Os reguladores antitruste da União Europeia prorrogaram até 27 de julho o prazo para sua decisão sobre a oferta de US$ 30 bilhões da Aon PLC pela rival Willis Towers Watson PLC, revelou um documento da Comissão Europeia nesta quarta-feira.
A Aon, que anunciou o acordo há um ano para criar a maior corretora de seguros do mundo, à frente da atual número 1 do mundo, a Marsh & McLennan Cos. Inc, ofereceu na sexta-feira passada a venda de ativos em cinco países europeus para resolver as preocupações de concorrência da UE. O órgão antitruste da UE agora está buscando feedback de rivais e clientes antes de decidir se deve exigir mais concessões, limpar ou bloquear o negócio.
A Aon se ofereceu para vender a Willis Re, sua maior concessão, e os benefícios de aposentadoria e consultoria da Willis na Alemanha, disseram à Reuters pessoas familiarizadas com o assunto. Também está preparada para vender as atividades de corretagem de seguros da Willis na França, incluindo a unidade francesa Gras Savoye, bem como na Alemanha, Espanha e Holanda, disseram eles.
O Projeto de Lei Complementar (PLP) 6/21 obriga os laboratórios farmacêuticos a contratar seguro para cobrir eventuais danos provocados pelas vacinas contra Covid-19, inclusive morte. O texto tramita na Câmara dos Deputados.
Pela proposta, o seguro será de R$ 40 mil em caso de morte e de até R$ 40 mil em caso de invalidez (total ou parcial). Também está previsto o pagamento de até R$ 5 mil para reembolso à vítima por gastos com medicamentos e hospitais, e R$ 3 mil para cobrir despesas com funeral. As indenizações serão pagas à pessoa vitimada ou seus sucessores.
Autor do projeto, o deputado Giovani Cherini (PL-RS) disse que a medida é importante para resguardar a população de efeitos colaterais da vacinação contra a Covid-19 e evitar a judicialização da questão. Ele afirma que as vacinas estão sendo desenvolvidas em tempo recorde, o que não permite avaliar adequadamente as reações dos imunizantes no longo prazo.
“Os resultados sobre a segurança desses produtos, embora com baixas frequências de efeitos adversos graves, se mostram válidos pelo tempo em que durou essa fase, ou seja, não há certeza se em um lapso temporal mais longo não haverá relatos de doenças graves”, disse Cherini. “Nossa proposta visa a resguardar a população dos eventuais desdobramentos jurídicos de tal controvérsia.”
Sem cobertura – A proposta do deputado altera a Lei do Seguro Privado e prevê outras regras. Por exemplo, não haverá cobertura se a pessoa vacinada apresentava contraindicação para o recebimento da vacina e omitiu tal informação, ou quando, de qualquer outra forma, agravou seu risco. A cobertura securitária será assegurada pelo prazo mínimo de dez anos, contado da data da distribuição ou da comercialização da vacina contra Covid-19 pelos laboratórios.
Tramitação – O projeto será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; Finanças e Tributação; e Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Depois seguirá para o Plenário da Câmara.
A Allianz Seguros aumentou sua rede de oficinas referenciadas em todo o Brasil e passa a contar com mais de 1.200 estabelecimentos parceiros, distribuídos por mais de 400 cidades. Com isso, a seguradora amplia a capilaridade e as opções de escolha para o segurado. A Allianz ainda oferece parcelamento da franquia em até três vezes, bem como vantagens diferenciadas em toda a rede. Os benefícios incluem garantia de três anos nos reparos, lavagem e enceramento e diagnóstico de luzes e freios, em situações de reparos autorizados pela companhia, decorrentes de sinistros.
A expansão faz parte do processo de integração das operações de Automóvel e Massificados adquiridas em 2020, que impulsionou a Allianz à segunda colocação em seguros de Automóvel no país (dados Susep/dezembro, 2020). “Nós desenvolvemos um trabalho bem estruturado da unificação das redes de oficinas, preservando a qualidade do atendimento e o relacionamento com os nossos prestadores de serviços. Tudo isso com foco na experiência do cliente e na evolução da sua jornada no momento do sinistro”, avalia Renato Roperto, diretor executivo de Sinistros.
Dentro da rede referenciada, os segurados terão acesso a três tipos de oficinas: Excelência, Ouro e Prata. As categorias variam de acordo com os indicadores de serviços e atendimento aos clientes.
Os clientes Allianz Auto seguem com o direito de escolha quanto à preferência e uso da oficina, sendo consultados no momento da abertura do aviso de sinistro, por telefone ou internet, ou acessando o site da Allianz.
A transformação digital é uma tendência importante que a Fitch Ratings identificou como impulsionadora dos ratings de instituições financeiras no médio (dois a cinco anos) e longo prazo (além de cinco anos). A tecnologia transformou muitos setores, incluindo seguros. A Fitch percebeu um ecossistema crescente de empresas na América Latina que estão inovando nas operações de seguros tradicionais, usando a transformação digital.
As seguradoras precisarão se adaptar a um mundo cada vez mais digital se quiserem evitar o risco de novos participantes do mercado, ou Insurtechs, assumirem posições de liderança de longo prazo graças às vantagens de preço e agilidade de suas plataformas de tecnologia, afirma no estudo “As seguradoras da América Latina se adaptam à Era Digital”, publicado em abril de 2021.
A implantação de um modelo operacional digital será um pré-requisito para o sucesso no mercado segurador latino-americano nos próximos anos. Isso exigirá um investimento significativamente maior em infraestrutura e tecnologia inovadora. Isso também pode representar uma oportunidade para as seguradoras digitais, livres de sistemas legados, entrarem no mercado, afirmam os autores.
A Fitch acredita que a transformação digital das seguradoras latino-americanas está mais avançada no gerenciamento de vendas e foi acelerada pela pandemia porque as seguradoras tiveram que distribuir seus produtos digitalmente, incluindo assinaturas digitais. Os clientes estão cada vez mais exigindo que os produtos de seguro estejam disponíveis online, tenham clareza de preços, facilidade de uso e a capacidade de se adaptar automaticamente às suas necessidades em constante mudança. No longo prazo, a Fitch espera que os produtos de seguro sejam vendidos principalmente digitalmente, enquanto a distribuição tradicional do agente se concentrará em soluções de seguro mais complexas.
À medida que a transformação digital se acelera, também aumentará a necessidade de as seguradoras empregarem Big Data e inteligência artificial. As seguradoras confiarão cada vez mais no Big Data para melhorar a subscrição e fornecer taxas individualizadas. Os seguros de automóveis com telemática e os seguros de saúde com rastreadores portáteis de saúde são exemplos das atuais aplicações de Big Data. Além disso, a inteligência artificial será aproveitada para aumentar a adaptabilidade das ofertas de produtos e também para ajudar a prevenir e gerenciar sinistros.
De uma perspectiva de classificação de crédito, o sucesso ou fracasso da InsurTech para uma seguradora irá, em última análise, considerar dois dos principais fatores de crédito na metodologia de classificação de seguros da Fitch: perfil de negócios e desempenho financeiro. O sucesso ou a falha da tecnologia podem afetar as subcategorias do perfil de negócios, como serviços e recursos de distribuição, escala operacional, variedade de ofertas de produtos e muito mais. Além disso, os frutos dos investimentos em tecnologia devem ficar evidentes em algum ponto dos índices de Desempenho Financeiro.
Por fim, na opinião da Fitch, o desenvolvimento de uma estrutura regulatória será a chave para o desenvolvimento de um ambiente de inovação saudável. Os reguladores enfrentam um desafio muito complexo na criação de regras porque devem equilibrar a promoção da inovação, a concorrência e o bem-estar dos segurados e das seguradoras.
Enquanto muitos adaptam a casa para home office, outros preferem trabalhar no mar e compram barcos. Assim como a venda de seguro residencial, o de embarcações também cresceu durante a pandemia, ao contrário de segmentos como automóveis ou riscos empresariais. A ESSOR Seguros, especializada neste seleto nicho de barcos e motos aquáticas, dobrou suas vendas de seguros em 2020 e cresce a dois dígitos no primeiro trimestre de 2021. “Muitas pessoas deixaram de viajar para o exterior neste período pelas restrições de mobilidade e decidiram comprar barco, que passou a ser uma ilha segura nestes tempos de pandemia”, comenta Fabio Pinho, CEO da seguradora.
A venda de barcos novos e usados está aquecida no Brasil e no exterior e é um comportamento que traz reflexos para toda a cadeia náutica, inclusive seguros. Além de visível o aumento de embarcações de passeio na costa brasileira, alguns números evidenciam o crescimento. Segundo a organização do evento virtual Bombarco Show, que acontece entre 16 e 19 de abril, são esperados mais de 60 mil acessos, o dobro de público em relação à edição anterior. Dados do setor marítimo informam que o Brasil tem cerca e 900 mil barcos de lazer navegando e cresceu 20% no ano passado, de acordo com a Associação Brasileira dos Construtores de Barcos e Implementos.
Além do lazer seguro em tempos de isolamento social com a pandemia, as restrições de viagens internacionais e a diferença cambial foram alguns dos fatores que impulsionaram o mercado náutico como forma de lazer seguro com a família, argumenta o corretor Fábio Fiori Avellar, proprietário da corretora Brancante Corretora de Seguros, uma das poucas especializadas em embarcações e que está há mais de 25 anos neste mercado. “Muitos clientes comentam que passaram uma vida inteira se programando para comprar um barco quando se aposentassem e com a pandemia decidiram antecipar o sonho”.
Segundo Pedro Simões, especialista da ESSOR em embarcações, o mercado náutico oscila muito com a entrada e saída de seguradoras. “Este é um mercado específico e é preciso ter muita experiência para fazer uma subscrição de risco adequada. É preciso ser especialista e ter programas de gerenciamento e mitigação para oferecer aos clientes a assessoria e a tranquilidade que eles buscam ao comprar um seguro”, acrescenta.
Segundo dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep), as vendas de seguros para embarcações, incluindo o risco de responsabilidade civil, ultrapassou R$ 346 milhões em 2020, 62% acima dos R$ 215 milhões de 2019. “Nestes números estão incluídos outros ramos, como barcos de pescas, por exemplo, o que distorce a estatística de barcos de passeio. O que sabemos, com base nos dados nossos e dos concorrentes, é que seguro para barco de passeio registrou crescimento de 20% em 2020”, informou. São cerca de 10 companhias que atuam no segmento náutico como um todo.
A ESSOR atua no segmento de embarcação de recreio há 4 anos e vem se especializando ano a ano. Segundo os executivos, as coberturas são praticamente padronizadas entre as seguradoras do setor. “O que diferencia a ESSOR é a subscrição detalhada para não ter problemas na hora da indenização. Algumas seguradoras limitam dar cobertura pela idade da embarcação. Nós não. Avaliamos caso a caso. E nos diferenciamos ainda pela agilidade no atendimento ao cliente, que tem uma resposta em até 48 horas para cotações, por termos investido em um sistema operacional digitalizado”, afirma Simões.
Avellar acrescenta que poucos clientes sabem o valor do barco, que oscila com a oferta e demanda e com o câmbio. “Não é como seguro automóvel, que tem uma tabela Fipe para guiar os preços. Em embarcações de recreio o preço tem de ser balizado por um especialista, pois oscila com a conservação, variação cambial e modificações feitas pelos proprietários”, explica.
O histórico do proprietário é tão importante quanto o da embarcação na hora de calcular o preço do seguro. Segundo ele, a média de uso de um barco de passeio gira entre 50 a 70 horas por ano. No entanto, com a pandemia muitos barcos passaram a ser compartilhados, o que elevou substancialmente o número de horas navegadas e o risco de acidentes. “Além do maior período de uso, há outros condutores da embarcação e isto tem de estar bem claro no contrato. Seguradora que não conhece o segmento, nem percebe essas mudanças e acaba assustada com o volume de acidentes e pedidos de indenizações e deixa o setor”, ressalta Simões.
Apesar de todos os riscos de sair de barco por aí, não são todos que têm seguro. Em média, o custo para manter um barco oscila entre 10% a 20% do preço de aquisição, considerando-se marina, manutenção, combustível e seguro. Segundo os especialistas, o preço do seguro gira em torno de 0,5% e 2% do valor do barco. “É o menor custo considerando todos os custos de manutenção da embarcação”, acrescenta Avellar.
Apesar do custo e da recessão econômica brasileira, Pinho avisa: “Há fila de espera nos estaleiros para pessoas que querem aproveitar a temporada de verão 2021/2022. E nós estamos atentos a este movimento, com produtos que visam proteger o proprietário não só de riscos para a sua embarcação como também de danos que acidentalmente possa causar a terceiros”, finaliza o CEO da ESSOR, que estima manter o ritmo de crescimento em dois dígitos em 2021, aproveitando o bom momento do setor e por ter investido em especialistas neste segmento.
Assunto: Evento Magnext 185 anos da Mongeral Aegon no Riocentro - Henrique Noya - diretor executivo do instituto
Data: 09/01/2020
Local: Rio de Janeiro, RJ
Autor: Chico Ferreira
O Instituto de Longevidade MAG e a Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi) estão juntos para a realização da live “Os desafios de viver mais e a Longevidade Financeira”. O evento será transmitido ao vivo no dia 14 de abril, às 17h, pelo canal do Instituto no Youtube.
O objetivo da parceria é falar sobre a importância da educação financeira e disseminar a cultura previdenciária e securitária para o grande público. Neste sentido, o evento contará com a presença do diretor-executivo do Instituto de Longevidade MAG, Henrique Noya, apresentando o conceito de Longevidade Financeira, com ênfase em cultura previdenciária (poupar certo) e securitária (proteger o capital).
Para o diretor-executivo, todos têm a ganhar com a parceria. “Estamos unindo a expertise da federação que reúne as empresas de seguros e previdência à expertise de um grupo com mais de 185 anos de história no segmento, mais o seu instituto com todo um conhecimento adquirido sobre longevidade financeira. Temos certeza de que esta será apenas a primeira de muitas ações que faremos conjuntamente”, afirmou Noya.
A CNseg promoverá, na última semana do mês, três dias dedicados a debates sobre tópicos relevantes ou transformadores no relacionamento do setor com os segurados, com a apresentação de um webinar diário (26, 27 e 28 de abril, sempre às 11 horas) durante a Semana do Consumidor. No encontro virtual, estarão reunidos especialistas em Relação de Consumo, executivos do setor e representantes de órgãos de defesa do consumidor e de supervisão de Seguros, Previdência Privada e Vida, Capitalização e Saúde Suplementar.
Além do Presidente da Confederação Nacional das Seguradoras – CNseg, Marcio Coriolano, e da Diretora Executiva da CNseg, Solange Beatriz Palheiro Mendes, que também serão mediadores dos painéis, já confirmaram participação no evento a Superintendente da Superintendência de Seguros Privados (Susep), Solange Paiva Vieira; o Presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Rogério Scarabel Barbosa; a Secretária da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), Juliana Oliveira Domingues; o Presidente da Associação Brasileira de Procons (Procons Brasil), Filipe Vieira e especialistas em Relações de Consumo como Ricardo Morishita, entre outros.
“Os eventos estavam previstos para a última semana de março, mas foram adiados em razão dos feriados decretados no Rio de Janeiro e em São Paulo para conter a nova onda da Covid-19”, explica Solange Beatriz.
Na pauta, a experiência do consumidor e sua interação com a empresa, na visão dos reguladores e do mercado privado; a importância do diálogo institucional, com destaque para a interlocução entre as ouvidorias do setor de seguros e os Procons ; e o comportamento, as decisões do consumidor de seguros do futuro e as tendências regulatórias.
ATUALIZADA DIA 13, às 18:04, para esclarecer melhor os dados sobre as doações
Cinco anos crescendo acima do mercado, dinheiro em caixa e o desejo sincero de ajudar o Brasil a superar seus problemas sociais agravados pela pandemia e tensão política, o que dificulta a volta do país ao crescimento. “Queremos ser parte da solução do problema”, afirma a nova CEO da Liberty Seguros, Patricia Chacon, ao anunciar a doação de R$ 1 milhão para ajudar no combate à fome no Brasil e também a contenção da pandemia da Covid-19.
Para o combate à fome, serão doados R$ 500 mil à campanha BRASIL SEM FOME da ONG Ação da Cidadania. Além disso, a Liberty criou um crowdfunding que ficará disponível para todos que quiserem doar até dia 21 de maio. Para o #unidospelavacina serão doados outros R$ 500 mil, sendo convertidos em insumos para viabilizar a vacinação no país. Trata-se de um movimento empresarial Unidos pela Vacina, criado por Luiza Helena Trajano, do Magazine Luiza, que quer facilitar a distribuição do imunizante contra a Covid-19 para todos os brasileiros até setembro.
Os anúncios foram feitos em coletiva virtual de imprensa, que marcou a saída de Carlos Magnarelli, que conduziu o grupo desde janeiro de 2015, tornando-o um dos mais inovadores no mercado segurador. “Estou há 20 anos no Brasil e na Liberty, onde entrei como diretor financeiro. Pessoalmente, tem sido muito difícil deixar o Brasil e seguir para a nova missão de ser o presidente para o mercado Andes, que abrange Colômbia, Chile e Equador. Claro que é um desafio brilhante profissionalmente e a experiencia que acumulei no Brasil será extremamente útil. Tinha como desafio o crescimento da Liberty de forma rentável e isso não teria acontecido sem o engajamento dos brasileiros que abraçaram nossa estratégia e fizeram acontecer. E a Patrícia foi uma dessas pessoas. Nos últimos 5 anos ela esteve ao meu lado e conhece muito bem a seguradora e sabe muito bem para onde ir para entregar aos clientes, corretores e funcionários uma empresa diferenciada”, disse Magnarelli com grande emoção.
Os resultados obtidos pelo grupo nos últimos cinco anos foram destacados. E mereciam ser. O desempenho da companhia é sólido e consistente por uma razão clara: a aposta em pessoas. Todas as estratégias apresentadas neste período sempre tiveram como base o bem estar dos funcionários. Engajados com a estratégia, corretores recebem produtos e serviços diferenciados para oferecer aos clientes, que compram por considerar a oferta adequada ao bolso e ao que procuram. A lógica é simples, mas implementá-la num país que enfrenta um quadro recessivo desde 2014 requer clareza, coragem e muitos recursos investidos em pesquisas e em tecnologia.
O faturamento da Liberty saltou de R$ 2,7 bilhões em 2016 para R$ 4,3 bilhões em 2020. O lucro líquido acompanhou. Saiu de R$ 95 milhões para R$ 249 milhões. Conseguiu diversificar a atuação. Seguiu sendo especialista em seguro de carro, sendo hoje a quarta maior do pais, mas cresce 17,4% em outros segmentos como vida e seguros empresariais para pequenas e médias empresas. Inovou ao lançar o seguro com uso de telemetria em automóvel. Criou o Conselho dos Corretores para dar voz ao seu principal parceiro de negócio e aprimorar serviços e produtos. Aproveitou as oportunidades de ampliar os canais de vendas e fechou uma parceria com o banco Inter, que informou ter 367 mil clientes de seguros no balanço do primeiro trimestre de 2021, com crescimento anual de 350%.
A prova do contentamento dos acionistas americanos vem em diversas mensagens. “Geramos R$ 800 milhões de capital, dos quais R$ 600 milhões estão no Brasil para novos investimentos. Financeiramente temos oportunidade para crescer, pois o acionista aposta no longo prazo. Há um potencial imenso para crescer aqui”, afirma Magnarelli. Outra sinalização veio em 2019, quando o Brasil foi escolhido para sediar o terceiro laboratório de inovação do grupo, focado em soluções de seguros de auto, residência e seguros para pequenas empresas. O Solaris começou na sede em Boston (EUA), em 2015, matriz do grupo. Dois anos depois seguiu para a Ásia (Cingapura). Somos a segunda maior operação da Liberty Mutual fora dos EUA e temos muito ainda para crescer diante da baixa penetração de seguros no país. Por isso, a estratégia tem sido reter o lucro aqui para investir cada vez mais para levarmos soluções que desenvolvam os corretores de seguros, nossos principais parceiros, e que protejam a sociedade de riscos imprevistos”, comenta Magnarelli.
Patricia, que já vinha tocando estratégia e inovação, segue em ritmo acelerado. Já é possível pagar o seguro pelo PIX e somente o que usar no seguro de auto. Ela anunciou o lançamento do Auto Controle, seguro que cobra de acordo com a quilometragem rodada ou pelo estilo de direção do motorista. A novidade aqui já é usual nos Estados Unidos, conhecida por “Pay as you drive” e “Pay as you use”. Em ambas, o cliente paga uma taxa mensalmente e centavos pelo quilometro rodado, podendo ser até 50% mais econômico que o seguro comum para pessoas que circulam até 500 quilômetros no mês.
Uma das preocupações dos corretores de seguros está em perder a renda com comissões, calculadas sobre o valor pago pelo cliente. Patricia afirma que este é um seguro que precisa estar na prateleira, pois ele atrai clientes que nunca compraram seguro. “Cerca 67% da receita do Aliro, seguro de carro mais enxuto que lançamos e faz muito sucesso, vem de pessoas que nunca tinha comprado um seguro. Acreditamos que assim também será com o Auto Controle. Trará para seguros pessoas que estão fora do perfil do seguro tradicional”.
Outra novidade destacada por Patricia foi o “Meu Momento de Vida”, lançado em outubro, em meio ao aumento da procura de seguros de vida por conta da pandemia. A plataforma é 100% digital e foi criada dentro do Conselho de Corretores. “O resultado tem sido surpreendente, pois é um sistema amigável, que tem como objetivo facilitar o processo de venda do seguro de vida, de forma didática, ágil e personalizada. Trouxemos práticas de personalização já utilizadas em Cingapura com o objetivo de reinventar o mercado nacional. Nos dois primeiros meses a plataforma recebeu 300 mil acessos, um número bastante relevante para nós. Além disso, o segmento de seguros de vida cresceu 30% em 2020 na Liberty”, afirmou.
Apesar de toda a caótica situação em que o Brasil se encontra, liderando o número diário de mortes por Covid-19 e despencando entre as maiores economias do mundo — em 2006 estava entre as 10 e em 2021 deve ficar na 13a posição –, a aposta de um dos maiores grupos seguradores dos EUA segue firme. “Queremos ser parte da solução. Nosso projeto social é relevante e estamos sempre atentos para poder contribuir mais para fomentar um futuro de valor para a sociedade, reforçar as causas que a seguradora já trabalha: empoderar e capacitar cada vez mais pessoas. Acabamos de anunciar 11 projetos sociais que receberam apoio e patrocínio da companhia e serão ativados ao longo de 2021 e fazem parte do plano de sustentabilidade “Liberty Mais Sustentável 2023”.
Certamente todos sentirão não ter Magnarelli no dia a dia do mercado brasileiro. Também é certo que todos estão contentes com Patricia no comando da Liberty, a única mulher no comando do seleto grupo de 15 maiores seguradoras do país. Segundo Patricia, a meta é a equidade. Ela citou a Pesquisa da Escola Nacional de Seguros, que mostra que 54,8% do quadro total de funcionários das 23 maiores seguradoras do mercado são mulheres, sendo apenas 25% em cargos de liderança. “A Liberty está acima do mercado: 58% do quadro de funcionários é formado por mulheres e elas são 38% das líderes. Estamos no rumo da nossa meta, que é a equidade”, finaliza.
A Bradesco Vida e Previdência lançou dois fundos de previdência privada formados por empresas com alto grau de comprometimento ambiental, responsabilidade social e governança corporativa, seguindo os princípios ESG – sigla em inglês para Environmental, Social and Governance. O ‘Bradesco Princípios ESG Global Fixed Income Crédito Privado PGBL/VGBL’ concentra investimentos em renda fixa, enquanto o ‘Bradesco Princípios ESG Equities Global PGBL/VGBL’ está voltado para a renda variável. Ambos contemplam alocação em ativos locais e internacionais.
Os novos fundos são administrados pela BRAM (Bradesco Asset Management), segunda maior gestora de fundos da categoria ANBIMA de Ações de Sustentabilidade/Governança. Signatária há 10 anos dos princípios para o Investimento Responsável da ONU (Organização das Nações Unidas), a BRAM é a única asset da América Latina a integrar a Força Tarefa sobre divulgações financeiras relacionadas ao clima e participar do ICP – Investidores pelo Clima.
Estevão Scripilliti, superintendente executivo do Departamento Financeiro e de Investimentos da Bradesco Seguros, afirma que os incentivos às boas práticas ESG têm aumentado, refletindo os anseios dos investidores.
“Pesquisas mostram que clientes valorizam cada vez mais os produtos com práticas responsáveis, estando dispostos, inclusive, a pagar até 10% mais caro por um produto feito sob práticas ambientais e sociais sustentáveis. Ao incorporarem métricas ESG em suas decisões, deslocam-se volumosos recursos para ações e dívidas de empresas com boas práticas. A Bradesco Vida e Previdência, em conjunto com a BRAM, reforça seu compromisso com o meio ambiente e as questões sociais e de transparência corporativa com reconhecimento mundial”, destaca.
Os investimentos no exterior contam com exposição cambial e empregam a estratégia best-in-class, que seleciona os gestores com o mais elevado nível, como BlackRock, PIMCO, Morgan Stanley e Nordea. Quanto aos ativos locais, a análise integra as questões ESG nas decisões de investimento em todas as estratégias dos fundos e classes de ativos.
O valor inicial para aplicação é de R$ 50, e os fundos chegam a ter 40% de exposição no mercado internacional em ações de empresas com boas práticas ambientais, de inclusão social e de governança corporativa. Os produtos são pensados especialmente para os investidores qualificados – aqueles que possuem condições adequadas para avaliar o risco de aplicações financeiras e que dispõem de, pelo menos, R$ 1 milhão em investimentos no mercado financeiro.
A taxa de administração máxima do ‘Bradesco Princípios ESG Global Fixed Income Crédito Privado PGBL/VGBL’ é de 0,8% ao ano, e a do ‘Bradesco Princípios ESG Equities Global PGBL/VGBL’, de 1,8% ao ano.
As tensões políticas se refletem no boletim Focus, que consolida as projeções de indicadores econômicos por cerca de 100 analistas do mercado financeiro, publicado às segundas. “As incertezas da pandemia, do fiscal e da política se retroalimentam. Às disputas em relação ao Orçamento de 2021, protagonizada por diferentes alas do Congresso e do próprio Governo Federal, somou-se na semana passada a determinação do Ministro do STF, Luís Roberto Barroso, para que o Senado abra uma CPI para investigar a atuação do governo durante a pandemia. Nesse cenário, as projeções mostram sinais adicionais de deterioração e preocupam”, comenta Pedro Simões, do Comitê de Estudos de Mercado da CNseg, a Confederação Nacional das Seguradoras.
A possibilidade cada vez maior de que haja um descolamento entre o desempenho da economia brasileira e a mundial, particularmente a americana, mantém o câmbio pressionado, o que impacta a inflação e compromete a taxa de crescimento do PIB, cuja projeção para este ano caiu de 3,17% para 3,08%. A projeção mediana para a taxa Selic ao final deste ano, por outro lado, ano subiu de 5,00% para 5,25%, enquanto a projeção para o IPCA passou de 4,81% para 4,85%. “O Banco Central tem deixado claro, especialmente desde sua última decisão, que a política monetária agora é mais livre e pode mudar de acordo com as circunstâncias, e passará a ser mais reativo em relação aos dados que forem sendo divulgados, o que faz sentido em um momento de grande incerteza. Atualmente, o mercado interpreta isso como expectativa de Selic mais alta”, conclui Simões, no Boletim Acompanhamento de Expectativas Econômicas semanal feito pela Superintendência de Estudos e Projetos (Suesp) da CNseg.
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