Novas coberturas ampliam atendimento dos planos de saúde, mas impacto sobre os custos preocupa

vera valente Fenasaude

69 procedimentos aprovados incluem 19 medicamentos de combate ao câncer; inclusões no rol terão efeito bilionário sobre os gastos do sistema

Fonte: FenaSaúde

As operadoras de planos de saúde ampliarão a cobertura oferecida a seus beneficiários. A partir de 1° de abril, 69 novos procedimentos – entre exames, terapias, cirurgias e novos medicamentos – serão incorporados ao rol obrigatório definido pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). As associadas à Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) estão preparadas para garantir a cobertura desses novos procedimentos e eventos, que vão aumentar o acesso dos brasileiros à saúde de qualidade.

Entre os novos itens incorporados estão 19 medicamentos de combate ao câncer. Isso amplia a lista de remédios oncológicos cobertos pelos planos de saúde para 58. As novidades beneficiam mulheres com tumor na mama em estágio avançado, pacientes com câncer de pulmão com metástase, leucemias, tumores de fígado, próstata e rim, melanomas e mielomas.

Outros 17 medicamentos imunobiológicos entraram para o rol, com aplicações para asma, esclerose múltipla, hidradenite supurativa, psoríase, retocolite ulcerativa, urticária crônica e uveíte.

Também passam a ser cobertos quatro novos tipos de cirurgia, para hérnia de disco lombar, coração, mandíbula e coluna cervical. Os exames e terapias incluídos permitirão diagnósticos e tratamentos de pré-eclâmpsia, câncer de pulmão e de mama, tuberculose e inflamação intestinal, entre outros.

Pela primeira vez, a ANS estimou o impacto orçamentário gerado pelos novos itens, uma medida fundamental para medir o efeito sobre os custos e sobre a formação de preços e mensalidades. A estimativa do órgão regulador vai de R$ 1,52 bilhão a R$ 2,41 bilhões, o que equivale a até 1,5% da despesa assistencial registrada nos últimos 12 meses até setembro de 2020 (dado mais recente disponível).

No entanto, o impacto pode ser ainda maior, de acordo com a utilização dos novos tratamentos. Isso porque os planos de saúde não geram custos; eles os gerenciam e os distribuem entre seus beneficiários, modelo adotado na saúde suplementar em qualquer lugar do mundo. Portanto, a elevação dos gastos na prestação dos serviços é repartida entre todos os participantes do sistema.

“O processo de atualização do rol é uma oportunidade para dar transparência à incorporação de novas tecnologias e seu consequente impacto nos custos da prestação de serviços de saúde, preocupação cada vez maior de quem lida com o setor no mundo todo”, avalia Vera Valente, diretora executiva da FenaSaúde. “No entanto, nossa avaliação é que o impacto financeiro da atualização pode ser muito maior do que o comunicado pela ANS.”

Os custos de saúde crescem muito acima dos índices gerais de preços por causa de fatores como inovação tecnológica, mudanças demográficas e maior uso do sistema. Por isso, as associadas da FenaSaúde têm buscado atuar em iniciativas que garantam maior resolutividade, com melhores resultados para os beneficiários a custos compatíveis. Um sistema equilibrado permite mais possibilidades de tratamento e cura, com custos mais racionais – portanto, com menor impacto financeiro sobre o bolso dos clientes.

A diretoria da ANS também voltou a reforçar que o Rol de Procedimentos traz a cobertura máxima obrigatória para os planos de saúde. A agência detalhou em um dos artigos da norma que o rol é taxativo. Com isso, a ANS incorporou à norma o entendimento que ela tem conferido aos limites de cobertura desde 1998, quando foi publicada a Lei 9.656, assim como em ações judiciais e documentos públicos posteriores.

Prazo de atualização

Outra decisão anunciada pela ANS foi propor prazos menores para a atualização do rol. Atualmente, a lista é revisada a cada dois anos. A agência abriu consulta pública para que essa avaliação seja permanente, garantindo a inclusão mais rápida de novas terapias, mas mantendo a avaliação sobre a segurança de cada tratamento novo. Chamado de ATS (Avaliação de Tecnologias em Saúde), esse processo é fundamental para garantir a segurança do paciente e a efetividade dos tratamentos.

A incorporação automática, sem avaliação de eficácia, efetividade, acurácia e segurança por meio de ATS, é um risco à saúde e à vida dos pacientes. A obtenção do registro de um medicamento na Anvisa garante apenas o direito para sua comercialização. Não analisa se a tecnologia é superior às existentes ou se deve ou não ser adotada na assistência médica. “Essa é uma etapa obrigatória e necessária à regulação, pois analisa a eficácia, a segurança e os impactos de custo das novas tecnologias”, detalha a diretora executiva da FenaSaúde.

IZA Seguros é autorizada no sandbox da Susep

Portaria publicada no DOU autoriza IZA a operar por até 36 meses em ambiente mais flexível

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) publicou hoje, no Diário Oficial da União (DOU), a Portaria nº 7.764, que autoriza a IZA Seguros a atuar, por até três anos, dentro do modelo Sandbox Regulatório. A autorização permite que a empresa opere com menor custo regulatório e tenha mais flexibilidade para inovar.

Em suas redes sociais, a IZA, que oferece proteção para despesas médicas, funeral e acidentes, afirma que o seguro oferece proteção à vida do brasileiro que depende só do seu trabalho para se manter mesmo nos momentos difíceis com uma solução confiável, humana, descomplicada e justa, promovendo a inclusão social de todos.

Com a IZA, o Sandbox passa a ter oito empresas autorizadas pela Susep. Outros dois projetos estão em fase de autorização e propõem novas tecnologias ou processos inovadores, que modernizarão o setor de seguros brasileiro e trarão recursos mais simples para os usuários.

Com as autorizações, a expectativa da Susep é que, em breve, as empresas comecem a operar e comercializar novos produtos. Os seguros que serão oferecidos incluem tablets, smartphones e dispositivos portáteis; animais domésticos; residência; automóveis; acidentes pessoais; funeral. Haverá oferta de seguros intermitentes, utilizados sob demanda, bem como seguros paramétricos para desastres, de acordo com alertas das autoridades públicas de cada estado.

O Sandbox Regulatório é um ambiente experimental constituído com condições especiais, limitadas e exclusivas que não representam barreiras à inovação. O ambiente tem como objetivo reduzir custos e facilitar os processos para os consumidores, com foco na melhoria da experiência do usuário.

Contratação de apólices de seguro rural cresceu mais do que o dobro em 2020

seguro rural MAPA

Foram adquiridas 193 mil apólices em 13,7 milhões de hectares

Fonte: MAPA

Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) divulgou, nesta quarta-feira (3), o resultado consolidado da execução do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) em 2020. Foram aplicados R$ 881 milhões em subvenção ao prêmio, o que permitiu apoiar a contratação de 193.470 apólices de seguro rural. Essas apólices foram adquiridas pelos produtores rurais em todas as regiões do país e somaram 13,7 milhões de hectares segurados. Já o valor total segurado por essas apólices representou a importância de R$ 45,7 bilhões.

“No ano passado, foi possível alcançar um patamar importante para o seguro rural. Em 2019, o PSR atendia cerca de 42 mil produtores, e, em 2020, conseguimos apoiar 105 mil produtores”, afirmou a ministra Tereza Cristina.

“Considerando os sucessivos problemas climáticos observados nos últimos anos, cada vez mais severos, o produtor rural não deveria plantar sem a proteção do seguro. Apenas em 2020, as seguradoras pagaram em indenizações aos produtores aproximadamente R$ 2,5 bilhões, isso demonstra a efetividade do seguro”, avaliou o diretor do Departamento de Gestão de Riscos, do Mapa, Pedro Loyola.

Contratação

O produtor que tiver interesse em contratar o seguro rural deve procurar um corretor ou uma instituição financeira que comercialize apólice de seguro rural. Atualmente, 14 seguradoras estão habilitadas para operar no PSR. O seguro rural é destinado aos produtores pessoa física ou jurídica, independente de acesso ao crédito rural.

A subvenção econômica concedida pelo Ministério da Agricultura pode ser pleiteada por qualquer pessoa física ou jurídica que cultive ou produza espécies contempladas pelo programa. Para os grãos em geral, o percentual de subvenção ao prêmio pode variar entre 20% e 40%, a depender da cultura e tipo de cobertura contratada. No caso das frutas, olerícolas, cana-de-açúcar e demais modalidades (florestas, pecuário e aquícola), o percentual de subvenção ao prêmio será fixo em 40%.

IRB receberá R$ 358 milhões por acordo homologado com Eletronorte

IRB Brasil re

Grande expectativa do mercado agora está em quem será o novo CEO

Enquanto todos aguardam com ansiedade o nome do novo CEO do IRB-Brasil Re, a rotina para sanear o ressegurador segue a passos largos. Nesta quarta-feira, o IRB divulgou comunicado para informar que foi publicada a homologação do acordo judicial celebrado com a Centrais Elétricas do Norte do Brasil (Eletronorte).

O acordo encerra a ação de ressarcimento proposta em dezembro de 2005 pelo IRB, SulAmérica e outras seguradoras, objetivando o ressarcimento dos valores pagos à Albras (Alumínio Brasileiro) em razão de contrato de seguro firmado, em decorrência de sinistro envolvendo interrupção de energia elétrica. Pelo acordo, está previsto o pagamento, à vista, pela Eletronorte ao IRB Brasil RE, do valor de aproximadamente R$ 358 milhões, do total de R$ 390 milhões, até o dia 10 de março.

Já o nome do novo CEO, cargo que Antonio Cassio dos Santos acumula com o de presidente do Conselho, deve sair em breve. Santos deve seguir na presidência do Conselho, juntamente Jorge Lauriano Nicolai Sant’Anna, como suplente do presidente, e, como titulares do colegiado, Regina Helena Jorge Nunes, Ivan Gonçalves Passos, Henrique José Fernandes Luz, Marcos Pessoa de Queiroz Falcão, Ellen Gracie Northfleet, Hugo Daniel Castillo Irigoyen. Todos os nomes já fazem parte do atual conselho e seriam reconduzidos a um mandato de dois anos.

Grupo AXA implantará modelo Smart Working em 57 países até 2023

AXA Seguros

Fonte: AXA

O Grupo AXA anunciou a implantação do modelo Smart Working, que será aplicado a todas as unidades até 2023. O objetivo é avançar no conceito para além do trabalho híbrido, aplicando as melhores práticas de gerenciamento do tempo e das atividades dos colaboradores. A decisão do Grupo vem ao encontro das demandas da própria equipe: em pesquisa realizada globalmente, 90% indicaram o desejo de atuar em um modelo que fortaleça o equilíbrio entre vida pessoal e profissional. No Brasil, esse número é de 98%.

“Nós já vínhamos implementando esse formato antes da pandemia e, agora, vamos aprofundar o tema. Não se trata apenas sobre trabalhar em casa ou no escritório, é um novo modelo mental a ser desenvolvido, com mais mobilidade de horários e novos modelos de compartilhamento de conhecimento e tarefas. Nosso escritório vai funcionar como uma âncora da nossa cultura, para nos ajudar a construir nossas relações de trabalho e inspirar uns aos outros, mantendo nosso senso de pertencimento, de sermos One AXA”, afirma Alexandre Campos, Diretor Executivo RH, Jurídico, Compliance e Responsabilidade Social 

Com a adoção do modelo, unidades da AXA em vários países vão compartilhar aprendizados e experiências, para definir em conjunto uma visão sobre como trabalhar no futuro, quando a crise sanitária tiver terminado.

Ituran supera crise da pandemia e projeta crescimento de até 15% em 2021

ituran 2021

‘Inovações tecnológicas e relacionamento com cliente impulsionaram o crescimento no País’, destaca CEO da Ituran Brasil, Amit Louzon

Fonte: Ituran

Mesmo com a pandemia do novo coronavírus (Covid-19), a Ituran Brasil conseguiu fechar de forma positiva o seu balanço e projeta crescimento vigoroso em 2021. Líder global no setor de rastreamento automotivo, a companhia manteve investimentos constantes, acelerou mudanças e fez adaptações aos novos tempos.

Em 10 anos, a Ituran emitiu em torno de 2 milhões de apólices do Ituran com Seguro, produto que é um dos carros-chefes da companhia. Mesmo com a pandemia, em 2020, a multinacional israelense emitiu 300 mil apólices – mesmo número que em 2019. O segmento corporativo de frotas teve um crescimento de 42% no ano passado – em relação a 2019 – atendendo às necessidades do mercado de gestão de frotas. “Fechamos 2020 com crescimento de vendas em geral”, destaca o CEO da Ituran Brasil, Amit Louzon, projetando que “em 2021, a empresa pode avançar ainda mais”.

A Ituran investiu em novas contratações e, com isto, manteve o fluxo de trabalho “a postos” – sempre levando em conta as medidas de saúde necessárias para a segurança de todos. Desde março de 2020, a quase totalidade dos 700 funcionários estão trabalhando na modalidade home office o que não impactou na produtividade ou riscos aos clientes devido aos investimentos tecnológicos feitos pela empresa. “Nossa tecnologia avançada permitiu que nossos colaboradores, mesmo em home office, antes visto como um modelo de trabalho distante da realidade, em pouco tempo se adaptasse gerando aumento de produtividade. Saímos mais fortes”, frisou Louzon.

No tratamento entre empresa e clientes, até por conta desta mudança de hábito, a Ituran desenvolveu um relacionamento de preservação e cuidados. “Disponibilizamos a instalação domiciliar gratuita (com todos os cuidados necessários), congelamento dos estornos dos cancelamentos para parceiros e desconto de 25% na primeira mensalidade, com possibilidade de dividir no cartão de crédito em até 3 vezes”, contou.

Além dos canais telefônicos, que estão funcionando normalmente, os clientes ainda podem contar com os digitais disponibilizados pela empresa: o aplicativo Ituran Digital, o portal do cliente e o chat online. Com a migração cada vez maior para o mundo digital, a empresa teve um crescimento de 21% nos atendimentos via canais digitais em 2020. Hoje, 61% dos atendimentos ao cliente são realizados pela internet. “Graças aos fortes investimentos em tecnologia, a operação continuará funcionando em plena conformidade com os padrões globais da companhia”, reforçou Amit.

Ele destaca que outros fatores que ganharam atenção foram elevação das estatísticas de roubo e furto. “Com a recessão provocada pela pandemia, o aumento do desemprego tornou-se uma realidade e, com isto, o número de ocorrências se elevou. Portanto, mais do que nunca, foi preciso proteger o patrimônio”, diz.

Dessa forma, a crise que tirou os empregos, também reduziu a renda. “Foi preciso oferecer opções com melhor custo-benefício ao consumidor”, explica Louzon, relatando que “o combo de rastreamento com seguro, em parceria com renomadas seguradoras do mercado, foi um mecanismo de alavancagem”, pontuou.

Louzon lembra que o Brasil, em faturamento, é o mercado mais promissor da multinacional. O ganho global foi de US$ 279,3 milhões em 2019 e cresceu 10% no ano passado. “Somos líderes no grupo e projetamos um crescimento novamente de 15% até o fim de 2021. Essa é a nossa meta”, finalizou.

Pesquisa mostra como a pandemia impactou o mercado de seguro auto em 2020

pesquisa seguro auto 2020

Em 2020, como ficou o setor de seguros? A pesquisa da Smartia Seguros, em parceria com a TEx, mostra como ficou o mercado, em que o seguro auto foi o mais afetado. Confira!

Fonte: Smartia

A pandemia do coronavírus trouxe impactos consideráveis no mercado em 2020, inclusive, no de seguros, como aponta a pesquisa feita pela Smartia Seguros, em parceria com a TEx . 

Segundo o levantamento, além de alterações nos tipos de preferências dos seguros, relações com a seguradora e pagamentos, houve queda nos preços dos seguros em grande parte das regiões brasileiras. 

Em contrapartida, as coberturas também foram reduzidas. Ambas mudanças vêm influenciando na arrecadação das seguradoras. Como reflexo, o setor diminuiu. 

Nicho de seguro auto foi o mais afetado pela pandemia em 2020 

Com grande queda na contratação, bem como no pagamento dos contratos, as seguradoras de seguro auto tiveram que diminuir os preços dos prêmios. Assim, estes passaram também a ser mais simples ao usuário, com coberturas mais enxutas. 

A pesquisa da Smartia aponta que, com o home office, as pessoas utilizam menos seus carros. Com isso, os riscos foram reduzidos, o que diminuiu a importância dessa proteção aos olhos dos brasileiros. 

Ao comparar janeiro a julho de 2020 com o mesmo período de 2019, a CNSeg (Confederação Nacional das Empresas de Seguros), registrou uma queda superior a 5% na arrecadação dos seguros de carros. 

Além disso, o ano registrou baixa venda de carros novos no Brasil, conforme pesquisa da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), sendo estes os principais contratantes da proteção. 

Seguro auto: queda no preço, mudança no modelo e parcelamentos 

Considerando a renovação do seguro auto, o preço médio atingiu uma queda de 15%, aponta a TEx. As seguradoras chegaram a oferecer até 44% de desconto para que seus clientes renovassem o contrato, estes com coberturas mais básicas. 

Conforme apontado pela Smartia, as apólices de novas contratações de seguros tiveram uma queda de 5% no valor, além de condições de pagamento mais flexíveis. Esse último foi baseado no levantamento da TEx, em novembro, que mostra que antes da pandemia 38% dos segurados parcelaram em mais de 10 vezes, contra 43% durante o coronavírus. 

E para atender aos clientes durante o isolamento social, as seguradoras adotaram a tecnologia para vistorias. Ou seja, estas foram realizadas on-line, após envio de fotos para a análise técnica. 

Como ficou o preço do seguro auto nos estados brasileiros? 

A Smartia, juntamente com a TEx, avaliou dados mensais e constatou que os preços dos seguros auto variaram muito por região do país. Embora a queda nos preços tenha sido tendência, algumas cidades visaram a recuperação do setor, fazendo um movimento contrário. 

Ao obter dados mensais, a pesquisa analisou os preços dos seguros no estado mais populoso em cada uma das regiões do Brasil. No caso de seguros já contratados, não houve alteração nos valores. 

Em São Paulo, por exemplo, muitas cidades registraram aumento no preço do seguro auto em 2020, diferente do restante do país. Entre as localidades analisadas que registraram maior aumento no preço estão: Barueri, com 28% entre janeiro e novembro, e Campinas, sendo 32% de outubro a novembro em Guarulhos. 

Mas algumas cidades paulistas tiveram queda no valor dos seguros de carros, com destaque para São José Dos Campos, que alcançou queda de 20%, entre janeiro e novembro, e São Bernardo do Campo, com 26% entre outubro e novembro. 

Já no Rio Grande do Sul, apenas Canoas registrou aumento de preço do seguro, com 13% entre janeiro e novembro. Entre os meses de outubro e novembro, o maior aumento ocorreu em Caxias do Sul, com 24%, enquanto Canoas apresentou queda nesse mesmo período. 

No geral, entre janeiro e novembro de 2020, ainda no mesmo estado, Caxias do Sul registrou maior redução nos valores, sendo de 45%. Ao analisar a diferença entre outubro e novembro, Canoas teve percentual de 7%. 

A pesquisa no estado do Pará mostrou elevação nos preços dos seguros em Castanhal e Parauapebas. Esta última teve maior aumento de janeiro a novembro e outubro a novembro, sendo de 33% e 42%, respectivamente. 

Belém é o município que registrou maior queda no valor da proteção para carros ao longo do ano, sendo de 4%. Mas Marabá é que ficou em destaque ao considerar outubro e novembro, com percentual de 8%. 

Além dessas, o levantamento da Smartia considerou os estados de Goiás e Bahia. Nesses, nos primeiros 11 meses do ano, os municípios com aumento nos preços do seguro foram Rio Verde/GO, com variação de 130%, e Vitória da Conquista/BA, com aumento de 40%. Já no período de outubro a novembro, o percentual foi de 30% em Aparecida de Goiânia e de 33% para a cidade baiana. 

Nestes dois estados, as cidades que registraram queda nos preços do seguro auto foram Santo Antônio do Descoberto e Itabuna, sendo no acumulado do ano de 34% e 27%, respectivamente. Mas, no período de outubro a novembro, o destaque foi para Goiânia, com 25% de queda e Lauro de Freitas, com 7%. 

Levantamento aponta região do Brasil com seguro mais caro e barato 

Conforme a Smartia, o acumulado de preços variou muito, ao considerar o estado mais populoso de cada região. 

Veja na tabela qual estado sofreu maior aumento/queda em cada região analisada! 

No geral, a região Sul registrou maior queda, enquanto a região Norte apresentou o maior aumento nos preços dos seguros de carros. 

A média de preços dos seguros, por região do Brasil, no mês de novembro é de: Sudeste/R$ 3.594,81, Sul/R$ 3.103,80, Norte/R$ 3.794,18, Centro-Oeste/R$ 4.123,01 e Nordeste/R$ 3.667,94. 

Portanto, apenas no mês de novembro, a pesquisa concluiu que os seguros de carros mais baratos estão na região Sul, enquanto a média de preço de seguro auto mais caro está na região Centro-Oeste. 

Preço do seguro auto de acordo com a FIPE 

O levantamento também mostra o preço do seguro auto para carros com FIPE, nas regiões do país. 

Os que ficaram com preço médio mais elevado, em novembro, considerando veículos com FIPE maior que R$ 150.000,00, foram: Sudeste/R$ 7.413,09, Sul/R$ 6.482,25, Norte/R$ 8.558,97, Centro-oeste/R$ 8.966,37 e Nordeste/R$ 7.634,40. 

Já as quedas de preços, ainda para carros com FIPE acima de R$ 150 mil, os valores para os 11 primeiros meses de 2020 foram: Sudeste/R$ 526,13, Sul/R$ 1.142,90 e Nordeste/R$ 643,11. 

As regiões Norte e Nordeste alcançaram maior queda, para veículos FIPE de R$ 80 mil a R$ 150 mil, sendo de R$ 265,03, Norte, e de R$ 882,24, Nordeste, aponta a pesquisa da Smartia. 

CNseg: dados consolidados do mercado segurador em 2020

mercado de seguros em 2020 CNseg

Conjuntura CNseg nº 37 avalia comportamento de ramos diante da pandemia

A crônica de 2020, um ano histórico, com todas as repercussões para o setor segurador, é tratada na seção “Análise de mercado” da edição 37 da Conjuntura CNseg, publicação da Confederação Nacional das Seguradoras – CNseg. Surpreendente no primeiro momento, a pandemia produziu reconhecidos danos a todas as atividades econômicas, mas seus efeitos foram sendo gradualmente reduzidos no setor segurador no decorrer do segundo semestre do ano passado, indicando que a pandemia despertou maior sentido de aversão a riscos para a sociedade como um todo.

A Conjuntura CNseg assinala que a redução dos impactos sobre o setor segurador nacional foi gradual, até ter atingido o melhor resultado nominal no mês de dezembro – mais de R$ 30 bilhões em prêmios e alta de quase 15,4% sobre o mesmo mês de 2019 -, importante para levar a arrecadação anual de 2020 para o território positivo: alta de 1,3% e arrecadação de R$ 274 bilhões em prêmios de seguros, contribuições de previdência e faturamento de capitalização (sem Saúde Suplementar e DPVAT). Outros R$ 151 bilhões pagos em sinistros, benefícios, sorteios e resgates, representaram alta de 8,3%, em relação aos valores de 2019, demonstrando a capacidade de atendimento às demandas de empresas e pessoas.

O vírus desafiou, contudo, mentes e corações de seus dirigentes, que encontraram na migração digital a pedra de toque para superar obstáculos causados pelas restrições à mobilidade urbana e ao funcionamento de inúmeras atividades, sobretudo as de serviços. 

Embora reconhecendo a capacidade e solvência setorial, o raio-X do crescimento do setor enunciou uma evolução desigual entre seus diversos ramos e modalidades de seguros. Ou seja, refletindo a realidade dos setores aos quais se destinam as coberturas, houve desde altas até quedas expressivas no movimento do ano entre os distintos segmentos e seus ramos. Ao mesmo tempo, os números do setor são eloquentes ao demonstrar que seguem a trilha das coberturas requisitadas pelos consumidores, em meio às incertezas e medos provocados pela pandemia.

Por segmento, as Coberturas de Pessoas cresceram 20,7% (R$ 21,5 bilhões) em dezembro, na comparação com o mesmo mês de 2019, obtendo arrecadação estável na comparação anual entre 2020 e 2019 (R$ 172,45 bilhões). Dessa forma, o segmento recuperou as perdas concentradas no segundo trimestre do ano passado.

Já os seguros de Danos e Responsabilidades avançaram 9,9% (R$ 7,3 bilhões) em dezembro, em relação ao mesmo mês do ano anterior, e encerraram 2020 com crescimento de 6% (R$ 78,3 bilhões) sobre 2019. 

Os Títulos de Capitalização, após um indicativo de retomada no terceiro trimestre, voltaram a apresentar retração e, em dezembro, recuaram 9,8% (R$ 2,0 bilhões), em comparação ao desempenho do mesmo mês do ano anterior. No acumulado do ano, o faturamento foi de R$ 22,9 bilhões, recuo de 4,1% sobre o mesmo período do ano anterior.

Por sua vez, os resgates cresceram 17% no ano nos Planos de Acumulação em Coberturas de Pessoas, resultando em captação líquida 23,6% inferior a observada no ano anterior.

De volta aos prêmios, constatam-se destaques em diversos produtos de Danos e Responsabilidades. O de seguro Automóvel, na comparação entre dezembro de 2020 e 2019, teve aumento de 6,6% – porém, no acumulado do ano decresceu 2,1%. O grupo Patrimonial cresceu 8,5% em dezembro, em relação ao mesmo mês do ano anterior. No ano, o avanço foi de 10,2% (R$ 14,6 bilhões).

Os seguros Massificados, que correspondem a mais de 80% do grupo Patrimonial, movimentaram, em dezembro de 2020, mais de R$ 1 bilhão em prêmio, avanço de 23,1% contra dezembro do ano anterior. No acumulado em 2020, o montante de prêmio ultrapassou R$ 10,5 bilhões, valor 5,9% maior do que aquele observado em 2019.

Dentro dos seguros Massificados, o Residencial viu sua demanda aumentar no ano da pandemia e apresentou crescimento de dois dígitos desde agosto. Em dezembro, o avanço na arrecadação foi de 21,7% sobre o mesmo mês do ano anterior e, no ano, o crescimento é de 6,1%. O resultado do seguro Rural – arrecadação recorde de quase R$ 7 bilhões – foi ainda mais extraordinário: de 29,5% no ano, em relação a 2019.

O segmento de Coberturas de Pessoas conseguiu recuperar as perdas ocorridas durante 2020, fechando o ano com virtual estabilidade. Entre os chamados Planos de Risco, os destaques foram os seguros de Vida e Prestamista. Já a Saúde Suplementar, apesar da conjuntura econômica adversa, fechou o ano com mais beneficiários sob seu guarda-chuva. Um total de 74.614.676, dos quais 47.564.363 beneficiários de planos de assistência médica e 27.050.313, odontológicos.

Vendas da Mitsui Sumitomo crescem 33% em 2020, para R$ 646 milhões

helio kinoshita Mitsui Sumitomo

“Os resultados atingidos são motivos de reconhecermos a excelente performance do nosso time, num ano difícil, desafiador e cheio de indefinições”, comenta o vice-presidente Hélio Kinoshita

A Mitsui Sumitomo Seguros, maior seguradora da Ásia e integrante do 8° maior grupo segurador do mundo, encerrou 2020 com vendas de R$ 646 milhões no Brasil, 33% acima das vendas obtidas em 2019, excluindo-se o DPVAT que foi descontinuado em 2020. “Toda a equipe, funcionários e corretores parceiros, se uniram para agir de um novo jeito e garantir o crescimento da nossa produção e melhorar nossa rentabilidade num momento tão árduo”, comentou Hélio Kinoshita, vice-presidente da Mitsui Sumitomo. 

O executivo ressaltou que todos os produtos apresentaram um expressivo crescimento. O automóvel que é a maior carteira da companhia, cresceu 29% com uma sinistralidade menor, beneficiada pela quarentena.
Os seguros de RE corporativo registraram crescimento de 40%. “O segmento de grandes riscos seguiu num ritmo positivo mesmo com a pandemia. Três anos consecutivos crescemos acima de 40% ao ano. Em meados do ano passado passamos a atuar em seguro garantia e estamos muito satisfeitos em ofertar aos nossos clientes empresariais este novo produto”.

Kinoshita também aposta num bom desempenho do segmento corporativo com a nova regulamentação em curso pela Susep sobre seguros de danos. “Certamente vai facilitar a colocação de programas de seguros mundiais”, aposta. “Estamos investindo em tecnologia para facilitar o dia a dia de nossos parceiros e tornar a jornada do cliente uma experiencia ágil e transparente. Isso já nos traz bons frutos, com corretores e outros parceiros buscando a Mitsui Sumitomo para desenvolvermos juntos novos nichos e produtos”, comentou Kinoshita. Neste ano, entra em operação parceria fechada com o banco digital C6, para venda de seguro para pequenas construções.

“A combinação de um crescimento expressivo,  com redução da sinistralidade e controle de despesas gerou uma melhora no Índice Combinado de 3.8 pontos percentuais, demonstrando que estamos com a estratégia correta para suprir a perda da receita financeira pela queda da taxa de juros”, comenta.

Para 2021, os desafios continuam, assim como os planos de investir em pessoas, parcerias e desenvolvimento de produtos inovadores está ainda mais em prática. “Estes resultados atingidos são motivos de reconhecermos a excelente performance do nosso time, num ano difícil, desafiador e cheio de indefinições. Demonstramos como estamos fortalecidos e quanto o espírito #TOMONI tem sido importante para a Mitsui Sumitomo”, finalizou Helio.

Coface muda presidente

Fonte: Release Coface

Dez anos após ser nomeada a primeira mulher presidente de uma seguradora no Brasil, Marcele Lemos assume uma nova missão a partir de 01 de maio de 2021, o cargo de COO América do Norte. “É um grande desafio, que encaro com muita determinação e honra. A Coface North America é a segunda maior região em termos de faturamento, fora da Europa e ocupa o segundo lugar no mercado americano. Tenho como um dos principais objetivos estratégicos consagrar a região como o primeiro player, por meio do desenvolvimento de novos nichos de atuação”, explica a executiva.

Durante sua gestão como CEO no Brasil, Marcele manteve a companhia como a número um no mercado de seguro de crédito; conseguiu atingir excelentes resultados nos períodos de crise; implementou diversas estratégias organizacionais; ajudou no desenvolvimento de um novo perfil de gestão entre os executivos da empresa ao criar uma nova cultura organizacional para os colaboradores. 

Além disso, a executiva implantou políticas inclusivas que garantem a igualdade de gênero e diversidade e implementou um novo modelo de trabalho a distância para os colaboradores, transformando o escritório em um local de co-criação e aprendizagem. “É muito gratificante olhar para trás e ver tudo que conseguimos construir nesses anos todos de trabalho no Brasil. Tenho sorte de sempre ter tido uma equipe empenhada, dedicada, que sempre esteve ao meu lado e me apoiou. Encerro um ciclo próspero, que não construí sozinha, tenho muita gratidão pela equipe que tive ao meu lado”, comenta Marcele.

“Espero contribuir para o desenvolvimento estratégico da América do Norte com a implementação do plano estratégico da Coface Build to Lead. Vou comandar o processo de transformação para toda a região, potencializando o foco no cliente. Acredito que tenho muito a contribuir ao levar toda minha experiência adquirida no grupo Coface ao longo dos anos, onde trabalhei para aumentar nosso market share por meio de iniciativas estratégicas”, finaliza Marcele.