Valor traz especial sobre Seguros e Resseguros

caderno especial de seguros Valor Economico

O Valor Economico traz nesta quinta-feira um caderno especial sobre o mercado segurador. Conta sobre a revolução que este setor vive no Brasil com a renovação do arcabouço regulatório focada em adaptar as companhias para um mundo mais tecnológico, novos hábitos de consumo e mais competitivo. O resultado disso pode ser lido no caderno, que traz a transformação das seguradoras em processos, produtos e relacionamento com clientes. Consequentemente, o crescimento de diversos segmentos, mesmo num cenário de recessão econômica e mais de 300 mil mortes pela pandemia. Boa leitura!

Futuro incerto

Nova onda de covid-19 aumenta incertezas após ano em que o setor cresceu 1,3%. Leia mais

Programas de inovação aberta ganham fôlego

Seguradoras investem em programas de inovação aberta, com aportes em empresas nascentes. Leia mais

Mudança torna mercado mais competitivo

Susep flexibiliza regras, reduz custo operacional de seguradoras e resseguradoras e assegura solvência. Leia mais

Diversificação deve ampliar acesso

Nova norma permite a estruturação de produtos de forma mais flexível. Leia mais

Brasil se insere em contexto internacional de resseguros

Arcabouço regulatório está em revisão pela Superintendência de Seguros Privados. Leia mais

Gasto com indenizações e sinistros avança 8,3%

Exposição do setor à pandemia foi no geral pequena, uma vez que a maioria das apólices exclui esse tipo de evento das coberturas. Leia mais

Previdência aposta em uso intensivo de tecnologia

Perspectiva é de retomada do crescimento a partir do segundo semestre. Leia mais

Com pandemia, crescem contratações no ramo vida

Tendência de alta também foi verificada entre os produtos de funeral e doenças graves. Leia mais

Empresas lançam soluções voltadas a riscos cibernéticos

Ameaças digitais estão em segundo lugar no ranking de preocupações de CEOs no mundo. Leia mais

Saúde suplementar mostra recuperação modesta em 2020

Planos de assistência médica, os maiores do segmento, registram acréscimo de 554,6 mil pessoas. Leia mais

Portfólio para doenças graves tem mais opções

Em 2021, número de patologias cobertas em alguns casos dobrou, de dez para 20. Leia mais

Riscos climáticos diversificam oferta de produtos

Maior frequência de enchentes, alagamentos, vendavais e ciclones trouxeram o tema para a lista de prioridades do setor. Leia mais

Cobertura para febre amarela e chikungunya

Seguro para pacientes com dengue, chikungunya, zika e febre amarela deve ser lançado até o fim do ano. Leia mais

Home office impulsiona a demanda por serviços

Coberturas agora incluem pequenas reformas e alagamentos. Leia mais

Plano oferece psicólogo para o tutor na morte do pet

Em caso de falecimento do animal de estimação, tutor pode realizar até quatro consultas. Leia mais

Apólices ficam mais baratas e ganham prazos ampliados

Redução de 12% no custo dos sinistros em 2020 contribuiu para manter a rentabilidade do setor. Leia mais

Veículos de alto luxo têm fila de espera

Energy Broker, corretora especializada nesse segmento, viu carteira crescer 30% no ano passado. Leia mais

Cortes no plano de subvenção afetam seguro rural

Recursos federais têm alavancado esse mercado nos últimos dois anos. Leia mais

Setor firma parcerias para abrir canais de distribuição

Crescem as operações com bancos, cooperativas e fintechs. Leia mais

Celular e acidentes pessoais são nichos disputados por startups

Empresas escolhidas pela Susep vão testar modelo de negócio por três anos. Leia mais

Setor de seguros tem crescimento anual de 3,6% em janeiro, diz CNseg

Prêmios emitidos alcançaram R$ 24,4 bi; para entidade, efeitos econômicos e de expectativas da PEC Emergencial serão decisivos para recuperação. Leia mais

Seguro vitalício para pets cuida do animal se os donos morrerem

Pandemia também aumenta procura por serviços para a despedida, como cremação e velório virtual de bichos. Leia mais

Seguro contra ciberataques dispara no Brasil com LGPD e megavazamentos

O aumento do risco de vazamentos de dados tem levado as empresas a procurar cada vez mais esta modalidade de seguro. Leia mais

Fairfax investe em tecnologia para avançar no seguro rural

Fonte: Fairfax

A digitalização no campo traz perspectivas interessantes para o desenvolvimento do agronegócio. Novas tecnologias permitem monitorar o clima, acompanhar detalhadamente o desenvolvimento das lavouras e investir em melhorias de manejo. A seguradora Fairfax Brasil acredita no potencial das novas tecnologias para impulsionar a agricultura brasileira e está investindo continuamente em novas ferramentas com foco na mitigação dos riscos climáticos.

Entre os exemplos, a seguradora mantém uma parceria com a empresa de tecnologia Farmers Edge, que oferece uma plataforma inteligente de monitoramento agrícola. Dessa forma, a Fairfax obtém imagens de satélites e análises de acompanhamento de safras que permitem melhorar a gestão de riscos e agilizar o atendimento aos agricultores segurados.

Estações meteorológicas

Em 2020, a Fairfax concluiu a implementação de 150 estações meteorológicas no campo em parceria com a Farmers Edge. A iniciativa permite que a seguradora tenha acesso aos dados coletados por um total de 600 estações meteorológicas espalhadas pelo Brasil. Essas estações estão instaladas em áreas de cooperativas parceiras da Fairfax, entrepostos de recebimento de grãos, fazendas experimentais e em áreas de agricultores clientes da seguradora. “Estamos mapeando 100% das propriedades asseguradas pela Fairfax, o que representa quase um milhão de hectares no Brasil”, conta Fabio Damasceno, Diretor de Agronegócio da Fairfax Brasil.

Esse projeto robusto traz dados preciosos para melhorar o desenvolvimento do seguro do agronegócio e as condições dos produtos ofertados. O próximo passo da Fairfax é entregar ao produtor rural essas informações e análises geradas, agronômicas e climáticas, com o objetivo de beneficiar as tomadas de decisões para planejamento de safra e manejo.

ANS amplia rol de exames e tratamentos a serem cobertos pelos planos de saúde

A partir de 1º de abril deste ano, novos exames e tratamentos passarão a fazer parte da lista obrigatória de assistência garantida por planos de saúde privados o chamado “rol da ANS”. A Agência Nacional de Saúde – ANS, publicou no Diário Oficial da União no início de março, uma resolução normativa onde foram adicionados 69 novos procedimentos de cobertura obrigatória, sendo 50 relativas a medicamentos e 19 a exames, terapias e cirurgias indicadas no tratamento de enfermidades do coração, intestino, coluna, pulmão, mama etc.

A lista é composta, ainda, por 17 imunobiológicos usados em tratamentos de doenças inflamatórias, crônicas e autoimunes como psoríase, asma e esclerose múltipla e por tratamentos para pacientes com tumor de mama em estágio avançado, câncer de pulmão, além de leucemias, melanomas, mielomas e tumores de fígado, rim e próstata. A cobertura foi ampliada para novas intervenções no tratamento de hérnia de disco lombar e deformidade na mandíbula, além de problemas na coluna cervical no coração.

Segundo Fernanda Glezer Szpiz, advogada e sócia do Rosenbaum Advogados, escritório especializado em Direito e Saúde e do Consumidor, a ANS atualiza a cada dois anos o rol de coberturas e por conta deste prazo sempre haverá uma defasagem entre os novos tratamentos aprovados pela ANVISA e prescritos pelos médicos e aqueles cuja cobertura está prevista no rol.. “Como o rol da ANS é atualizado a cada dois anos (este último foi atualizado após 3 anos), sempre haverá defasagem, uma vez que a ciência avança de forma muito mais rápida. No entanto, importantes medicamentos oncológicos, exames e outros procedimentos foram incluídos”.

Isso significa, em uma primeira análise, que os planos de saúde não terão mais justificativa para negar alguns procedimentos, uma vez que a base para justificativa era o fato de não constarem do rol da ANS. No entanto, inúmeros tratamentos ainda não foram incluídos e a relação continua desequilibrada, desfavorecendo os pacientes, beneficiários dos planos de saúde.

As novas mudanças passam a valer para todos os planos contratados a partir de 1999. Os que foram contratados anteriormente a esta data, devem ter sido adaptados conforme a lei federal 9.656/1998. “Esta interpretação se baseia no fato de a Lei de Planos de Saúde ter entrado em vigor a partir de 1999, porém, o judiciário tem interpretado que mesmo os planos de saúde contratados anteriormente à lei, devem dar cobertura para os procedimentos prescritos pelos médicos sob a justificativa de que se há cobertura para a doença, o tratamento também deve ser coberto (desde que seja um tratamento aprovado pela ANVISA)”, observa a especialista.

De toda a forma, infelizmente, ainda não se sabe como agirão os planos de saúde, inclusive, com relação aos procedimentos recém inclusos no rol: “Para poderem recusar a cobertura de procedimentos incluídos no novo rol, os planos de saúde poderão encontrar alguma justificativa como, por exemplo, carências contratuais, uso off label do medicamento (quando a utilização prescrita para o medicamento não consta da bula) ou outras justificativas injustificáveis. De toda a forma, sempre é possível recorrer a um advogado especialista para avaliar se cabe alguma medida judicial”,conclui.

Artigo: O papel do mercado segurador na contenção de crises cibernéticas

mds brasil

Por Thiago Tristão, CEO MDS Re Brasil e vice-presidente de Riscos Empresariais MDS Brasil

Na quarta-feira, 10 de março, a diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) determinou que sejam fiscalizados com mais rigor os mecanismos de proteção dos centros de operações elétricas que seguem as orientações do Operador Nacional do Sistema (ONS). Foi definida a abertura de uma consulta pública de análise de impacto regulatório (AIR) para definir uma reformulação na política e nas diretrizes de prevenção deste tipo de ataque. Tal determinação mostra a importância de se preservar o patrimônio de dados e driblar transtornos à população e aos serviços das empresas. 

Nos últimos meses, ataques cibernéticos assolaram empresas de todo o País e desencadearam efeitos colaterais quase irreparáveis não somente para seus negócios, mas também para sua imagem e a credibilidade. Na metade de 2020, uma grande companhia brasileira do setor de energia, por exemplo, enfrentou uma invasão hacker que acarretou uma série de problemas e dificuldades técnicas. Uma empresa do ramo de seguros também foi vítima deste tipo de sinistro e teve informações como endereço, CPF e dados de cartões de crédito de clientes copiadas por criminosos.    

Se analisarmos o contexto que vivemos desde o início da pandemia, fica cada vez mais claro que o advento do home office tem contribuído indiretamente para a vulnerabilidade dos computadores e, de certa forma, facilitado ransomwares e vazamentos. E vale observar: se até mesmo grandes empresas e sistemas de gestão pública têm sido alvo desse tipo de sinistro, as pequenas e médias organizações tornam-se alvos ainda mais fáceis e, por isso, devem recorrer a seguros especializados neste segmento com urgência.  

Mais do que reverter: prevenir 

Embora tenham se intensificado nos últimos tempos, os ataques cibernéticos já são ameaças conhecidas, logo, o amparo a perdas financeiras não é a única solução existente. Nos tempos atuais, os riscos de natureza cibernética podem ser antevistos por meio de mapeamentos estratégicos e estudos dos pontos de vulnerabilidade das organizações. Esse tipo de análise faz parte de um programa processual e detalhado que envolve levantamento de dados, sistemas tecnológicos e equipe técnica multiespecializada. Trata-se de um processo completo, complexo e frequentemente atualizado a fim de acompanhar cada novo precedente aberto por novas tecnologias, sistemas e legislações que envolvem os dados das organizações. 

Nesse âmbito, é papel das corretoras mediar os interesses das empresas e das seguradoras a fim de apontar coberturas de Cyber Risks customizadas levando em consideração as particularidades de cada segmento. Como especialista no segmento, além de direcionar as melhores ofertas às organizações, a MDS Brasil também tem experiência em acolher as companhias diante de ataques e guiá-las em direção aos próximos passos para a mitigação da situação. Trata-se de um trabalho multifacetado que envolve análise, disponibilidade 24 horas e tomadas rápidas de decisão. 

Nós sabemos o quanto a tecnologia nos ajudou nos últimos anos e, neste mês de março, em que completamos um ano desde que a Organização Mundial da Saúde (OMS) decretou a pandemia da covid-19, fica um sinal de alerta para empresários de todos os tipos, que procurem agentes especializados em seguros cibernéticos para garantir aos seus clientes a segurança de suas informações. Desta forma, poderemos seguir com mais tranquilidade o enfrentamento das novas medidas de isolamento social determinadas nos últimos dias e seguir com a certeza de que alguém está cuidando bem do patrimônio da sua empresa. 

AGCS alerta clientes sobre aumento do risco de distúrbios políticos

riscos politicos

Fonte: AGCS

Manifestações anti-lockdowns na Alemanha, protestos “Black Lives Matter” nos EUA ou ataques incendiários a torres de telefonia celular no Reino Unido: Danos, perturbações e, em última instância, perdas decorrentes de manifestações, protestos, vandalismo ou outras formas de distúrbios civis estão agora entre as principais exposições de risco político para as empresas, com o impacto contínuo da pandemia de Covid-19 provavelmente impulsionando ainda mais, de acordo com a última edição do Global Risk Dialogue da Allianz Global Corporate & Specialty (AGCS). Os planos de continuidade de negócios precisa abordar proativamente os riscos de violência política, particularmente em setores altamente expostos, como o varejo. 

“Felizmente, os eventos terroristas em larga escala diminuíram drasticamente nos últimos cinco anos. Entretanto, o número, escala e duração de manifestações e protestos nos últimos dois anos é espantoso e temos visto empresas sofrendo perdas significativas”, diz Bjoern Reusswig, Director Global de Violência Política e Soluções para Ambientes Hostis da AGCS. “A agitação civil disparou, impulsionada por protestos sobre questões que vão de dificuldades econômicas à brutalidade policial, que afetaram cidadãos em todo o mundo”. E o impacto da pandemia de Covid-19 está piorando as coisas – com poucos sinais de um fim da crise econômica à vista, é provável que o número de protestos continue aumentando. ”

O distúrbio civil como um risco comercial chave 

Causando danos físicos, interrupção de negócios ou perda de receitas, os incidentes de agitação civil estão se tornando um risco mais significativo para as empresas no ambiente atual, como refletido nas descobertas do Allianz Risk Barometer 2021. Na pesquisa anual de risco, “riscos políticos e violência” retornaram ao top 10 pela primeira vez desde 2018. Esta tendência é suportada por resultados de pesquisas recentes que prevêem que as manifestações globais irão inflar nos próximos dois anos: Verisk Maplecroft, uma empresa de pesquisa especializada em análise de risco global, espera que 75 países vivenciem um aumento nos protestos até o final de 2022. Destes, mais de 30 – grande parte na Europa e nas Américas – provavelmente verão uma atividade significativa. A violência política também causou importantes sinistros de seguros em 2020. Enquanto os protestos, após a morte de George Floyd, que ocorreu em 140 cidades dos EUA, foram em sua maioria pacíficos; os incêndios, o vandalismo e os saques que ocorreram custarão ao segmento segurador pelo menos US$1 a US$2 bilhões em sinistros, de acordo com Axios

As empresas não precisam ser vítimas diretas da agitação civil para sofrer perdas financeiras. As receitas podem sofrer se a área ao redor for isolada por um longo período ou enquanto a infra-estrutura for reparada para permitir a reentrada de clientes, vendedores e fornecedores. Por exemplo, durante as manifestações dos “Coletes Amarelos”, lojas ao longo da Champs Elysees em Paris foram saqueadas e muito danificadas, o que afugentou os clientes. Após apenas algumas semanas de protestos, a federação francesa de varejo informou que os varejistas haviam perdido, em todo o país, US$ 1.1 bilhão em receitas.

Pandemia da Covid-19 sujeita a aumentar a violência

A pandemia de Covid-19 é um fator-chave por trás do aumento da agitação civil, uma vez que aumentaram os sinistros subjacentes de long tail, como lhes deu um ponto focal. A pandemia afetou negativamente a estabilidade política, aumentando a polarização e trazendo para o alívio agudo questões relativas à igualdade, agravando as condições de trabalho e os direitos civis. 

“Infelizmente, o risco de motins e violência provavelmente se tornará mais agudo por causa da Covid-19”, diz Michael Stone, consultor de risco da AGCS América do Norte. “As medidas usadas pelos governos para combater o coronavírus tiveram um impacto socioeconômico significativo e a frustração está crescendo em grandes segmentos da população”.

O fato de a pandemia ter permitido o surgimento de teorias conspiratórias entre setores da população também prepara o terreno para futuras turbulências – e até mesmo danos físicos em alguns casos, de acordo com Reusswig. Uma teoria que, sem fundamento, liga a tecnologia 5G com o coronavírus resultou em uma série de ataques incendiários a torres de telefonia celular no Reino Unido e em outros países europeus.

Necessidade crescente de planejamento da continuidade dos negócios

A preparação contra os riscos de violência política é fundamental – em particular para setores expostos, como o varejo. Durante dois dias de manifestações de “Black Lives Matter” no final de maio em Chicago, quase todas as lojas da Michigan Avenue, que inclui o bairro comercial “Magnificent Mile”, sofreram danos. As empresas precisam rever seus planos de continuidade de negócios (BCP). Normalmente, estes só se concentram em catástrofes nacionais, mas há uma necessidade crescente de que os BCPs tratem de distúrbios políticos e outros tipos de perturbações, como incidentes cibernéticos. Definir e testar os procedimentos em vigor é crucial – estes devem se concentrar em pessoal, nos clientes e incluir planos gerais de comunicação e de mídia social.

As empresas também devem rever suas apólices de seguro. As apólices de Property podem cobrir sinistros de violência política em alguns casos, mas as seguradoras também oferecem cobertura especializada para mitigar o impacto de greves, motins e comoção civil através do mercado especializado em violência política. “Anteriormente, esta cobertura era vista como um ‘é bom ter’ para os clientes e ‘nada com que se preocupar demais’ pelas seguradoras. Entretanto, isto mudou desde 2018, pois tanto a frequência quanto a gravidade destes eventos aumentaram significativamente. Vemos o crescente interesse e demanda por coberturas de violência política por parte das empresas”, diz Reusswig.

Depois do garantia, Susep avança na regulamentação do SRO para seguros de danos e de pessoas

Fonte: Susep

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) publicou hoje a Circular Susep nº 624/2021, estabelecendo condições para o registro facultativo e para o registro obrigatório de operações de seguros de danos e de seguros de pessoas estruturados em regime financeiro de repartição simples.  

Com a norma, são definidas as informações necessárias para o registro de parte relevante das operações do mercado supervisionado, ou seja, os seguros de danos (seguro automóvel, seguro residencial, seguros do grupo de riscos financeiros, p. ex.) e uma parte importante dos ramos de seguros de pessoas.  

Para essas operações, as entidades supervisionadas poderão realizar o registro de forma facultativa, atendendo ao conteúdo mínimo de informações definidos no Anexo I do referido normativo.     

A partir de 2 de agosto de 2021, o registro no SRO passa a ser obrigatório para as operações relativas às apólices, certificados e bilhetes dos seguros classificados no grupo de riscos financeiros, com exceção dos ramos de crédito interno e de crédito à exportação, em que a data de inicial da obrigatoriedade será 1º de dezembro de 2021.  

De acordo com a regulamentação do Conselho Nacional de Seguros Privados, todas as operações do setor deverão integrar o sistema até 2023.  

Seguradora Zurich e Z Zurich Foundation doam 7 miniusinas de oxigênio para hospitais de Manaus

Rodrigo Barros

Fonte: Zurich

A seguradora Zurich através da Z Zurich Foundation, uma fundação de caridade estabelecida por vários membros da divisão Zurich Insurance Group dedicada a apoiar investimentos em projetos comunitários, está doando 7 miniusinas de oxigênio que serão destinadas a hospitais do Amazonas. A ação contribuirá com o tratamento das vítimas de Covid-19 que hoje ocupam mais de 90% dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) dos estabelecimentos de saúde locais.

Consideradas como uma das melhores alternativas para desafogar a pressão sobre a rede pública de saúde para atender as vítimas da doença, as miniusinas salvam mais vidas porque produzem oxigênio medicinal onde estiverem instaladas, que pode ser um hospital ou Unidade de Pronto Atendimento (UPA), por exemplo, retirando o oxigênio do ar e transformando em O2. Desta forma, o gás pode ter uso imediato, sem que para tal precise ser acondicionado em cilindros que precisam ser substituídos quando vazios. Uma única miniusina é capaz de suprir as necessidades de oxigênio medicinal de 4 leitos de forma constante. Sem ela, são necessários 4.380 cilindros de 10 m3 em um único ano para mantê-los supridos 24 horas por dia.

Outra vantagem é que miniusinas liberam o uso de cilindros para outros locais além de UTIs (como salas de emergência, hospitais de campanha e ambulâncias) e, também, para o tratamento de outras doenças, já que hoje estão sendo usados emergencialmente para o coronavírus – mas são igualmente necessários para o tratamento de diversas patologias.

A ação social da Zurich é em prol da campanha SOS Manaus e está sendo feita por meio da ONG União BR, liga de uniões estaduais criada em 2020 para salvar e beneficiar vidas. Desde então, a iniciativa da organização não governamental beneficiou mais de 9 milhões de brasileiros de norte a sul do país.

De acordo com o diretor executivo responsável por sustentabilidade na Zurich no Brasil, Rodrigo Barros, a companhia se sensibilizou com o colapso de saúde que vive todo o estado do Amazonas. Por isso, decidiu por colaborar, via União BR, em uma frente que vem fazendo um trabalho de valor incalculável para responder à crise humanitária e sanitária sem precedentes, causada pelo novo coronavírus.

Explica o executivo: “Todos os doentes dos hospitais, em especial vítimas da Covid-19 em estado grave, dependem de oxigênio medicinal durante o tratamento. Desta forma, a doação de miniusinas se caracterizaria como um meio efetivo e duradouro de contribuir para solução dos problemas de falta de cilindros no Amazonas. Juntas, as sete miniusinas podem abastecer até 28 leitos de UTI com Ode forma constante, liberando os cilindros para outras enfermidades. Além disso, com o suporte da Z Zurich Foundation, os equipamentos ficarão como legado para os hospitais e UPAs do Amazonas, beneficiando a população do estado por muito mais tempo”.

Benefícios das miniusinas

  • Cada paciente grave de Covid-19 utiliza, em média, pouco mais que um cilindro e meio de O2 por dia. Caso esteja em estado moderado, o doente utiliza praticamente um cilindro diariamente. Acontece que este é um recurso que tem se mostrado escasso e envolve questões logísticas complexas para chegar aos hospitais e clínicas de Manaus, que vivem um momento particular de colapso.
  • Embora fundamentais para a manutenção da vida dos doentes de Covid-19, a troca dos cilindros é uma operação de risco. Some-se a isso que a operação estressa os profissionais de saúde que estão na linha de frente. 
  • Se um cilindro de 10 m3 abastece um leito de UTI por até 8 horas, uma única miniusina é capaz de prover 4 leitos de enfermaria de forma simultânea com uma fonte ininterrupta de oxigênio.
  • Os equipamentos não precisam estar conectados aos cilindros de O2; para funcionar necessitam apenas que estejam ligados a uma fonte de energia elétrica para que retirem do ar o oxigênio que é fornecido aos pacientes. É, portanto, uma solução sustentável e permanente.

Seguradora Zurich e Z Zurich Foundation na pandemia

As doações das 7 miniusinas destinadas aos hospitais de Manaus integram uma série de ações iniciadas no ano passado. Em 2020, a Seguradora Zurich e a Z Zurich Foundation, juntamente com a Zurich Santander, destinaram R$ 9,6 milhões para diferentes ações sociais ligadas à pandemia no Brasil.

Os recursos foram direcionados para leitos de UTI e de Enfermaria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP); para o financiamento de 110 mil testes rápidos, que foram destinados a hospitais e pontos de serviço público no país; para a compra de 1 milhão de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para o Hospital Delphina Rinalde Abdel Azis, de Manaus; e na distribuição de vale para cestas  básicas de alimentos e produtos de limpeza para 4,1 mil famílias durante quatro meses, na cidade de São Paulo, por meio de ONGs.

IRB divulga dados de janeiro, com lucro de R$ 17,9 milhões

IRB Brasil re

O IRB Brasil RE registrou lucro líquido de R$ 17,9 milhões em janeiro deste ano, revertendo prejuízo de R$ 132 milhões de um ano antes, segundo comunicado distribuído pelo ressegurador. O faturamento bruto (prêmio emitido) cresceu quase 30%, para R$ 813,6 milhões sendo R$ 463,8 milhões no Brasil (+110,7%) e R$ 349,8 milhões no exterior (-13,9%).

Segundo o IRB, o declínio no exterior está em linha com a estratégia do IRB de focar em negócios, linhas e mercados que possam agregar valor. O faturamento em prêmio ganho totalizou R$ 410,9 milhões, alta de 20,9% ano a ano. O índice de sinistralidade ficou em 70,6% no período, equivalente a uma despesa de sinistro de R$ 290,1 milhões, dentro do esperado pela companhia.

“É preciso estar aberto ao aprendizado contínuo para termos longevidade profissional”, afirma Guilherme Perondi

Falar sobre inovação, contar as centenas de ideias que borbulham na cabeça de todos, participar de webinars sobre o tema são ações rotineiras hoje no dia a dia do mercado segurador. A impressão é que o oxigênio do mundo se concentra na inovação, citada como condição sine qua non para a sobrevivência, tanto de empresas como de indivíduos.

Metodologias e tecnologia estão disponíveis para todos os níveis hierárquicos e para todo o ciclo de processos de uma seguradora a um preço, digamos, acessível. O desafio está em realmente transformar as lições em aprendizados na prática. Para ajudar os profissionais do setor que são confrontados com os desafios da  transformação dos modelos de negócio — praticamente quase todos que converso diariamente –, conversei com Guilherme Perondi Neto, diretor executivo responsável pela área comercial e de negócios standard da Swiss Re Corporate Solutions (SRCS) sobre o tema.

Desde 2020, ele lidera uma iniciativa de transformação no companhia  e tem diversos aprendizados pessoais para compartilhar, os quais ele separou em verdades e mitos. “A indústria de seguros ainda vai avançar muito no seu movimento de transformação digital e nós temos a sorte de estarmos participando desse momento. Mas é preciso estar aberto ao aprendizado contínuo para termos longevidade profissional”, afirma o executivo. Acompanhe os principais trechos desta conversa: 

Você liderou uma equipe num processo de transformação do modelo de negócios, que culminou numa nova área da companhia. Comente um pouco sobre isso. 

Em 2020 tive o privilégio e o desafio de liderar uma equipe multidisciplinar em uma iniciativa de transformação na Swiss Re Corporate Solutions no Brasil. A iniciativa era, na verdade, um squad de profissionais super talentosos emprestados de áreas como vendas, tecnologia, subscrição, operações, jurídico, comunicações e marketing unidos pelo objetivo de validar a premissa de que é possível reconfigurar recursos existentes na empresa e, utilizando metodologias ágeis de gestão de projetos, impactar efetivamente o negócio a curto prazo. Quem trabalha ou já trabalhou em uma seguradora de grande porte, em especial multinacionais, certamente entende o desafio para uma equipe pequena ter efetividade em curto prazo considerando as dificuldades que modelos matriciais trazem para colaboração efetiva entre as áreas e autonomia para decidir e implantar novos processos, produtos, sistemas e modelos de negócio. Nos primeiros oito meses tivemos sucesso em desenhar e validar 10 projetos que ajudaram a companhia criar novas competências digitais, otimizar processos, avançar em estratégias de marketing digital, adotar inteligência artificial para melhorar a experiência do corretor e do cliente e implantar um novo modelo de distribuição. A prova de conceito deu certo e a partir deste ano somos uma nova área de negócio da companhia com escopo ampliado, porém mantendo o modelo ágil de trabalho. 

E o que aprendeu nesta experiência? 

Que é uma jornada e não um projeto e a experiência tem servido para validar alguns mitos e verdades que eu trazia, mas também para mudar minha visão sobre outros. 

Uma das verdade é que sem suporte efetivo da liderança, iniciativas transformacionais têm pouca chance de sucesso, não é? 

Líderes de verdade têm uma visão de futuro para empresa, acreditam nela e transpiram seu compromisso para todos colaboradores dando apoio real às equipes que se aceitam o desafio de inovar. E aí que começa a verdadeira transformação e temos sorte de ter essa liderança na companhia aqui no Brasil. Claro que a equipe precisa corresponder com um plano de negócio concreto, e não uma lista de desejos aspiracional. Nenhum projeto de inovação corre como o esperado e nos momentos de incerteza o voto de confiança da liderança é o combustível para a equipe reencontrar o caminho e avançar. 

Outra verdade é que a tecnologia não é o diferencial.

Verdade, atualmente há soluções e ferramentas acessíveis para muitos dos desafios internos, como otimização de processos, ou externos para melhorar a experiência dos clientes. Na minha opinião, não é da tecnologia que vem o caminho para a transformação. O conhecimento efetivo do negócio combinado com a capacidade de ouvir e entender clientes e parceiros de negócio é a chave para “ler” o que precisa ser construído. Então, e somente então, entra a tecnologia como solução.

Você comentou que outra verdade é que a equipe é tudo…

Realmente sem uma equipe alinhada e com autonomia nada anda. Meu conselho é usar toda sua capacidade de influência para montar melhor equipe possível, mesmo que venham  fazer falta à suas áreas de origem por um período. Assegure que os escolhidos compartilham sua visão e aceitem o desafio, inclusive de um potencial fracasso, que faz parte do risco de toda iniciativa nova. Nada substitui o valor de um time competente e com vontade de aprender caminhos novos para eles e para a companhia. Tendo a sorte de liderar um time assim, estimule a colaboração, empodere, dê suporte e visibilidade, transformando a iniciativa em um celeiro de talentos e um lugar seguro para eles explorarem seu potencial.

Outro ponto importante é aceitar o fracasso. É possível?

É importante aceitar desde o início o risco real de falhar  mas daí fazer tudo para evitá-lo. Grandes empresas monitoram de perto as novidades e, mesmo em tempos de home office, novos projetos com visibilidade são sempre assunto para a hora do café. Haverá cobrança implacável, especialmente daqueles que não são entusiastas da iniciativa, mas também daqueles que depositaram esperanças em ver algo novo surgir. Numa iniciativa de inovação, aceitar que as coisas podem não sair como planejado não pode significar “direito garantido de errar”, especialmente em empresas maiores, onde insucessos podem custar caro. Uma iniciativa de inovação que não dá certo gera aprendizados, mas também impacta a autoconfiança equipe e pode gerar resistência para o patrocínio de novas ações. 

Vamos aos mitos. Profissionais mais jovens são mais abertos à mudança. Isso realmente é um mito?

A crença de que profissionais com mais tempo de casa ou mais experientes são mais resistentes à mudança é perigosa. Para mim, nem sempre a idade é a variável determinante para a adesão à mudança; o nível de engajamento é tão relevante quanto. Acho importante conhecer o clima corporativo do momento do projeto; quanto mais baixo, maiores serão os esforços para aceitação de novidades e mudanças. Em qualquer cenário, engaje e incentive a participação de todos envolvidos; todos querem ser parte das mudanças, mas ninguém gosta de se sentir efeito colateral delas.

A agilidade também está na coluna de mito. Como assim? Métodos Ágeis não funcionam melhor em projetos de tecnologia?

Os métodos ágeis surgiram e foram aperfeiçoados pelas áreas de tecnologia da informação das empresas onde são hoje mais maduros e experimentados, mas são muito eficazes para projetos de transformação de negócios. Digitais ou não. O modelo ágil sozinho não faz mágica nem substitui a qualidade das pessoas conduzindo a iniciativa, mas bem aplicado certamente amplifica seu impacto por isso recomendo que todos aprendam com eles o quanto antes. A agilidade de negócios e suas ferramentas, inclusive os quick wins, são muito úteis no processo de mudança.

Você citou a estratégia de Quick Wins. Explique melhor. 

Uma das várias vantagens dos frameworks ágeis é a possibilidade de fazer entregas relevantes para o negócio desde o início da iniciativa, por isso, os Quick Wins, que são oportunidades de avanços concretos em pouco tempo, podem ser bem impactantes. Demonstrar desde cedo como o projeto de inovação acelera o negócio ajuda a construir credibilidade perante a empresa e autoconfiança para a equipe, reduzindo a expectativa enquanto as ações de maior impacto estratégico vão sendo construídas.

Alta das projeções da Selic e da inflação requer atenção dobrada, segundo CNseg

Pedro Simoes CNseg

O Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira pelo Banco Central mostrou que os especialistas consultados veem agora a Selic a 5% ao final de 2021 e a 6% em 2022 na mediana das projeções, de 4,50% e 5,50% respectivamente, no levantamento anterior. Segundo Pedro Simões, do Comitê de Estudos de Mercado da CNseg, a Confederação Nacional das Seguradoras, a piora da pandemia trouxe pressão extra por mais gastos, inclusive para a Saúde, e riscos de perda de arrecadação com o recuo da atividade, diante das medidas de restrição. “O movimento ousado da autoridade monetária dividiu os analistas, que aumentaram a mediana de suas projeções para a Selic. Era unanimidade que os juros deveriam subir diante da persistência dos choques inflacionários recentes e da gradativa deterioração das expectativas de inflação. No entanto, havia divergências quanto à intensidade do movimento”, comenta. 

Outro ponto de atenção está no câmbio. Segundo Simões, o Banco Central pode estar também reagindo à forte desvalorização do Real. “Juros maiores não necessariamente vão provocar uma valorização do câmbio, que está pressionado por diversas razões, mas o descasamento entre a as expectativas para a economia brasileira e no restante do mundo, cada vez melhores, especialmente com os estímulos fiscal e monetário na economia americana, preocupa justamente por isso: impulsiona os preços das commodities, mas mantém a tendência de um Real desvalorizado, que está na raiz da atual alta da inflação”, afirma. 

As seguradoras, de certa forma, podem ser beneficiadas pelo movimento de alta da Selic e a sinalização de que o Banco Central atua com a independência que lhe foi conferida, com atesta a alta nas ações na bolsa na semana passada, mas, como lembra Simões, “É importante ter em mente que a ação do Banco Central é uma resposta a um cenário macroeconômico menos favorável, de maior incerteza política e fiscal”.

Leia a íntegra do boletim Acompanhamento de Expectativas Econômicas semanal feito pela Superintendência de Estudos e Projetos (Suesp) da CNseg, no portal de CNseg.