Artigo: grandes riscos, um novo marco regulatório com a Resolução CNSP 407

por Walter Polido, mestre em Direitos Difusos e Coletivos, pela PUC-SP, advogado, técnico-especialista em seguros e resseguros, escritor, professor universitário e diretor sócio da Conhecer Seguros Treinamentos

Resolução CNSP n.º 407, de 29.03.2021, vigente a partir de 1º.04.2021 – Grandes Riscos. Marco regulatório dos mais importantes no mercado de seguros nacional. Arrisco a dizer que ele abriu as portas para o século XXI, tardiamente, mas ainda em tempo, uma vez que as práticas do nosso mercado, em termos de bases contratuais, ainda remontam ao início do século passado, inexplicavelmente. Mas agora avançaremos, rapidamente. Podem acontecer, no início, situações que, na verdade, não corresponderão ao espírito contido na desregulamentação ora em curso, mas acredito, também, que serão rapidamente modificadas, retomando o caminho, uma vez que a força do mercado livre será muito ampla agora.

Parafraseando o grande Orlando Gomes, cujo texto ele escreveu em 1955, acompanho o mesmo pensamento em relação ao processo de desregulação que vem sendo promovido pela Susep: “a precipitação da evolução jurídica é menos nociva do que a mumificação das ideias defuntas”.

As Seguradoras estarão, necessariamente, muito mais atentas à concorrência, sendo que hoje praticamente só competem pelo fator preço, já que os produtos de seguros guardam semelhança absoluta, em face do anacrônico sistema da padronização estatal, agora suprimido. Efetivamente, requererá mudanças de paradigmas.  Glossário – cada Seguradora desenhará o seu, abandonando os “padronizados” desatualizados, arcaicos, desconformes com a evolução do direito e da jurisprudência.

E o corretor de seguros?! De intermediário, para analista de riscos efetivamente. Ele precisará conhecer todos os produtos, detalhadamente, de modo a indicar o melhor e mais adequado para os clientes dele, garantindo efetivamente os interesses de cada um deles. Maior responsabilidade para o profissional? Não tenho a menor dúvida sobre isso. A imputação de responsabilidade, certamente, será facilitada diante dessa perspectiva. O que fazer? Só tem um caminho: estudar e adquirir conhecimento especializado.

E as Seguradoras? Caem as cortinas, as desculpas, os mitos, enfim os procedimentos atuais não ortodoxos. Responsabilidade profissional máxima também. Elas terão de dizer os vários “porquês” efetivamente e todos justificados pela boa técnica! Até então prevaleceu, ao longo das últimas décadas, desde os 70 anos de monopólio de resseguro que engessaram, inclusive, a inteligência e a criatividade humana, os seguintes: “o IRB não permite” e, atualmente, “o meu produto registrado na Susep não pode ser modificado para atender a essa demanda pontual”! Morreram. Acabaram.

A técnica deverá ser o único argumento eficaz diante das propostas de seguros várias. Aqui está a mola propulsora do desenvolvimento do nosso mercado, finalmente entendida pelo Estado regulador. Momento de muito trabalho. Para os operadores do Direito, de modo geral, terreno fértil de aprendizado, de trabalhos em novas frentes, de novas oportunidades para quem conhece seguro e seus fundamentos, não superficialmente apenas. Palavra motora > conhecimento! Fico muito feliz diante dessas perspectivas todas e abomino, desde sempre, qualquer tentativa de retrocesso, de apego ao passado que já se foi, da tentativa de supressão da liberdade de ação do mercado e marcada por ideologias pseudonacionalistas que, na verdade, não engrandecem o país e a sociedade, mas os conservam no atraso, garantindo a reserva de atuação apenas para alguns poucos que se locupletam com o regime conservador e fechado.

É chegado o momento de inovar. Que bom que fazemos parte deste cenário aberto, extremamente promissor e garantidor de boas práticas.

Instituto de Longevidade apresenta sua nova marca e passa a se chamar Instituto de Longevidade MAG

Fonte: MAG Seguros

Neste primeiro semestre de 2021, o Instituto de Longevidade tem novidades. Para comemorar os cinco anos de sua fundação, ele passa a se chamar Instituto de Longevidade MAG e ganha uma nova marca. A mudança faz parte do plano de atualização das marcas das empresas que compõem o Grupo Mongeral Aegon, que desde 2020 passou a adotar o nome MAG nas companhias do grupo. 

Segundo Henrique Noya, diretor-executivo do Instituto, mais simples e fácil de memorizar, a nova marca reflete toda a contemporaneidade modernidade e inovação que o grupo vem buscando ao longo de seus 186 anos de história. “Mudamos nosso nome, mas não mudamos os nossos princípios e objetivos. Continuamos com nossa missão de oferecer caminhos práticos para o indivíduo lidar com os desafios sociais e econômicos de uma vida mais longa, ou seja, planejar sua longevidade financeira”, afirma o executivo. 

Ainda segundo o executivo, a mudança chega para simplificar. “Ao longo dos anos, sempre buscamos facilitar o entendimento de temas complexos, principalmente do universo financeiro, para democratizar o conhecimento. Fizemos o mesmo com a nossa marca”, completa Noya. 

Ações do Instituto de Longevidade MAG 

O Instituto de Longevidade MAG desenvolve uma série de ações com o objetivo de fomentar o debate sobre o envelhecimento da população. Este ano, lançou a Pesquisas de Preparo para Aposentadoria 2020 , documento que aponta tendências e oportunidades em torno da longevidade, do envelhecimento saudável e da segurança financeira. Em 2020, desenvolveu a segunda edição do IDL – Índice de Desenvolvimento Urbano para Longevidade . O estudo mede o grau de preparo dos municípios brasileiros para o envelhecimento de suas populações. 

Unindo todas as pontas desse importante trabalho, criou o RETA (Regime Especial de Trabalho do Aposentado), um projeto de lei que propõe uma série de medidas para aumentar o acesso de pessoas com mais de 60 anos ao mercado de trabalho. O PL segue em tramitação no Congresso. 

O Instituto também conta com um portal de conteúdos e serviços que em 2020 bateu a marca de 7,6 milhões de leitores. Foram 13,8 milhões de acessos e 19,4 milhões de páginas visualizadas, além das 385,3 mil pessoas que se cadastraram gratuitamente para receber informações por e-mail e desfrutar de uma série de benefícios oferecidos aos associados. 

O portal oferece ainda mais de 300 cursos on-line gratuitos e com certificado em diversas áreas de conhecimento. “São cursos voltados para todas as idades. Nosso objetivo é contribuir com a atualização e o aperfeiçoamento de nossos leitores, para que se mantenham competitivos no mercado de trabalho, principalmente diante de um cenário tão difícil que se mostra à nossa frente”, finaliza o diretor-executivo. 

Lloyd’s vê grande perda com o bloqueio do Canal de Suez

Fonte: Reuters

O bloqueio do Canal de Suez por quase uma semana resultará em uma “grande perda” para o Lloyd’s de Londres, disse seu presidente na quarta-feira, que divulgou hoje um prejuízo antes de impostos de £ 900 milhões (US $ 1,2 bilhão) em 2020 devido à pandemia COVID-19.

O Canal trabalha para limpar o acúmulo após o refluxo esta semana de um navio de contêiner gigante encalhado. O bloqueio deixou as cadeias de abastecimento globais em desordem. Bruce Carnegie-Brown disse à Reuters que é muito cedo para estimar a perda exata, mas “é claramente uma grande perda, não apenas para a embarcação, mas para todas as outras embarcações que ficaram presas e incapazes de passar.”

Ele acrescentou que isso pode significar uma perda para o Lloyd’s de cerca de US$ 100 milhões ou mais. Espera-se que as reivindicações de seguro de responsabilidade para navios e cargas afetadas pelo atraso caiam inicialmente para a seguradora de responsabilidade civil do navio porta-contêineres, o UK P&I Club. Mas a seguradora também usará resseguro, parte dele no mercado Lloyd’s, dizem fontes do setor. Carnegie-Brown disse que o Lloyd’s pode ficar comprometido por cerca de 5% -10% do total dos sinistros de resseguro.

A Fitch Ratings disse esta semana que as resseguradoras globais provavelmente enfrentarão centenas de milhões de euros em indenizações devido ao incidente.

O prejuízo de 2020 para o mercado Lloyd’s de 330 anos, de cerca de 100 membros do sindicato, se compara a um lucro de £ 2,5 bilhões em 2019. O Lloyd’s espera pagar £ 3,4 bilhões em sinistros COVID-19 em 2020, sem resseguro, com Carnegie-Brown dizendo que muitos desses pagamentos estariam relacionados ao cancelamento de grandes eventos, como o torneio de tênis de Wimbledon. Os pagamentos relacionados ao COVID-19 continuarão este ano, acrescentou. Mas o Lloyd’s disse que as taxas de prêmio aumentaram 10,8% no ano passado e os aumentos das taxas continuaram em 2021.

Após vários fechamentos devido à pandemia, a sala de subscrição do Lloyd’s será reaberta em 17 de maio. Carnegie-Brown disse que as pesquisas mostraram que a maioria dos funcionários do mercado espera retornar ao escritório “mais de três dias por semana”.

Lloyd’s paga £ 3,4 bilhões em indenizações de Covid-19 e registra prejuízo em 2020

lloyds of london

O Lloyd’s of London anunciou hoje uma perda de mercado agregada de £ 900 milhões para 2020 (2019: lucro de £ 2,5 bilhões), incluindo perdas líquidas incorridas do COVID-19 de £ 3,4 bilhões após recuperações de resseguros.

Durante 2020, o Lloyd’s forneceu suporte significativo a seus clientes em todo o mundo impactados pela pandemia do COVID-19, com a previsão de pagamentos aos clientes que podem atingir £ 6,2 bilhões em uma base bruta. Os sinistros do COVID-19 adicionaram 13,3p.p. ao índice combinado do mercado de 110,3%.

Nos últimos três anos, as medidas de melhoria sustentada de desempenho do Lloyd’s contribuíram para um melhor resultado de subscrição de £ 1,9 bilhão e uma melhoria de 7,5p.p. no índice combinado, excluindo o COVID-19, para 97,0% (2018: 104,5%). Em 2020, as taxas de prêmios aumentaram 10,8% com uma dinâmica de taxa positiva continuando no primeiro trimestre de 2021.

O Lloyd’s mantém fortes posições de capital e solvência, com recursos líquidos aumentando para £ 33,9 bilhões em 2020 e com amplas taxas de solvência central e de mercado de 209% e 147% respectivamente.

John Neal, CEO do Lloyd’s, disse: “Após um ano extremamente desafiador marcado por uma crise global de saúde de uma escala nunca antes vista, o Lloyd’s continuou a apoiar seus clientes com pagamentos esperados para totalizar £ 6,2 bilhões em sinistros do COVID-19. O ano também foi marcado por uma alta frequência de sinistros de catástrofe natural e pela saída formal do Reino Unido da UE, gerando mais perdas e incertezas.

“Diante desse cenário sem precedentes, fizemos um bom progresso em nossos planos de desempenho, digitalização e transformação cultural. Nossa abordagem disciplinada de subscrição e determinação para nos tornar o mercado de seguros mais avançado do mundo nos prepararou para o sucesso real este ano, juntamente com o contínuo impulso positivo de taxas que veremos  o mercado apoiando o crescimento pela primeira vez em quatro anos.”

Os principais números relatados nos resultados do ano 2020 do Lloyd’s são:

·       Prêmios subscritos brutos de £35.5 bilhões (2019: £35.9bilhões)

·       Índice combinado de 110,3 % (2019: 102,1%)

·       Sinistralidade atricionária de 51,9% (2019: 57,3%)

·      Lucro líquido do investimento de £ 2,3 bilhões, retorno de 2,9% (2019: £ 3,5 bilhões, retorno de 4,8%)

·        Recursos líquidos de £33,9 bilhões (2019: £30.6bilhões)

·       Taxa de solvência central de 209% (dezembro de 2019: 238%)

Excluindo as perdas do COVID-19, o mercado apresentou um lucro de subscrição de £ 800 milhões, demonstrando uma melhora significativa no desempenho subjacente do Lloyd’s. Isso é apoiado por uma melhoria de 7.8p.p. do índice combinado subjacente (sinistralidade atricionária, índice de despesas e liberações de ano anterior) que caiu para 87,3%.

Os prêmios subscritos brutos de £ 35,5 bilhões representam uma redução de 1,2% em relação ao mesmo período de 2019.  Condições excepcionais de mercado impulsionadas por uma dinâmica de taxa positiva ao longo de 2020 viram o mercado alcançar aumentos médios de taxa ajustada de risco nas renovações de negócios de 10,8%. Isso foi compensado por uma redução de 12,0% no prêmio bruto subscrito devido à remediação dos negócios de baixo desempenho em 2020, refletindo o foco contínuo do mercado na qualidade do negócio que renova e subscreve.

O índice de despesas de 2020 viu uma melhora de 1,5p.p. para 37,2% (2019: 38,7%) e isso continua sendo uma área-chave de foco, com o programa central de soluções e entregas Future at Lloyd’s Blueprint Two para lidar com custos totais de aquisição e despesas administrativas.

Em 2020, os recursos líquidos do mercado aumentaram 10,8%, para £ 33,9 bilhões em 30 de dezembro de 2020 (2019: £ 30,6 bilhões), reforçando a força excepcional do balanço do Lloyd’s com uma taxa de solvência central de 209% (dezembro de 2019: 238%).

Flavio Zoppello assume diretoria comercial da Mitsui Sumitomo Seguros

A Mitsui Sumitomo Seguros anunciou a contratação de Flavio Zoppello como diretor comercial, responsável pelo canal corretores. Com 26 anos de experiência no setor de seguros, o novo diretor comercial traz na bagagem grandes empresas, tais como Itaú Seguros. RSA (agora Seguros SURA), Allianz e, mais recentemente, na AXA XL. “Me sinto feliz em poder retornar ao grupo Mitsui Sumitomo, onde trabalhei por quase dois anos em 2016 e 2017. Considerando um cenário atual tão adverso do mundo e do mercado segurador, me sinto preparado para voltar numa companhia totalmente transformada”, disse. 

Um dos desafios de Zoppello é atuar na meta em triplicar a Companhia nos próximos quatro anos, atuando nas necessidades específicas de cada mercado e inovar no relacionamento com corretores e clientes. “A pandemia mudou nossas vidas, o mercado e a forma como nos relacionamos. A boa notícia é que o setor respondeu bem ao desafio das vendas digitais com crescimento de vendas de 0,6%, segundo dados da Susep. E a Mitsui Sumitomo avançou 30%. 

“Estamos muito felizes com o retorno de Zopello para a Mitsui Sumitomo. A companhia estruturou um plano de 4 anos entre 2018 e 2021. Ele participou da concepção do plano e agora está de volta para nos ajudar a criar uma conexão para o novo plano de 2022 a 2025. Isso mostra os laços que criamos com nossa equipe e o quanto valorizamos as pessoas em nossa estratégia”, comentou Helio Kinoshita, vice-presidente da Mitsui Sumitomo. 

Susep publica Resolução 407, que tira amarras dos contratos de seguros com garantias acima de R$ 15 milhões

Susep Igor Grandes riscos

Clientes que quiserem um programa de seguro inovador, sem produtos padronizados, já podem fazer suas encomendas aos corretores e seguradores a partir de hoje. A Superintendcia de Seguros Privados (Susep) publicou a resolução que dispõe sobre os princípios e as caracteríscas gerais para a elaboração e a comercialização de contratos de seguros de danos para cobertura de grandes riscos. “A resolução é fruto de um amplo debate que fizemos com o mercado nacional e internacional, visando soltar as amarras do segmento de grandes riscos no Brasil”, afirma Igor Lourenco, diretor da Susep. As disposições da Resolução se aplicam às apólices renovadas ou emitidas a partir de do dia 1 de abril.

Lourenço destaca que os contratos de seguros de grandes riscos envolvem geralmente valores elevados, subscrição especializada e intenso gerenciamento de risco.  “Por isso, compreende-se que os segurados têm um perfil de risco mais apto a negociações. Esperamos, então, que, com a maior flexibilidade nas negociações contratuais, as seguradoras possam não só ampliar a oferta de produtos, como criar possibilidades de maior valor agregado, impulsionando assim o mercado”. 

A primeira grande mudança fazer a segregação do segurado normal e do segurado qualificado. Até então, a Petrobras, por exemplo, tinha a mesma regra que um consumidor de seguro de carro. O normativo não traz regras e sim princípios, defende a Susep. “O princípio básico é dar grande liberdade para negociação entre corretores, seguradoras e segurados para contratos qualificados como grandes riscos pela natureza ou pelo valor acima de R$ 15 milhões de valor máximo de garantia”, informa. 

Na consulta pública, o valor era de R$ 20 milhões, mas a Susep atendeu ao pleito do setor e reduziu em R$ 5 milhões. Os contratos de seguro garantia e de responsabilidade civil do executivo, conhecido como Directos & Officers (D&O), ficam fora desta resolução pois tem normativos próprios. No entanto, no caso do seguro garantia, o contrato também poderá ser classificado como de grandes riscos se o tomador ou segurado pertencer a um grupo econômico com ativo total superior a R$ 27 milhões. O segurado que tiver faturamento bruto anual superior a R$ 57 milhões também está enquadrado nesta circular. Em caso de várias coberturas incluídas na mesma apólice, se o valor total da garantia superar os R$ 15 milhões, ela passa a ter como norte esta circular e não mais a circular 621 (leia mais). 

Com base na natureza do seguro, a norma estabelece como grandes riscos os seguintes ramos:  riscos de petróleo, riscos nomeados e operacionais – RNO, global de bancos, aeronáuticos, marítimos e nucleares. Além destes, atendendo à demanda do mercado, a Susep incluiu o grupo de riscos de crédito interno e crédito à exportação, quando os segurados forem pessoas jurídicas. 

De acordo com Lourenço, a qualidade do consumidor de seguros tente a melhorar, pois ele precisa se preparar para atender as suas necessidades, com risco bem dimensionado pelas seguradoras. Se mesmo com liberdade houver conflito, a resolução reconhece canais para escapar do custoso e demorado processo judicial, como as câmaras de arbitragens para conciliação e arbitragem. “Com informação clara entre as partes, a intervenção do Estado só acontecerá naquilo que realmente é importante. “O judiciário tem mais experiência em casos de seguros mais comuns, como saúde e automóvel. A especialidade de grandes riscos requer soluções mais especializadas”, acredita. 

A superintendente da Susep, Solange Vieira, explica que a simplificação estimula novas dinâmicas no mercado de seguros. “Com as oportunidades para o aumento na oferta e diversificação dos produtos, esperamos estimular também a entrada de novos players no mercado, que tragam ainda mais inovação e tecnologias para o setor. A nova norma estimula criatividade no mercado e fortalece a negociação. Nossa expectativa é que os avanços regulatórios que estão sendo promovidos colaborem com o desenvolvimento do setor e aumentem significativamente o acesso da população e das empresas ao mercado de seguros”, afirma.  

Antonio Trindade
“A norma veio em linha com praticamente tudo que estava na consulta pública. Destrava o segmento ao ampliar a dar liberdade de negociar termos e condições”, afirma Antonio Trindade

Antonio Trindade, presidente da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg) e CEO da Chubb, comemorou a publicação. “A norma veio em linha com praticamente tudo que estava na consulta pública. Destrava o segmento ao ampliar a dar liberdade de negociar termos e condições, permite o alinhamento com resseguradores para evitar a zona cinzenta sobre o que esta ou não coberto e dá alternativas para conflitos, caso haja, evitando disputas judiciais”, diz ele em entrevista ao blog Sonho Seguro. 

Raros os executivos consultados que teceram comentários contra a resolução, que deve reduzir muito os conflitos entre clientes, corretoras e segurados, o que certamente vai gerar uma grande economia em custos com advogados. Alguns advogados acreditam no contrário. “Ficou tão solto, que há margens para muitos problemas”, disse um profissional que pediu anonimato.

As seguradoras que atuam com grandes riscos precisarão investir em técnicos e parcerias com empresas estrangeiras para moldarem programas de seguros modernos. Os produtos padronizados continuaram a existir, mas a partir do momento que os clientes tomarem conhecimento dos novos produtos, a concorrência tirará todos da zona de conforto do que vinha sendo feito até então”, acredita Lourenco. 

A resolução revoga cinco circulares de riscos operacionais, nuclear e marítimo. 

Brasil caminha para acompanhar padrão americano e europeu de cobertura “all risks”, afirma corretora Alper

Ilan Kajan, corretora Alper

Fonte: Alper

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) aprovou, em reunião ordinária do Conselho Diretor, a abertura de consulta pública sobre a norma que revisa e consolida as regras aplicáveis aos seguros de responsabilidade civil, dando continuidade ao processo de simplificação regulatória, flexibilização na elaboração de produtos e estímulo à inovação. 

Para o diretor de Riscos Corporativos e Sinistros da Alper Consultoria em Seguros, Ilan Kajan, a iniciativa é muito positiva e trás conquistas importantes para o segmento. “Esse novo contexto permitirá a adequação dos produtos de responsabilidade civil conforme a necessidade das empresas contratantes desta modalidade de seguros. A competição extrapola apenas o aspecto comercial do prêmio do seguro e entra em questões técnicas de modelagem de coberturas que se pretende contratar. Em breve o mercado segurador irá oferecer soluções mais sofisticadas, possibilitando em uma única apólice contratar um mix de coberturas, que hoje estão disponíveis mediante a contratação de produtos específicos”, explica o executivo.

De acordo com Kajan, será possível, por exemplo, acrescentar em um único seguro proteção para os executivos, para a empresa, riscos cibernéticos e até mesmo riscos ambientais. O executivo acredita que o seguro de responsabilidade civil deve acompanhar o  padrão americano e europeu, onde a cobertura é all risks, ou seja, todos os eventos estão automaticamente cobertos pelo seguro, exceto o que tiver expressamente excluído.

“Aqui na Alper nós trabalhamos  neste modelo “on demand”. Cada vez mais é importante que o seguro atenda a necessidade dos clientes e não seja algo genérico e padronizado”, avalia. 

D acordo com a Susep, as linhas de negócio de responsabilidade civil vêm registrando crescimento contínuo nos últimos anos. Entre 2015 e 2020 houve crescimento nominal da ordem de 175%. Somente no ano passado, o segmento totalizou R$ 2,6 bilhões de prêmios de seguros. O destaque vem sendo o ramo de responsabilidade civil geral, com cerca de R$ 1,2 bilhão em prêmios subscritos no ano de 2020, seguido dos de responsabilidade civil para diretores e administradores, com R$ 920 milhões. 

“Esse é um segmento em franca expansão e com grande potencial de desenvolvimento, pois as empresas estão começando a se aculturar sobre a necessidade de contratar seguros de responsabilidade civil. Riscos associados a eventos que possam causar danos a terceiros podem causar prejuízos relevantes para o balanço das empresas, podendo até impossibilitar a continuidade do próprio negócio, acrescenta.

A Alper Consultoria em Seguros é listada no Novo Mercado, maior nível de governança corporativa da B3. No início do ano a empresa realizou uma captação de R$ 110 milhões e, a maior parte desse montante está sendo investido em fusões e aquisições. “A companhia está preparada para crescer e sabe que isso só é possível com o engajamento e o reconhecimento dos seus colaboradores”, afirma.

Allianz quer conquistar corretores de seguro de frotas com cotação, emissão e vistoria 100% digitais

Fonte: Allianz

A Allianz Seguros avança no mercado e apresenta aos parceiros de negócios um novo produto de Frotas, com o processo de cotação e emissão muito simples, 100% online. “A agilidade é também um atributo presente no cotador do Frota Fácil Digital, já que conta com preenchimento inteligente, carregando automaticamente os dados do veículo por meio de decodificador de placa e chassi, de forma assertiva e rápida, com opções para carga massiva ou item a item, a partir de três veículos” conta David Beatham, diretor executivo de Massificados e Vida da Allianz Seguros. 

Para realizar o processo de cotação é necessário o preenchimento de apenas cinco campos, sendo esses: chassi, placa, CEP, bônus e se o veículo é zero quilômetros ou não. “O corretor levará, em média, cinco minutos para fazer a cotação de 15 veículos, otimizando ainda mais o tempo de trabalho”, ressalta Livia Prata, superintendente de Frotas e Parcerias de Auto. 

O canal de vendas também tem acesso ao desconto na ponta, tendo autonomia para negociação com os clientes, e precificação exclusiva, com validação das restrições, modelagem e política de preço específica para o Frotas. O novo produto também oferece mais opções de pagamento, com parcelamento do prêmio em 10x sem juros, tanto no débito em conta quanto em boleto bancário. 

“Os corretores terão autonomia no preço, podendo negociar o valor de seu desconto diretamente com o cliente e, além disso, terão acesso à emissão online, com a apólice em segundos. Com isso, otimizamos ainda mais o tempo do corretor, eliminando o processo de repique”, complementa David Beatham.

Além da cotação e emissão serem 100% digitais, o processo de vistoria também é online. O segurado recebe um SMS com os links das vistorias para cada veículo, em que ele mesmo dá prosseguimento pelo celular, tornando assim o procedimento muito mais prático e rápido. 

Em relação ao produto, a Allianz traz novidades, como: mais opções de carro reserva, válidos para veículos de passeio nacionais e importados que possuem a cobertura de casco, por 7, 15 ou 30 dias, ou não contratação. Há também novos planos de assistências 24h, com opção de contratação de guincho para 200 km, 500 km ou quilometragem livre para veículos de passeio e 1.000 km para demais categorias. O seguro Allianz Auto Frota ainda apresenta coberturas para vidros. A companhia garante o reparo ou reposição, em caso de trinca ou quebra.

Além das inovações anunciadas, o produto oferece coberturas de Responsabilidade Civil Facultativa de danos materiais e danos corporais; Carta Verde, com cobertura de danos materiais e danos corporais; acessórios, equipamentos e carroceria; e, para veículos blindados, com contratação permitida para ano/modelo 2018, 2019, 2020, 2021 e 0 km.

“A carteira de Frotas é bastante representativa em regiões com maior concentração de transportadora e seguros de cargas. Com esse novo produto, esperamos aumentar nossa participação de mercado em praças onde entendemos ter muita aderência, em função da simplicidade que o produto traz ao corretor”, conclui David Beatham, diretor executivo de Massificados e Vida da Allianz Seguros. Com o lançamento, a companhia segue a sua estratégia em acompanhar as demandas do setor e dos corretores de seguros, ampliando a atuação e portfólio de produtos.

Mitsui Sumitomo acelera parceria com Assessorias

Depois de comemorar o forte crescimento nas vendas em 2020, a Mitsui Sumitomo começou 2021 com força total. O canal de Assessorias é um dos que nem sabe o que significa crise. “Crescemos 81% em volume de vendas em 2020 em relação a 2019, e o canal ao final do ano de 2020 representou 15% do total de produção da companhia, com 3 mil corretores ativos e 28 Assessorias”, conta Nathalye Morelli, executiva responsável pelo canal Assessorias. 

As assessorias em seguros são uma importante conexão de vendas no mercado, pois elas atuam para auxiliar os corretores em buscar melhores alternativas de produtos e serviços. “Trata-se de um canal estratégico para a companhia, pois entendemos que é um braço comercial para as nossas filiais, com o principal objetivo de ampliar a malha de atendimento aos corretores inexplorados”, acrescenta a executiva. 

O otimismo com este canal de vendas é grande. “Queremos representar nos próximos três anos 25% do faturamento da companhia, o que significa algo próximo de R$ 500 milhões”, disse ela aos participantes da 1ª Reunião Executiva de Assessorias com a Mitsui Sumitomo, realizada no dia 25 de março.  Em 2021, a meta é apostar ainda mais nas grandes capitais, como São Paulo e Belo Horizonte. “Essas regiões têm grande potencial e podemos explorar muito através das Assessorias”. 

​Estavam presentes sócios e donos de Assessorias. “Ficamos felizes e realizados de ouvir depoimentos importantes para o nosso trabalho. Vários dos nossos parceiros disseram ter uma estratégia clara e saber onde quer chegar é o que torna a Mitsui Sumitomo ser vista como uma grande parceira”, comentou Nathalye. 

Alexandre Camillo, presidente do Sindicato dos Corretores de São Paulo (Sincor-SP), entende que as assessorias permitem duas importantes missões para o desenvolvimento do mercado segurador. A primeira é de capacitar os corretores pela prática da profissão. “Aqueles que não conhece seguro, quando levam o produto ao cliente por meio de uma assessoria acaba se capacitando na prática”, diz. A segunda missão das Assessorias, segundo Camillo, é que ela fortalece um dos principais elos da cadeia produtiva, que é a distribuição. “Agradeço muito à Mitsui Sumitomo por proporcionar às assessorias a cumprirem com suas missões”. 

“Vários dos nossos parceiros disseram ter uma estratégia clara e saber onde quer chegar é o que torna a Mitsui Sumitomo ser vista como uma grande parceira”, comentou Nathalye. 

Fabio Basilone, responsável pela área de seguros do banco digital C6, afirmou que a Mitsui Sumitomo é uma das seguradoras que mais entendeu o benefício estratégico de atuar em conjunto com as Assessorias de seguros. “Esse modelo de negócios não é uma novidade fora do Brasil ao contrário do que muitos imaginam. Aliás, em dezembro de 2020 a McKinsey publicou um relatório que entre outras coisas, indicava um crescimento de 8% ao ano no EUA e Europa nos prêmios de automóveis produzidos pelos agregadores – nome dado por lá às Assessorias”, comentou. Segundo ele, os conceitos da parceria com a Mitsui Sumitomo são sempre focados na colaboração, construindo mutuamente alicerces operacionais, técnicos e comerciais, avançando sobre novas regiões geográficas e novos produtos. “Todo seu corpo executivo está alinhado com essa evolução, o que tem dado consistência às implementações que vem sendo feitas”.

Ricardo Montenegro, da Assessoria Montenegro, que está no mercado de seguros há 40 anos sendo 25 com a assessoria, afirma há bons motivos para ter a Mitsui Sumitomo como parceira. “Os principais motivos do sucesso da Mitsui Sumitomo no segmento de Assessorias é sem dúvida nenhuma a escolha de seus parceiros bem como o relacionamento que as Assessorias têm com as Áreas técnicas. Isso nos traz agilidade na negociação e na busca pelo fechamento do bom negócio”, afirmou ele, que atua na Zona Norte de São Paulo, com seguros de riscos empresariais e automóvel.

Gabriel Boyer deixa cargo executivo na NEWE Seguros e permanece como acionista

O vai e vem de executivos em seguros está impressionante. A notícia do dia fica com a NEWE Seguros. O executivo e co-fundador, Gabriel Boyer, parte para novos projetos depois de consolidar a seguradora como a 6º maior em seguros agrícolas do Brasil. Nos dois últimos anos, o ex-COO realizou um plano operacional e financeiro de turnaround e garantiu um faturamento de R$ 169 milhões em 2020, um aumento de 112% em relação a 2019.

Gabriel passa a atuar como acionista da empresa e afirma ter alcançado seu objetivo de se tornar dispensável para o cargo. ”A principal função de um líder, na minha visão, é se tornar desnecessário para a companhia. Acredito que o momento correto para sair de cena é quando a sua janela de entregas para a empresa está concluída e assim ela consegue estar pronta para seguir sem sua presença. Isso está vinculado à construção de pilares sólidos dentro daquela comunidade/empresa que vai continuar gerando valor mesmo após a sua saída”, explica o executivo, sem dar mais detalhes, apenas que está focado nos processo de reestruturação financeiras e outros.

Segundo Rodrigo Motroni, vice-presidente comercial e de sinistro da NEWE Seguros, foi uma saída bastante planejada e preparada. “Vínhamos há meses redistribuindo as atividades do Gabriel entre eu o CEO Carlos Caputo. O Átila Santos, superintendente de Linhas Financeiras, está tocando com maestria o seguro garantia que lançamos recentemente. Nenhuma mudança grande. Temos nossos planos em 2021. Vamos dobrar de tamanho com o seguro garantia nos ajudando a decolar”, afirmou ele ao blog Sonho Seguro.

Formado em Ciências Atuariais pela UFRJ, Gabriel tem quase 20 anos de carreira, onde foi responsável por grandes operações em multinacionais como Alterra e Markel. A saída é ligado a objetivos pessoais de trilhar novos caminhos e replicar novos cases de turnaround e consolidação de marca em outros setores da economia. O executivo é reconhecido no seu mercado de atuação e considerado um dos principais especialistas em seguro agrícola e seguro garantia no Brasil. Boyer está saindo da operação da NEWE em sua melhor fase – 85 funcionários, melhor média de sinistralidade do mercado em 24 meses seguidos e 15% de ROE no ano de 2020.