Fator Seguradora diversifica atuação e potencializa a venda digital

Luis Eduardo Assis Fator Seguradora

A concorrência imposta ao mercado segurador por vários fatores, que vão desde a modernização do arcabouço regulatório até novos hábitos de consumo e riscos emergentes trazidos pela tecnologia, trouxe novos ares para a Fator Seguradora. Criada em 2008 com foco em atuar apenas em seguro garantia para grandes conglomerados, a seguradora comandada desde 2012 por Luís Eduardo Assis traz novidades em 2021. “Tudo mudou. E a Fator também. Diversificamos nossa atuação para acompanhar este cenário competitivo de negócios, que deixa para trás o velho modelo econômico fechado para mapear e gerir oportunidades que poderão impactar o futuro da sociedade, e, portanto, de nossos clientes”. 

A gestão de risco é algo intrínseco em uma seguradora. “Uma das nossas vulnerabilidades era a alta dependência de corretores especializados em garantia e também em emissão de grandes apólices. Nos consolidamos como uma das principais seguradoras de garantia contratual do setor por nossa especialização e por isso queremos ir além, otimizando o conhecimento técnico da nossa equipe em seguros financeiros”, comenta o CEO da seguradora controlada diretamente pelo Banco Fator, seu único acionista.

A diversificação tem dado certo. Das vendas totais de R$ 303 milhões em 2020, o seguro garantia representa 35% da Fator Seguradora, especializada em seguro de danos nos ramos relacionados à infraestrutura, como Riscos de Engenharia e Riscos Patrimoniais, Seguro Garantia e Fiança Locatícia. O grupo também se especializou em seguros de Responsabilidade Civil, especialmente D&O e E&O. 

A expectativa para este ano é superar R$ 400 milhões em vendas totais, impulsionadas, principalmente, pelos seguros de responsabilidade civil, uma das modalidades que mais cresce no mercado de seguros. “O nosso DNA é atender grandes grupos em riscos financeiros. Agora queremos diversificar e levar nossa especialização para mais empresas, de diferentes segmentos da economia, que passaram a demandar seguros financeiros, principalmente de responsabilidade civil e de garantia judicial”, afirma o economista e também professor. 

Assis acredita que as decisões de investimentos em projetos de infraestrutura virão e darão um ritmo aos seguros de grandes riscos, mas por enquanto os investidores são influenciadas por dúvidas em relação a vacinação e ao fim da pandemia. “Somente com  mais previsibilidade disso é que saberemos o ritmo do crescimento da economia”, diz. Segundo ele, a interferência do governo nos mercados também causa certo desconforto. Um impulso a infraestrutura e, consequentemente aos seguros de grander riscos, poder vir em 2021. “O governo mineiro vai retomar algumas obras com parte do dinheiro da indenização que recebeu da Vale no caso da tragédia de Brumadinho. Certamente irá movimentar o segmento de garantia e de riscos de engenharia”, aposta.

A estratégia da Fator também prioriza diversificar a carteira de clientes. “Temos ainda uma predominância de clientes públicos, que compram seguros por meio de licitação pública. Mas a tendência é de crescimento das vendas pelo canal digital, que atua com corretoras de todos os portes para produtos de fácil contratação, e o corporate, onde atuamos com corretores especializados no desenho de programas de seguros sob medida para clientes corporativos que exigem mais discussões e especialidade”, diz Assis.

A grande novidade vem no segundo semestre. A partir de julho, a Fator inaugura uma inovadora plataforma de distribuição idealizada para que os corretores de seguros possam explorar novos mercados e ofertar seguros diferenciados para pequenas e médias empresas de todo o país, sem limitações geográficas. “Tem gente que casa pela internet! E nós só queremos vender uma apólice de seguro online”, brinca. O resultado já obtido nesta fase de testes é comemorado. “Vendemos uma apólice no estado de Roraima, onde não estamos presencialmente, por um corretor que nos procurou virtualmente”. 

O objetivo da plataforma é parametrizar o canal digital a partir de um novo paradigma. “Temos de pensar de uma forma diferente. Não é a automação e sim a definição de novos processos. Não queremos uma camada de tecnologia e sim produtos inovadores e acessíveis aos empreendedores brasileiros”. Para se ter uma ideia do empenho do grupo para ter um canal digital inovador, da equipe total de 80 profissionais da Fator, 18 trabalham para que a plataforma de vendas seja diferenciada para os corretores que buscam agilidade, especialização e qualidade de atendimento.  

O grupo investiu na contratação de especialistas nas mais diversas áreas. Foram quase 30 contratações desde janeiro de 2020 até agora, instalados em uma nova sede em São Paulo inaugurada em novembro, já dentro do designer de um modelo híbrido de trabalho, homeoffice e presencial. “Para uma equipe de 80 pessoas, este número é bem expressivo”, compara. A mais recente contratação foi Luiz Antonio Fonseca, com mais de 33 anos de experiência no mercado segurador, ocupando posições de média e alta gestão em empresas líderes como AIG-Unibanco, Itaú-Unibanco e mais recentemente, Chubb, onde exercia o cargo de vice-presidente comercial. Ele tem como meta desenvolver melhor os vários canais de distribuição da companhia.

Mulheres, a prioridade do 2021

2021 também foi eleito o ano da Mulher na Fator, uma prioridade do RH comandado pelo gerente executivo Clayton Lima. Atualmente, 51% do quadro da Fator é composto por mulheres. No alto comando, uma. Dos quatro diretores que respondem diretamente a Assis, — além de Fonseca, Richard Mendes Leone, de seguros de de danos, e Pedro Mattosinho em garantia, há uma mulher: Juliana Lopes Amaral Decoussau Machado, diretora adjunta, responsável por sinistros, compliance e jurídico. O resseguro também é comandado por uma mulher, Juliana Kazumi Chen, que responde diretamente a Assis. A área de subscrição de seguros de responsabilidade civil também conta com a experiência feminina: Emanuele Credendio Parussolo.

Assis, que atuou como coordenador do comitê de diversidade do tempo de Citibank, instituição para a qual se dedicou por 6 anos na década de 90, quer um debate amplo e aberto para garantir o espaço da mulher na seguradora. “Não queremos arranhar a superfície e sim debater os temas mais delicados para sermos uma companhia que oferece oportunidade de carreira a todos os profissionais”. 

O ex-diretor de Política Monetária do Banco Central também ressalta a importância de ajustar processos aos novos tempos de taxa de juros num patamar baixo. “Este é um grande desafio para todo o setor, que nunca havia operado com taxas de juros negativas no Brasil. A boa notícia é que este cenário faz com que todos se tornem melhores a cada dia diante de uma complexidade do mundo de negócios. Ao mesmo tempo em que abre oportunidades, traz novas responsabilidades para todos. E certamente o mercado segurador tem muito a contribuir para mitigar os riscos deste novo normal”.

IRB é pouco afetado pela pandemia, mas monitora riscos, diz Isabel Solano

isabel solano IRB

A pandemia é um desafio sem precedentes. Um novo cenário que ainda está sendo compreendido e merece atenção especial não só dos governos, mas também das empresas, afirma a vice-presidente executiva de resseguros do IRB Brasil RE, Isabel Solano. “São muitas mudanças, desde os novos riscos até a forma como regulamos sinistros”, conta. Leia abaixo os principais trechos da entrevista concedida ao blog Sonho Seguro:

Como a pandemia mudou os negócios? Como está o mercado de resseguros no Brasil? Impactados pelos resultados no exterior?

No IRB Brasil RE, criamos em abril de 2020 o Gabinete de Crise de Impactos da covid-19 para monitorar o mercado e estruturar ações em resposta à pandemia. No exercício de 2020, não foi observado impacto expressivo, relacionado ao coronavírus, nas operações do IRB. No segmento rural, o maior impacto percebido no início da pandemia foi a dificuldade de circulação dos peritos para a regulação de sinistros, o que foi contornado com o uso das ferramentas de tecnologia, como sensoriamento remoto. Não houve aumento do volume de indenização além do esperado. Na linha de negócios patrimonial, a receita de resseguro varia em função dos valores ressegurados com base no preço dos ativos das empresas. Caso ocorra queda no preço destes bens, o valor ressegurado será menor, podendo impactar no prêmio emitido dessa linha de negócio. Com a redução da produção e faturamento das empresas, os valores ressegurados com base nos lucros das empresas sofrerão impacto e o prêmio emitido dessa linha de negócio também poderá ser impactado.

E a sinistralidade?

Com relação à sinistralidade é imprescindível que ocorra um dano material previsto no contrato para gerar alguma indenização decorrente da paralisação dos negócios. Como regra internacional, danos decorrentes de doenças e pandemia estão explicitamente excluídos das apólices, entendemos que os prejuízos serão bastante limitados a algumas poucas exceções que garantem este tipo de cobertura. Entretanto, existem movimentos, especialmente no âmbito internacional, que buscam viabilizar o enquadramento de algum tipo de sinistro de lucros cessantes decorrente da pandemia via tribunais.

Quais produtos mais sofreram?

Um produto que sofreu fortemente com o isolamento social imposto pela pandemia foi o de Cancelamento de Eventos, porém a exposição da companhia a este produto é bastante limitada. Foi identificado que os grandes projetos de engenharia tiveram adiamentos importantes, impactando as receitas de resseguro das linhas de negócio que dependem desses projetos. Em relação ao mercado, a análise dos números disponibilizados pela Susep mostra que, na comparação entre 2019 e 2020, os prêmios cedidos em resseguro cresceram 29,2%, como mostra o nosso Boletim IRB+Mercado.

Vários grupos mundiais registraram perdas relevantes com a pandemia. Como foi o ano para a sua companhia e quais as perspectivas para 2021?

Vários são os motivos que fizeram de 2020 um período completamente atípico nos 81 anos de história do IRB Brasil RE. Em meio a um cenário de pandemia, a companhia mudou sua gestão e promoveu uma série de medidas para recuperar a credibilidade e recolocar o IRB Brasil RE no caminho do crescimento sustentável, com a geração de valor de longo prazo. Encerrado o exercício, o IRB se confirma como o maior ressegurador do Brasil e, indiscutivelmente, uma companhia robusta, com ativos da ordem de R$ 22,7 bilhões; sólida, com Patrimônio Líquido Total de R$ 4,3 bilhões; e líquida, com Ativos Financeiros da ordem de R$ 8,3 bilhões. O desempenho de 2020 foi marcado pela evolução prêmios emitidos em 12,7%, totalizando R$ 9.596 milhões, ante R$ 8.515 milhões no ano anterior. O resultado após impostos foi negativo de R$ 1.521 milhões em 2020, todavia com claras tendências de melhorias já verificadas no segundo semestre de 2020. Vale ressaltar que, em 2020, conservadoramente, a companhia se preparou para os possíveis impactos diretos e indiretos da covid-19 e apresentou aumento considerável em suas Provisões Técnicas. Essa questão é monitorada e vamos aumentar esses valores no caso de algum desses sinistros se materializar. Nossa gestão é pautada por visão de longo prazo, calcada na transparência e qualidade da informação. Confiamos no desempenho positivo do IRB para os próximos anos já a partir de 2021, colhendo os frutos da nossa estratégia de re-underwriting, com a descontinuidade de contratos que asseguraram baixa margem e afetaram nossos resultados.

E as renovações em 2021, o que mudou? Além do preço, franquias, clausulas de exclusões e outras restrições são observadas?

Em 2021, nossa primeira data importante para renovações foi em janeiro. Dentro da estratégia de re-underwriting, o IRB requalificou seu portfólio, com a saída de vários contratos não lucrativos e o ajuste de termos e condições nas renovações. Com isso, houve cancelamento de 11% do portfólio (principais segmentos: patrimonial, rural e aviação) e renovação de 87% dos contratos-alvo. Além disso, novos contratos representaram 13% do novo portfólio.

                                                                          
Há estudos sobre tendência de alta de preços? Quais segmentos da economia estão “mais caros” e quais ainda é possível encontrar a mesma taxa ou redução?

Há estudos importantes de brokers e de resseguradores globais mostrando a tendência de agravo nos preços, em geral, nos mercados de seguro e de resseguro. Há, também, por exemplo, relatórios da Reinsurance News/Artemis, que analisam títulos de catástrofes, capital de seguros, de resseguros e outras informações do setor direcionada para investidores, que demonstram essa evolução nos preços. A Artemis é um site especializado que publica periodicamente pesquisa com diversos players mundiais de resseguro, seguradoras, corretores de seguros e de resseguros, risk managers e investidores ILS, entre outros. Essa pesquisa com os profissionais de mercado mostrou uma expectativa de aumento de preços relevante para 2020, como realmente aconteceu. Para 2021, outros formadores de opinião relatam a continuidade desse cenário.

De uma maneira geral, esse aumento de preços impactou mais fortemente os setores da economia que apresentam algumas características mais agravadas em suas atividades, como por exemplo: mineração, siderurgia, petróleo, geração de energia, logístico, frigoríficos, etc. Isso não significa dizer que atividades menos sujeitas a grandes perdas não sofreram ajustes e agravações em suas condições de seguro, pois principalmente estas atividades colheram uma significativa redução de preços em suas apólices nos últimos 15 anos, em função do excesso de capacidade disponível no mercado desde o fim do monopólio de resseguros. Em resumo, o cenário atual é de aumento de preços e endurecimento nas condições de seguro e resseguro.

O mercado internacional está passando por um momento de “hard market”, com a subida das taxas em praticamente todos os segmentos devido ao aumento da sinistralidade e consequente diminuição das margens. Desde o ano de 2017, quando houve grandes sinistros de catástrofe naturais como os furacões HIM (Harvey, Irma e Maria), nos EUA e Caribe, e Wildfires, assim como outros eventos de 2018 na Ásia, o mercado reagiu rapidamente aumentando as taxas nas renovações em todo o mundo, por tratar-se de uma capacidade global. O mercado de retrocessão foi ainda mais afetado pela subida nos preços devido à escassez de capacidade global e os resultados históricos recentes. 

Em paralelo às catástrofes naturais, também houve frequência de sinistros severos no segmento de Dowstream Energy a partir de 2017 e uma consequente redução da oferta de cobertura de seguro e resseguro para este ramo. Como os preços já estavam bastante descontados à época, o aumento nas taxas tem sido forte, chegando a mais de 40% em algumas renovações.

No mercado doméstico de seguro agrícola, perdas importantes foram contabilizadas no período anterior à caracterização da pandemia em função da combinação de excesso de capacidade de resseguro, competição de taxas e condições entre seguradoras e a ocorrência de eventos mais severos. Essas perdas agregadas impactaram as condições de resseguro nas renovações que começaram a ocorrer desde o fim do ano de 2020 que também se somam ao momento de “hard market”, observado em outros segmentos. A covid-19 em si praticamente não impactou o segmento, que seguiu (e segue) aquecido com bastante oferta de crédito para investimentos e implantação de lavoura o que naturalmente impulsiona a demanda por apólices de seguro.

Um dos segmentos com subida de preço mais significativa é o mercado de Property, qual o IRB observou uma subida considerável nas renovações de 01/01/2021, devido aos eventos mencionados acima, assim como o ramo de Aviação, nas renovações de 01/01/2021, que por conta do sinistro dos Boeing 737 MAX, que causaram dois acidentes aéreos fatais, acionando a cobertura de grounding liability, na qual as aeronaves deste modelo ficaram sem permissão de voo até que as correções no sistema fossem concluídas; somado a alta sinistralidade do mercado na linha desde 2014.

Portanto, entendemos que no mercado Internacional não seja possível encontrar manutenção de taxas ou reduções no geral, exceto para algum nicho em particular.

Algum segmento, como cyber, D&O, energia, por exemplo, tem tido mais aumento de demanda?

O segmento de Financial Lines (que incluí D&O e cyber) como um todo têm tido uma procura muito forte. Isso ocorre pelas seguintes razões. Primeiro, uma aceleração do “hard market” (termos mais restritivos e condições mais agravadas), que já estava em processo de consolidação antes da pandemia. Depois, o modelo de home office, que foi adotada na grande maioria da economia, criou mais desafios para áreas de TIs das empresas, gerando demanda ainda maior no segmento de cyber.

Com relação ao segmento de Energia, especificamente ao ramo de petróleo, há uma tendência de aumento dos negócios, principalmente, para atender as operações dos novos campos arrematados pelos operadores nos últimos leilões. Serão perfurados novos poços e construídos novos ativos para exploração e tudo isso precisa de seguro e resseguro.


E para riscos de danos, como grandes riscos ou Property & Casualty (P&C), a demanda segue aquecida? E lucros cessantes?

A demanda segue aquecida para riscos de Property, especialmente em algumas atividades que vinham tendo um fluxo de investimento acelerado antes da pandemia e que continuaram em franca expansão, mesmo após a chegada da covid-19, como por exemplo o setor de elétrico, que seguiu com as inaugurações de novos parques eólicos, fotovoltaicos e algumas termelétricas entre 2020/2021.

Em alguns segmentos, dentre outros, como o químico e o petroquímico, nos quais não foram observados aumento relevante de demanda, mas uma redução na oferta de proteção. Com a ocorrência de sinistros severos nos últimos anos, muitos players do mercado fizeram uma revisão no seu portfólio, reduzindo a capacidade disponibilizada. Com esse desequilíbrio, foi dado início a uma escalada dos preços praticados, colaborando fortemente para o panorama atual de hard market.

Especificamente sobre a cobertura de Lucros Cessantes, a mesma continua sendo amplamente contratada pelas empresas, com os ajustes necessários em virtude das mudanças causadas no faturamento delas pela pandemia. Contudo, em geral, até o momento, as perdas globais foram muito menores do que se esperava no início de 2020. Portanto, os mercados de seguros e resseguros não sofreram perdas em suas receitas, como se imaginava, especialmente em virtude do aumento dos preços na compra dessas coberturas.

Há demanda para transferência de risco via mercado de capitais?

Foi publicada no Diário Oficial da União, em 16/12/2020, a Resolução CNSP nº 396, que dispõe sobre operações de resseguro ou retrocessão e o seu financiamento por meio de dívida vinculada a riscos de resseguro, também conhecido como Insurance Linked Securities (ILS), que é a cessão do resseguro via mercados de capitais. A norma entrou em vigor em 04/02/2021. O IRB acredita que existe a demanda. Estamos monitorando o interesse dos principais players em atuar no mercado local para o início deste tipo de operação pioneira em nosso mercado.

Valor traz especial sobre Seguros e Resseguros

caderno especial de seguros Valor Economico

O Valor Economico traz nesta quinta-feira um caderno especial sobre o mercado segurador. Conta sobre a revolução que este setor vive no Brasil com a renovação do arcabouço regulatório focada em adaptar as companhias para um mundo mais tecnológico, novos hábitos de consumo e mais competitivo. O resultado disso pode ser lido no caderno, que traz a transformação das seguradoras em processos, produtos e relacionamento com clientes. Consequentemente, o crescimento de diversos segmentos, mesmo num cenário de recessão econômica e mais de 300 mil mortes pela pandemia. Boa leitura!

Futuro incerto

Nova onda de covid-19 aumenta incertezas após ano em que o setor cresceu 1,3%. Leia mais

Programas de inovação aberta ganham fôlego

Seguradoras investem em programas de inovação aberta, com aportes em empresas nascentes. Leia mais

Mudança torna mercado mais competitivo

Susep flexibiliza regras, reduz custo operacional de seguradoras e resseguradoras e assegura solvência. Leia mais

Diversificação deve ampliar acesso

Nova norma permite a estruturação de produtos de forma mais flexível. Leia mais

Brasil se insere em contexto internacional de resseguros

Arcabouço regulatório está em revisão pela Superintendência de Seguros Privados. Leia mais

Gasto com indenizações e sinistros avança 8,3%

Exposição do setor à pandemia foi no geral pequena, uma vez que a maioria das apólices exclui esse tipo de evento das coberturas. Leia mais

Previdência aposta em uso intensivo de tecnologia

Perspectiva é de retomada do crescimento a partir do segundo semestre. Leia mais

Com pandemia, crescem contratações no ramo vida

Tendência de alta também foi verificada entre os produtos de funeral e doenças graves. Leia mais

Empresas lançam soluções voltadas a riscos cibernéticos

Ameaças digitais estão em segundo lugar no ranking de preocupações de CEOs no mundo. Leia mais

Saúde suplementar mostra recuperação modesta em 2020

Planos de assistência médica, os maiores do segmento, registram acréscimo de 554,6 mil pessoas. Leia mais

Portfólio para doenças graves tem mais opções

Em 2021, número de patologias cobertas em alguns casos dobrou, de dez para 20. Leia mais

Riscos climáticos diversificam oferta de produtos

Maior frequência de enchentes, alagamentos, vendavais e ciclones trouxeram o tema para a lista de prioridades do setor. Leia mais

Cobertura para febre amarela e chikungunya

Seguro para pacientes com dengue, chikungunya, zika e febre amarela deve ser lançado até o fim do ano. Leia mais

Home office impulsiona a demanda por serviços

Coberturas agora incluem pequenas reformas e alagamentos. Leia mais

Plano oferece psicólogo para o tutor na morte do pet

Em caso de falecimento do animal de estimação, tutor pode realizar até quatro consultas. Leia mais

Apólices ficam mais baratas e ganham prazos ampliados

Redução de 12% no custo dos sinistros em 2020 contribuiu para manter a rentabilidade do setor. Leia mais

Veículos de alto luxo têm fila de espera

Energy Broker, corretora especializada nesse segmento, viu carteira crescer 30% no ano passado. Leia mais

Cortes no plano de subvenção afetam seguro rural

Recursos federais têm alavancado esse mercado nos últimos dois anos. Leia mais

Setor firma parcerias para abrir canais de distribuição

Crescem as operações com bancos, cooperativas e fintechs. Leia mais

Celular e acidentes pessoais são nichos disputados por startups

Empresas escolhidas pela Susep vão testar modelo de negócio por três anos. Leia mais

Setor de seguros tem crescimento anual de 3,6% em janeiro, diz CNseg

Prêmios emitidos alcançaram R$ 24,4 bi; para entidade, efeitos econômicos e de expectativas da PEC Emergencial serão decisivos para recuperação. Leia mais

Seguro vitalício para pets cuida do animal se os donos morrerem

Pandemia também aumenta procura por serviços para a despedida, como cremação e velório virtual de bichos. Leia mais

Seguro contra ciberataques dispara no Brasil com LGPD e megavazamentos

O aumento do risco de vazamentos de dados tem levado as empresas a procurar cada vez mais esta modalidade de seguro. Leia mais

Fairfax investe em tecnologia para avançar no seguro rural

Fonte: Fairfax

A digitalização no campo traz perspectivas interessantes para o desenvolvimento do agronegócio. Novas tecnologias permitem monitorar o clima, acompanhar detalhadamente o desenvolvimento das lavouras e investir em melhorias de manejo. A seguradora Fairfax Brasil acredita no potencial das novas tecnologias para impulsionar a agricultura brasileira e está investindo continuamente em novas ferramentas com foco na mitigação dos riscos climáticos.

Entre os exemplos, a seguradora mantém uma parceria com a empresa de tecnologia Farmers Edge, que oferece uma plataforma inteligente de monitoramento agrícola. Dessa forma, a Fairfax obtém imagens de satélites e análises de acompanhamento de safras que permitem melhorar a gestão de riscos e agilizar o atendimento aos agricultores segurados.

Estações meteorológicas

Em 2020, a Fairfax concluiu a implementação de 150 estações meteorológicas no campo em parceria com a Farmers Edge. A iniciativa permite que a seguradora tenha acesso aos dados coletados por um total de 600 estações meteorológicas espalhadas pelo Brasil. Essas estações estão instaladas em áreas de cooperativas parceiras da Fairfax, entrepostos de recebimento de grãos, fazendas experimentais e em áreas de agricultores clientes da seguradora. “Estamos mapeando 100% das propriedades asseguradas pela Fairfax, o que representa quase um milhão de hectares no Brasil”, conta Fabio Damasceno, Diretor de Agronegócio da Fairfax Brasil.

Esse projeto robusto traz dados preciosos para melhorar o desenvolvimento do seguro do agronegócio e as condições dos produtos ofertados. O próximo passo da Fairfax é entregar ao produtor rural essas informações e análises geradas, agronômicas e climáticas, com o objetivo de beneficiar as tomadas de decisões para planejamento de safra e manejo.

ANS amplia rol de exames e tratamentos a serem cobertos pelos planos de saúde

A partir de 1º de abril deste ano, novos exames e tratamentos passarão a fazer parte da lista obrigatória de assistência garantida por planos de saúde privados o chamado “rol da ANS”. A Agência Nacional de Saúde – ANS, publicou no Diário Oficial da União no início de março, uma resolução normativa onde foram adicionados 69 novos procedimentos de cobertura obrigatória, sendo 50 relativas a medicamentos e 19 a exames, terapias e cirurgias indicadas no tratamento de enfermidades do coração, intestino, coluna, pulmão, mama etc.

A lista é composta, ainda, por 17 imunobiológicos usados em tratamentos de doenças inflamatórias, crônicas e autoimunes como psoríase, asma e esclerose múltipla e por tratamentos para pacientes com tumor de mama em estágio avançado, câncer de pulmão, além de leucemias, melanomas, mielomas e tumores de fígado, rim e próstata. A cobertura foi ampliada para novas intervenções no tratamento de hérnia de disco lombar e deformidade na mandíbula, além de problemas na coluna cervical no coração.

Segundo Fernanda Glezer Szpiz, advogada e sócia do Rosenbaum Advogados, escritório especializado em Direito e Saúde e do Consumidor, a ANS atualiza a cada dois anos o rol de coberturas e por conta deste prazo sempre haverá uma defasagem entre os novos tratamentos aprovados pela ANVISA e prescritos pelos médicos e aqueles cuja cobertura está prevista no rol.. “Como o rol da ANS é atualizado a cada dois anos (este último foi atualizado após 3 anos), sempre haverá defasagem, uma vez que a ciência avança de forma muito mais rápida. No entanto, importantes medicamentos oncológicos, exames e outros procedimentos foram incluídos”.

Isso significa, em uma primeira análise, que os planos de saúde não terão mais justificativa para negar alguns procedimentos, uma vez que a base para justificativa era o fato de não constarem do rol da ANS. No entanto, inúmeros tratamentos ainda não foram incluídos e a relação continua desequilibrada, desfavorecendo os pacientes, beneficiários dos planos de saúde.

As novas mudanças passam a valer para todos os planos contratados a partir de 1999. Os que foram contratados anteriormente a esta data, devem ter sido adaptados conforme a lei federal 9.656/1998. “Esta interpretação se baseia no fato de a Lei de Planos de Saúde ter entrado em vigor a partir de 1999, porém, o judiciário tem interpretado que mesmo os planos de saúde contratados anteriormente à lei, devem dar cobertura para os procedimentos prescritos pelos médicos sob a justificativa de que se há cobertura para a doença, o tratamento também deve ser coberto (desde que seja um tratamento aprovado pela ANVISA)”, observa a especialista.

De toda a forma, infelizmente, ainda não se sabe como agirão os planos de saúde, inclusive, com relação aos procedimentos recém inclusos no rol: “Para poderem recusar a cobertura de procedimentos incluídos no novo rol, os planos de saúde poderão encontrar alguma justificativa como, por exemplo, carências contratuais, uso off label do medicamento (quando a utilização prescrita para o medicamento não consta da bula) ou outras justificativas injustificáveis. De toda a forma, sempre é possível recorrer a um advogado especialista para avaliar se cabe alguma medida judicial”,conclui.

Artigo: O papel do mercado segurador na contenção de crises cibernéticas

mds brasil

Por Thiago Tristão, CEO MDS Re Brasil e vice-presidente de Riscos Empresariais MDS Brasil

Na quarta-feira, 10 de março, a diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) determinou que sejam fiscalizados com mais rigor os mecanismos de proteção dos centros de operações elétricas que seguem as orientações do Operador Nacional do Sistema (ONS). Foi definida a abertura de uma consulta pública de análise de impacto regulatório (AIR) para definir uma reformulação na política e nas diretrizes de prevenção deste tipo de ataque. Tal determinação mostra a importância de se preservar o patrimônio de dados e driblar transtornos à população e aos serviços das empresas. 

Nos últimos meses, ataques cibernéticos assolaram empresas de todo o País e desencadearam efeitos colaterais quase irreparáveis não somente para seus negócios, mas também para sua imagem e a credibilidade. Na metade de 2020, uma grande companhia brasileira do setor de energia, por exemplo, enfrentou uma invasão hacker que acarretou uma série de problemas e dificuldades técnicas. Uma empresa do ramo de seguros também foi vítima deste tipo de sinistro e teve informações como endereço, CPF e dados de cartões de crédito de clientes copiadas por criminosos.    

Se analisarmos o contexto que vivemos desde o início da pandemia, fica cada vez mais claro que o advento do home office tem contribuído indiretamente para a vulnerabilidade dos computadores e, de certa forma, facilitado ransomwares e vazamentos. E vale observar: se até mesmo grandes empresas e sistemas de gestão pública têm sido alvo desse tipo de sinistro, as pequenas e médias organizações tornam-se alvos ainda mais fáceis e, por isso, devem recorrer a seguros especializados neste segmento com urgência.  

Mais do que reverter: prevenir 

Embora tenham se intensificado nos últimos tempos, os ataques cibernéticos já são ameaças conhecidas, logo, o amparo a perdas financeiras não é a única solução existente. Nos tempos atuais, os riscos de natureza cibernética podem ser antevistos por meio de mapeamentos estratégicos e estudos dos pontos de vulnerabilidade das organizações. Esse tipo de análise faz parte de um programa processual e detalhado que envolve levantamento de dados, sistemas tecnológicos e equipe técnica multiespecializada. Trata-se de um processo completo, complexo e frequentemente atualizado a fim de acompanhar cada novo precedente aberto por novas tecnologias, sistemas e legislações que envolvem os dados das organizações. 

Nesse âmbito, é papel das corretoras mediar os interesses das empresas e das seguradoras a fim de apontar coberturas de Cyber Risks customizadas levando em consideração as particularidades de cada segmento. Como especialista no segmento, além de direcionar as melhores ofertas às organizações, a MDS Brasil também tem experiência em acolher as companhias diante de ataques e guiá-las em direção aos próximos passos para a mitigação da situação. Trata-se de um trabalho multifacetado que envolve análise, disponibilidade 24 horas e tomadas rápidas de decisão. 

Nós sabemos o quanto a tecnologia nos ajudou nos últimos anos e, neste mês de março, em que completamos um ano desde que a Organização Mundial da Saúde (OMS) decretou a pandemia da covid-19, fica um sinal de alerta para empresários de todos os tipos, que procurem agentes especializados em seguros cibernéticos para garantir aos seus clientes a segurança de suas informações. Desta forma, poderemos seguir com mais tranquilidade o enfrentamento das novas medidas de isolamento social determinadas nos últimos dias e seguir com a certeza de que alguém está cuidando bem do patrimônio da sua empresa. 

AGCS alerta clientes sobre aumento do risco de distúrbios políticos

riscos politicos

Fonte: AGCS

Manifestações anti-lockdowns na Alemanha, protestos “Black Lives Matter” nos EUA ou ataques incendiários a torres de telefonia celular no Reino Unido: Danos, perturbações e, em última instância, perdas decorrentes de manifestações, protestos, vandalismo ou outras formas de distúrbios civis estão agora entre as principais exposições de risco político para as empresas, com o impacto contínuo da pandemia de Covid-19 provavelmente impulsionando ainda mais, de acordo com a última edição do Global Risk Dialogue da Allianz Global Corporate & Specialty (AGCS). Os planos de continuidade de negócios precisa abordar proativamente os riscos de violência política, particularmente em setores altamente expostos, como o varejo. 

“Felizmente, os eventos terroristas em larga escala diminuíram drasticamente nos últimos cinco anos. Entretanto, o número, escala e duração de manifestações e protestos nos últimos dois anos é espantoso e temos visto empresas sofrendo perdas significativas”, diz Bjoern Reusswig, Director Global de Violência Política e Soluções para Ambientes Hostis da AGCS. “A agitação civil disparou, impulsionada por protestos sobre questões que vão de dificuldades econômicas à brutalidade policial, que afetaram cidadãos em todo o mundo”. E o impacto da pandemia de Covid-19 está piorando as coisas – com poucos sinais de um fim da crise econômica à vista, é provável que o número de protestos continue aumentando. ”

O distúrbio civil como um risco comercial chave 

Causando danos físicos, interrupção de negócios ou perda de receitas, os incidentes de agitação civil estão se tornando um risco mais significativo para as empresas no ambiente atual, como refletido nas descobertas do Allianz Risk Barometer 2021. Na pesquisa anual de risco, “riscos políticos e violência” retornaram ao top 10 pela primeira vez desde 2018. Esta tendência é suportada por resultados de pesquisas recentes que prevêem que as manifestações globais irão inflar nos próximos dois anos: Verisk Maplecroft, uma empresa de pesquisa especializada em análise de risco global, espera que 75 países vivenciem um aumento nos protestos até o final de 2022. Destes, mais de 30 – grande parte na Europa e nas Américas – provavelmente verão uma atividade significativa. A violência política também causou importantes sinistros de seguros em 2020. Enquanto os protestos, após a morte de George Floyd, que ocorreu em 140 cidades dos EUA, foram em sua maioria pacíficos; os incêndios, o vandalismo e os saques que ocorreram custarão ao segmento segurador pelo menos US$1 a US$2 bilhões em sinistros, de acordo com Axios

As empresas não precisam ser vítimas diretas da agitação civil para sofrer perdas financeiras. As receitas podem sofrer se a área ao redor for isolada por um longo período ou enquanto a infra-estrutura for reparada para permitir a reentrada de clientes, vendedores e fornecedores. Por exemplo, durante as manifestações dos “Coletes Amarelos”, lojas ao longo da Champs Elysees em Paris foram saqueadas e muito danificadas, o que afugentou os clientes. Após apenas algumas semanas de protestos, a federação francesa de varejo informou que os varejistas haviam perdido, em todo o país, US$ 1.1 bilhão em receitas.

Pandemia da Covid-19 sujeita a aumentar a violência

A pandemia de Covid-19 é um fator-chave por trás do aumento da agitação civil, uma vez que aumentaram os sinistros subjacentes de long tail, como lhes deu um ponto focal. A pandemia afetou negativamente a estabilidade política, aumentando a polarização e trazendo para o alívio agudo questões relativas à igualdade, agravando as condições de trabalho e os direitos civis. 

“Infelizmente, o risco de motins e violência provavelmente se tornará mais agudo por causa da Covid-19”, diz Michael Stone, consultor de risco da AGCS América do Norte. “As medidas usadas pelos governos para combater o coronavírus tiveram um impacto socioeconômico significativo e a frustração está crescendo em grandes segmentos da população”.

O fato de a pandemia ter permitido o surgimento de teorias conspiratórias entre setores da população também prepara o terreno para futuras turbulências – e até mesmo danos físicos em alguns casos, de acordo com Reusswig. Uma teoria que, sem fundamento, liga a tecnologia 5G com o coronavírus resultou em uma série de ataques incendiários a torres de telefonia celular no Reino Unido e em outros países europeus.

Necessidade crescente de planejamento da continuidade dos negócios

A preparação contra os riscos de violência política é fundamental – em particular para setores expostos, como o varejo. Durante dois dias de manifestações de “Black Lives Matter” no final de maio em Chicago, quase todas as lojas da Michigan Avenue, que inclui o bairro comercial “Magnificent Mile”, sofreram danos. As empresas precisam rever seus planos de continuidade de negócios (BCP). Normalmente, estes só se concentram em catástrofes nacionais, mas há uma necessidade crescente de que os BCPs tratem de distúrbios políticos e outros tipos de perturbações, como incidentes cibernéticos. Definir e testar os procedimentos em vigor é crucial – estes devem se concentrar em pessoal, nos clientes e incluir planos gerais de comunicação e de mídia social.

As empresas também devem rever suas apólices de seguro. As apólices de Property podem cobrir sinistros de violência política em alguns casos, mas as seguradoras também oferecem cobertura especializada para mitigar o impacto de greves, motins e comoção civil através do mercado especializado em violência política. “Anteriormente, esta cobertura era vista como um ‘é bom ter’ para os clientes e ‘nada com que se preocupar demais’ pelas seguradoras. Entretanto, isto mudou desde 2018, pois tanto a frequência quanto a gravidade destes eventos aumentaram significativamente. Vemos o crescente interesse e demanda por coberturas de violência política por parte das empresas”, diz Reusswig.

Depois do garantia, Susep avança na regulamentação do SRO para seguros de danos e de pessoas

Fonte: Susep

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) publicou hoje a Circular Susep nº 624/2021, estabelecendo condições para o registro facultativo e para o registro obrigatório de operações de seguros de danos e de seguros de pessoas estruturados em regime financeiro de repartição simples.  

Com a norma, são definidas as informações necessárias para o registro de parte relevante das operações do mercado supervisionado, ou seja, os seguros de danos (seguro automóvel, seguro residencial, seguros do grupo de riscos financeiros, p. ex.) e uma parte importante dos ramos de seguros de pessoas.  

Para essas operações, as entidades supervisionadas poderão realizar o registro de forma facultativa, atendendo ao conteúdo mínimo de informações definidos no Anexo I do referido normativo.     

A partir de 2 de agosto de 2021, o registro no SRO passa a ser obrigatório para as operações relativas às apólices, certificados e bilhetes dos seguros classificados no grupo de riscos financeiros, com exceção dos ramos de crédito interno e de crédito à exportação, em que a data de inicial da obrigatoriedade será 1º de dezembro de 2021.  

De acordo com a regulamentação do Conselho Nacional de Seguros Privados, todas as operações do setor deverão integrar o sistema até 2023.  

Seguradora Zurich e Z Zurich Foundation doam 7 miniusinas de oxigênio para hospitais de Manaus

Rodrigo Barros

Fonte: Zurich

A seguradora Zurich através da Z Zurich Foundation, uma fundação de caridade estabelecida por vários membros da divisão Zurich Insurance Group dedicada a apoiar investimentos em projetos comunitários, está doando 7 miniusinas de oxigênio que serão destinadas a hospitais do Amazonas. A ação contribuirá com o tratamento das vítimas de Covid-19 que hoje ocupam mais de 90% dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) dos estabelecimentos de saúde locais.

Consideradas como uma das melhores alternativas para desafogar a pressão sobre a rede pública de saúde para atender as vítimas da doença, as miniusinas salvam mais vidas porque produzem oxigênio medicinal onde estiverem instaladas, que pode ser um hospital ou Unidade de Pronto Atendimento (UPA), por exemplo, retirando o oxigênio do ar e transformando em O2. Desta forma, o gás pode ter uso imediato, sem que para tal precise ser acondicionado em cilindros que precisam ser substituídos quando vazios. Uma única miniusina é capaz de suprir as necessidades de oxigênio medicinal de 4 leitos de forma constante. Sem ela, são necessários 4.380 cilindros de 10 m3 em um único ano para mantê-los supridos 24 horas por dia.

Outra vantagem é que miniusinas liberam o uso de cilindros para outros locais além de UTIs (como salas de emergência, hospitais de campanha e ambulâncias) e, também, para o tratamento de outras doenças, já que hoje estão sendo usados emergencialmente para o coronavírus – mas são igualmente necessários para o tratamento de diversas patologias.

A ação social da Zurich é em prol da campanha SOS Manaus e está sendo feita por meio da ONG União BR, liga de uniões estaduais criada em 2020 para salvar e beneficiar vidas. Desde então, a iniciativa da organização não governamental beneficiou mais de 9 milhões de brasileiros de norte a sul do país.

De acordo com o diretor executivo responsável por sustentabilidade na Zurich no Brasil, Rodrigo Barros, a companhia se sensibilizou com o colapso de saúde que vive todo o estado do Amazonas. Por isso, decidiu por colaborar, via União BR, em uma frente que vem fazendo um trabalho de valor incalculável para responder à crise humanitária e sanitária sem precedentes, causada pelo novo coronavírus.

Explica o executivo: “Todos os doentes dos hospitais, em especial vítimas da Covid-19 em estado grave, dependem de oxigênio medicinal durante o tratamento. Desta forma, a doação de miniusinas se caracterizaria como um meio efetivo e duradouro de contribuir para solução dos problemas de falta de cilindros no Amazonas. Juntas, as sete miniusinas podem abastecer até 28 leitos de UTI com Ode forma constante, liberando os cilindros para outras enfermidades. Além disso, com o suporte da Z Zurich Foundation, os equipamentos ficarão como legado para os hospitais e UPAs do Amazonas, beneficiando a população do estado por muito mais tempo”.

Benefícios das miniusinas

  • Cada paciente grave de Covid-19 utiliza, em média, pouco mais que um cilindro e meio de O2 por dia. Caso esteja em estado moderado, o doente utiliza praticamente um cilindro diariamente. Acontece que este é um recurso que tem se mostrado escasso e envolve questões logísticas complexas para chegar aos hospitais e clínicas de Manaus, que vivem um momento particular de colapso.
  • Embora fundamentais para a manutenção da vida dos doentes de Covid-19, a troca dos cilindros é uma operação de risco. Some-se a isso que a operação estressa os profissionais de saúde que estão na linha de frente. 
  • Se um cilindro de 10 m3 abastece um leito de UTI por até 8 horas, uma única miniusina é capaz de prover 4 leitos de enfermaria de forma simultânea com uma fonte ininterrupta de oxigênio.
  • Os equipamentos não precisam estar conectados aos cilindros de O2; para funcionar necessitam apenas que estejam ligados a uma fonte de energia elétrica para que retirem do ar o oxigênio que é fornecido aos pacientes. É, portanto, uma solução sustentável e permanente.

Seguradora Zurich e Z Zurich Foundation na pandemia

As doações das 7 miniusinas destinadas aos hospitais de Manaus integram uma série de ações iniciadas no ano passado. Em 2020, a Seguradora Zurich e a Z Zurich Foundation, juntamente com a Zurich Santander, destinaram R$ 9,6 milhões para diferentes ações sociais ligadas à pandemia no Brasil.

Os recursos foram direcionados para leitos de UTI e de Enfermaria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP); para o financiamento de 110 mil testes rápidos, que foram destinados a hospitais e pontos de serviço público no país; para a compra de 1 milhão de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para o Hospital Delphina Rinalde Abdel Azis, de Manaus; e na distribuição de vale para cestas  básicas de alimentos e produtos de limpeza para 4,1 mil famílias durante quatro meses, na cidade de São Paulo, por meio de ONGs.

IRB divulga dados de janeiro, com lucro de R$ 17,9 milhões

IRB Brasil re

O IRB Brasil RE registrou lucro líquido de R$ 17,9 milhões em janeiro deste ano, revertendo prejuízo de R$ 132 milhões de um ano antes, segundo comunicado distribuído pelo ressegurador. O faturamento bruto (prêmio emitido) cresceu quase 30%, para R$ 813,6 milhões sendo R$ 463,8 milhões no Brasil (+110,7%) e R$ 349,8 milhões no exterior (-13,9%).

Segundo o IRB, o declínio no exterior está em linha com a estratégia do IRB de focar em negócios, linhas e mercados que possam agregar valor. O faturamento em prêmio ganho totalizou R$ 410,9 milhões, alta de 20,9% ano a ano. O índice de sinistralidade ficou em 70,6% no período, equivalente a uma despesa de sinistro de R$ 290,1 milhões, dentro do esperado pela companhia.