Guilherme Perondi assume novas funções no grupo Swiss Re

Swiss Re Corporate Solutions - Guilherme Perondi Neto

A Swiss Re Corporate Solutions anunciou hoje que Guilherme Perondi Neto foi nomeado Head Ibero-America, Middle East & Africa, a partir de 1º de dezembro de 2025.

Desde que ingressou na Swiss Re em 2017 como Chief Commercial Officer no Brasil, Guilherme Perondi Neto ocupou vários cargos importantes na empresa, incluindo o de Customer & Distribution Manager para a América Latina.

Além do novo cargo, ele continuará exercendo sua função atual como Country Head Brazil, com base em São Paulo, reportando-se a Ivan Gonzalez, CEO da Swiss Re Corporate Solutions.

Guilherme Perondi Neto contará com o apoio dos atuais líderes de negócios nos demais países da América Latina, Espanha e Portugal, bem como na África do Sul.

Ivan Gonzalez declarou: “Guilherme traz uma poderosa combinação de visão estratégica, liderança comercial e profundo conhecimento da indústria de seguros. Durante seu tempo na Swiss Re, ele tem constantemente entregado resultados sólidos para nossos parceiros e clientes. Seu espírito empreendedor, foco em resultados e liderança inspiradora fazem dele o candidato ideal para liderar esta Unidade de Mercado diversa e dinâmica.”

De olho na COP30, Zurich reúne clientes e parceiros para fortalecer agenda de resiliência climática

Nesta quinta-feira, 06 de novembro, a Zurich Seguros recebeu clientes e parceiros para o encontro “Fortalecendo a resiliência climática”, com foco nas soluções de engenharia de riscos e nos serviços de resiliência climática, conhecidos por Climate Spotlight. O evento contou com a participação de executivos da delegação suíça do Grupo Zurich e da operação brasileira, com demonstrações práticas do Climate Spotlight e interação com o público para esclarecimentos. 

Edson Franco, CEO da Zurich Brasil, abriu o encontro destacando o contexto no Brasil e o papel social do seguro na adaptação climática. “No ano passado, cerca de 2.500 municípios brasileiros entraram em estado de emergência por desastres climáticos. Nas inundações do Rio Grande do Sul, estima-se um total de 100 bilhões de reais em prejuízos dos quais apenas 6 bilhões segurados. É preciso entender que o seguro é parte da solução, com prevenção, mitigação e, quando necessário, indenização. Nosso foco é apoiar os clientes na transição, com serviços e inteligência de risco”, afirmou. 

Na sequência, Linda Freiner, Head Global de Sustentabilidade do Grupo Zurich, enfatizou a centralidade da resiliência na estratégia global da companhia. “Esta COP traz adaptação e resiliência ao topo da agenda. Como seguradora, resiliência é chave em tudo o que fazemos. As perdas seguradas por eventos extremos vêm crescendo cerca de 5 a 7% ao ano e estimamos algo em torno de 145 bilhões de dólares neste ano. Publicamos nosso primeiro plano de transição climática integrando redução de emissões e resiliência. O Climate Spotlight torna a ciência do clima prática e acionável para clientes, e a colaboração entre seguradoras, clientes e parceiros é essencial para avançarmos”, disse. 

O bloco técnico ficou a cargo de Andressa Meirelles, diretora de Engenharia de Riscos da Zurich para a América Latina, que apresentou a Zurich Resilience Solutions (ZRS) e sua atuação consultiva. “A Zurich Resilience Solutions nasceu para pensar além do seguro. Com mais de 150 anos de dados e mais de 75 anos de engenharia de riscos, ampliamos nossa presença para apoiar qualquer empresa na gestão de riscos. Temos presença em mais de 40 países, mais de mil engenheiros e realizamos dezenas de milhares de avaliações por ano, gerando recomendações que ajudam nossos clientes a mitigar riscos atuais e futuros”, explicou. Andressa destacou ainda a base técnica do Climate Spotlight: “Combinamos dados e projeções reconhecidas internacionalmente, como os insumos do IPCC, histórico de sinistros e mapas proprietários da Zurich, e entregamos relatórios alinhados ao TCFD [Task Force on Climate-related Financial Disclosures] para apoiar decisões e requisitos regulatórios.” 

Na prática, o Climate Spotlight está disponível em duas modalidades: Core e Expert. O Core é a versão digital de autosserviço, que entrega painéis, cenários e relatórios para gestão do cliente. Já o Expert adiciona a consultoria dos engenheiros da ZRS, com visitas técnicas, priorização de medidas e um plano de ação sob medida. Ambas as versões mapeiam riscos climáticos relevantes; o Core cobre 14 riscos, incluindo terremoto, e o Expert expande para 18, permitindo análises mais profundas e recomendações de mitigação. 

Durante a apresentação, Andressa detalhou aplicações práticas e resultados do Climate Spotlight, com exemplos em diferentes setores e geografias. Entre os casos citados estão o mapeamento de vulnerabilidades em portos globais da Maersk (empresa de logística e transporte marítimo); um trabalho que envolveu a avaliação de risco de alagamento em unidades estratégicas e recomendações para uma transição segura; e a parceria com a Prefeitura de Madrid para enfrentar ilhas de calor, priorizando intervenções em escolas e rotas de deslocamento dos alunos. 

Tiago Santana, superintendente de Engenharia de Riscos da Zurich Seguros, demonstrou a ferramenta e seus usos no dia a dia das empresas. “Não é apenas uma ferramenta, é um pacote de serviço. Primeiro identificamos e priorizamos os riscos com base em dados geolocalizados e cenários que consideram os impactos das mudanças climáticas, depois implementamos as ações. Trabalhamos do curto ao longo prazo, com cenários até o final do século. O cliente consegue analisar exposição, impactos e perda esperada, comparar alternativas e montar um plano de investimento e mitigação com transparência”, afirmou. Tiago ressaltou a flexibilidade do modelo de aquisição. “Há quem opte apenas pela solução digital e há quem contrate o pacote completo com engenharia. Em todos os casos, a plataforma é acessível, responsiva e permite baixar dados e relatórios para gestão e governança.” 

Após a apresentação, Fernando Saccon, diretor comercial de Seguros Corporativos, conduziu o canal aberto com os convidados. “A Zurich está engajada com políticas robustas para sustentabilidade e resiliência, e o Climate Spotlight apoia soluções sob medida, adaptadas à realidade de cada cliente. A agenda de resiliência não se constrói de forma isolada — ela exige colaboração entre setor privado, setor público e sociedade. A articulação com formuladores de políticas públicas e com quem está na ponta da operação é parte essencial para acelerarmos a implementação e ampliarmos o impacto”, destacou. 

Marcio Benevides, diretor executivo de Distribuição, reforçou o compromisso prático com os clientes e o papel dos corretores nesse cenário. “São temas importantes para a jornada que estamos construindo. Não se trata apenas do planeta, mas da continuidade dos negócios hoje e no futuro. Enxergamos oportunidades quando levamos essa conversa para a mesa com os corretores e nossa equipe está à disposição para apoiá-los.” 

Encerrando o evento, José Bailone, diretor executivo de Seguros Corporativos, ligou a gestão de riscos à colocação de capacidade. “Quando o cliente conhece seus riscos e demonstra preocupação em melhorar a qualidade, a colocação do negócio é sempre mais fácil. A ferramenta dá visibilidade e conhecimento para mensurar e gerenciar riscos, o que ajuda na conversa com investidores e no acesso à capacidade de seguro.” 

Yelum promove experiências de saúde e bem-estar no Energy Land de Porto Alegre 

por Yelum

Dando continuidade às ações de promoção de bem-estar e incentivo a práticas saudáveis por meio do esporte, a Yelum – marca do Grupo HDI, um dos principais conglomerados seguradores do país – foi a patrocinadora do Festival Energy Land novamente. Desta vez, o evento foi realizado no Parque da Redenção, em Porto Alegre (RS). 

Assim como na edição anterior, em Belo Horizonte, a Yelum levou ao público uma série de experiências de bem-estar em seu stand exclusivo, que contou com massagem, hidratação, frutas, barrinhas de cereal e guarda-volumes. O espaço foi planejado para oferecer acolhimento e conforto aos participantes, incentivando momentos de pausa e relaxamento após as atividades esportivas. 

Além disso, a marca promoveu ativações abertas para todo o público, como um totem interativo de fotos, onde os visitantes puderam registrar lembranças do evento, e um carrinho de pipoca gourmet, que garantiu leveza e descontração ao ambiente. 

“O Festival Energy Land conecta-se com o que acreditamos sobre bem-estar. Sendo uma marca jovem, solar e conectada com a vibração positiva, a Yelum cuida das pessoas. Apoiar um evento como este é apoiar a saúde, o movimento e a energia”, afirma Rubens Oliboni, diretor Comercial Regional de Rio Grande do Sul e Santa Catarina do Grupo HDI. 

O Festival Energy Land é um dos projetos incentivados da marca Yelum e busca promover experiências positivas que inspirem hábitos de vida mais saudáveis. A iniciativa combinou uma corrida de 5 km com atividades de yoga e meditação, em uma manhã dedicada à saúde física e mental, ao equilíbrio e à conexão com o corpo e a natureza.

XS Global firma parceria com Sombrero Seguros para comercialização dos produtos de Property e RC Geral

XS Global, uma das maiores MGUs do mundo (Managing General Underwriting), acaba de firmar uma parceria com a Sombrero Seguros, uma das principais seguradoras do agronegócio no país, para comercializar produtos de Property e Responsabilidade Civil Geral.

No Property, o produto é compreensivo e oferece proteção ampla e personalizável para diferentes segmentos empresariais – do setor alimentício à construção civil – com coberturas que asseguram a continuidade das operações e a proteção do patrimônio com Limite Máximo de Indenização (LMI) até R$ 25 milhões. Não há limite mínimo de valor em risco, são aceitas ocupações diferenciadas e a cotação é rápida e simples.

Já o Responsabilidade Civil Geral da Sombrero Seguros é voltado para PMEs e grandes projetos, oferecendo proteção completa e competitiva para riscos de RCG. O LMI é de até R$ 30 milhões por evento e no agregado anual; e são aceitas empresas com faturamento bruto de até R$ 50 milhões. No segmento da construção civil, o produto cobre obras – reformas, construções, instalações e desmontagens – com até cinco anos de vigência e Valor em Risco (VR) de até R$ 1 bilhão.

Entre os segmentos atendidos pelas duas linhas estão atividades administrativas; comércios e serviços; manufaturas e indústrias em geral, especialmente nos segmentos de alimentos e bebidas, química, têxtil, plásticos, metalurgia e siderurgia.

“Estamos muito felizes por essa parceria, a primeira da nossa nova vertical de seguros, lançada recentemente. A Sombrero é uma seguradora que oferece excelentes oportunidades de negócios e temos certeza de que esse acordo será essencial para o crescimento contínuo e sustentável das duas operações”, destacou Newton Queiroz, CEO & Country Manager da XS Global no Brasil.

“Nós somos uma seguradora com uma base de atuação muito forte no agronegócio, por isso gostamos de dizer que a nossa missão é proteger o futuro de quem produz. Tanto o seguro de Property, quanto o RC Geral, são fundamentais nesse sentido, porque trazem a previsibilidade para investir e segurança necessária para crescer”, explicou Márcio Rios, diretor técnico na Sombrero Seguros.

Desde sua criação, em 2022, a seguradora já pagou R$ 240 milhões em indenizações, gerados por 10.080 sinistros. Deste total, apenas 0,33% foram judicializados, o que significa uma alta eficiência na gestão de sinistros e uma boa relação com os segurados. Considerando todos os ramos de negócio, a companhia já emitiu 71,2 mil apólices e conta hoje com mais de 27,5 mil segurados.

Corretora de Seguros Sanyuu investe na excelência humana em um mercado cada vez mais automatizado

corretora de seguros sanyuu

Em outubro de 2025, o Brasil contava com 133.667 corretores de seguros ativos, dos quais 77.351 eram pessoas físicas e 59.316 eram empresas. No meio de tantas, uma delas se destaca por seu cuidado com o cliente. Fundada em 1969 como a corretora cativa do grupo japonês Mitsui Co., a Sanyuu nasceu com uma proposta de atendimento personalizado das contas de clientes japoneses no Brasil. 

Em 2003, o grupo Mitsui Co. realizou um spin-off e tornou a companhia independente. Seis anos depois, em 2009, Fábio Franchini assumiu o comando com o desejo de revolucionar a operação. “Cheguei cheio de ideias, achando que sabia tudo. Mas percebi que teria muito a aprender. Encontrei clientes que estavam com a empresa desde 1969 e percebi que o que realmente os mantinha era a cultura japonesa do cuidado”, conta.

Essa filosofia moldou o que hoje é a essência da Sanyuu — uma corretora boutique, que investe em pessoas que pensam, resolvem e se importam. “Nosso negócio é feito por gente. A tecnologia ajuda, mas só quem entende o cliente consegue fazer as perguntas certas, interpretar o que a inteligência artificial sugeriu e personalizar a proposta, o atendimento e a solução. É isso que faz o cliente se sentir único”, resume Franchini.

A Sanyuu mantém viva uma cultura de presença, como a cultura japonesa. “Não existe conta que não seja visitada pessoalmente”, diz o CEO. Essa proximidade, somada à “Cultura do Cuidado”, sustenta a filosofia que a corretora defende há mais de meio século: “Protegemos histórias, não contratos. Muitos clientes, todos únicos. Inteligência artificial, sim — relações automáticas, nunca.”

Na prática, essa mentalidade se traduz em uma operação pautada por dois pilares: a busca pela excelência e a capacidade de resolver o problema do cliente na primeira ligação. Para isso, a Sanyuu aposta em uma equipe altamente capacitada e bem remunerada, que atua de forma integrada — sem home office, para preservar o espírito de equipe e a troca constante entre os profissionais, conta.

“É tão simples: nós realmente damos atenção ao cliente”, diz Sofia Banuls Scatena, sócia da corretora. “Ouvimos, estamos disponíveis, resolvemos. O cliente sente que é cuidado. Não importa se é feriado ou madrugada — ele sabe que pode contar com a gente. Esse envolvimento cria vínculos duradouros. Há clientes que relatam sentir-se como “o único cliente da Sanyuu”. Para os sócios, essa é a maior prova de sucesso: a confiança genuína que transforma o corretor em parceiro estratégico, e não apenas intermediário.

Com foco na proteção de bens e responsabilidades empresariais, que no jargão do setor em ingles é conhecido como “property”, a Sanyuu tem hoje 80% de sua carteira em ramos elementares e 20% em benefícios. Atua com garantia, transporte, grandes riscos, automóvel (pessoa física e jurídica), moto PJ e responsabilidade civil, atendendo especialmente executivos e empresas de médio e grande porte.

O histórico é robusto: somente na área de transporte automotivo, em 2024 a corretora já regulou 18 mil sinistros, acumulando um banco de dados valioso. Seus clientes abrangem setores tão diversos quanto energia, petróleo, agronegócio, indústria automobilística e importação de autopeças, muitos deles com presença internacional captados por meio das parceiras globais. “Temos clientes em praticamente todos os segmentos econômicos, e isso nos obriga a estar sempre atualizados com as novas tecnologias, tendências macroeconômicas e também do setor de re/seguros mundial e local, que agora se prepara para a entrada em vigor da nova lei de contratos de seguros”, acrescenta Sofia.

Os sócios afirmam que a Sanyuu investe em tecnologia, mas sempre com um propósito claro: gerar valor para o cliente. “A tecnologia é nossa aliada na eficiência, mas não substitui o toque humano”, reforça Franchini. O papel consultivo da corretora é um de seus maiores diferenciais. “Muitos clientes não sabem exatamente o que o seguro cobre. Nosso trabalho é fazer com que entendam o que estão contratando — e o impacto de não contratar direito”, explica. “Às vezes, é preciso discutir o básico, como a depreciação de uma máquina ou a diferença entre valor de reposição e valor em risco. Essa é a essência do trabalho consultivo.”

Sofia completa: “O cliente precisa de alguém que goste do que faz. A excelência está em simplificar o complexo. E isso só se alcança com gente que pensa e se importa.” Em um mercado de corretagem em transformação, a Sanyuu aposta em tecnologia a serviço da inteligência humana. Em 2024, a corretora cresceu 40%, e deve fechar 2025 com alta de 18%, mesmo em um cenário de forte redução de preços em várias linhas, como D&O. 

A empresa está testando uma plataforma interna baseada em IA que compara cláusulas e condições das seguradoras, permitindo que cada departamento tenha um “assistente digital” para acelerar análises. “A máquina faz a parte mais complexa, mas quem entende o cliente é o corretor. Por isso, investimos em qualificação”, explica Franchini. A Sanyuu paga faculdade e cursos de idiomas para 100% dos funcionários, reforçando a crença de que a tecnologia só tem valor quando apoiada por pessoas capacitadas.

Mesmo diante das falhas sistêmicas, a corretora vê oportunidade onde outros veem crise. “Quanto pior o cliente for atendido, mais ele valoriza o cuidado. Nosso crescimento vem quase todo por indicação. Fazemos tudo pelo cliente — já mandamos até pizza para quem ficou esperando o guincho”, brinca Franchini.

Para os sócios, o setor de seguros ainda precisa investir mais nas pessoas que o fazem funcionar. “A busca desenfreada por números piorou o nível de serviço das seguradoras”, avalia Franchini. “Há muito rodízio, e o atendimento ao corretor caiu. Falta gente — em quantidade e, principalmente, em nível intelectual — para lidar com clientes cada vez mais exigentes.” Sofia complementa: “Muitos profissionais buscam status e dinheiro, mas esquecem que o foco deve ser resolver o problema do cliente. E é aí que a Sanyuu se diferencia.”

COP30 começa em Belém com líderes globais e protagonismo inédito do setor de seguros brasileiro

Os líderes globais começam a se reunir hoje, em Belém, para a cúpula de chefes de Estado que antecede oficialmente a COP30. O encontro marca o início das discussões climáticas e deve definir o tom das negociações que ocorrerão durante as próximas duas semanas. As delegações chegam entre 7h e 10h à zona azul, área diplomática e restrita onde acontecem as reuniões. Às 10h30 está programada a sessão plenária de abertura, com discursos dos líderes mundiais. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva será o primeiro a falar. Às 13h30 ocorre o lançamento do Fundo Florestas Tropicais para Sempre, idealizado por Lula para financiar ações de preservação e desenvolvimento em países com grandes áreas de floresta.

Entre os principais resultados esperados da COP30 está o relatório que define o caminho para mobilizar US$ 1,3 trilhão até 2035, somando recursos de governos, empresas e instituições financeiras para financiar a descarbonização e a adaptação aos impactos climáticos. O documento “Caminho Baku-Belém para US$ 1,3 trilhão”, elaborado sob a liderança do embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP30, afirma que o dinheiro existe, mas será preciso uma mudança de mentalidade e de prioridades políticas para direcionar o capital às áreas certas.

O Brasil assume protagonismo nesta edição, não apenas como anfitrião, mas também por levar à conferência uma mobilização inédita do setor financeiro e de seguros. Ontem, a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) realizou o pré-lançamento da Casa do Seguro, um espaço de 1,6 mil metros quadrados que funcionará entre 10 e 21 de novembro como a “embaixada do seguro” durante a COP30, a poucos metros do centro oficial da conferência. O evento reuniu cerca de 300 pessoas, entre representantes do governo do Pará, seguradoras, corretores e imprensa.

O presidente da CNseg, Dyogo Oliveira, afirmou que o objetivo da Casa é mostrar como o seguro pode ajudar a sociedade a lidar com os efeitos das mudanças climáticas e a construir soluções de adaptação. “É uma satisfação enorme poder fazer a entrega deste espaço. Não há nada mais relevante nesta agenda do que falar das mudanças do clima e das pessoas que são afetadas diariamente por elas. A Casa do Seguro estará aberta a todos os setores da sociedade. A cada dia, será abordado um tema diferente: infraestrutura, cidades resilientes, cooperativismo, agronegócio, energias renováveis. É um espaço para falar sobre como o seguro pode ajudar a construir soluções”, disse Oliveira.

A Casa do Seguro foi projetada com padrões de sustentabilidade, neutralização de emissões e gestão de resíduos, com certificações de evento neutro e resíduo zero. Para o superintendente executivo da CNseg, Gustavo Brum, a iniciativa representa o ápice da estratégia do setor em se posicionar ativamente nas discussões globais sobre clima, servindo como plataforma de inovação e engajamento.

Entre os dez empoderadores da Casa estão Allianz, AXA, MAPFRE, Porto, Prudential, Tokio Marine, Bradesco Seguros, BB Seguros, Caixa Seguridade e Marsh McLennan. Cada companhia levará painéis e projetos próprios, conectando sustentabilidade, inovação e finanças.

O Grupo Bradesco Seguros abre a programação no dia 10 com o painel “Mudanças Climáticas e Saúde: Impactos e Oportunidades para o Setor de Seguros”, com Thaís Jorge, diretora da Bradesco Saúde, e Bernardo Castello, diretor-presidente da Bradesco Vida e Previdência, ao lado de especialistas como Celso Granato e Paulo Artaxo. Na sequência, Ney Ferraz, presidente da Bradesco Auto/RE, e Estevão Scripilliti, diretor da Bradesco Vida e Previdência, participam de debate sobre soluções para adaptação climática. À tarde, Ivan Gontijo, presidente do grupo, será um dos keynote speakers do painel “From Rio to Belém”, ao lado de Butch Bacani, da UNEP-FI, destacando os avanços desde o lançamento dos Princípios para a Sustentabilidade em Seguros, em 2012.

“O nosso trabalho começa muito antes do desastre. O antes, o durante e o depois fazem parte da rotina de quem quer proteger pessoas e patrimônios”, enfatiza Ivani Benazzi de Andrade, superintendente de Sustentabilidade da Bradesco Seguros. Segundo ela, o primeiro passo é sempre o da prevenção. “No Brasil, a expansão dos seguros ainda é baixa. As pessoas não compreendem o quanto é importante ter proteção, seja de vida, seja residencial. A conscientização é parte do cuidado preventivo.”

A Porto apresenta em Belém sua estratégia de sustentabilidade Regenera, que estabelece metas até 2030, como reduzir 40% das emissões diretas de gases de efeito estufa, garantir 100% de uso de energia renovável e comercializar 13 bilhões de reais em produtos com atributos sustentáveis. A companhia, pioneira no setor ao adotar a metodologia internacional PCAF, promoverá no dia 17 dois painéis na Casa do Seguro.

O primeiro discutirá o processo de contabilização de emissões no setor de seguros e a experiência da Porto com a PCAF, com participação de Patrícia Coimbra, diretora de Gente e Cultura da companhia, e Butch Bacani, líder global da Iniciativa Financeira do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP-FI). O segundo painel abordará o papel do mercado financeiro na adaptação climática, com a presença de Patrícia Chacon, COO da Porto, e Luciana Nicola, diretora de Sustentabilidade do Itaú.

Tokio Marine acredita que se associar a esse evento histórico para o Brasil, com ampla repercussão nacional e internacional. “É uma oportunidade de reforçar o compromisso da Seguradora com causas ESG, além de ampliar a exposição da marca e a visibilidade do setor de seguros como um todo, destacando sua importância na agenda climática”, afirma Luciana Amaral, diretora de pessoas, planejamento e sustentabilidade da Tokio Marine. Para a executiva, o mercado segurador tem função primordial na prevenção e na mitigação de riscos climáticos. “O nosso papel como seguradores é mostrar à população o papel social que o seguro tem na vida das pessoas, o que ficará evidente na Casa do Seguro”, complementa Luciana.

“Apoiar a Casa do Seguro é um reflexo do compromisso da AXA com a pauta climática e com todo o desenvolvimento sustentável. O seguro é um instrumento essencial para resiliência das comunidades e economia e queremos contribuir ativamente para esse debate”, afirma Erika Medici, CEO na AXA no Brasil. A executiva exalta a importância de o evento global ser realizado em plena Amazônia em um momento crítico para a humanidade. “Belém, como sede da COP30, representa um marco na discussão sobre clima e biodiversidade. A Amazônia tem um papel crucial na regulação climática global e o setor de seguros brasileiro não poderia estar fora desse fórum”, salienta.

A MAPFRE realiza no dia 18 dois debates sobre o papel do seguro na construção de uma economia mais resiliente. No primeiro, chamado “Adaptação Climática e Finanças Sustentáveis: Caminhos para a Resiliência”, a companhia apresentará um estudo inédito da MAPFRE Economics sobre os impactos econômicos da crise climática e a brecha de proteção — diferença entre perdas por desastres e o que é efetivamente coberto por seguros.

Participarão do painel Ricardo González García, diretor de estudos da MAPFRE Economics Espanha, o físico Paulo Artaxo, membro do IPCC, e Carlos Takahashi, chairman da BlackRock Brasil, sob moderação de Mónica Zuleta, diretora corporativa de sustentabilidade da MAPFRE. O segundo painel, “O Papel do Setor de Seguros na Consolidação do Mercado de Carbono”, trará o lançamento de um novo seguro ambiental voltado a projetos de reflorestamento não comercial, com a participação de David Canassa, CEO da Reservas Votorantim, e Aloísio Lopes Pereira de Melo, secretário nacional de Mudança do Clima.

A Allianz, por sua vez, promove no dia 12 dois painéis com executivas globais da companhia. No primeiro, “Cidades resilientes: planejamento urbano para um clima imprevisível”, a convidada Lena Fuldauer, líder global de Soluções de Sustentabilidade e Resiliência da Allianz Commercial, discutirá o impacto das mudanças climáticas nas áreas urbanas. No segundo, “Mudanças climáticas e o novo paradigma do seguro”, Gabrielle Durisch, CSO da Allianz Commercial, trará uma visão internacional sobre riscos climáticos e adaptação de produtos. Ambos os painéis terão moderação de Eduard Folch, presidente da Allianz Seguros, e participação de executivos brasileiros como Fábio Morita e Mauricio Masferrer.

O Instituto de Longevidade MAG também marcará presença com a participação de Nilton Molina, que estará no painel “Seguros, Mudanças Climáticas e a Longevidade” no dia 11. O executivo discutirá como o setor de seguros e previdência pode contribuir para uma sociedade mais preparada para o envelhecimento e para riscos climáticos crescentes, reforçando a conexão entre proteção financeira, bem-estar e sustentabilidade.

Reconhecendo a importância de compreender e gerir os riscos climáticos, a Marsh McLennan participa ativamente da COP30, levando a Belém a experiência integrada de suas quatro áreas de atuação — Marsh, Guy Carpenter, Mercer e Oliver Wyman. A companhia busca traduzir as discussões da conferência em soluções concretas para empresas, comunidades e governos, fortalecendo a resiliência climática e o crescimento sustentável em um ambiente de transformação.

Na COP30, a BB Seguros, através da Brasilseg, empresa da Holding, apresentará um projeto piloto de seguro regenerativo, desenvolvido em parceria com a agtech Produzindo Certo, integrando o Consórcio Reg.IA. O modelo oferece condições diferenciadas para produtores rurais que adotam práticas regenerativas validadas, como manejo adequado do solo, cobertura vegetal e práticas de sequestro de carbono. Essa iniciativa não só reduz perdas e aumenta a resiliência, mas cria espaço concreto para soluções de seguro mais justas e eficientes, contribuindo para a transição do agro brasileiro para uma economia de baixo carbono.

Entre as iniciativas que exemplificam essa atuação estão o novo Catálogo de Riscos de Transição Climática, que ajuda gestores a mitigar ameaças em projetos de descarbonização, e os Resilience Breakthroughs, que mostram como ampliar a capacidade de adaptação a eventos extremos. A delegação da Marsh McLennan, formada por líderes globais e locais, participará de diversos painéis e workshops nas zonas azul e verde da COP, além de eventos da World Climate Foundation e da TED Countdown House. A maior corretora de seguros do mundo reforça seu compromisso em apoiar clientes e comunidades na navegação pela transição climática e na construção de um futuro mais resiliente, conectando conhecimento técnico, inovação e gestão de riscos para transformar desafios ambientais em oportunidades de impacto positivo.

Com essa presença articulada, a Casa do Seguro se consolida como o principal ponto de encontro do setor durante a COP30. O espaço abrigará mais de 60 painéis e encontros empresariais, com temas que vão da descarbonização e economia circular à inovação em produtos de proteção climática.

A COP30, que se estende até 21 de novembro, promete colocar o Brasil no centro do debate sobre a transição verde e a construção de uma economia resiliente. Para o setor segurador, é uma oportunidade histórica de mostrar como a proteção e a gestão de riscos podem ser instrumentos de desenvolvimento sustentável.

O Sonho Seguro fará a cobertura completa diretamente de Belém, com reportagens, entrevistas e análises sobre o papel das seguradoras na agenda climática. Acompanhe o blog e as redes sociais para acompanhar os bastidores da Casa do Seguro e os destaques da COP30.

MAG Investimentos projeta Selic para o ciclo de corte de juros

claudio pires mag investimentos

O Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, decidiu nesta quarta-feira (5) manter em 15% a Selic, a taxa básica de juros da economia. A decisão do colegiado de diretores da instituição foi unânime e pregou uma manutenção da taxa nesse nível por período bastante prolongado para atingir a meta de inflação.

A MAG Investimentos, gestora independente com 12 anos de atuação no Brasil e R$17 bilhões sob gestão, foi uma das instituições do mercado que previu a decisão. “Conforme esperado, o Copom manteve, de forma unânime, a taxa Selic em 15,00%”, diz o sócio-diretor da MAG Investimentos, Claudio Pires. 

Segundo Pires, um dos destaques do comunicado a ser ressaltado é que não houve alteração no balanço de riscos da autoridade monetária para a inflação. “Além disso, a projeção do BC para o horizonte relevante (2º trimestre de 2027) ficou em 3,3%, acima da meta de 3,0%. Importante pontuar também que o Banco Central manteve no comunicado “que não hesitará em retomar o ciclo de ajuste caso julgue apropriado”, ou seja, manteve uma sinalização dura no combate à inflação e, consequentemente, na trajetória esperada para a taxa SELIC.

Apesar da necessidade de esperarmos a Ata para obtermos mais informações sobre o que foi discutido na reunião, o comunicado respalda, na nossa visão, a expectativa de que o ciclo de corte de juros deve começar no fim do primeiro trimestre ou começo do segundo”, conclui.

Porto reforça o papel do setor de seguros na adaptação climática durante a COP 30

A escolha do Brasil como sede da COP30 confere um protagonismo inédito ao país e, especialmente, ao mercado financeiro e de seguros na agenda global. Reconhecendo que a crise climática exige ação imediata, a Porto se une a outros líderes do segmento em Belém para impulsionar o debate sobre mitigação e adaptação climática. A companhia será uma das dez empoderadoras da Casa do Seguro, um espaço estratégico liderado pela CNseg, que reúne o mercado para discutir e promover soluções voltadas à sustentabilidade e à gestão dos riscos climáticos.

A companhia chega à COP30 com sua nova estratégia de sustentabilidade, Regenera, em pleno destaque. O plano estabelece metas para 2030, incluindo a redução de 40% das suas emissões diretas absolutas de gases de efeito estufa, a garantia de 100% de abastecimento de sua operação com energia renovável e a comercialização de R$ 13 bilhões em produtos com atributos sustentáveis e de impacto positivo. A Porto também é pioneira entre as seguradoras brasileiras ao utilizar, com apoio da WayCarbon, a metodologia PCAF (Partnership for Carbon Accounting Financials), que serviu como base para estruturar o plano de descarbonização da Cia.

“A participação da Porto na Casa do Seguro reforça nossa convicção de que o mercado segurador deve assumir um papel protagonista no enfrentamento da crise climática. Acreditamos que o progresso só é possível quando é coletivo, e estamos preparados para contribuir com ideias, dados e experiências que fortalecem o debate e ampliam a capacidade de ação conjunta do setor”, pontua Patrícia Coimbra, diretora de Gente e Cultura da Porto.

Porto na Casa do Seguro – 17 de outubro

Durante a Conferência, a Casa do Seguro, localizada na Green Zone, sediará uma programação estratégica. No período da manhã, os empoderadores realizarão ciclos de debates focados em inovação, sustentabilidade e gestão de riscos, destacando avanços técnicos e operacionais. A Porto se apresentará no dia 17 de outubro, das 10h00 às 12h30, trazendo dois painéis:

Painel 1 – “O processo de contabilização e mitigação de emissão de GEE no setor de seguro: caso da utilização do PCAF no Brasil”

O primeiro debate abordará os desafios do setor na mensuração de suas emissões e apresentará um estudo de caso sobre as metodologias adotadas para calcular as emissões seguradas. A moderadora Claudia Prates,Diretora de Sustentabilidade da CNseg, conduzirá o debate com a participação de:

  • Patrícia Coimbra, Diretora de Gente e Cultura da Porto
  • Butch Bacani, Líder Global de Seguros da UNEP-FI
  • Bruna Araújo, Gerente de Finanças Sustentáveis da WayCarbon

Serão discutidas as práticas inovadoras da Porto na mensuração das emissões e seu impacto nas estratégias de adaptação e nos produtos oferecidos aos clientes. Também será destacado o pioneirismo da companhia no cálculo das emissões seguradas utilizando a metodologia PCAF, além da parceria com a WayCarbon para o desenvolvimento de um plano de descarbonização.

Painel 2 – “O Papel do Mercado Financeiro para a Adaptação Climática: Oportunidades, Desafios e Impacto na Economia Brasileira”

Moderado por Denise Hills, Conselheira Independente e representante da Porto e da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), o painel reunirá especialistas do setor financeiro e segurador para discutir as oportunidades e os desafios de mobilizar o mercado para enfrentar as mudanças climáticas. Participarão do debate:

  • Patrícia Chacon, COO da Porto Seguro
  • Luciana Nicola, Diretora de Sustentabilidade do Itaú
  • Entre outros convidados

As discussões focarão em como o setor financeiro pode ser protagonista no enfrentamento da crise climática, mobilizando capital privado e fornecendo soluções e produtos com impacto socioambiental positivo.

A Casa do Seguro está localizada na Travessa Alferes Costa, 2828, no bairro Pedreira, em Belém (PA). Para acompanhar os painéis e participar da programação, é necessário realizar a inscrição pelo link.

Outros debates

Os executivos da Porto também participarão de discussões mediadas por outras organizações. No dia 11/11, Viviane Pereira, gerente de Sustentabilidade da Porto, participará do painel “Do risco à resiliência: O papel do seguro na ação climática”, que será realizado no Pavilhão de Portugal, às 11h15. O espaço apresentará o plano de atividades do ICCC e incluirá uma discussão sobre a importância e as oportunidades do setor de seguros na promoção da ação climática.

Daniel Morroni, diretor da Porto Serviço, estará presente no Fórum Automotiva & Seguros, realizado pela CNseg e pela Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), no dia 13/11, também na Casa do Seguro, com foco em economia circular e descarbonização da cadeia automotiva.

O debate ocorrerá às 16h30 e será uma oportunidade para destacar o trabalho da Renova Ecopeças, empresa do Grupo Porto, pioneira no mercado de reciclagem e reaproveitamento de peças automotivas, que completou 12 anos de operação em 2025. Nesse período, a Renova reciclou mais de 30 mil veículos, 37 mil toneladas de aço e mais de 24 mil pneus, além de comercializar mais de 1 milhão de peças e dar o destino adequado a mais de 11 mil baterias.

Ainda no dia 17/11, às 14h25, Patrícia Chacon, COO da Porto Seguro, participará de um debate realizado pelo Pacto Global – Rede Brasil da ONU. O painel “Narrativas que Transformam: Comunicação, Marcas e o Desafio Climático” ocorrerá na FIEPA e será moderado por Iara Cardoso, CEO do Grupo Storm, com a participação do jornalista Ernesto Paglia. O espaço destacará o lançamento do documentário “Caça Tempestades – Amazônia”, projeto apresentado pela Porto.

Produtores defendem crédito emergencial para suprir falta de seguro rural

Fonte: Agência Senado

O projeto de lei que concede crédito emergencial a produtores rurais que tiveram negada a indenização do seguro rural por eventos climáticos adversos foi debatido na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) nesta quarta-feira (5). A audiência pública foi marcada pelas críticas dos produtores rurais aos critérios das seguradoras. Eles também apontaram apoio insuficiente do governo e apoiaram o crédito emergencial proposto.

Autora do pedido da audiência (REQ 41/2025 – CRA), a senadora Tereza Cristina (PP-MS) defendeu a aprovação do PL 1.217/2025 e classificou o seguro rural como imprescindível para a estabilidade da cadeia produtiva agrícola.

— No seguro rural, ainda estamos engatinhando no Brasil. Na verdade, nós temos um seguro de crédito, não um seguro de renda, que é o próximo passo que o produtor precisa.

No mesmo sentido, o senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) cobrou a modernização do seguro rural, enquanto o senador Jaime Bagattoli (PL-RO) lamentou que os produtores atingidos estejam “de joelhos”. Mourão avaliou que o aumento dos eventos climáticos extremos tem deixado muitos agricultores desassistidos. 

— Muitos produtores, mesmo cumprindo todas as exigências técnicas e contratuais, foram surpreendidos pela negativa da cobertura do seguro rural, ficando à margem da política de proteção ao setor.

Autor do PL 1.217/2025, o senador Mecias de Jesus (Republicanos-RR) definiu que o Congresso tem obrigação de apoiar os produtores rurais em dificuldade. 

Crédito escasso

O presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB), Sérgio Luís Bortolozzo, afirmou que o projeto trata o setor agrícola como merecidamente prioritário. Ele criticou a escassez de crédito e o alto custo do financiamento para o setor, situações que considera agravadas pela falta de seguro.

— Para este ano, a safra de verão está praticamente descoberta de seguro agrícola. Estamos plantando a maior safra da história brasileira sem seguro agrícola, e isso é inadmissível.

Assessor técnico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Guilherme Augusto Costa Rios também manifestou preocupação com a escassez de gestão de risco da safra e o aumento da restrição de crédito. Rios citou ainda o risco climático.

— Se o La Niña (…) de fato se confirmar, com certeza, em 2026, aqueles índices de inadimplência que vimos vão aumentar consideravelmente, pois o produtor está desprotegido.

O diretor executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), Fabrício Morais Rosa, afirmou que há abusos por parte das seguradoras e disse que o PL 1.217/2025 evita um colapso financeiro dos produtores.

‘Melhores práticas’

O secretário-adjunto de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Wilson Vaz de Araújo, destacou a limitação de recursos para renegociação de dívidas rurais e pediu uma análise dos motivos pelos quais os produtores atingidos por eventos climáticos não foram indenizados.

— Teríamos que ter uma caracterização melhor da motivação e por que esse seguro não aconteceu, e continuar discutindo se é preciso algo adicional para atender essas categorias de produtores.

Assessor da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Sérgio Ferrão também entende que negativas das seguradoras precisam ser analisadas caso a caso, pois há situações de produtores rurais que não adotaram as melhores práticas para evitar danos decorrentes de eventos climáticos.

Seguradoras

O presidente da Comissão de Seguro Rural da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), Glaucio Nogueira Toyama, afirmou que os produtores que se considerem prejudicados por indenizações negadas podem recorrer à Justiça e à Superintendência de Seguros Privados (Susep). Ele defendeu, porém, os requisitos técnicos envolvidos na contratação de seguros. — [Os requisitos] foram estabelecidos para que a gente caminhasse com produtos melhores e que gerasse, para o produtor, uma cobertura adequada.

Seguro de Vida Universal ganha marco regulatório e abre caminho para modernização do mercado

dennys rosini prudential seguro de vida quebra de ossos

Após quase uma década de espera, o mercado segurador brasileiro recebeu com entusiasmo a publicação da Resolução CNSP nº 484/2025, que regulamenta o Seguro de Vida Universal (VU). O novo normativo, divulgado pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) no Diário Oficial da União de 4 de novembro, tem vigência imediata e substitui a antiga Resolução nº 344/2016, modernizando o arcabouço regulatório do produto.

A medida, que estava prevista no Plano de Regulação 2023/2024, foi aprovada após amplo processo de debate, incluindo duas consultas públicas. Segundo a Susep, o novo texto busca ampliar a flexibilidade operacional, adequar regras ao Marco Legal do Contrato de Seguros (Lei Complementar nº 15.040/2024) e tornar o produto mais compreensível para o consumidor.

“A revisão da regulamentação do seguro de Vida Universal reforça o compromisso contínuo da Susep em ampliar o acesso ao seguro para um número cada vez maior de pessoas, no âmbito da Política Nacional de Acesso ao Seguro”, afirmou o superintendente Alessandro Octaviani.

A diretora de Organização de Mercado e Regulação de Conduta da autarquia, Jessica Bastos, destacou que o novo texto não apenas aperfeiçoa aspectos técnicos, mas também busca “tornar o produto mais compreensível ao consumidor, já que o seguro de vida universal ainda não é amplamente conhecido no Brasil”.

Flexibilidade e proteção em um só produto

O Seguro de Vida Universal é considerado uma inovação importante na estrutura de proteção financeira, combinando cobertura por morte com flexibilidade de contribuição e possibilidade de acumulação de reservas ao longo do tempo. Ao contrário de planos de previdência, o produto não tem caráter previdenciário nem de investimento, o que abre espaço para um tratamento tributário específico.

De acordo com Dennys Rosini, membro da Comissão de Produtos de Risco da Fenaprevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida), a resolução representa “um avanço regulatório significativo, capaz de modernizar a oferta de produtos e ampliar o acesso da população à proteção financeira”.

“O Seguro de Vida Universal viabiliza a manutenção da proteção contratada independentemente do momento de vida do segurado, seja em períodos de estabilidade ou de aperto financeiro. É um produto que favorece a saúde financeira e o planejamento de longo prazo”, explicou Rosini.

Estudos da EY (Ernst & Young) de 2023 estimam que o produto pode beneficiar entre 8 e 12 milhões de segurados, alcançando cerca de 24 milhões de pessoas. O impacto econômico esperado é expressivo: entre R$ 11 bilhões e R$ 16 bilhões em prêmios no início da operação e um crescimento anual de 7% nos cinco anos seguintes, com potencial de atingir R$ 21 bilhões em prêmios.

Próximos passos

Embora a resolução tenha vigência imediata, a comercialização do produto ainda depende de dois marcos complementares, como a publicação de uma Circular da Susep detalhando os requisitos operacionais; e a definição do tratamento tributário que garanta segurança jurídica para seguradoras e consumidores.

Superadas essas etapas, o mercado acredita que o Seguro de Vida Universal poderá transformar a forma como os brasileiros contratam proteção, ao oferecer uma solução completa e adaptável à vida moderna. “O setor aguarda confiante a concretização dessa agenda regulatória, pois o produto tem tudo para ser um divisor de águas na proteção financeira do país”, conclui Dennys Rosini.