Planos médico-hospitalares voltam a ultrapassar os 47 milhões

Jose Cechin IESS

Boletim do IESS acompanha a evolução do setor após sucessivas quedas em função da pandemia do novo Coronavírus

Fonte: IESS

O mês de setembro confirmou a tendência de crescimento dos planos de saúde médico-hospitalares verificada nos meses anteriores. De acordo com os dados da Nota de Acompanhamento de Beneficiários (NAB), divulgada pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), com o avanço de 0,3% no período de 12 meses o setor voltou a ultrapassar o total de 47 milhões de vínculos, o que não acontecia desde abril. 

Entre setembro de 2019 e o mesmo mês desse ano, o segmento de planos médico-hospitalares registrou mais de 124 mil novos beneficiários. Segundo José Cechin, superintendente executivo do IESS, o número reforça a tendência de crescimento, ainda em ritmo lento, registrada a partir de julho. “Importante notar que no intervalo de três meses, entre junho e setembro, o setor cresceu 0,8%, o que representa aproximadamente 380 mil novos contratos”, aponta. “Esse crescimento foi alavancado pelo resultado dos coletivos empresariais, o que mostra que as empresas voltaram a admitir novos colaboradores e, consequentemente, contratar novos planos”, completa Cechin. 

Em setembro de 2020, 38,0 milhões (80,7%) de beneficiários médico-hospitalares possuíam um plano coletivo. Desse total, 83,6% eram do tipo coletivo empresarial e 16,4% do tipo coletivo por adesão. 

Entre os estados, no período de 12 meses encerrado em setembro, foi registrado aumento de beneficiários em planos de assistência médica em 17 unidades federativas. Piauí e Goiás lideram o crescimento, com 4,3% e 2,8%, respectivamente. Em números absolutos, Minas Gerais, Goiás e Distrito Federal foram os que tiveram o maior ganho de beneficiários. Só em Minas Gerais foram registrados mais de 118 mil novos vínculos em 12 meses, crescimento de 2,4%. 

“Na análise anual, a faixa etária de 59 ou mais foi a que registrou o aumento mais expressivo, com avanço de 2,0%. Na trimestral, aqueles entre 19 e 58 anos foram maioria. O que mostra duas tendências: que os idosos brasileiros têm se preocupado em contar com um plano de assistência médica e, ao mesmo, tempo, a economia brasileira volta a admitir trabalhadores com a gradual retomada das atividades”, conclui Cechin. 

A NAB consolida os mais recentes números de beneficiários de planos de saúde médico-hospitalares e exclusivamente odontológicos, divididos por estados, regiões, faixas etárias, tipo de contratação e modalidade de operadoras. 

Youse se prepara para aderir ao Pix

Expectativa da insurtech é utilizar o formato para pagamento de indenizações de sinistros e oferecer o Pix como opção aos clientes do Seguro Auto

Fonte: Youse

Youse, plataforma de venda online de seguros da Caixa Seguradora, já está se preparando para ofertar o Pix, novo sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central, na sua jornada de seguros. A expectativa da insurtech é utilizar o formato para o pagamento de indenizações de sinistros e também disponibilizar o Pix como uma alternativa de pagamento à vista do Seguro Auto.

“Acredito que a Youse tenha total aderência ao Pix já que o formato poderá trazer mais rapidez e agilidade aos nossos clientes, por isso estamos trabalhando para oferecer esse novo meio de pagamento e atrair pessoas que não usam cartões de crédito ou débito que são, atualmente, as opções de pagamento oferecidas por nós”, explica Federico Salazar, diretor de produtos da Youse. Após avaliar o mercado, aderência e a própria plataforma do Banco Central, a expectativa é utilizar o formato para todos os processos de recebimento, como contratações das modalidades de seguro, endosso e também para pagamentos de sinistros, fornecedores, programas de recompensa; além de oferecer o Pix como um meio alternativo em caso de inadimplência ou disponibilizar aos interessados em migrar para esta nova modalidade.

Como na Youse todo o processo de contratação do seguro pode ser feito com autonomia e de maneira 100% digital, o Pix agregará mais uma solução online à insurtech. “O cliente poderá escolher ter a cobrança de seu seguro via Pix entre as demais opções de pagamento disponíveis. Além disso, o formato é 100% gratuito e seguro como define o Banco Central”, contextualiza Salazar.

Essa agilidade também deverá ocorrer diante de uma indenização de sinistro confirmada, por exemplo. “Atualmente, como estamos sujeitos aos processos das instituições bancárias, o pagamento de uma indenização de sinistro pode levar dias para acontecer, mas ao aderirmos ao Pix, esse pagamento acontecerá em minutos, conforme prevê o próprio formato. Ou seja, o Pix traz uma vantagem competitiva, será um diferencial para a Youse e também uma facilidade para o cliente”, conclui.

Série: O que esperar de 2021 – Roberto Santos, CEO da Porto Seguro

CEO Porto Seguro Roberto Santos
São Paulo, Brasil 22-04-2019 Retrato de Roberto Santos, presidente-executivo da Porto Seguro no prédio da empresa em São Paulo. Fotos: Fernando Martinho.

A série “O que esperar de 2021”, visa trazer um pouco de luz sobre as incertezas do próximo ano. Nesta edição, Roberto Santos, presidente da Porto Seguro, fala um pouco sobre suas expectativas. Leia abaixo:

Como descreve o ano de 2020? Melhor ou pior que 2019, que já vinha sinalizando arrefecimento diante da crise econômica do país? Qual o impacto da pandemia na empresa? 

A Porto Seguro, assim como todas as empresas do setor, tem acompanhado o cenário atual do mundo e do país. Apesar dos desafios, seguimos otimistas, em busca de ajudar nossos clientes nesse momento. O setor de seguros é muito resiliente e passará a ocupar um espaço maior na economia, justamente por operar no conceito de oferta de proteção e a partir da proximidade do risco em face vivência da pandemia, a sociedade demandará muito mais por soluções que contemplam esta necessidade. A Porto Seguro apresentou aumento relevante de sua rentabilidade no primeiro semestre de 2020. O lucro líquido atingiu R$ 885,1 milhões no semestre (+30,1% vs 1S19. O resultado operacional foi superior ao registrado no mesmo período do ano passado. 

Quais as áreas mais afetadas? 

A Porto possui uma carteira bastante diversificada de negócios atuando basicamente em três pilares: Seguros; Produtos Financeiros e Serviços. O impacto tem sido relativamente diferente em cada tipo de negócio. Basicamente, seguro auto; seguro aluguel e cartão de crédito tiveram suas receitas severamente afetadas nos primeiros meses do isolamento. Ainda é cedo para ter uma leitura do cenário pós-pandemia. Ainda temos incertezas. Mas observamos uma procura maior pelo seguro de vida. A questão do isolamento também levou a uma maior preocupação com as residências, então notamos também um aumento nas solicitações por serviços a residências. Além disso, enxergamos potencial nos serviços de assinatura, como o Carro Fácil (serviço de carro por de assinatura), Reppara! (nosso plano de assinatura para serviços emergenciais à residência e Porto Cuida (novo serviço de assinatura de acesso a consultas e exames).

O que mudou na forma de se relacionar com o consumidor?

O consumidor hoje em dia está mais ativo e exigente, o que nos faz buscar a sinergia com suas necessidades. A tecnologia e as soluções inovadoras contribuem diariamente para um aprimoramento da experiência do consumidor e a facilidade de comunicação, com reportes imediatos pelas mais variadas plataformas e meios, permite que os escutemos e busquemos as soluções que mais lhes atendam. Ter este consumidor satisfeito e com uma boa experiência estreita os relacionamentos e nos permite entender melhor os anseios do mercado para fazer os ajustes necessários nas nossas operações, produtos e serviços oferecidos.  Notamos que as pessoas precisavam cada vez mais de soluções práticas que ajudem a resolver algumas questões sem sair de casa e de forma rápida. Dessa forma, o atendimento digital tem sido mais do que uma simples vantagem e se mostrado fundamental para atender as necessidades dos consumidores. O WhatsApp é um exemplo concreto do que estamos falando. A satisfação do consumidor tem sido positivamente afetada pela experiência muito mais eficiente e rápida, refletindo em índices de NPS (net promoter scoring) superiores ao atendimento tradicional por telefone.

Quais as tendências da empresa e do setor para 2021?

Como mencionado anteriormente, a indústria de seguros é muito resiliente e, dessa forma, acreditamos que 2021 será um ano importante na retomada do setor como um todo. Para nós, continuaremos apostando na diversificação de produtos e vamos trabalhar para aperfeiçoar nossos serviços, focando na experiência do consumidor, acompanhando tendências do mercado, ao lado dos nossos clientes de forma efetiva e mais ágil.  Além disso, o digital continuará muito presente na vida de todos os brasileiros, um caminho que já estava sendo percorrido e foi acelerado pela pandemia. Assim, seguiremos trabalhando em prol da transformação digital no mercado de seguros, como com a evolução dos aplicativos e canais digitais.

Leia mais Série: O que esperar de 2021 – Carlos Magnarelli

Leia mais: Série: O que esperar de 2021 – Eduard Folch, presidente da Allianz

Presidente da FenaSaúde defende a regulamentação da telemedicina

João Alceu abriu a VI Jornada de Seguros e Benefícios CVG-RS e apresentou o cenário da saúde suplementar diante da pandemia

Fonte: FenaSaúde

O presidente da FenaSaúde, João Alceu Amoroso Lima, participou, nessa segunda-feira (9/11), da abertura da VI Jornada de Seguros e Benefícios CVG-RS. Em sua palestra, ele apresentou o cenário da saúde suplementar diante da pandemia e as lições aprendidas no período. Entre os temas, abordou o impacto da redução de cirurgias eletivas, exames e consultas, que preocupou e mobilizou o setor. Também comentou sobre a necessidade de haver uma regulação definitiva para a telemedicina. “Na pandemia a telemedicina se mostrou como ótima solução para o cuidado continuado e para filtrar a busca pelo pronto-socorro. Esse é o principal legado”.

Com o surgimento do novo coronavírus, a modalidade de atendimento à distância teve autorização válida em caráter emergencial, enquanto durar a pandemia. “Precisamos de uma regulação rápida, liberal  e definitiva. O setor espera que o Conselho Federal de Medicina (CFM) pense da mesma forma”.

Por decisão do Congresso Nacional, cabe ao CFM definir como a telemedicina deverá ser praticada no Brasil. Entre muitos aspectos a serem regulados, três pontos tem especial relevância segundo João Alceu. “A territorialidade, que irá permitir que um paciente de um estado seja atendido por um médico de outro estado; a primeira consulta, que na nossa opinião quem deve decidir se é presencial ou não é o médico junto com o paciente; e a remuneração do médico – entendemos que a regulação deve ficar fora dessa questão, que deve ser discutida entre as partes”.

Em mais de uma hora de evento, o presidente da FenaSaúde também tratou de temas como a possibilidade de incorporação de oncológicos orais sem Avaliação de Tecnologias em Saúde (ATS). “Somos radicalmente contra porque entendemos que incorporar tudo sem analise de custo e efetividade não irá beneficiar o paciente”.

João Alceu também comentou a suspensão dos reajustes das mensalidades dos planos de saúde determinada pela Agencia Nacional de Saúde Suplementar. “A ANS precisa definir como será a recomposição desses reajustes para o mercado se estruturar”, concluiu.

Pra conferir acesse: https://youtu.be/IP5lf9UsS9A

Estudo da Swiss Re prevê queda real de 1,4% no volume de vendas de seguros em 2020 e retomada em 2021

A previsão é que o crescimento dos prêmios deve retomar rapidamente, atingindo 3,4% e 3,3% em 2021 e 2022, respectivamente

O produto interno bruto mundial deve contrair 4,1% este ano, o que, até então, representa a maior recessão das nossas vidas. O mais recente estudo sigma, “Rebuilding better: global economic and insurance market outlook 2021/22,” prevê uma recuperação lenta e irregular em 2021.

O prognóstico de crescimento do produto interno bruto (PIB) global é de 4,7% em 2021, em termos reais, abaixo da expectativa de mercado de 5,2% de crescimento. Nesse contexto, o estudo sigma mostra que, o impacto do choque econômico causado pela COVID-19 no mercado global de seguros foi menor do que o Swiss Re Institute antecipava em junho de 2020. Em 2020, estima-se uma queda, em termos reais, de 1,4% dos volumes totais de prêmios, que é também abaixo da queda de 2,8% antecipada anteriormente.

A previsão é que o crescimento dos prêmios deve retomar rapidamente, atingindo 3,4% e 3,3% em 2021 e 2022, respectivamente, apoiado por um fortalecimento contínuo de tarifas.

Basic A4 / Version 0.1 / 18. 09. 2013 / Swiss Re – Media Production

Pandemia gerará impacto de US$ 12 tri na produção global, diz Swiss Re

REUTERS/Arnd WIegmann

ZURIQUE – A pandemia de coronavírus provavelmente criará um rombo de 12 trilhões de dólares na produção econômica global até o final do ano que vem, um fardo muito alto para as seguradoras cobrirem, disse a Swiss Re SRENH.S nesta quarta-feira.

“No geral, a indústria de seguros lidou com isso bem porque entrou na crise com muito capital. Portanto, sabia sobre o risco”, disse o presidente-executivo da seguradora, Christian Mumenthaler, em uma conferência financeira da Bloomberg.

Muitos participantes do mercado fizeram hedge cedo, disse ele, imaginando que a doença respiratória Covid-19 se espalharia pelo mundo depois de ser identificada pela primeira vez em Wuhan, China, no final do ano passado.

“E então a perda geral como vemos agora — entre 50 bilhões e 80 bilhões de dólares – é administrável para a indústria de seguros. Você compara isso a mais de 140 bilhões de dólares gastos em 2017 em termos de perdas com desastres naturais”, disse.

“O que não funcionou bem é a compreensão do que está coberto. A pandemia, e isso é conhecido pelo setor de seguros, não é um risco que você possa cobrir. Acreditamos que a perda de produção para o mundo nesses dois anos será de 12 trilhões de dólares. E o balanço patrimonial das seguradoras é uma pequena fração disso. Portanto, uma pandemia é um risco que não pode ser diversificado e, portanto, não pode ser segurado.”

Um porta-voz da Swiss Re disse que a estimativa de 12 trilhões de dólares se refere ao nível de produção econômica após a Covid-19 em comparação com o nível em que a economia global estaria se tivesse crescido a uma taxa média de antes da pandemia.

Setor de seguros acumula alta de 0,6% e reforça perspectiva de encerrar 2020 no azul

Na comparação de setembro com o mesmo mês de 2019, a alta de prêmios foi de 11,9%

A alta, de 0,6% no acumulado de nove meses, fez a arrecadação de prêmios totalizar R$ 197,8 bilhões até setembro (sem saúde suplementar e DPVAT) – contra 0,8% negativo até agosto. “A primeira taxa positiva no acumulado do ano mostra preferências do consumo de seguros. E pode evoluir ainda mais até o final do ano”, ressalta o presidente da CNseg, Marcio Coriolano.  

Em seu editorial da nova edição da Conjuntura CNseg, Marcio Coriolano afirma que “mesmo lenta, a recuperação da economia brasileira em vários setores e a manutenção dos níveis de confiança refletem favoravelmente no desempenho do setor de seguros, desta vez em setembro, mês que encerra o penúltimo trimestre do ano”. Setembro foi o quarto mês consecutivo de alta do setor no comparativo com o mesmo mês do ano passado. Na comparação de setembro com o mesmo mês de 2019, a alta de prêmios foi de 11,9%, superando as taxas ano contra ano de julho (4,3%) e de agosto (7,3%).

“O resultado credencia o setor a estar entre as atividades que podem fechar o ano com a receita positiva, apesar da pandemia, que fez seu resultado submergir entre abril e maio, e, desde então, recupera-se, de forma acelerada até em algumas modalidades, e deixa cristalino o sentimento de aversão a riscos da sociedade e seu esforço em se proteger financeiramente dos infortúnios por meio dos seguros”, observa o presidente da CNseg.  

Os números convergem até aqui para um bom desfecho favorável, mostra a publicação. Na variação acumulada de 12 meses até setembro, por exemplo, a taxa foi de 3,4% positivos, mantendo um ritmo de desaceleração pequeno (queda de 0,3 ponto sobre agosto, de 3,7%). 

No acumulado do ano em nove meses, por exemplo, a maior evolução ocorre no segmento de Danos e Responsabilidades, com alta de 4,2%, enquanto o segmento de Cobertura de Pessoas decresceu 0,6% e, em Capitalização, houve recuo de 2,5%. 

No segmento de Danos e Responsabilidades, contribuíram positivamente os seguintes ramos: Marítimos e Aeronáuticos e Rural, ambos com 30,1%, Grandes Riscos (28,0%) e Responsabilidade Civil (22,7%), embora sejam setores com ainda pouca expressão no total de prêmios dos seguros. Seguiram-se os ramos Crédito e Garantias, Patrimonial e Habitacional “todos eles captando as atuais circunstâncias econômicas que orientaram as preferências de consumidores para suas residências, para o crédito para o investimento em imóveis”, comenta Marcio Coriolano.

Nos seguros de benefícios, houve comportamento distinto entre os ramos. Nos Planos de Acumulação (VGBL), houve queda de 2,1%, ao passo que, nos seguros de Vida Risco (coberturas de morte, invalidez e doenças), houve avanço de dois dígitos (11,7%) até setembro. 

Os dados de sinistralidade, comparando-se os nove meses de 2019 e mesmo período de 2020, mostram redução no segmento de Danos e Responsabilidades, de 53,1% para 48,5%, influenciada pela redução de acidentes e roubos no ramo de Automóveis. Já no ramo de Vida Risco, a sinistralidade, que vinha agravando, estabilizou-se (34,1% e 34,4%, respectivamente), mostrando perda de tração do aumento dos óbitos e situações de invalidez e doenças.  

Pesquisa aponta que aposentadoria lidera preocupação dos brasileiros

O estudo foi desenvolvido pela Onze, primeira PrevTech do Brasil, e mostra que apenas 18% dos entrevistados acreditam que terão uma aposentadoria confortável

Neste mês de novembro, a Reforma da Previdência Social completa um ano. As novas regras para a aposentadoria não atingem quem já estava aposentado. Entre as mudanças, homens passam a ter direito à aposentadoria pública a partir dos 65 anos (com pelo menos 20 anos de contribuição), e mulheres, aos 62 (com 15 anos de pagamento, no mínimo). O valor também passou a incluir a média de todo o histórico do trabalhador, levando em conta as remunerações mais baixas. 

Um ano depois, o que se viu foi que, mesmo com a Reforma, os gastos previdenciários do governo aumentaram em R﹩ 65 bilhões no primeiro semestre de 2020, o que representa um aumento de 23% em relação a igual período do ano passado. 

Na outra ponta, muita gente ainda tem dúvidas se terá uma aposentadoria tranquila. Segundo a pesquisa “Estresse Financeiro do Brasileiro”, desenvolvida pela Onze, primeira PrevTech do Brasil, apenas 18% dos entrevistados acreditam que terão uma aposentadoria confortável. O estudo ouviu 5.058 pessoas com idades entre 18 e 32 anos e moradores de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. 

O mesmo estudo mostra que 73% dos entrevistados acreditam que a Reforma da Previdência reduziu as chances para a aposentadoria. Porém, apenas 39% está investindo e poupando para garantir o conforto para quando for preciso parar de trabalhar. 

“A necessidade de uma nova reforma é bastante provável. Esse diagnóstico é consolidado no meio financeiro devido a tendência demográfica do país e dinâmica fiscal. O tempo para isso é incerto, mas estima-se que entre 5 a 15 anos teremos uma nova reforma. Nos próximos 2 anos acredito que esse tema não voltará a ser pauta, pois devemos presenciar discussões sobre outras reformas como a administrativa e tributária”, afirma Jonas Chen, diretor de investimentos da Onze. 

De fato: apenas 13% das pessoas que responderam à pesquisa acreditam que não haverá uma nova reforma antes deles se aposentarem. 

Entre os brasileiros que estão se preparando para o futuro, há uma parcela que resolveu investir na previdência privada. De acordo com a Fenaprevi (Federação Nacional de Previdência e Vida), o número de investidores na Previdência Privada Aberta continua crescendo: chegou a 13,5 milhões de investidores no final de 2019, o que representa um aumento de 400 mil novos investidores em relação ao mesmo período de 2018. 

Por outro lado, a pandemia trouxe consequências alarmantes, gerando o aumento do desemprego, que já atinge quase 14% da população economicamente ativa (ou 13 milhões de pessoas), segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad). Resultado: os resgates dos fundos de previdência privada no primeiro semestre deste ano bateram recorde, com R﹩ 40 bilhões. O volume representa um aumento de 15% em relação ao mesmo período de 2019. Os dados são da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi). 

Outros fatores podem também estar relacionados ao aumento de resgates da previdência, como o fraco desempenho dos investimentos oferecidos pelos 5 maiores bancos – onde estão 90% dos R﹩ 950 bilhões investidos hoje em previdência privada no país. 

Outro levantamento da Onze traz um dado interessante. Foram reunidos os 10 fundos de renda fixa e os 10 multimercado que pior performaram em 12 meses (de agosto de 2019 a agosto de 2020). Foram analisados apenas fundos que cobram, no mínimo, 1% de taxa de administração e que têm ao menos R﹩ 20 milhões em patrimônio. Juntos, os esses fundos de previdência têm cerca de R﹩ 17 bilhões de patrimônio líquido e pertencem aos 5 maiores bancos do país (Caixa, Santander, Bradesco, Itaú e Banco do Brasil). Segundo o levantamento, os piores fundos de renda fixa renderam menos de 1,6% em 12 meses, ou 40% do CDI, enquanto que os piores fundos multimercado tiveram um rendimento ainda pior: abaixo de 1,3%, ou 33% do CDI no período. 

“Uma instituição financeira que tenha taxa de administração de 3% precisa entregar 250% do CDI para ter rendimento final de 100% do CDI para o cliente”, afirma Jonas Chen. 

Sobre a Onze 

A Onze é a primeira PrevTech do Brasil: uma empresa de tecnologia e gestora independente de fundos de previdência com foco na previdência corporativa. A startup chega com a proposta de reinventar esse mercado, oferecendo acesso a uma plataforma 100% digital e sem burocracia, fundos diversificados e gestão especializada do dinheiro. Além disso, a Onze desenvolveu uma solução completa de saúde financeira para os colaboradores, incluindo check-ups financeiros periódicos, consultas individuais com especialistas e uma plataforma com centenas de vídeos sobre finanças. A gestora é regulada pela CVM e Anbima. 

Com integração entre público e privado, saúde chega a 97% na Colômbia

Vera Valente debate modelos de assistência com ex-ministro da Saúde daquele país

Fonte: FenaSaúde

Com modelos diferentes, Brasil e Colômbia contam com a parceria entre os sistemas público e privado para aumentar e melhorar o acesso à saúde da população. Aqui, contamos com a saúde suplementar atuando de maneira complementar ao SUS, enquanto lá empresas de seguro são o principal instrumento para a cobertura obrigatória. Em ambos os casos, quanto maior a integração, maiores os benefícios para a população.

“Ambos os sistemas seguem os ditames da Organização Mundial de Saúde (OMS) no sentido de que a saúdeé tida como direito social universal e requer subsídios aos mais pobres”, afirmou Vera Valente, em debate com Juan Pablo Uribe, ex-ministro da Saúde colombiano durante o painel “A saúde na Colômbia e seu modelo de financiamento”, promovido pelo FIS (Fórum de Inovação Saúde), na noite desta terça-feira (9). 

O ex-ministro salientou que, mesmo com subsídios do Estado, o cidadão tem liberdade para escolher qual operadora privada de plano de saúde quer contratar na Colômbia. “Com o sistema, a cobertura lá chega a 97% da população”, relatou.

No modelo colombiano, quem tem emprego formal paga os planos por meio de impostos arrecadados na folha de pagamentos. No caso dos mais pobres, o Estado é responsável diretamente pelas mensalidades.

Tanto o Estado brasileiro como o colombiano sofrem com subfinanciamento crônico, sobretudo na área de saúde. Daí a importância da iniciativa privada. “Acesso à saúde é o desafio de todos os países no mundo. O financiamento é como encontrar mais acesso de qualidade à população. Aqui no Brasil, cada paciente que se vale de tratamento no sistema particular deixa de onerar o SUS”, disse Vera.

No Brasil, por mais fundamental que tenha sido na pandemia e mesmo no enfrentamento das demais doenças, o SUS ainda enfrenta muitas dificuldades. Por exemplo, o gasto anual por habitante do nosso sistema público é de apenas R$ 1.400.

Já no ano que vem o orçamento da União para a saúde será cerca de R$ 38 bilhões menor que o deste ano, quando considerados também os gastos adicionais com a pandemia até agora. A Colômbia passa por situação estrutural comparável em termos de insuficiência de recursos.

“Nossa tarefa comum é estarmos preparados para um cenário com maior demanda por saúde e menor capacidade do Estado de atender a população por meio dos sistemas públicos. Tudo isso em meio a custos crescentes, um dilema da saúde em todo o mundo”, afirmou a diretora executiva da FenaSaúde.

Brasil e Colômbia também exibem semelhanças em relação ao envelhecimento populacional, à maior longevidade e à incorporação de tecnologias mais caras. Por isso, para Vera Valente o desafio da ampliação do acesso precisa ir além da questão financeira. “Passa também por rever gestão, rever assistência, priorizar valor em saúde e foco no paciente”. 

Também participaram do debate o presidente do Grupo Fleury, Carlos Marinelli, o superintendente-executivo do Hospital da Criança de Brasília e presidente do Ibross (Instituto Brasileiro das Organizações Sociais de Saúde), Renilson Rehem. O evento integra o congresso “Repensando a Saúde Brasileira”, promovido pelo FIS.

Berkley passa a oferecer a proteção ambiental no portfólio de Transportes

Proteção para empresas, transportadoras e principalmente para o meio ambiente.

Diante do avanço gradativo da fiscalização ambiental no Brasil, a Berkley Brasil Seguros, membro de um dos maiores grupos seguradores dos Estados Unidos, adicionou recentemente ao seu portfólio de produtos o Seguro Ambiental Cargo.

O seguro Ambiental Cargo da Berkley tem como objetivo amparar as condições contaminantes de acidentes causados ao meio ambiente durante o transporte rodoviário de produtos. Operar em Seguro Transportes é algo que está no DNA da seguradora que já possui reconhecido know-how e domínio das necessidades dos Transportadores de Cargas.

Entende-se como sinistro ambiental, um evento acidental causado pela carga transportada ou fluídos do próprio veículo, que direta ou indiretamente pode causar danos ao meio ambiente ou a terceiros. São exemplos como o vazamento da carga transportada, um tombamento ou o carregamento e descarregamento do produto que podem atingir o solo, subsolo, lençol freático ou corpos d’água.

Klaus Barretta, diretor de Liability da Berkley Brasil, comenta: “Após um período de estudos e pesquisas de mercado com parceiros especializados da Berkley, desenvolvemos naturalmente uma forte sinergia do Seguro Ambiental com o Seguro Transportes. A partir da consolidação desses elementos, elaboramos uma apólice que possibilita a contratação tanto no formato anual, tradicional no RC, como no formato por averbação, tradicional no Seguro Cargo. Isso permitirá ao Segurado customizar a sua apólice de acordo com as suas necessidades e principalmente adequar de maneira minuciosa a sua apólice de Ambiental Cargo a outros Seguros dedicados à sua operação, completa Barretta”.

O seguro atua no auxílio do gerenciamento de risco para os embarcadores e transportadoras responsáveis pela carga, dado o aumento da fiscalização ambiental. A cobertura oferecida pela Berkley compreende os gastos de limpeza, amparados por todo o processo de investigação, monitoramento, remediação, custos de defesa, lucros cessantes de terceiros, entre outras.

Contratação do seguro auto Pay Per Use, agora, pelo canal whatsapp

App whatapp é um facilitador para a adesão de mais pessoas ao seguro auto digital Pay Per Use que, neste mês, atinge a marca de 1 milhão de kms rodados pelos clientes 

A Thinkseg, startup de tecnologia em seguros, inicia neste mês a venda do seguro automóvel Pay Per Use pelo whatsapp. A iniciativa inédita posiciona a Thinkseg como primeira plataforma de venda do seguro auto Pay Per Use no País e no mundo pelo whatsapp. Outros produtos, como seguro viagem, residencial e vida já eram comercializados neste aplicativo. Faltava o seguro carro no Brasil, segundo dados da O2OBOTS, startup independente de distribuição se seguros massificados via whatsapp no mercado local e internacional. 

“O atendimento inovador ao cliente, baseado em tecnologia, é prioridade para a Thinkseg que tem o objetivo de tornar ágil, fácil e cômoda, em qualquer dia e horário, a compra do seguro auto Pay Per Use.  Neste mês, alcançamos a marca de 1 milhão de quilômetros rodados por nossos clientes. É um produto que tem crescido bastante neste ano e o whatapp é facilitador para a adesão de mais pessoas ao seguro auto digital”, explica o CEO da Thinkseg, Andre Gregori. 

A Thinkseg, pioneira no desenvolvimento da tecnologia do Pay Per Use no Brasil, fechou parceria com a seguradora italiana Generali, de atuação mundial, para as vendas do Pay Per Use. Desde novembro de 2019, as contratações ocorrem pelo site de modo 100% online. 

Para viabilizar a contratação do Pay Per Use pelo whatspp, foi necessário redesenhar a jornada do cliente. Por meio de algoritmos e de modelos preditivos de propriedade da Thinkseg, houve a redução para uma dezena de perguntas no momento da compra do seguro auto Pay Per Use. Em um formulário tradicional de seguro auto, durante a venda consultiva, há cerca de 70 questões. A simplificação permitiu que, a partir de 4 minutos, a pessoa consiga contratar o Pay Per Use via whatsapp 

O valor da assinatura mensal do Pay Per Use, para carros básicos, começa a partir de R$ 25,00, garantindo o seguro auto completo que inclui cobertura para acidentes, furto e roubo, de acordo com os valores previstos na tabela Fipe.  O motorista paga a mensalidade fixa, somada aos centavos por cada quilômetro rodado. 

Hoje, o whatsapp é um dos meios preferidos de comunicação do brasileiro, em todas as faixas etárias e classes sociais, por enviar e receber mensagens instantâneas com documentos, fotos e vídeos. Essa popularidade do app vai de encontro com uma solução de seguro auto, com preço justo, às pessoas que buscam redução das despesas do carro, explica o CEO da Thinkseg.  O número do whatsapp para a contratação do Pay Per Use, (011) 5094-1000, pode ser visto na home page e nas redes sociais da Thinkseg.