Prudential do Brasil contrata Dennys Rosini como diretor de produtos

A seguradora Prudential do Brasil, a maior independente do país no mercado de Seguros de Pessoas, tem um novo diretor de Produtos, Dennys Rosini. Com 20 anos de experiência, o executivo apoiará a estratégia de crescimento sustentável da companhia por meio da gestão integrada da carteira de produtos de Vida Individual e Seguros Coletivos, trazendo ainda mais sinergia entre os canais e analisando oportunidades de mercado. Dennys, que se reportará diretamente ao vice-presidente de Marketing&Digital, Carlos Cortez, tem passagens por empresas como Zurich Brasil Seguros, Unibanco AIG-Itaú, Santander Seguros, MetLife e Chubb Seguros, na qual atuou nos últimos seis anos como diretor de Seguros de Vida.

IPO da Caixa Seguridade pode levantar até R$ 5,7 bi; empresa define faixa de preço das ações

Fonte: Agência Estado, por Aline Bronzati

A Caixa Seguridade, holding de seguros da Caixa Econômica Federal, definiu os preços indicativos para suas ações na abertura de capital (IPO, na sigla em inglês) prevista para este mês. A faixa vai de R$ 9,33 a R$ 12,67 por ação. Se a oferta sair no topo do preço, a empresa pode levantar até R$ 5,7 bilhões.

O avanço do IPO da Caixa Seguridade ocorre a despeito do ambiente da maior aversão às estatais no Brasil diante de episódios de interferência do governo Bolsonaro em companhias como Petrobrás e Banco do Brasil. Nesse sentido, a estratégia da companhia, que vem monitorando o humor mercado de mercado, é vender uma fatia menor na oferta base.

A ideia da Caixa, dona da holding, é oferecer somente 15% do negócio, e ainda um lote adicional. Antes, cogitava-se 30%. Mais adiante, com a companhia já listada, o banco poderia fazer uma oferta secundária, o chamado follow on, no jargão do mercado, conforme antecipou o Estadão/Broadcast.

Momento de insegurança

Conforme mostrou o Estadão, várias empresas estão desistindo de abrir o capital neste momento, por conta do avanço da covid-19 e também do aumento dos ruídos políticos, que acabam atrapalhando a economia. Neste ano, 18 empresas já anunciaram que vão adiar seu IPO.

Enquanto se preparava para abrir capital, a Caixa Seguridade conseguiu entregar tudo o que prometeu aos investidores no passado, o que pode ajudar a conter o cenário mais adverso para estatais no Brasil. Na última quarta-feira, anunciou a conclusão da implementação de mais duas parcerias. Uma com a já sócia francesa CNP Assurances, na área de consórcios, e outra com a brasileira Icatu, em capitalização.

O movimento encerra um processo de reestruturação da operação de seguros da Caixa que rendeu R$ 10 bilhões ao banco público a partir da venda da exclusividade de seu balcão a companhias nacionais e estrangeiras. Além de cinco joint ventures com seguradoras, estruturou uma corretora de seguros 100% própria, que é parte importante na receita de seguros para bancos, e também selou parceria com outras três corretoras para turbinar a distribuição de apólices Brasil afora.

A leitura na Caixa é a de que retomar a conversa com os investidores para o IPO, com toda a lição de casa feita pode render frutos, ainda que pese um cenário mais adverso para estatais no Brasil. Isso porque a operacionalização das parcerias prometidas mitiga os riscos de não-execução, afirma uma fonte, que prefere não ser identificada. O próprio presidente da Caixa, Pedro Guimarães, já disse não ver motivos para aversão de investidores a estatais.

Além de vender uma fatia menor na bolsa — a orientação da Caixa é desovar o “mínimo possível”, afirma outra fonte, o banco também quer lotar a operação com ordens do varejo, aproveitando o crescimento no número de investidores na Bolsa diante do cenário de juros baixos. O objetivo é distribuir, ao menos, 50% do seu IPO para investidores pessoas físicas. Também deverá contar com uma ajuda dos funcionários da instituição, que poderão comprar ações, fora o segmento private, aqueles dos mais ricos.

Valor de mercado

No passado, a oferta da Caixa Seguridade era estimada em R$ 15 bilhões, e o objetivo do banco público era avaliá-la entre R$ 50 bilhões e R$ 60 bilhões. Agora, esse deve ser o patamar a ser alcançado nos próximos anos, após ser listada em Bolsa, equiparando-se, assim à BB Seguridade, que vale R$ 49,5 bilhões na B3.

O IPO da Caixa Seguridade foi paralisado em meio à pandemia e retomado este ano. Em sua nova tentativa de se listar na Bolsa, a companhia protocolou o pedido junto à CVM no início de março. A operação está sendo estruturada pela própria Caixa, ao lado de Morgan Stanley, Bank of America, Itaú BBA, Credit Suisse e UBS BB. O Banco do Brasil também está na operação e será responsável por incrementar a oferta junto ao varejo, ao lado da Caixa.

MAG Seguros desenvolve 11 projetos criados na parceria com a PUC Rio

O Insurtech Innovation Program, que é uma parceria do MAG Seguros e IRB Brasil RE com a PUC Rio, completou três anos com muitas conquistas e chega a sua 4ª edição neste ano. O programa visa desenvolver alunos de graduação em conhecimentos de inovação e ferramentas tecnológicas como inteligência artificial, machine learning, internet das coisas e blockchain. A partir disso, o Insurtech incentiva a busca por soluções que possam contribuir com o mercado de seguros e resseguros a partir de diferentes temas, como longevidade, relacionamento com o cliente e novos produtos. 

O blog Sonho Seguro conversou com Renata Loyola, superintendente de Gestão da Inovação da MAG Seguros, para contar quais as conquistas, desafios e expectativas para 2021. Acompanhe a entrevista.

Quais as principais ações?

O programa visa desenvolver inovações em processos, produtos e serviços para o Grupo Mongeral Aegon e ao mesmo tempo capacitar os colaboradores da empresa permitindo que eles participem do desenvolvimento destes projetos em parceria com os alunos universitários. O programa que tem duração de 12 meses, conta com metodologia de inovação desenvolvida pela Apple, um corpo docente especializado da PUC-Rio e uma série de iniciativas que visam aproximar os alunos e os colaboradores do universo de inovação, tecnologia e empreendedorismo. Os projetos do programa são desenvolvidos tendo como base a estratégia da companhia.

Quantas pessoas já participaram?

Já tivemos 159 colaboradores envolvidos no programa, considerando aqueles que exerceram papeis de participantes, padrinhos e banca dos Pitchs. Além disso, tivemos mais de 1300 alunos universitários inscritos, 105 deles foram selecionados para participar do programa, representando 99 instituições de ensino, 98 cursos e 18 estados diferentes.

Quantas ideias já foram estruturadas e quantas selecionadas?

Considerando os últimos três anos do programa foram desenvolvidas 83 ideias e 11 delas foram priorizados para desenvolvimento na MAG. Este resultado representa uma conversão de projetos de inovação de mais de 13%.

Quais os projetos mais relevantes?

Radial é um aplicativo para o seguro On Demand baseado em geolocalização e tempo de uso. O segurado marca no aplicativo quais áreas são consideradas “seguras” para ele, permitindo que a ativação e desativação do seguro aconteça de forma automática. Ensure é um aplicativo de autenticação de identidade por foto e confirmação das coberturas contratadas pelo cliente. Ele visa aumentar a segurança na contratação do seguro. Kangoo é um produto on demand para a época de gestação, o qual irá permitir um apoio financeiro para a gestante no caso de alguma ocorrência grave nesse período.

Quantas viraram realidade e quais se destacam?

Seis projetos foram efetivamente implementados na companhia e outros cinco foram priorizados para implementação. Destacamos o projeto radial, pois o conceito de seguros on demand utilizando geolocalização foi utilizando como inspiração na estruturação da nova empresa de seguros on demanda do Grupo Mongeral Aegon, a Simple2u.

O que o programa tem previsto para 2021?

Para 2021 estamos apostando na diversidade como um diferencial do programa, pois pela primeira vez conseguimos abrir as inscrições para alunos universitários de todo o Brasil em razão do modelo 100% online.

Quais as áreas de maior interesse para a MAG em inovação?

Temos como estratégia investir em Inovação em produtos, inovação para produtividade, novos modelos de negócios e captação de talentos com mentalidade inovadora.

Três perguntas para Ismar Torres

Ismar torres

Fonte: Boletim Líder Seguradora

José Ismar Alves Tôrres assumiu a gestão da Seguradora Líder em dezembro de 2016. Em pouco mais de quatro anos, Tôrres liderou uma série de transformações na gestão do Seguro DPVAT, especialmente nas áreas de simplificação e celeridade dos processos; controles internos e compliance; e combate às fraudes. No dia 31 de março, Ismar despediu-se da Companhia e, no seu lugar, assume Leandro Martins Alves, que até o final de março ocupava o cargo de Presidente do Conselho de Administração da Seguradora. 

Para relembrar a trajetória de mudanças realizadas na Seguradora Líder nos últimos anos, Ismar Tôrres é o convidado da seção “Três Perguntas para” da newsletter da Companhia. Confira a entrevista na íntegra abaixo:

Como você descreveria a gestão do Seguro DPVAT pela Seguradora Líder nos últimos quatros anos, período em que esteve à frente da Companhia? 

Estar à frente da Diretoria Executiva da Seguradora Líder desde 2016, guiando as transformações necessárias para o aperfeiçoamento de um produto tão único e de uma dimensão social sem igual, como o Seguro DPVAT, foi uma honra. 

Ao longo deste tempo, trabalhamos com o propósito de assegurar o acesso facilitado e o olhar ainda mais atento ao atendimento amplo, digno, humano e empático aos mais de 211 milhões de brasileiros que têm direito a este benefício. Afinal, no país em que uma pessoa morre no trânsito a cada 15 minutos e que, por ano, acumula cerca de 300 mil indenizações para vítimas de acidentes em ruas, estradas e rodovias, o Seguro DPVAT é, muitas vezes, o único recurso que as vítimas e seus familiares têm para se reerguer.

Visando garantir sempre a destinação correta e transparente deste benefício, com processos otimizados e ágeis, realizamos mudanças significativas na gestão ao longo dos últimos quatro anos para apresentar um trabalho cada vez mais eficiente. Eficiência foi a nossa palavra-chave dos últimos anos. Mesmo com a queda expressiva da arrecadação, decorrente das reduções, ano após ano, do prêmio do Seguro DPVAT, conseguimos reduzir em mais de 55% as despesas da operação entre 2016 e 2020, permitindo uma economia de R$632 milhões. 

Quais as realizações que você mais se orgulha ao longo deste período?

Ao longo destes quatro anos, trabalhamos incansavelmente em melhorias e aprimoramento, visando sempre atender da melhor forma à população, e cada ação tomada neste sentido me traz muito orgulho. Me sinto realizado de saber que trabalhamos focados em facilitar a vida das pessoas, principalmente em um momento tão difícil.

Entre as ações, investimos de forma maciça no combate às fraudes contra o Seguro DPVAT. Nos últimos anos, passamos a utilizar sistemas com machine learning e inteligência artificial, aumentando a eficácia de prevenção de fraudes através de modelos matemáticos avançados. Além disso, os casos considerados merecedores de apuração mais detalhada são enviados, ainda, para uma equipe que investiga in loco a existência de irregularidades, garantindo que as indenizações sejam pagas aos reais beneficiários do seguro. Mais de 10 mil pedidos de indenização indevidos já foram evitados pelos sistemas da Seguradora Líder nos últimos dois anos, representando perdas evitadas de mais de R$ 70,8 milhões. Quando uma fraude é identificada, a Seguradora Líder encaminha uma notícia-crime ou uma representação disciplinar aos órgãos competentes. Nos últimos dois anos, em todo o País, as ações proativas da Seguradora Líder já resultaram em 94 sentenças condenatórias, 130 condenados, 34 prisões e 103 cancelamentos, suspensões ou cassações de registros em órgãos de classe. 

O mercado segurador também reconheceu esses importantes avanços da Seguradora Líder: em 2019, o modelo de combate às fraudes do Consórcio do Seguro DPVAT foi vencedor do Prêmio de Inovação em Seguros da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg).

Além disso, foram criados processos para simplificar a vida do beneficiário, tais como a redução de documentos necessários para dar entrada no pedido de indenização; padronização da jornada do cliente em todos os canais de atendimento, com a adoção de plataforma omnichanel; lançamento do aplicativo Seguro DPVAT, permitindo a abertura do sinistro de forma remota – o que facilitou, também, a entrada no processo de indenização durante a pandemia –; e o desenvolvimento do Assistente Virtual da Seguradora Líder, disponível via chat e WhatsApp para acelerar o atendimento dos nossos clientes.

Todo esse trabalho fez com que reduzíssemos em mais de 70% o tempo médio de pagamento das indenizações – que em janeiro de 2017 era de 74 dias e, em dezembro de 2020, de 21 dias. 

Também tenho muito orgulho de dizer que, nos últimos quatro anos, o Consórcio do Seguro DPVAT fortaleceu os sistemas de Gestão de Riscos e Controles nas três linhas de defesa, com contratação de profissionais experientes de mercado para a liderança da segunda linha (Riscos, Compliance e Controles Internos) e da terceira linha (Auditoria Interna). A governança de riscos da Seguradora Líder foi reestruturada com a criação de comissões, políticas, gestão de riscos e diligência de parceiros de negócio. Foram aprimorados, ainda, todo o mapa de Riscos Corporativos e das matrizes de processos, riscos e controles, assim como foi revista toda a estrutura de normativos internos, através de uma governança robusta. Criamos, ainda, um Programa de Integridade, que passou do nível de maturidade de 52% para o de 74%, sete pontos percentuais acima do mercado segurador, de acordo com diagnóstico realizado em 2020, por empresa de renome contratada para tal finalidade. Criamos, ainda, em 2017 um Portal da Integridade com todos os dados sobre a operação do Seguro DPVAT, reforçando a transparência da Seguradora Líder.

E como você enxerga a importância deste seguro social para a sociedade brasileira no atual momento, em que o país enfrenta uma das piores crises sociais e econômicas?

O Seguro DPVAT propicia uma importante reparação social ao proteger os mais de 211 milhões de brasileiros em casos de acidentes de trânsito, especialmente os de renda mais baixa. Em um país com mais de 450 mil mortos no trânsito nos últimos dez anos e com menos de 30% da frota em circulação circulando com algum seguro facultativo contratado, o DPVAT se torna, em muitos casos, o único amparo financeiro de milhares de famílias. 

A tragédia do trânsito brasileiro muitas vezes transforma em vítima o provedor da casa. Diante deste cenário, o Seguro DPVAT se torna, cada vez mais importante para a sociedade brasileira, principalmente em um momento de constante empobrecimento da população, assolada por uma grave crise econômico-social. O seguro pode ser, para essas famílias, a garantia de cerca de um salário-mínimo por mês, mesmo com uma importância segurada não reajustada há mais de 13 anos, para muitos beneficiários, vítimas do trânsito brasileiro.

O Seguro DPVAT deveria ser visto, portanto, como uma política de Estado, tendo em conta o seu caráter e alcance social abrangente, beneficiando principalmente as classes sociais menos favorecidas. Este é um produto que vem sendo aperfeiçoado na linha do tempo, desde a sua criação. É um direito e uma conquista de toda a sociedade brasileira.

Brasilseg anuncia Gabriela Bianco para liderar a diretoria de clientes

A Brasilseg, uma empresa BB Seguros, anuncia a chegada de Gabriela Bianco à companhia. A executiva vai liderar a recém-criada Diretoria de Clientes, com reporte direto à Presidência, e que consolida as atividades de gestão da experiência dos clientes, aceleração da transformação digital das jornadas e estruturação e exploração completa das capacidades de data analytics, visando aumentar a proximidade com os clientes, melhorar continuamente sua experiência e eficiência das soluções, simplificando as interações. 

A executiva é formada em engenharia civil com pós-graduação em Telecomunicações e MBA em Gestão Empresarial. Antes de assumir a nova Diretoria de Clientes da Brasilseg, atuou em áreas como Engenharia, Planejamento Estratégico, Marketing e Experiência do Cliente na Telefônica/Vivo. Seu último cargo na empresa foi o de diretora de Experiência do Cliente. Gabriela liderou projetos de transformação digital do relacionamento com o cliente e foi responsável pelo desenho da experiência das soluções de inteligência artificial da empresa. 

“A nova Diretoria de Clientes é mais um passo dado pela Brasilseg para a consolidação de uma estratégia que tem o cliente como o centro das iniciativas. A sólida experiência de Gabriela será fundamental para liderança da área, principalmente na transformação cultural necessária, interna e externa, acelerando a evolução de nosso modelo de negócios”, comenta Rodrigo Caramez, presidente da Brasilseg. 

“Em um momento em que cuidar das pessoas passou a ser ainda mais vital, democratizar e simplificar o acesso às soluções de proteção e gestão de risco passa a ser uma agenda mais que corporativa. É uma agenda de cidadania do setor segurador, para a qual espero contribuir com a transformação, aprimorando a jornada dos clientes e aliando a tecnologia aos processos e pessoas. Estou muito feliz por ser a primeira mulher a compor o corpo diretivo da companhia, um passo importante para fortalecer a equidade de gênero e para trazer um novo olhar para colaborar com a evolução do negócio”, celebra Gabriela Bianco. 

Insurtechs captaram US$ 6,2 bilhões em 2020, segundo estudo

Segundo estudo do portal Fintech Global, as insurtechs levantaram US$ 6,21 bilhões em 2020, crescimento de 3,16% comparado com 2019, dos quais os Estados Unidos responderam por mais de US$ 3,8 bilhões. De acordo com a pesquisa, o investimento global em insurtech registrou seu maior financiamento de todos os tempos, apesar da incerteza econômica causada pelo coronavírus.

Curiosamente, o aumento no financiamento total foi impulsionado por negócios abaixo de US$ 50 milhões, que representaram 33,5% do investimento total feito em 2020, crescimento de 19,5% em relação aos níveis de 2019. O capital total investido cresceu a um CAGR de 38,4% de US$ 1,7 bilhão em 2016 para mais de US$ 6,2 bilhões no final do ano passado. Ao mesmo tempo, a atividade de negócios aumentou para 323 no ano passado, crescimento de 18,8% em relação a 2019.

O crescimento do investimento no setor foi apoiado por plataformas de seguros on-demand em meio à pandemia, que ajudam a população a ter cobertura de seguro quando ela deseja e precisa. Além disso, a demanda por acesso digital a seguros, atendimento mais rápido e personalizado e suporte remoto ao cliente aumentou as perspectivas dos players de tecnologia do setor.

Desemprego tem piora nas projeções comentadas pela CNseg nesta segunda-feira

pedro simoes, CNSEG

Poucas modificações nas projeções do Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (5). O PIB em 2021 deverá crescer 3,17%, pouco abaixo dos 3,18% estimados na semana passada. O IPCA de 2021 está previsto em 4,81% e a Selic em 2021 está projetada em 5% ao ano. “O olhar de todos continua na política, com expectativa sobre como ficará a questão do orçamento, não só os efeitos práticos em termos de gastos, mas também por conta da habilidade de articulação política após a reforma ministerial das últimas semanas”, comenta Pedro Simões, do Comitê de Estudos de Mercado da CNseg, a Confederação Nacional das Seguradoras.

Um dos destaques do Boletim Acompanhamento de Expectativas Econômicas semanal feito pela Superintendência de Estudos e Projetos (Suesp) da CNseg desta semana é a PNADc, divulgada na semana passada. “A taxa de desemprego foi de 14,2% no trimestre encerrado em janeiro (frente a 14,3% no trimestre encerrado em outubro do ano passado), representando um aumento de 3,0 p.p. em relação ao mesmo trimestre do ano passado. O crescimento da população ocupada perdeu força e o emprego com carteira assinada, que foi um destaque positivo no ano passado, recuou nas últimas duas divulgações. Em um contexto de inflação ainda elevada e corroendo a renda real, trata-se de um desafio a mais para mercados ligados à renda da população e das pessoas físicas, como muitos produtos do setor segurador”, afirmou. 

Leia a o boletim completo no portal da CNseg, na aba Estatísticas/Expectativas Econômicas

E como fica a conta das perdas do Ever Given, navio encalhado no Canal de Suez?

Muitas tem sido as conversas sobre os danos causados pela navio Ever Given, que ficou encalhado de 23 a 29 de março no Canal de Suez, causando um congestionamento de mais de 400 navios. O acidente provocou a paralisação da hidrovia e trouxe dificuldades para as linhas de abastecimento global nos últimos dias. Somente no no dia 2 de abril o fluxo de navios no canal voltou ao normal. A hidrovia transporta até 13% do comércio marítimo global e 10% dos embarques de petróleo por via marítima. Cerca de US$ 400 milhões em carga normalmente fluem pelo canal a cada hora, de acordo com a empresa de análise de dados dos Estados Unidos, Dun & Bradstreet.

Quem paga o prejuízo com o atraso na entrega das mercadorias? Tem seguro? Quais as apólices existentes neste caso? Para responder essas questões, o blog Sonho Seguro procurou a Munich Re, uma das resseguradoras do mundo. Leia os comentários do especialista Henrique Cabral, head de Marine para a América Latina:

Apesar da Evergreen Line ser uma empresa de Taiwan, os donos do navio cuja bandeira é do Panamá, são japoneses e colocam a apólice de cascos nesse mercado com o limite entre US$ 100 milhões e US$ 140 milhões. Curiosamente, o mercado japonês tem sua renovação em primeiro de abril e como não há ainda valores estimados concretos sobre quais possíveis danos o Ever Given possa ter sofrido nesta cobertura, as apólices estão sendo renovadas sem saber o real impacto deste sinistro. Tudo dependerá da extensão dos danos do casco do navio, principalmente na parte de baixo, que tocou o solo.

A carga em si, a bordo do próprio navio e dos demais que foram afetados no congestionamento, não é alvo de grande preocupação do mercado, pois somente casos de perecíveis podem ter sofrido danos e poucos devem contar com cobertura não vinculada a danos externos. Caso seja declarada avaria grossa do Ever Given, então os donos das cargas serão chamados a dividir o risco e é muito provável que isto aconteça nos próximos dias. Ainda não há informações sobre o seguro de Ports & Terminals da autoridade portuária do Canal de Suez, pois também seria um possível afetado.

A maior dúvida é no P&I, onde estão cobertos danos a terceiros e custos de salvamento. A grande dúvida neste caso é quais serão os custos com os danos ao próprio Canal e o os custos de lucros cessantes resultantes do acidente. No caso do Ever Given, o P&I está a cargo da UK P&I Club e a maior preocupação é pelos dias parados que obviamente podem implicar em somas astronômicas. O que muito se debate hoje é se todos os mais de 300 e navios afetados no congestionamento podem alegar interrupção de negócios por ter o Canal bloqueado, algo que afetaria sobretudo o mercado de P&I, que já vem sofrendo bastante nos últimos anos, mas não se sabe ainda os desdobramentos disso e se realmente irá se concretizar. Não há uma estimativa de perdas até o momento e a Munich Re, por política interna, não divulga valores nesses casos. 

Liberty Seguros lança tradução em libras em seus sites institucionais

Fonte: Liberty

No último ano, o Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE) constatou que 5% da população brasileira, ou seja, mais de 10 milhões de pessoas são surdas e buscam por conteúdo em libras. Além disso, de acordo com a WFD (Federação Mundial dos Surdos, na sigla em inglês), 80% dos surdos de todo o mundo enfrentam problemas de alfabetizaçãonas línguas escritas.

Diante desse cenário, a Liberty acaba de lançar em seus sites institucionais, libertyseguros.com.br e aliroseguro.com.br, o tradutor de libras da HandTalk, que irá converter todo o conteúdo das suas páginas por meio de um avatar que irá personificar essa fala para quem acessa os portais digitais da empresa.

A iniciativa tem como objetivo dar mais autonomia e promover a inclusão de clientes e corretores com deficiência auditiva, que podem utilizar a plataforma sem apoio de terceiros.

O projeto ganhou forma durante o programa de inovação interna da Liberty, o Acelera Minha Ideia, que visa estimular o intraempreendedorismo na companhia por meio de desafios para os funcionários para solução de problemas e desenvolvimentos de propostas inovadoras para clientes e corretores.

A tradução em libras chega para somar à iniciativa que vem sendo trabalhada há mais de um ano nas redes sociais da empresa, chamada #LibertyAcessível, que hoje já bateu a marca de mais de 300 publicações com descrição textual da imagem/vídeo.

“Na Liberty todas as áreas trabalham em sinergia para promover a transformação digital e apoiar os principais pilares da nossa cultura, como a Diversidade, Equidade & Inclusão com o engajamento de todos os colaboradores. Temos um forte compromisso em desenvolver plataformas focadas na experiência dos usuários e a acessibilidade é um dos elementos-chave para cumprir esse propósito“, finaliza Etienne Gonçalves, Superintendente de Experiência Digital e Clientes da Liberty Seguros.

IRB Brasil RE lança seguro paramétrico para pecuária em parceria com ESSOR e AgroBrasil

isabel solano IRB

Fonte: IRB

O IRB Brasil RE, em parceria com a resseguradora SCOR e as empresas ESSOR e AgroBrasil, acaba de lançar seguro paramétrico cujo a cobertura protege grandes e pequenos produtores pecuaristas de prejuízos provocados por condições climáticas adversas no pasto. Chamado de “Pastagem Protegida – Índice”, o produto, inédito no país, utiliza uma plataforma tecnológica, com sensoriamento remoto via satélite da Airbus Defense and Space, que permite monitorar e agilizar o pagamento das indenizações. 

O seguro paramétrico é uma novidade no Brasil. Também conhecido como seguro de índice, funciona baseado na definição de parâmetros para a ocorrência de eventos naturais. Caso o índice paramétrico estipulado não seja alcançado, a cobertura da apólice pode ser acionada. Os produtores poderão usar o dinheiro do seguro para comprar forragem para alimentar o rebanho, além de permitir aos pecuaristas aumentar sua produção por hectare sem precisar de terra adicional para pasto. 

A vice-presidente executiva de Resseguros do IRB Brasil RE, Isabel Solano, afirma que a modernização dos produtos, baseada nas necessidades do mercado, é essencial para manter o setor na vanguarda: “A transformação digital no setor do agronegócio é uma realidade, mas o setor de seguros como um todo não tem conseguido repassar efetivamente os ganhos potenciais para o pecuarista brasileiro. Com este novo produto, aliamos a tecnologia de ponta com o profundo know-how de mercado para trazer uma solução inteligente que possa atender a uma necessidade local. É o tipo de valor que todos os nossos parceiros procuram e que esperamos proporcionar”, diz a executiva. 

Laurent Rousseau, vice-CEO da SCOR Global P&C, acrescenta: “Parte essencial da nossa missão como resseguradora é aproveitar a experiência global em seguros para fornecer soluções concretas às pequenas ou grandes fazendas. Este tipo de produto apoiará os agricultores em sua busca por práticas agrícolas mais sustentáveis​​”. 

Laura Neves, CEO da AgroBrasil, comenta: Fazemos parte dessa parceria entre as gigantes seguradoras mundiais com suporte tecnológico da Airbus, que oferece uma solução robusta de seguros sob medida para a pecuária brasileira. Mantemos uma forte parceria com agricultores e corretores brasileiros há 23 anos, fazendo com que as inovações da Agro Seguros façam parte do DNA da empresa. Agora, estamos prontos para apoiar os pecuaristas brasileiros também. 

Fabio Pinho (foto), CEO da ESSOR e CEO da SCOR Specialty Insurance, na América Latina destaca: “Todos os nossos esforços são para trazer ao país um produto cujo serviço, tecnologia e cadeia de valor serão fundamentais para os nossos clientes, o que resulta em um valor agregado perceptível por eles”. 

François Lombard, chefe de negócios de inteligência da Airbus Defense and Space, comenta: “Estamos inovando há mais de 20 anos a fim de propor soluções para a agricultura sustentável, usando nossas análises baseadas no apoio dos satélites. Nosso Índice de Produção de Pastagem, baseado em uma ampla referência histórica, permite antecipar prejuízos que poderiam impactar severamente os agricultores”.