Solange Beatriz participa de painel do Fórum Inovação Saúde

Diretora Executiva da CNseg pede coragem para a revisão da Lei 9.656, da saúde privada, e debate empoderamento das mulheres

Fonte: CNseg

Os tópicos sobre o esforço extenuante do SUS e das operadoras de saúde durante o combate à Covid-19, as perspectivas de futuro desses dois pares e os desafios para as mulheres alcançarem postos de liderança foram destacados pela Diretora de Relações de Consumo e Comunicação da CNseg – Confederação Nacional das  Seguradoras, Solange Beatriz Palheiro Mendes, no painel “O papel das mulheres na transformação da saúde”,  promovido pelo Fórum Inovação Saúde (FIS), que  se encerrou nesta quarta-feira (11) e teve como tema central “Repensando a saúde Brasileira”. 

Solange Beatriz avaliou positivamente a atuação do SUS e da saúde privada, ressaltando que a pandemia impactou todos os setores, exigindo, contudo, ainda mais dos esforços da área de Saúde. 

Em seu diagnóstico, a Diretora da CNseg afirmou que a saúde como um todo tem desafios importantes pela frente. A seu ver, a Lei 9.656, que de fato incorporou avanços enormes na proteção dos beneficiários, precisa ampliar ainda mais o acesso da população. 

Entre “os enormes desafios”, Solange Beatriz destacou: a inflação médica desenfreada – no mundo e no Brasil muito acima de qualquer Índice de Preço ao Consumidor; o envelhecimento da população e suas consequências na transição demográfica e etária.  Ou ainda, o fenômeno da transição epidemiológica, agora em grau exponencial com o avanço de vírus, como a Covid-19. Acrescente-se à relação de problemas, desequilíbrio na renda das famílias, crises econômicas que afetam empresas e empregos, ao lado dos avanços tecnológicos, que tradicionalmente oneram os custos das operadoras, mas agora cooperam para viabilizar o acesso à população. “Espero que esta crise deixe como legado o uso massivo de recursos tecnológicos, focando em prevenção e promoção de saúde, atenção básica, e empenho, tanto do setor público quanto do privado, em propiciar maior acesso e qualidade de vida à população”, declarou. 

Outro tema pontuado por Solange Beatriz foi o desempenho das mulheres no mercado de trabalho, sobretudo o caminho para conduzi-las à liderança. Para ela, as mulheres vêm obtendo conquistas, cada vez mais espaço no mercado de trabalho, são mais escolarizadas, mas o caminho é árduo, longo, longuíssimo. “As mulheres precisam inspirar outras mulheres a serem corajosas, conscientes, confiantes. Eu acredito que a liderança feminina é diferente da masculina. E que precisamos manter as nossas características, diferenças. Afinal, temos de ter coragem para fazer diferente, se somos líderes,” assinalou.  

Ainda assim, o jogo é desigual entre os gêneros. “A realidade ainda é de sobrecarga maior de trabalho doméstico, salários mais baixos para funções de mesmo nível, violências motivadas por gênero”, reconheceu, para quem cargos de liderança demandam muito tempo, dedicação e investimento profissional. “E equilibrar esse trabalho com a vida doméstica, família e amigos exige habilidade e flexibilidade”, afirmou ela. 

Solange Beatriz fez um diagnóstico da equidade de gêneros no mercado de seguros. “No mercado de seguros temos a AMMS, a associação de mulheres do mercado de seguros, que atua nessa direção. Temos na CNseg um Grupo de Trabalho próprio para tratar de Diversidade e Inclusão. “Porque há vários obstáculos, e o principal é a cultura machista (ou seria melhor masculina?) estrutural – a oportunidade é dada aos seus parecidos. Como há prevalência masculina, as escolhas recaem sobre os seus iguais.” 

A seu ver, as sementes pela igualdade estão plantadas, e as empresas são cada vez mais pressionadas a fazer ações efetivas. Ações como criar metas para reduzir a diferença na proporção entre cargos ocupados por homens e mulheres nos quadros de gerência e de executivos; criar instâncias para implementação das ações; promover ações de engajamento da alta liderança e a participação de homens nos debates e iniciativas. Afinal, se a alta liderança não estiver envolvida, não haverá avanço. Enfim, os rótulos têm que ser desmitificados.

E, concluiu Solange Beatriz que líderes devem sempre perseguir valores como: humildade, disciplina, respeito e reconhecimento à equipe, concentração, boa comunicação, ausência de narcisismo, personalidade discreta, capacidade de decisão e assumir responsabilidades, habilidade técnica mais inteligência emocional, atenção ao contexto, criatividade, honestidade moral e intelectual. Mas, acima de tudo, demonstrar que prestigia e busca esses valores.

Infraestrutura é um setor chave para a retomada do crescimento econômico

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Segundo especialistas participantes do webinar da MAPFRE, o desafio é atrair capital externo. Para isso, é preciso ter segurança jurídica e modernização do arcabouço regulatório

O governo precisa fazer a sua parte para que o Brasil atraia recursos para investimentos em infraestrutura, um setor que tem um papel significativo na recuperação das economias maduras e em desenvolvimento, diante do enorme potencial de geração de empregos. Esta foi a questão central do webinar “Infraestrutura: uma perspectiva em construção”, tema da 3ª edição da Jornada Global Risks MAPFRE, realizado no dia 10 de novembro. 

Apesar dos investimentos em infraestrutura terem se retraído em todo o mundo, o Brasil tem uma perspectiva positiva. Isso porque há mais de cinco anos praticamente não se investe, o que faz o Brasil um país alvo dos investidores estrangeiros. “Cerca de 16% da população não tem água encanada, o transporte público é caro demais para uma parcela da população e pouco atrativo para outra, e 24% das rodovias asfaltadas estão em más condições”, enumerou Francilene Rodrigues de Freitas, superintendente de riscos industriais e financeiros da MAPFRE Brasil, citando apenas alguns dos problemas básicos e urgentes do país.

Carlos Branco, gerente regional de seguros América Latina da Cargill, deu alguns exemplos do quanto a falta de infraestrutura atrapalha a vida dos empresários e, consequentemente, do governo brasileiro. “É inegável que melhorar a infraestrutura traz impacto positivo nos produtos e nos preços. Viemos há pouco tempo centenas de caminhões no Porto de Paranaguá para descarregar a safra de soja. Há 2 anos, as mídias mostravam a BR 163 com centenas de caminhões atolados na lama pelas chuvas. Isso tem custo para produtores, exportadores e reflexos na nossa economia interna”, afirmou. 

Segundo ele, seria possível reduzir em 3 a 5 dólares o custo por tonelada de soja exportada com melhores condições de mobilidade, tornando o Brasil mais competitivo. Outro gargalo citado pelo executivo da Cargill foi o armazenamento. “A falta de silos de milho fez com que o preço do óleo subiu 65% no mercado local no período da pandemia, diante de uma forte demanda externa”.

Estudos apontam que além dos EUA, a China pode aportar recursos na infraestrutura no Brasil – que também tem um histórico importante de participação em projetos no país.  Levando-se em conta os investimentos realizados nos últimos anos, os governos da Espanha, França, Itália, Alemanha e Colômbia reforçaram seu posicionamento no mercado brasileiro de infraestrutura, o maior da América Latina, com aquisições, fusões ou pagamento de outorgas. A aposta é que esse movimento cresça nos próximos anos. 

Nas para que o Brasil deixe de ser uma oportunidade para a receber os investimentos que tanto precisa, tem de fazer uma imensa lição de casa. O grande desafio está em como atrair recursos privados, uma vez que os governos estão pressionados por gastos com saúde, educação e benefícios sociais, como aposentadorias. Aperfeiçoar os marcos legais e regulatórios aplicáveis é condição sine qua non, afirmam os participantes do webinar. “Os investidores precisam ter certeza de que não serão surpreendidos por mudanças nas regras do jogo”, disse Elizângela Bayer Bemvides, gerente de Danos na Telefônica Corretora de Seguros. 

Além da segurança jurídica, Bemvides acrescentou a desburocratização. “As teles tem feito a parte delas. Apesar do aumento de 40% do tráfego de dados com o trabalho remoto, as teles se reinventaram para suprir a demanda. É preciso simplificar o arcabouço legal. Temos hoje 300 leis municipais para liberação de antenas. Isso dificulta a expansão da rede. Recentemente, em Porto Alegre, uma nova lei passou a desburocratizar esse tema e deveria ser observada por outros Estados”, sugeriu. Branco completou: “Falta segurança jurídica. A legislação tem de ser clara. As leis não são aplicadas como deveriam. Como garantir que o investimento será alocado, remunerado de forma adequada. Se não garantir, continuaremos sendo vistos apenas como uma oportunidade”. 

Como conclusão, todos afirmaram que a infraestrutura é o motor do crescimento sustentável do mundo, particularmente do Brasil. Segundo eles, é preciso investimentos em saneamento, logística, educação, telecomunicações e energia para deixar para trás o típico voo de galinha e ter realmente um crescimento permanente. Neste momento pós pandemia, em que todas as economias registram queda do produto interno bruto e taxas de juros baixas ou negativas, a aposta é que investimentos em infraestrutura podem desempenhar um papel fundamental no crescimento econômico. 

“Está cada vez mais fica claro que não é o setor público que vai liderar o investimento. A tendência é o setor privado tomar as rédeas e contribuir, em parceria com o público, para o ordenamento dos investimentos. Há muito espaço para parceria entre investidores locais, que têm expertise local, e estrangeiros, com conhecimento global. A carência é tão grande que há espaço para todos”, afirmou Lima. 

Branco concorda. “Uma das grandes vantagens da globalização é o capital não ter fronteiras. O governo brasileiro tem de fazer a sua parte, com uma reforma no arcabouço jurídico para dar confiança aos investidores. Precisamos do capital externo para gerar emprego aos que estão chegando, sem considerar os milhões de desempregados que temos hoje.”

E para apoiar os investimentos, há o seguro, frisou Francilene Freitas, da MAPFRE: “As seguradoras já desempenham um papel vital no apoio à resiliência e estabilidade em todos os setores da economia global, contribuindo com o desenvolvimento de soluções para os maiores desafios enfrentados por indivíduos, empresas e governos, especialmente durante grandes catástrofes e convulsões sociais. O setor de seguros está diretamente ligado à questão de mitigação de riscos e ainda tem muito a crescer no Brasil. Nesse cenário, com a experiência que vem adquirindo ao longo dos anos, o setor de seguros vem cada vez mais aderindo às práticas de desenvolvimento da infraestrutura. Já avançamos muito e ainda há muito a ser feito, principalmente frente às mudanças na legislação de licitações e co ncess&a mp;ot ilde;es”. 

O evento contou com abertura de Bosco Francoy, CEO da MAPFRE Global Risks Espanha, e Luiz Gutierrez, CEO de seguros da MAPFRE Brasil, que reforçaram o apoio do grupo MAPFRE a clientes e corretores. “Antes da pandemia já havia uma mudança nas taxas de resseguro para o segmento de construtoras pelo aumento da sinistralidade. Na MAPFRE, sabemos que a construção esta sujeita a ciclos. Temos uma visão de longo prazo para apoiar nossos clientes”, afirmou Bosco. 

Gutierrez reafirmou a relevância da infraestrutura no Brasil. “Estamos confiantes. Tenho certeza de que o Brasil alcançará a posição de destaque que merece, pois há muita capacidade. O Brasil tem inúmeras possibilidades, bons profissionais. E a MAPFRE tem muito orgulho de promover debates como este para compartilhar informações. Caminhar lado a lado para reconstruir nossa economia, com confiança e um setor de seguros juntos, para que mais brasileiros possam dormir tranquilos”. 

Com apoio da HDI Seguros, projeto Dados do Bem lança campanha “Espalhe o Bem”

Iniciativa busca arrecadar fundos com objetivo de ampliar testagem dos usuários do app; 200 mil pessoas já fizeram o teste a partir do aplicativo. 

Fonte: HDI

O Dados do Bem – iniciativa de mapeamento epidemiológico da COVID-19 liderada pelo Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR), Zoox Smart Data e que conta com o apoio de empresas como a HDI Seguros – lança esta semana a campanha “Espalhe o Bem” com objetivo de arrecadar doações para expandir o número de testes em usuários do aplicativo.  

A “Espalhe o Bem” deseja reunir fundos para a aquisição de cinco milhões de novos testes imunosorológicos de COVID-19, que serão aplicados nos usuários do aplicativo Dados do Bem ao longo dos próximos três meses. A ação, que busca ajuda tanto de pessoas físicas quanto de empresas, conta com o apoio do UNOPS, organismo da ONU que apoia parceiros a implementarem projetos de ajuda humanitária. 

“O Dados do Bem é um projeto muito interessante que segue na busca por novos meios para alcançar cada vez mais pessoas, ampliar o mapeamento epidemiológico e torná-lo mais abrangente e eficiente. A HDI segue parceira da iniciativa porque valoriza os benefícios reais de programas que utilizam tecnologia e inteligência de dados visando gerar benefícios efetivos para a população”, avalia Vagner Guzella, vice-presidente administrativo-financeiro da HDI Seguros. 

Desde o lançamento em abril desse ano, mais de 1 milhão de pessoas já baixaram o aplicativo, mais de 840 mil responderam ao questionário de autoavaliação e mais de 200 mil já fizeram o teste gratuito. Atualmente, a iniciativa está presente nos seguintes estados: Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Goiás. Os interessados em participar da campanha podem acessar o site Dados do Bem e doar qualquer valor por boleto, transferência bancária ou cartão de crédito.  

O Dados do Bem é um aplicativo para monitoramento epidemiológico e acompanhamento da pandemia, gratuito e disponível para Android e iOS. O usuário preenche um cadastro e responde um simples questionário de autoavaliação, com perguntas sobre sintomas associados à COVID-19 e histórico de saúde. O projeto, além de orientar os usuários sobre sintomas da doença, utiliza a inteligência de dados para compilar as informações colhidas para auxiliar as autoridades no desenvolvimento de estratégias e ações direcionadas à contenção da doença. 

MAPFRE reforça a integração dos aspectos ASG nas políticas de investimento

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Impulsionadora da abordagem ambiental, social e de governança na gestão de recursos, a MAPFRE Investimentos conta com o apoio da área de Sustentabilidade da companhia na avaliação e classificação das empresas

Fonte: MAPFRE

No mercado das finanças e dos investimentos, cresce a passos largos os impactos positivos dos aspectos ligados à preservação do meio ambiente, às iniciativas para promover a diversidade, inclusão e governança transparente, em linha com preceitos éticos e de Compliance. Estes aspectos exercem um papel importante na alocação e seleção de ativos pelas empresas de gestão de recursos. Isso significa que empresas comprometidas com a sustentabilidade são atrativas aos olhos dos investidores, no Brasil e no mundo, quando comparadas com aquelas que estão em descompasso com o trinômio ASG – Ambiental, Social e Governança. 

Com a MAPFRE Investimentos, gestora de recursos da MAPFRE, não é diferente. A observância dos conceitos ASG junto às empresas que compõem a carteira de seus fundos vem de longa data e, cada vez mais, torna-se estratégica para a composição do score dos ativos de renda fixa ou variável que ela avalia para investimento. 

Neste contexto, a MAPFRE Investimentos conta com o apoio e a expertise dos especialistas em Sustentabilidade da companhia para estabelecer a sua metodologia de avaliação, que, como resultado, estabelece um score ASG para cada empresa integrante de suas carteiras de investimento. Com essas notas a companhia estabeleceu um monitoramento da qualidade de sua carteira com base em critérios ASG, onde pode acompanhar a pontuação média de seus ativos do ponto de vista Social, Ambiental e de Governança, inclusive com uma quebra por setor econômico. 

Em constante aprimoramento, a metodologia adotada pela MAPFRE Investimentos inclui critérios consistentes, relevantes e verificáveis em suas matrizes quantitativas como forma de atestar o engajamento das empresas na política e na aplicação dos critérios ASG. Na prática, um questionário é respondido por analistas de investimentos por meio de pesquisa ativa em fontes públicas. A matriz de perguntas é orgânica e revisada periodicamente, evoluindo constantemente de acordo com a relevância de novas questões relacionadas a ASG que possam ser prioritárias para todas as partes relacionadas à MAPFRE. 

A MAPFRE Investimentos também possui um manual de análise de crédito privado, ao qual são acrescentadas as questões relativas aos aspectos ASG. Na esteira do Plano de Sustentabilidade para o triênio 2019-2021, esse manual determina, por exemplo, a busca por ativos de empresas com baixa utilização de energia produzida a partir de carvão mineral. 

“Temos como meta criar um rating – ou classificação de risco – para cada empresa integrante de nossa carteira com base nos critérios de ASG averiguados”, afirma Oscar Garcia-Serrano, diretor-geral da MAPFRE Investimentos, que completa: “A repercussão desta postura da companhia tem sido positiva por parte de todos os nossos stakeholders, incluindo clientes, consultorias de investimento, distribuidores e alocadores de recursos que conhecem a abordagem ASG da MAPFRE Investimentos”. 

A MAPFRE é aderente a diversas ações relacionadas à sustentabilidade, sendo signatária dos Princípios para Investimentos Responsáveis (PRI), integrando por mais de uma década o FTSE4Good e pelo segundo ano consecutivo o Dow Jones Sustainability World Index. Com esse histórico, a empresa assume um posicionamento de impulsionadora dos aspectos ASG em suas políticas de investimento. 

Santander Auto entra no segmento de motos

O cliente pode garantir o bem assegurado por até 36 meses, sem a necessidade de renovação de um ano para o outro

Fonte: Santander

Impulsionada pela liderança do Santander no segmento duas rodas – o banco abarca 24% dos financiamentos de motocicletas no Brasil – e pela Webmotors, portal com mais de 30 milhões de visitas por mês, a Santander Auto começa a ofertar, a partir de novembro, seguro para todas as categorias de moto do mercado nacional, de street e scooters até modelos acima de 300 cilindradas.

A seguradora do Santander se diferencia pelo modelo de contratação 100% online, livre de burocracia, e que ainda possibilita contratar o seguro com vigência contínua por até três anos. Nesta opção, o valor total da proteção é diluído nas parcelas do financiamento da moto. Assim, o cliente tem a comodidade de garantir o bem assegurado por até 36 meses, sem a necessidade de renovação de um ano para o outro.

Outra facilidade da Santander Auto é que todo processo de escolha do seguro pode ser feito com apenas um clique e com as informações já utilizadas no financiamento, ou seja, sem necessidade responder a mais 45 perguntas feitas, em média, pelas seguradoras tradicionais. A vistoria da moto é 100% online e o cliente já sai da loja ou concessionária com o seguro ativo.

O CEO da Santander Auto, Denis Ferro Junior, avalia que abertura para todas as categorias chega no momento em que a motocicleta ganhou importância ainda maior na vida dos brasileiros. “Com a necessidade de isolamento social neste ano, a moto adquiriu mais protagonismo, tanto pela economia nos custos como por contribuir para a mobilidade urbana. Ao mesmo tempo que evita aglomerações no transporte coletivo, oferece agilidade e baixas despesas com combustível e manutenção”, afirma.

Para se consolidar no segmento duas rodas, outra novidade da Santander Auto é a parceria com fabricantes que vai permitir à seguradora ampliar seus canais nas redes de concessionárias. Kawasaki Brasil e a Triumph Motorcycles já têm acordo com a seguradora para ofertar produtos diretamente no ponto de venda.

Lançada há um ano, a seguradora controlada pelo Santander e pela alemã HDI já alcançou marcas expressivas: soma mais de 50 mil contratos assinados com clientes ativos em todo País e projeta de fechar o ano de 2020 com mais de R$ 100 milhões em prêmios emitidos. A atuação da Santander Auto completa a atuação do banco no chamado ciclo automotivo, juntando-se à Webmotors e à Santander Financiamentos.

Planos médico-hospitalares voltam a ultrapassar os 47 milhões

Jose Cechin IESS

Boletim do IESS acompanha a evolução do setor após sucessivas quedas em função da pandemia do novo Coronavírus

Fonte: IESS

O mês de setembro confirmou a tendência de crescimento dos planos de saúde médico-hospitalares verificada nos meses anteriores. De acordo com os dados da Nota de Acompanhamento de Beneficiários (NAB), divulgada pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), com o avanço de 0,3% no período de 12 meses o setor voltou a ultrapassar o total de 47 milhões de vínculos, o que não acontecia desde abril. 

Entre setembro de 2019 e o mesmo mês desse ano, o segmento de planos médico-hospitalares registrou mais de 124 mil novos beneficiários. Segundo José Cechin, superintendente executivo do IESS, o número reforça a tendência de crescimento, ainda em ritmo lento, registrada a partir de julho. “Importante notar que no intervalo de três meses, entre junho e setembro, o setor cresceu 0,8%, o que representa aproximadamente 380 mil novos contratos”, aponta. “Esse crescimento foi alavancado pelo resultado dos coletivos empresariais, o que mostra que as empresas voltaram a admitir novos colaboradores e, consequentemente, contratar novos planos”, completa Cechin. 

Em setembro de 2020, 38,0 milhões (80,7%) de beneficiários médico-hospitalares possuíam um plano coletivo. Desse total, 83,6% eram do tipo coletivo empresarial e 16,4% do tipo coletivo por adesão. 

Entre os estados, no período de 12 meses encerrado em setembro, foi registrado aumento de beneficiários em planos de assistência médica em 17 unidades federativas. Piauí e Goiás lideram o crescimento, com 4,3% e 2,8%, respectivamente. Em números absolutos, Minas Gerais, Goiás e Distrito Federal foram os que tiveram o maior ganho de beneficiários. Só em Minas Gerais foram registrados mais de 118 mil novos vínculos em 12 meses, crescimento de 2,4%. 

“Na análise anual, a faixa etária de 59 ou mais foi a que registrou o aumento mais expressivo, com avanço de 2,0%. Na trimestral, aqueles entre 19 e 58 anos foram maioria. O que mostra duas tendências: que os idosos brasileiros têm se preocupado em contar com um plano de assistência médica e, ao mesmo, tempo, a economia brasileira volta a admitir trabalhadores com a gradual retomada das atividades”, conclui Cechin. 

A NAB consolida os mais recentes números de beneficiários de planos de saúde médico-hospitalares e exclusivamente odontológicos, divididos por estados, regiões, faixas etárias, tipo de contratação e modalidade de operadoras. 

Youse se prepara para aderir ao Pix

Expectativa da insurtech é utilizar o formato para pagamento de indenizações de sinistros e oferecer o Pix como opção aos clientes do Seguro Auto

Fonte: Youse

Youse, plataforma de venda online de seguros da Caixa Seguradora, já está se preparando para ofertar o Pix, novo sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central, na sua jornada de seguros. A expectativa da insurtech é utilizar o formato para o pagamento de indenizações de sinistros e também disponibilizar o Pix como uma alternativa de pagamento à vista do Seguro Auto.

“Acredito que a Youse tenha total aderência ao Pix já que o formato poderá trazer mais rapidez e agilidade aos nossos clientes, por isso estamos trabalhando para oferecer esse novo meio de pagamento e atrair pessoas que não usam cartões de crédito ou débito que são, atualmente, as opções de pagamento oferecidas por nós”, explica Federico Salazar, diretor de produtos da Youse. Após avaliar o mercado, aderência e a própria plataforma do Banco Central, a expectativa é utilizar o formato para todos os processos de recebimento, como contratações das modalidades de seguro, endosso e também para pagamentos de sinistros, fornecedores, programas de recompensa; além de oferecer o Pix como um meio alternativo em caso de inadimplência ou disponibilizar aos interessados em migrar para esta nova modalidade.

Como na Youse todo o processo de contratação do seguro pode ser feito com autonomia e de maneira 100% digital, o Pix agregará mais uma solução online à insurtech. “O cliente poderá escolher ter a cobrança de seu seguro via Pix entre as demais opções de pagamento disponíveis. Além disso, o formato é 100% gratuito e seguro como define o Banco Central”, contextualiza Salazar.

Essa agilidade também deverá ocorrer diante de uma indenização de sinistro confirmada, por exemplo. “Atualmente, como estamos sujeitos aos processos das instituições bancárias, o pagamento de uma indenização de sinistro pode levar dias para acontecer, mas ao aderirmos ao Pix, esse pagamento acontecerá em minutos, conforme prevê o próprio formato. Ou seja, o Pix traz uma vantagem competitiva, será um diferencial para a Youse e também uma facilidade para o cliente”, conclui.

Série: O que esperar de 2021 – Roberto Santos, CEO da Porto Seguro

CEO Porto Seguro Roberto Santos
São Paulo, Brasil 22-04-2019 Retrato de Roberto Santos, presidente-executivo da Porto Seguro no prédio da empresa em São Paulo. Fotos: Fernando Martinho.

A série “O que esperar de 2021”, visa trazer um pouco de luz sobre as incertezas do próximo ano. Nesta edição, Roberto Santos, presidente da Porto Seguro, fala um pouco sobre suas expectativas. Leia abaixo:

Como descreve o ano de 2020? Melhor ou pior que 2019, que já vinha sinalizando arrefecimento diante da crise econômica do país? Qual o impacto da pandemia na empresa? 

A Porto Seguro, assim como todas as empresas do setor, tem acompanhado o cenário atual do mundo e do país. Apesar dos desafios, seguimos otimistas, em busca de ajudar nossos clientes nesse momento. O setor de seguros é muito resiliente e passará a ocupar um espaço maior na economia, justamente por operar no conceito de oferta de proteção e a partir da proximidade do risco em face vivência da pandemia, a sociedade demandará muito mais por soluções que contemplam esta necessidade. A Porto Seguro apresentou aumento relevante de sua rentabilidade no primeiro semestre de 2020. O lucro líquido atingiu R$ 885,1 milhões no semestre (+30,1% vs 1S19. O resultado operacional foi superior ao registrado no mesmo período do ano passado. 

Quais as áreas mais afetadas? 

A Porto possui uma carteira bastante diversificada de negócios atuando basicamente em três pilares: Seguros; Produtos Financeiros e Serviços. O impacto tem sido relativamente diferente em cada tipo de negócio. Basicamente, seguro auto; seguro aluguel e cartão de crédito tiveram suas receitas severamente afetadas nos primeiros meses do isolamento. Ainda é cedo para ter uma leitura do cenário pós-pandemia. Ainda temos incertezas. Mas observamos uma procura maior pelo seguro de vida. A questão do isolamento também levou a uma maior preocupação com as residências, então notamos também um aumento nas solicitações por serviços a residências. Além disso, enxergamos potencial nos serviços de assinatura, como o Carro Fácil (serviço de carro por de assinatura), Reppara! (nosso plano de assinatura para serviços emergenciais à residência e Porto Cuida (novo serviço de assinatura de acesso a consultas e exames).

O que mudou na forma de se relacionar com o consumidor?

O consumidor hoje em dia está mais ativo e exigente, o que nos faz buscar a sinergia com suas necessidades. A tecnologia e as soluções inovadoras contribuem diariamente para um aprimoramento da experiência do consumidor e a facilidade de comunicação, com reportes imediatos pelas mais variadas plataformas e meios, permite que os escutemos e busquemos as soluções que mais lhes atendam. Ter este consumidor satisfeito e com uma boa experiência estreita os relacionamentos e nos permite entender melhor os anseios do mercado para fazer os ajustes necessários nas nossas operações, produtos e serviços oferecidos.  Notamos que as pessoas precisavam cada vez mais de soluções práticas que ajudem a resolver algumas questões sem sair de casa e de forma rápida. Dessa forma, o atendimento digital tem sido mais do que uma simples vantagem e se mostrado fundamental para atender as necessidades dos consumidores. O WhatsApp é um exemplo concreto do que estamos falando. A satisfação do consumidor tem sido positivamente afetada pela experiência muito mais eficiente e rápida, refletindo em índices de NPS (net promoter scoring) superiores ao atendimento tradicional por telefone.

Quais as tendências da empresa e do setor para 2021?

Como mencionado anteriormente, a indústria de seguros é muito resiliente e, dessa forma, acreditamos que 2021 será um ano importante na retomada do setor como um todo. Para nós, continuaremos apostando na diversificação de produtos e vamos trabalhar para aperfeiçoar nossos serviços, focando na experiência do consumidor, acompanhando tendências do mercado, ao lado dos nossos clientes de forma efetiva e mais ágil.  Além disso, o digital continuará muito presente na vida de todos os brasileiros, um caminho que já estava sendo percorrido e foi acelerado pela pandemia. Assim, seguiremos trabalhando em prol da transformação digital no mercado de seguros, como com a evolução dos aplicativos e canais digitais.

Leia mais Série: O que esperar de 2021 – Carlos Magnarelli

Leia mais: Série: O que esperar de 2021 – Eduard Folch, presidente da Allianz

Presidente da FenaSaúde defende a regulamentação da telemedicina

João Alceu abriu a VI Jornada de Seguros e Benefícios CVG-RS e apresentou o cenário da saúde suplementar diante da pandemia

Fonte: FenaSaúde

O presidente da FenaSaúde, João Alceu Amoroso Lima, participou, nessa segunda-feira (9/11), da abertura da VI Jornada de Seguros e Benefícios CVG-RS. Em sua palestra, ele apresentou o cenário da saúde suplementar diante da pandemia e as lições aprendidas no período. Entre os temas, abordou o impacto da redução de cirurgias eletivas, exames e consultas, que preocupou e mobilizou o setor. Também comentou sobre a necessidade de haver uma regulação definitiva para a telemedicina. “Na pandemia a telemedicina se mostrou como ótima solução para o cuidado continuado e para filtrar a busca pelo pronto-socorro. Esse é o principal legado”.

Com o surgimento do novo coronavírus, a modalidade de atendimento à distância teve autorização válida em caráter emergencial, enquanto durar a pandemia. “Precisamos de uma regulação rápida, liberal  e definitiva. O setor espera que o Conselho Federal de Medicina (CFM) pense da mesma forma”.

Por decisão do Congresso Nacional, cabe ao CFM definir como a telemedicina deverá ser praticada no Brasil. Entre muitos aspectos a serem regulados, três pontos tem especial relevância segundo João Alceu. “A territorialidade, que irá permitir que um paciente de um estado seja atendido por um médico de outro estado; a primeira consulta, que na nossa opinião quem deve decidir se é presencial ou não é o médico junto com o paciente; e a remuneração do médico – entendemos que a regulação deve ficar fora dessa questão, que deve ser discutida entre as partes”.

Em mais de uma hora de evento, o presidente da FenaSaúde também tratou de temas como a possibilidade de incorporação de oncológicos orais sem Avaliação de Tecnologias em Saúde (ATS). “Somos radicalmente contra porque entendemos que incorporar tudo sem analise de custo e efetividade não irá beneficiar o paciente”.

João Alceu também comentou a suspensão dos reajustes das mensalidades dos planos de saúde determinada pela Agencia Nacional de Saúde Suplementar. “A ANS precisa definir como será a recomposição desses reajustes para o mercado se estruturar”, concluiu.

Pra conferir acesse: https://youtu.be/IP5lf9UsS9A

Estudo da Swiss Re prevê queda real de 1,4% no volume de vendas de seguros em 2020 e retomada em 2021

A previsão é que o crescimento dos prêmios deve retomar rapidamente, atingindo 3,4% e 3,3% em 2021 e 2022, respectivamente

O produto interno bruto mundial deve contrair 4,1% este ano, o que, até então, representa a maior recessão das nossas vidas. O mais recente estudo sigma, “Rebuilding better: global economic and insurance market outlook 2021/22,” prevê uma recuperação lenta e irregular em 2021.

O prognóstico de crescimento do produto interno bruto (PIB) global é de 4,7% em 2021, em termos reais, abaixo da expectativa de mercado de 5,2% de crescimento. Nesse contexto, o estudo sigma mostra que, o impacto do choque econômico causado pela COVID-19 no mercado global de seguros foi menor do que o Swiss Re Institute antecipava em junho de 2020. Em 2020, estima-se uma queda, em termos reais, de 1,4% dos volumes totais de prêmios, que é também abaixo da queda de 2,8% antecipada anteriormente.

A previsão é que o crescimento dos prêmios deve retomar rapidamente, atingindo 3,4% e 3,3% em 2021 e 2022, respectivamente, apoiado por um fortalecimento contínuo de tarifas.

Basic A4 / Version 0.1 / 18. 09. 2013 / Swiss Re – Media Production

Pandemia gerará impacto de US$ 12 tri na produção global, diz Swiss Re

REUTERS/Arnd WIegmann

ZURIQUE – A pandemia de coronavírus provavelmente criará um rombo de 12 trilhões de dólares na produção econômica global até o final do ano que vem, um fardo muito alto para as seguradoras cobrirem, disse a Swiss Re SRENH.S nesta quarta-feira.

“No geral, a indústria de seguros lidou com isso bem porque entrou na crise com muito capital. Portanto, sabia sobre o risco”, disse o presidente-executivo da seguradora, Christian Mumenthaler, em uma conferência financeira da Bloomberg.

Muitos participantes do mercado fizeram hedge cedo, disse ele, imaginando que a doença respiratória Covid-19 se espalharia pelo mundo depois de ser identificada pela primeira vez em Wuhan, China, no final do ano passado.

“E então a perda geral como vemos agora — entre 50 bilhões e 80 bilhões de dólares – é administrável para a indústria de seguros. Você compara isso a mais de 140 bilhões de dólares gastos em 2017 em termos de perdas com desastres naturais”, disse.

“O que não funcionou bem é a compreensão do que está coberto. A pandemia, e isso é conhecido pelo setor de seguros, não é um risco que você possa cobrir. Acreditamos que a perda de produção para o mundo nesses dois anos será de 12 trilhões de dólares. E o balanço patrimonial das seguradoras é uma pequena fração disso. Portanto, uma pandemia é um risco que não pode ser diversificado e, portanto, não pode ser segurado.”

Um porta-voz da Swiss Re disse que a estimativa de 12 trilhões de dólares se refere ao nível de produção econômica após a Covid-19 em comparação com o nível em que a economia global estaria se tivesse crescido a uma taxa média de antes da pandemia.