IRB prevê solucionar reenquadramento de solvência exigido pela Susep neste ano

Antonio Cassio dos Santos IRB

Considerando-se uma nova emissão de debêntures anunciada no último dia 3, com perspectiva de captar R$ 300 milhões, além de outras ações previstas que podem chegar a R$ 800 milhões, os recursos seriam suficientes para integralizar e resolver as exigências regulatórias

O IRB Brasil Re apresentou prejuízo líquido de R$ 229,8 milhões. Excluindo-se o impacto dos negócios descontinuados, o lucro líquido seria de R$ 149,4 milhões. Trata-se de uma melhora em relação as perdas de R$ 685,1 milhões registradas no segundo trimestre deste ano. 

O faturamento bruto do terceiro trimestre atingiu R$ 2,9 bilhões, 29,5% superior ao mesmo período do ano anterior, sendo R$ 1,8 bilhão no Brasil, crescimento de 38,8%, e R$ 1,1 bilhão no exterior, avanço de 17,3%.  O prêmio ganho totalizou R$ 1,5 bilhao, alta de 9,1% em relação do terceiro trimestre de 2019.  O índice combinado ficou em 92%, dado positivo pois quanto mais abaixo de 100, melhor, revertendo a tendência observada no primeiro semestre de 2020, que apresentou 108%. O resultado financeiro no terceiro trimestre totalizou R$ 115,3 milhões, muito acima dos R$ 50,2 milhões do segundo trimestre.

O ponto alto da divulgação de terceiro trimestre estava em mostrar as ações realizadas para sanear o balanço desde a carta publicada pela gestora Squadra, questionando as reservas e solvência, e que levou a uma investigação interna, afastamento da diretoria e intervenção fiscal da Superintendência de Seguros Privados (Susep) passou a acompanhar o dia a dia do grupo e exigiu o enquadramento da liquidez de acordo com as normas do setor. 

Os dados apresentados hoje em teleconferência com jornalistas mostram o trabalho de Antonio Cassio dos Santos, CEO e presidente do Conselho de Administração, e sua nova equipe nestes oito meses do novo comando da maior resseguradora do Brasil. “Temos uma empresa robusta, com ativos de R$ 23,3 bilhões. Também é sólida, com patrimônio líquido de R$ 4,9 bilhões. Destaco também que é uma companhia líquida, com caixa de R$ 7,4 bilhões em 30 de setembro”, afirmou Santos. 

Santos fez uma retrospectiva dos últimos três meses. Ele destacou a capitalização da companhia, com o levantamento de R$ 2,3 bilhões para reforçar o capital da empresa; a conclusão da reforma do conselho de administração, com 7 novos entre os 9 membros que compõem o grupo. Cancelar contratos deficitários também foi um dos alvos da nova equipe. Segundo Santos, tais negócios descontinuados, com perdas de R$ 659 milhões, a partir de agora terão efeito residual nos próximos balanços. Também mudou a diretoria estatutária e conquistou rating “brAAA” da Standard & Poor’s Global Ratings, que atribuiu uma perspectiva estável à companhia. 

Com todas as arrumações, um dos trunfos do IRB para mostrar a investidores o trabalho em curso foi exibir o fluxo de caixa. “Depois de três meses de geração de caixa operacional negativo, o IRB voltou a apresentar caixa positivo de R$ 182 milhões no período”, ressaltou o CEO. 

O principal feito, no entanto, foi chegar bem próximo das exigências de solvência exigidas pela Susep para o reenquadramento regulatório. O saldo das provisões técnicas cresceu 39,4% em setembro de 2020, atingindo a cifra de R$ 14,5 bilhões contra R$ 10,4 bilhões em dezembro de 2019. “O plano de enquadramento de liquidez regulatória está sob absoluto controle com as captações e conquista do fluxo de caixa. Precisamos agora resolver alguns detalhes da lei, para que alguns ativos possam ser adaptados para estarem em conformidade com as normas. Até o final do ano estará resolvido”, afirmou Santos, detalhando as conquistas já obtidas. 

Wilson Toneto, vice-presidente executivo Técnico e de Operações, explica que com a capitalização de R$ 2,3 bilhões concluída em agosto, o IRB encerrou o terceiro trimestre com excesso de capital regulatório de R$ 1,5 bilhão, o que equivale a um índice de solvência regulatória de 182,4% e índice de solvência total de 259,5%. Porém, algumas linhas de ativos não são consideradas pela legislação como elegíveis para cobertura de Provisões Técnicas e Regulatório, geram um desenquadramento de R$ 1,97 bilhão no final de setembro. 

No entanto, ao considerar a captação de R$ 597 milhões, feita em outubro por meio da 1ª. emissão de debêntures, o ingresso de recursos decorrentes de redução de capital de controladas de R$ 115 milhões e provável regularização dos R$ 793 milhões mantidos em conta remunerada em dólares no exterior, utilizados para garantir as provisões de cedentes nos EUA e Canadá, conforme exigência regulatória daqueles países, o déficit seria de aproximadamente R$ 500 milhões. 

Considerando-se uma nova emissão de debêntures anunciada no último dia 3, com perspectiva de captar R$ 300 milhões, além de outras ações previstas que podem chegar a R$ 800 milhões, os recursos seriam suficientes para integralizar e resolver as exigências regulatórias. 

Um detalhe importante é que está em consulta pública proposta da Susep, para novas regras para gestão do risco de liquidez das entidades. Se ela for aprovada como está na minuta, há um impacto positivo no balanço do IRB de R$ 400 milhões. Com isso se mantém a expectativa de ter o problema regulatório resolvido ainda este ano”, afirmou Toneto.

O saldo dos investimentos somou R$ 7,4 bilhões (não inclui R$ 597 milhões da 1ª emissão de debêntures e R$ 115 milhões de redução de capital em controlada) contra R$ 4,5 bilhões em dezembro de 2019; um aumento de 80% incluindo ambos eventos mencionados. 

Outro destaque deste terceiro trimestre foi a parceria com a B3 para o uso de blockchain nas operações de resseguros. “Essa parceria vai contribuir para mantermos as despesas administrativas abaixo do patamar de 5% dos prêmios ganhos, com transações mais eficientes, rápidas e transparentes”, ressaltou Santos. Leia mais IRB e B3 desenvolvem plataforma blockchain

Com a empresa saneada, Santos aposta num 2021 melhor. “Temos oo programas de saneamento básico, as concessões e o 5G. Somente esses três programas vão trazer um grande impacto na infraestrutura do Brasil. E sendo o IRB um especialista em programas de resseguros de riscos como os mapeados nessas atividades, temos um cenário positivo para atuar no próximo ano. Além disso, mundialmente o setor de resseguros sinaliza uma uma recuperação das taxas, com melhora das margens em função da recuperação de preços. Começamos a sair do pântano. Temos margens consistentes para seguir consolidando do IRB como uma companhia solida, liquida e robusta.”

App de saúde ajuda no retorno voluntário de colaboradores do IRB Brasil RE

O IRB Brasil RE colocou 100% da empresa em home office sem descontinuidade operacional. Sete meses depois, a empresa segue com o trabalho remoto, mas abriu as portas dos escritórios do Rio e de São Paulo para o retorno voluntário dos colaboradores. 

Todos os dias, os colaboradores que optaram pelo retorno voluntário ao trabalho presencial – cerca de 30 por semana somente, na sede, no Rio, de um total de 350. Eles respondem a perguntas sobre a saúde em um aplicativo de autoavaliação. 

A ferramenta, que pode ser instalada no celular ou em outros dispositivos móveis, foi desenvolvida em parceria com a startup Caren App. O objetivo é monitorar a saúde de cada profissional e a entrada nos escritórios, garantindo o máximo de segurança a todos.

O Caren App é um sistema de apoio a tomada de decisão médica baseado em protocolos automatizados que, com o uso de inteligência artificial, simplificam a coleta de dados das pessoas e ajudam o médico nos atendimentos do dia a dia.

Conhecer Seguros lança cursos inéditos de práticas de subscrição de riscos

Fonte: Conhecer Seguros

Empresa de treinamentos com foco em seguros e gestão, a Conhecer Seguros lança a série Cursos de Práticas de Subscrição em sua plataforma nesta quarta-feira (04/11), todos na modalidade online ao vivo. A série tem a coordenação acadêmica do professor e diretor da Conhecer Seguros, Walter Polido. O primeiro curso será sobre o Seguro de Responsabilidade Civil – Produtos e Operações Completadas.

A subscrição (ou underwriting, como é conhecido internacionalmente), representa o elemento fundamental da operação securitária. O objetivo dos cursos é demonstrar, manuseando de forma bastante prática, as técnicas utilizadas no processo de aceitação e (ou) recusa de propostas de seguros, em diferentes ramos. Os professores trabalharão com estudos de casos.

As inscrições nos cursos podem ser feitas diretamente no site da Conhecer Seguros, onde também podem ser encontradas informações adicionais sobre cada um deles.

Segundo o professor Walter Polido, o aprimoramento técnico no País é fundamental. “A liberdade na estipulação das bases contratuais atribuída às seguradoras reflete no fato de que a aceitação de riscos deve passar por necessário aprimoramento técnico no Brasil, cujo processo é mandatório e todos os players devem se adaptar, urgentemente”.

Com os retornos das aplicações financeiras em patamares modestos, a melhoria do resultado operacional das seguradoras é imperativo para balancear o desempenho financeiro de modo geral. Para Polido, o processo de subscrição de riscos sob bases técnicas eficientes, constitui a única ferramenta para a obtenção de melhores resultados operacionais. “Os profissionais que atuam na área de subscrição devem estar preparados para essa nova fase. Aqueles que detiverem apenas conceitos generalistas, sem especialização adequada, serão considerados inaptos dentro do novo modelo de mercado e de suas exigências modernizadoras. Os subscritores precisam conhecer os fundamentos dos seguros com os quais atuam. A importância do perfeito conhecimento da técnica é preponderante, tornando esse capital pessoal uma ferramenta estratégica e de competitividade”.

Além do Curso de Práticas de Subscrição – Seguro de RC – Produtos e Operações Completadas, outros cursos já foram desenvolvidos pelos docentes da Conhecer Seguros e, em breve, serão ofertados ao mercado: “Seguros de Propriedades – Grandes Riscos”, “Seguro de Responsabilidade Civil Profissional – Profissionais de Saúde”, “Seguros do Agronegócio”, “Seguro de Riscos de Engenharia”, “Seguros de Riscos Ambientais” , “Seguros de Vida” e “Seguro de RC Operações Industriais e(ou) Comerciais e Empresas Concessionárias de Serviços Públicos – infraestrutura”.

Livro “Mulheres no Seguro” traz depoimento de 30 executivas

Previsão é de lançamento no dia 25 de novembro

A Editora Leader programa o lançamento do livro “Mulheres no Seguro” para o dia 25 de novembro. A obra, indo além da história da seguridade, chama atenção para outra questão que precisa ser discutida: a desigualdade entre homens e mulheres.  

Com 30 depoimentos femininos, apresentando o perfil de executivas dos principais centros brasileiros, o livro promove amplo debate sobre o assunto. 

“As mulheres estão ocupando os mais destacados ambientes sociais e profissionais. Isso enche o nosso coração de alegria. Quando há restrições femininas para ocupar cargos e outros espaços, o mundo perde oportunidades de crescimento e desenvolvimento. Nosso projeto busca mostrar, justamente, como a presença da mulher é importante em diferentes aspectos”, conta Andréia Roma, coordenadora geral do projeto e CEO da Editora Leader. 

Em 2012, foi publicado o 1º Estudo de Mulheres no Mercado de Seguros no Brasil, pela Escola de Negócios e Seguros (ENS). A participação feminina, na época, chegou a 57%. Doze anos antes, esse percentual atingia apenas 49%. Já em 2018, houve pequeno decréscimo contabilizado e 55% das mulheres compunham o segmento. A análise traz resultados positivos, pois há movimentação constante buscando promover a igualdade de oportunidades para homens e mulheres neste meio. 

“Mulheres no Seguro entra na história porque chama a atenção de gestores e influenciadores para que diminuam, na seguridade, os limites de crescimento ainda impostos às mulheres do setor”, conta Regina Lacerda, coordenadora convidada do livro e CEO da Rainha Seguros. A profissional atua no mercado de seguros há 30 anos, gerenciando a sua própria empresa e liderando uma equipe de vendas. É especialista em seguros patrimoniais e coordenadora do grupo Executivas do Mercado de Seguros de Brasília. 

CNseg: Longo prazo é o que preocupa, pela curva projetada de juros

Pedro Simoes CNseg

Projeções para o crescimento do PIB deste ano permaneceram negativas, porém estáveis, em -4,81%. Há um mês, era 5,02%

“A frágil situação fiscal do setor público deve retirar pontos das taxas de crescimento nos próximos anos”, comenta Pedro Simões, economista do Comitê de Estudos de Mercado da CNseg, a Confederação Nacional das Seguradoras. Segundo ele, as preocupações fiscais, claras no déficit primário em R$ 635,9 bilhões no acumulado no ano até setembro, o equivalente a 11,95% do PIB, justificam uma queda na projeção de crescimento para o ano que vem, de 3,42% para 3,34%.

“Essa piora reflete o aumento da incerteza sobre o rumo fiscal do País e também pesa na elevação das taxas de juros de longo prazo e na depreciação do Real, que perde mais valor em relação ao dólar que seus pares de economias emergentes”, citou ele ao blog Sonho Seguro. Outro dado em alerta no boletim é o desemprego. Dados do mercado do trabalho mostraram que o desemprego atingiu recorde de 14,4% no trimestre encerrado em agosto. O nível de ocupação também foi o menor da série histórica.

Leia a íntegra do boletim Acompanhamento das Expectativas Econômicas semanal feito pela Superintendência de Estudos e Projetos (Suesp) da CNseg, no portal de CNseg.

Saída de CEO da Bradesco Seguros surpreende executivos do setor

Vinicius Albernaz bradesco seguros

Vinicius Albernaz sai e Ivan Luiz Gontijo Junior, que atua há mais de 30 anos no grupo, assume o comando da maior seguradora do Brasil

A notícia da saída de Vinicius Albernaz da presidência do Grupo Bradesco Seguros surpreendeu boa parte dos executivos do setor. Em seu lugar assume o diretor geral da Bradesco, Ivan Luiz Gontijo Junior, que atua há mais de 30 anos no grupo e era responsável pelo departamento Jurídico e de Compliance da seguradora.

Vinicius Albernaz teve vida curta no comando. Assumiu em abril de 2018. Nesses 2 anos e meio conquistou a todos com sua simpatia, simplicidade e estratégia clara na condução do maior grupo segurador da América Latina. Amigos próximos informaram ao blog Sonho Seguro que ele tinha uma agenda puxada demais para fazer frente a revolução vivenciada no braço segurador. “Na quarentena, repensou a vida e sentiu que precisava ficar mais com a família”, disse um executivo próximo a ele.

Em recente entrevista, Albernaz contou um pouco do que previa para 2021. “Ainda há muitas incertezas sobre os próximos meses e saída da pandemia, até que haja progresso no tema das vacinas. De qualquer forma, seguimos trabalhando no desenvolvimento de nossas iniciativas e atentos às demandas dos nossos clientes. O período de isolamento social nos mostrou novas formas de adaptação e exaltou a importância das conexões virtuais, sem perder a qualidade das interações. Queremos cada vez mais aperfeiçoar e dar continuidade a essas conexões virtuais, investindo em treinamentos e capacitação para funcionários, corretores e parceiros do setor. O aprofundamento da transformação digital, além do cuidado com a eficiência operacional, são temas vitais. Permanecemos confiantes na retomada da economia em 2021, nos mantendo alertas e sensíveis às movimentações do setor de seguros e do mercado em geral”.

Em sua gestão, Vinicius Albernaz consolidou a mudança de estratégia do grupo já em curso, com o cliente no centro dos processos e das decisões na Bradesco Seguros, o que permite que o grupo acelere muitas das transformações que já eram visíveis, mas ganharam mais ênfase com a quarentena. “A necessidade de um contato remoto, seja digital ou por meio dos corretores cresceu e alguns consumidores que antes iriam até uma agência ou falariam pessoalmente com um corretor, alteraram seus hábitos. Com isso, todo o processo de transformação digital da empresa ganhou ainda mais importância e velocidade”, contou ele em recente entrevista.

No processo de venda, por exemplo, a seguradora tem munido os corretores com tecnologias e dados para que eles possam dedicar mais tempo ao aconselhamento na venda. Também consolidou o reembolso digital na Bradesco Saúde, uma funcionalidade que já vinha crescendo desde o seu lançamento, mas que ganhou tração com a pandemia quando o reembolso físico praticamente deixou de existir. Da mesma forma com relação a telemedicina, em que houve um grande avanço. Também ganhou força a autovistoria, em que o próprio cliente realiza o processo no caso do seguro de automóvel, sem necessidade de levar o carro até um lugar credenciado. Tudo isso já existia antes, mas a intensidade do uso mudou.

Para o Albernaz, uma jornada simples e fácil para o cliente não é necessariamente totalmente digital, sem interação humana. Segundo ele, no mercado de seguros a interação humana muitas vezes é essencial, como por exemplo, durante a compra de um seguro mais complexo ou em uma comunicação de um sinistro de vida ou mesmo após um acidente de trânsito. Por isso, os canais são pensados para que atendam os clientes da forma como eles escolherem, sempre buscando processos fluidos e simples.

Ivan, com experiência de mais de 30 anos no grupo e no setor, muito querido de todos, assume uma companhia com sede de inovação e que quer ser a primeira escolha do cliente, seja por meio do corretor de seguros, do gerente do banco físico ou pela Bia, a robô do banco tradicional e também do digital, o Next.

Desejo muita sorte a ambos em seus novos desafios. Que venha 2021 cheio de novidades para os consumidores ficarem cada dia mais protegidos.

BB Seguridade divulga lucro de R$ 1 bilhão no 3o. tri

BB Seguridade

A BB Seguridade registrou lucro líquido ajustado de R$ 1,096 bilhão no terceiro trimestre, um pouco acima do montante de R$ 1,081 bilhão um ano antes e também superior aos R$ 982 milhões de abril a junho.

De acordo com os dados divulgados nesta terça-feira pelo braço de seguros e previdência do Banco do Brasil, o desempenho operacional das empresas do grupo acelerou sua taxa de crescimento ano a ano para 7,9%, enquanto o resultado financeiro combinado das empresas do grupo contraiu 36,3%.

O desempenho ocorreu em “um cenário ainda desafiador, com a atividade econômica se recuperando gradualmente e o resultado financeiro ainda comprometido” e citou adversidades impostas pela pandemia.

No segmento de seguros, os prêmios emitidos cresceram 20,4% em relação ao mesmo período de 2019, para R$ 2,905 bilhões. A sinistralidade registrou aumento de 3,7 ponto percentual, atribuído pela BB Seguridade “majoritariamente pelo volume de avisos de sinistros relacionados à Covid-19”.

A arrecadação de previdência chegou a R$ 11,952 bilhões, abaixo dos R$ 12,324 bilhões de igual intervalo do ano anterior, mas recuperando-se a níveis semelhantes aos período pré-pandemia. As reservas de previdência em setembro somavam R$ 298 bilhões.

No caso do segmento de capitalização, a arrecadação com títulos de capitalização cresceu 19,2% em relação ao mesmo período de 2019 e 39,4% em relação ao segundo trimestre do ano, fazendo com que o saldo reservas chegasse a R$ 8,2 bilhões ao final de setembro, com alta de 3,8% no trimestre.

Setor de seguros acumula ligeira queda de 0,3% até setembro, para R$ 198 bi

susep dados setembro 2020

Seguros cibernéticos apresentam, no acumulado de janeiro a setembro de 2020, alta de 72%, para R$ 26,61 milhões, segundo dados da Susep

As receitas dos segmentos supervisionados pela Susep totalizaram R$ 24,34 bilhões em setembro de 2020. No acumulado de 2020, o patamar de receitas de R$ 198,07 bilhões está apenas 0,3% abaixo de 2019. Os produtos de capitalização foram destaque em setembro, com alta de 9,7% no comparativo com agosto. Já no comparativo com setembro de 2019, o crescimento foi de 16,4%.

Nos seguros de pessoas e danos, os prêmios diretos totalizaram R$ 21,05 bilhões em setembro de 2020. No acumulado do ano são R$ 171,71 bilhões.

O segmento de seguros de pessoas apresentou um total de prêmios acumulados de R$ 114,07 bilhões até setembro, uma redução de 0,6% em relação ao mesmo período de 2019. Nos seguros de pessoas, como pode ser observado na tabela 1, a alta foi de 8,9% no comparativo com setembro de 2019. Destaque para os seguros de vida, que no acumulado até setembro cresceu 11,7% em relação ao mesmo período de 2019 (tabela 2).

Nos seguros de danos o acumulado até setembro 2020 apresenta alta de 1,3% em comparação com 2019, com crescimento nas receitas de quase todos os segmentos. São exceções os segmentos automóvel (-4,1%), transporte (-7,4%) e garantia estendida (-15,5%).

Nos seguros de pessoas, desconsideradas as receitas com VGBL, a alta é de 3,2% em relação a 2019. Enquanto nos seguros de danos a alta é de 6,1%, desconsideradas as receitas de seguro auto. Este crescimento no acumulado dos seguros de danos, excluindo auto, representa um aumento real de 3%, considerando o IPCA no mesmo período. O resultado acumulado até o momento denota expectativa para 2020 de um crescimento do volume de prêmios verificado em 2019.

Riscos Cibernéticos – Os seguros de riscos cibernéticos apresentam, no acumulado de janeiro a setembro de 2020, um total de R$ 26,61 milhões em receitas, o que representa 72,5% de alta em relação ao mesmo período de 2019, quando os prêmios diretos somaram R$ 15,42 milhões.

Previdência– Nos produtos de previdência, observa-se uma alta de 0,3% na receita, em comparação ao mês anterior. Quando comparado com setembro de 2019, o segmento apresentou um aumento de 1,0%. O acumulado do ano, ainda registra uma queda de 3,0% nas contribuições, quando comparado com 2019. O PGBL, em 2020, um crescimento de 1,1% no acumulado até setembro, em relação ao mesmo período de 2019. A Previdência Tradicional, no acumulado das receitas, até setembro de 2020, observa-se uma diminuição 12,8%, em comparação ao mesmo período de 2019. Apesar da queda, a previdência tradicional apresenta sinais de recuperação uma vez que em agosto a diferença era 13,8%.

Eleição presidencial aumenta nível de incerteza na economia americana

Recuperação econômica dos EUA caminha para desaceleração, afirma Euler Hermes

Fonte: Euler Hermes

Nos meses após o fim dos bloqueios causados pela Covid-19, algumas economias se recuperaram mais rápido do que outras e a dos Estados Unidos foi uma delas, principalmente por terem adotado medidas de restrição menos rigorosas do que a Europa.

O estímulo econômico americano de USD 2.2 trilhões e injeções de liquidez pelo Fed foram muito maiores se comparados com o restante do mundo, porém, segundo o chefe de macroeconomia da Euler Hermes, Alexis Garatti, o ritmo de recuperação deve desacelerar, conforme a economia do país enfrenta um alto nível de incertezas por conta das eleições presidenciais, que se iniciaram nesta terça-feira (3) com recorde de participação em todo o país.

O economista explica que as casas de apostas sugerem que a corrida eleitoral entre Donald Trump e Joe Biden será apertada e que essa “batalha” poderia até mesmo causar uma disputa judicial, o que significaria meses de instabilidade econômica.

“Escolher entre dois candidatos significará, principalmente, escolher entre um governo federal maior ou menor. A plataforma econômica de Joe Biden pretende ser mais redistributiva, o que pode significar um aumento líquido de USD 3,7 trilhões em impostos ao longo da década, afetando principalmente aqueles que possuem maior renda”, afirma Garatti.

No vídeo publicado na última semana pela seguradora de crédito, o economista afirma que também é orientado para o tamanho da demanda: uma vitória de Biden poderia aumentar os gastos públicos em USD 6,4 trilhões até 2030, com grandes programas de investimento em infraestrutura, assistência médica, meio ambiente e educação.

Por outro lado, as propostas de governo do atual presidente Donald Trump são mais orientadas pelo lado da oferta, incluindo USD 3 trilhões de cortes de gastos líquidos até 2030, além de um corte de taxas de USD 1,4 trilhões. Trump espera que essa política apoie o crescimento e reduza a dívida pública mecanicamente.

Consequências a curto e longo prazo

“Nós calculamos que a plataforma de Biden pode resultar em 1pp extra no crescimento econômico real americano em 2021. Em comparação, uma vitória de Trump iria sustentar um crescimento econômico real de 0.9pp no próximo ano”, afirma Garatti.

No entanto, o economista acredita que as diferenças em termos de crescimento podem ser mais visíveis apenas em 2022 e 2023, favorecendo o programa de governo de Biden. Já no longo prazo, Garatti afirma que “a dívida pública deve ser a verdadeira ganhadora desta eleição, pois deve alcançar 159% do PIB real até 2030 e acima de 137% em 2020. Isso certamente irá prejudicar o potencial de crescimento econômico dos Estados Unidos, diminuindo para 1,4% na melhor das hipóteses, versus 2% atuais”.

Brasil já tem mais de 45 milhões de bilhetes digitais do DPVAT

Ouvidoria DPVAT

Tecnologia do Serpro para o Denatran em parceria com a Seguradora Líder está disponível na Carteira Digital de Trânsito desde agosto deste ano

Fonte: Seguradora Líder

Mais de 45 milhões de motoristas brasileiros já podem consultar o seu seguro contra danos pessoais causados por veículos automotores de via terrestre, ou DPVAT, em formato eletrônico. A geração do documento digitalmente na Carteira Digital de Trânsito está disponível desde agosto deste ano, graças a uma parceria entre o Serpro, empresa de TI do Governo Federal, o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) e a Seguradora Líder, companhia responsável pela administração do Seguro DPVAT.

A versão eletrônica do bilhete do seguro faz parte das funcionalidades da Carteira Digital de Trânsito (CDT), que está disponível gratuitamente na App Store e Google Play. Basta seguir as orientações do aplicativo e adicionar o CRLV, documento veicular digital e, desta forma, ter todas as suas informações em um único lugar. Os documentos também podem ser impressos em casa, em papel A4 comum, possuindo fé pública, mesma validade jurídica. A autenticidade é garantida pelas informações contidas no QR Code, que podem ser verificadas por qualquer pessoa. Basta baixar o aplicativo Vio, que possibilita a leitura e conferência da validade do documento.

“Com o novo bilhete, o proprietário passou a ter informações objetivas sobre como solicitar a indenização do Seguro DPVAT na palma da mão. A transição para o ambiente digital garante mais eficiência no processamento de dados dos condutores, permitindo que a baixa de pagamento e a confirmação do licenciamento sejam mais ágeis”, explica a Diretora de Controladoria e Finanças da Seguradora Líder, Maria Valins.

Como obter ou atualizar o documento?

O CRLV Digital com o Bilhete do Seguro DPVAT pode ser obtido na Carteira Digital de Trânsito (CDT), no Portal de Serviços do Denatran, ou nos canais de atendimento do Detran de jurisdição do veículo.

Caso o proprietário já tenha baixado o CRLV Digital na CDT, mas os dados do bilhete do Seguro DPVAT não estejam atualizados, basta excluir o documento e baixar novamente.

Cobertura DPVAT

O DPVAT é um seguro obrigatório de caráter social, que protege os mais de 211 milhões de brasileiros, cobrindo danos relacionados a acidentes de trânsito. O seguro pode ser destinado a qualquer cidadão acidentado em território nacional, seja motorista, passageiro ou pedestre e oferece três tipos de cobertura: morte (valor de R$13.500), invalidez permanente (de R$135 a R$13.500) e reembolso de despesas médicas e suplementares (até R$2.700). 

Vale ressaltar que o DPVAT é um seguro obrigatório. Portanto, não é possível efetuar o licenciamento ou a transferência da propriedade do veículo sem a quitação do seguro. 

Porto Seguro lucra R$ 1,2 bilhão em nove meses

A Porto Seguro divulgou lucro líquido de R$ 401,5 milhões no trimestre (+19,8% vs. 3T19) e R$ 1,28 bilhão no acumulado do ano (+26,7% vs.9M19), resultando num ROAE de 20,3% no 3T20 e de 22,0% no 9M20. Excluindo o efeito do excesso de capital e considerando uma remuneração de 100% do CDI para os investimentos, a rentabilidade anualizada sobre o patrimônio seria de 27,6% no trimestre e de 26,8% no 9M20.

Segundo comunicado, o grupo apresentou aumento de lucratividade e de receitas no terceiro trimestre e nos nove primeiros meses de 2020, decorrente da evolução do resultado operacional e da resiliência das carteiras de Seguros e de Negócios Financeiros e Serviços, que cresceram mesmo diante da crise. O resultado financeiro apresentou rentabilidade de 245% do CDI no 3T20 (vs. 175% do CDI no 3T19) e de 305% do CDI no 9M20 (vs. 164% do CDI no 9M19).

Os prêmios de seguros apresentaram crescimento de 4,6% no trimestre (vs. 3T19), impulsionados principalmente pela recuperação dos seguros de Auto e Patrimoniais e pelo aumento em duplo dígito nos prêmios do Saúde. O desempenho do Auto, que apresentou expansão de 20,4% em relação ao 2T20 e de 0,8% em comparação ao mesmo período do ano anterior, é explicado pela manutenção dos índices de renovação em patamares elevados e pelo aumento das vendas novas, levando a um acréscimo de 87 mil veículos na frota segurada em relação ao 2T20.

No Saúde, os prêmios evoluíram 12,0% (vs. 3T19), com incremento de 3,1% no número de vidas seguradas, e o Patrimonial obteve uma alta de 7,6% em comparação ao mesmo período do ano anterior, impulsionado pelo crescimento dos seguros residenciais. O seguro de Vida cresceu 0,5% (vs. 3T19), com desempenho favorável no segmento de Vida Individual, mas queda nos prêmios dos seguros de Viagem e Massificados, ainda refletindo os efeitos da pandemia sobre as vendas.

O índice combinado de seguros atingiu 87,9% no trimestre (-6,0 p.p. vs. 3T19). A exemplo do segundo trimestre, a melhora foi decorrente principalmente pela melhora na subscrição e precificação de risco e pela redução da circulação de veículos em função do isolamento social, que resultou em diminuição na sinistralidade do Auto (-11,2 p.p. vs. 3T19) e do Saúde (-6,1 p.p. vs. 3T19), este último fruto principalmente do decréscimo dos procedimentos eletivos realizados no período.

O recuo no índice consolidado de despesas administrativas e operacionais (-0,5 p.p. vs. 3T19) também contribuiu para o aumento do resultado, refletindo os esforços realizados através de investimentos em tecnologia e aperfeiçoamento de processos para ganhos de eficiência operacional. Desconsiderando despesas e incentivos a programas sociais (incluindo o programa “Meu Porto Seguro”) para combater os impactos da pandemia de Covid-19 na sociedade, o índice de D.A. + D.O. teria reduzido 0,8 p.p. no período.

Nos Negócios Financeiros e Serviços, as receitas trimestrais aumentaram 9,8% (vs. 3T19), impulsionadas pelo Consórcio (+27,5% vs. 3T19) e pelas Operações de Crédito (+4,4% vs. 3T19), com aumento de 16,3% no número de Cartões de Crédito totais no portfólio (vs. 3T19), que alcançou 2,5 milhões de unidades ao final do trimestre. O gerenciamento eficaz da carteira de crédito e as ações para mitigação de risco contribuíram para a redução da inadimplência (NPL +90 dias), que atingiu 5,2% ao final do 3T20, apresentando melhora tanto em relação ao 2T20 (-0,9 p.p.) quanto em comparação com o 3T19 (-0,2 p.p.).

O resultado financeiro teve um recuo nominal de 50,4% no 3T20 (vs. 3T19), explicado principalmente pela queda da taxa de jurosAinda assim, a rentabilidade da carteira (ex-previdência) superou o benchmark, favorecida pelo desempenho das alocações em títulos indexados a inflação, obtendo um retorno de 1,26% (245% do CDI) no trimestre e de 6,96% (305% do CDI) no 9M20.

Neste trimestre a Porto Seguro comunicou o desligamento de suas controladas4 do Consórcio DPVAT, com efeitos em 31 de dezembro de 2020. A Empresa esclarece ainda que, por consequência dos desligamentos, as ações da Seguradora Líder detidas pelas Seguradoras da Porto Seguro serão alienadas nos termos previstos no Acordo de Acionistas da Seguradora Líder.

Em relação às iniciativas ASG da Porto Seguro, neste trimestre destacam-se a entrada em operação do primeiro guincho elétrico do Brasil, o lançamento do consórcio sustentável para aquisição de placas de energia solar para residências e empresas, e a geração de mais de dois mil postos de trabalho temporário, através do programa Meu Porto Seguro, para pessoas que perderam seus empregos durante a pandemia, que já estão sendo treinadas e capacitadas para voltarem ao mercado de trabalho com mais qualificação e independência.

“Os resultados alcançados no terceiro trimestre e no acumulado dos primeiros nove meses de 2020 ratificam mais uma vez a solidez da Porto Seguro, que ao longo de sua história tem superado os desafios através do crescimento com preservação da rentabilidade. A Empresa segue focada no aprimoramento de seu modelo de negócios e no desenvolvimento de iniciativas que permitam explorar as diversas oportunidades que o mercado oferece”, informa no comunicado.