Lei de Seguros precisa ser entendida para que os negócios fluam e promovam a inclusão social

O presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), Dyogo Oliveira, foi um dos participantes da abertura da 8ª edição do Seminário Jurídico de Seguros, evento que reúne ministros de tribunais superiores, magistrados, especialistas do setor, CEOs das maiores seguradoras do País e representantes de órgãos reguladores para discutir os avanços e desafios trazidos pela Nova Lei do Contrato de Seguro (Lei nº 15.040/2024), nesta quinta-feira (9), em Brasília.

Promovido pelo Instituto Justiça & Cidadania, pela Revista Justiça & Cidadania e pela Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam), em parceria com a CNseg, o seminário ocorre na Escola da Magistratura Federal da 1ª Região (Esmaf), sob a coordenação do ministro Luis Felipe Salomão, vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Participaram da abertura o ministro Luis Felipe Salomão, o desembargador federal, Jamil de Jesus Oliveira, diretor-geral da Esmaf, o presidente da CNseg, Dyogo Oliveira, Alessandro Octaviani, titular da Superintendência de Seguros Privados (Susep), Lenisse Secchin, diretora de normas e habilitação dos produtos da ANS, e, de forma virtual, a diretora jurídica da Confederação, Glauce Carvalhal.

A nova lei, sancionada em dezembro de 2024 e com entrada em vigor prevista para 11 de dezembro de 2025, representa um marco histórico ao criar um microssistema jurídico próprio para os contratos de seguro, consolidando dispositivos legais antes dispersos e incorporando entendimentos já firmados na jurisprudência dos tribunais superiores.

Durante a abertura, Dyogo Oliveira ressaltou o caráter democrático do processo legislativo que resultou no texto final da norma e enfatizou a importância de compreender e aplicar corretamente o novo marco. “Não é a lei dos sonhos de uns nem de outros, mas é uma lei concreta, real, que traz importantes avanços e grandes desafios. Um deles será justamente a sua interpretação — e é esse o motivo de estarmos aqui reunidos hoje”, afirmou o presidente da CNseg.

Oliveira destacou que a nova legislação reforça o princípio da comunicação bilateral entre seguradores e segurados, ampliando a transparência e a confiança nos contratos. “A informação deve fluir em via dupla, do segurado para a seguradora e da seguradora para o segurado. Esse é um passo importante para o fortalecimento da confiança mútua e da segurança jurídica”, observou.

Segundo ele, a lei também introduz uma interpretação mais favorável ao segurado, reconhecendo a diferença de capacidade técnica entre quem elabora e quem adere ao contrato. “É uma medida justa, que precisa ser implementada com equilíbrio, para não criar distorções no mercado”, alertou.

O presidente lembrou ainda que o setor já é um dos mais bem avaliados pelos consumidores. “Mais de 90% dos segurados afirmam ter confiança nas seguradoras. E o índice de resolução das ouvidorias, regulamentadas pela Susep, chega a 98,7%, um dos mais altos entre os setores de grande varejo”, destacou.

Dyogo Oliveira concluiu destacando o papel dos debates técnicos e jurídicos para a consolidação da nova legislação. “Eventos como este são essenciais porque tratam a lei não de forma burocrática, mas temática e pragmática, mostrando o impacto prático em cada tipo de produto e relação contratual. É assim que construiremos a aplicação cotidiana dessa lei”, afirmou.

Outros integrantes da abertura do evento apenas citaram que são ouvintes e querem muito entender mais sobre o setor de seguros. Entre os tópicos de debate do evento que terminará as 18h estão o novo microssistema de seguros privados no Brasil; as alterações nos processos de regulação e liquidação de sinistros; o tratamento do agravamento de riscos nos contratos; e os desafios e perspectivas da saúde suplementar.

Boa fé, entender a vida como é e saber que “as melâcias se ajeitam na carruagem durante o percurso”

O primeiro painel, intitulado “O novo microssistema de seguros privados no Brasil”, contou com as presenças do ministro Raul Araújo e Paulo Dias de Moura Ribeiro, do Superior Tribunal de Justiça, Angélica Carlini, coordenadora de Direito da Escola de Negócios e Seguros (ENS), e Alessandro Octaviani, da Susep.

O ministro Paulo Dias de Moura apresentou uma visão que, segundo ele, se aproxima da “vida como ela é”. Em sua fala, destacou que sem soberania, redução das desigualdades sociais e capital produtivo não é possível construir uma sociedade justa, e que os seguros têm um papel essencial nesse contexto. “O seguro movimenta bilhões de reais em contratos e precisa ser um capital que tenha alma, afirmou. Para Moura, o risco é inerente à condição humana, e a expectativa de prever e controlar riscos é o que sustenta a própria lógica do seguro. “O controle do risco é a coluna vertebral do sistema, disse, ressaltando que o novo marco legal chega em um momento crucial, ao oferecer mais segurança jurídica e previsibilidade para o mercado”, citou.

Em sua exposição, o ministro compartilhou casos emblemáticos julgados sob sua relatoria. Um deles tratava de um seguro empresarial contra incêndio, contratado pouco tempo antes de a empresa sinistrada ser consumida pelas chamas. Tudo estava certo: o contrato, os valores. “Não é possível, após o sinistro, discutir a valoração dos bens. O que foi pactuado deve ser respeitado”, afirmou.

Em outro caso, relatou uma situação em que uma mãe contratou seguro de vida para si e para o filho, portador de deficiência mental. Em um momento de surto esquizofrênico, o filho matou a mãe. “Entendemos que não houve agravamento do risco, porque o autor do ato não tinha consciência do que fazia. Deliberamos, portanto, pelo pagamento da indenização.”

O ministro citou ainda o exemplo de um motociclista que morreu em acidente, cuja companheira teve o pedido de indenização negado porque o casal não era casado legalmente. “Não podemos pensar dessa forma. Precisamos entender a vida como ela é. Autorizamos o pagamento do seguro. Temos de semear a cidadania”, concluiu.

A advogada Angélica Carlini, coordenadora de Direito da Escola de Negócios e Seguros (ENS), apresentou uma das exposições mais instigantes do painel, mesclando bom humor e rigor técnico. Com a frase “é no andar da carroagem que as melancias se ajeitam”, sintetizou a ideia de que a aplicação da nova Lei de Seguros será um processo gradual e de aprendizado coletivo, que se consolidará na prática.

Carlini ressaltou que a interpretação da lei deve sempre se apoiar nos princípios do mutualismo e da boa-fé, destacando que esta última envolve deveres anexos de lealdade e cooperação. “No seguro, o pressuposto é que o sinistro não aconteça — o que o diferencia de outros contratos, como o de compra e venda, em que há interesses opostos e simultaneamente realizáveis”, observou.

Para ela, toda legislação é passível de aperfeiçoamento, inclusive a nova Lei de Seguros, que entra em vigor em dezembro deste ano. Um dos pontos que merecem atenção, segundo Carlini, é o questionário de subscrição de riscos, instrumento essencial na formação do contrato. A advogada lembrou que há deveres recíprocos de informação: o segurado deve declarar corretamente o risco que pretende proteger, e a seguradora deve esclarecer quais informações são relevantes e as consequências do descumprimento desse dever.

Segundo ela, o questionário elaborado pelo segurador não é capaz de abranger todas as situações a que o interesse do segurado estará sujeito. “O segurado conhece o risco melhor que o segurador”, afirmou, acrescentando que “a boa-fé tem caráter ativo — é a cooperação que constrói a confiança”. Carlini defendeu ainda que o aviso de sinistro deve ser completo e acompanhado de todos os documentos pertinentes, e que a culpa grave deve ser equiparada ao dolo para fins de apuração.

Ao comentar o artigo 67 da nova lei, que trata das despesas de contenção e salvamento, ela lembrou que essas despesas se aplicam tradicionalmente aos seguros de danos e apenas de forma excepcional nos seguros de pessoas, quando visam evitar a morte do segurado. Segundo Carlini, será necessário definir critérios objetivos de excepcionalidade, já que nos seguros de vida e de integridade física a interpretação deve ser restritiva, dada a complexidade dos casos concretos.

Entre os pontos de atenção, a especialista destacou: a legitimidade do interessado para acessar documentos, o respeito à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), a proteção de testemunhas, tendo em vista as ultimas notícias do envolvimento do PCC em fundos no mundo “Faria Lima”, a necessidade de impedir a atuação de fraudadores profissionais e a definição, pela regulação, de um conteúdo mínimo para os relatórios de sinistros.

Encerrando o painel, o superintendente da Susep, Alessandro Octaviani, apresentou uma visão otimista e assertiva sobre o novo marco legal. Segundo ele, a lei traz segurança jurídica ao retirar o contrato de seguro da esfera do Código Civil, estabelecendo um arcabouço normativo próprio. “Podem vir comprar seguro, porque esta lei harmoniza os entendimentos. Não queremos mais ouvir que não há prazo para responder ao segurado. A nova lei democratiza o seguro ao garantir que as expectativas básicas do contrato estejam asseguradas”, afirmou.

Octaviani destacou ainda que as seguradoras, no momento da subscrição do risco, devem elaborar de forma clara o questionário de informações. “Depois disso, não poderão alegar omissão sobre pontos que não foram perguntados — como já vimos em diversas ações judiciais.” Ele afirmou que o artigo 46 é, de certo modo, uma vacina contra esse tipo de comportamento.

Por fim, o superintendente reiterou a importância de uma cultura jurídica de boa-fé, como base para o crescimento sustentável do setor. “O mercado vai crescer, e o comportamento jurídico é que dará legitimidade e confiança a todo o esforço feito para modernizar a lei. E, como disse a professora Carlini, as melancias se ajeitam durante a caminhada”, concluiu.

Seguradoras relutam em oferecer cobertura a OpenAI e Anthropic por riscos envolvendo IA 

por Financial Times, traduzido pela Folha

OpenAI e Anthropic estão considerando usar fundos de investidores para resolver potenciais reivindicações de processos multibilionários, enquanto seguradoras relutam em fornecer cobertura abrangente para os riscos associados à inteligência artificial.

As duas startups de IA baseadas nos EUA possuem cobertura tradicional de seguro empresarial, mas profissionais do setor afirmam que os fornecedores de modelos de IA terão dificuldades para garantir proteção para a escala total de danos que podem precisar pagar no futuro.

A OpenAI, que recorreu à segunda maior corretora de seguros do mundo, a Aon, para obter ajuda, garantiu cobertura de até US$ 300 milhões para riscos emergentes de IA, segundo pessoas familiarizadas com a apólice da empresa.

Outra pessoa familiarizada com a apólice contestou esse valor, afirmando que era muito menor. Mas todos concordaram que o montante ficava muito aquém da cobertura necessária para garantir contra potenciais perdas de uma série de reivindicações legais multibilionárias.

A Aon recusou-se a comentar sobre empresas específicas. Mas Kevin Kalinich, chefe de risco cibernético da Aon, disse sobre o setor de seguros em geral: “ainda não temos capacidade suficiente para fornecedores [de modelos]”.

Ele acrescentou sobre as seguradoras: “o que elas não podem pagar é se um fornecedor de IA cometer um erro que acabe como… um risco sistêmico, correlacionado e agregado”.

A relutância do setor em fornecer cobertura abrangente para empresas de IA vem da escala sem precedentes de potenciais reivindicações enfrentadas por empresas de tecnologia relativamente jovens. O risco é aumentado à medida que indenizações enormes, conhecidas como “vereditos nucleares”, contra grandes empresas americanas também se tornaram mais comuns.

A OpenAI está atualmente sendo processada por violação de direitos autorais pelo New York Times e por autores que alegam que seu conteúdo foi usado para treinar modelos sem consentimento. Também está sendo processada pelos pais de um jovem de 16 anos que cometeu suicídio após discutir métodos com o ChatGPT.

Duas pessoas com conhecimento do assunto disseram que a OpenAI considerou o “autosseguro”, ou reservar fundos de investidores para expandir sua cobertura. A empresa levantou quase US$ 60 bilhões até o momento, com uma quantidade substancial do financiamento condicionada a uma proposta de reestruturação corporativa.

Uma dessas pessoas disse que a OpenAI discutiu a criação de uma “cativa” —um veículo de seguros isolado frequentemente usado por grandes empresas para gerenciar riscos. Grandes empresas de tecnologia como Microsoft, Meta e Google usaram cativas para se proteger.

As cativas também podem trazer riscos, já que uma reivindicação substancial pode esgotar o caixa de uma cativa, deixando a empresa-mãe vulnerável.

A OpenAI disse que tem seguro em vigor e está avaliando diferentes estruturas de seguro à medida que a empresa cresce, mas atualmente não possui uma cativa e recusou-se a comentar sobre planos futuros.

A Anthropic concordou em pagar US$ 1,5 bilhão para resolver uma ação coletiva com autores sobre seu suposto uso de livros pirateados para treinar modelos de IA.

Em documentos judiciais, os advogados da Anthropic alertaram que o processo carregava o espectro de “danos estatutários sem precedentes e potencialmente ameaçadores aos negócios contra a menor das muitas empresas que desenvolvem [IA] com os mesmos dados de livros”.

A Anthropic, que levantou mais de US$ 30 bilhões até o momento, está usando parcialmente seus próprios fundos para o acordo, segundo uma pessoa com conhecimento do assunto. A Anthropic recusou-se a comentar.

Mercado busca reaproximação com o BNDES para destravar potencial do seguro garantia

O seguro garantia, instrumento essencial para assegurar a execução de contratos de obras e concessões, pode voltar a ganhar espaço em projetos de infraestrutura financiados pelo BNDES. A proposta foi defendida por Roque de Holanda Melo, CEO da Junto Seguros e presidente da Comissão de Seguro Garantia da CNseg, durante painel que reuniu especialistas do setor no Pré-COP da CNseg, nesta terça-feira (8).

O debate contou também com Flavio Papelbaum, head de Soluções Imobiliárias e Regeneração Urbana do BNDES, e Roberto Guimarães, diretor de Planejamento e Economia da ABDIB, com moderação de Esteves Colnago, diretor de Relações Institucionais da CNseg.

“Uma parte do que dissemos aqui — se não todas as problemáticas — tem uma solucionatória no seguro. A CNseg e a FenSeg nunca estiveram tão dispostas e proativas em buscar o diálogo com o governo e com a sociedade”, afirmou Melo. “O recado é de muito diálogo para que possamos colocar em prática tudo aquilo que o mercado já tem de maturidade técnica e regulatória.”

O seguro garantia foi, por décadas, preterido pelo BNDES como instrumento de cobertura em financiamentos de infraestrutura, após divergências contratuais no passado. Desde então, o banco passou a priorizar fianças bancárias e garantias reais, o que reduziu o espaço do seguro no financiamento de obras públicas e parcerias público-privadas (PPPs).

“Se no passado o produto não funcionou, é necessário repensá-lo”, disse Melo. “O mercado segurador está plenamente disposto a construir, junto com o BNDES, uma nova apólice que funcione. Quando o produto era utilizado, há décadas, ainda estávamos em fase incipiente. Hoje, o seguro garantia amadureceu: a legislação evoluiu, a regulamentação da Susep mudou e há total liberdade para desenhar apólices sob medida.”

Entre os principais entraves para a ampliação do uso do seguro garantia em infraestrutura estão a complexidade dos riscos das obras, a precificação adequada, a capacidade de resseguro, e a falta de padronização jurídica nos contratos. Além disso, a ausência de aceitação institucional por financiadores, como o próprio BNDES, limita o potencial de expansão do instrumento.

Outro ponto é a necessidade de operacionalizar a chamada “cláusula de retomada”, prevista na Lei 14.133/2021 (nova Lei de Licitações), que autoriza a seguradora a assumir e concluir uma obra em caso de inadimplemento do contratado. Na prática, faltam regras claras sobre gatilhos, responsabilidades e prazos, o que dificulta a execução imediata das garantias.

O setor avalia que, com a maturidade regulatória atual e o diálogo restabelecido, o seguro garantia pode voltar a desempenhar papel central na atração de investimentos. “O produto evoluiu, o mercado está mais maduro e os riscos são melhor compreendidos”, afirmou Melo. “O momento é de reconstruir a confiança com o BNDES e mostrar que o seguro garantia pode contribuir efetivamente para a retomada dos investimentos em infraestrutura no Brasil.”

O secretário de Parcerias e Investimentos da Abdib apresentou um panorama das oportunidades de infraestrutura sustentável no país. Segundo ele, 80% dos investimentos em infraestrutura no Brasil são privados, totalizando R$ 280 bilhões em 2025 e R$ 300 bilhões em 2026.

“O país investe apenas de 2% a 3% do PIB em infraestrutura, metade do necessário para garantir mobilidade e acesso a serviços básicos à população. Temos cerca de 500 novos projetos em estruturação, somando R$ 800 bilhões em CAPEX. É uma avalanche de oportunidades — e precisamos de seguros para garantir que a conta não recaia sobre o Estado. O seguro é mais eficiente e barato que a fiança bancária”, afirmou.

Bradesco Seguros anuncia Edilson Reis como líder de cinco diretorias

Com uma trajetória consolidada na Organização Bradesco, Edilson Reis chega ao Grupo Bradesco Seguros este mês para integrar e liderar as diretorias de Tecnologia da Informação, Digital, CRM, Inovação e Customer Experience.

Com reporte direto ao Presidente do Grupo Segurador – Ivan Gontijo –, o executivo ingressa na Companhia para reforçar o compromisso da seguradora com a transformação digital e a excelência tecnológica em todas as suas frentes de atuação.

O ingresso de Edilson na holding do Grupo faz parte da estratégia de evolução digital, visando impulsionar as frentes de inovação e tecnologia como pilar essencial na geração de valor para clientes e corretores, contribuindo para a construção de um modelo mais ágil, digital e resiliente, preparado para os desafios de um mercado em constante transformação.

Ao longo de 12 anos (2010 a 2022), o executivo esteve à frente da área de TI do Banco Bradesco. Em 2022, foi nomeado Diretor Executivo e CIO da Companhia, cargo que ocupou até seu ingresso na Seguradora.

Seguro PIX acompanha avanços tecnológicos e ganha papel essencial na proteção de transações financeiras

por AXAs

As transferências por PIX entraram na rotina do brasileiro e, em pouco mais de quatro anos, ultrapassaram os R$ 60 trilhões movimentados. A marca foi alcançada em fevereiro de 2025, de acordo com levantamento do Banco Central. A ferramenta começou a funcionar em novembro de 2020 e se consolidou como uma das principais formas de transferir dinheiro. Em 2024, foi registrado o recorde de transações, com R$ 26,46 trilhões que circularam por meio do PIX. O número é cinco vezes maior do que em 2021, primeiro ano em que funcionou em todo o período, e que teve cerca de R$ 5,2 trilhões em transferências.

A expansão do PIX e a sua facilidade de acesso nas transações digitais trouxeram o desafio, ao mercado segurador, de criar produtos sob medida para as novas demandas dos consumidores e, às empresas do setor financeiro, de oferecerem soluções e uma camada adicional de proteção aos seus clientes.

A AXA no Brasil, por exemplo, desenvolveu o Seguro PIX, um microsseguro criado há cerca de cinco anos para ampliar a proteção a usuários em situações de perdas financeiras decorrentes de transações, em casos de sequestro relâmpago, coação ou extorsão. O produto passou a ser distribuído por meio de importantes parceiros, como Banco Sofisa.

“A proteção financeira precisa acompanhar a evolução tecnológica dos meios de pagamento. O Seguro PIX é uma resposta concreta a esse cenário, pois oferece amparo em situações que, infelizmente, têm se tornado mais frequentes. Nosso objetivo é ampliar o acesso à proteção e garantir mais tranquilidade para o consumidor nas suas transações do dia a dia”, afirma José Eduardo Maiorano, Diretor de Parcerias da AXA no Brasil.

Além de reforçar seus processos internos de segurança e as orientações preventivas aos usuários, o Banco Sofisa acredita que o Seguro PIX supre uma necessidade maior de segurança, com a adesão que reflete uma mudança importante na forma de consumo e nos hábitos de pagamento no Brasil.

“As novas tecnologias são grandes aliadas para a organização financeira dos consumidores, mas, ao mesmo tempo que surgem, novas medidas de segurança devem ser adotadas, desenvolvidas e aperfeiçoadas. O mercado tem atuado incisivamente nesse sentido e nós, do Banco Sofisa, investimos continuamente na proteção do ambiente digital, garantindo que nosso aplicativo proporcione uma experiência segura e confiável. Além disso, oferecemos soluções sofisticadas, alinhadas ao perfil e às necessidades dos nossos clientes, em parceria com a AXA no Brasil”, afirma André Jatene, Superintendente Executivo Comercial do Banco Sofisa.

Outro produto da AXA, o Bolsa Protegida com PIX, contempla essas novas necessidades da população e cobre casos de roubo ou subtração de bolsas e mochilas, incluindo proteção para os itens que estiverem dentro deles, como cartões físicos, celular, óculos, chaves (com reposição de fechaduras) e documentos como CNH e passaporte.

Segundo dados da CNseg, os microsseguros de danos tiveram uma alta de 8,1% no período de janeiro a novembro de 2024 em relação aos mesmos meses de 2023.

Bolsa Protegida e o Seguro PIX – o que é importante saber?

Na hora de contratar esses tipos de proteção, é essencial que o/a consumidor/a esteja bem-informado/a sobre alguns pontos-chave:

  1. Cobertura detalhada

Entenda exatamente o que está coberto pelo seguro. No caso do Seguro PIX, por exemplo, normalmente estão incluídas situações como transferências realizadas sob coação. Já o Bolsa Protegida cobre o roubo ou subtração da bolsa e seus conteúdos, desde que cumpridos os critérios previstos na apólice.

2.      Franquias e limites de indenização

Verifique se há franquia (valor que você paga antes de receber a indenização) e quais os valores máximos que o seguro cobre em caso de sinistro.

3.      Comunicação do sinistro

Informe-se sobre como acionar o seguro em caso de necessidade. Um processo simples e digital pode ser um diferencial importante.

4.      Leitura da apólice

Leia sempre a apólice do seguro. Ela contém todas as condições, direitos e deveres tanto do segurado quanto da seguradora.

Quem matou Odete Roitman? E como fica o seguro de vida da vilã de Vale Tudo? 

Por Vagner Ricardo, CNseg

Diante de tanta especulação e suspeitos na nova versão da novela Vale Tudo, o portal Notícias do Seguroconvidou um experiente sindicante de seguros para fazer uma investigação paralela e ajudar a desvendar o mistério que mobiliza as redes sociais desde a noite de segunda-feira, 06 de outubro.

O acompanhamento está a cargo do sindicante Ben-Hur Kowal Leite, um dos profissionais mais requisitados pelo mercado em casos de suspeitas de fraudes. “O objetivo da sindicância nunca é o de protelar ou negar o pagamento (do sinistro), mas confirmar se o pagamento da indenização é devido”, explica ele.

Na nossa história, a razão do portal decidir acompanhar o caso é a descoberta de que a magnata possuía uma apólice de vida milionária, com alguns dos beneficiários na lista de suspeitos do homicídio. E, como bem sabe qualquer operador do Direito securitário, beneficiário homicida não recebe indenização.

Nas investigações reais, o sindicante busca provas no local do sinistro, analisa documentos e declarações para confirmar a veracidade dos fatos descritos na ocorrência, entrevista beneficiários, coleta imagens de câmeras — tudo para identificar eventuais padrões de fraude ou outras situações que podem levar à perda da cobertura do seguro, o que é essencial para a prevenção e o compliance da empresa. Por fim, elabora um parecer técnico que finaliza a investigação, com recomendações sobre como as seguradoras devem proceder, incluindo o envio de suas conclusões às autoridades policiais e ao Ministério Público, no caso de abertura de um processo judicial por suspeita de fraude.

O prazo dessas investigações é célere: de cinco a quinze dias. Como a novela acaba no dia 17, a expectativa é que o relatório de Ben-Hur seja publicado pouco antes, recomendando quem deve ficar de fora da indenização, caso seja o autor do assassinato. Será que ele vai acertar o autor? “Fique claro que o trabalho de campo, muito importante na sindicância por trazer elementos palpáveis e o desenrolar dos fatos, não estará disponível nessa apuração, que será concentrada apenas nas imagens e diálogos da trama”, declara ele.

O sindicante acompanhará as pistas que serão exibidas, em pílulas, nos próximos capítulos, para concluir seu relatório. No seu radar estão os personagens que estavam no Hotel Copacabana Palace no dia do crime. Na lista preliminar: Marco Aurélio (Alexandre Nero), César (Cauã Reymond), Heleninha (Paolla Oliveira), Celina (Malu Galli) e Maria de Fátima (Bella Campos). Mas outros nomes poderão surgir.

O sindicante Ben-Hur foi convidado porque, em 1998, evitou que cinco seguradoras pagassem R$ 1,5 milhão a uma falsa viúva em um caso de falso atropelamento de um advogado no Guarujá. A investigação tornou-se referência por ter sido conduzida em condições adversas — o corpo fora cremado e o legista, curiosamente, não coletara as impressões digitais da vítima.

Desconfiado, Ben-Hur notou incongruências: uma bicicleta simples demais para um advogado rico, o acidente em uma rodovia deserta na madrugada, a ausência de documentos e apenas R$ 16 e três chaves com o corpo. Entrevistas contraditórias reforçaram a suspeita de fraude.

Durante a sindicância, ele descobriu que o segurado possuía cinco apólices de seguro de vida e que a suposta vítima era, na verdade, “Alemão”, um morador pobre da região, confundido (ou substituído) pelo advogado desaparecido. A confirmação veio de testemunhas, incluindo o paramédico e o casal que atropelou o homem.

Após quase um ano de apuração, a Justiça concluiu o caso: as seguradoras foram liberadas de pagar as indenizações indevidas, a falsa viúva e o legista foram indiciados, o advogado tornou-se foragido e o verdadeiro atropelado teve sua morte oficialmente reconhecida.

Uma história de sagacidade e método — e um clássico na história das sindicâncias de seguros. 

O certo é que, quer na ficção, quer no mundo real, não se paga seguro de vida antes do relatório do sindicante para casos suspeitos. 

Depois de se tornar protagonista nas discussões da COP30, CNseg agora impulsiona parcerias entre o público e o privado

O setor de seguros assumiu papel de protagonista na agenda climática brasileira. Na abertura do Pré-COP da CNseg, realizado em Brasília, o presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), Dyogo Oliveira, afirmou que a indústria seguradora está na linha de frente da resposta às mudanças do clima — tanto como gestora de riscos quanto como investidora institucional.

“Em 2024, os prejuízos globais com desastres naturais somaram US$ 368 bilhões, dos quais US$ 145 bilhões foram cobertos por seguros. É um setor diretamente afetado, mas também parte essencial da solução, oferecendo produtos e serviços inovadores para diferentes segmentos da economia e apoiando políticas de mitigação de riscos. O seguro não pode se acanhar — precisa ocupar seu papel de relevância”, declarou.

Entre as iniciativas preparatórias para a COP30, em Belém, Oliveira anunciou a criação do Hub de Riscos Climáticos, plataforma voltada à troca de informações e desenvolvimento de produtos voltados à adaptação, além da Casa do Seguro, espaço que reunirá, durante a conferência, empresas, governo e sociedade para debater parcerias e políticas de resiliência. “Não será um evento isolado, mas um canal permanente de interação com a sociedade”, disse.

O embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP30, destacou o ineditismo do engajamento do setor no evento. “Será a primeira COP com tamanha participação da indústria seguradora. Colocamos o seguro entre os temas centrais porque ele é instrumento essencial para mensurar e reduzir riscos. Num mundo em transformação, o seguro se reinventa para proteger economias e atrair investimentos sustentáveis”, afirmou. Segundo ele, ferramentas como a inteligência artificial e os green bonds terão papel determinante na transição verde brasileira.

O presidente da Escola de Negócios e Seguros (ENS), Lucas Vergilio, anunciou uma das principais contribuições acadêmicas do setor para a conferência: a criação do Observatório de Desastres Climáticos, lançada em agosto no âmbito do Grupo de Trabalho em Inovação e Seguros da ENS. “O Observatório vai coletar, analisar e disseminar informações sobre os impactos das mudanças climáticas na indústria de seguros, sendo um catalisador de soluções e dados para mitigação de riscos, precificação eficiente e disseminação de conhecimento para o mercado e a sociedade”, explicou.

Vergilio ressaltou que a iniciativa reforça o papel da Academia como parceira técnica da indústria na construção de políticas sustentáveis. “O seguro é proteção, é tranquilidade, é continuidade. É um amigo invisível que ampara a sociedade nos momentos em que somos surpreendidos pelos mais diversos infortúnios”, concluiu.

Porto leva estratégia Regenera à COP30 e destaca força colaborativa do setor financeiro e de seguros

Com o Brasil no centro das discussões climáticas globais ao sediar a COP30, a Porto chega a Belém com uma mensagem de cooperação e pragmatismo. A companhia será uma das dez empoderadoras da Casa do Seguro, espaço liderado pela CNseg para reunir o mercado em torno da agenda de sustentabilidade e riscos climáticos, e promover a interlocução com outros setores estratégicos da economia, como Febraban, Anfavea, Abdib e CNI entre outros.

“É uma agenda de construção coletiva. A CNseg tem cumprido um papel essencial ao articular o setor e mostrar que sustentabilidade e transição ecológica são desafios comuns a todos os segmentos — do seguro ao sistema financeiro, da indústria ao agronegócio, afirma Patrícia Coimbra, diretora de Gente, Cultura e Sustentabilidade da Porto.

Viviane Pereira, gerente de sustentabilidade da Porto, conta que durante o evento, a Porto promoverá três painéis na Casa do Seguro, abordando desde a metodologia de mensuração de emissões até os desafios da circularidade no setor automotivo. No dia 17, Patrícia Coimbra participará do painel técnico sobre bases de cálculo de emissões e pegada de carbono em seguros, apresentando o case Regenera — a estratégia de sustentabilidade lançada pela companhia em 2024. O debate contará com representantes da UNEP FI, da WayCarbon, consultoria especializada em mudanças climáticas, e da consultoria Carbon, e será mediado por Cláudia Prates.

O diferencial está no pioneirismo da Porto em adotar uma metodologia global de cálculo da pegada de carbono dos seguros. Queremos compartilhar as lições aprendidas, especialmente sobre o uso de dados e de métricas de impacto”, explica Patrícia.

O segundo painel, com foco no papel do setor financeiro e segurador na transição ecológica, reunirá Patrícia Chacon, da Porto Seguro, e Luciana Nicola, diretora de Relações Institucionais e Sustentabilidade do Itaú Unibanco, com mediação da consultora Denise Hills. A discussão abordará como bancos e seguradoras podem atuar conjuntamente no financiamento de uma economia de baixo carbono, alinhando capital, risco e impacto social.

Já o terceiro painel trará um olhar sobre economia circular e descarbonização da cadeia automotiva, reunindo Daniel Monroni, gerente executivo da Renova Ecopeças, e representantes da Anfavea e do programa Mover, do governo federal. O debate discutirá soluções para o reaproveitamento sustentável de salvados automotivos e os desafios de dar destino adequado aos veículos em fim de vida útil.

Além dos painéis na Casa do Seguro, a Porto também participará da Casa do Pacto Global, onde Patrícia Chacon abordará o tema das tempestades e eventos climáticos extremos, em painel que ainda está em construção.

A participação na COP30 reforça a consolidação da estratégia Regenera, lançada pela Porto em 2024 sob o mote “Cuidar do presente para regenerar o futuro”. A iniciativa estabelece metas públicas e mensuráveis em quatro pilares: Valorização do Capital Humano e Impacto Social, Estratégia Climática e Circularidade, Produtos e Soluções Sustentáveis e Engajamento da Cadeia de Valor.

Entre os compromissos assumidos pela companhia estão a redução de 40% das emissões absolutas de gases de efeito estufa até 2030, o abastecimento 100% renovável de suas operações diretas, a reciclagem dobrada de veículos e R$ 13 bilhões em produtos com atributos sustentáveis. O Regenera é um convite à ação coletiva. Sair da lógica de mitigação e avançar para a regeneração — de relações, de territórios e de economias. A COP30 será um ponto de inflexão nessa jornada, afirma Patrícia Coimbra.

A estratégia também prevê R$ 40 milhões em investimentos sociais, 50% de mulheres e 30% de pessoas negras em cargos de liderança, e a ampliação da inclusão securitária, com foco em produtos mais acessíveis e financeiros integrados — como o Porto Bairro, plano de saúde voltado a pequenos empreendedores a partir de três vidas.

No campo ambiental, a companhia atua em frentes como o Renova Porto, projeto de reciclagem automotiva alinhado à política pública de economia circular, e na parceria com a WayCarbon para o plano de descarbonização.

Com 100% das emissões operacionais já compensadas e energia renovável em todas as suas unidades principais, a Porto chega à COP30 com uma trajetória consistente e a expectativa de que o encontro fortaleça pontes entre seguradoras, bancos, governo e indústria. “Estamos em um momento em que o mercado precisa agir em bloco. O seguro tem um papel essencial na precificação de riscos e no financiamento da transição ecológica — mas só avançaremos com colaboração e diálogo, conclui Patrícia Coimbra.

Ebix acelera transformação digital no seguro brasileiro com CNP, Icatu e Aruana

mario nogueira ebix

A Ebix Technologies Limited anunciou um marco importante com a integração de três grandes seguradoras brasileiras — CNP Seguradora, Icatu Seguros e Aruana Seguradora — à sua plataforma digital de novos negócios, por meio de sua subsidiária global Ebix Latin America. O movimento reforça o compromisso da Ebix com a transformação digital, eficiência operacional e inovação no setor de seguros brasileiro.

A CNP Seguradora, subsidiária da francesa CNP Assurances com mais de duas décadas de atuação no país, está utilizando a plataforma da Ebix para ampliar o acesso a soluções digitais de seguro. A parceria prioriza flexibilidade, segurança e melhor experiência do cliente, permitindo que corretores e segurados usufruam de processos ágeis e integrados por tecnologia.

Já a Icatu Seguros, líder entre as seguradoras independentes de vida e previdência no Brasil, adotou a plataforma da Ebix para potencializar sua oferta de seguros de vida em grupo. O acordo reflete uma visão conjunta de inovação, automação e foco no cliente, fortalecendo o compromisso da Icatu em modernizar suas operações digitais.

A aliança da Ebix com a Aruana Seguradora tem como objetivo implementar uma plataforma de serviços para corretores, voltada à melhoria da eficiência e à aceleração das vendas de apólices. Com uma infraestrutura digital avançada, a Aruana busca ampliar a adoção tecnológica em seus diversos ramos de atuação — incluindo vida, saúde, fiança e aluguel — impulsionando a modernização do ecossistema de seguros no Brasil.

Segundo Mario Nogueira, CEO e Head da Divisão Ebix na América Latina, “essas parcerias representam um passo importante na modernização do mercado segurador por meio de soluções digitais que promovem excelência operacional e atendem às necessidades em constante evolução das famílias e empresas brasileiras. Este é apenas o começo; novas parcerias estratégicas estão a caminho”.

MAPFRE apoia ART FOR PETS, unindo arte urbana e mobilização pela causa animal

por Mapfre

A seguradora Mapfre anuncia o patrocínio à ART FOR PETS, uma iniciativa da Artery, referência na produção de grandes exposições de arte urbana com propósito social, que transformará as ruas e espaços públicos de São Paulo em uma galeria a céu aberto em defesa da causa animal.
 

A parceria viabilizada pela Lei de Projetos Incentivados levará cerca de 30 esculturas de cães e gatos de aproximadamente 1,4 metro de altura cada, para shoppings, parques e avenidas, unindo arte, solidariedade e mobilização social.
 

O objetivo da ação é dar visibilidade à realidade de animais em situação de abandono no Brasil (estimados em mais de 30 milhões), com centenas de milhares apenas na capital paulista. As esculturas, que serão customizadas por artistas selecionados via curadoria, pretendem chamar a atenção para a urgência da causa e reforçar a importância do cuidado, da adoção responsável e da castração.
 

Para a MAPFRE, o patrocínio vai ao encontro de seus pilares de atuação, que incluem o apoio a projetos culturais de relevância e o engajamento em causas sociais que promovem o bem-estar da sociedade.
 

“A MAPFRE tem um compromisso com o incentivo à cultura e é uma enorme satisfação apoiar um projeto que une a arte de maneira acessível a uma causa tão nobre como a proteção animal,” afirma Tatiana Cerezer, diretora de Clientes, Comunicação e Marketing da MAPFRE. “É gratificante ver essas esculturas de cães e gatos colorindo a cidade e, ao mesmo tempo, mobilizando a sociedade em prol dos animais em situação de abandono. É uma parceria que reflete nossos valores de cuidado e de responsabilidade social”, finaliza a executiva. 
 

A exposição, gratuita e acessível a todos, democratiza o contato com a arte e, ao mesmo tempo, busca conscientizar a sociedade sobre a necessidade de proteger e apoiar os animais. Ao final do projeto, 100% do lucro obtido com o leilão das obras será revertido às iniciativas do Instituto Caramelo, que em 2025 celebra dez anos de atuação dedicados ao resgate e reabilitação de animais.
 

A ART FOR PETS é uma iniciativa da Artery, que desde 2011 desenvolve projetos de arte urbana que conectam marcas, artistas e causas: “Queremos que a ART FOR PETS seja mais do que uma exposição: é uma oportunidade de despertar olhares e corações para a causa animal. Cada escultura, ao ocupar o espaço urbano, simboliza uma vida que merece cuidado, respeito e a chance de um novo começo”, comenta Carol Barreto, uma das fundadoras da Artery. 
 

Cronograma em São Paulo
 

A ART FOR PETS teve início em 1º de outubro com um ateliê aberto no MorumbiShopping, onde o público poderá acompanhar o trabalho dos artistas.
 

No dia 18 de outubro, os pets disponíveis para adoção estarão presentes em um evento de sensibilização e incentivo à adoção responsável, organizado pelo Instituto Caramelo, chamado de “Maratona da Adoção”.  Além disso, o ateliê das pinturas ao vivo também acontecerá nesse dia, com a participação de alguns artistas, e vai até o dia 19 de outubro. 
 

As obras ficarão expostas de 23 de outubro a 11 de novembro. A partir do dia 12 de novembro, a exposição segue para as ruas, avenidas e parques de São Paulo em uma grande mostra pública que se estenderá até 11 de dezembro. Durante todo o período de exposição, o leilão online estará aberto para lances.
 

Por fim, de 12 de dezembro a 20 de janeiro, parte das esculturas estarão em uma mostra especial em Centros Culturais da cidade.