Munich Re prevê alta demanda por resseguro na Europa

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Em meio a um cenário global cada vez mais incerto — marcado por eventos climáticos extremos, instabilidade geopolítica e inflação persistente — a Munich Re projeta uma manutenção da alta demanda por resseguro na Europa. A resseguradora alemã, uma das maiores do mundo, reafirma sua disposição de oferecer apoio consistente e sustentável aos clientes da região, mesmo em ambientes de mercado desafiadores.

“Em um ambiente cada vez mais incerto, a Munich Re continuará exercendo seu papel de estabilizadora. Seja em riscos climáticos, seja nos efeitos da instabilidade geopolítica e macroeconômica, estaremos ao lado de nossos clientes, oferecendo o suporte forte e sustentável de que precisam”, afirmou Clarisse Kopff, membro do Conselho de Administração responsável por Europa e América Latina.

Nos últimos 11 anos, a Europa registrou as temperaturas mais altas já medidas, o que amplia o risco de secas, enchentes e tempestades de granizo. Somado ao aumento do valor dos ativos segurados e à inflação elevada, o cenário impulsiona a busca por resseguro. Exemplos marcantes são as enchentes no vale do Ahr, na Alemanha, em 2021, que causaram prejuízos segurados de €10,9 bilhões, e o terremoto de Kahramanmaraş, na Turquia, em 2023, com €5,5 bilhões em perdas seguradas — os maiores eventos já registrados em ambos os países.

Desde 2020, a Munich Re vem ampliando sua exposição líquida a riscos de catástrofes naturais, com aumento anual médio de 27% para o cenário de enchentes na Alemanha e de 10% para terremotos na Turquia. “Mesmo em mercados desafiadores, após grandes eventos de perda, continuamos demonstrando compromisso inabalável com os clientes, apoiando a gestão de resultados e aumentando capacidade quando necessário”, afirmou Claudia Strametz, líder da operação da Munich Re na Alemanha e responsável pelo negócio de ciber na Europa. “Isso é possível graças à nossa sólida posição de capital e à melhor diversificação geográfica do setor.”

A resseguradora destaca que os mercados europeus apresentam características heterogêneas e exigem soluções sob medida. “Na Munich Re, ouvimos, entendemos e desenvolvemos soluções personalizadas para atender às necessidades específicas de cada cliente e mercado. Nossa presença histórica e profundo conhecimento técnico local nos permitem fazer isso com precisão”, acrescentou Kopff.

A executiva reforça que o relacionamento de longo prazo com os clientes é a base da estratégia da companhia. “Acreditamos que, trabalhando juntos, podemos ser mais eficazes em reduzir o gap de proteção”, completou.

Crescimento e responsabilidade no mercado cibernético

Embora o mercado global de seguros cibernéticos já movimente cerca de €15 bilhões em prêmios, menos de 5% — e possivelmente apenas 1% — dos riscos cibernéticos estão atualmente segurados, segundo Strametz. Estimativas apontam que o cibercrime gera prejuízos econômicos de cerca de US$ 10 trilhões no mundo, afetando especialmente pequenas e médias empresas, que ainda subestimam o risco de ataques hackers.

“A proteção contra riscos cibernéticos é hoje uma necessidade estratégica e também uma responsabilidade social”, destacou Strametz. A Munich Re vem investindo em modelagens avançadas, equipes especializadas e colaboração com parceiros do setor para fortalecer a resiliência cibernética e criar as bases para um mercado sustentável e preparado para o futuro.

A empresa também alerta para riscos subestimados em programas de responsabilidade civil com exposição internacional. Segundo Kopff, empresas europeias podem estar sujeitas a litígios nos Estados Unidos mesmo sem presença relevante naquele país.
“Nestes tempos cada vez mais complexos e arriscados, oferecemos capacidade robusta e conhecimento técnico para permitir crescimento rentável e evitar surpresas. Continuaremos adaptando nossas abordagens conforme cada mercado e buscando sempre um equilíbrio saudável na partilha de riscos”, concluiu a executiva.

Pré-COP Brasil: CNseg integra debates sobre inclusão do seguro para redução de riscos em cidades

O debate sobre como o setor de seguros tem sido diretamente impactado pelos efeitos das mudanças climáticas foi destaque durante o Seminário ‘Resiliência Climática e Redução de Riscos em Cidades Costeiras’, realizado no âmbito da Pré-COP, em Brasília (DF), nesta terça-feira (14). O evento fez parte da última rodada de negociação antes da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), a ser realizada no próximo mês, em Belém (PA).

Eventos extremos como tempestades, inundações e secas severas estão se tornando mais frequentes e intensos, exigindo novas metodologias de análise, precificação e gestão de riscos. Diante desta realidade, o seguro é uma ferramenta fundamental e desempenha um papel central na construção da resiliência climática, pensando não apenas em proteção, mas também na indução de práticas sustentáveis e na viabilização de investimentos para a transição.

O presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), Dyogo Oliveira, destacou, durante o encontro, o papel do setor segurador no apoio a cidades e estados em casos de catástrofes climáticas. Ele ressaltou que, ao assumir os riscos aos quais organizações e pessoas estão expostas, o seguro evita que perdas decorrentes de eventos adversos se transformem em crises econômicas prolongadas.

“O orçamento público não está desenhado, nem adaptado para lidar com surpresas. Então, além de o Estado não ter capacidade de absorver esses impactos extemporâneos, o custo disso para países como os nossos é absurdamente elevado. Portanto, é financeira e racionalmente, muito mais inteligente e muito mais lucrativo para o Estado e para a Nação contratar uma apólice de seguro que vai recompor isso. A seguradora não traz só o seguro e a indenização, ela traz junto todo um outro pacote que auxilia os estados, os municípios desses países a desenvolverem as suas políticas”, destacou.

O evento contou com a presença do ministro das Cidades, Jader Barbalho, e representantes da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) no Brasil e do Escritório das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres (UNDRR) no Brasil.

A representante da UNDRR, Adriana Campelo, destacou que o setor segurador pode ter um papel importante no país para a redução de risco de desastres, atuando com sua expertise junto a governos subnacionais, como cidades e estados. Ela trouxe dados que ilustram o tamanho do problema causado por catástrofes climáticas. Segundo ela, o Relatório de Avaliação Global sobre Redução do Risco de Desastres 2025 da ONU informa que desastres climáticos somam mais de US$ 202 bilhões em prejuízos no mundo, mas que o custo real pode ser 11 vezes maior, cerca de US$ 2,3 trilhões.

“Por isso, dentro das recomendações de trabalho da UNDRR, está buscar o conjunto de instrumentos financeiros com o qual se pode trabalhar. Debater junto ao Ministério e municípios um menu de instrumentos de mitigação climática, e nestes se destacam os seguros. Então, assim, pensaremos em seguros para as cidades, seguros paramétricos e demais instrumentos de seguro que podem auxiliar cidades e estados”, ressaltou.

Importância do seguro para infraestrutura das cidades

  • No Brasil, 55% da população vive a menos de 150 km da costa, e essas regiões concentram 40% do PIB nacional.
  • As indenizações oriundas de apólices de seguros contratadas podem garantir a retomada das atividades, a recomposição de renda e prevenir rupturas em cadeias produtivas e serviços essenciais. Isso significa que, após a ocorrência de um evento adverso, a reconstrução é feita com base em padrões mais seguros, resilientes e sustentáveis.
  • A função do seguro é especialmente relevante diante do aumento do nível do mar — um risco climático físico e crônico.
  • Sem proteção adequada, esses riscos de longo prazo podem comprometer a economia, a infraestrutura e o bem-estar das pessoas, além de interromper serviços essenciais e fluxos comerciais fundamentais para o país.

Ciência de dados e IA ampliam acesso ao seguro de vida no Brasil, afirma gerente da Samplemed

A Samplemed, que celebra 35 anos de atuação e presença em cinco países, consolidou-se como referência em soluções tecnológicas para subscrição de riscos em seguros de vida e saúde. Com cerca de um milhão de processamentos por ano, a companhia aposta em ciência de dados e inteligência artificial para apoiar seguradoras na seleção de riscos, ampliar o acesso ao seguro de vida e fortalecer a sustentabilidade das carteiras.

Em entrevista ao Sonho Seguro, Rafael Moraes, gerente de dados da empresa, detalha como a evolução da área de ciência de dados, criada em 2020, tem permitido inovar em produtos, democratizar o seguro de vida e criar ferramentas que equilibram automação e análise humana. Ele também fala sobre os cuidados com a LGPD, o impacto dos estudos de experiência na precificação e a forma como a inteligência artificial está transformando a função do subscritor.

Nos últimos anos a Samplemed estruturou um departamento de ciência de dados robusto. Como essa evolução mudou a forma de subscrever seguros de vida e quais ganhos concretos trouxe para seguradoras e clientes?

A criação em abril de 2020 da área de ciência de dados na Samplemed ocorre concomitantemente à entrada em vigor da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Isso influenciou profundamente nossos processos e escolhas no uso de dados para subscrição. Passamos a oferecer modelos preditivos capazes de quantificar riscos antes desconhecidos em seguros massificados e de menor capital segurado, nos quais exames médicos ou entrevistas poderiam inviabilizar a contratação. Criamos produtos de dados adaptados ao apetite de risco das seguradoras, melhorando indicadores operacionais e financeiros e estimulando a inovação.

Os modelos de machine learning têm permitido avaliar riscos de maneira mais ágil e em seguros de menor capital segurado. De que forma esses modelos ajudam a ampliar o acesso ao seguro de vida no Brasil?

A ampliação do acesso ao seguro de vida é um desafio de todo o setor. Os modelos preditivos, por serem acessíveis e altamente precisos, viabilizam a avaliação de riscos personalizados conforme a realidade da seguradora e as informações disponíveis no momento da proposta. Isso permite precificar de forma adequada e tornar os produtos acessíveis a uma parcela maior da população, ajudando as companhias a manter carteiras saudáveis e cumprir sua função social.

Com a implementação do Data Warehouse em conformidade com a LGPD, quais são os principais desafios e oportunidades na utilização de dados anonimizados para gerar insights confiáveis sem comprometer a privacidade dos proponentes?

Trabalhamos com informações extremamente sensíveis, como dados financeiros e de saúde. Por isso, todo o processo de subscrição passa pela anonimização irreversível dos dados. Usamos apenas perfis estatísticos para a criação de produtos, enquanto informações pessoais são descartadas já na etapa de extração e transformação. Assim, conseguimos garantir compliance regulatório no Brasil e no exterior, preservando a privacidade e focando na inovação.

A Samplemed já utiliza IA, inclusive reconhecimento de imagem e LLMs como a VIDA. Como essas tecnologias vão transformar o papel do subscritor humano e o equilíbrio entre automação e análise especializada?

A inteligência artificial é uma aliada, não uma substituta. Os modelos generativos têm capacidade de síntese e análise que ajudam a propor soluções complexas, mas o olhar crítico do subscritor humano é indispensável. Cada vida importa, e a decisão final precisa ser multifacetada. Nossa proposta é que a IA complemente a análise, aumentando assertividade e precisão sem eliminar o fator humano.

Os estudos de experiência que medem impacto da subscrição em mortalidade e persistência são apontados como “solução ouro”. Quais aprendizados esses estudos têm trazido para a precificação e a sustentabilidade das carteiras de seguro de vida?

Métricas tradicionais como sinistralidade e índice combinado não permitem identificar o impacto de fatores individuais, como estilo de vida ou condições clínicas. Por isso desenvolvemos os estudos de experiência, baseados na metodologia da Society of Actuaries (SOA). Eles quantificam o impacto de variáveis como profissão, saúde ou geografia na mortalidade, invalidez e persistência das apólices. Essas análises oferecem base científica para ajustes de preços e reservas, apoiando a sustentabilidade das carteiras de seguro de vida.

Apresentado por BB Seguros, “Tim Maia – Vale Tudo, musical” estreia em São Paulo

O Teatro Claro MAIS SP recebe, a partir de 16 de outubro, uma nova temporada de Tim Maia – Vale Tudo, o Musical, obra que revisita a trajetória de um dos maiores artistas da música brasileira. Com roteiro de Nelson Motta, baseado no livro Vale Tudo – O Som e a Fúria de Tim Maia, o espetáculo retorna aos palcos com uma montagem renovada, curadoria de Carmelo Maia e direção geral de Pedro Brício.
 

Apresentado pela BB Seguros, a nova versão resgata a força e o talento de Tim Maia, desde a juventude no Rio de Janeiro até a consagração nacional, passando pelas amizades com nomes como Roberto Carlos, Erasmo Carlos, Elis Regina e Jorge Ben. Com linguagem moderna, ritmo vibrante e direção musical de Carlos Bauzys e Diego Salles, o espetáculo transforma o palco em uma celebração sonora com mais de 20 sucessos, entre eles “Azul da Cor do Mar”, “Não Quero Dinheiro (Só Quero Amar)”, “Vale Tudo”, “Gostava Tanto de Você” e “Acenda o Farol”.
 

O elenco reúne intérpretes que representam diferentes fases e vozes da trajetória do artista, com destaque para Thór Junior no papel principal e Dennis Pinheiro como alternante de Tim Maia e intérprete de Jorge Ben. Também integram a montagem Jow Black, Davi Fields, Fernando Rubro, Joyce Cosmo, Ariane Souza, Leilane Teles, Vinícius Loyola, Vanessa Mello, Elá Marinho, Moira Osório, Aline Cunha, Cezar Rocafi e Estêvão Souz. A produção geral é assinada por Adriana Del Claro, nome de destaque no teatro musical brasileiro.
 

Para Andréa Gama, Superintendente Executiva de Marketing da Brasilseg, uma empresa BB Seguros, o patrocínio reforça o propósito da companhia em conectar pessoas à cultura e valorizar a memória afetiva da música brasileira. “A história de Tim Maia traduz com intensidade o que há de mais genuíno na arte brasileira, diversidade, autenticidade e emoção. Apoiar este espetáculo é reconhecer o poder transformador da cultura e ampliar o acesso do público a obras que fazem parte da nossa identidade. É um orgulho contribuir para que novas gerações se aproximem desse legado musical tão vivo e inspirador”, comenta. 
 

A nova temporada do musical se soma ao histórico de patrocínio da BB Seguros a manifestações artísticas: desde 2012, a companhia já patrocinou 127 projetos culturais, beneficiando mais de 20 milhões de pessoas. No teatro, figuram entre as produções patrocinadas Beetlejuice, Nossa História com Chico Buarque, Tom Jobim Musical e Uma Babá Quase Perfeita.

Bradesco Vida e Previdência celebra o mês do corretor com campanha especial bonificada de seguro de vida

por Bradesco Seguros

A Bradesco Vida e Previdência celebra o Mês do Corretor com a campanha ‘Bônus Vida Mensal’ que oferece incentivo adicional na venda de seguros de vida contratados na modalidade mensal. A ação, válida até 31 de outubro, reforça o compromisso da companhia em valorizar o corretor de seguros, reconhecendo seu papel estratégico na disseminação da cultura de proteção e planejamento financeiro no Brasil.

Durante o período promocional, os corretores que comercializarem os produtos elegíveis na modalidade mensal receberão 100% de bônus no agenciamento. O portfólio participante da campanha abrange diversas soluções de seguros de vida, entre eles o Vida Viva Bradesco, com coberturas e assistências personalizáveis; e a família Empresarial Flexível, com os produtos Capital Global, Pessoa Chave e MEI. 

A campanha faz parte das iniciativas da Bradesco Vida e Previdência voltadas a fortalecer a atuação consultiva dos corretores e reconhecer a importância desses profissionais na orientação aos clientes e na expansão da cultura do seguro de vida como instrumento de segurança para uso em vida e tranquilidade financeira.

Brasil avança na reforma da regulamentação de seguros, apesar das dificuldades econômicas

A AM Best considera que as profundas reformas do Brasil em sua estrutura regulatória de seguros representam uma mudança institucional para o mercado de seguros do país, avançando rumo ao maior profissionalismo, proteção ao consumidor e alinhamento internacional.

Comentário da Best em “Equilibrando Reforma e Restrição: A Reforma do Sistema de Seguros no Brasil em meio a Dificuldades Econômicas“, observa que a reforma regulatória do país ocorre em um momento de desaceleração na economia. Segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), o crescimento real do PIB do país deverá desacelerar de 3,4% em 2024 a 2,0% em 2025. A inflação deverá aumentar de 4,4% em 2024 a 5,3% em 2025. “Altas taxas de juros, rigor fiscal e dificuldades do comércio mundial vêm restringindo o crescimento e limitando a flexibilidade das políticas do governo”, disse Ann Modica, Diretora de Critérios de Classificação de Crédito, Pesquisa e Análise da AM Best.

Um passo importante na reforma regulatória brasileira é a promulgação da Lei de Contrato de Seguro (Lei nº 15.040/2024), que substitui provisões legais obsoletas e introduz uma estrutura modernizada para contratos de seguros. Em vigor a partir de dezembro de 2025, a lei impõe prazos de resposta mais estritos para seguradoras e resseguradoras, aumenta a transparência dos sinistros e restringe o cancelamento unilateral de apólices. Também limita a capacidade das partes de designar leis e jurisdição estrangeiras em disputas de seguros e resseguros, que impactam potencialmente a estruturação de contratos internacionais.

Outras reformas promulgadas buscam abordar a regulamentação de sociedades mútuas e cooperativas, bem como intensificar a governança de risco mediante requisitos de Avaliação Própria de Risco e Solvência (ORSA), bem como regras operacionais mais robustas para corretores e reguladores de sinistros. Como consequência, os participantes do mercado devem atuar prontamente para adaptar suas estruturas legais, operacionais e de governança.

“Juntas, estas mudanças legais e institucionais representam um ponto de inflexão para o mercado de seguros do Brasil, pois visam expandir o acesso ao mercado e aprofundar a inclusão financeira, enquanto introduzem padrões de solvência e governança proporcionais ao tamanho e à natureza destas organizações”, disse David Lopes, Analista Sênior do Setor de Pesquisa e Análise Industrial na AM Best.

MAPFRE celebra 1 ano de transformação digital

por Mapfre

Há pouco mais de um ano foi inaugurado o MAPFRE VILLAGE, um espaço pioneiro no segmento de seguros que promove transformação digital, agilidade e colaboração, visando acelerar e melhorar a qualidade de todas as entregas da companhia espanhola.

O espaço físico e colaborativo da seguradora reúne equipes ágeis (ou squads) que são formadas por equipes multidisciplinares que trabalham juntas para alcançar objetivos específicos e alinhados à estratégia de toda a organização. São times, compostos por profissionais de diferentes áreas com autonomia para tomar decisões, propor soluções e promover agilidade e inovação com foco no cliente e no resultado.  

“A criação do MAPFRE Village foi um passo fundamental para acelerar nossa metodologia ágil e elevar o padrão de nossas entregas. Mais do que um ambiente de trabalho, o Village se tornou um hub de expertise, onde times multidisciplinares promovem a troca de conhecimento e a resolução de desafios complexos. É a prova do nosso compromisso em construir o futuro do mercado de seguros cada vez mais tecnológico, com soluções que simplificam a jornada de nossos clientes e corretores com inovação e eficiência”, destaca Hugo Assis, Diretor Geral de Inovação e Transformação da MAPFRE. 

Durante esse período, a companhia reuniu novos perfis profissionais, migrou projetos estratégicos para a metodologia ágil e criou o Village para tangibilizar essa nova cultura de trabalho. Atualmente, o espaço conta com 32 squads e cerca de 300 profissionais, incluindo colaboradores de negócio, tecnologia e áreas transversais. 

O primeiro ano do MAPFRE Village já trouxe resultados significativos, tanto na velocidade e qualidade das entregas quanto na transformação cultural das equipes. A adoção de desenvolvimentos menores e mais ágeis permitiu que a companhia dobrasse a velocidade das entregas, resultando em maior previsibilidade e qualidade nos projetos.

Daniela Neves, head de Transformação da companhia, destaca que o MAPFRE VILLAGE permite execução de projetos com alta performance e resultados relevantes por meio de acompanhamento de indicadores em tempo real e foco total na experiência dos clientes. “O MAPFRE Village é a materialização da nossa jornada de transformação. Ao concentrar nossos projetos estratégicos em um ambiente de cocriação, impulsionamos a velocidade e a qualidade das entregas. Este é um espaço de inovação onde o foco na excelência técnica e na colaboração se traduzem em soluções de alto valor, colocando o cliente e o corretor no centro da nossa estratégia”, explica a executiva.
 

A aceleração proporcionada pelo MAPFRE Village já reflete no lançamento de novos produtos e na ampliação da oferta digital, que impactam diretamente a jornada de corretores e segurados. Entre os principais destaques estão oGeorreferenciamento por satélite no seguro Patrimonial Rural MAPFRE, que permite a identificação exata de imóveis rurais, resultando em ofertas mais assertivas e menor risco de fraudes,  a digitalização das jornadas de produtos estratégicos, como o MAPFRE Cargo (seguro de transporte) e MAPFRE Air (seguro aeronáutico), novas modalidades de seguro Automóvel, com ofertas mais acessíveis e flexíveis, como o seguro de Roubo e Furto e Franquia 25%, a vistoria digital acompanhada, com um processo para seguro auto que combina tecnologia com atendimento personalizado, proporcionando mais comodidade e segurança aos segurados. Há também melhorias na jornada de pós-vendas para os segurados, com personalização da URA na Central de Relacionamento e a revisão completa do App e do Portal para os clientes e do Portal para os corretores.

Allianz Brasil projeta crescer acima do mercado e conquista a terceira posição no seguro auto em agosto

por Denise Bueno

Em novembro, Eduard Folch, CEO da Allianz, vai entregar o orçamento de 2026 para o comitê executivo da matriz, em Munique. E tem muitas notícias boas para contar aos acionistas alemães e colegas do mundo todo que se reunem para alinhar a estratégia do próximo ano. O plano 2023–2027 priorizou dobrar o tamanho da companhia, recuperar a participação de mercado no segmento de automóveis que tinha quando comprou a carteira da SulAmérica, em agosto de 2019, por R$ 3,18 bilhões, diversificar o mix de produtos e ampliar o canal de distribuição, que tem o corretor de seguros como principal parceiro.

“Estamos satisfeitos com os resultados obtidos pelo plano de aceleração desenhado em 2023 e que entrou em ação em 2024. As metas atingidas estão dentro das estimativas traçadas no plano de quatro anos. Nosso faturamento está perto do previsto e ainda temos mais um ano para cumprir e, estamos prospectamos crescer acima da projeção de um dígito do mercado em 2026”, afirmou o CEO a jornalistas durante um almoço realizado na sede da filial brasileira da maior seguradora da Alemanha e uma das maiores do mundo.

Em agosto, a Allianz assumiu a terceira posição no seguro auto. “Já somos a terceira maior do mercado em seguro auto. Temos hoje 13% de participação e a meta é chegar a 14%, o que deve acontecer ainda no primeiro semestre do próximo ano.” Segundo dados da Susep organizados pela consultoria Siscorp, a Allianz é a terceira considerando-se o prêmio emitido líquido, com R$ 5,508 bilhões, desbancando a Tokio Marine por pouco (R$ 5,464 bilhões). No top temos Porto (R$ 10,6 bilhões) e HDI (R$ 6,9 bilhões). No prêmio retido, descontando o resseguro, a Tokio Marine mantém a terceira posição, com R$ 5,464 bilhões, e a Allianz figura na quinta, com R$ 4,302 bilhões.

A conquista, segundo Folch, veio da inovação em produtos e serviços com base na escuta ativa dos corretores de seguros e dos clientes. Somente neste ano, o plano de ação do comitê executivo voltado para colocar em prática as sugestões de melhorias realizou 169 entregas e 52 projetos foram implementados para tornar o seguro um item indispensável na vida das pessoas, facilitando assim a venda pelos corretores.

O Brasil tem um potencial enorme para atrair investimentos estrangeiros para o setor de seguros, que passa por uma revolução tanto em termos de inovações como de regulamentações baixadas pela Suseo, que visam tornar o seguro mais inclusivo. “Podem vir comprar seguro, porque a nova lei harmoniza o entendimento.” A afirmação do superintendente da Susep, Alessandro Octaviani, sintetizou o espírito do painel O novo microssistema de seguros privados no Brasil, realizado durante o 8º Seminário Jurídico de Seguros, promovido pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) em parceria com a Revista Justiça & Cidadania, no dia 9 de outubro, em Brasília.

“Quando olhamos o mundo, é difícil encontrar um país com um crescimento de 7%, como está previsto para 2025 pela CNseg. Na Allianz esperamos crescer acima do mercado neste e no próximo ano. O seguro automóvel ainda tem baixa penetração, com menos de 30% da frota segurada, e temos muitas ações para reduzir a lacuna de proteção no Brasil”, disse Folch.

E os resultados são comemorados. no primeiro semestre de 2025, a companhia registrou R$ 5,4 bilhões em receitas no Brasil, alta de 23% em comparação ao mesmo período do último ano, frente a um crescimento de apenas 8% do mercado. O lucro líquido ficou praticamente estável, com R$ 154 milhões, dando a ela a décima sexta colocação neste quesito no ranking da Siscorp no primeiro semestre do ano.

Folch atribui o bom desempenho à melhor jornada digital proporcionada a corretores e clientes, resultado de investimentos expressivos em inovação e tecnologia, com preços acessíveis a todos os bolsos. “Também entramos em novos segmentos, como carros com mais de 10 anos de uso, e temos ampliado nossa presença geográfica por meio de filiais próprias e parcerias com assessorias e cooperativas. Somente com corretores de seguros, que são nosso principal canal, temos atraído cerca de 300 profissionais por mês e nos tornando mais presentes na carteira dos corretores que já atuam conosco”, acrescenta.

Outros segmentos também seguem em expansão. O executivo destaca o avanço nos seguros agrícola, de condomínio e de transporte. Apenas no seguro rural, o crescimento foi de 91% em 2024, tornando a empresa a segunda maior do país, atrás apenas do Banco do Brasil. Em vida, a Alllianz ainda engatinha num mercado dominado por bancos e seguradoras especialistas em vida, como Prudential, MetLife, MAG Seguros e Icatu.

Recentemente contratou Caio Souza como novo diretor de vida da companhia para avançar. “Temos redesenhado produtos na carteia empresarial, que tem um comportamento mais nervoso em razão da acirrada concorrência, e prevemos lançamentos no vida individual”, citou. Souza passagens por XP Inc, Banco Modal, SulAmérica, Liberty Seguros e Unibanco AIG Seguros, além da AGF Seguros (hoje Allianz Seguros).

“Um dos grandes impulsionadores do crescimento, além de produtos e inovações, é o treinamento oferecido aos corretores. Todos os cursos que abrimos lotam rapidamente. A demanda é enorme por parte dos corretores, que querem ampliar suas áreas de atuação levando aos clientes produtos diferenciados, com técnica e preços adaptáveis aos orçamentos dos brasileiros.”

O espanhol Eduard Folch ingressou no Grupo Allianz em 2011 como Head of Motor Retail na Allianz Espanha e assumiu como CEO do Brasil em 2018. Desde então, recebeu a missão de dar à filial brasileira o tamanho que ela deve ter como uma das maiores do mundo. Após quase oito anos no país, está mais brasileiro do que nunca. Ele e a família gostam de viver no Brasil e valorizam a convivência com brasileiros, uma escolha rara entre expatriados. “Temos apreço pela cultura e pelo brasileiro. Queremos realmente contribuir para que o seguro e o Brasil cresçam e assumam a posição de destaque que o país deve ter no mundo.” Missão dada e, até o momento, missão cumprida.

Marsh McLennan e seus negócios agora serão Marsh

por Marsh

A Marsh McLennan anunciou hoje que mudará seu nome e marca para Marsh a partir de janeiro de 2026, e criou uma nova unidade, Serviços Corporativos ao Cliente (BCS), para acelerar a inovação e centralizar os investimentos em excelência operacional, dados, IA e outras análises.

“Em um ambiente cada vez mais complexo, os clientes precisam de aconselhamento, soluções e conhecimentos baseados na experiência de toda a nossa empresa”, diz John Doyle, Presidente e CEO da Marsh McLennan. “As mudanças que anunciamos hoje refletem a forma como continuamos unindo nossa empresa para melhor auxiliar nossos clientes a encontrar novas oportunidades e superar desafios.”

A nova marca Marsh

A nova marca Marsh representa as capacidades especializadas e líderes de mercado da Companhia em áreas como risco, resseguro, saúde, pessoas, investimentos e consultoria de gestão, e reflete a evolução contínua da empresa para se tornar cada vez mais impactante, eficiente e simples para seus clientes. As quatro divisões da Companhia adotarão o nome e a marca Marsh a partir de 2027, após um período de transição.

“A Marsh representa a excelência em consultoria de riscos e corretagem de seguros. A nova Marsh também simbolizará tudo o que nossa empresa tem a oferecer: uma combinação distinta de capacidades em serviços profissionais, escala e especialização para os clientes, habilitada por inteligência artificial e análises de ponta,” diz Doyle.

“Unificar-se sob uma única marca acelerará o impacto que entregamos ao mercado e dará aos clientes uma confiança ainda maior para prosperar por meio do poder da perspectiva”, afirma John Jones, Diretor de Marketing e Comunicações da Marsh McLennan.

“A nova marca Marsh ganha vida com um novo logo: um design ousado que representa nossa colaboração lado a lado com os clientes e a perspectiva ampliada que oferecemos”, diz Jones.

Após o período de transição, Marsh e Mercer entrarão no mercado sob a nova marca Marsh. Guy Carpenter será Marsh Re. Oliver Wyman entrará no mercado como Oliver Wyman, um negócio da Marsh, enquanto a unidade operacional Oliver Wyman Group se tornará Marsh Management Consulting.

O símbolo de negociação da empresa será “MRSH” no próximo ano.

Serviços Corporativos e ao Cliente

A BCS reúne as equipes de tecnologia, dados e operações da empresa sob a liderança de Paul Beswick, Diretor de Informação e Operações da Marsh McLennan. Por meio da BCS, a Companhia criará um ecossistema único de dados e tecnologia que aproveita a inteligência artificial e outras tecnologias para melhorar os resultados dos clientes em seus negócios, ao mesmo tempo em que oferece excelência operacional e eficiência.

“O rápido desenvolvimento da IA e os insights que podemos obter de nossos dados ajudarão a abrir novas oportunidades para nossos clientes e colegas”, afirma Beswick. “Ao aproveitar essa poderosa ferramenta para simplificar as operações e elevar a qualidade do serviço, impulsionaremos a inovação e ofereceremos eficiências para reinvestir no valor e crescimento do cliente.”

“Com as mudanças anunciadas hoje, nossa marca refletirá o maior valor que podemos criar para todos os nossos públicos, enquanto a BCS impulsionará um melhor atendimento ao cliente. Ambas as iniciativas refletem nosso firme compromisso de oferecer resultados significativos e experiências excepcionais para nossos clientes e colegas”, diz Sr. Doyle.