Lucro do grupo Liberty Mutual recua para U$ 758 milhões em 2020

A seguradora informou US$ 115 milhões em perdas relacionadas ao COVID-19 no quarto trimestre

Com agências internacionais

O grupo Liberty Mutual Holdings Co. Inc. divulgou lucro líquido de US$ 162 milhões no quarto trimestre de 2020, em comparação com um prejuízo líquido de US$ 301 milhões no mesmo período do ano anterior, devido a resultados favoráveis ​​de subscrição nos mercados globais de varejo da seguradora, do segmento de riscos globais concentrados na Global Risk Solutions, e também por bons retornos de investimento.

A seguradora informou um lucro líquido de U$ 758 milhões para o ano inteiro de 2020, uma redução de 26,9% em relação a 2019. Os prêmios líquidos subscritos aumentaram 2% para US$ 40,6 bilhões. O índice combinado para 2020 foi de 101,8%, uma deterioração de 0,1 ponto em relação a 2019.

Em uma teleconferência de resultados, os executivos da Liberty Mutual disseram que a empresa havia recebido mais de 20 mil reclamações relacionadas aos eventos climáticos adversos da semana passada, principalmente provenientes de segurados no Texas e Oklahoma.“É um pouco cedo para definir qual poderia ser a perda total”, disse David Long, presidente e CEO da Liberty Mutual. “Vai ser feio, mas não o suficiente para que o resseguro comece.”

O prêmio líquido subscrito da seguradora sediada em Boston no trimestre foi de US$ 10,1 bilhões, aumento de US$ 344 milhões em relação ao quarto trimestre de 2019, e seu índice combinado para o trimestre foi de 101,9%, uma melhoria de 4,8 pontos em relação ao mesmo período de 2019.

Os resultados do quarto trimestre de 2020 incluíram US$ 596 milhões em custos de reestruturação relacionados à implementação de um programa de aposentadoria antecipada que deve render US$ 260 milhões em economia de taxa de execução anual em 2022, disse Tim Sweeney, presidente da GRM, disse durante a chamada.

Nos negócios de Global Retail Markets, o prêmio líquido emitido para o quarto trimestre diminuiu 0,1% em relação ao mesmo período em 2019 para US$ 6,67 bilhões. O declínio foi impulsionado por resultados em automóveis, compensação de trabalhadores, riscos múltiplos comerciais dentro das linhas de negócios dos EUA e mudança no apetite de risco na região oeste, disse Sweeney. Ele também observou que na linha de negócios da GRM nos EUA, a frequência de automóveis permaneceu baixa no trimestre, parcialmente compensada pelas tendências de aumento de gravidade. O prêmio líquido emitido para GRM para 2020 diminuiu 1,3% em relação ao ano anterior para US$ 27,4 bilhões.

No negócio de Soluções de Risco Global da seguradora, o prêmio líquido emitido para o quarto trimestre de 2020 totalizou US$ 3,43 bilhões, um aumento de 11,5% em relação ao mesmo trimestre de 2019, parcialmente impulsionado pelo segmento de especialidades que viu um aumento de 24% na taxa de renovação no trimestre. “Muito além das tendências de perda”, destacou Dennis Langwell, presidente da GRS. O prêmio líquido subscrito para o ano inteiro para GRS foi de US$ 13,35 bilhões, um aumento de 10,6% em relação a 2019.

A seguradora informou US$ 115 milhões em perdas relacionadas ao COVID-19 no quarto trimestre, que Langwell atribuiu a vários fatores, incluindo reservas de compensação de trabalhadores como resultado de novos relatórios, aumentos potenciais nas perdas de tratamentos médicos diferidos e cancelamentos de eventos.

Lucro da SulAmérica recua em 2020

Lucro recuou 90% no quarto trimestre, para R$ 42,6 milhões, justificado pela aceleração de internações no último trimestre. No ano, lucro chegou a R$ 2,3 bilhões em 2020, alta de 98,7% frente a 2019, considerando-se valores recebidos pela venda da carteira para Allianz

A SulAmérica registrou receitas operacionais de R$ 20 bilhões no acumulado de 2020, aumento de 6,3% em comparação ao ano anterior. O lucro líquido das operações continuadas, desconsiderando o segmento de Auto e Massificados, cuja venda foi concluída em julho/2020, foi de R$ 797,2 milhões em 2020, menor que o ano anterior em função da queda da taxa de juros. Já o lucro líquido total reportado foi de R$ 2,3 bilhões no ano, considerando o lucro obtido na venda das operações de Auto e Massificados no 3T20. O grupo encerrou 2020 com mais de 7 milhões de clientes. 

“Conscientes do impacto da pandemia, assumimos desde o início uma postura proativa para acelerar inovações, manter nosso nível de atendimento e produtividade”, comenta Gabriel Portella, presidente da SulAmérica, em nota divulgada à imprensa. “Os investimentos em tecnologia e inovação nos permitiram antecipar tendências e comportamentos, com uso cada vez maior de ferramentas digitais, gerando mais valor e fazendo a diferença para nossos beneficiários. Em 2020, investimos um total de R$ 312 milhões em projetos estratégicos e de inovação, valor 67% superior aos investimentos realizados em 2019, dos quais R$ 188 milhões por meio das despesas administrativas do exercício”. 

O resultado operacional foi de R$ 2,6 bilhões em 2020, crescimento 18,2% em relação ao anterior. “O ano de 2020 reforçou a solidez operacional da SulAmérica. Tivemos um desempenho consistente, com crescimento de receitas e do resultado operacional, impulsionado pelo segmento de Saúde e Odonto, que apresentou importante aumento de beneficiários. O resultado operacional antes do resultado financeiro, excluindo também as despesas com depreciação – EBITDA, cresceu 35% atingindo R$ 1,2 bilhão. Neste período de juros tão baixos, a ênfase nesta performance operacional é fundamental”, destaca Ricardo Bottas, vice-presidente de Controle e Relações com Investidores da SulAmérica. “Em 2021, vamos buscar acelerar esse ritmo de crescimento”.

Saúde física e emocional  – A SulAmérica encerrou 2020 com 4,2 milhões de beneficiários em Saúde e Odonto, e o crescimento nas carteiras de planos coletivos de saúde foi de 6,1% ou mais 130 mil membros. “A companhia ainda adicionou mais de 90 mil beneficiários com a aquisição da Paraná Clínicas, idealizada, realizada e concluída dentro do ano, denotando nossa capacidade e agilidade para viabilizar novas aquisições, inclusive em parcerias que estejam alinhadas com nossa estratégia” enfatiza Ricardo Bottas. 

As receitas operacionais de saúde cresceram 6,5% e a margem bruta de saúde e odonto evoluíram 22,8% em 2020, atingindo R$ 2,5 bilhões. “A resiliência de nossa operação de Saúde e Odonto pode ser verificada, além da evolução dos beneficiários e das receitas, com nossa performance da sinistralidade. Por meios da nossa estratégia de gestão de saúde, em que mesmo considerando os relevantes custos com a Covid-19, que superaram os R$ 810 milhões ou cerca de 4,4 pontos percentuais da sinistralidade, conseguimos entregar uma sinistralidade anual de 76,9%, 2 pontos percentuais inferior a de 2019”, resume Gabriel Portella. 

No contexto da pandemia, a SulAmérica, por meio de diversas iniciativas já existentes de atendimentos digitais baseadas na estratégia do Cuidado Coordenado, conseguiu garantir o adequado atendimento de seus beneficiários. Em 2020, foram realizados 641 mil atendimentos, dos quais 528 mil, a distância, entre teleconsultas e terapias, pelo Médico na Tela. 

Saúde financeira – Nos segmentos de negócios com foco em saúde financeira, também houve avanços importantes no último ano. A SulAmérica Investimentos fechou o ano com R$ 45,9 bilhões de ativos sob gestão, estando entre uma das maiores gestoras independentes do país. Em 2020 concluímos um importante investimento estratégico, com aquisição de participação na Plataforma Digital de Investimentos Órama, que apresentou relevante crescimento no ano com quase R$ 11 bilhões de ativos sob custódia, mais de 170 mil contas abertas e participação relevante no processo de educação financeira e democratização dos investimentos no país, propósito fortemente integrado com o conceito de Saúde Integral. 

Em Previdência, as reservas atingiram R$ 9,4 bilhões, 17,2% superiores em relação a dezembro de 2019, impulsionadas, principalmente, por um saldo positivo de portabilidade líquida de aproximadamente R$ 700 milhões no ano. As receitas operacionais de previdência privada expandiram em 12,0% frente a 2019, refletindo o aumento das receitas nos produtos PGBL (+15,7%) e VGBL (+10,6%). 

Já na operação de seguro de Vida, as receitas operacionais do segmento apresentaram importante recuperação no último trimestre do ano, com aumento de 6,9% em relação ao 4T19 e de 3,0% em relação ao 3T20, totalizando R$ 130,2 milhões. No ano, as receitas com seguro de Vida somaram R$ 494,5 milhões, uma redução de 2,1% em relação a 2019 em função principalmente dos efeitos da Covid-19, notadamente sobre as vendas de seguros viagem. 

“Vejo a SulAmérica completamente alinhada em seu propósito e novo posicionamento de marca aos temas ASG. Acreditamos firmemente que ter uma sólida estratégia de integração desses aspectos nas nossas operações e negócios é fundamental para o nosso contínuo crescimento sustentável”, afirma Portella, referindo-se ao conceito de Saúde Integral, que coloca as saúdes física, emocional e financeira de mãos dadas para uma vida plena e segura no presente e no futuro. “A SulAmérica ampliou o conceito de saúde e propõe um novo olhar sobre o cuidado. Ter Saúde Integral está em total harmonia com os anseios da sociedade neste momento, em que ainda estamos combatendo a pandemia, com a certeza de um futuro promissor. Estamos aqui para apoiar a sociedade, nossos corretores, clientes, prestadores e colaboradores. Temos consciência de nossa responsabilidade e não medimos esforços para promover o desenvolvimento de todos”, conclui Portella.

Wady Cury, da Sancor Seguros, destaca o papel da tecnologia no campo

Diretor técnico e agronegócios da Sancor Seguros acredita que aporte ajuda a universalizar o acesso ao seguro, importante aliado na estratégia para  minimizar os riscos de perdas em decorrência do clima

Fonte: Sancor

O diretor técnico e agronegócios da Sancor Seguros, Wady Cury, ressaltou a importância da liberação de R$ 27 milhões para o Programa Estadual de Subvenção do Seguro Rural, anunciada esta semana pelo Governo de São Paulo. Para ele, o aporte ajuda a universalizar a proteção, que além de indenizar prejuízos, é importante aliada na estratégia do produtor. Por meio da tecnologia em desenvolvimento pelas seguradoras, será possível acompanhar a evolução do clima, com ferramentas que utilizam imagens de satélite, inteligência artificial e dados históricos climáticos. Desta forma, o agricultor tem previsões e pode se antecipar aos riscos, evitando perdas.

“O seguro agrícola está se transformando em um grande aliado do produtor na gestão dos seus riscos no campo. Por isso, as seguradoras estão desenvolvendo ferramentas tecnológicas para que se tenha uma ampla gestão dos riscos e o conhecimento prévio dos possíveis efeitos nas lavouras seguradas. Desta forma, o compartilhamento destas informações, decorrentes deste olhar tecnológico, irá unir as seguradoras aos produtores rurais”, destacou Cury.

O executivo avalia o cenário atual. Para ele, mesmo diante das alterações climáticas, a agricultura brasileira segue em boa fase e isto se deve ao papel cada vez maior das seguradoras protegendo as lavouras. Os recordes de produção dos últimos anos, segundo Cury, têm correlação com a crescente de indenizações.

Em 2020 foram pagos mais de R$ 2,5 bilhões, alta de 32%, em comparação com 2019, R$ 1,9 bilhão. “O que temos observado é que as mudanças no clima têm provocado um aumento, não somente das frequências dos eventos, mas principalmente dos seus efeitos nas perdas da produção. Desta forma, se torna fundamental a participação do Estado — seja na esfera Federal, Estadual ou Municipal — na subvenção a este prêmio”.

Ainda em decorrência das alterações de clima, Cury exemplifica as culturas plantadas em todo o País e alerta para correntes riscos, durante todo o ano, tanto para as safras de inverno quanto para as safras de verão. “A safra de inverno tem culturas que são plantadas e desenvolvidas durante todo o primeiro semestre até a colheita, por ser um longo período, exige cuidados. Já a safra de verão, vem tendo recorrentes perdas, principalmente com relação à cultura de soja”, analisou.

Atualmente, a Sancor Seguros concentra 90% de suas operações nos estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul. “Estamos implantando uma nova estratégia de diversificação de culturas e pulverização dos riscos neste ‘continente’ chamado Brasil. São Paulo é uma das fronteiras que iniciamos a desenvolver na safra 2019-2020 e estamos cada vez mais ampliando nossa participação no programa de subvenção estadual”, disse Cury.

A Sancor é uma das 13 seguradoras selecionadas pelo Programa Estadual de Subvenção do Seguro Rural em 2021. A Companhia é parte desta iniciativa desde 2017, quando garantiu R$ 177.313,78 em indenizações. Em 2018, passou para R$ 548.593,03 e nos anos seguintes, 2019 e 2020, alcançou os valores de R$ 1.405.426,73 e R$ 1.558.753,40, respectivamente. 

BMG e iFood vão oferecer seguros para restaurantes

Ifood seguros

Parceiros do iFood têm acesso a planos anuais que variam de R$ 120 a R$ 600 

A BMG Seguros firmou parceria com o iFood,  foodtech líder na América Latina, para oferecer seguros em modelos e preços diferenciados aos mais de 236 mil restaurantes cadastrados na plataforma do iFood. Com isso, os parceiros do iFood passam a contar com pacotes com preços fixos e diferenciados, com contratação online.

Segundo comunicado, os planos têm pagamento anual e variam conforme as coberturas: Básico (R$ 120,00), Padrão (R$ 180,00), Completo (R$ 240,00), Plus (R$ 300,00) e Premium (R$ 620,00).Para Thiago Amorim, gerente de Riscos e Seguro do iFood, esse é mais um benefício importante que o iFood oferece a seus parceiros, desenhado levando em consideração as necessidades e diferentes perfis dos restaurantes parceiros.

“A atuação do iFood vai além da operação do delivery. Estamos sempre buscando soluções e parcerias para apoiar todo o ecossistema e o desenvolvimento desse serviço especial com a BMG  traz ainda mais valor para os estabelecimentos, oferecendo proteção e cobertura para imprevistos ”, explica. 

O Plano Básico, por exemplo, cobre sinistros como incêndios, raios e explosões até R$ 30 mil, danos elétricos até R$ 6 mil, responsabilidade civil de operações até R$ 10 mil, anúncios luminosos até R$ 1,5 mil e mercadorias frigorificadas até R$ 2 mil.

Já o Plano Premium, o de maior valor e mais coberturas, cobre incêndios, raios e explosões até R$ 500 mil, danos elétricos até R$ 30 mil, responsabilidade civil de operações até R$ 50 mil, anúncios luminosos até R$ 10 mil e mercadorias frigorificadas até R$ 25 mil. Todos os planos oferecem assistência 24 horas (eletricista, encanador, chaveiro, limpeza em caso de sinistro e segurança 24 horas).

Os planos Plus, Completo e Premium contam com helpdesk. O Premium tem ainda vidraceiro, instalação de antenas, suportes, torneiras elétricas, tomadas e interruptores, check up elétrico, limpeza de caixa d´água, caixa de gordura e/ou esgoto, cobertura provisória de telhados, além de indicações dos profissionais necessários para casos de sinistro.

Segundo Michele Cherubini, diretor de Marketing da BMG Seguros, “os valores cobrados são preestabelecidos de acordo com a necessidade do segurado, sem cotação individual, e podem ser parcelados em até quatro vezes sem juros.

O próprio cliente contrata o plano pela internet e recebe a apólice digital por e-mail, com todas as informações. A emissão da apólice é em 24 horas e permite o uso da assistência 24 horas. Além disso, temos uma central de atendimento unificada para o que o cliente precisar, tudo ágil e descomplicado, sem inspeção prévia.

Santander lança no Brasil nova plataforma digital para contratação de seguros auto

Santander auto compara

Corretora fez parcerias com seis das maiores seguradoras do Brasil – HDI, Liberty, Sompo, Tokio Marine, Zurich e Allianz

O banco espanhol Santander lançou nesta terça-feira no Brasil uma nova plataforma digital para facilitar a realização de pesquisas e a contratação de seguros para carros e motos no país. Em funcionamento desde esta terça, a Auto Compara conta com parcerias com seis das maiores seguradoras do Brasil – HDI, Liberty, Sompo, Tokio Marine, Zurich e Allianz, segundo informou o Santander através de um comunicado.

Os clientes também podem utilizar um sistema inteligência artificial integrado para ajudar na escolha do seguro mais adequado. Além disso, a plataforma promete simplificar todo o processo burocrático para que os clientes possam efetivar a compra do produto desejado em “apenas três minutos”, de acordo com o Santander.

“A ideia que a maioria das pessoas tem sobre contratação de seguros – e com razão – é de um processo lento, burocrático, rodeado de perguntas e termos de difícil entendimento. O novo Auto Compara é o oposto dessa visão”, ressaltou o Chief Digital Officer do Auto Compara, Rogério Souza, através do comunicado.

“Criamos um processo de poucos cliques, mais simples e ágil do que, por exemplo, comprar uma passagem aérea”, acrescentou ele. O CEO da plataforma, Ronaldo Rondinelli, por sua vez, afirmou que “essa é a primeira onda de um market place que trará benefícios, soluções e informação” aos clientes da Auto Compara.

“Nossos pilares são simplicidade, rapidez e transparência. Este último é um desafio à parte no mercado de Seguros: enxergar exatamente as reais necessidades de cada cliente e oferecer a proteção ideal. E não estamos falando de entregar apenas preço, mas sim valor agregado. Simplificar a oferta de seguro auto é o caminho para gerarmos este valor”, concluiu o executivo.

CNseg prepara dados regionais de diversidade e inclusão do setor

cnseg 70 anos

Informações podem colaborar para melhores práticas de governança, afirma Confederação das Seguradoras

Fonte: CNseg

A Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) se prepara para divulgar dados relacionados à diversidade e à inclusão relativos a oito regiões sindicais do setor de seguros.

“Será uma importante métrica para que dirigentes, associadas e sociedade em geral possam avaliar o andamento das políticas de diversidade e de inclusão nos mercados locais do setor segurador”, informa nota divulgada.

Os dados, em fase de coleta, estarão disponíveis nas novas edições do Relatório de Sustentabilidade, publicação anual da CNseg.Para a confederação, o raio-X da diversidade local permitirá a obtenção de melhores práticas de governança corporativa e de inclusão social.

Beneficiários da saúde suplementar aprovam telessaúde

Maioria dos pacientes atendidos pela modalidade se mostrou satisfeita com essa nova opção de acesso

Fonte: FenaSaúde

O grau de satisfação dos pacientes com a telessaúde tem sido bastante alto na saúde suplementar brasileira. De acordo com o presidente da FenaSaúde, João Alceu Amoroso Lima, o Net Promoter Score (NPS), a métrica que mede a aceitação do serviço pelos pacientes atendidos por meio dessa modalidade, está entre 80% a 85%, segundo monitoramento realizado por operadoras. 

“A experiência foi muito bem conceituada pelo próprio paciente, em que pesem as dificuldades de início tanto de um lado como de outro para a adoção das ferramentas. A pandemia, sem dúvida nenhuma, acelerou a adoção da telessaúde não só na quantidade de consultas, mas no desenvolvimento de várias plataformas e outras soluções tecnológicas”, afirmou.

O presidente da FenaSaúde participou nesta terça-feira (23/2) de debate sobre os “Desafios e Oportunidades em Telesaúde” no evento “Diálogos Brasil-Reino Unido em Saúde Digital”. O webinar foi promovido pelo governo britânico em parceria com o Instituto Coalizão Saúde (ICOS).

Outra vantagem da telessaúde foi o aumento da produtividade dos atendimentos. As teleconsultas têm apresentado alta resolutividade,  atendendo mais de 90% das necessidades dos pacientes, conforme relatos das empresas associadas à FenaSaúde. Os não comparecimentos diminuíram bastante e há mais facilidades de encaixar novas pessoas nos horários de quem não compareceu. “Eu poderia resumir o principal ganho da aceleração do conceito da telessaúde em apenas uma palavra: o acesso. É a palavra chave da medicina”, disse o dirigente.

A ANS tem monitorado vários indicadores do mercado desde o início da pandemia. Um dos poucos que ainda não voltou ao nível pré-covid foram as idas aos prontos-socorros. Uma das razões apontadas por Amoroso Lima é o uso da telessaúde, que evita deslocamentos desnecessários. “Isso é um efeito muito bom, na medida em que há excesso de idas a pronto-atendimentos.”

O acompanhamento de pacientes crônicos também melhorou bastante com a telessaúde. Pessoas com comorbidades ou dificuldades que não podiam se deslocar foram monitoradas em suas casas. Ainda houve grande avanço na saúde mental. “O Brasil é 35 vezes mais extenso do que o Reino Unido. Temos aqui um desafio muito grande: os chamados vazios assistenciais, áreas em que não há acesso a médico, seja assistência primária ou especialistas. Nisso a telemedicina foi também um grande ganho”. 

Por fim, João Alceu Amoroso Lima defendeu pontos que considera fundamentais para a boa regulamentação da prática da telessaúde no país. Atualmente, a prática da telemedicina só tem respaldo legal enquanto durar o estado de emergência pública decorrente do novo coronavírus. A regulamentação definitiva está a cargo do Conselho Federal de Medicina.

Com relação à questão da territorialidade, não deve haver limitação para um médico ou profissional de determinada região atender pacientes de outras regiões: “O Brasil é um só e esse acesso tem de ser para todos”. Sobre se a primeira consulta deve ou não ser presencial, quem deve decidir é o médico junto com o paciente. Já sobre a remuneração das teleconsultas, Amoroso Lima defende que o mercado é livre e as empresas devem negociar livremente com os profissionais. 

Também participaram do evento o chefe da disciplina de telemedicina da Faculdade de Medicina da USP, Chao Lung Wen; o ex-secretário de atenção primária do Ministério da Saúde, Erno Harzheim; o diretor clínico da National Association of Primary Care, Dr. Nav Chana; e o presidente do Conselho de Administração da Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed), Wilson Shcolnik.

CNseg: setor segurador cresce 1,3% em vendas e reservas superam R$ 1,2 trilhão em 2020

Arrecadação totalizou R$ 273,7 bilhões; arrecadação avançou 15,4% em dezembro sobre o mesmo mês de 2019; garantias dos riscos (provisões) chegaram a R$ 1,2 trilhão

A edição 37 da Conjuntura CNseg, publicada pela Confederação Nacional das Seguradoras – CNseg, informa ter ocorrido vigorosa reação da receita de dezembro do setor segurador nacional, assegurando alta de 1,3% no fechamento do exercício de 2020, em relação ao ano anterior, para esse segmento da economia nacional – responsável pela geração de mais de 170 mil empregos diretos no País. A arrecadação anual totalizou R$ 273,7 bilhões, sem Saúde e DPVAT.

Na variação de dezembro sobre o mesmo mês de 2019, a arrecadação ficou na casa de dois dígitos, com expansão de 15,4%, alcançando R$ R$ 30,8 bilhões.  As provisões técnicas, que garantem os riscos do sistema, atingiram a cifra histórica de R$ 1,202 trilhão, aumento de 7,5% sobre o exercício imediatamente anterior. Em sinistros, indenizações, benefícios, resgates e sorteios, o setor totalizou R$ 151 bilhões – sem Saúde e DPVAT – em 2020, representado crescimento de 8,3% em relação a 2019.

O presidente da CNseg, Marcio Coriolano, no editorial da Conjuntura, ressalta a decisiva contribuição setorial de seguros, em 2020, para a proteção de rendas e patrimônios ameaçados pela queda do rendimento médio do trabalho, pelo desemprego em níveis altos e pela estagnação do produto de amplos segmentos produtivos. “O setor cumpriu a sua missão de desonerar o Governo de gastos para amparo à sociedade”, afirma.

Embora com menores taxas médias apresentadas nos anos anteriores à pandemia, o crescimento de prêmios do ano passado superou o de outras atividades industriais, comerciais e de serviços – com exceção do agronegócio – colocando o setor segurador entre os mais resilientes aos severos efeitos das crises epidemiológica e econômica.  Os impactos da recessão econômica, contudo, geraram um desempenho heterogêneo entre ramos e modalidades de seguros – uns com extraordinária alta; outros com desempenho negativo. 

“A crise de mobilidade trazida pela pandemia afetou duramente o setor segurador nacional, embora o efeito precaucional contra o risco do coronavírus tenha despertado maior interesse por ramos com coberturas diretamente correlacionadas à proteção em tempos de crise de mobilidade – como Patrimonial, Habitacional, Crédito e Garantias, Responsabilidade Civil, Rural, Marítimos e Aeronáuticos e Vida Risco. Outros ramos – como os de Automóveis, Transportes, Garantia Estendida e Planos de Acumulação – tiveram reversão de desempenho em razão da crise econômica que reduziu o volume de atividades produtivas, aumentou a taxa de desemprego e desestabilizou o mercado de capitais com forte volatilidade de ativos”, assinala Marcio Coriolano.

No ano, o segmento de Danos e Responsabilidades, cuja arrecadação avançou 6% sobre a de 2019, foi o mais dinâmico, enquanto o de Pessoas manteve-se estável e os Títulos de Capitalização decresceram 4,1%. Contribuíram para a alta do setor os ramos: Marítimo e Aeronáuticos, alta de 44; Rural, 29,5%; Responsabilidade Civil, 22,8%; Crédito e Garantias, 17,8%; e Patrimonial, 10,2%. Com viés de baixa, o Garantia Estendida com recuo de 6,3%; Automóveis, 2,1%; e Planos de Acumulação, 1,4%. 

Em seu editorial, Marcio Coriolano assinala ainda que os cenários ainda não permitem antever o desempenho do setor segurador neste exercício. A seu ver, o resultado dependerá crucialmente do tamanho da taxa de aumento do PIB para abrir espaço à recuperação de ramos de seguros caudatários da produção industrial, agrícola e comercial, como é o caso dos grandes riscos patrimoniais. “E também do incremento da renda pessoal e do emprego, combustíveis da demanda por produtos básicos patrimoniais, cobertura de vida, previdenciários, saúde suplementar e capitalização”, pondera.

Semana começa agitada, mas nem tudo é negativo no horizonte, pondera economista da CNseg

Pedro Simoes CNseg

A projeção para o IGP-M este ano subiu de 6,97% para 8,02% e, para o IPCA, subiu de 3,62% para 3,82%

A semana começa agitada, mas ainda é cedo para ter uma noção clara dos efeitos da intervenção do Palácio do Planalto em assunto da Petrobras, com o anúncio, na sexta-feira, 19, sobre a substituição de Roberto Castello Branco pelo general Joaquim Silva e Luna na presidência da estatal. Como era de se esperar, a notícia trouxe forte impacto para o mercado financeiro nesta segunda-feira. As ações da Petrobras apresentavam uma queda que chega à casa dos 20%.

Tais mudanças ainda não estão refletidas no boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira, com dados colhidos até a última sexta com analistas do mercado pelo Banco Central. “É preocupante esta notícia da Petrobras. Os papéis das empresas estatais provocaram a forte queda do Ibovespa nesta manhã, o real se desvalorizou em relação ao dólar e os juros futuros voltaram a ficar mais pressionados com o aumento da aversão ao risco no País”, comentou o economista Pedro Simões, do Comitê de Estudos de Mercado da CNseg, a Confederação Nacional das Seguradoras.

Mas, por outro lado, cita o economista, temos outras notícias que sinalizam que o governo está mais focado em resolver os problemas fiscais, uma grande preocupação. “A sinalização positiva de Arthur Lira, presidente do Congresso Nacional, da volta do auxílio emergencial com um mínimo de preocupação com a questão fiscal é uma boa notícia, inclusive diante da previsão de que sem quase 30 milhões de pessoas sejam rebaixadas para a linha de extrema pobreza”, acrescenta. As medidas – tais como a proibição de aumentos do funcionalismo público até o final do ano que vem – seriam suficientes para cobrir o custo estimado de R$ 30 bilhões do novo auxílio, mais focado e com valor reduzido (com quatro parcelas de até R$ 250), traz a análise da CNseg. 

Outro destaque da semana está no mercado americano, com um potencial retorno de taxas de inflação mais altas nos EUA, que poderia levar a uma alta de juros mais precoce e mais intensa naquele país, ainda que não haja clareza quanto a isso, porém que afetam o Brasil com mudanças no preço das commodities, pressão sobre o real, taxas de juros e inflação”, enumera Simões.

Leia a íntegra do boletim Acompanhamento de Expectativas Econômicas semanal feito pela Superintendência de Estudos e Projetos (Suesp) da CNseg, no portal.

Diretor da Bradesco Seguros dá cinco dicas aos corretores: leia

Data: 29.05.2017 Local: Alphaville, São Paulo Assunto: Retrato de Francisco Rosado, diretor da área de corretores da Bradesco Seguros na sede empresa. Assistente: Luiz Michelini Foto: Bitenka

A expansão dos serviços online é uma das mais fortes tendências para os corretores alavancarem novos negócios

O investimento em tecnologia tem sido um dos grandes focos do mercado de seguros e deverá continuar assim ao longo de 2021. O mercado aposta em soluções que simplifiquem as atividades dos corretores de seguros e que melhorem a experiência dos clientes durante a jornada de atendimento. Além disso, a pandemia trouxe uma mudança significativa no comportamento dos brasileiros, sobretudo quando se fala em hábitos e necessidades da população.

O cenário para a economia global em 2021, especialmente para o ramo de seguros, se mostra construtivo; nesse aspecto, o papel do corretor se torna ainda mais essencial e relevante – é ele quem deve acompanhar as transformações e estar ainda mais próximo desse novo consumidor. Leonardo de Freitas, diretor da Organização de Vendas do Grupo Bradesco Seguros, destaca cinco projeções para os corretores de seguros neste ano. Confira! 

1 – Amplie a consciência da população em torno do seguro
Há anos, um dos grandes desafios enfrentado pelo mercado segurador, para obter um crescimento exponencial, é a questão da consciência da população em torno da proteção – ou seja, o entendimento da importância do seguro em meio aos imprevistos. Entretanto, para Freitas, o cenário atual é propício para oferta de seguros ainda poucos explorados, pois a pandemia começou a despertar essa percepção dos riscos na população. “É comum que assim que uma pessoa compre um carro, ela adquira um seguro de automóvel; mas a concepção de seguros vai muito além da proteção de bens e patrimônios, pois a segurança deve fazer parte de todos os momentos da vida; e é por isso, que existe uma linha ampla de produtos, pensados de acordo com os ciclos e necessidades de cada pessoa. O ramo de vida, por exemplo, engloba a proteção pessoal, familiar e educacional, sendo visto com um ótimo aliado em casos de doenças graves, despesas médicas e hospitalares, e até mesmo em casos de desemprego”, destaca. 

2 – Esteja nos canais de vendas que o seu consumidor está
A tecnologia é capaz de trazer enormes ganhos de eficiência e produtividade, e todos têm a ganhar com isso — seguradora, corretor e cliente. Vivemos uma fase em que, como nunca antes, tudo se transforma em um ritmo extremamente veloz – os comportamentos e costumes; os métodos de trabalho/ estudo; e até mesmo o relacionamento entre as pessoas. “A tecnologia mesmo sendo um grande desafio para os corretores, também é uma grande oportunidade; por isso, os profissionais precisam continuar adaptando-se as inovações, e principalmente, ao novo consumidor – que também está em constante transformação. De modo a entregar soluções de forma mais ágil, pensando nos mais variados canais em que um potencial consumidor pode estar”, ressalta Leonardo. 

3 – Acompanhe as tendências do mercado
Em um momento de tantas transformações, a capacitação continua sendo necessária para que os corretores aprimorem novas habilidades e competências no mercado segurador. “É importante que o profissional se mantenha constantemente atualizado as novidades da área e as novas tecnologias e serviços do mercado; a fim de simplificar a rotina e tornar seus negócios mais produtivos e assertivos”, reforça o executivo. 

4 – Crie um relacionamento mais próximo e assertivo com o cliente 
Em termos de comunicação com o cliente, é preciso investir em estratégias de aproximação; conhecer e entender o momento de vida do consumidor é essencial para entregar o produto certo. “Busque fortalecer ainda mais o relacionamento com os seus clientes, converse para compreender a situação de cada indivíduo; seja claro, objetivo e sempre demonstre uma postura empática, independente do momento. Afinal, a missão do corretor é proteger; amparar e apoiar o cliente com eventualidades e imprevistos”, afirma o diretor. 

5 – Ofereça uma experiência de consultoria personalizada 
Os corretores que possuem resultados mais significativos em suas vendas são aqueles que focam suas energias em gerar valor para o consumidor a todo o tempo. Trata-se de ir além de oferecer produtos, e sim soluções – opiniões, anseios e necessidades do cliente devem ser levadas em consideração. “Planejamento, comprometimento e adaptabilidade as novas tecnologias são palavras vitais para o desenvolvimento de novos negócios. Para isso, é necessário que o corretor ofereça uma experiência de consultoria personalizada e em diferentes plataformas de atendimento”, finaliza Leonardo.