Brasil caminha para acompanhar padrão americano e europeu de cobertura “all risks”, afirma corretora Alper

Ilan Kajan, corretora Alper

Fonte: Alper

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) aprovou, em reunião ordinária do Conselho Diretor, a abertura de consulta pública sobre a norma que revisa e consolida as regras aplicáveis aos seguros de responsabilidade civil, dando continuidade ao processo de simplificação regulatória, flexibilização na elaboração de produtos e estímulo à inovação. 

Para o diretor de Riscos Corporativos e Sinistros da Alper Consultoria em Seguros, Ilan Kajan, a iniciativa é muito positiva e trás conquistas importantes para o segmento. “Esse novo contexto permitirá a adequação dos produtos de responsabilidade civil conforme a necessidade das empresas contratantes desta modalidade de seguros. A competição extrapola apenas o aspecto comercial do prêmio do seguro e entra em questões técnicas de modelagem de coberturas que se pretende contratar. Em breve o mercado segurador irá oferecer soluções mais sofisticadas, possibilitando em uma única apólice contratar um mix de coberturas, que hoje estão disponíveis mediante a contratação de produtos específicos”, explica o executivo.

De acordo com Kajan, será possível, por exemplo, acrescentar em um único seguro proteção para os executivos, para a empresa, riscos cibernéticos e até mesmo riscos ambientais. O executivo acredita que o seguro de responsabilidade civil deve acompanhar o  padrão americano e europeu, onde a cobertura é all risks, ou seja, todos os eventos estão automaticamente cobertos pelo seguro, exceto o que tiver expressamente excluído.

“Aqui na Alper nós trabalhamos  neste modelo “on demand”. Cada vez mais é importante que o seguro atenda a necessidade dos clientes e não seja algo genérico e padronizado”, avalia. 

D acordo com a Susep, as linhas de negócio de responsabilidade civil vêm registrando crescimento contínuo nos últimos anos. Entre 2015 e 2020 houve crescimento nominal da ordem de 175%. Somente no ano passado, o segmento totalizou R$ 2,6 bilhões de prêmios de seguros. O destaque vem sendo o ramo de responsabilidade civil geral, com cerca de R$ 1,2 bilhão em prêmios subscritos no ano de 2020, seguido dos de responsabilidade civil para diretores e administradores, com R$ 920 milhões. 

“Esse é um segmento em franca expansão e com grande potencial de desenvolvimento, pois as empresas estão começando a se aculturar sobre a necessidade de contratar seguros de responsabilidade civil. Riscos associados a eventos que possam causar danos a terceiros podem causar prejuízos relevantes para o balanço das empresas, podendo até impossibilitar a continuidade do próprio negócio, acrescenta.

A Alper Consultoria em Seguros é listada no Novo Mercado, maior nível de governança corporativa da B3. No início do ano a empresa realizou uma captação de R$ 110 milhões e, a maior parte desse montante está sendo investido em fusões e aquisições. “A companhia está preparada para crescer e sabe que isso só é possível com o engajamento e o reconhecimento dos seus colaboradores”, afirma.

Allianz quer conquistar corretores de seguro de frotas com cotação, emissão e vistoria 100% digitais

Fonte: Allianz

A Allianz Seguros avança no mercado e apresenta aos parceiros de negócios um novo produto de Frotas, com o processo de cotação e emissão muito simples, 100% online. “A agilidade é também um atributo presente no cotador do Frota Fácil Digital, já que conta com preenchimento inteligente, carregando automaticamente os dados do veículo por meio de decodificador de placa e chassi, de forma assertiva e rápida, com opções para carga massiva ou item a item, a partir de três veículos” conta David Beatham, diretor executivo de Massificados e Vida da Allianz Seguros. 

Para realizar o processo de cotação é necessário o preenchimento de apenas cinco campos, sendo esses: chassi, placa, CEP, bônus e se o veículo é zero quilômetros ou não. “O corretor levará, em média, cinco minutos para fazer a cotação de 15 veículos, otimizando ainda mais o tempo de trabalho”, ressalta Livia Prata, superintendente de Frotas e Parcerias de Auto. 

O canal de vendas também tem acesso ao desconto na ponta, tendo autonomia para negociação com os clientes, e precificação exclusiva, com validação das restrições, modelagem e política de preço específica para o Frotas. O novo produto também oferece mais opções de pagamento, com parcelamento do prêmio em 10x sem juros, tanto no débito em conta quanto em boleto bancário. 

“Os corretores terão autonomia no preço, podendo negociar o valor de seu desconto diretamente com o cliente e, além disso, terão acesso à emissão online, com a apólice em segundos. Com isso, otimizamos ainda mais o tempo do corretor, eliminando o processo de repique”, complementa David Beatham.

Além da cotação e emissão serem 100% digitais, o processo de vistoria também é online. O segurado recebe um SMS com os links das vistorias para cada veículo, em que ele mesmo dá prosseguimento pelo celular, tornando assim o procedimento muito mais prático e rápido. 

Em relação ao produto, a Allianz traz novidades, como: mais opções de carro reserva, válidos para veículos de passeio nacionais e importados que possuem a cobertura de casco, por 7, 15 ou 30 dias, ou não contratação. Há também novos planos de assistências 24h, com opção de contratação de guincho para 200 km, 500 km ou quilometragem livre para veículos de passeio e 1.000 km para demais categorias. O seguro Allianz Auto Frota ainda apresenta coberturas para vidros. A companhia garante o reparo ou reposição, em caso de trinca ou quebra.

Além das inovações anunciadas, o produto oferece coberturas de Responsabilidade Civil Facultativa de danos materiais e danos corporais; Carta Verde, com cobertura de danos materiais e danos corporais; acessórios, equipamentos e carroceria; e, para veículos blindados, com contratação permitida para ano/modelo 2018, 2019, 2020, 2021 e 0 km.

“A carteira de Frotas é bastante representativa em regiões com maior concentração de transportadora e seguros de cargas. Com esse novo produto, esperamos aumentar nossa participação de mercado em praças onde entendemos ter muita aderência, em função da simplicidade que o produto traz ao corretor”, conclui David Beatham, diretor executivo de Massificados e Vida da Allianz Seguros. Com o lançamento, a companhia segue a sua estratégia em acompanhar as demandas do setor e dos corretores de seguros, ampliando a atuação e portfólio de produtos.

Mitsui Sumitomo acelera parceria com Assessorias

Depois de comemorar o forte crescimento nas vendas em 2020, a Mitsui Sumitomo começou 2021 com força total. O canal de Assessorias é um dos que nem sabe o que significa crise. “Crescemos 81% em volume de vendas em 2020 em relação a 2019, e o canal ao final do ano de 2020 representou 15% do total de produção da companhia, com 3 mil corretores ativos e 28 Assessorias”, conta Nathalye Morelli, executiva responsável pelo canal Assessorias. 

As assessorias em seguros são uma importante conexão de vendas no mercado, pois elas atuam para auxiliar os corretores em buscar melhores alternativas de produtos e serviços. “Trata-se de um canal estratégico para a companhia, pois entendemos que é um braço comercial para as nossas filiais, com o principal objetivo de ampliar a malha de atendimento aos corretores inexplorados”, acrescenta a executiva. 

O otimismo com este canal de vendas é grande. “Queremos representar nos próximos três anos 25% do faturamento da companhia, o que significa algo próximo de R$ 500 milhões”, disse ela aos participantes da 1ª Reunião Executiva de Assessorias com a Mitsui Sumitomo, realizada no dia 25 de março.  Em 2021, a meta é apostar ainda mais nas grandes capitais, como São Paulo e Belo Horizonte. “Essas regiões têm grande potencial e podemos explorar muito através das Assessorias”. 

​Estavam presentes sócios e donos de Assessorias. “Ficamos felizes e realizados de ouvir depoimentos importantes para o nosso trabalho. Vários dos nossos parceiros disseram ter uma estratégia clara e saber onde quer chegar é o que torna a Mitsui Sumitomo ser vista como uma grande parceira”, comentou Nathalye. 

Alexandre Camillo, presidente do Sindicato dos Corretores de São Paulo (Sincor-SP), entende que as assessorias permitem duas importantes missões para o desenvolvimento do mercado segurador. A primeira é de capacitar os corretores pela prática da profissão. “Aqueles que não conhece seguro, quando levam o produto ao cliente por meio de uma assessoria acaba se capacitando na prática”, diz. A segunda missão das Assessorias, segundo Camillo, é que ela fortalece um dos principais elos da cadeia produtiva, que é a distribuição. “Agradeço muito à Mitsui Sumitomo por proporcionar às assessorias a cumprirem com suas missões”. 

“Vários dos nossos parceiros disseram ter uma estratégia clara e saber onde quer chegar é o que torna a Mitsui Sumitomo ser vista como uma grande parceira”, comentou Nathalye. 

Fabio Basilone, responsável pela área de seguros do banco digital C6, afirmou que a Mitsui Sumitomo é uma das seguradoras que mais entendeu o benefício estratégico de atuar em conjunto com as Assessorias de seguros. “Esse modelo de negócios não é uma novidade fora do Brasil ao contrário do que muitos imaginam. Aliás, em dezembro de 2020 a McKinsey publicou um relatório que entre outras coisas, indicava um crescimento de 8% ao ano no EUA e Europa nos prêmios de automóveis produzidos pelos agregadores – nome dado por lá às Assessorias”, comentou. Segundo ele, os conceitos da parceria com a Mitsui Sumitomo são sempre focados na colaboração, construindo mutuamente alicerces operacionais, técnicos e comerciais, avançando sobre novas regiões geográficas e novos produtos. “Todo seu corpo executivo está alinhado com essa evolução, o que tem dado consistência às implementações que vem sendo feitas”.

Ricardo Montenegro, da Assessoria Montenegro, que está no mercado de seguros há 40 anos sendo 25 com a assessoria, afirma há bons motivos para ter a Mitsui Sumitomo como parceira. “Os principais motivos do sucesso da Mitsui Sumitomo no segmento de Assessorias é sem dúvida nenhuma a escolha de seus parceiros bem como o relacionamento que as Assessorias têm com as Áreas técnicas. Isso nos traz agilidade na negociação e na busca pelo fechamento do bom negócio”, afirmou ele, que atua na Zona Norte de São Paulo, com seguros de riscos empresariais e automóvel.

Gabriel Boyer deixa cargo executivo na NEWE Seguros e permanece como acionista

O vai e vem de executivos em seguros está impressionante. A notícia do dia fica com a NEWE Seguros. O executivo e co-fundador, Gabriel Boyer, parte para novos projetos depois de consolidar a seguradora como a 6º maior em seguros agrícolas do Brasil. Nos dois últimos anos, o ex-COO realizou um plano operacional e financeiro de turnaround e garantiu um faturamento de R$ 169 milhões em 2020, um aumento de 112% em relação a 2019.

Gabriel passa a atuar como acionista da empresa e afirma ter alcançado seu objetivo de se tornar dispensável para o cargo. ”A principal função de um líder, na minha visão, é se tornar desnecessário para a companhia. Acredito que o momento correto para sair de cena é quando a sua janela de entregas para a empresa está concluída e assim ela consegue estar pronta para seguir sem sua presença. Isso está vinculado à construção de pilares sólidos dentro daquela comunidade/empresa que vai continuar gerando valor mesmo após a sua saída”, explica o executivo, sem dar mais detalhes, apenas que está focado nos processo de reestruturação financeiras e outros.

Segundo Rodrigo Motroni, vice-presidente comercial e de sinistro da NEWE Seguros, foi uma saída bastante planejada e preparada. “Vínhamos há meses redistribuindo as atividades do Gabriel entre eu o CEO Carlos Caputo. O Átila Santos, superintendente de Linhas Financeiras, está tocando com maestria o seguro garantia que lançamos recentemente. Nenhuma mudança grande. Temos nossos planos em 2021. Vamos dobrar de tamanho com o seguro garantia nos ajudando a decolar”, afirmou ele ao blog Sonho Seguro.

Formado em Ciências Atuariais pela UFRJ, Gabriel tem quase 20 anos de carreira, onde foi responsável por grandes operações em multinacionais como Alterra e Markel. A saída é ligado a objetivos pessoais de trilhar novos caminhos e replicar novos cases de turnaround e consolidação de marca em outros setores da economia. O executivo é reconhecido no seu mercado de atuação e considerado um dos principais especialistas em seguro agrícola e seguro garantia no Brasil. Boyer está saindo da operação da NEWE em sua melhor fase – 85 funcionários, melhor média de sinistralidade do mercado em 24 meses seguidos e 15% de ROE no ano de 2020.

Fábio Gobara assume diretoria de sinistros da Pottencial Seguradora

Fonte: Pottencial

A Pottencial Seguradora anuncia a contratação do diretor de Sinistros, Fábio Gobara. Especialista em linhas financeiras de seguros e com forte domínio de leis e regulamentos aplicáveis, o advogado acumula 12 anos de experiência no ramo de Seguro Garantia, além de ter no histórico a atuação em um dos maiores escritórios de advocacia do país

A contratação reforça o compromisso da empresa em apostar em profissionais com alta capacidade técnica, focados na transformação digital e em processos capazes de melhorar cada vez mais o nível das entregas aos clientes. “É na hora do sinistro que conseguimos mostrar para nosso cliente a importância de ele poder contar com uma boa seguradora como a Pottencial”, enfatiza.O espírito jovem, empreendedor e focado na melhor experiência do cliente, segundo João Géo Neto, CEO da Pottencial, era o que a companhia buscava no líder que assumiria a área de Sinistros.

Fábio Gobara defende que o setor de Sinistros assuma cada vez mais o papel de pós-venda na relação com o consumidor e abrace o conceito de client care diante do segurado.  “O sinistro tem, sim, que ser visto como um pós-venda e, felizmente, isso é consenso aqui na Pottencial. Além do aspecto técnico, temos que ter o cuidado com o nosso segurado ao analisar cada situação. O cuidado e atenção dispensados ao segurado no ato da contratação de um seguro são mantidos ao longo de toda a parceria”.  

Lucas Vergilio assume ENS com saída de Robert Bittar

Fonte: ENS

O presidente do Sincor-GO e deputado federal Lucas Vergílio assume a presidência da Escola de Negócios e Seguros (ENS). Ele substitui Robert Bittar. “Foram 16 anos dedicados às causas do ensino do seguro. Hoje a Escola de Negócios e Seguros é uma Instituição madura e com um modelo de governança muito bem definido e robusto. Esta renovação é oportuna, pois chega em um novo momento vivido pela Escola. Tenho convicção de que ela irá superar os recentes desafios, pois conta com diretores do mais alto nível, professores com titulação inquestionável e um corpo de colaboradores extremamente competente e comprometido”, declarou Bittar.

Antonio Carlos de Melo Costa, presidente do SindSeg-RJ/ES, assume como vice presidente. As indicações para o Conselho de Administração foram feitas por representantes das mantenedoras da Escola, a CNseg e a Fenacor, e valem para o período de 2021 a 2024. Dos seis novos membros, três já contribuíam com a ENS compondo os comitês de Investimento e Acadêmico.

Com mandato até 2024, o deputado federal, vice-presidente da Fenacor e presidente do Sincor-GO, Lucas Vergilio, se torna, aos 33 anos, o mais jovem presidente da história da ENS. Nascido em 1987, em Goiânia (GO), Lucas Vergilio é corretor de seguros, formado em Administração de Empresas pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Goiás. Ele terá como vice-presidente Antonio Carlos de Melo Costa, que atualmente preside o Sindseg-RJ/ES.

Os quatro diretores da ENS estão mantidos: Tarcísio Godoy (diretor geral), Maria Helena Monteiro (diretora de Ensino Técnico), Mario Pinto (diretor de Ensino Superior) e Paola Casado (diretora Administrativo-Financeira).

“Tive a felicidade de contribuir com a ENS no seu Conselho de Administração durante três anos”, firmou Marcio Coriolano, presidente da CNseg. “Lá representamos a CNseg/Fenaseg, eu e meus colegas Luiz Tavares e Mauro Batista. Eles dois durante mais tempo do que eu. Tempos de fantástica produtividade. Levamos o Tarcísio Godoy, como novo diretor-geral, que está fazendo um trabalho estupendo com a sua equipe. Nós, da CNseg/Fenaseg e a Fenacor, como mantenedores da Escola, decidimos renovar totalmente a representação no Conselho. Inclusive para criar nova sinergias da ENS com os Sindicatos de Seguradoras e de Corretores, enquanto Tarcísio Godoy permanece na direção-geral. Mudar é sempre bom. Oxigenar. Novos personagens com novas ideias. Os mesmos compromissos renovados. Em prol do mercado de seguros. Eu e os colegas Luiz Tavares e Mauro Batista saudamos a nova bancada do mantenedor CNseg/Fenaseg na Escola: Antonio Carlos de Melo Costa, presidente do SindSeg-RJ/ES, junto com os colegas diretores-executivos da CNseg, Solange Beatriz e Alexandre Leal”, comentou em comunicado.

Confira como ficou a composição dos dois conselhos da ENS:

Conselho de Administração

  • Alexandre Henriques Leal Neto
  • Antonio Carlos de Melo Costa
  • Érico José Melo Nery
  • Henderson de Paula Rodrigues
  • Lucas Vergilio
  • Solange Beatriz Palheiro Mendes

Conselho Fiscal

  • Arnol Lemos Filho
  • Gianni Moreira Leitão
  • Laenio Pereira dos Santos
  • Paulo Fernando Mattar
  • Paulo Henrique Mendes Annes

Conjuntura CNseg avalia riscos que podem adiar recuperação

Fonte: CNseg

Um começo de ano menos auspicioso do que o imaginado, afetado pelo recrudescimento da pandemia, é descrito em artigo sobre a economia brasileira publicado na edição nº 40 da Conjuntura CNseg, publicação da Confederação Nacional das Seguradoras – CNseg.  

Um ano depois da decretação da pandemia pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em 12 de março do ano passado, responsável pela maior retração anual do PIB da série histórica corrente do País (-4,1% em 2020), o Brasil convive com o pior momento da pandemia da Covid-19 a partir de março de 2021.

De acordo com a publicação, os fortes estímulos fiscais, monetários, de crédito e emprego implantados pelo Governo e pelo Banco Central (BC) no ano passado, que suavizaram a contração potencial do PIB em 2020, são agora alvos de grande preocupação dos agentes econômicos. Em um cenário que a economia demora a ganhar tração, olha-se o preço alto da deterioração das contas públicas via tais estímulos, tendo em vista a situação fiscal que já era desconfortável antes mesmo da pandemia. 

Atento aos sinais de turbulências produzidas pela inflação, que agora pode fechar o ano acima de 4,5%, com a variação em 12 meses avançando até cerca de 7,5% no meio do ano, em razão do comportamento atípico do IPCA no início da pandemia, o Banco Central (BC) começou um ciclo de aumento dos juros, apesar da falta de fôlego da economia. A decisão do Copom de elevar a taxa básica de juros, de 2% para 2,75%, veio acompanhada de sinalização de que o BC manterá novos ajustes na Selic. Há desafios enormes para a retomada, a começar dos danos provocados pelos juros, inflação em alta e câmbio volátil.  A convergência de lideranças do Congresso Nacional, o calendário da vacinação e a moderação na criação de fatos políticos poderão ser fatores importantes para dissipar o ambiente de preocupações dos agentes econômicos.

Antonio Cassio deixa presidência do IRB ficando no Conselho; Wilson Tonetto assume enquanto novo CEO é recrutado

Toneto: Acreditamos que as diversas medidas de revisão técnica adotadas em nossa carteira de Auto e a melhora do cenário macroeconômico devem gerar efeitos positivos em nossos resultados locais em 2018

O IRB informou nesta terça-feira (30) que Antônio Cássio dos Santos deixou o cargo de diretor presidente da resseguradora, permanecendo no cargo de presidente do Conselho de Administração. “Antônio Cássio, como Chairman, na coordenação do Conselho de Administração da Companhia, será responsável, não apenas pela busca de profissional que dê continuidade, como CEO, ao trabalho realizado pela Administração da Companhia, mas garantirá, principalmente, uma transição balanceada e profícua, sem solução de continuidade, para o desenvolvimento do IRB Brasil RE, na busca da excelência, da correta abrangência regional/global, e de resultados crescentes e sustentáveis, aspectos fundamentais da estratégia aprovada”, aponta o comunicado do IRB.

A companhia informa que, na última reunião do Conselho de Administração, realizada na sexta-feira (26), foi aprovada a estratégia 2021-2023 desenvolvida com o apoio de uma consultoria líder mundial em gestão empresarial. A execução daestratégia terá a supervisão do Conselho e de seus Comitês de Assessoramento, cabendo a execução damesma à Diretoria Executiva sob a coordenação do CEO a ser eleito.

O IRB ainda informa que, tão logo a União sinalizou formalmente sua intenção de manter o atual presidente do Conselho, o Conselho contratou consultoria internacional especializada em executive search para a busca de um novo CEO.

Neste meio tempo, Wilson Toneto, vice-presidente da Companhia, destacado pelo IRB como executivo com longo histórico no mercado segurador brasileiro e no IRB Brasil, acumulará, de forma interina, a presidência da companhia com as suas atuais funções nas áreas técnicas, atuariais e de operações. “Assim que o processo de recrutamento e seleção for concluído, a companhia divulgará a eleição do novo CEO ao mercado”, informou a resseguradora.

Catástrofes causam perdas de US$ 190 bi em 2020, sendo US$ 89 bi indenizadas por seguros

Swiss Re perdas catastrofes 2020

As perdas econômicas globais de eventos de catástrofes naturais em 2020 foram de US$ 190 bilhões, segundo estudo da Swiss Re. As perdas seguradas de todos os eventos de desastres do ano passado em todo o mundo foram de US$ 89 bilhões, o quinto maior em registros sigma. As perdas seguradas globais em catástrofes naturais foram de US$ 81 bilhões em 2020; desastres provocados pelo homem resultaram em perdas seguradas de US$ 8 bilhões.

Os eventos de risco secundário foram responsáveis ​​por mais de 70% das perdas seguradas por catástrofes naturais, resultantes principalmente de tempestades severas e incêndios florestais. Nos últimos 10 anos, esses eventos contribuíram com mais da metade das perdas seguradas globais de perigos secundários. Dadas as altas perdas.

No entanto, 2020 também serve como um lembrete do potencial de perda de pico de perigos primários. Notavelmente, a temporada de furacões do Atlântico Norte no ano passado foi muito ativa. As tempestades atingiram áreas de baixa densidade populacional / atividade e / ou baixa penetração de seguros.

Além disso, a história indica uma tendência semelhante de perdas crescentes de perigos primários, sugerindo que os futuros cenários de perda de pico também podem crescer significativamente. Os autores do estudo estimam que em um ano de temporada de furacões indutores de perdas de pico e de múltiplos eventos de perigo secundário, as perdas seguradas anuais combinadas podem chegar a US$ 250-300 bilhões.

Os fatores subjacentes que influenciam os resultados dos eventos de perigo primário e secundário são os mesmos, incluindo mudanças nos desenvolvimentos socioeconômicos e efeitos das mudanças climáticas. Os riscos primários são bem monitorados pelo setor de seguros, mas os riscos secundários menos. Os esforços de avaliação de risco precisam ser reequilibrados para tornar os perigos secundários uma prioridade.

Dada a natureza dinâmica dos riscos, a análise de dados prospectiva, em vez de retrospectiva, é fundamental para não subestimar a escala das perdas potenciais atuais e futuras. Para esse fim, a construção do modelo de risco também precisa se desviar da dependência de observações de dados históricos, o que pode não ser um bom proxy para as condições atuais, recomendam os autores.

“Houve um recorde de 30 tempestades nomeadas durante a temporada de furacões de 2020 e um novo recorde foi estabelecido quando 12 dessas tempestades atingiram os EUA. Custou à indústria de seguros US $ 21 bilhões em sinistros. Ainda assim, incrivelmente, consideraríamos isso como uma fuga de sorte. Dada a natureza dinâmica dos riscos, os modelos de risco das resseguradoras precisam considerar cada vez mais as tendências de risco prospectivas, como mudanças climáticas, urbanização e inflação socioeconômica – em vez de depender de observações de dados históricos – ao avaliar a magnitude potencial das perdas”, afirma Martin Bertogg, chefe de riscos da Swiss Re.

Boletim Focus mantém tendências negativas diante de incertezas políticas e econômicas

Pedro Simoes CNseg

O atual cenário do Brasil dificulta as projeções econômicas, que neste momento se limitam a expressar o curto prazo, comenta Pedro Simões, do Comitê de Estudos de Mercado da CNseg, a Confederação Nacional das Seguradoras. A volatilidade é atribuída ao aumento das preocupações com a sustentabilidade fiscal, com o atraso no calendário de vacinação e ainda com o noticiário político diário, que teve, na aprovação do Orçamento na semana passada, mais um capítulo conturbado por ter elevado para um total de R$ 48,8 bilhões as emendas parlamentares de deputados e senadores neste ano.

“Os sinais de incerteza política anulam os resultados da ação mais incisiva do Banco Central nas últimas semanas. Em um prazo mais longo, as ações e comunicação consideradas mais “hawkish” (dura) do que o esperado devem trazer benefício, mas, no curto prazo, o cenário de incerteza inviabiliza resultados que poderiam ser positivos como uma menor pressão sobre o câmbio e uma diminuição da inclinação da curva de juros”, comentou. 

Com este cenário, argumenta Simões, o relatório Focus desta semana mostra que os especialistas consultados pelo Banco Central mantiveram, em suas projeções, as tendências predominantemente negativas observadas nas últimas semanas para a economia brasileira: um pouco mais de inflação com um pouco menos de crescimento. A mediana das projeções dos analistas do mercado financeiro para o crescimento do PIB neste ano caiu mais uma vez, de 3,22% para 3,18%. Já a mediana da projeção para o crescimento do PIB em 2022 foi reduzida de 2,39% para 2,34%.  

A projeção para o IPCA continuou a subir, nesta semana de 4,71% para 4,81%. Para o ano que vem, foi mantida em 3,51%. “É importante notar que as projeções para inflação este ano continuaram a subir mesmo com o aumento da Selic pelo Copom e com a sinalização de novos aumentos. Pode-se argumentar, com razão, que os efeitos da política monetária se dão com alguma defasagem e, portanto, não afetariam a inflação deste ano”, cita o economista da CNseg. 

Leia no portal da CNseg a íntegra do boletim Acompanhamento de Expectativas Econômicas semanal feito pela Superintendência de Estudos e Projetos (Suesp) da CNseg.