Estudo da Swiss Re prevê queda real de 1,4% no volume de vendas de seguros em 2020 e retomada em 2021

A previsão é que o crescimento dos prêmios deve retomar rapidamente, atingindo 3,4% e 3,3% em 2021 e 2022, respectivamente

O produto interno bruto mundial deve contrair 4,1% este ano, o que, até então, representa a maior recessão das nossas vidas. O mais recente estudo sigma, “Rebuilding better: global economic and insurance market outlook 2021/22,” prevê uma recuperação lenta e irregular em 2021.

O prognóstico de crescimento do produto interno bruto (PIB) global é de 4,7% em 2021, em termos reais, abaixo da expectativa de mercado de 5,2% de crescimento. Nesse contexto, o estudo sigma mostra que, o impacto do choque econômico causado pela COVID-19 no mercado global de seguros foi menor do que o Swiss Re Institute antecipava em junho de 2020. Em 2020, estima-se uma queda, em termos reais, de 1,4% dos volumes totais de prêmios, que é também abaixo da queda de 2,8% antecipada anteriormente.

A previsão é que o crescimento dos prêmios deve retomar rapidamente, atingindo 3,4% e 3,3% em 2021 e 2022, respectivamente, apoiado por um fortalecimento contínuo de tarifas.

Basic A4 / Version 0.1 / 18. 09. 2013 / Swiss Re – Media Production

Pandemia gerará impacto de US$ 12 tri na produção global, diz Swiss Re

REUTERS/Arnd WIegmann

ZURIQUE – A pandemia de coronavírus provavelmente criará um rombo de 12 trilhões de dólares na produção econômica global até o final do ano que vem, um fardo muito alto para as seguradoras cobrirem, disse a Swiss Re SRENH.S nesta quarta-feira.

“No geral, a indústria de seguros lidou com isso bem porque entrou na crise com muito capital. Portanto, sabia sobre o risco”, disse o presidente-executivo da seguradora, Christian Mumenthaler, em uma conferência financeira da Bloomberg.

Muitos participantes do mercado fizeram hedge cedo, disse ele, imaginando que a doença respiratória Covid-19 se espalharia pelo mundo depois de ser identificada pela primeira vez em Wuhan, China, no final do ano passado.

“E então a perda geral como vemos agora — entre 50 bilhões e 80 bilhões de dólares – é administrável para a indústria de seguros. Você compara isso a mais de 140 bilhões de dólares gastos em 2017 em termos de perdas com desastres naturais”, disse.

“O que não funcionou bem é a compreensão do que está coberto. A pandemia, e isso é conhecido pelo setor de seguros, não é um risco que você possa cobrir. Acreditamos que a perda de produção para o mundo nesses dois anos será de 12 trilhões de dólares. E o balanço patrimonial das seguradoras é uma pequena fração disso. Portanto, uma pandemia é um risco que não pode ser diversificado e, portanto, não pode ser segurado.”

Um porta-voz da Swiss Re disse que a estimativa de 12 trilhões de dólares se refere ao nível de produção econômica após a Covid-19 em comparação com o nível em que a economia global estaria se tivesse crescido a uma taxa média de antes da pandemia.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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