Icatu Seguros cresce e fecha o ano com mais de 400 novos funcionários

A empresa conta agora com cerca de 1.900 funcionários

Em um ano desafiador como este, com retração econômica e incertezas, a Icatu Seguros – líder entre as seguradoras independentes em Vida, Previdência e Capitalização – manteve o ritmo de crescimento e encerrou o ano com 420 novos funcionários, dos quais 281 contratados durante a pandemia da Covid-19, contratando em média mais de uma pessoa por dia. A empresa conta agora com cerca de 1.900 funcionários.

Para manter acelerado o ritmo de contratação, a empresa adaptou seus processos, utilizando a experiência adquirida nos processos seletivos feitos para as filiais espalhadas por todo o país. Além disso, digitalizou as etapas da admissão: hoje os novos funcionários só precisam estar presentes fisicamente no exame médico.

“Percebemos que este novo modelo é bastante positivo para a experiência do candidato e agiliza o processo de seleção e contratação sem deixar de lado a confiabilidade”, explica Milena Rosa, de Atração de Talentos da Icatu.

Uma vez contratados, é hora de tornar o novo funcionário parte do nosso propósito de construir um Brasil em que as pessoas e as famílias estejam mais protegidas, democratizando o acesso aos seguros. É hora de integrá-lo à empresa. “Mantivemos o acolhimento e a proximidade, que são nossas características, e adaptamos para um modelo digital as demais etapas. Inovamos para dar conta do recado e com isso ganhamos eficiência. Bom, porque a tendência da empresa é continuar crescendo e estamos preparados para isso”, destaca Camila Asenjo – Diretora de Pessoas da Icatu Seguros.

Plano de fusão de US$ 30 bi entre Aon e Willis Towers encara análise da UE

Fonte: Reuters

A oferta 30 bilhões de dólares da Aon pela Willis Towers Watson para criar a maior corretora de seguros do mundo enfrenta uma investigação de cinco meses após reguladores antitruste da UE expressarem preocupações de que o negócio possa prejudicar a concorrência nos principais mercados. A fusão da segunda e terceira maiores corretoras de seguros do mundo ultrapassaria a primeira posição mundial da Marsh & McLennan. O negócio ocorreu no momento em que os mercados financeiros estavam caindo como resultado da crise da Covid-19. A pandemia provocou um aumento acentuado nos pedidos de indenização às seguradoras, além de outros desafios, como as mudanças climáticas, e atingi suas carteiras de investimentos.

A queda nas avaliações e as empresas que buscam fortalecer os modelos de negócios, por sua vez, geraram uma série de negócios em todo o setor de seguros. A Comissão Europeia disse que o acordo pode reduzir significativamente a concorrência nos mercados de serviços de corretagem de risco comercial, corretagem de resseguro e fornecimento de serviços de aposentadoria e saúde e bem-estar para clientes comerciais. A comissão citou serviços de corretagem para grandes clientes multinacionais em propriedades e acidentes, financeiro e profissional, crédito e risco político, cibernético e marítimo, bem como clientes na indústria de manufatura espacial e aeroespacial como os mais afetados.

A investigação da UE também vai examinar a prestação de serviços de corretagem de resseguros e a prestação de serviços de reforma e saúde e bem-estar. O responsável pela concorrência da UE fixou a data de 10 de maio para sua decisão. A Reuters havia relatado em 15 de dezembro que o responsável pela concorrência da UE abriria uma investigação aprofundada sobre o acordo depois que a Aon se recusou a oferecer concessões para resolver as preocupações de concorrência da Europa.

Expectativa para o PIB de 2021 recua em meio a preocupações da segunda onda da Covid-19

Pedro Simoes CNseg

Economista da CNseg acredita que uma segunda onda no Brasil pode prejudicar o crescimento no começo do ano que vem

A expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2021 caiu de 3,50% para 3,46%. No entanto, se manteve estável para 2022 e 2023, em 2,5%. Para este ano, o mercado financeiro fez pequeno ajuste de -4,41% para menos -4,40%. Segundo Pedro Simões, economista do Comitê de Estudos de Mercado da CNseg, a Confederação Nacional das Seguradoras, tal redução para o próximo ano já demostra que 2021 será um ano de desafios logo de início na largada.

“A projeção de 3,50% já não é das mais otimistas, considerando-se que grande parte dela pode ser atribuída ao carregamento estatístico, ainda assim o mercado a reduziu. Mas acredito que isto está relacionado ao curto prazo, por conta da pandemia que mostra sinal de endurecimento nesta virada de ano tanto no mundo como no Brasil, o que pode piorar após as festas de final de ano, principalmente por aqui. Se isso se confirmar, teremos restrições de circulação mais severas, o que trará impacto para a recuperação da economia no começo do ano que vem”, avalia. 

Outro ponto destacado pelo economista da CNseg é o relatório de inflação, da semana passada. Segundo ele, o Banco Central deixa claro quais são os modelos avaliados para a trajetória da inflação, o que torna a política de juros mais previsível. “Isso aumenta a responsabilidade do BC, que passa a ter que explicar muito bem caso algo saia do previsto. Além disso ficou mais claro que postura da autoridade monetária é mais hawkish (tendência para aperto monetário, conforme apelidado em inglês) que antes”, cita.

Leia a íntegra do boletim Acompanhamento de Expectativas Econômicas semanal feito pela Superintendência de Estudos e Projetos (Suesp) da CNseg, no portal de CNseg.

Home office não será full time, aponta levantamento da Lockton

As organizações planejam manter os colaboradores em home office 
entre 2 e 3 dias por semana

Fonte: Lockton

Pesquisa de Benefícios realizada pela consultoria e corretora de seguros norte-americana Lockton indica que o home office veio para ficar, mas não será em tempo integral. Um dos benefícios de maior prevalência nas Políticas de Flexibilidade, o home office já foi instituído por 55% das empresas e outras 41% adotam de maneira informal, ou seja, sem uma política estruturada. Independentemente da pandemia, 45% das empresas já autorizavam os colaboradores a trabalharem de casa 1 ou 2 dias por semana.  

O diretor Atuarial da Lockton no Brasil e coordenador do levantamento, Cesar Lopes, explica que já havia um movimento das organizações em flexibilizar a necessidade de ter colaboradores fisicamente nos escritórios e a pandemia acelerou o processo. “Ohome office veio para ficar, mas ao contrário do que se esperava, não será full time. Os dados da pesquisa apontam que as organizações planejam manter os colaboradores em home office entre 2 e 3 dias por semana”, afirma Cesar Lopes, diretor Atuarial da Lockton no Brasil.

O levantamento ouviu 469 empresas em 44 setores da economia. A amostra contou com 46% de companhias de capital nacional e 54% multinacionais.

Com o home office estruturado, apenas 27% das empresas afirmaram oferecer um auxílio financeiro mensal para colaboradores. Esse auxílio, que está em média R$ 100, tem como objetivo contribuir com o pagamento das contas que tiveram um aumento pelo fato de o colaborador passar mais tempo em casa, como energia, telefone e internet.  

Além disso, de acordo com o levantamento, 22% das organizações concederam um auxílio específico para compra de mobiliário ou disponibilizaram o mobiliário do escritório para o colaborador. Esse auxílio, one-shot, variou entre R$ 310 e R$ 1.000.  

Ainda em virtude da pandemia e em função do home office por tempo indeterminado, houve pequenas alterações nos benefícios como Vale Refeição. O Vale Refeição em 2020 apresentou valor médio de R$30,85, mantendo o patamar de 2019, quando a mediada foi R$30,61. Um dos motivos para o não reajuste foi a pandemia. “Observamos que empresas mantiveram o valor do Vale Refeição e, em alguns, casos, deram a opção de trocar pelo Vale Alimentação”, explica Cesar Lopes.

Ullisses Assis assume diretoria comercial e de Marketing da Brasilprev

A Brasilprev, especialista e líder do mercado de previdência privada no país, com mais de R$ 300 bilhões em ativos sob gestão, apresenta seu novo Diretor Comercial e de Marketing, Ullisses Assis.

Formado em Ciências da Computação e com MBA em Gestão Estratégica, Ullisses é funcionário de carreira do Banco do Brasil. Foi Gerente Executivo da Diretoria de Distribuição, entre 2015 e 2017 e, a partir de então, atuou como Superintendente de Negócios Varejo do Estado de Santa Catarina até 2019, quando assumiu a função de Gerente Geral da Unidade de Negócios Pessoa Física, MPE e Agronegócios do BB, sua última posição até o momento.  

“Começo esta nova jornada com imensa alegria pela possibilidade de colaborar com a Brasilprev, pela qual sempre tive grande carinho e admiração. Uma empresa líder de mercado, que tem no seu DNA inovação e a busca constante pelo encantamento de seus mais de 2,3 milhões de clientes. Nossa missão será levar cada vez mais assessoria financeira e previdenciária às famílias brasileiras, através dos mais diversos canais físicos e digitais, de forma a auxiliá-las no planejamento de um futuro próspero”, destacou.

Em outubro, reservas da capitalização crescem 5,3% e ultrapassam R$ 32 bilhões

Fenacap

Fonte: FenaCap

A Federação Nacional de Capitalização (FenaCap), divulgou informações sobre o desempenho do segmento entre os meses de janeiro e outubro. As reservas técnicas – valores acumulados pelos clientes com títulos de capitalização ativos – alcançaram R$ 32,2 bilhões, um avanço de 5,3% em relação ao mesmo período do ano passado, consolidando tendência de alta verificada ainda no primeiro semestre.

Os resgates realizados antecipadamente ou ao fim do prazo de vigência apresentaram queda de 3,9%, somando R$ 14,9 bilhões no período. “Esses dois indicadores traduzem um comportamento cauteloso dos consumidores diante das incertezas que ainda predominam na economia, mas a perspectiva de vacinação vem provocando uma melhora geral nas expectativas, o que nos traz otimismo “, diz Marcelo Farinha, presidente da Federação, adiantando que o mercado projeta encerrar 2020 com crescimento de até 1,5%. 

O prêmios distribuídos a clientes sorteados de todo o país alcançaram R$ 852,1 milhões , o equivalente ao pagamento de R$ 4,1 milhões  por dia útil do período. O faturamento global das 15 empresas autorizadas a comercializar títulos de capitalização no país, que teve forte recuperação no terceiro trimestre, atingiu R$ 18,9 bilhões, mas ainda apresenta, como já era esperado,  um recuo de 3,4% em relação aos mesmos meses de 2019.  

Resolução da Susep permite a emissão de títulos vinculados a seguros no Brasil

A norma possibilita novas formas de transferência de riscos com redução de custos 

Fonte: Susep

Foi publicada no Diário Oficial da União, no dia 16 de dezembro, a Resolução CNSP nº 396, que dispõe sobre operações de resseguro ou retrocessão, e seu financiamento por meio de dívida vinculada a riscos de (res)seguro, também conhecido como Insurance Linked Securities (ILS).  

O ILS é uma nova alternativa para a transferência de riscos adotado frequentemente no cenário internacional. A nova Resolução dispõe sobre o ressegurador local (RPE) cujo propósito exclusivo é a aceitação de riscos por meio de operações de resseguro ou retrocessão e o financiamento feito pelo ILS.  

Entre as vantagens que o ILS trará para o mercado brasileiro está a possibilidade de novas formas de transferência de riscos com redução de custos, o que possibilitará melhores preços para o consumidor, incentivando a inovação e favorecendo o desenvolvimento do mercado brasileiro. A expectativa geral é bastante positiva em relação a essa nova operação no mercado brasileiro, principalmente quando se leva em consideração a experiência internacional.  

A nova resolução entra em vigor no dia 4 de janeiro de 2021 e pode ser acessada no link:  https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/resolucao-cnsp-n-396-de-11-de-dezembro-de-2020-294331209 

Mitsui Sumitomo é bem avaliada em pesquisa com 2 mil corretores

“Ficamos muito felizes com este resultado, pois mostra que nossa equipe superou as expectativas dos nossos parceiros”, afirma Hélio Kinoshita

A Mitsui Sumitomo comemora o resultado da pesquisa realizada anualmente com corretores de seguros parceiros para entender quais melhorias a equipe deve priorizar para atender as demandas do principal canal de vendas.  Em 2020, uma grata surpresa. De uma pontuação entre 1 e 5, a nota obtida pelos avanços realizados às demandas dos parceiros foi 4,24. “Ficamos muito felizes com este resultado, pois mostra que nossa equipe superou as expectativas dos nossos parceiros. Claro que temos muito trabalho pela frente, mas neste ano tão desafiador conseguir atingir 7% acima da nossa meta, realmente agrega ainda mais valor a nossa festa de comemoração dos 55 anos da Mitsui Sumitomo no Brasil realizada no dia 15 de dezembro”, afirmou Hélio Kinoshita, vice-presidente da subsidiária brasileira do 8° maior grupo segurador do mundo e o maior da Ásia.
  
Em 2020, a pesquisa ouviu mais de 2 mil corretores, 52% acima dos participantes de 2019, o que mostra que os esforços da seguradora em atrair corretores está no caminho certo. A meta da equipe era chegar a uma nota de 3,95, pouco acima da 3,93 obtida no ano anterior. “Superar as expectativas dos corretores parceiros foi realmente um presente de fim de ano para todos nós. Ainda mais se levarmos em conta o cenário atual sob impacto da COVD-19”, comentou Amanda Bastiani, analista de marketing da Mitsui Sumitono.

Julia Frazatto, Superintendente de Marketing e RH, conta que a seguradora tem realizado uma série de mudanças estratégicas com base na filosofia Lean, que tem entre seus  princípios ouvir os principais parceiros sobre como afinar ainda mais o relacionamento para que todos tenham melhor qualidade nas entregas. As principais demandas dos corretores de seguros, que totalizam mais de 10 mil cadastrados, concentravam-se em agilizar e automatizar processos. A área comercial, envolvendo automóvel e seguros corporativos, foi a melhor avaliada, com avanço em todos os quesitos, especialmente na facilidade com meios de pagamentos. 

“Estamos debruçados em aumentar a oferta de soluções e ferramentas digitais para melhorar a produtividade dos corretores em seus processos comerciais. Nossas áreas de produtos, de precificação e comercial estão engajadas em apoiar os corretores para que todos possam crescer juntos. E para crescer num cenário tão competitivo como temos hoje, somente com muita qualidade, agilidade e transparência em todos os processos, produtos inovadores e preços acessíveis. Tenho certeza que no final de 2021 teremos ainda mais motivos para comemorar”, finaliza Kinoshita. 

Arrecadação do setor alcança R$ 220 bilhões em 10 meses, informa CNseg

Marcio Coriolano

Comportamento heterogêneo dos seguros permanece em outubro. Danos e Responsabilidades cresceram 5,9% em outubro sobre o mês anterior

Fonte: CNseg

Prêmios em forte evolução nos seguros de Danos e Responsabilidades, mas em queda nos planos de acumulação, fizeram a receita setorial retroceder em outubro, quer seja na margem, quer seja no acumulado do ano. Na virada de setembro para outubro (na margem), a queda foi de 8,8 % e, nos 10 meses do ano, de menos 0,3%. Ao todo, a receita até outubro totalizou R$ 220 bilhões, sem incluir Saúde Suplementar e DPVAT, de acordo com a nova edição da Conjuntura CNseg.

“A queda na arrecadação do setor de seguros deveu-se aos segmentos de Cobertura de Pessoas e dos Títulos de Capitalização, que após a sinalização de retomada no crescimento nos meses anteriores, tiveram arrefecimento em outubro. Em contrapartida, o segmento dos seguros de Danos e Responsabilidades teve um comportamento positivo”, destacou o Presidente da CNseg, Marcio Coriolano.

No segmento de Danos e Responsabilidades, a expansão em outubro foi de 5,9% sobre setembro e 12,7% sobre o mesmo mês de 2019. Mas chamou a atenção o salto de receita apresentado por algumas modalidades no ano. A começar dos seguros de Cascos Marítimos e Aeronáuticos (42%), Rural (30,4%); Crédito e Garantias (15,5%); Patrimonial (9,9%); Habitacional (7,6%), enumera Marcio Coriolano, em editorial da nova edição da Conjuntura CNseg. No acumulado do ano, a alta é de 5,1% nesse segmento.

Nos seguros de Pessoas, o ramo de Vida destacou-se em termos de alta no ano, acumulando crescimento de 10,5% até outubro. Em contrapartida, os planos de acumulação perderam tração, o que deve ter sido causado pela volatilidade de investimentos no mercado financeiro. Após uma reação em setembro, os produtos VGBL e PGBL, juntos, tiveram queda de 18,1% entre outubro e setembro e de 22,9% sobre outubro de 2019.  Já os seguros de Vida Risco tiveram, em outubro, desempenho inferior à média histórica, crescendo 1,2% sobre o mesmo mês do ano passado, assinalou Marcio Coriolano.

O segmento de Capitalização também caiu em arrecadação no mês, de 16,0% em relação a setembro, e de 10,9%%, se comparada a outubro de 2019. Entretanto, foi a forte participação dos planos de previdência privada aberta no conjunto da arrecadação do Setor Segurador (45,1% em bases de 12 meses) que pesou sobre o resultado.  No ano, houve decréscimo de 2,2% em Cobertura de Pessoas; e queda de 3,4% em Capitalização.

“Com o resultado de outubro, há dois meses para o setor selar seu destino entre estável, positivo ou ligeiramente negativo. Tudo dependerá de variáveis importantes, desde a duração do recente agravamento da pandemia no Brasil, até as respostas macro e microeconômicas à conjuntura caracterizada por menor massa de renda e alta taxa de desemprego”, ressalta Marcio Coriolano.

A expectativa volta-se para o resultado de novembro. Pela ótica de 12 meses móveis, se a receita subir pelo menos 10% sobre o mesmo mês de 2019 (que foi de R$ 22,8 bilhões), a taxa de crescimento setorial chegará a 1,7%, e caso não haja crescimento, se reduzirá para 0,8%.

Dois outros temas são tratados na nova edição da Conjuntura CNseg (Análise de mercado e Economia Brasileira).

No primeiro, um vigoroso estudo detalha o comportamento de diversas modalidades e ramos no mês de outubro- movimentou R$ 22,2 bilhões, sem Saúde Suplementar e DPVAT- e faz a conexão entre os seguros e as atividades econômicas aos quais se destinam. O grupo Automóvel, por exemplo, avançou 0,2% nas vendas, seguindo o ritmo de recuperação apresentado pelas montadoras em outubro. Mesmo assim, permanece entre os ramos mais impactados pela pandemia e marca perda de 3,6% no ano até outubro, com total de R$ 28,7 bilhões.

Já o seguro de Transportes apresenta melhor desempenho diante da reabertura do comércio e do retorno das atividades econômicas em geral. Em outubro, cresceu 26,9% comparando-se ao mesmo mês do ano anterior, o maior avanço registrado desde abril de 2019.

O outro texto faz um balanço dos indicadores econômicos no terceiro trimestre, demonstrando que a recuperação de fato ocorre, porém num ritmo ainda insuficiente para superar as perdas produzidas pela pandemia. O material avalia a retomada da indústria no período e o comportamento dos indicadores de confiança, com alerta de desaceleração no último trimestre, além de jogar luzes sobre o cenário internacional e os danos causados pela segunda onda da Covid-19. O debate sobre os rumos da inflação crescente nos últimos meses do ano está entre os destaques, porque pode acelerar a retomada do viés de alta dos juros básicos. No radar, a questão da sustentabilidade fiscal e o risco de gerar um crescimento menor, se houver descontrole do déficit público.

Valor Econômico: Prudential terá de explicar roubo de dados de clientes por hackers

Seguradora foi vítima de um ataque cibernético em outubro

Fonte: Valor Econômico

A seguradora Prudential do Brasil está investigando desde outubro um ataque cibernético a um de seus sistemas. De acordo com a empresa, os hackers invadiram o diretório de propostas para contratação de seguro de vida e copiaram informações de clientes. “Essas propostas podem conter dados pessoais como nome, CPF, endereço, informações de saúde, bens, beneficiários e, em casos limitados, os números de conta corrente e agência”, informou a empresa.

Informações referentes a cartões de crédito, segundo a Prudential, não foram comprometidas. Após identificar o ataque, a empresa diz que a segurança do sistema foi restabelecida.

Ao tomar ciência do ocorrido, o Ministério da Justiça notificou a Prudential para obter informações mais detalhadas. O Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor, ligado à pasta, quer entender se algum direito dos clientes pode ter sido violado.

“Com a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) haverá uma dupla proteção em esferas distintas e, sem dúvida, teremos pontos de intersecção que só fortalecem a proteção dos consumidores”, disse a titular da Secretaria Nacional do Consumidor, Juliana Domingues.

Marcos Sêmola, sócio de cibersegurança da consultoria EY Brasil, lembra que pedidos de esclarecimentos a organizações sobre os impactos de ciberataques e vazamentos de dados, serão cada vez mais frequentes. “Por mais que tenham investido na segurança e na gestão dos riscos, as empresas [vítimas de ataques e vazamentos] precisam ter uma explicação que faça sentido e possa transmitir o mínimo de diligência”, afirma.

O especialista alerta que nenhuma organização está totalmente livre de incidentes de segurança, mas saber dar respostas sobre pontos como origem do ciberataque, extensão do incidente e tipos de informações comprometidas vai diferenciar as decisões da justiça sobre os casos.

“Ninguém vai condenar uma empresa que, apesar de todos os esforços, não resistiu a um ciberataque, mas vai punir aquelas que sinalizem displicência, negligência e falta de preparo”, explica o especialista.

Em reportagem publicada pelo Valor no dia 15 de dezembro, empresas de segurança fizeram um alerta para o aumento não só em volume, mas especialmente na complexidade de ameaças a organizações públicas e privadas. Em novembro, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) foi vítima de uma praga do tipo ransomware, que criptografa dados da vítima em troca de um resgate.

Este ano três grandes empresas brasileiras de capital aberto foram vítimas de ciberataques: a Cosan, em março, a petroquímica Braskem, em outubro, e a fabricante de aviões Embraer, no mês passado.

A seguradora Prudential deverá se manifestar dez dias a contar do recebimento da notificação, que deve ocorrer até amanhã. Se for identificada violação ao Código de Defesa do Consumidor, as multas podem chegar a R$ 10 milhões.