Série: O que esperar de 2021 – Erika Medici, CEO da AXA Brasil

A série “O que esperar de 2021”, visa trazer um pouco de luz sobre as incertezas do próximo ano. Nesta edição, Erika Medici, CEO da AXA Brasil, fala um pouco sobre suas expectativas. Leia abaixo:

Como descreve o ano de 2020?

Com certeza está sendo um ano desafiador. É até difícil comparar com qualquer outro ano…Todos tivemos de nos reinventar, mudar ou adaptar planos e, nesse sentido, novas oportunidades surgiram. Aceleramos alguns processos de digitalização e estamos colhendo os frutos. Posso dizer, com orgulho, que estamos entregando o resultado, e nos beneficiando de ter linhas de negócios complementares. A venda de seguro no varejo foi mais impactada do que a distribuição de P&C junto aos corretores, mas isso nos trouxe aprendizados, uma visão mais ampla e sofisticada da operação de Parcerias, com uma estratégia de explorar novos ecossistemas, modelos mais digitais. Nessa linha, lançamos, em outubro, o microsseguro Cuidar Mais, que democratiza a cobertura de Doenças Graves e Invalidez, com um pacote de serviços de saúde, como consultas de telemedicina disponíveis 24 horas por dia. Fizemos isso junto ao varejo, mas nossa intenção é ampliar o alcance da solução.

Qual o impacto da pandemia na empresa? Quais as áreas mais afetadas?

Mesmo com a retração em alguns mercados, estamos cumprindo nossas metas e temos rentabilidade. A área de Parcerias foi mais impactada, em especial pelo varejo, em que o ponto de venda físico desempenha um papel importante na oferta e na conversão da venda de produtos financeiros e seguros. O lado positivo dessa mesma moeda é que passamos a operar num modelo de venda digital no varejo, com uma implantação em tempo recorde, e buscamos novos ecossistemas – como fintechs e empresas de tecnologia, olhando novas possibilidades de negócio em setores mais resilientes.

O que mudou na forma de se relacionar com o consumidor? De um exemplo prático. 

A jornada do cliente passou a ser totalmente digital, e o principal desafio foi sermos capazes de fazer parte dessa jornada. Citando dois exemplos práticos: Com a Paketá, que oferece consignado a empresas parceiras, modelamos uma jornada conjunta para inserir o seguro prestamista no processo decisório do empréstimo. Com a Pernambucanas, inserimos o seguro no e-commerce e estamos aptos a distribuir por whatsapp e lançamos o Cuidar Mais. Essa solução não resolve todas as demandas de saúde das famílias, mas endereça uma parte importante das necessidades básicas de atendimento, com qualidade, rapidez e segurança, a baixo custo e amplitude de acesso, o que é fundamental, tendo em vista a dimensão do Brasil. Temos uma oportunidade enorme de inclusão social com esse produto, o que é ainda mais relevante num cenário de pandemia. 

Quais as tendências da empresa e do setor para 2021 ?

Vamos seguir nossa trajetória de aceleração do crescimento, ampliando nossa participação no médio mercado (P&C e Transportes) e nos aproximando mais dos negócios de pequeno porte – seguros empresariais, comércios e serviços, Condomínio e Transportes. No segmento de Parcerias, vamos expandir as operações para novos ecossistemas, algo que se mostrou muito relevante em 2020.  Continuamos aprofundando os benefícios da aceleração de vários serviços digitais implantados em 2020, como a vistoria remota (através de app) ou por drone para produtos empresariais, condomínio e transportes. Também vamos ganhar tração em novos produtos que estão sendo lançados este ano, com características e benefícios muito aderentes ao momento, incluindo serviços de telemedicina, por exemplo.

E para o setor?

O setor como um todo passou pelo tão falado empurrão tecnológico causado pela pandemia. E acredito que a tendência deva ser expandir isso, fortalecer, utilizar mais dados e processos digitais para ofertas mais aderentes ao canal e ao perfil do consumidor. Temos adiante uma grande oportunidade no mercado segurador, em um momento que a percepção sobre os riscos aumentou. 

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Presidente da CNseg participa de webinar da Susep no dia 25

Evento é uma das ações integrantes da 7ª Semana ENEF, que acontece entre 23 e 29 de novembro

Fonte: CNseg

O Presidente da Confederação Nacional das Seguradoras – CNseg, Marcio Coriolano, participa em 25 de novembro de webinar organizado pela Susep, tendo como tema “O papel do regulador e do setor de seguros em tempos de crise”. 

O webinar, que é uma das ações da Superintendência de Seguros Gerais dentro da 7ª Semana Nacional de Educação Financeira (Semana ENEF), realizada entre 23 e 29 de novembro, contará também com a participação do Coordenador-Geral de Consultoria Técnica e Sanções Administrativas do DPDC/SENACON, Leonardo Albuquerque Marques; e do Diretor de Supervisão de Conduta da Susep, Rafael Scherre; sendo moderado por Marcia Cicarelli, sócia da Demarest, consultoria em seguros e resseguros.  

A CNseg, a exemplo de anos anteriores, também participará ativamente da 7ª Semana ENEF promovendo uma série de iniciativas como podcasts com especialistas indicados pelas Federações associadas sobre Seguro de Automóveis, Seguro Residencial, Seguro de Garantia Estendida, Seguro de Vida, Seguro de Acidentes Pessoais, Planos e Seguros de Saúde e Títulos de Capitalização, com orientações sobre o que se deve saber antes da contratação de cada um desses produtos.    

Também ocorrerá a apresentação de um vídeo sobre o Guia de Acesso do Consumidor às Empresas de Seguros e um quiz para as pessoas medirem seu grau de conhecimento sobre educação em seguros. A atualização da publicação Glossário de Seguros, e parcerias com instituições de ensino, como a realizada entre a CNseg e o Ibmec para a criação de uma disciplina de educação securitária nos cursos de graduação da instituição, também fazem parte do Programa de Educação em Seguros.  

O Presidente da CNseg, Marcio Coriolano, explica que todas essas ações fazem parte do Programa de Educação em Seguros, lançado em 2016 pela Confederação. “A iniciativa visa apresentar propósitos específicos do seguro, ressaltando suas diferenças e atributos em relação aos produtos e serviços financeiros. E ainda familiarizar não só consumidores com os seus principais conceitos, mas também todos os outros pares da cadeia, incluindo-se aí representantes dos Três Poderes- Executivo, Legislativo e Judiciário-, para que todos entendam melhor sobre os produtos e serviços proporcionados pelo setor e a relevância do seguro para o País”, ressalta.    

A educação, acrescenta a Diretora-Executiva da CNseg, Solange Beatriz Palheiro Mendes, consta das iniciativas mais relevantes no campo institucional do setor de seguros, que detém em ativos o equivalente a 27% da dívida pública brasileira, sendo um dos maiores investidores institucionais do país, com papel importante a desempenhar na retomada do crescimento econômico.

“No  entanto, o consumo per capita de seguros, além de estar entre os menores do mundo, é concentrado entre as classes mais elevadas ou intermediárias da pirâmide social. Embora a renda seja um limitador, o desconhecimento de coberturas para todos os estratos sociais e o rótulo de que o seguro é caro deixam parcelas significativas da população sem proteção adequada. Nesse sentido, a educação em seguros é um importante instrumento para quebrar barreiras do desconhecimento e torná-lo mais inclusivo, contribuindo gradualmente para superar a participação de 6,7% do PIB, atualmente”, observa.

Mais informações sobre o Programa de Educação em Seguros em:  educacaoemseguro.cnseg.org.br

Icatu Coopera apoia o World Coop Management 2020

Marca da Icatu Seguros tem compromisso com o desenvolvimento do país 

Fonte: Icatu

O ano de 2020 tem trazido importantes reflexões sobre coletividade e a ampliação de uma cultura de previdência e proteção e planejamento financeiro – pilares essenciais para uma transformação social que impacte em todos os níveis da sociedade. Por isso, a Icatu Coopera – a marca da Icatu Seguros criada para atender com exclusividade o cooperativismo – estará presente no World Coop Management 2020 (WCM 2020), que acontece nos dias 30 de novembro e 1º de dezembro.

O evento é referência para o segmento e visa contribuir com a interação entre os principais players do mercado cooperativo, reforçando networking, conhecimento e oportunidades de negócios no segmento. A edição deste ano será virtual e trará renomados profissionais do setor cooperativo.

 “Um dos nossos objetivos é construir relações de mutualismo e longo prazo. Compartilhamos com as cooperativas de crédito o nosso compromisso de construir um país em que todas as pessoas e famílias estejam financeiramente protegidas e assistidas em todas as fase de suas vidas, e estamos preparados para cocriar e plugar produtos e serviços que atendem às necessidades dos cooperados, suas famílias, cooperativas e da sociedade”, afirma o vice-presidente da Icatu Seguros e idealizador da Icatu Coopera, César Saut.

Com mais de 20 anos de experiência neste segmento, Cesar acredita que o cooperativismo e o mercado segurador possuem afinidades em seus propósitos. Ambos visam prover o desenvolvimento econômico e social das pessoas e comunidades, conectando-os, afim de contribuir para a justiça financeira e prosperidade em todos os momentos. “As Seguradoras e Cooperativas são meios, para estratégias com foco na proteção das pessoas e sociedades”.

 Segundo o executivo, uma cooperativa nasce com a essência de proteger e defender a sociedade, da mesma forma que a seguradora. 

 “O ser humano ficou mais consciente com a pandemia, que trouxe um choque de realidade e provocou a humanização do pensamento. Este ano nos trouxe a oportunidade de termos mais lucidez, fazermos um exercício de humildade, o que não é simples, e entendermos nossa própria fragilidade. A tendência é que pessoas e o mercado fiquem cada vez mais humanos e pensem mais no próximo e em quais os mecanismos de proteção que podem e devem se utilizar para seremos sempre mais tranquilos, leves e por consequência felizes”, afirma César.

Série: O que esperar de 2021 – Fernando Serrabona, CEO da MAPFRE Brasil

Fernando Pérez-Serrabona

A série “O que esperar de 2021”, visa trazer um pouco de luz sobre as incertezas do próximo ano. Nesta edição, Fernando Serrabona, CEO da MAPFRE Brasil, fala um pouco sobre suas expectativas. Leia abaixo:

Como descreve o ano de 2020?

O ano tem sido muito desafiador em função da pandemia. Entretanto, desde que o isolamento social foi estabelecido, adotamos uma série de condutas a fim de diminuir os impactos econômicos e sociais da pandemia para nossos públicos, entre eles nossos distribuidores e corretores. Em relação às ações comerciais, passamos a aplicar condições especiais de renovação e pagamento em apólices de automóvel, residencial, rural, comércio, serviços e condomínios. Isso inclui modalidades diferenciadas de parcelamento.

Realizamos adaptações em alguns produtos, como o pagamento integral da indenização em caso de morte por infecção pela Covid-19 nos seguros de Vida, Viagem, Habitacional e Prestamista; a oferta de Telemedicina nos seguros Vida Você Multiflex, Vida Você Mulher e Vida Você Special; a ampliação das atividades profissionais cobertas pelo seguro residencial a fim de beneficiar os microempreendedores individuais que levaram seus negócios para casa; a ampliação do desconto na franquia no seguro Auto.

Também reforçamos as soluções digitais para a realização da vistoria (como envio de fotos no aviso de sinistro realizado por aplicativo para smartphone ou pela internet) e para perícia (uso de WhatsApp para envio de vídeo e/ou fotos).

Quanto aos resultados da companhia, no primeiro semestre o volume de prêmios no Brasil ficou em R$ 8,93 bilhões, 0,2% maior que no mesmo semestre de 2019. Durante o período, a MAPFRE registrou R$ 4,2 bilhões em Seguros Gerais, R$ 3,38 bilhões em Vida e R$ 1,34 bilhão em Automóveis.  

Quais áreas mais afetadas?

As áreas mais afetadas foram aquelas que têm relação mais direta com o varejo, como o segmento de automóveis. Entretanto, observamos que algumas áreas se mostraram mais resilientes, entre elas, Agronegócios, Empresarial, Grandes Riscos e Residencial, sendo que nesta última registramos crescimento de 29% entre julho 2019 e julho de 2020. 

Acreditamos que nesse segundo semestre, que é tradicionalmente mais aquecido no mercado segurador, temos espaço para crescer no Educacional, Vida e Previdência, além do Agro, que deve continuar a dar bons resultados.

O que mudou na forma de se relacionar com o consumidor?

A pandemia ampliou o foco das empresas em Tecnologia e Inovação. Isso nos levou a acelerar alguns projetos. Nesse período, implantamos o recurso de Telemedicina no produto de Seguro de Vida e ampliamos o uso de vistoria e perícia digital. Revisitamos nossos projetos estratégicos e focamos naqueles que potencializam o negócio e o serviço para os clientes. 

Quais as tendencias da empresa e do setor para 2021?

As companhias precisam ter o entendimento das demandas provenientes dos “novos clientes” ou “novos consumidores” pós-pandemia. A partir dessa compreensão, torna-se ainda mais importante difundir no país, de forma educativa, a cultura do seguro, aumentando a consciência da importância da proteção do seguro.

Infelizmente, no Brasil, muitas pessoas tiveram suas rendas impactadas pela crise do novo coronavírus, seja devido à queda no movimento em seus empreendimentos ou ao desemprego. Porém, numa fase de crise sanitária global, a população passa a ter um novo olhar sobre os seguros, principalmente os de vida. Essas apólices são essenciais independentemente da situação, pois proporcionam a manutenção do patrimônio e o planejamento sucessório em uma série de adversidades, inclusive com benefícios e possibilidade de resgate em vida para os seguros de acumulação, como o Bien Vivir, da MAPFRE.

O seguro é um instrumento eficaz na manutenção do padrão de vida das famílias, na continuidade da educação de crianças e jovens, na proteção de bens e melhoria das condições financeiras. Diante de toda essa conjuntura, nossa expectativa é que o consumidor adote um perfil mais preventivo e direcionado à proteção de sua família e da sociedade, abrindo portas para que ampliemos a cultura do seguro.

Estamos sempre atentos às necessidades dos clientes e abertos para o desenvolvimento de soluções. Acreditamos que juntos podemos desenvolver novos produtos, formas de pagamento, sistemas de comercialização e maneiras inovadoras de prestar o melhor serviço ao consumidor.

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Insuretech Connect divulga data de realização para 2021 e surpreende em tamanho e relevância

A expectativa é que a delegação brasileira ultrapasse 300 pessoas

Fonte: CQCS

A edição de 2021 do ITC já está confirmada e acontecerá no próximo dia 04 a 06 de Outubro. O evento será realizado em Las Vegas, como em todos os anos, mas em outro local: Mandalay Bay, que possui o dobro do espaço anterior. A expectativa, de acordo com Gustavo Doria Filho, Idealizador do CQCS ITC Experience é que a delegação brasileira ultrapasse 300 pessoas.

Em 2020 o Insuretech Connect, maior evento de inovação em seguros do mundo, foi impactada pela pandemia do novo coronavírus e precisou ser realizada online. No entanto, isso não impediu essa edição de reunir 10.000 inscrições; 600 horas de conteúdo; 300 Palestrantes; 180.000 espectadores. 

Esse ano também foi marcado pela realização do ITC World Tour, fruto da parceria entre Insuretech Connect e a Digital Insurance Agenda (DIA), realizado em 35 paradas ao redor do mundo. Nessa etapa, o Brasil se destacou por conseguir reunir 1600 inscritos, se consagrando como a parada com o maior número de participantes. 

“Assim como ano passado, fomos de novo o maior evento, tanto em número de pessoas, quanto em número de votos, em tudo fomos os melhores do mundo. Precisamos estar atentos ao impacto do digital”, pontuou Gustavo Doria Filho. 

Além disso, durante a parada brasileira do World Tour, 5 insurtechs expuseram seu modelo de negócio e uma delas, SegFy, foi escolhida para apresentar seu modelo de negócios durante o evento global. 

No ITC se destacaram as apresentações de case, como a Ping An, seguradora Chinesa que possui mais de 214 milhões de clientes ativos; Hipo, seguradora israelense focada em seguro residencial; Discovery Health, que atua em toda área de benefícios; e a Bupa, seguradora tradicional do Reino Unido, que também está presente no Brasil.

“Uma coisa que se falou muito nos painéis é que o mercado está mudando, houve uma aceleração dessas tecnologias que já estavam sendo utilizadas, mas que, por conta da pandemia, teve seu processo acelerado. Muita coisa que estamos vendo no Brasil é o que estamos vendo no mundo, estamos bem em linha com tudo”, explicou Samy Hazan, curador do CQCS ITC Experience.

O ITC conseguiu reunir participantes de 195 países, o que demonstrou o interesse das pessoas em estarem integradas, mesmo em meio à pandemia. “A pandemia criou uma necessidade de integração mundial jamais vista. Mesmo aqui no Brasil, estamos vendo um contato com fornecedores como nunca visto. A necessidade de tecnologia no mundo está acontecendo como nunca”, disse Heitor Ohara, curador do CQCS ITC Experience. 

No ambiente online, o ITC CQCS Experience se adaptou e atuou para facilitar o engajamento do público brasileiro e atuou na organização da Etapa Brasil do ITC + DIA World Tour e também na pré-Conferência do ITC Global, com painéis exclusivos para os participantes brasileiros.

Webinar Sonho Seguro: “Serviços de assistências para todos”

Evento acontece no dia 25 de novembro, às 11 horas, no canal do Youtube do Sonho Seguro. Agende-se para assistir no dia ou quando tiver uma brecha na agenda. Mas não perca este debate

Quem é que nunca precisou de um chaveiro, de um encanador, de um guincho ou de um especialista em computador para tirar aquela dúvida básica. Agora, com a pandemia, consultar um médico virtual passou a ser um benefício e tanto. Esses e muitos outros serviços são prestados como assistências, sejam elas incorporadas a apólices de seguros ou vendidas avulsas. 

Trata-se de um serviço que ganhou destaque com a pandemia e tem sido cada vez mais demandados pelos consumidores e ofertados por seguradoras e empresas do varejo para cativar e fidelizar seus clientes. Uma das vantagens da oferta de assistências, é o benefício de ser serviços tangíveis, que podem ser utilizados diversas vezes ao ano, gerando reconhecimento do valor e fidelização à marca do parceiro. 

O blog Sonho Seguro organizou o webinar “Serviços de assistências para todos“, que reunirá especialistas para debater o tema neste cenário pré e pós pandemia. O que mudou? Quais as coberturas mais demandas? Quais novos produtos surgiram com o isolamento social? Tal mudança veio para ficar? Como podemos democratizar o acesso?

Para responder essas e outras questões teremos Bernardo Sebastião, sócio da Bain & Company, Rogério Guandalini, Brazil CSO & CMO Europ AssistanceMichel Nakashima, gerente de Serviços Financeiros – Multivarejo no GPARodrigo Herzog, Superintendente de Operações na Bradesco Seguro, e Denise Bueno como mediadora do debate. 

“Grandes redes de moda, de eletrônicos e produtos esportivos, por exemplo, até bancos e administradoras de cartões estão incluindo a oferta desses benefícios em seus balcões, cada vez mais”, afirma Rogério Guandalini, CSO & CMO da Europ Assistance Brasil (EABR) e CEABS.

“No Brasil, o acesso às assistências oferece comodidade e segurança, por isso, a disponibilidade desses serviços e seguros nas redes de varejo funcionam como uma porta de entrada para que uma parte considerável da população passe a conhecer os benefícios das assistências, e assim democratizar o acesso à proteção e às facilidades que elas proporcionam. Temos como missão cuidar dos clientes  a qualquer hora, em qualquer lugar, levando a eles o alívio necessário em momentos de estresse, e é por isso que oferecemos  produtos diversificados atendendo os mais variados momentos do ciclo de vida das famílias brasileiras”, afirma Guandalini ao blog Sonho Seguro. 

Marque na agenda ou assista no canal do Youtube no horário que for mais conveniente. 

Icatu Seguros aposta em microfinanças no Nordeste

A expectativa é de que, até dezembro, este número ultrapasse 1,5 milhão

A Icatu Seguros, líder entre as independentes em Vida, Previdência e Capitalização, já colhe os resultados de sua parceria com o Banco do Nordeste. Desde maio, quando a operação teve início, a companhia registrou crescimento de sua carteira e já trabalha com 45% da base do banco. Cerca de 1,1 milhão de clientes já possuem seguros de Vida e Prestamista. A expectativa é de que, até dezembro, este número ultrapasse 1,5 milhão. 

O acordo entre a Icatu Seguros e o Banco do Nordeste do Brasil (BNB) permite a distribuição de seguros de Vida, Prestamista e Previdência da seguradora nos canais do banco. Com isso, a seguradora passou a disponibilizar produtos em todos os canais do BNB – maior banco de desenvolvimento regional da América Latina, com 292 agências no Nordeste, norte dos estados de Minas Gerais e Espírito Santo. Além da rede de agências, o Banco dispõe de 685 postos de atendimento exclusivo para a área de microfinanças.

“A Icatu possui um portfólio completo de produtos de Vida e Previdência, já o BNB é especialista na distribuição de microcrédito. Nosso propósito é democratizar o acesso a soluções e proteção das famílias e do planejamento financeiro dos clientes do BNB, que é referência no país ao atuar como agente do desenvolvimento sustentável da região”, afirma Henrique Jenkins, diretor regional da Icatu no Nordeste.

Artigo: Quem nunca esteve frente a frente com um cliente vulnerável?

Zurich Brasil

por José Silva, diretor de Operações de Sinistros da Zurich no Brasil

Quem trabalha no setor de seguros, como eu, sabe o que é estar frente a frente com uma pessoa em estado de vulnerabilidade, algo que invariavelmente acontece em situações adversas e resulta no que tecnicamente chamamos de sinistro. Nesse momento, essa pessoa – o segurado, frise-se – precisa, mais do que nunca, de atendimento humanizado.

Nós, profissionais do mercado securitário, sabemos do papel social de transformar folhas de papel, repletas de letras miúdas, em uma linguagem técnica, que muitas vezes ficam figurativamente encharcadas de lágrimas de esposas e filhos, quando se veem privados do mantenedor. Mas essas mesmas folhas têm a capacidade de converterem-se na continuidade dos estudos, na alimentação diária e, assim, propiciam um respirar melhor, trazendo novas luzes, convertendo-se em inegável afeto, graças à nossa empatia.

Estado de vulnerabilidade é quando a pessoa está exposta, direta ou indiretamente, a um risco, fato ou situação; é ficar sem respaldo, sentindo-se insegura naquele momento que mais necessita; é aquele instante de fragilidade em que ela precisa de, no mínimo, de atenção. São muitos os sinônimos desses instantes: fragilidade, insegurança, fraqueza, incapacidade, exclusão, dependência.

Diferentes são os tipos de vulnerabilidade: técnica, jurídica, informacional, econômica e social, biológica ou psíquica e ambiental. Há, ainda, até a hipervulnerabilidade, que é aquela que acomete em especial crianças, idosos, portadores de deficiência ou os desprovidos de instrução. Não por acaso que o Código de Defesa do Consumidor, que em 2020 completou 30 anos, reconhece a vulnerabilidade como a parte mais fraca na relação de consumo.

Diante de tal realidade é premente a necessidade ter um time capacitado para atender os clientes em tais condições durante todo processo de regulação de sinistro. Ao tratar com um cliente vulnerável é importante manter uma comunicação clara e constante, fato que nos ajuda a entender seu estado de fragilidade e assim responder de forma adequada às suas necessidades específicas.

Este momento que ainda estamos imersos, o da pandemia, tem exposto as pessoas a novas vulnerabilidades. São milhões de desempregados (a taxa de desemprego atual, de 14,4% no trimestre encerrado em setembro, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, é recorde). E é também uma questão de saúde, já que em média, 5,8% da população do país tem depressão, índice maior que a média mundial, de 4,4%, de acordo com a Organização Mundial da Saúde – OMS. No ápice da quarentena, em abril, a procura por advogados para consultoria em divórcio cresceu 177% em comparação ao mesmo mês de 2019, apontou a Divórcios Brasil, que é especializada no tema. Some-se a isso, o grande volume de empresas que se viram com dificuldades financeiras, devido à interrupção das atividades (até setembro, muitas foram socorridas com quase R$ 19 bilhões em recursos oficiais). São, em suma, alguns indicadores que mostram o quão vulnerável nossa sociedade ainda está.

Convém lembrar que produtos financeiros, entre os quais o seguro, são considerados de difícil entendimento. Aí entra a nossa capacidade de estender a mão em especial aos clientes vulneráveis – que podem estar em tal situação de forma definitiva ou temporária. Eles precisam de produtos personalizados, portanto, adequados às suas reais necessidades, assim como carecem de comunicação clara e, mais que nunca, de atendimento humanizado.

Temos, então, de ter um olhar sensível para esses clientes, a fim de que eles tenham uma experiência positiva no momento de condução do sinistro. Porque mais que uma postura profissional é, também, uma maneira de reforçarmos o nosso papel de contribuir para o bem-estar da sociedade.

Para cumprir esse nobre dever, com o devido profissionalismo, não devemos medir esforços com treinamento, para levar a técnicos, analistas, coordenadores, gerentes e até diretores a visão do que é um cliente vulnerável, como identificá-lo e o que podemos fazer para mitigar os riscos no relacionamento com eles. 

Nessa pandemia, o que não faltaram foram casos concretos de pessoas nessa condição. Mas o que sempre fez e sempre fará a diferença é a empatia e o acolhimento do cliente, quando ele mais precisa, com mais ações, atitudes e menos “segurês”.

Sompo Seguros e B3 firmam parceria para registro eletrônico de apólices e contratos

Sompo Seguro B3

Iniciativa visa atender às exigências estabelecidas pelo Sistema de Registro de Operações (SRO), desenvolvido pela Susep com o objetivo de implementar a apólice eletrônica no Brasil e aumentar a transparência, eficiência e segurança no registro de operações de seguros

Fonte: Sompo

A Sompo Seguros, empresa do Grupo Sompo Holdings – um dos maiores grupos seguradores do mundo, e a B3, uma das principais empresas de infraestrutura de mercado financeiro do mundo, acabam de estabelecer uma parceria para implementar o serviço de registro eletrônico de contratos e apólices da seguradora.

Por meio da iniciativa, a B3 passa a ser a registradora responsável pelo registro eletrônico dos contratos e apólices da Sompo Seguros. Com isso, a seguradora terá condições de atender às exigências do Sistema de Registro de Operações (SRO), plataforma desenvolvida pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) neste ano com o objetivo de aumentar a transparência, a eficiência e a segurança no registro das operações de seguros, previdência complementar aberta, resseguros e capitalização.

Além de implementar a apólice eletrônica no Brasil, o SRO também tem como objetivo acelerar o processo de digitalização dos contratos de seguros, tornando o processo mais ágil, transparente e com custos menores. A B3 é uma das registradoras homologadas pela Susep a atuar dentro do SRO.

“A Sompo é um player com uma presença muito relevante, com um volume expressivo de apólices e contratos e significativa tradição no mercado de seguros brasileiro. A escolha da companhia em confiar na infraestrutura da B3 para atender a nova demanda regulatória é um reconhecimento importante para a nossa solidez e resiliência operacional”, comenta Ícaro Demarchi Araújo Leite, superintendente de Seguros da B3.

“Esse é um projeto desenvolvido a partir da estratégia da Sompo Seguros de implementar recursos de gestão da informação totalmente digitalizadas com tecnologia de ponta, que garantam a disponibilização de ferramentas seguras e de forma prática e sustentável. Esse é um processo que envolve a atuação multidisciplinar de equipes de diferentes áreas e especialistas da companhia, além da parceria da equipe da B3”, destaca Ivan Fernando dos Santos (foto), Controller da Sompo Seguros. 

Com esse anúncio, a Sompo Seguros passa a integrar a lista de companhias que utilizam a infraestrutura da B3 para atender as demandas do SRO. Além do registro de apólices, a B3 está trabalhando junto ao mercado segurador para entregar uma plataforma completa de produtos e serviços que auxiliem os participantes no cumprimento de demandas regulatórias e que, do lado do regulador, auxiliem o processo de supervisão e diminuam os custos de observância para o mercado como um todo. 

“Estamos confiantes que nossa expertise no registro de ativos para o mercado financeiro e de capitais e a nossa capacidade tecnológica e operacional serão diferenciais para a nossa atuação nesse mercado”, finaliza Ícaro Leite.

“Desenvolver recursos de digitalização de processos, serviços e documentos já faz parte da estratégia da Sompo Seguros há anos. Os investimentos em Compliance, infraestrutura de TI e segurança da informação facilitaram bastante para que pudéssemos contar com um ambiente propício para a implementação do SRO”, avalia Sven Robert Will, diretor Executivo Financeiro da Sompo Seguros.

Susep notifica a Líder para devolver R$ 2,257 bilhões ao caixa dos recursos do Seguro DPVAT

Valor corresponde a 2.119 despesas irregulares executadas desde 2008, utilizando recursos públicos do Seguro DPVAT 

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) notificou a Seguradora Líder, do Consórcio do Seguro DPVAT S/A, para, no prazo de 30 (trinta) dias, recolher ao caixa dos recursos do Seguro DPVAT a quantia de R$ 2,2 bilhões, já devidamente atualizados, referente a 2.119 despesas consideradas irregulares pela fiscalização da Susep, que foram executadas com recursos públicos do seguro DPVAT entre os anos de 2008 e 2020.  

Os valores foram apurados por uma fiscalização específica determinada pela Superintendência em dezembro do ano passado, e se baseou na análise de informações constantes em relatórios de investigação forense, de auditoria e de fiscalizações realizadas pela Susep na gestora dos recursos do Seguro DPVAT entre 2008 e 2019. 

A fiscalização da Susep confirmou a ocorrência de transações com recursos do seguro DPVAT sem evidência de que a prestação de serviço tenha sido realizada, sem cotação de preço, sem documentação fiscal ou comprovantes de pagamentos. Foram apuradas despesas não relacionadas com a operação do seguro DPVAT, como doações e patrocínios, pagamento de multas (judiciais ou administrativas), festas de fim de ano, viagens, hospedagens e consultoria sobre oportunidades de negócios no mercado, entre outras situações. 

Foram identificadas, ainda, operações com organizações vinculadas a membros da direção da Líder quando exerciam a função e com familiares de executivos, bem como pagamentos com sobrepreço, ausência de fiscalização da realização dos serviços contratados e ainda situações com duplicidade de pagamentos para o mesmo serviço. Pagamentos maiores que o devido e contratações sem a aprovação do Conselho de Administração da Líder são outros exemplos de despesas que deverão ser ressarcidas por estarem em desacordo com as normas existentes.  

Em dezembro de 2019, confirmada a natureza pública dos recursos do seguro DPVAT, o Conselho Diretor da Susep aprovou a possibilidade de solicitar o ressarcimento das despesas administrativas em desacordo com as regras estabelecidas desde o início das operações da Seguradora Líder, em 2008.  

As medidas adotadas atendem as principais recomendações do Tribunal de Contas da União e da Controladoria-Geral da União, alinhando-se, ainda, às medidas judiciais já adotadas pelo Ministério Público Federal. A Seguradora Líder poderá apresentar defesa quanto aos ressarcimentos determinados. 

Nota de esclarecimento

Em relação ao ofício encaminhado pela Superintendência de Seguros Privados (SUSEP) em 16 de novembro, a  Seguradora Líder, administradora do Consórcio DPVAT e responsável pela gestão deste seguro, informa que:

  • está comprometida com todos os esclarecimentos que se façam necessários sobre a gestão dos recursos do Seguro DPVAT.
  • não tolera, em hipótese alguma, quaisquer práticas irregulares ou ilícitas e sua atual diretoria implementou diversas boas práticas de governança e integridade corporativa para estar sempre aderente às premissas legais e regulatórias do setor, inclusive na relação com seus fornecedores e prestadores de serviços, que devem ser contratados com base em critérios técnicos, imparciais e transparentes.
  • a maioria das transações financeiras citadas no ofício refere-se ao entendimento de que os recursos do DPVAT são públicos, contrariando decisão do Tribunal de Contas da União e do poder Judiciário e objeto de contestação da Seguradora Líder em ações judiciais.

A defesa da Companhia será protocolada no prazo de 30 dias, conforme previsto no ofício enviado pela SUSEP.