Bradesco: participação do braço segurador no ganho do banco cai para 26,3%

bradesco seguros

Em 2019, o grupo segurador participou com 28,8%

O Bradesco, segundo maior banco privado do país anunciou nesta quarta-lucro líquido recorrente de R$ 19,5 bilhões em 2020, alta de 24,8% ante 2019, excluindo efeitos extraordinários. O braço segurador apresentou resultado de R$ 12,1 bilhões em 2020, abaixo dos R$ 14,7 bilhões (queda de 18,1%), o que mostra uma participação de 26,3% do resultado do banco, abaixo dos 28,8% no ano anterior.

O presidente-executivo do Bradesco, Octavio de Lazari, afirmou que o desempenho mostrou a capacidade do banco de enfrentar cenários adversos. “Crescemos no crédito, reduzimos a inadimplência e adotamos como mantra a austeridade total na estrutura de custos da organização, inclusive com a consolidação das agências sobrepostas”, afirmou Lazari.

Em relação às atividades de Seguros, o resultado operacional do trimestre foi impactado, principalmente, pelo comportamento dos índices econômico-financeiros, que afetaram a atualização das provisões técnicas, além da redução do faturamento e do aumento do índice de sinistralidade, que foi impulsionado pela retomada gradual dos procedimentos eletivos e eventos indenizáveis, em virtude do período de isolamento social. Como ponto positivo, destaque para a melhora do resultado financeiro, com crescimento de 43% no trimestre.

No comunicado, o banco destaca que o quatro trimestre de 2020 foi marcado pela chegada da segunda onda da pandemia da Covid-19, que adicionou incertezas ao cenário econômico. A pandemia impactou negativamente o desempenho do grupo segurador, acarretando quedas de 13,7% (4tri) e 9,8% (2020) no faturamento, e de 33,5% e 31,3% no lucro líquido, respectivamente. Para 2021, a previsão é de crescimento entre 2% e 6%.

Apesar da conjuntura adversa, as provisões técnicas cresceram 3,6% no quarto trimestres de 2020 comparado ao mesmo período do ano anterior, para R$ 285 bilhões, e os ativos financeiros evoluíram 4,2%, chegando a R$ 320 bilhões.

O grupo destacou a redução de 5,7% e de 3,8% em despesas administrativas ao compararmos no acumulado do ano, favorecendo o Índice de Eficiência Administrativa do grupo, que ficou estável no patamar de 3,8%. 

O valor pago em indenizações e benefícios atingiu R$ 33 bilhões, correspondente a uma média diária de cerca de R$ 130 milhões, mantendo-se estável com relação ao montante registrado em 2019. Com a evolução dos eventos avisados ao longo do período, parte da estimativa registrada inicialmente em relação ao cenário diferenciado ocasionado pela Covid-19 foi utilizada para atualização das premissas das provisões de longo prazo do ramo saúde. Tal fato não produziu nenhum impacto direto no resultado do trimestre.

A Administração continua avaliando a dinâmica dos eventos relacionados a pandemia, considerando o recente aumento dos casos e incertezas sobre seus efeitos e duração. Nesse cenário, o grupo segurador concentrou sua estratégia de atuação na cobertura de novos riscos, flexibilização de prazos, agilidade na contratação, corretagem mais dinâmica e consultiva e, principalmente, no investimento em tecnologia e inovação. 

A companhia expandiu e aperfeiçoou seus canais digitais de comercialização, cujas vendas cresceram 52% em 2020, na comparação com o ano anterior, atingindo a marca de R$ 1 bilhão, com aumento de 15% na quantidade de itens distribuídos. 

Atualmente, 11 produtos são comercializados 100% online pelo aplicativo Bradesco Seguros, que já registra 6,3 milhões de downloads. Além disso, 90% dos reembolsos de Saúde e 81% dos sinistros de seguro Auto foram concluídos por processo digital (58% e 43%, respectivamente, pelo sistema de autoatendimento) e mais de 200 mil propostas de planos de Previdência Privada foram validadas pelo aplicativo do Bradesco. 

Para agilizar o suporte a seus beneficiários, a Bradesco Saúde desenvolveu soluções como o Portal Coronavírus, repositório completo de informações durante a pandemia, e o “Saúde Digital”, sistema de telemedicina disponível 24h, que superou a marca de 70 mil atendimentos em 2020. 

No segmento de Previdência, a Bradesco Vida e Previdência desenvolveu novas opções de produtos na grade de planos individuais e empresariais, buscando atender a demanda dos clientes por maior diversidade de fundos previdenciários e ajustar o portfólio à realidade do mercado. Em outra frente, ampliou os canais digitais e aplicativos disponíveis aos gerentes para vendas online, incluindo ferramenta para mobile e assinatura eletrônica por biometria.

Em Seguro de Vida, a empresa implantou o aviso de sinistro, o aceite de propostas para correntistas Bradesco e a gama completa de informações sobre produtos do segmento em meio digital. 

Já em Seguro Auto e Ramos Elementares, a Bradesco Auto/RE adotou o parcelamento do pagamento do prêmio em apólices individuais com vencimento, tanto para renovação quanto para novos contratos, assim como a autovistoria na aquisição de todos os produtos.

A empresa, também, aprimorou as coberturas para atividades comerciais na residência e seguro empresarial, tendo em vista a proteção do trabalho à distância, e reforçou o conceito multicanal, agregando novas funcionalidades aos aplicativos Assistência Dia & Noite e Bradesco Corretor. 

No que diz respeito aos corretores, o grupo, embora operando em regime de home office desde o início da pandemia, estreitou contato com esses profissionais, oferecendo todo o suporte necessário por meio de canais como o Portal de Negócios e o Aplicativo BS Corretor.

O grupo contou com o apoio da UniBrad – Universidade Bradesco e da UniverSeg – Universo do Seguro, intensificando treinamentos e promovendo lives com temas como capacitação em ambiente virtual e novos caminhos para a oferta de seguros.

Chubb tem queda de 20,7% no lucro, para US$ 3,5 bilhões em 2020

O prêmio líquido emitido aumentou para US$ 31,31 bilhões, 4,8% em comparação com 2019

Com agências internacionais

A Chubb Ltd. divulgou lucro líquido de US$ 2,42 bilhões no quarto trimestre de 2020, o dobro do mesmo período do ano anterior, à medida que se beneficiou de um crescimento de prêmio de linhas comerciais de dois dígitos em meio a um mercado contínuo ou firme na maior parte do mundo. “Tivemos um final de ano muito forte, excelentes resultados financeiros, liderados pelo rápido crescimento da receita de prêmios e melhoria da margem – uma tendência que estamos confiantes que continuará”, disse Evan G. Greenberg, presidente e CEO da Chubb, em teleconferência com analistas.

Para o ano inteiro, o lucro da Chubb caiu 20,7% para US$ 3,53 bilhões, e o prêmio líquido emitido aumentou para US$ 31,31 bilhões, 4,8% em comparação com 2019. O índice combinado da Chubb em 2020 foi de 96,1%, em comparação com 90,6% no ano anterior. “Olhando para o futuro, tivemos um bom início de ano no primeiro trimestre – tanto o crescimento quanto o nível de aumento das taxas que estamos alcançando se parecem muito com o quarto trimestre”, disse Greenberg.

“No trimestre, continuamos a experimentar um ambiente de precificação dos seguros empresariais forte e continuamente aprimorado em todo o mundo. Na verdade, o nível de aumento foi o mais forte dos últimos três anos ”, disse Greenberg. “O aumento de taxas, em minha opinião, é uma resposta racional e necessária a anos de subvalorização do risco e um ambiente mais incerto”, disse Greenberg.

O prêmio líquido emitido aumentou para US$ 7,77 bilhões no quarto trimestre, 5,4% acima do mesmo período de 2019, disse a Chubb. As perdas com catástrofes antes dos impostos foram de US$ 314 milhões no trimestre, ou US$ 271 milhões líquidos, uma queda de 27% em relação ao mesmo período do ano anterior. O índice combinado foi de 87,6%, em comparação com 92,7% no mesmo período em 2019.

“Internacionalmente, como nos Estados Unidos, nos mercados onde crescemos, continuamos a atingir taxas de exposição melhoradas em todo o portfólio comercial”, disse Greenberg. Em seus negócios no exterior, as taxas subiram 18,5% no geral, enquanto as taxas subiram 17% no varejo internacional e 26% no atacado de Londres.

MDS Brasil aponta riscos que podem provocar prejuízos para as empresas em 2021

Ataques cibernéticos, preocupação com saúde mental de colaboradores e interrupção de negócios são os principais desafios do cenário pós-pandemia 

Fonte: MDS

A pandemia da covid-19 evidenciou para as seguradoras quais são os principais riscos a serem notados e mitigados. Entre eles, destacam-se os riscos Cibernéticos, Saúde Mental e Interrupção de Negócios sem danos materiais. É para esses riscos que a MDS Brasil, uma das principais corretoras do País no segmento de seguros, resseguros, gestão de benefícios e consultoria de riscos, inova em seus produtos e serviços para atender às necessidades que crescem e atuar junto aos riscos que preocupam os gestores. 

Um relatório publicado pela Allied Market Research apontava que antes da covid-19, em 2018, o mercado de seguros para riscos cibernéticos valia U$ 4.8 milhões. As projeções para 2026 indicavam crescimento de 25%, pulando para um valor de U$ 28.6 milhões. “Quando se fala dos riscos cibernéticos, muitas empresas estavam atentas a invasões de hackers, phishing e malware como desafios crescentes com a evolução da internet, mas com o advento do isolamento social e do home office, colaboradores de algumas empresas passaram a acessar o trabalho por computadores domésticos e redes talvez não tão protegidas”, diz Ariel Couto, CEO da MDS Brasil e Americas Regional Manager da Brokerslink. “O mercado evoluiu de maneira acelerada e os ataques se tornaram mais sofisticados e frequentes, o que levou as seguradoras a elaborarem novas coberturas, que atendessem a essas mudanças constantes”, reitera o CEO. 

A pandemia e o consequente isolamento social também impactaram negativamente a saúde mental da população. Segundo um estudo realizado pelo Instituto de Psicologia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), os casos de depressão dobraram desde o início da quarentena, saltando de 4,2% para 8%, enquanto os índices de ansiedade foram de 8,7% para 14,9%. 

Até mesmo casos ainda mais drásticos e irreversíveis –  a exemplo de suicídios – têm ganhado notoriedade: a Organização Mundial da Saúde (OMS) diz que para cada pessoa que comete suicídio, existem outras 20 pessoas que realizam tentativas.  Em suma, números como esses chamam a atenção para a gravidade do sofrimento psíquico e evidenciam a necessidade de renovar as iniciativas de saúde no universo empresarial de forma que as ações zelem pelo bem-estar físico e emocional dos trabalhadores. 

O terceiro risco que assombra a evolução dos negócios é a interrupção brusca das atividades sem que tenha ocorrido danos materiais que impeçam o trabalho. É o risco evidenciado pela pandemia, que forçou muitas empresas a pararem para proteger seus funcionários. Embora não tão visado, os seguros focados na continuidade dos negócios são essenciais para organizações de diversos segmentos que têm perdas financeiras em decorrência de situações não tão fáceis de prever, o que requer especialização de pessoas e tecnologia de ponta. 

Liberty Seguros doa 3 mil m³ de oxigênio para Manaus em apoio à Campanha SOS AM

Iniciativa completa ações de apoio à saúde realizadas pela companhia desde o início da pandemia

Fonte: Liberty

A Liberty Seguros anuncia a doação de 3 mil m³ de oxigênio em apoio à Campanha SOS AM, coletivo formado por onze ONGs e projetos que se uniram para ajudar os pacientes das unidades de saúde de Manaus com a falta de oxigênio. O oxigênio líquido será entregue em tanques diretamente aos SPAs (Serviço de Pronto Atendimento) e UBSs (Unidade Básica de Saúde) de Manaus e poderão atender aproximadamente 35 pessoas em uso constante de oxigênio.

A iniciativa faz parte dos esforços da Liberty em auxiliar a população e entidades competentes no combate aos efeitos sociais da pandemia da COVID-19, presente no país há mais de 10 meses.

No ano passado, a companhia doou 500 mil máscaras aos hospitais públicos de São Paulo, Rio de Janeiro e unidades da Santa Casa, 2 mil kits de higiene para lares de idosos e 3 mil cestas básicas para a “Ação contra o Coronavírus” realizada pela ONG Ação da Cidadania. Além disso, em parceria com a Volvo, deu apoio à Cruz Vermelha, segurando gratuitamente os automóveis disponibilizados pela marca às missões da instituição.

“Resolver a falta de oxigênio em Manaus é extremamente urgente. A pandemia ainda não acabou e queremos cumprir nosso dever em ajudar a sociedade em suas questões mais latentes nesse momento”, afirma Carlos Magnarelli, CEO da Liberty Seguros. “A sustentabilidade e a responsabilidade social são muitos importantes para a companhia e essa iniciativa vai ao encontro das ações feitas pela Liberty durante todo o ano passado e ao longo de sua história, e corrobora nossos valores de colocar a vida e as pessoas sempre em primeiro lugar”, completa. 

Wiz e Caixa Seguridade assinam termo aditivo ao acordo comercial de 2018

fusões aquisicoes

Wiz seguirá prestando serviços e irá cooperar dando todo suporte necessário, inclusive disponibilizando todas as ferramentas, processos, softwares e plataformas junto à Caixa Seguridade pelo período adicional de seis meses

Fonte: Wiz

A Wiz Soluções e a Caixa Seguridade anunciam a assinatura de um termo aditivo ao acordo comercial oficializado em 2018. O acordo estabelece a transição das atividades atualmente realizadas pela Wiz à corretora própria da Caixa Seguridade e às corretoras de seguros que eventualmente ganhem o processo competitivo em andamento, cujo acordo não está vinculado, e conforme anunciado pela Caixa Seguridade em 23 de dezembro de 2020.  

Com o complemento ao contrato assinado anteriormente e como parte da transição de operações, a Wiz seguirá prestando serviços e irá cooperar dando todo suporte necessário, inclusive disponibilizando todas as ferramentas, processos, softwares e plataformas junto à Caixa Seguridade pelo período adicional de seis meses, entre 15 de fevereiro e 15 de agosto de 2021. A Wiz receberá comissão sobre todos os produtos comercializados durante o período de transição, exceto seguro habitacional. As comissões terão uma redução mensal progressiva ao longo dos seis meses até chegarem a uma remuneração correspondente a 50% das comissões atualmente praticadas, sob uma base de 90% das vendas realizadas.

O acordo não altera as condições já estabelecidas de run-off, que prevê comissão para vendas realizadas até o dia 14/02 e futuras renovações. Grande parte dos seguros vendidos na operação da Rede Caixa geram recorrência de pagamento de comissão ao corretor, uma vez que os prêmios de seguros e, consequentemente, as comissões são pagas mensalmente. Essa dinâmica gera a criação de um estoque de receitas, com durações de médio a longo prazo (duration) a depender das características de pagamento de cada produto. Os seguros de vida e habitacional possuem prazos médios de duração de, respectivamente, 4 e 13 anos aproximadamente, sendo que o produto habitacional possui duration máximo de 35 anos. Em conjunto, esses produtos representaram 86,6% do estoque de receitas faturadas no 3T20.

Ao longo dos anos, a companhia contribuiu para o crescimento da operação de seguridade do banco, que apresentou, de 2014 a 2019, um crescimento médio de 13,6%, enquanto o mercado de seguros, no mesmo período comparativo, apresentou crescimento de 5,4%. A relação comercial entre Wiz e Caixa Seguridade começou em 1973 e trouxe ao mercado nacional um modelo único de comercialização de seguros, proporcionando o crescimento da operação de seguridade da CEF no decorrer dos anos.  O modelo serve de benchmarking tanto para outras parcerias da Wiz, como para outros agentes do mercado.

Em relação ao processo competitivo, a Wiz apresentou propostas alinhadas à expertise da companhia para todos os blocos da concorrência realizada pela Caixa Seguridade. Caso seja qualificada para a próxima fase do processo competitivo, nos termos das regras estabelecidas pela Caixa Seguridade, a Wiz irá submeter proposta vinculante.

A Wiz também poderá realizar a distribuição de produtos de outras administradoras de consórcios, liberando a companhia da antiga atuação exclusiva com produtos da Caixa Consórcios. Essa liberação contribui para reforçar a estratégia de diversificação de receitas da Wiz, complementando a construção de novas parcerias e oferta de novos produtos e serviços. “A companhia, hoje com 12 unidades de negócio, está preparada para executar uma expansão inorgânica sólida”, diz Heverton Peixoto, CEO da Wiz. “A companhia não é alavancada e dispõe de uma situação financeira confortável, o que nos permite seguir na busca por novas parcerias estratégicas que nos permitam aproveitar oportunidades de mercado”, completa. As demais parcerias e o crescente desempenho das outras unidades de negócio do conglomerado já correspondem a cerca de 30% das receitas da empresa.

Nos últimos anos, a Wiz fechou parcerias com empresas de referência em seus respectivos segmentos. Em janeiro deste ano, Wiz e CAOA criaram a CAOA Seguros. A joint venture entre as duas companhias será responsável pela distribuição de seguros e produtos financeiros com exclusividade na rede de concessionárias do CAOA. Em novembro de 2020, a Wiz firmou parceria estratégica com o Banco BMG para a venda de seguros em canais físicos e digitais através da aquisição de 40% da BMG Corretora. Já em dezembro de 2019, a companhia criou a Wiz Conseg a partir da aquisição de 76% da Barigui Corretora, parte do Grupo Barigui, a maior rede de concessionárias do sul do Brasil. Em outubro do mesmo ano, um acordo com a Galápagos Capital criou a Wimo, frente voltada para a estruturação de uma operação de crédito com garantia imobiliária “home equity”. Ainda em 2019, a Wiz celebrou acordo com o Banco Inter para aquisição de 40% da Inter Seguros.

Vai e vem de insurtechs no Sandbox da Susep

sandbox seguradoras susep

Das 11, cinco foram aprovadas e uma deixou o projeto

Novidades no Sandbox da Susep. A Komus, uma das 11 selecionadas, desistiu do processo e sai da caixa de areia, que agora fica com 10. Outras três foram autorizadas a operar: ThinkSeg, de Andre Gregori, Emotion e Flix, de Luis Felipe Barranco, segundo informa o blog Sonho Seguro. Já foram aprovadas Pier e Stone.

A Komus entrou no programa para atuar no segmento de celulares, notebooks, tablets, câmeras e outros aparelhos eletrônicos. No entanto, a startup já conquistou uma parceria com a seguradora Essor e decidiu dedicar-se nesta parceria. Segundo Stephanie Peart, da Komus, a startup optou por dedicar-se a esta parceria no segmento de celulares.

A primeira a ser aprovada foi a Pier, para atuar no segmento de celulares, notebooks, tablets, câmeras e outros aparelhos eletrônicos, bem como automóvel. Fez uma grande divulgação no mercado. A Stone também foi aprovada pela Susep para atuar com seguros residencial; funeral (morte natural ou acidental); acidentes pessoais (morte acidental e invalidez permanente por acidente); patrimonial paramétrico. Mas, diferente da Pier, optou por sequer dar entrevista aos jornalistas sobre o assunto.

O Sandbox regulatório permitirá as 10 empresas atuarem por até 3 anos com menor custo regulatório a fim de flexibilizar a inovação. Trata-se de um ambiente experimental promovido justamente para remover barreiras à inovação na atuação de empresas, facilitando processos, custos e regulamentos. 

O objetivo da Susep com o Sandbox é possibilitar, sob a supervisão do órgão regulador, a introdução de novos serviços, novas formas de prestar serviços tradicionais no mercado de seguros ou novos produtos, sempre com foco no benefício ao consumidor e sua experiência com seguro e, dessa forma, aumentar sua cobertura e a penetração no país.

Com as autorizações da Susep, a expectativa é que, em breve, as empresas iniciem suas operações e comercializem novos produtos. Os seguros a serem oferecidos incluem tablets, smartphones e dispositivos portáteis; animais domésticos; residência e estabelecimentos comerciais; automóveis; acidentes pessoais; funeral. Haverá oferta de seguros intermitentes, utilizados sob demanda, bem como seguros paramétricos para desastres, de acordo com alertas das autoridades públicas de cada estado. 

Para participar deste Sandbox, empresas apresentaram projetos com novidades tecnológicas para o mercado de seguros no Brasil, com novos produtos, formas de contratação e relacionamento com usuários.

Lockton anuncia Maurício Bandeira como líder de linhas financeiras

mauricio bandeira

Executivo atuou na Marsh e na Aon no mesmo segmento do setor

A corretora Lockton anuncia o novo responsável por Linhas Financeiras e Responsabilidade Civil, Maurício Bandeira. Maurício Bandeira integra o time da Lockton com objetivo de fortalecer a atuação no segmento de Financial Lines e promover o portfólio de produtos como seguro cibernético e Directors & Officers (D&O). O executivo se reportará a Marcelo Elias, diretor geral da área de Risk Solutions.

“É extremamente gratificante me juntar ao time da Lockton nesse momento tão importante para empresa. A Lockton é uma das principais corretoras independentes globais e tem planos concretos para garantir o crescimento sustentável e desenvolvimento estratégico no Brasil e na América Latina. Vamos trabalhar firmemente para alcançar novas oportunidade e nos consolidar ainda mais no mercado nacional”, explica Maurício Bandeira. 

O executivo é formado em Administração de Empresas, pós-graduado em Marketing e possui MBA em General Management pelo Insper (Instituto de Ensino e Pesquisa), além de ter concluído diversos cursos de extensão sobre seguros e soluções de risco.

Bandeira iniciou sua carreira em seguros, em 1992, como executivo de contas no Bradesco Seguros, onde trabalhou por mais de 15 anos, alcançando uma posição de Gerente Sênior. Ele também acumula passagem em empresas como a Marsh e a Aon, sempre atuando com Linhas Financeiras e Responsabilidade Civil Geral. Também é membro da Academia Nacional de Seguros e Previdência e participa da Comissão de Responsabilidade Civil do Sincor-SP.

Resultado com área de seguro do Itaú recua 7,3%, para R$ 6 bilhões, em 2020

Banco registra aumento de indenizações pagas em seguro de vida e produto familia protegida, decorrente da Covid-19

Apesar da queda nas vendas e em resultados, o Itaú não tem muito o que reclamar da contribuição da área de seguros para o ganho geral do banco. O Itaú lucrou R$ 18,5 bilhões em 2020, uma redução de 34,6%. Desse valor, R$ 6 bilhões vieram de seguros, previdencia e capitalização, uma queda de 7,3% diante dos R$ 6,5 bilhões obtidos em 2019. Mesmo com a morte de mais de 200 mil pessoas no Brasil, decorrente da Covid-19, o pagamento de indenizações avançou 7%, de R$ 1,2 bilhão para R$ 1,3 bilhão, com maior peso nas carteiras de vida e acidentes e no produto família protegida.

As receitas obtidas com a venda de seguros e contribuições de previdência e capitalização do braço segurador do Itaú recuaram 5%, de 7,8 bilhões para R$ 7,4 bilhões. O último trimestre do ano, que costuma ser o melhor em termos de vendas para o setor, registrou queda de 14,7% no Itaú, passando dos R$ 2 bilhões registrado no quarto trimestre de 2019 para R$ 1,7 bilhão no mesmo período de 2020.

O banco tem uma Joint Venture com a Porto Seguro para seguros de carro e residencial. Tem sua própria seguradora em vida para a venda de seguro prestamista e cartão protegido, planos de previdencia e títulos de capitalização. Tem também parcerias para a venda de seguros de outras seguradoras para atender seus clientes em áreas que não opera, como saúde, empresarial e também vida em outras modalidades como doenças graves e vida resgatável.

Segundo informações do banco, em 2020 houve redução do resultado em função dos menores prêmios ganhos, das menores receitas de capitalização e do aumento de sinistros retidos, principalmente devido à pandemia de COVID-19. Estes efeitos mais que compensaram o aumento das comissões com seguros de terceiros no período. Além disso, a margem financeira gerencial reduziu neste mesmo período, em função da menor remuneração de nossos ativos e houve o maior ganho na realização do teste de adequação de passivos de previdência no segundo trimestre de 2019.

O resultado das operações recorrentes de seguros, que consistem nos produtos de bancassurance relacionados aos ramos de vida e patrimoniais, seguro de crédito e seguros de terceiros, reduziu 12,7% em comparação com mesmo período do ano anterior. Essa redução é resultado da queda em prêmios ganhos, pela venda da seguradora no Chile e por menores vendas de seguros prestamista, da menor margem financeira gerencial e do aumento dos sinistros retidos, principalmente devido à pandemia de COVID-19.

Andamento das reformas e evolução da vacinação são importantes para a retomada econômica, afirma CNseg

Priscila Aguiar, economista do CEM - Comissão Estudos de Mercado da CNseg

O Relatório Focus dessa semana voltou a subir a projeção do IPCA 2021, pela quarta semana consecutiva, passando de 3,5% para 3,53%

As projeções dos analistas ouvidos pelo Banco Central para o Boletim Focus, divulgado às segundas-feiras, trouxeram leves altas para inflação, PIB e câmbio, sinalizando a expectativa com a primeira semana do mês de fevereiro, que começa com atenção ao desenrolar das eleições dos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal e da greve dos caminhoneiros.

“As eleições para Câmara e Senado geram expectativas relacionadas ao andamento das reformas necessárias para impulsionar a retomada econômica e à resposta sobre a pressão de um novo auxílio emergencial em virtude da evolução da contaminação pela Covid-19. Entretanto, o mercado se mantém atento, também, a outras questões como o plano de plano de vacinação no Brasil. Os casos de Covid-19 continuam aumentando e os analistas não descartam a possibilidade de novas medidas de isolamento social, o que gera grande preocupação com os rumos da situação econômica do país”, explica Priscila Aguiar, economista do CEM – Comissão Estudos de Mercado da CNseg.

Para a economista, o mercado ficará atento à aprovação das reformas necessárias, que ajudarão a impulsionar a economia, como as reformas administrativa e tributária. “A questão do auxílio emergencial é importante para a economia, pois gera renda e estimula o consumo, mas por outro lado, existe a situação fiscal e o teto de gastos”, ressalta. 

Para 2022, as previsões também foram mantidas para a maior parte dos indicadores: IPCA em 3,50%, PIB em 2,50%, Taxa Selic em 5,00% e Taxa de Câmbio em R$/US$ 5,00. No calendário da semana, o destaque é a divulgação da PIM-PF de janeiro, na terça-feira.

Leia a íntegra do boletim Acompanhamento de Expectativas Econômicas semanal feito pela Superintendência de Estudos e Projetos (Suesp) da CNseg, no portal de CNseg.

Área de grandes riscos da Mapfre anuncia mudanças em sua estrutura

Jonson Mapfre

Francilene Freitas, que atuava como superintendente de Riscos Industriais e Financeiros, passa a responder por Riscos Patrimoniais Locais e Garantia

Fonte: Mapfre

Mesmo diante de um cenário desafiador, a área de grandes riscos da MAPFRE fechou 2020 com um crescimento de 32% na emissão de prêmios. Os segmentos de Danos à Propriedade e de Aviação foram os que mais se destacaram, contribuindo para o resultado positivo. “Temos equipes técnica e comercial experientes, além de uma rede de parceiros bem estruturada, atentas a cada oportunidade, o que nos permitiu acelerar e modificar alguns processos para crescer”, afirma Jonson Sousa, diretor técnico de Empresas. 

O avanço da área também impulsionou mudanças na estrutura, ampliando sua capacidade de fazer negócios e atender a clientes e parceiros. A executiva Francilene Freitas, que atuava como superintendente de Riscos Industriais e Financeiros, passa a responder por Riscos Patrimoniais Locais e Garantia, com o objetivo de promover inovações e crescimento em operações locais. 

Bruna Rinaldi, que era responsável pela gerência da área de Energia, assume a Superintendência de Grandes Riscos Globais e RC, com o desafio de elevar o nível de atendimento aos negócios de riscos industriais globais, atraindo novas oportunidades. 

A movimentação incluiu ainda a promoção de Cecília Luz Correa para a posição de gerente de Grandes Riscos Globais. “As mudanças resultam do excelente trabalho de toda equipe e representam um reconhecimento ao esforço em um ano desafiador”, destaca Sousa.