresa. “Ainda existe um discurso que alega que os negros não estão em muitos cargos de liderança porque não se esforçam o suficiente, ignorando que isso acontece, principalmente, pela falta de acesso. “É preciso deixar de acreditar em algumas crenças só para que os brancos possam se sentir mais confortáveis. Ser negro no Brasil vai muito além da questão fenotípica, passando pela forma com que são lidos e pelas situações às quais estão sujeitos”. Complementando, afirmou que “quando se fala em fazer um processo seletivo igual para todos, desconsideram-se todas essas questões. Não se trata de baixar a régua, mas mover essa régua para além do olhar do racismo”.  

Além de imoral, o racismo é crime

Por sua vez, Thereza Moreno, outra executiva negra do setor segurador, afirmou que combater o racismo é uma questão ética e moral e que, além de ser um grave problema social, é também um crime previsto em lei e precisa ser totalmente erradicado. Por isso, ela também acredita que as ações afirmativas são muito bem-vindas, pois os negros precisam se ver representados e, quando isso não acontece, dói.  “Minha primeira chefe foi negra e atuária, como eu, e isso foi uma sorte danada. Mas eu não quero ser um exemplo, muito menos uma exceção. É tudo questão de oportunidade”.

Relatando a experiência em empresa, a multinacional Prudential, afirmou que, nos Estados Unidos, ela possui uma politica forte de incentivo à diversidade, inclusive com uma Vice-Presidência de Diversidade e que, no Brasil, foi criado um comitê para a diversidade, que conta com diversos funcionários como voluntários. O Comité, disse ela, começou a tratar dos pilares gênero e PCD (pessoas com deficiência) e hoje já trata de todos os pilares. O próximo passo será a contratação de um profissional para ficar totalmente dedicado à questão da diversidade. “É um passo importante na Prudential”, concluiu.

Os ganhos civilizatórios das ações afirmativas

O Diretor-executivo da FenaPrevi iniciou sua fala afirmando que a situação do negro melhorou um pouco no Brasil, tanto que tem uma filha que pensa em fazer medicina, o que seria impensável há certo tempo. Por outro lado, ele também disse a dificuldade que teve certa vez para encontrar uma boneca negra para outra filha, causando espanto nas vendedoras de loja para quem perguntava. 

Carlos De Paula, à semelhança dos demais, também defendeu ações afirmativas para aumentar o número de negros em cargos de direção, relatando o desconforto que sentiu diversas vezes ao constatar ser o único negro em espaços onde estava presente. “Com uma população composta por 56% de negros e pardos, é evidente que ações afirmativas podem trazer vários ganhos, não só civilizatórios, mas também econômicos e geopolíticos”. E mesmo onde há ações afirmativas implementadas, complementou, ainda há vários desafios para serem superados para que essas políticas sejam encaradas com normalidade. “O Brasil tem várias injustiças, mas com predileção pela cor da pele e por gênero”, concluiu. 

Segundo ele, o desenvolvimento do microsseguro pode contribuir para a luta antirracista, pois está intrinsecamente relacionado ao desenvolvimento econômico dos grupos mais pobres, que são majoritariamente negros.

A SEMANA: Três empresas de registro de apólices disputam seguradoras

Entre as homologadas pela Susep estão para fazer o registro das apólices: B3, Central de Recebíveis (Cerc) e CSD

A semana começa cheia de expectativas na política, economia e setor de seguros. O presidente Jair Bolsonaro apresenta o Pacto Federativo, que deve incluir a CPMF digital para desonerar a folha de salários e financiar o novo programa de renda mínima. Temos a divulgação de diversos indicadores que impactam a atividade de seguros como o IGP-M de setembro, na terça-feira, com expectativa de apresentar a maior taxa em 18 anos, em 4,42%, segundo pesquisa Broadcast. Também amanhã, saem as contas do Governo Central de agosto e, na quarta, os dados consolidados do setor público. Na quarta, a Pnad Contínua do trimestre até agosto sinalizará dados do emprego. Na quinta temos os dados fechados da produção industrial de agosto e da balança comercial de setembro, que impactam as projeções do PIB, cuja variação em 2020 subiu pela terceira semana consecutiva, de -5,05% para -5,04%, no Boletim Focus, do BC, divulgado nesta segunda-feira.

Uma notícia já prevista, porém preocupante para o setor, vem da manchete do Estadão: “Impacto da pandemia tira até um quarto do rendimento dos trabalhadores no País”. Dados do IBGE mostram que prejuízo foi maior para os empregados que não chegaram a completar o ensino médio; na média para todas as escolaridades, a perda de renda obtida pelo trabalho era de 17% até junho, antes da flexibilização da quarentena. Com menos dinheiro no bolso, consumidores podem deixar de comprar seguros, investir em planos de Previdência e ainda ter de sacar recursos.

Em seguros, a semana começa com o tema Sistema de Registro de Operações (SRO), um tema que tem gerado um grande corre corre nos bastidores das companhias. A partir de novembro, as apólices serão objeto de registro, instrumento por meio da qual a Superintendência de Seguros Privados (Susep) pretende ampliar a capacidade de supervisão e, ao mesmo tempo, organizar uma massa de dados para viabilizar novos modelos de negócios. Por enquanto, três empresas disputam as seguradoras, que ainda relutam em escolher com quem compartilhar seus preciosos dados. Entre as homologadas pela Susep estão para fazer o registro das apólices: B3, Central de Recebíveis (Cerc) e CSD. A B3 já conquistou Pottencial e Newe Seguros.

O Valor informa que, sem recursos para investir em tecnologia de ponta, a Susep pretende usar as câmaras registradoras como peças-chave para ampliar e aprimorar o trabalho de supervisão do setor. O modelo se inspira no Banco Central, mas vai além do que foi adotado pelo “primo rico” para o monitoramento dos mercados financeiro e de pagamentos. Nos dois casos, as registradoras são, tecnicamente, auxiliares de supervisão. A grande diferença é que, na Susep, o registro deve se tornar a espinha dorsal do sistema de prestação de contas das seguradoras ao regulador.

No sistema em uso atualmente, o regulador recebe os dados com defasagem de um mês e num formato pouco amigável. “Hoje, há uma situação em que temos os dados, mas não as informações”, afirma a superintendente da Susep, Solange Vieira.

A adoção do SRO começa em novembro no seguro garantia, e se estende ao longo de três anos, partindo dos grandes riscos até os ramos massificados. Nesse período, a intenção da Susep é ir desligando o FIP, sistema por meio do qual recebe informações das empresas atualmente.

A CNSeg considera a adoção do registro positiva, já que vai melhorar a capacidade de supervisão da Susep e o controle de riscos. No entanto, o presidente da entidade, Márcio Coriolano, enumera ao Valor algumas preocupações. Uma delas é com a preservação do sigilo das informações pelas credenciadoras, que, segundo ele, são agentes privados introduzidos na regulação. “Informação é o maior ativo de uma seguradora”, afirma. Outra questão é que, até agora, não está claro quais dados serão solicitados das empresas, diz Coriolano. Por ora, a Susep só deu essa definição para o seguro garantia. O presidente da CNSeg argumenta que, sem isso, fica difícil saber se de fato haverá redução no custo de observância sob o novo sistema, como alega o regulador.

Orçamentos 2021 – Os executivos de seguros estão debruçamos no desenho do orçamento para o ano que vem, que ainda não mostra sinais claros de retomada da economia e nem sobre o controle da pandemia no Brasil e no mundo. No entanto, arriscam algumas estratégias, como entrada em novos nichos de mercado, disputa por corretores qualificados e também na comunicação eficiente com stakeholders, principalmente com acionistas e consumidores.

Sandbox – Todos aguardam com grande expectativa quem serão as insurtechs classificadas para o teste monitorado realizado pela Susep. Apesar de fontes da Susep informarem que será em “breve”, ou seja, nesta semana, a aposta é que a divulgação ocorra somente na próxima semana, próximo do dia 15.

Dados de setembro – Nesta semana, as seguradoras já terão os dados estatísticos de vendas e indenizações do mês de setembro. Pelos indicadores monitorados dia a dia, a expectativa é de aumento das vendas em setembro, diante de agosto, porém ainda abaixo do resultado obtido em mesmo período do ano passado. A conferir. Em relação a dados oficiais do setor, o próximo mês a ser divulgado é agosto. Julho foi divulgado em 11 de setembro.

DPVAT – As acionistas da Seguradora Líder, que administra o Consórcio DPVAT, tem até o dia 2 de outubro para decidirem se permanecem como acionista em 2021. Devemos ver algumas baixas nesta semana, como foi o caso da Porto Seguro e Itaú na última sexta-feira.

Agenda: Leia mais Lives, webinar e afins

Boa semana a todos! E mandem notícias relevantes!!!

Capsicum Re muda marca para Gallagher Re em 1º de outubro

“A alteração para Gallagher Re representa um novo capítulo na história do nosso negócio”, diz Luiz Araripe, CEO da Capsicum Re – Brasil, em comunicado

A Capsicum Re, corretora de resseguros especializada, anunciou que mudará o nome da marca para Gallagher Re em 1º de outubro de 2020, alinhando totalmente o negócio de resseguro com seguro global, operações de corretagem de varejo e atacado, da empresa de consultoria de gestão de risco Gallagher.

A Capsicum Re foi inaugurada em Dezembro de 2013, através de uma parceria estratégica com a Gallagher. De lá para cá, cresceu rapidamente e se tornou a quinta maior corretora de resseguros do mundo. Por meio de sua forte equipe de 160 pessoas, baseada em seus centros globais de resseguro como Brasil, Chile, Estados Unidos, Reino Unido e Bermudas, ela tem emitido, anualmente, prêmio de resseguro na ordem de US$ 5,4 bilhões, no mercado.

“A alteração para Gallagher Re representa um novo capítulo na história do nosso negócio – potencializando o poder da marca Gallagher para o benefício de nossos clientes no Brasil e do abrangente mercado latino- americano. Desde quando nos estabelecemos na América Latina, há quatro anos, nosso negócio tem crescido de forma constante, fornecendo soluções inovadoras que atendem à crescente demanda por produtos de resseguro especializados na região. Estou entusiasmado com as oportunidades que temos pela frente para nossa equipe no Brasil e na América Latina, que agora será Gallagher tanto no nome quanto no espírito, com uma identidade, um projeto e uma grande ambição compartilhada”, disse Luiz Araripe, CEO da Capsicum Re – Brasil, em comunicado.